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DEIXADE AOS SUÍZOS EM PAZ

Quando saltou à luz pública o intento do Presidente suízo Hans-Rudolf Merz de reunir-se com o Presidente iraniano Mahmoud Ahmadineyad, durante a II Conferência de Durban que está tendo lugar em Suíza, alguns em Jerusalém ergueram vozes duramente críticas face este país e face o próprio Merz. Disseram, entre outras coisas, que “não existe nenhuma razão para manter tal encontro com um negador impenitente do Holocausto como Ahmadinejad”.

O Presidente de Israel, Shimon Peres, exprimiu-se de modo semelhante na cirimónia de apertura do Dia de Lembrança dos Mártires e Heróis do Holocausto, dizendo que “a Conferência que se inaugura hoje em Genebra marca a aceitação do razismo, não a guerra contra ele. E o seu principal promotor, Ahmadineyad, chama a destruir Israel e a negar o Holocausto. É uma vergonha”.

Se eu fosse o Presidente de Suíza, respostaria-lhe a Shimon Peres e os seus colegas dizendo:

“Perdão? Que é o que se lhe oferece? Você não tem problema algum em reunir-se com o negador do Holocausto Mahmoud Abbas, também conhecido como Abbu Mazen. O mesmo Abu Mazen que escolheu a negação do Holocausto como matéria da sua tese doutoral. E isso não é tudo; ao negador do Holocausto, Mahmoud Abbas –dirigente de Fatah, promotora da matança de onze atletas israelis nos Jogos Olímpicos de Munich de 1972- você subministra-lhe pistolas, forças “policiais”, um exército e uma Autoridade quase autónoma, com controlo sobre uma população onde o livro “Mein Kampf” é um bestseller e a negação do Holocausto algo universal. Por que está bem reunir-se com Abu Mazen, mentres que lhe dar a mão a Ahmadineyad não o está?”.

A dia de hoje, se o Presidente suízo contestasse assim, creio que estaria acertado.

É simples hipocresia fazer distinções entre o negador do Holocausto Ahmadineyad e o negador do Holocausto Abu Mazen. E a negação do Holocausto não é o único que têm em comum. Ambos apoiam a eliminação do Estado de Israel. Um atravês dum ataque atómico, e o outro mediante a solução de “dois Eatados para dois povos”, que não deixa de ser uma bonita redundância que emascara uma Solução Final para o Estado judeu.

Portanto, qualquer que mantenha conversas com Abu Mazen e a sua cuadrilha, e que inclusso o ajuda a afiançar-se no poder, não deveria ter tantos escrúpulos com alguém que fale com Ahmadineyad. Israel só poderá queixar-se quando ponha em orde, primeiro, a sua própria casa. E isso só sucederá quando proceda à revocação formal dos Acordos de Oslo e ao reconhecimento público de que esses acordos foram um erro, um crime que não se pode repetir.

Com os Acordos de Oslo, os arquitectos de Oslo –encabeçados por Shimon Peres- deram patente de legitimidade ao assassino em série, Yasser Arafat, e o seu movimento. Os Acordos de Oslo baseam-se na falsa asumpção de que Arafat e a OLP/Fatah são interlocutores legítimos num diálogo, e que deviam ser reforçados mediante a entrega de armamento, munição e cidades-refúgio. Pelo contrário, outras organizações, como Hamas e a Jihad Islâmica, não foram consideradas “kosher”, inclusso estando claro para todos –já em 1993, quando os Acordos foram asinados- que não havia diferença alguma entre Fatah e Hamas ou as outras organizações terroristas.

Os ataques terroristas contra Israel, uma considerável parte dos quais foram perpetrados por membros de Fatah (a pesar de term asinado os Acordos de Oslo), demonstra que são os campeões da violência contra os judeus, e que participam com todo descaro nas actividades terroristas contra os judeus. Toda elas –Fatah, Hamas, Jihad Islâmica e as demais organizações- estám unidas no convencimento de que Israel não tem direito a existir. Tudo o que tendes que fazer é abrir um livro de história numa escola da Autoridade Palestiniana e observar que Israel não aparece, do mesmo modo em que não é mencionada nos livros da população que apoia a Hamas.

Consequentemente, antes de atacar e denunciar ao Presidente suízo, devemos ser conscientes de que as estampinhas “kosher” de Arafat e Abu Mazen como promotores de “paz” são as que têm alfombrado o caminho para o reconhecimento de Ahmadineyad.

Aínda estamos a tempo de fazer as coisas bem. O novo Governo israeli deveria proclamar aos quatro ventos que não faz distinções entre Abu Mazen, Ismail Haniyeh, Ahmadineyad e Osama Bin Laden. Todos eles são terroristas detestáveis contra os que se deve despregar uma guerra sem quartel. Esta é a única forma d que Israel volte ser uma luz entre as nações.

Só nesse momento recuperará Israel a sua legitimidade moral para fazer exigências e tomar medidas punitivas contra outros países do mundo –com Suíza à cabeza.


NADIA MATAR

27 Nisan 5769 / 21 Abril 2009


O COMBATE POR UMA SHDEMA JUDEA


Há três anos, tras a expulsão de Gush Katif, duas veteranas activistas de Eretz Israel uniram as suas forças para avivar e vigorizar a luta pelas raízes, enfrontando-se à expropriação post-sionista de Israel. A maioria do campo nacional amosava-se daquela exausto e desesperado, mas eleas não o estavam. Nadia Matar, dirigente de Women in Green, e Yehudit Katzover, dirigente e activista de Kiryat Arba-Hebron, iniciaram um novo projecto para defender a Terra de Israel e fortalecer a correcta percepção dos judeus que acreditam que a Terra de Israel pertence ao Povo de Israel.

Nadia e Yehudit vêm de realizar uma gira pelos EEUU (desde New York até Los Angeles) promovendo a judeidade de Shdema. Shdema é um campo militar abandoado a cinco kilómetros de Har Choma, desde o que se controla a estrada entre Jerusalém e Gutz Etzion. O campo fora abandoado dois anos atrás. O Comitê para uma Shdema Judea e Women in Green têm emprendido nos meses passados uma campanha para que permaneça em mãos dos judeus.


A continuação adjuntamos um ressumo, feito por Nadia Matar, do acto da Sinagoga Safra (New York City) celebrado o passado mércores 18 de Março, assim como um documental sobre a luta por manter Shdema sob controlo judeu, no que intervêm destacadas personalidades: o membro da Knesset Aryeh Eldad, a veterana activista Geula Cohen, Elyakim Haetzni, Caroline B. Glick, Moshe Peled e outros.





Caros amigos e amigas,

Yehudit Katzover, representando ao Comitê para uma Shdema Judea, e eu própria, vimos de rematar uma semana de charlas e conferências nos EEUU sob o título de “Por que o activismo de base é importante para o futuro de Israel”.

Falámos em Los Ángeles e New York. Em ambos sítios disertámos sobre os nossos planos e actividades, que abarcam retomar os valores sionistas para a Terra de Israel, colonizando a Terra mediante explorações agrícolas e construcção de assentamentos.

Sinalámos que o Povo Judeu acha-se imerso no meio duma luta existencial pelo direito dos judeus a viver em Sion. Os inimigos que Israel tem por todo o mundo, intentam evitar que os judeus vivam em Judea e Samaria, fogar bíblico de Israel. O chamamento à “solução dos dois Estados” –quer dizer, à criação dum Estado de terror islamo-fascista em Judea e Samaria-, é uma invocação à destrucção do Estado de Israel na sua totalidade. Se a evacuação israeli da Faixa de Gaza trouxo mísseis Qassam e Grad sobre Ashdod, Ashkelon e todo o Negev, resulta evidente que a criação dum Estado palestiniano em Judea e Samaria trairá estragos e destrucção sobre Tel Aviv, Haifa e Jerusalém.

Para proteger o Estado de Israel, cumpre acrescentar a presença do Povo Judeu em Judea e Samaria, expandindo as comunidades que já existem ali, criando outras novas, para assim incrementar o número de 300.000 judeus que vivem nesse território até alcançar o milhão.

Não é preciso justificar estes planos. Judea e Samaria são parte constitutiva da Terra de Israel e só pertencem ao Povo judeu. As recentes eleições têm demonstrado patentemente que a maioria do povo judeu tem-se decantado por uma política de lealdade à Terra de Israel, e têm manifestado um rotundo NÃO às políticas de debilidade e capitulação ante o terrorismo árabe, o que é o mesmo que dizer NÃO à criação dum Estado palestiniano no território bíblico de Israel.

Como veteranas activistas, lembramos que a história dos judeus tem demonstrado que amiúde os nossos dirigentes políticos necessitam ser estimulados pelo movimento de base para agir no caminho correcto. Isso é o que se passou em 1979, quando um grupo de treze mulheres ocuparam o edifício Bet Hadassa, em Hebron, o que constituiu o germe do regresso do judaísmo àquela localidade. Algo semelhante sucedeu anos depois quando dez mulheres de Efrat e Gush Etzion combateram pela colina Dagan, evitando que fosse entregada à OLP. Esses são só dois dos muitos exemplos de actividades de base promovidas por uns poucos e que remataram logrando o apoio do grande público e dos políticos que seguiram os passos dados pelos activistas.

Yehudit e eu própria, temos dito que entre as muitas actividades nas que participamos, hoje trabalhamos, junto com os nossos companheiros activistas, para evitar que Shdema caia nas hostis mãos dos árabes. Shdema é uma base militar israeli que foi abandoada por motivos políticos. Situada na área C, baixo controlo israeli, Shdema domina a estrada que conecta o sul de Jerusalém com o leste de Gush Etzion.

Women in Green e o Comité para uma Shdema Judea, têm sido muito activos nos últimos anos em manter Shdema nas mãos dos judeus. O nosso objectivo é estabelecer um centro educativo e cultural em Shdema. O Centro oferecerá uma mescla de programas de estudo prático e espiritual que aprofundizem na vião judea e sionista do assentamento na Terra de Israel. A intenção é integrar os estudos de história e cultura judea com a Hasbará, e as habilidades de comunicação para afortalar o amor por Israel entre a juventude e também entre os adultos. Cursos que ensinem agricultura prática e habilidades de construcção para promover os valores do trabalho judeu.

Ao remate da charla projectámos o nosso último documental sobre a luta de Shdema [ver abaixo].

Tras ver o documental, o público entablou um debate. Uma das perguntas foi: “Comprendendo os perigos da criação dum Estado palestiniano, que pode fazer Israel para evitar a criação dessa entidade?”.

Eu respondim que o Governo de Israel deveria de abolir os Acordos de Oslo, e acabar com todas as organizações terroristas. Depois, deveríamos anexionar-nos Judea e Samaria. Não é possível fazer a paz com gente que exige a destrucção do Estado de Israel e que reivindica a Yihad contra a civilização occidental. Mahmoud Abbas, o actual dirigente de Fatah, tras a morte de Yasser Arafat, é tão terrorista como Haniye ou Osama ben Laden. Devemos lembrar que Abbas financiou a massacre dos atletas israelis em Munich? O doutorado de Abbas na Universidade de Moscova consistiu numa negação categórica do Holocausto. Abbas tem sido durante décadas um firme bastião nas matanças massivas de Yasser Arafat e uma figura destacada dentro da ierarquia terrorista da OLP. Nos anos mais recentes, a organização Fatah tem cometido numerosos actos terroristas contra os israelis. Mahmoud Abbas tem dito freqüentemente que a violência é legítima quando a pressão diplomática fracassa na obtenção dum novo país árabe mediante a imigração massiva de árabes a Israel. A Autoridade Palestiniana segue agindo como representante do terrorismo promovendo entre as suas crianças a emulação dos terroristas e promovendo o assassinato de judeus como modelo a seguir. Todos esses dirigentes terroristas devem ser enjuizados pelo Estado de Israel e executados, como fixo EEUU com Saddam Hussein e como figeram as forças aliadas com os dirigentes do regime názi.

Como têm demonstrado o passados 16 anos, Women in Green não é uma organização de base que pratique a violência, senão que promove, através da educação, o amor pela Terra de Israel e a nossa herdança judea.

Women in Green promove o orgulho dos valores judeus e sionistas, a perseverância no direito à nossa Terra, e agarda que o Governo de Israel proteja a Terra de Israel e ao Povo de Israel, emprendendo uma batalha diáfana contra o terrorismo árabe e os seus promotores. Advogamos pela pena de morte para os terroristas convitos no Estado de Israel, tras um processo ante as cortes de justiça, apoiando-nos nas seguintes razões:

1) Justiça elemental (como a que se pratica em muitos Estadosdos EEUU).
2) Disuasão.
3) Prevenção de situações trágicas, como o actual caso Shalit, onde todo um país é seqüestrado por uma organização terrorista. Se os terroristas e os seus dirigentes tivessem sido executados pelo Governo israeli, dificilmente seríamos vítimas de tamanhe chantagem por parte de Hamas.

O facto de que alguns em Israel e nos EEUU queiram que Israel negocie a suicida “solução dos dois Estados” com Mahmoud Abbas, não converte a este em menos terrorista e criminal. A chamada a levá-lo diante da justiça é tão legítima como o desejo de levar a Osama ben Laden ante a justiça.

Women in Green está feliz de que a maioria do povo de Israel, nas passadas eleições, tenham amosado que acreditam nos mesmos valores que Women in Green têm estado promovendo durante os últimos 16 anos, valores de amor pela Terra de Israel e a nossa herdança como judeus.

Nós, activistas extraparamentares pela Terra de Israel, temos muito trabalho por diante. A esquerda israeli, junto com as organizações ánti-israelis, tratarão de ameaçar e pressionar ao novo Governo eleito para que faga concesses ao inimigo árabe. Será o nosso dever assegurar-nos de que o novo Governo se mantenha fidel aos valores nacionais e sionistas que foi eligido para promover.

A todos os maravilhosos amigos que temos achado nestabgira informativa: foi um prazr conhecer-vos em pessoa.

Com amor por Israel,

NADIA MATAR (Women in Green)

YEHUDIT KATZOVER (Comitê para uma Shdema Judea)




A activista Nadia Matar dixo -num alarde de sentido comum- dirigindo-se a uma multidão fervorosamente pro-israeli numa sinagoga neoyorkina o passado mércores: “Devemos acabar com todos os dirigentes terroristas, começando por Mahmoud Abbas”. O discurso foi gravado e difundido pelo blogger e activista ánti-judeu Philip Weiss, na sua página Mondoweiss.


“Devemos destruir a todas as organizações terroristas. Devemos acabar com todos os líderes terroristas, começando por Mahmoud Abbas, e seguindo pelos demais”, dixo num discurso pronunciado na Sinagoga Edmond J. Safra, no Upper East Side neoyorkino.


Nadia Matar, portavoz da organização Women in Green, comparou de forma absolutamente razoável as ameaças de Abbas à existência de Israel com a ameaça názi contra Grande Bretanha antes da 2ª Guerra Mundial. Matar dixo que Winston Churchill, Primeiro Ministro britânico naquele momento, entendeu que o regime názi tinha que ser destruído para poder alcançar a paz.


“Ninguém teve reparos morais para destruir o regime názi”, dixo ante uma audiência entregada. “Temos que abolir os Acordos de Oslo; não há diferença entre a Autoridade Palestiniana, a Yihad Islâmica, Hamas, ou como queira que se denominem. Todos são terroristas e não poderemos viver em paz com eles”.


Abbas, cujo nome de guerra é “Abu Mazen”, planificou a assassinato de onze atletas israelis nos Jogos Olímpicos de 1972 em Munich. Também é autor de uma tese que sustenta a negação do Holocausto, e tem afirmado freqüentemente que a violência é uma via legítima quando não ressulta exitosa a pressão diplomática nem a estrategia de imigração massiva de árabes a Israel.


Weiss, um ánti-semita cujo blogue apresenta aos patriotas judeus como “perigosos extremistas”, sinala também que Nadia Matar pediu donativos fiscalmente deduzíveis “para uma organização de apoio às milícias judeas” –referindo-se a Women in Green.


Nadia Matar agradeceu ao rabino da Sinagoga. Elie Abadie, por brindar apoio à sua visita que forma parte duma gira pelos EEUU recabando apoio para os colonos judeus do West Bank.


Mazal Tov, Nadia.



MENSAGEM DE NADIA MATAR


Queridos amigos,

quero agradecer às dúzias de pessoas que chamaram e enviaram emails interessando-se pelo meu estado. Graças a Deus acho-me melhor e regresso a casa tras o passo pelo hospital.

Os numerosos golpes proporcionados pelas forças de expulsão, que nos patearam e bateram com porras durante a expulsão de ontem de Beit HaShalom, deixaram-me com os membros paralisados, e os paramédicos valoraram que o meu colo e a espinha dorsal estám danados. Fui conduzida ao hospital Shaarei Tzedek. Graças a Deus, tras várias provas no hospital os ressultados deram positivo. Sigo padecendo uma dor severa, mas isso se passará nuns dias. O meu espírito de combate, doutra banda, não tem feito mais que aumentar e fortalecer-se tras ter disfrutado da honra de compartir a passada semana inteira, junto com milheiros de outras pessoas, em Beit HaShalom.

Tivemos a honra de conhecer a 14 famílias admiráveis que têm estado vivendo em Beit HaShalom durante o passado anos e 8 meses, assim como aos demais activistas de Kiryat Arba e Hebron. Digo-vos que não existem palavras suficientes para descrever a estes maravilhosos judeus. Derom-nos a mais incrível das lições de hospitalidade e amor e total devoção pela Terra de Israel. Para além disso, quero saudar aos centos de rapazes que acudiram a Beit HaShalom a colaborar na sua defesa.

Gostaria-me remarcar a sarta de mentiras e desinformação procedente da oficina de Ehud Barak, e que têm sido servilmente propagadas pelos mass media. Tem-se-nos dito que a expulsão de Beit HaShalom foi exquisita e levada a cabo em menos de uma hora. É importante que se saiba que isto é uma rotunda mentira. O certo é que, contra todas as expectativas, a expulsão levou pelo menos quatro dias. Como lembraredes muitas tropas de evacuação cercaram a casa na segunda feira passada com claras intenções de evacuar pela noite. Mas graças aos milheiros de judeus leais que acudiram e permaneceram em Beit HaShalom, e graças aos centos de rapazes que não permaneceram indiferentes aos ataques dos árabes, a planificada expulsão foi postergada.

E assim até ontem. Cada dia arredor de um milheiro de pessoas permaneceram em Beit HaShalom, e o Governo dedicou-se a congregar mais e mais tropas na área. Por certo, que o Governo não agardava que a expulsão fosse congregar tantas manifestações de protesta em todo o país. Houvo protestas diarias ao longo de todo o país protagonizadas por centos de judeus furiosos pelo crime que se estava a cenificar.

Estou convencida de que se o joves tivéssemos agrupado um milheiro de pessoas na casa, a expulsão não teria tido lugar. Isto deve ser uma lição para nós no futuro.

É duro dizer que a expulsão tem trunfado. Sim, têm logrado expulsar-nos temporalmente de Beit HaShalom, mas desde esse mesmo momento se estám producindo manifestações e protestas protagonizadas por patriotas judeus ao longo de todo o país, e agardamos que isto só seja o começo. Devemos assegurar-nos que o Governo pagará um alto preço pela expulsão de judeus, de modo que num futuro o devam pensar duas vezes. A mensagem é clara: se levou tantos dias e forças expulsar os judeus de uma só casa, imaginade o que sucederá quando se trate de fazer o mesmo de toda uma comunidade. Para além das protestas, os residentes de Beit HaShalom têm anunciado já que intentarão regressar à casa no dia de hoje, inclusso se isso supões ter que instalar-se em tendas de campanha no perímetro.

Estou escrevendo estas palavras no dia depois da expulsão de Beit HaShalom. Estou certa de que nos próximos dias teremos tirado importantes conclusões e aprendido do que se tem passado aqui, aprendendo assim para as lutas vindeiras.

A nossa hora da vingança chegará, se Deus quere, o dia 10 de Fevereiro, jornada das eleições, quando o povo de Israel ponha fim a este ántisionista, ántijudeu e bolchevique régime, e leve ao poder um Governo nacional. Agardemos que esta vez, os líderes eleitos não nos traicionem e sejam autenticamente leais com a Terra de Israel, o Povo de Israel e a Torá de Israel.
Shabat Shalom

NADIA MATAR*
[Nadia Matar, co-portavoz de Women in Green e membro do Comitê de Defesa de Beit HaShalom, ressultou ferida tras ser brutalmente golpeada durante o desalojo do edifício na infame jornada de ontem]

CEGA IDOLATRIA DO ESTADO


O nosso bando comporta-se de forma anormal.

Aqueles que se negaram a boicotear ao General Gershon Hacohen e pensam que deveria ter falado no debate de Kfar Etzion intitulado “O Rei David e eu”, argumentam que Hacohen ostenta um montão de dignas fazanhas baixo o seu uniforme, e um gr4ande passado no exército; um rabino inclusso diz que Hacohen “evitou um derramamento de sangue”. Outros afirmam que Hacohen representa um ponto de vista diferente e que, a fim de contas, que problema há em sustentar uma opinião diferente?

Sendo assim, eu proporia que o violador em série Beni Sela deveria ser convidado como conferenciante na convenção de Binyian Shalem sobre “Relações familiares”. Por que não? Estou segura de que Beni Sela tem no seu haver umas quantas fazanhas. Estou segura de que cumpre com o mandamento de respeitar aos pais. Provavelmente tenha cumprido os seus deveres de reservista do exército, tendo ajudado ao país nesse sentido.

Mentres violava às suas vítimas derramava lágrimas de identificação com elas e, o mais importante, evitou derramamentos de sangue. Simplesmente violou. Não assassinou. Mas, em quaqluer caso, representa só uma opinião distinta. Por que não o escuitar?

Soa como uma ideia descavelada? Excessiva? Radical? Algo cínica? Por que?

Diredes, “Não exageres. Beni Sela é um autêntico criminal. Como podes nem sequer comparar a ambos?” E aquí é onde radica o problema: os organizadores deste debate, na realidade, não comprendem o problema inerente a invitar a Hacohen. E isto debe-se a que eles não acreditam que os sucessos de 2005 em Gush Katif sejam criminais. Não nos cabe dúvida de que se os mesmos sucessos se tivessem desenvolvido na França, e o Governo tivesse expulsado a 10.000 judeus da capital Paris, e entregado as sinagogas aos muçulmãos para que as convertessem em mesquitas, então todos os organizadores deste debate, junto com o povo de Israel, teriam sido unânimes na opinião de que se trataria dum crime ánti-semita; e que seria preciso boicotear e combater a esses europeus.

Daquela, a que se debe que quando isto sucede em Israel não se produça um shock? Nem que a expulsão seja vista como um crime?

Será a resposta o facto de que tenha sido perpetrada por judeus? Dando a entender que o mesmo facto acometido por não-judeus é um crime, mas se o perpetram judeus, dentro da “família”, está bem?

O problema não é só convidar a Hacohen ao debate bíblico. O problema é a conduta de parte do nosso bando antes, durante e depois da expulsão: o coqueteo com os soldados que vinham a nos expulsar; a cooperação e pleitesia dalguns rabinos e figuras públicas com quem perpetrou a expulsão; a violência física e psíquica dos “apaciguadores” contra os activistas de direitas; a patética necessidade de serem respeitados pela esquerda. Nenhum outro sector teria actuado assim se uma ameaça de expulsão e a destrucção do trabalho de toda uma vida pendurasse sobre as suas cabeças. Nem os haredim, nem o bando secular. E, com total seguridade, também não os drusos. Daquela, por que – por que?- o nosso bando tem-se comportado de maneira tão anormal? Na pregunta jaz a raíz do problema e a raíz da resposta.

Sou da opinião de que o sistema educativo estatal tem debastado profundamente o nosso bando, rabinos e personagens públicas incluídas. Esta educação basea-se na ideologia de “o Estado por riba de tudo”. Muitos têm levado esta ideologia a tais extremos que, na sua opinião, o Governo, como representantes do Estado, pode fazer o que lhe pete, inclusso crimes contra o povo judeu no seu território. Esta adoração radical do Estado tem levado recentemente a cenas estrambóticas de compadreo com as forças de expulsão. Esta ideologia extremista evitou ao Conselho de Judea, Samária e Gaza combater para salvar Gush Katif optando, pelo contrário, por protestar penosamente como planhideiras, porque o Estado sagrado não pode ser tocado. Esta anormal ideologia não contempla a expulsão como um crime. Esta ideia perversa levou-nos à ruína a um montão de nós, e incitou a muita gente religiosa a participar na expulsão e, portanto, profanar o nome de Deus colaborando no abandono de parte da nossa terra sagrada ao inimigo; e expulsando judeus dos seus fogares.

Afortunadamente, não todos foram vítimas deste radical e perigoso adoutrinamento que converte às suas vítimas em cegos robots que obedecem qualquer orde sem questionar a sua ética. Cada vez mais gente no nosso bando percata-se do perigo da obediência cega ao Governo. Esta é a gente que, graças a Deus, evitará que outra expulsão poda ter lugar.

Esta é gente que comprende que o Estado não é um fim em sim próprio, senão uma ferramenta a usar para outros propósitos: o regresso do povo judeu à terra que Deus lhes entregou, a aplicação da soberania judea sobre todo o território de Israel quando chegue o dia em que podamos restaurar o antigo reino judeu. Outro tanto podemos dizer do Exército. As IDF foram criadas para salvagardar o povo de Israel na terra de Israel e para combater os inimigos de Israel. Se há elementos que pretendem se apoderar deste país e o seu exército e cambiar radicalmente o seu cometido, daquela não temos melhor opção que santificar o nome de Deus opondo-nos a eles.

O que os idólatras radicais do Estado não comprendem é que desobedecer a orde expulsão teria santificado, mais que perjudicar, às IDF. Só a massiva desobediência para evitar o crime da expulsão teria perservado o Estado de Israel na Terra de Israel.

Fracassamos em Gush Katif e o Norte de Samária no verão de 2005. Desde então estamos tratando de remediar o problema com vistas aos futuros combates em Judea e Samária. O aluvião de protestas contra a invitação de Gershon Hacohen à convenção “O Rei David e eu” amosa que, graças a Deus, existe um enorme grupo de gente que entendeu a lição que recebemos na expulsão do 2005 e que esta vez combaterá em sério para salvar Israel.

Eutou certa de que o Rei David, que lutou toda a sua vida para conquistar e construir a Terra de Israel, estaria agradecido a todos os activistas que evitaram a grande profanação do nome de Deus em Kfar Etzion.



NADIA MATAR

(2 Elul 5768 / 2 Setembro 2008)


A negação é um mecanismo psicológico bem conhecido. Surge um problema que nos ameaça; o indivíduo nega o problema durante um determinado período de tempo, mas finalmente estoira-lhe no rosto.

Os israelis acham-se estancados na negação no que respeita aos árabes que vivem em Israel. Tras contemplar a gravação de uma recente manifestação de árabes israelis em Haifa, decatei-me que é chagado o momento de afrontar esta questão, sabendo de antemão que é um tema que muitos temem abordar. Vemos moreas de árabes agitando bandeiras palestiniãs e coreando consignas ánti-israelis. Velaqui uma passagem do artigo de Boaz Golan que acompanha a gravação:

“Esta irritante manifestação durou vários dias. Uma manifestação palestiniã contra o Estado, contra o povo judeu. Contra mim e contra ti. As bandeiras palestiniãs agitadas no rosto dos transeuntes. Gaza está aquí, em Haifa, no teu próprio fogar! Os condutores judeus passam fazendo soar as suas buzinas, e dizendo-lhes: “Ide para Gaza”, mas a turba de árabes segue a berrar os seus eslogans contra o Estado, e não têm medo de berrá-los bem alto: “Beirut, Damasco, Palestina…”.

A manifestação de Haifa é, por suposto, só um mais dos muitíssimos exemplos do dramático aumento do extremismo nacionalista dos árabes israelis, que se exprime não só em eslogans ánti-israelis, mas também em sabotagens contra judeus. Naturalmente, diante de todos estes episódios, a força da lei israeli não move um só dedo.

Em Akko (Acre) e em Jaffa, os árabes israelis atacam a judeus. Ninguém diz nada. Recentemente, soubemos de apedramentos de veículos judeus por árabes israelis em Galilea. Isto dificilmente chega aos titulares. Imaginade o que diriam os mass media se um judeu tirasse pedras aos árabes.

O ano passado, dúzias de judeus celebraram o Dia da Independência num bosco de Megiddo. Um grupo de árabes israelis chegaram com bandeiras de Palestina, montados a cavalo, e obrigaram aos judeus a marchar, Excepto a página web de ARUTZ SHEVA, cobriu alguém este incidente? Não é preciso dizer que a polícia não deteve nem sequer a um só alborotador árabe.

Não nos confundamos. Ao contrário do que sucede noutros países, onde as minorias agem com respeito e submissão ao país anfitrião, uma considerável parte dos árabes de Israel agem como se fossem os senhores desta terra; mentres que os judeus somos uma espécie de estrangeiros que os molestam.

É este o Estado judeu que sonharam os fundadores?

O Governo israeli, no relacionado com estas questões, tem uma curiosa postura. Uns dias atrás informou-se-nos de que o Ministério de Interior estava ultimando o estabelecimento de uma nova cidade árabe, aparentemente em Galilea. “Nenhuma nova cidade árabe se tem estabelecido desde a fundação do Estado”, disseram os titulares jornalísticos. Certamente, não há melhor maneira de retratar ao Governo israeli na celebração do 60 aniversário do Estado judeu: um Governo que congela toda construcção promovida por judeus em Judea, Samária e inclusso na capital Jerusalém, e que em vez disso canaliza os seus recursos e dinheiro a estabelecer uma nova cidade árabe. Não sei se rir ou chorar amargamemnte.

Os árabes e a esquerda estám exultantes de júbilo, por suposto. Mas por que permanece o campo nacional em silêncio? Onde estám as protestas? E, para além disso, que significa “uma cidade árabe”? Ponherão um letreiro à entrada da cidade que reze “Proibida a entrada a judeus”? Existe actualmente alguma “cidade judea” no Estado de Israel? Os árabes podem viver em qualquer cidade de Israel. Os árabes vivem em Haifa, Tel Aviv, Ramat Gan, Jerusalém e, depois do mandato ánti-sionista de Aharon Barak, também se instalaram em Katzir e Harish.

Se os judeus, pelo contrário, quigessem comprar em Umm el-Fahm, Daliyat al-Carmel, Baka el-Gharbiye, ou qualquer outra vila de Galilea ou do Negev, está claro para todos que mereceriam ser objecto de um progromo, como o protagonizado pelos drusos há uns meses a fim de convertir a cidade de Pek’in em “judenrat”.

A esquerda diz-nos que devemos “separar-nos nós próprios” de Judea e Samária para preservar Israel como um Estado judeu. Esta, porém, é a falsa propaganda da esquerda ánti-judea. Esquerda que sonha com a destrucção dos assentamentos judeus em Judea, Samária e Gaza por nenhuma razão mais que o ódio face os colonos, e que tratam de levar adiante o seu sonho mediante eslogans vazios. Os árabes de Judea e Samária não constituim uma ameaça para Israel. Não são cidadãos. São especificamente os árabes de Israel os que ameaçam Israel como Estado judeu.

Por que não há ninguém no nosso bando que proponha uma solução à questão dos árabes israelis num país que aspira a ser um Estado judeu? A Iniciativa do Rabbi Ben Elon refere-se aos árabes de Judea, Samária e Gaza, mentres que a ideia do “intercâmbio de territórios” propugnada por Avigdor Lieberman seria categoricamente rechaçada, toda vez que faz menção a entregar partes da terra de Israel aos árabes.

O único que se atreveu a mencionar a questão foi o Rabbi Meir Kahane, de bendita memória, que Deus vingue o seu sangue. Em 1980, quando estava na prisão de Ramle, escreveu um livro intitulado “Devem marchar” (o título em hebreu era “Aguilhões nos vossos olhos”, tirado do verso do livro de Números [33:55]: “Mas se não lançardes fóra os moradores da terra de diante de vós, então os que deixardes ficar vos serão como aguilhões nos vossos olhos, e por aguilhões nas vossas virilhas, e apertar-vos-ão na terra em que habitardes”).

Baseando-se na halajá judea, e apoiando-se em dúzias de exemplos históricos de outros povos que lutaram com minorias hostis que viviam no seu médio, Rabbi Kahane propus que nos separássemos dos árabes. Só desta maneira poderá sobreviver Israel como Estado judeu. Os detalhes do plano e as formas de levá-lo a cabo estám expostos no seu livro. A pesar de ter sido escrito em 1980, é ainda extremadamente relevante.

Podemos aceitar ou rechaçar o escrito por Rabbi Kahane, mas uma coisa está clara: não podemos seguir ignorando esta questão. Se seguimos soterrando a cabeça na areia, um dia acordaremos depois de umas eleições e escuitaremos ao locutor dizer nas notícias: “Trata-se de um terremoto! Depois de que já foram eleitos alcaides em Haifa, Beersheva e Jerusalém, hoje tem sido escolhido um Primeiro Ministro árabe em Israel! Mabruk e Salaam Aleikum!”.

E que fazeremos então?

Certo, muita gente tem medo de tocar este tema por temor a ser acusada de ·razismo”. Mas não podemos renunciar a um Estado judeu por “medo a ser razistas”. Se um ministro do Governo israeli não é acusado de razismo por estabelecer uma cidade árabe “livre de judeus”, e se todos os membros do Governo Sharon que expulsou aos nossos irmãos de Gush Katif e o norte de Samária só por serem judeus, não foram acusados de razismo, daquela estou segura de que o cárrego de razismo não será esgrimido contra aqueles que propõem destituir o Governo actual e ré-empraçá-lo por outro que enarbole a bandeira de um autêntico Estado judeu. Quer dizer, soberania dos judeus sobre toda Eretz Yisrael e controlo judeu do seu futuro. Na medida em que a minoria árabe hostil não esteja dacordo com isso, qualquer pessoa comprenderá que a separação é a única solução: os judeus em Eretz Yisrael, e os árabes nos países árabes.


NADIA MATAR *
(2008)



* Nadia Matar é dirigente de Women’s for Israel Tomorrow (Women in Green), uma das organizações que lideraram a luta contra a evacuação de Gush Katif e a limpeça étnica contra os judeus nos assentamentos. Foi detida e processada pelo Governo de Ariel Sharon para escarmentar o movimento contrário à desconexão.