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OS FRUTOS DO APACIGUAMENTO

Velaqui novamente os frutos do apaciguamento. Corea do Norte tem estado ensaiando com uma segunda remesa de bombas nucleares e Occidente leva-se as mãos à cabeça horrorizado. Que agardavam? Uma vez que a Administração Bush cobardemente decidiu render-se ante este país (seguindo os passos emprendidos por Bill Clinton), Kim Jong Il não perdeu a oportunidade de desenvolver o seu programa nuclear.


Agora os mesmos “novos realistas” que accederam ao poder durante a presidência de Bush, e que decidiram que era possível “conviver” com a bomba de Corea do Norte –igual que têm decidido que é possível “conviver” com a bomba iraniana- servem à Administração Obama que, por suposto, tem levado a imbecilidade dessa posição até limites sem precedentes. Obama inclina-se ante todos os déspotas do planeta proclamando a debilidade dos EEUU nessa “mão tendida à amizade” e na infantil crença de que falar com os tiranos é o caminho correcto que conduz à paz.


O resultado dessa colosal cobardia é a butifarra que vem de lhe fazer Corea do Norte. Iran não é alheio ao que se passa. Se os EEUU não reagem para deter uma Corea nuclear, Iran verá-se reforçada na sua intenção de desenvolver as suas armas nucleares com total impunidade.


Como comentava John Bolton uma semana atrás –vaticinando a segunda prova de Corea do Norte- comentando as afirmações de Stephen Bosworth, o enviado especial à zona dos EEUU:


“Para além da agressão de Pyongyang, o Sr. Bosworth tem reiterado que os EEUU estám interessados no “diálogo” e em volver a “sentar-se numa mesa tão cedo como seja possível”. Isso é precisamente o que Corea do Norte quere (…) Corea do Norte é um país misterioso, mas o que não oferece mistério algum é a sua política exterior. E nisso trabalham”.


Os EEUU não só estám pagando o preço do seu derrotismo passado respeito a Corea do Norte, senão que Obama está assegurando que o seu país será cada vez mais débil dum modo activo e catastrófico.


Doutra banda, a Administração Obama pressiona a Israel para que asine o Tratado de Não Proliferação Nuclear, sugerindo que devem eliminar o seu arsenal nuclear. Algo que será, sem dúvida, muito bem recebido por Iran e outros países, dadas as suas reiteradas demandas nesse sentido. A autêntica ameaça de proliferação nuclear hoje em dia, porém, não é Israel, senão Estados como Iran e Corea do Norte que sim que são asinaram os tratados e actualmente os violam com total impunidade. Sem uma reacção robusta dos EEUU ante estas violações –algo que não semelha entrar nos planos da Administração Obama- outras seguirão.


Depois de que Israel bombardeasse as instlações nucleares sírias, saíram à luz evidências de que Corea do Norte estava implicada naquele programa ilegal. Corea está vendendo tecnologia nuclear e balística a Pakistão, assim como a Iran. Contudo, Obama amosa-se tranquilo com os programas nucleares de todo o mundo, agás com os de Israel –o único país que nunca os utilizaria, não sendo para evitar ser aniquilada pelos mesmos países que Obama trata de “apaciguar”.


Ingenuidade –ou idiócia profunda e premeditada?



MELANIE PHILLIPS


4 Sivan 5769 / 27 Maio 2009


O TEST NUCLEAR NORCOREANO

Como advertíramos, Corea do Norte levou a cabo uma prova nuclear.

Aproximando-se à magnitude dum terremoto de 4’7 graus na escala Ritcher, o test foi exitoso e implicou a utilização de um considerável artefacto de mais de 30 kilotões.

Para além do aluvião de protestas internacionais, não há nada que fazer contra Corea do Norte, nem haverá. A fechada economia comunista é imune às sanções, os humanitários occidentais não cancelarão as ajudas à famélica população, e uma grande quantidade de plutônio será armazenada em instalações desconhecidas, suficientemente ocultas e imunes a serem destruídas pelo armamento convencional.

Um ataque contra as instalações nucleares de Corea do Norte seria o único modo de fazer entender aos comunistas que a proliferação é desaconselhável, mas ninguém dará este passo.

Obama está especialmente interessado em deixar jogar por livre a Corea do Norte, como exemplo para Israel de que é factível viver junto um inimigo armado com bombas nucleares, recebendo as garantias de protecção dos EEUU. Viver por algum tempo, quando menos.

Num efecto dominó, Japão e Viet-Nam serão pressionados duramente para iniciar os seus próprios programas nucleares. Corea do Sul seguirá confiando na ajuda dos EEUU chegado o caso, mas provavelmente também emprenderá disimuladamente o seu próprio programa nuclear.

Para Israel a grande questão é: a quem venderá Corea do Norte o seu armamento nuclear, a Iran ou aos terroristas?