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QUEM MATOU A YITZHAK RABIN?


A começos da primavera de 1996, surgiram novas evidências de que Yigal Amir utilizara munição de fogueo, e que Rabin fora assassinado com balas autênticas dentro do seu automóvel –não pelas falsas que Amir disparara.

O 3 de Maio de 1996, os advogados de Yigal Amir apelaram contra a sua reclasão diante da Corte Suprema argumentando que não tinha sido demonstrado que fossem os seus projectis os que acabaram com a vida de Rabin. Adjuntavam a testemunha do Dr. Skolnickm do Hospital Ichilov, onde fora operado o Primeiro Ministro, e nela estabelecia-se que as feridas que apresentava o corpo não tinham correspondência com o relato oficial, segundo o qual Rabin fora alcançado a um metro de distância por Amir. Skolnick explicava que o tamanho da ferida e o sinal da queimadura, assim como os restos de pólvora evidenciavam que alguém efectuara os disparos a canhão tocante.

A mediados desse mesmo mes de Maio, doze médicos e o pessoal que estava de servizo quando Rabin chegara ao hospital receberam várias ameaças de morte anônimas. Em Junho, uma sessão a porta fechada da Corte Suprema tomou testemunha a um condutor de táxi. O dia em que Amir foi julgado, recolhera a um passageiro que portava uma tarjeta de controlo do hospital que o identificava como patólogo. Este passageiro teria-lhe comentado que o processo de Amir era uma farsa e que as feridas de Rabin foram efectuadas a queimarroupa.

Os advogados de Amir argumentaram que os projectis poderiam ter sido manipulados, dado que não existe constância documental de que se fixo com eles desde o momento em que se retiraram do corpo de Rabin, na noite do 4 de Novembro, até que foram enviados ao Instituto Forense Abu Kabir, na noite do dia seguinte.

Os informes médicos indicam que Rabin ressultou morto dum disparo efectuado com uma pistola apoiada contra o seu corpo –não a um metro de distância.

Os advogados de Amir adjuntaram também um informe do polícia experto em balística, Baruch Glatstein, onde se indicava que a primeira das balas que o alcanzou fora disparada a menos de 25 cms. de separação, mentres que o segundo disparo fora efectuado por um canhão apoiado na sua roupa. Glatstein também examinou a camisa do gardaespaldas de Rabin, Yoram Rubin, achando rastos de chumbo e cobre nas feridas de bala. Segundo o informe forense aportado por Glatstein, os projectis que alcançaram a Rabin nunca puideram proceder da arma de Amir. As balas de Amir estavam fabricadas com cobre puro, mentres que Glatstein achou restos de chumbo mescladom com cobre no burato da camisa de Rabin.

Um dos primeiros informes dos mass media sobre o assassinato foi a testemunha dada à TV israeli por Miriam Oren. Esta mulher dixo que quando viu entrar a Rabin no seu veículo “não semelhava em absoluto que tivesse recebido disparo algum”, e que subiu pelo seu próprio pê. Quando o vídeo de Kempler se reanuda tras os disparos amosa o carro de Rabin partindo a toda velozidade. Justo antes de arrancar, a porta traseira do auto fecha-se (Rabin accede pela porta do acompanhante seguido de Rubin). Alguém, portanto, estava já no assento traseiro do veículo agardando pelo Primeiro Ministro quando este entra, e cerra a porta traseira desde dentro.

A apelação de Amir baseava-se também na testemunha de dúzias de testigos presenciais que afirmaram que Amir nunca estivera o suficientemente perto de Rabin como para ter efectuado esses tiros a canhão tocante. As testemunhas manifestaram que os disparos soaram dum modo extranho e peculiar, mentres que as provas realizadas com a arma de Amir amosaram que soava absolutamente normal. No mes de Julho, o oficial da polícia, Yossi Smajda, era mencionado no Maariv afirmando que ele estava praticamente ao lado do lugar do assassinato e que se escuitaram cinco disparos: três diâfanos e dois atenuados.

O que estas pessoas escuitaram foram os disparos amortiguados das balas que mataram a Rabin no interior do carro. Amir contou à polícia imediatamente depois do atentado que ele pugera as nove balas no carregador do seu revólver. Dado que quatro balas as disparou supostamente contra Rabin –duas que o alcançaram, outra que feriu a Yoram Rubin, e outra que se perdeu entre a multidão, mas que foi achada a posterióri no lugar- deveriam ficar cinco na recâmara. Sem embargo, havia oito.

Também contamos com a testemunha de Shimon Peres, que viu o corpo de Rabin no hospital. Manifestou a Yediot Ahronot a finais de Setembro de 1996 que a fronte de Rabin estava hinchada e com magulhaduras –o que ele atribuiu a que fora empujado ao chão tras ser disparado. Isto, porém, entra em contradicção total com o informe da testigo Miriam Oren, que se encontrava junto a Rabin tras o disparo de Amir. Ela manifestara à TV israeli poucos momentos depois do incidente que Rabin entrara no veículo pelo seu próprio pê. Onde e como se produziram as feridas que Rabin apresentava no rosto?

Por último, contamos com a prova irrefutável oferecida ingenuamente pelo ajudante de Rabin, Eitar Haber. Mentres Rabin era operado no Hospital Ichilov, por razões aínda não esclarecidas até a data, Haber rebuscou na chaqueta de aquele e nos petos da camisa na procura de algo, e achou a folha com a partitura que Rabin levara durante a Marcha pela Paz. Haber amosou-na às câmaras quando anunciou a morte de Rabin. A folha apresenta um burato de bala e restos de sangue. Não sendo que Rabin a levasse num inexistente peto na espalda da sua chaqueta, foi disparado desde em frente.

O 20 de Setembro, dois jornais israelis publicaram sendas entrevistas com os mais inesperados avogados da tese conspiracionista. Tras nove meses de silêncio, Shlomo Levy concedeu uma entrevista ao Yerushalayim. Levy era o sócio dum conhecido de Amir que trabalhara na Brigada de Inteligência das IDF. Trasescuitar as ameaças de Amir de que atentaria contra Rabin, informou ao seu comandante que o remitiu a declarar ante a polícia. A polícia tomou-lhe testemunha o 6 de Julho de 1995 e a transferiu ao Shabak, onde foi ignorada até três dias depois do assassinato.

O informe concluia que “o de Levy foi só um da multidão de informes que o Shabak ignorou respeito a Amir…O facto de que o Shabak deixasse que esses informes seguissem sepultando-se baixo o pô até que Rabin morreu, alimentam a teoria da conspiração”.

Perguntou-se-lhe a Levy: “Se você agiu correctamente, por que tem estado oculto até agora?”, ao que este replicou: “O Shabak é grande e poderoso e eu só sou um pobre tipo. Quem sabe como teriam reagido naquele momento se me tivesse deixado entrevistar”. Esse mesmo dia, o filho de Rabin, Yuval, era entrevistado no Yediot Ahronot. Perguntado sobre se acreditava que o seu pai fora assassinado numa conspiração –pregunta que dizia muito sobre o crescente interesse do público- ele contestou: “Não podo dizer sim ou não. É duro aceitá-lo…Mas uma coisa está clara, ninguém recebeu um castigo. O pior que se passou a algum agente do Shabak foi perder o emprego”.

Considerando todas estas evidências, Yitzhak Rabin não foi assassinado por Yigal Amir. É provável que a maioria dos gardas de seguridade de Rabin, e provavelmente o próprio Rabin, acreditassem que ía ter lugar um plano bem elaborado para desarticular à “direita radical”. Yigal Amir seria capturado com as mãos na massa. Provavelmente teria sido drogado ou enganado para que pensasse que as suas balas eram autênticas e que ele realmente seria o executor de Rabin. Fora programado para asumir as culpas.

Quem quer que estivesse detrás do crime, contou com a ajuda da Comissão Shamgar, cujas conclusões vinheram simplesmente a reforçar a image fabricada durante anos pelos mass media no imaginário colectivo israeli de que o extremismo judeu era o responsável do assassinato.

A cobertura foi, sem dúvida, tão insidiosa como o próprio crime.



BARRY CHAMISH


* [Este artigo foi publicado em 1996]

O FILME DE KEMPLER



Um autodenominado fotógrafo amateur, Ronnie Kempler, filmou o assassinato de Rabin. Como não tinha câmara própria pediu-lhe emprestada uma à sua irmã e puxo-se a gravar desde um balcão o aparcamento durante mais de uma hora, sem que ninguém se decatasse. Declararia que tinha “um extranho presentimento” sobre uma das pessoas que ali estava [Yigal Amir], e assim foi que esteve seguindo-o com a câmara durante boa parte do tempo.


A gravação amosa claramente como Amir sinala a alguém na distância minutos antes do tiroteo, e recolhe perfeitamente o momento em que um dos gardaespaldas de Rabin se retrassa deixando um branco perfeito para Amir. O que amosa o filme (embora não o demonstre) é que Yigal Amir aponta com uma pistola a Yitzhak Rabin e dispara. Mas e se as balas não eram reais?


Este filme amateur do assassinato de Rabin tem sido analisado por numerosas pessoas fotograma a fotograma concluíndo que semelha ter sido descuidadamente curtado e editado. A parte mais extranha é a reacção de Rabin ao receber os tiros. Em vez de tambalear-se face adiante tras o impacto dos disparos, dá-se a volta, como se estiver sobre aviso do que se estava a passar.


Kempler trabalha para a Oficina de Controlo Estatal. Inclusso o mais escéptico dos israelis terá-se perguntado como é que o infausto momento não foi gravado por um vendedor de automóveis, um carteiro ou um engenheiro informático. Por que foi justamente um empregado do departamento que estava investigando ao antigo chefe do assassino?


No preciso momento em que Rabin é tiroteado, Kempler deixa de gravar. Depois diria ao entrevistador da 2ª canle da TV israeli, Rafi Reshef, que foi devido a que “já vira suficiente”. Também dixo a outro jornalista que lhe caira a câmara, e a outro, que um polícia lhe dissera que deixasse de filmar. Quando o filme foi editado para emiti-lo na televisão nacional, o técnico que figera previamente a transcripção manifestou que o áudio do agente que berrara “são balas de fogueo, são balas de fogueo” fora suprimido.


Uma vez que o documento foi emitido uma só vez por Channel 2, Ronnie Kempler não voltou ser citado em jornal algum.



A COMISSÃO SHAMGAR



A testemunha dos polícias na Comissão Shamgar obstaculizou uma cobertura adequada. Mentres o Shabak exonerou à polícia de toda responsabilidade pelo crime, o Chefe do departamento de polícia de Tel Aviv, Gabi Lest, testificou que os seus homens se supunha que tinham a missão de vigiar a zona estéril, mas não receberam orde alguma de onde emprazar-se por parte do servizo de seguridade de Rabin. Esses mesmos polícias manifestaram estar atónitos de ver que os oficiais do Shabak não estavam presentes no lugar do atentado.

A testemunha ante a Comissão Shamgar dos escasos oficiais presentes põe em tea de juízo a teoria do francotirador solitário, que a Comissão pessoalmente promovida pelo Primeiro Ministro Shimon Peres, defendia como válida.


Os oficiais Sergei e Boaz manifestaram que viram a Amir falando com um homem alto, vestido com uma camiseta escura, ao que semelhava conhecer, meia hora antes do atentado. O sargento Saar dixo que vira ao irmão de Amir, Hagai, que posteriormente foi acusado de subministrar as balas do assassinato, perto da cena do crime pouco antes do magnicídio. O oficial Sharabi testificou que “um homem ao que conhecíamos de vista como manifestante habitual ánti-Rabin, aproximou-se a ele, dou-lhe a mão e marchou”.


Sergei dixo ter suspeitado da atmósfera que envolveu todo o episódio e, especificamente, da presença de Amir. Perguntou a outro oficial quem era Amir, e este dixo-lhe que estava trabalhando de incógnito. A polícia declarou também que Amir accedera à zona estéril tras apresentar uma credencial governamental que lhe fora entregada pelo Departamento de Enlaze.


Portanto, o Shabak permitiu o acceso de Amir, que fora filmado sendo expulsado durante uma manifestação em Efrat duas semanas antes, de outro reconhecido manifestante –o irmão de Amir, que supostamente lhe teria proporcionado a munição-, um desconhecido videoafeiçoado amateur, e um misterioso homem com uma camiseta escura, e que deambulassem ao seu livre antolho numa área que se supunha que tinha que estar crebada e acordoada ao pessoal não autorizado.



RECONSTRUÍNDO O ASSASSINATO



Existem basicamente duas explicações para o assassinato de Rabin. Uma é que o Shabak, uma das organizações de seguridade mundialmente mais respeitada, é totalmente incompetente. A outra é que os agentes presentes no cenário do crime permitiram que o assassinato tivesse lugar. Provavelmente com o visto bom de Rabin, o Shabak reclutara a Amir.


O lema da concentração organizada aquela noite era “Não à violência”. Amir tinha que disparar contra Rabin com balas de fogueo; Rabin tinha que se ter livrado “miragrosamente” dum intento de atentado e, depois, aparecer novamente no cenário pronunciando um comovedor discurso “improvisado”, escrito pelo seu ajudante pessoal, Eitan Haber. O público teria reagido com repulsão contra o intento de assassinato levado a cabo por um extremista de direita, e o Governo poderia ter justificado uma operação de caza e captura contra os opositores ao “processo de paz”.



QUE É O QUE SABE AMIR?



Consideremos agora o incidente do agente Yoak Kuriel, que foi a pessoa que berrou “são balas de fogueo, são balasde fogueo!”. A noite do assassinato de Rabin, o seu corpo foi conduzido ao Hospital Ichilov e os seus órgaos foram extraídos. O Governo proclamou que se suicidara e soterraram-no num funeral a porta fechada no cimitério Hayarkon, nas aforas de Tel Aviv. O tráfico foi desviado durante noventa minutos, mentres teve lugar o funeral. O jornalista de investigação do Maariv, David Ronen, logrou fazer-se com o certificado de defunção de Kuriel. O hospital, num ostensível desprezo do que é o procedimento habitual, deixou em branco a causa da sua morte.


Numa das jornadas do juízo, estando Amir sentado na bancada, berrou aos jornalistas: “Por que não escrevedes sobre o gardaespaldas assassinado?”. Perguntado por a qual se referia, dixo: “O que berrou que as balas eram de fogueo”. Teoricamente, Amir estava absolutamente isolado durante o seu confinamento na prisão, sem acceso algum às notícias. Como podia saber tudo isso? E aínda acrescentou: “Sei avondo como para botar este régime abaixo. Tudo isto tem sido uma montagem. O sistema inteiro está podre. Serei perdoado quando a gente saiba a verdade ao completo”.


Se esse arrebato estava só pensado para o consumo da audiência, foi certamente consistente com o que ele já dissera em privado. O 29 de Novembro de 1995, segundo uma reportagem publicada pelo Maariv a começos de Janeiro de 1996, dirigira-se a um dos oficiais que o tinha baixo custódia na prisão para que lhe tomasse testemunha: “Vam-me eliminar aquí”. “Parvadas”, replicou o oficial. “Não acreditas, mas estou-che dizendo que tudo foi uma conspiração. Eu não sabia que ía morrer Rabin”, contestou-lhe. “Que queres dizer com isso? Ti apretache o gatilho, é assim de simples”. Ao que Amir replicou: “Daquela, por que Raviv [o agente infiltrado do Shin-Bet] não me delatou? Ele sabia o que ía fazer e não me deteve. Por que não fum abatido para salvar a Rabin?”.



(A continuar)



BARRY CHAMISH


A noite do 4 de Novembro de 1995, o Primeiro MinistroYitzhak Rabin era um homem muito preocupado. O seu Processo de Paz com a OLP não estava sendo bem encaixado pelo público israeli. A última enquisa do jornal diário Maariv amosava que o 78 % da gente queria deter o processo até que se levasse a cabo um referendo nacional no qu decidir se se continuava ou não. Só o 18 % dos israelis acreditavam o suficiente em Rabin como para apoiar que seguisse adiante sem o devandito referendo. Rabin não podia aparecer em público sem ser interrompido. O seu momento mais humilhante fora em Agosto, quando asistia a um partido de fútbol e 40.000 espectadores abuchearam-no ao unísono.

Mas essa noite tudo seria diferente. Uma coaligação de partidos de extrema esquerda e movimentos juvenis organizaram uma marcha no seu apoio e Rabin sabia que, nesta oportunidade, estaria arrodeado de milheiros de adeptos.

O qual fixo que a sua morte aquela noite fosse duplamente inesperada. Tudo parecia ir sobre rodas para sair bem. Às 21:15, Rabin pronunciara um discurso ante 100.000 incondicionais reunidos na praça da municipalidade de Tel Aviv. Meia hora depois, baixou as escaleiras do cenário face à zona “estéril” na que o agardava o seu veículo. A zona, longe de ser estéril, era porosa a pessoal não autorizado. Se Rabin tiver estado em estado de alerta teria-se decatado de que as coisas não estavam como sempre. Primeiro, teria pensado, onde está a ambulância? Sempre havia uma ambulância estacionada junto o seu automóvel quando realizava comparecências públicas, mas essa note não estava em nenhum lugar visível. Depois, teria-se perguntado: onde está a polícia? Dúzias de polícias deveriam ter estado oferecendo seguridade ms só uns poucos estavam à vista. A zona de aparcamento estava qus absolutamente a escuras, quando era um procedimento de seguridade habitual alumear a zona do percorrido.

Mas Rabin semelhava animado pelo éxito do seu discurso e, de modo infreqüente, caminhava só, sem que o acompanhasse a sua mulgher, Lea, face o carro. Escasos segundos antes de alcanzar o veículo, um agente de seguridade do Serviço Geral de Seguridade (Shabak) que se supunha que tinha que cobrir a sua retagarda, dou um passo atrás, detendo-se e permitindo que um assassino -Yigal Amir- figesse três disparos pela sua espalda.

Tão cedo como as balas foram disparadas, um agente do Shabak berrou “Srak, Srak” [“são balas de fogueo, são balas de fogueo”], mentres que outro agente dizia instantes depois à mulher de Rabin, Lea, que não se preocupasse porque “os disparos foram de fogueo”. Os agentes mais próximos a Rabin saltaram sobre o agressor golpeando-o, As suas primeiras palavras tras ser detido foram “Por que me golpeades? Figem o meu trabalho. Agora fazede o vosso”. O primeiro que lhe perguntaram os agentes do Shabak foi: “Não disparaste munição de fogueo?”.

Dado que não havia ambulância, Rabin foi levado em carro a um hospital próximo. O carro não ía equipado com rádio, os polícias não despejaram o caminho, nem quando a vítima chegou ao hospital havia ninguém agardando por ele. Poucos minutos mais tarde, dúzias de jornalistas receberam uma mensagem do portavoz dum desconhecido grupo denominado “Vingança Judea”, prometendo que a próxima vez acabariam com Rabin. Tras o anúncio da sua morte, o portavoz volveu-se pôr em contacto com os jornalistas corrigindo o anúncio anterior e responsabilizando-se do atentado.

Às 23:15, o ajudante de Rabin, Eitan Haber, sostendo na mão o que afirmou que era uma partitura ensanguentada das canções que Rabin coreara durante a Marcha pela Paz, anunciou a morte do Primeiro Ministro. Feito isto, Haber marchou apuradamente a Jerusalém e vaziou os arquivos da oficina do Ministério de Defesa de Rabin. Aparentemente não puido agardar até a manhã seguinte , e assim o manifestou a posterióri a um jornalista do semanário Kol Ha’ir afirmando que “queria estar seguro de que os arquivos se doariam aos fundos das Forças de Defesa Israelis (IDF)”.


QUE SE PASSOU COM YIGAL AMIR EM RIGA?


O suspeitoso do assassinato, Yigal Amir, servira honoravelmente na Brigada de élite Golani das IDF, e imediatamente depois de licenciar-se foi enviado a Riga (Letônia) na primavera de 1993, numa espécie de missão duma agência secreta da oficina do Primeiro Ministro, o Departamento de Enlaze.

Fundado em 1953 para educar e rescatar judeus de tras do Telão de Aceiro, o Departamento de Enlaze convertera-se num ninho de espias ao longo dos anos. Como informou o diário Ha’aretz umas semanas depois de que Rabin fosse assassinado: “O Departamento de Enlaze leva a sua própria diplomácia e tem a sua própria agenda autônoma”.

Amir era um activista da organização ánti-governamental, segundo se dizia, mais radical de todas, o Eyal. O dirigente do Eyal, Avishai Raviv, fora filmado por uma TV israeli mes e meio antes presidindo uma cirimônia de iniciação na que os novos membros prometiam matar a quem quer que “vendesse a Terra de Israel”. Se Eyal era uma organização secreta, por que os seus membros permitiram que uma TV israeli os filmasse e os apresentasse ao público?

Uma semana depois de que Rabin fosse assassinado, o 12 de Novembro, o jornalista Amnon Abramovich revelou na TV que Eyal fora infiltrada pelo Shabak para provocar e atrapar a radicais de direita e que o seu líder, Avishai Raviv, era um agente secreto cujo nome de código era “Champagne” –em referência às borbulhas da incitação que alimentara.

Raviv era um agitador do cámpus da Universidade de Bar Ilan, onde Amir estudara. Fixo-se amigo de Amir e animou-no a organizar encontros de fim de semana em Hebron. Raviv não era um recém chegado ao Shabak. Em 1987 foi expulsado da Universidade de Tel Aviv pelas suas actividades radicais pelo decano, Itamar Rabinovitch, que até havia pouco tempo fora o negociador delegado de Rabin com os sírios. O daquela Primeiro Ministro, Yitzhak Shamir, dou ordes ao seu ajudante Yossi Achimeir de respaldar pessoalmente a Raviv. Portanto, Raviv não fora reclutado tras a chegada ao poder de Rabin.

O Eyal só tinha dois membros: Raviv e Erin Agelbo. Compartiam um apartamento alugado no subúrbio de Hebron, Kiryat Arba, no mesmo edifício onde no seu dia residira Baruch Goldstein. Mas Agelbo, não era um extremista qualquer. Depois de que o semanário Yerushalyim publicasse a sua foto, um leitor reconheceu nele ao polícia de Jerusalém que o adestrara no uso de armas durante o seu período na garda civil. A vinculação entre o assassinato e a polícia emergeu aquí e acolá. O Departamento de Polícia de Jerusalém reconheceu e admitiu que Agelbo era um “antigo polícia que fora expulso por actividades radicais em 1994”.

Pouco depois do assassinato, os mass média israelis começaram a expôr algumas evidências muito incriminatórias. A mais séria de todas foi que Yigal Amir era um agente do Shabak. O primeiro em fazer pública esta acusação foi o professor Michael Hersigor, um professor de ciências políticas de extrema esquerda na Universidade de Tel Aviv. O 11 de Novembro, uma semana tras o assassinato, dixo a um jornalista de Yediot Ahronot: “O assassinato do Primeiro Ministro não tem explicação racional. Não a tem a chapuza nem a tem a sua explicação. Na minha opinião seria recomendável analisar a conexão entre Amir e o Shabak. É provável que tudo seja uma conspiração. O assassino semelha que já estava no Shabak quando viajou a Riga. Aportara-se-lhe documentação falsa para receber uma licença de armas. Tudo indica que mantinha contactos no Shabak no momento do crime”.

A excitação acrescentou-se quando Alex Fishman, do Yediot Ahronot informou que Amir fora entrenado pelo Shabak em Riga. Pouco depois, a Rádio do Exército emitiu uma entrevista com o Rabbi Benny Elon, dirigente do movimento dos assentamentos judeus, na que dizia: “O Shabak foi responsável da constituição e mantenimento do Eyal e o seu líder Avishai Raviv. Estou seguro de que o Shabak conhecia todos e cada um dos movimentos do Eyal antes do assassinato e que o Shabak financiou as suas actividades”.

Ante este conjunto de factos, o Governo embarcou-se numa versão insustentável sobre os dias que Amir passara em Riga. A tal fim, a oficina de imprensa do Governo proclamou que Amir –que nem fala letão nem tinha credenciais para impartir ensino- foi professor de hebreu em Riga durante cinco meses. A cabeza vissível do Departamento de Enlaze, cujo nome não se menciona no artigo do Maariv, modificou o relato a posterióri dizendo que só fora professor dois meses ou três. Depois de isto, o Ministro de Seguridade Interna, Moshe Shahal, contou à TV israeli que Amir fora garda de seguridade em Riga durante dois meses –a versão que provavelmente mais se aproximava à realidade. Finalmente, esgotadas as ideias, a portavoz do Primeiro Ministro, Aliza Goren, anunciou a finais de Dezembro que a Oficina do Primeiro Ministro tinha a certeza de que Amir nunca estivera em Riga, e que qualquer jornalista que sustentasse o contrário “estará agindo de modo irresponsável”. Toda a estratagema veu abaixo quando a BBC teve acceso a filmar uma cópia do passaporte de Amir, onde figuram as letras CCCP [URSS] claramente estampadas nele.

Mas este não foi o final da história do extranho Departamento de Enlaze do Primeiro Ministro. Nos meses prévios ao assassinato, a Oficina de Controlo do Estado iniciara uma investigação sobre a profunda corrupção do Departamento de Enlaze e a desaparição não justificada duma grande quantidade de dinheiro. A finais de 1992 Rabin anunciou que estava considerando o feche do Departamento.


(A continuar)


BARRY CHAMISH

COMO MORREU YITZHAK RABIN?

Existem demassiadas interrogantes no relato da morte de Rabin. Mas podemos desvelá-los de modo avondo fiável a partir do contexto. O establishment dirigente israeli tem uma nutrida história de assassinatos políticos, incluíndo Arlozoroff, os Kahane e Zeevi. O assassinato de Rabin não deveria ter por que avergonhar a ninguém. O establishment conta com uma documentada história de ostensível despreço pela lei, como as negociações de Peres e Beilin com a OLP em El Cairo antes das eleições nas que resultou eligido Rabin. Beilin e Peres estavam obcecados com o “processo de paz”, e uma vítima mais ou menos em aras desse processo não era um preço a pagar excessivamente alto. Ambos odiavam a Rabin e tinham motivos de queixa avondo contra ele.

Duas conspirações desenvolveram-se ao unísono. Uma foi a típica provocação do Shin-Bet contra o campo nacionalista, na linha da tendida contra Baruch Goldstein , ou a suposta intenção da organização Kahane Chai de dinamitar uma escola árabe, etc. O agente do Shin-Bet, “Champagne” [Avishai Raviv] trabalhara em Hebron durante anos, e Yigal Amir era um dos seus objectivos. O Shin-Bet pretendia pôr em apuros ao campo nacional, não assassinar a Rabin. E assim foi que Amir rematou disparando munição de fogueo contra Rabin. O Shin-Bet infiltrara a Amir na zona de máxima seguridade, advertindo aos vigiantes que permanecessem afastados de Rabin para proporcionar a Amir um branco perfeito. Isso é o que se ve no vídeo: os gardas de Rabin apartam-se quando Amir saca a sua pistola. Acto seguido escuitam-se berros, “É munição de fogueo!” [“It´s blanks!”].

O tiroteo foi teatralmente preparado tras uma catártica exibição pacifista. Foi planificado para que tivesse lugar na área de seguridade, em vez de na praça, para que ninguém puidesse interceptar a Amir. O Shin-Bet colocou operadores de vídeo perto do lugar para ter depois evidências contra Amir, como demonstra o vídeo de Kempler. Para conceder-lhe credibilidade o vídeo tinha que estar tomado de modo amateur. O próprio Rabin semelhava estar ao tanto do “complot”, porque na filmação olha face Amir aparentemente tranquilo, sem gesticular. O complot do Shin-Bet vinha-se preparando desde anos atrás. “Champagne” passara muito tempo com Amir e os activistas de direita.

Mas sucedeu algo absolutamente imprevisto antes do Rally da Paz. Rabin vinha de rechaçar as concessões aos árabes e figera um chamamento para anexionar o West Bank, semelha que vítima dum dos seus histéricos câmbios de temperamento. Fixo-se evidente para o grupo capitaneado por Beilin e Peres que havia que o sacar do meio. Planificando apressuradamente a maneira de desfazer-se de Rabin –naquela altura, não necessariamente mediante o seu assassinato- chegou ao seu conhecimento o complot que vinha preparando o Shin-Bet desde fazia tempo, uma operação insignificante entre outras muitas semelhantes. Nesse instante, Peres ou Beilin deram instrucções ao Shin-Bet de agilizar o “falso” assassinato, mas gardando-se um as na manga: o assassinato real de Rabin uma vez que estivesse no seu automóvil.

Embora o Shin-Bet é profundamente esquerdista e tanto Peres como Beilin tinham muitos contactos ali, é seguro que o servizo de seguridade não tinha conhecimento de que se planeava um assassinato real. Rabin foi provavelmente assassinado por um garda ao servizo de Shimon Peres. O próprio gardaespaldas pessoal de Rabin morreu na escaramuza posterior, e foi honoravelmente soterrado uns quantos dias depois de “suicidar-se”.

Posteriormente o Shin-Bet chegou à conclusão de que o grupo de Peres e Beilin aproveitaram-se de eles. O silêncio de “Champagne” não haveria de durar por sempre, e tão cedo como falar o Shin-Bet veria-se implicado no assassinato de Rabin. Não é pouca coisa: um agente do Shin-Bet convencendo a um activista de direita para disparar a Rabin. Assim que o Shin-Bet puxo em circulação o vídeo de Kempler para demonstrar que Amir não matara a Rabin.

Quer dizer: o Shin-Bet não queria um combate frontal com Peres e Beilin –daí que não discutisse a versão oficial de que Amir assassinara a Rabin. Mas, ao mesmo tempo, cobriu-se as espaldas espalhando a prova irrefutável de que Amir não matou a Rabin.


OBADIAH SHOHER


[Este é o vídeo de 10 minutos conhecido como o “Vídeo de Kempler”, que foi emitido pela TV israeli em Dezembro de 1995. Quando o Governo israeli advertiu que o visionado do vídeo demonstrava o fraude do assassinato, foi seqüestrado e nunca mais emitido pela TV de Israel.]:





[E aqui o momento dos disparos numa toma digitalizada posteriormente]:



O MALVADO JUDEU

A semana passada foi o cumpreanos de Yigal Amir. A gente que actua seguindo um ideário político que os leva a passar o resto dos seus dias em prisão, merescem o máximo respeito. Yigal Amir não menos que Nelson Mandela.

Yitzhak Rabin fogiu do campo de batalha perto de Jerusalém durante a Guerra de Independência, abandoando aos seus soldados à morte, e mandou a pique aos indefesos judeus do Altalena.

Rabin cometeu alta traição para ganhar as eleições de 1992. Yosi Beilin conspirou em El Cairo com Abu Mazen para convencer aos árabe-israelis de que votassem Laborista a câmbio de amplas concessões à OLP. Aí começaram propriamente os Acordos de Oslo. Rabin fixo campanha propondo uma resposta contundente contra o terrorismo palestiniano, mas segundo ganhou as eleições correu a abrazar-se com eles. Rabin formou um Governo de coaligação com o apoio dos árabes da Knesset; os seus amigos da OLP disseram-lhes que a postura de forza de Rabin era só uma máscara face a galeria judea.

O agir de Rabin foi perjudicial para o Estado judeu. Um dirigente que põe em perigo ao povo pode ser legitimamente eliminado. É preferível matar a um dirigente antes que vários cidadãos resultem mortos; o processo de Oslo provocou mais baixas judeas que a Guerra de Yom Kippur. A massa não é sábia, especialmente quando se lhe tem lavado o cerebro, e poderia ter levado anos destronar a Rabin. O seu assassinato foi uma solução pragmática.

O assassinato de dirigentes malignos é absolutamente aceitável. Os EEUU animaram aos generais sud-vietnamitas a matar ao indisciplinado Diem, e têm intentado várias vezes matar a Fidel Castro. Os alemães trataram de matar a Hitler. Os próprios EEUU poderiam ter-se aforrado um par de guerras de ter eliminado a Milosevic ou Saddam.

Os palestinianos têm assassinado a oficiais israelis de alta graduação, e os israelis, de modo semelhante, eliminado a dirigentes palestinianos. Os servizos de seguridade israelis organizaram o assassinato de Meir Kahane, o seu filho Binyamin, e provavelmente o de Rehavam Zeevi. Durante o período do Mandato, os judeus assassinaram a oficiais britânicos. Aqueles judeus são hoje em dia heróis nacionais. Os assassinatos políticos são socialmente aceitáveis. São justos? Sim, às vezes. Alguns assassinatos planificados beneficiam às sociedades. Alguns outros são a justa retribuição pelos crimes da vítima; Rabin não foi submetido ao processo que merescia pelos judeus aos que canhoneou no Altalena e aos que rematou quando tratavam de ganhar terra a nado. Rabin escabulhiu-se do processo devido quando ordeou a soldados adolescentes judeus que partissem as mãos e as pernas dos árabes participantes na Intifada. Por que privar do processo devido a um judeu que incitou às guerrilhas àrabes, como se passou com os Acordos de Oslo?

Os israelis de a pê matam palestinianos de a pê permanentemente porque estes podem chegar a afectar remotamente à seguridade israeli; os matam sem juízo durante os combates urbanos e as operações policiais. Rabin puxo em perigo o Estado judeu muito mais gravemente do que o poida ter feito qualquer desses palestinianos comuns, e fixo-se, portanto, merescedor dum trato muito mais severo. Israel está em guerra, e Rabin foi um traidor; não era necessário –também não esta vez- um processo devido.

É democrático o assassinato? Não. Mas Rabin agiu de modo não democrático e injustificadamente, e obteve uma resposta nesses mesmos termos. A democracia é uma convenção; é o direito do Governo a manipular à opinião pública, e a banda Rabin-Peres-Beilin exerceram esse “direito” até as suas últimas conseqüências. A democracia pode decidir onde erguer uma ponte ou um encoro. Os valores básicos, porém, não são susceptíveis de tomas de decisão democráticas. O carácter judeu de Israel, a possessão da Tera dos judeus na sua integridade, e a seguridade dos judeus não são questões negociáveis. Rabin traicionou abertamente esses valores, e não é precisa sentença judicial alguma para executá-lo.

Quais são as regras democráticas do jogo? Submeter-se a um Governo que manipula à gente através dos mass média e os suborna mediante dádivas de benestar? Permitir que os judeus ateus destruam o Estado judeu eligindo a gente como Rabin antes de emigrarem? Acaso não utilizaram a violência os negros dos EEUU para defender os seus direitos? Não o têm feito os bascos? E os irlandeses? E os chechenos? Inclusso os norteamericanos –contra os britânicos. Os tribunais devem impartir justiza contra os criminais, mas não contra um povo que se opõe ao Governo. O assassinato é, com freqüência, a única saída.

A Torá diz: “Não sigas à maioria para fazeres o mal” (Shemot, 23:2). Os dirigentes democraticamente eligidos podem ser um cancro e merescer a morte. Hitler foi democraticamente eligido e Stáline gozou dum apoio praticamente total da população. Os dissidentes soviéticos rechazavam a democracia (o povo soviético escolhia aos seus dirigentes entusiastamente) preferindo valores mais importantes. Nos momentos críticos, as sociedades não são dirigidas por maiorias, senão pelos grupos com uma maior determinação. Se os objectivos da minoria são errôneos (como se passou com Jomeini), serão revertidos rapidamente pela maioria, que o fazerá com maior determinação. Se são correctos (como com Lincoln), a maioria aceitará os seus presupostos.

Os valores centrais duma sociedade são os que superam a prova do tempo. As sociedades experimentam constantemente com valores, e alguns grupos tratam de forzar (Macabeus) ou promulgar (Reformismo moderno) os seus valores. Às vezes, os grupos entram em conflito quando tratam de inculcar os seus valores na sociedade. Os valores devem superar uma triple prova: de conflitualidade violenta (um povo suficientemente determinado apoiará a sua prevalência), de aceitação a curto prazo (os valores propostos deverão ganhar suporte democrático quanto antes), e de sustentabilidade a longo prazo. O Judaísmo superou essas três provas. Rabin não.

É o conflito civil inerentemente negativo? Não quando é necessário. A Guerra Civil Norteamericana é induvidável que serviu para que a sociedade melhorasse. A Guerra Civil dos Macabeus impuxo o Judaísmo aos judeus assimilacionistas. Os EEUU apoiaram guerras civis ánti-comunistas em muitos países. No que respeita à guerra civil israeli, “judeus contra judeus” seria uma geralização inadequada. Melhor dizer “judeus contra traidores judeus”, uma dicotomia mais apropriada.

Nos seus últimos dias, o pobre de espírito de Rabin rebelou-se contra Peres e Beilin, declarando na sua última aparição na Knesset: “Não regressaremos às fronteiras de 1967; a linha defensiva para preservar o Estado de Israel estará no Val do Jordão, no mais amplo sentido do termo”. Isso supunha uma perigosa volta às posições de Rabin de 1980. “A evacuação do West Bank suporia a maior ameaça à que nos poderíamos enfrontar”. Foi então -quando Rabin semelhava obstinado em rematar com as concessões aos inimigos árabes, que não cesavam de assassinar judeus- que Peres & Co. decidiram eliminá-lo. Os servizos de inteligência tenderam uma trampa a Yigal Amir –um kahanista- para ilegalizar ao partido de Meir Kahane. Um Rabin, já amortizado com vida, foi sustituído por um Rabin morto, por um vibrante símbolo do Processo de Paz. O único erro de cálculo de Peres foi a estupidez do eleitorado israeli: a pesar de todo o lavado de cerebro, preferiram votar Likud melhor que Laborismo. O sacrifício de Rabin foi um tiro que lhes saiu pela culata aos esquerdistas.

O assassinato de Rabin, como o do Barão Moyne meio século antes, foi um contratempo superficial para a direita judea. Os servizos de seguridade israelis iniciaram uma cazaria do activismo nacionalista, Rabin foi virtualmente divinizado, e o lavado de cerebro tatuou o processo de paz no inconscente colectivo. Porém, o Likud ganhou as eleições. Do mesmo modo, o assassinato de Moyne afastou a Churchill dos sionistas, mas a Grande Bretanha negou-se a renunciar ao Mandato. Os britânicos entregaram 2/3 partes das terras prometidas aos judeus a Jordânia muito antes da morte de Moyne. A partição da Terra de Israel pela ONU entre judeus e árabes palestinianos é um calco, em termos gerais, das pautas seguidas pela Comissão Peel, fixadas sete anos antes de que o LEHI matasse a Moyne. Aos historiadores e mass média gosta-lhes dizer que a violência é contraproducente, mas o terrorismo geralmente logra excelentes frutos políticos: mirade o IRA ou Hamas.

Nenhum judeu se atreve a executar a traidores abjectos como Barak, Peres ou Beilin. É que todo o mundo tem medo? Não existe nenhum enfermo terminal disposto a servir ao país a costa da sua própria vida?

Yigal Amir, quando menos, demonstrou ser um herói.


OBADIAH SHOHER


OMER 2


Um comitê técnico integrado pelo Instituto de Investigação Biológica de Nes Ziona e o Corpo Médico das IDF, figeram público o passado mércores um informe oficial no que admitem que Israel trabalhou no desenvolvimento duma vacina contra o vírus do Anthrax.


O projecto fora promovido na década dos 90 pelo Primeiro Ministro Yitzhak Rabin, e foi levado à prática por Shimon Peres, ante o temor de que o devandito vírus fosse utilizado como arma biológica por algum país inimigo.


O projecto de investigação, denominado “Omer 2”, manteve-se em secreto durante muitos anos, e as provas do mesmo foram realizadas experimentando com 716 soldados das IDF que, pelo que tudo aponta, não foram suficientemente informados da natureza do experimento –o próprio Ministério de Defesa reconhece que os detalhes do mesmo não podiam ser revelados na sua integridade, por considerações de seguridade e secretismo.


VELHAS RENCILHAS


O passado venres, uma câmara de seguridade captou o momento em que um homem cuspiu duas vezes sobre o monumento erigido no lugar da morte do Primeiro Ministro Yitzhak Rabin. O mesmo indivíduo –identificado como um antigo empregado municipal- fixo também uma pintada num muro próximo na que escreveu: “Yitzhak Rabin = Hitler”.


Uma vez detido, o sujeito argumentou que a sua protesta era uma vingança pelo ataque em Junho de 1948 contra o barco Altalena, no que viajava o seu irmão, e que foi afundido por forças das IDF comandadas por Rabin.


A continuação o vídeo do incidente:




RABIN OU FRENOPÁTICO


Como se não tivessem coisas mais importantes que fazer, a polícia localizou ao judeu que cuspiu e fixo um graffiti [Yitzhak Rabin = Hitler] no monumento a Rabin em Tel Aviv. Os mass média israelis optaram por ignorar o aspecto realmente sinistro do incidente: a polícia localizou ao infractor em dois dias graças às câmaras de seguridade. Tão eficaz operativo -levado a cabo graças à tecnologia de reconhecimento facial- só é possível se pressumimos que o Governo conta com uma base de dados fotográfica na que estejam fichados todos os israelis.


Em vez da acusação habitual de “destrucção da propriedade estatal”, a polícia optou por uma via pouco usual, submetendo ao infractor a uma bateria de tests psiquiátricos.


Na União Soviética, os disidentes eram encarcerados de modo rutinário em hospitais psiquiátricos, baixo a presumpção de que nenhuma pessoa no seu são juízo podia ser contrária ao comunismo.

A CONSPIRAÇÃO RABIN




O Professor Natan Gefen vem estudando desde há muitos anos as circunstâncias que arrodearam o atentado (conspiração) que rematou com a vida de Yitzhak Shamir em 1995.

Os trabalhos de investigação do professor Gefen, conduzem sem nenhum género de dúvidas à evidência de que Yigal Amir não foi o causante nem o inductor último da morte do líder laborista.

Iniciamos com esta apresentação em PPS uma série de aportações e artigos dirigidos a esclarecer o então acontecido.