
Tras denegar-se-lhe a entrada e ser retido no Reino Unido, Geert Wilders foi muito benvindo nos EEUU durante esta semana. Velaqui o seu discurso oferecido no Four Seasons de New York –onde já oferecera uma conferência o 25 de setembro de 2008- durante a passada segunda feira, 23 de Fevereiro, tras o qual adjuntamos as entrevistas que concedeu nos programas da televisão estadounidense dirigidos por Glen Beck e o magnífico Bill O’Reilly.
Muito obrigado pela sua invitação e pela das autoridades de imigração que me têm deixado entrar no país. É sempre um prazer cruzar uma fronteira sem ser enviado imediatamente de volta no primeiro voo.
Hoje, a mais querida das nossas liberdades está baixo ameaça
Como saberedes, estou a ser perseguido pelo meu filme “Fitna”, as minhas opiniões sobre o Islám, e o meu ponto de vista relativo ao que alguns chamam “uma religião de paz”. Daqui a poucos anos serei considerado um criminal.
Que remate ou não tras as reixas não é o cruzial; eu já entreguei a minha liberdade quatro anos atrás. Vivo sob protecção policial 24 horas ao dia desde então. A autêntica questão é: será posta a liberdade de expressão entre reixas? E a grande questão para Occidente é: legaremos aos rapazes europeus os valores de Roma, Atenas e Jerusalém, ou os valores da Meca, Teheran e Gaza?
Isto é o que o video-blogger Pat Condell dixo numa das suas últimas aparições
Hoje compareço ante vós para advertir-vos duma grande ameaça. Chama-se Islám. Apresenta-se como uma religião, mas os seus objectivos são planetários: a dominação mundial, a guerra santa, a lei da Sharia, o fim da separação de igreja e Estado, a escravidão da mulher, o fim da democracia. O Islám NÃO é uma religião, é uma ideologia política. Exige o vosso respeito, mas não vos respeita a vós.
Pode que haja muçulmãos moderados, mas não existe um Islám moderado. O Islám nunca cambiará, porque está edificado sobre duas pedras eternas, duas crenças fundamentais que nunca cambiarão e nunca se alterarão. A primeira é o Coran, a palabra pessoal de Allah, o não criado, o eterno, com ordes que devem ser executadas para além do tempo e lugar. E a segunda é al-insal al-kamil, o homem perfeito, Mahoma, o modelo a seguir, cujos desígnios devem ser imitados por todos os muçulmãos. E dado que Mahoma era um Senhor da Guerra e um conquistador, já sabemos o que agardar. Islám significa submissão, portanto não cabe equívoco sobre a sua finalidade. É um facto.
Europa 2009. Os invasores muçulmão clamam pela nossa destrucção, e põem a liberdade de expressão em tela de juízo. Tudo isto é o resultado duma enfermiza e malvada ideologia, a ideologia que nos está debilitando, a ideologia entreguista do relativismo cultural. Basea-se em que todas as culturas são iguais, e portanto o Islám merece um sítio equitativo no Occidente. É o nosso dever, pensa a esquerda, promover o Islám. Assim, avizinha-se o paraíso dos relativistas culturais, onde todos seremos felizes e cantaremos o kumbaya.
As forças que sustentam o Islám, não podem estar mais dacordo. O Islám sendo promovido pelos Governos entra plenamente na sua agenda. Mas eles interpretam-no como “jizya”, o preço que os dhimmis pagam a câmbio de não serem asasinados ou violados pelos mestres muçulmãos. Portanto, aceitam felizes o cheque do bem estar ou os subsídios para as suas mesquitas, ou o dinheiro que os Governos donam às suas organizações.
Este é um exemplo de que os relativistas culturais e os invasores muçulmãos têm a mesma agenda. Velaqui outro. O Islám considera-se a sim próprio como uma religião, e portanto não temos direito a criticá-la. A esquerda está dacordo. Embora tem despregado o seu ódio face o cristanismo durante décadas, agora o Islám entra em cena, e eles repentinamente câmbiam de actitude e exigem “respeito” para algo que chamam “religião”.
Vemos novamente a esquerda e o Islám despregando a mesma agenda: é uma religião, assim que calade!
Tudo isto culmina num terceiro encontro: nem a esquerda nem o Islám estám a favor da crítica. De facto, chegado o caso, limitarão-se a ponê-la fóra da lei. O multiculturalismo é o animal de companhia da esquerda. É a sua autêntica religião. O seu amor pelo multiculturalismo é tão grande, que se te opões, estás incitando ao ódio. E se o explicitas, estás desenvolvendo o discurso do ódio. Velaí algo com o que o Islám também se sentirá muito cómodo.
Esta é a essência da minha breve charla de hoje: onde a esquerda e o Islám vam da mão, as liberdades estám em perigo.
Amigos, não vos equivoquedes, a minha perseguição é um ataque encoberto da esquerda contra a liberdade de expressão a fim de alagar aos muçulmãos. Foi iniciado pelo Partido Laborista holandês, e todo o processo legal está dirigido pelo progressismo das boas intenções, os chic radicais da sociedade holandesa, a esquerda esnob. Muito dinheiro, muito tempo, e pouco amor pela liberdade. Se ledes o que a Corte de Amsterdam tem escrito sobre mim, leredes os mesmos textos que producem os relativistas culturais.
Quam baixo podemos cair em Holanda? Sobre a minha perseguição o The Wall Street Journal sinalou: “esta não é precisamente uma pequena vitória dos reghimes islâmicos que procuram exportar as suas leis de censura a onde quer que residam os muçulmãos”. O Journal concluiu que na aceitação de Holanda dos estándards de liberdade de expressão que regem
Se o The Wall Street Journal tem a suficiente claridade moral para deducir que a minha perseguição é o resultado coerente com as nossas desastrosas, carregadas de auto-ódio, e multiculturais políticas de imigração, por que o establishment progressista europeu não é capaz de vê-lo também? Por que não se questionam nada, embora seja um pouco, tras as últimas novas procedentes, por exemplo, do Reino Unido? Novas que apontam que a população muçulmã da Grande Bretanha está crescendo dez vezes mais rápido que o resto dos grupos sociais. Por que não o tomam em consideração?
A resposta é: não o tomam em consideração porque o relativismo cultural os cega. O seu desdém face Occidente é muito maior que o apreço das nossas liberdades. E, portanto, querem sacrificá-lo tudo. A esquerda houvo um tempo em que defendia os direitos das mulheres, os direitos dos homosexuais, a igualdade, a democracia. Hoje, são partidários da política de imigração que rematará com tudo isso. Muitos inclusso têm perdido a sua decência. A elite política não tem problema em participar ou financiar manifestações onde os activistas berram “Morte aos judeus!”. Setenta anos depois de Auschwitz carecem de vergonha.
Há duas semanas, intentei entrar na Grande Bretanha, um país membro da União Europeia. Ía convidado a oferecer um discurso no seu Parlamento. Porém, à minha chegada ao aeroporto de Londres, negou-se-me a entrada no Reino Unido, e fum enviado de volta no primeiro avião a Holanda. Gostaria-me lembrar o que dixo um grande homem que uma vez falou na Casa dos Comuns. Em 1982, o Presidente Reagan fixo um chamamento a Occidente a rechaçar o comunismo e defender a liberdade, acunhando esta expressão: “IMPÉRIO DO MAL”. O discurso de Reagan permanece como uma alerta para preservarmos as nossas liberdades. Digo-vos: se a História algo nos ensina é que sucumbir ante a adversidade é uma loucura. O que Reagan quixo dizer é que não podemos fogir da História, não podemos tapar os olhos ante os perigos das ideologias que nos intentam destruir. Negar as evidências não é uma boa opção.
Então, que podemos fazer? É este um bom momento para as pessoas amantes da liberdade para torcer a vista ou para afrontar os acontecimentos? Para pregar-nos ao Islám ou proclamar que existe um “Islám moderado”? Seguiremos consentindo uma imigração em massa de muçulmãos em Occidente? Trataremos de aplacar a Sharia e a Yihad? Sacrificaremos os direitos dos gays e das mulheres? Ou a democracia? Deixaremos na estacada a Israel, o nosso mais firme aliado e primeira linha de combate contra o Islám?
Eu proponho defender a liberdade em geral, e a de expressão
Defendamos a liberdade de expressão e fortaleçamo-nos, e trabalhemos duro para ser cada vez mais fortes. Milhões de pessoas pensam como vós e como eu. Milhões pensam que a liberdade é algo preioso. Que a democracia é melhor que a Sharia. E, depois de tudo, por que deveríamos ter medo? Todas as nossas liberdades e a nossa prosperidade são resultado de séculos de perseverância. Séculos de trabalho duro e sacrifício. Não estamos sós, cabalgamos sobre os hombros de gigantes.
A finais de Dezembro de 1944, o exército norteamericano encontrou-se de súpeto com um esforço postreiro dos alemães. Nas Ardenas, na Batalha de Bulge, Hirler e os seus nacional-socialistas lutavam pela sua última oportunidade. E obtiveram um éxito. Os estadounidenses enfrontara,m-se com a derrota e a morte.
No mais escuro do inverno, baixo um frio aterrador, num bosco solitário com neve e gelo por doquier, mais ferozes que a própria maquinária de guerra názi, o exército norteamericano afrontava a sua rendição. Era a sua única possibilidade de sobreviver. Mas o General McAuliffe pensava doutra maneira. Enviou aos alemães uma breve mensagem. Esta mensagem continha só quatro letras. Quatro letras só, mas nunca na história da liberdade o desejo de liberdade e perseverância diante do Mal absoluto foi expressado de maneira mais eloquente que nessa mensagem. Dizia: N-U-T-S [Colhões].
Queridos amigos, os nacional-socialistas entenderam a mensagem, porque não deixava margem para a interpretação.
Proponho que sigamos a senda dos gigantes como o General McAuliffe e os soldados dos EEUU que combateram e morreram pela liberdade do meu país e por uma Europa democrática e secular, e que digamos aos inimigos da liberdade aquilo mesmo: COLHÕES! Porque é tudo quanto necessitamos. Nem explicações, nem esconder-nos no meio do bosco, nem advertências.
Os nossos inimigos devem saber: nunca nos desculparemos por sermos homens livres, nunca nos inclinaremos ante a força combinada da Esquerda e da Meca. Nunca nos renderemos. Cabalgamos sobre os hombros de gigantes. Não existe poder maior que a força dos homens livres lutando pela grande causa da liberdade. Porque a liberdade é o direito básico de qualquer ser humano.
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O 22 de Dezembro de 2008, mentres os judeus normais celebravam as vitórias macabeas sobre os greco-sírios e os judeus progressistas, Olmert foi a Turquia com a sua família.
Durante a cea com o Primeiro Ministro Erdogan, o turco ánti-semita dou aos netos de Olmert uns regalos de Hanuká, e o paniaguado israeli os aceitou.
Depois, Erdogan ofereceu-se a trair ao Ministro sírio de AAEE, que voaria assim desde Damasco para manter uma conversa directa com Olmert. Aparentemente, o sírio rechaçou a convidação –mas o premier israeli já estava presto para estabelecer uma degradante conversa de sobremesa com o titular de assuntos exteriores. Dacordo com o protocolo, os primeiros ministros só falam com os de assuntos exteriores quando este últimos visitam o seu país (não em território estrangeiro).
Durante Hanuká, quando os judeus celebramos a nossa vitória sobre os sírios, Olmert intentou entregar-lhes os Altos do Golan e o Kineret.
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O terrorismo é uma guerra como qualquer outra, uma táctica razoável contra um inimigo mais forte. Em todas as guerras, o apoio civil é um objectivo principal. O Governo israeli tergiversa o terrorismo como mal absoluto por uma razão: as pessoas imorais não são susceptíveis de serem cambiadas. Segundo o Governo israeli só necessitaríamos persuadir aos muçulmãos díscolos para que abandonem a senda do mal. Errôneo. Eles já são bons muçulmãos. Longe de serem imorais, estám no caminho correcto –desde a sua perspectiva. Lutam pelo que acreditam que é a sua legítima causa territorial. E os conflitos sobre “direitos” geralmente rematam com a aniquilação de uma das partes.
As pessoas podem discutir sobre direitos se a sua conceição do que são os direitos é semelhante. Dentro duma mesma sociedade, isso é geralmente certo: todo o mundo concorda em que o direito de propriedade pertence à pessoa que criou a coisa e que a transfere a câmbio duma compensação. O proprietário é uma pessoa que compra uma coisa; inclusso o mais degenerado dos ladrões alcança a entender que o roubo não legitima o direito de propriedade. Isto não acontece assim entre grupos que interpretam o direito de propriedade de maneiras diferentes. Os árabes palestinianos têm todas as razões para considerar que a Terra de Israel lhes pertence: os seus ancestros viveram aquí, os textos muçulmãos declaram que o território é islâmico, e o país esteve baixo domínio islâmico ininterrompidamente durante 1.100 anos. Os judeus têm toda a razão para acreditar que a terra é sua: D’us exigiu-nos tomá-la (promesa que os muçulmãos acreditam que foi revocada), tivemos um Estado aquí, e reconstruimo-lo recentemente através duma série de guerras. Deliberadamente omito as irrelevantes decisões que tenha tomado essa assembleia de selvagens denominada Organização das Nações Unidas (ONU). Tanto judeus como árabes acreditam que estám no seu direito. O território é muito pequeno como para ser compartido: uma Israel minúscula e uma Palestina minúscula são igualmente inviáveis como Estados separados. Indefensíveis.
Quando ambas partes estám no certo –desde os seus respectivos pontos de vista- o conflito não pode ser resolvido mediante a “boa vontade”. Às vezes, esses conflitos resolvem-se mediante um compromiso de poderes, quando ambas partes estám já fartas de combater. Se o objecto em disputa é muito pequeno como para estabelecer um compromiso arredor de ele -e o balanço de poderes é claramente desigual- não há lugar para compromisos significativos. Os árabes não intentaram comprometer-se ou considerar os direitos dos judeus quando eles acreditavam que eram mais fortes.
“Ter direito” é um fenômeno que funciona de maneira intragrupal. Os judeus têm razão. Os árabes têm razão. Sim, mas os mosquitos que são drenados dos pantanos israelis, também acreditam que têm “os seus direitos”.
O poder é o único que importa nestes casos.
OBADIAH SHOHER
2 Adar 5769 / 26 Fevereiro 2009
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O facto mais destacável das eleições de 2009 foi o surgimento dum mapa político onde os três partidos mais grandes na Knesset são o Likud (27 assentos) e dois dos seus derivados: Kadima (28) e Israel Beiteinu (15). Setenta escanos foram parar a partidos dirigidos por políticos ou antigos dirigentes do Likud, mentres uma diáfana maioria de 65 assentos pertencem ao bloco de direita. Isto é o que converte a Binyamin Netanyahu no ganhador das eleições e no candidato a ser Primeiro Ministro.
Muitos votantes de esquerda, que queriam evitar o trunfo do demonizado Netanyahu, outorgaram o seu voto à centrista Kadima antes que apoiar ao Laborismo. O outrora partido hegemónico no sistema político israeli –o Partido Laborista Israeli- rematou as eleições de 2009 como 4ª força, com uns exíguos 13 assentos na Knesset. Ao Meretz, à esquerda do Laborismo, ainda lhe foi pior: logrando apenas 3 escanos.
O zeit geist [espírito dos tempos] em Israel é claramente conservador. Leva sendo assim desde há muito. As eleições de 2009 têm ratificado a culminação dum processo histórico de declive, iniciado com o grande trauma político de 1977 quando o Laborismo perdeu as eleições com o Likud por vez primeira. Isto anunciou a descomposição gradual –e a eventual marginalização- do Partido Laborista.
A razão principal disto é o facto de que o Laborismo tenha perdido o seu principal atractivo político: a identificação com o estabelecimento e a construcção do Estado de Israel. As duas principais actividades nesse esforço –o serviço militar e o assentamento na Terra de Israel- foram gradualmente abandoadas pelo Laborismo e os seus simpatizantes.
Houvo um tempo em que os membros dos kibbutz estavam desproporcionadamente representados nos escalafões dirigentes das IDF. Isso já é história passada. A composição social da oficialidade das forças de terra em 2009 vem sendo a prototípica dos últimos anos: o 19 % dos graduados definem-se como ortodoxos. Um veterano oficial definiu-nos como “os novos kibbutzniks”.
De maneira semelhante, a intensa actividade colonizadora sob a guia de Governos dirigidos pelo Laborismo rematou praticamente em 1977, deixando os assentamentos na (e para além da) Linha Verde nas mãos doutros elementos da sociedade israeli.
A militar segue a ser a instituição mais respeitada
Outro símbolo capital abandoado pelo Laborismo é o de Jerusalém, reunificada em 1967 baixo o mandato laborista. As passadas eleições do 10 de Fevereiro giravam também sobre se manter ou não Jerusalém unida sob a soberania israeli. A intenção do dirigente do Partido Laborista, Ehud Barak, de dividir Jerusalém, durante o Cúmio de Camp David de 2000, deixou atónitos a muitos israelis. De facto, mais de dous terços dos israelis opõem-se a qualquer divisão da cidade e estariam dispostos a continuar o conflito armado com os palestinianos a fim de manter o status quo. É politicamente estúpido subestimar o grande atractivo que Jerusalém exerce sobre a maioria dos judeus.
Para além de tudo isso, os dirigentes laboristas –especialmente nos seus estratos mais jóvenes- foram distanciando-se gradualmente da tradição judeu-sionista e começaram a flirtear com a cultura cosmopolita e os valores individualistas, como os direitos humanos e a democracia. Na medida em que existe um consenso sobre a supremacía das leis nas sociedades democráticas, a Corte Suprema, baixo o mandato do seu anterior presidente, Aharon Barak, adoptou uma postura muito activa, que não foi apreciada pelos elementos mais conservadores da sociedade israeli. A Corte Suprema tem-se convertido no Templo do secularismo. O Laborismo e os partidos de esquerda na sua órbita, têm adoptado gradualmente um discurso que favorece o individualismo e persegue direitos individuais à costa do ethos colectivo que fora dominante no seu dia, mas que ainda está muito extendido.
Por último, a herdança e princípios socialistas do Partido Laborista têm sido modificados, e inclusso desterrados pela elite económica e dos negócios de Israel. O Laborismo tem-se convertido num partido de adinheirados. O séquito de Yitzhak Rabin e o “novo rico” Ehud Barak está formado por exitosos capitalistas. E, assim, as classes menos privilegiadas de Israel tem deixado de ver ao Partido Laborista como o seu valedor na política israeli. Este papel tem-lhe sido arrebatado por partidos da direita e das comunidades religiosas.
Portanto, o Laborismo abandoou a ideologia colectivista, distanciou-se dos valores tradicionais judeus, e desembaraçou-se do socialismo. Paralelamente a isto, o Laborismo despraçou-se à esquerda nos assuntos de guerra e paz, cedendo o “centro” ao Likud. Ainda mais, o Laborismo passou a ser associado com o “processo de paz”, a partir do seu início nos Acordos de Oslo, Acordos que se fraguaram num clima de incertidume, e que finalmente fracassaram. Este tem sido o veredito tras muitos anos duma maioria dos israelis, inclusso aqueles que inicialmente apoiaram o experimento diplomático.
O autodenominado “campo da paz” tem ficado rotundamente desacreditado no panorama político israeli. Os resultados nas eleições de 2003, 2006 e 2009 refrendam esta afirmação. A sociedade estava preparada para “dar uma oportunidade à paz”, mas o Laborismo perdeu gradualmente o seu apoio para esse processo. Ao mesmo tempo, muitas “pombas” (espécie quase extinguida em Israel) preferem agora dar os seus votos a partidos à extrema esquerda do Laborismo.
De facto, Ehud Barak perdeu vertiginosamente o apoio das “pombas” em 2001 quando acunhou a expressão “no partner” (referindo-se à ruptura de Camp David 2000, que soterrou quase todas as ilusões sobre a capazidade dos palestinianos para ser sócios num processo de paz).
Finalmente, o Laborismo fracassou em sintonizar com os câmbios demográficos
Em ressumo: o Laborismo, à altura de 2009, tem um muito glorioso passado, mas um muito escuro futuro.
EFRAIM INBAR*
29 Shevat 5769 / 23 Fevereiro 2009
* Efraim Inbar é professor de ciências políticas na Universidade de Bar-Ilan, e Director do Centro Begin-Sadat de Estudos Estratégicos
Segundo informam
“O tempo está correndo e fluíndo entre os nossos dedos”, dixo. “Necessitamos sanções fortes e resolutivas contra o regime iraniano. Se isso não é suficiente para deter o seu programa, cumprirá considerar outro tipo de medidas”, acrescentou.
Barak dixo que Israel “não se deve deter ante nada” para frear a ameaça iraniana. “A continuação do projecto nuclear iraniano é uma potencial ameaça à existência mesma do Estado de Israel. Não temos mais opções, e recomendamos que os demais considerem o mesmo”.
“Com isto quero dizer exactamente o que estou dizendo”, sublinhou.
Barak afirmou também que Rússia poderia fazer uso do seu tratado de cooperação com Iran a fim de deter a carreira nuclear de Teheran. “Os russos, que actualmente são os seus sócios na posta em marcha do reactor nuclear, têm uma responsabilidade central em disuadir a Iran”, explicou. “A menos que os russos se impliquem directamente, será dificil que as sanções internacionais detenham o programa nuclear de Iran”.
As evasivas palavras de Yishai semelham deixar ver a sua aceitação dos matrimônios civis para os não-judeus, algo que Lieberman exige para unir-se à coaligação de Governo.
Se não os podes expulsar, deixa pelo menos que casem…
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Durante algum tempo temo-nos perguntado por que o intercâmbio de Shalit não se materializava, toda vez que Israel aceitou todas as exigências de Hamas: pôr na rua 8 mega-terroristas, 400 terroristas profissionais e uns 1.000 presos escória.
Hamas vem de revelar o motivo: Fatah botou para atrás o acordo porque o mesmo reforçaria grandemente a reputação de Hamas, tanto entre a população como entre os grupos terroristas cujos membros haveriam de ser libertados.
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A Secretária de Estado dos EEUU, Hillary Clinton, anuncia a entrega de 900 milhões de $ em conceito de ajuda para Gaza e os “terroristas bons” da Autoridade Palestiniana.
POR QUE QUEREM OS ESQUERDISTAS RECONQUISTAR GAZA?
0 comentarios Publicado por SIMON BAR KOCHBA en 10:35 a.m.
Que cabe pensar das desconcertantes declarações de Peres* e Beilin** sobre Gaza?
Peres tem-se arrependido em público da retirada, mentres que Beilin –dirigente do Meretz e ex-ministro de Justiça- afirma que ele sempre esteve em contra.
A vitória de Hamas em Gaza, e a mais que provável apropriação do West Bank, deixam ao establishment israeli como meras marionetas no processo de paz. Desde que Peres trouxera a Arafat –daquela um derrotado dom ninguém- procedente de Tunísia como aliado nominal para as conversas de “paz”, Peres respaldou inequivocamente à OLP –uma organização cujo só nome sugire uma Palestina Judenrein. Agora, Shimon Peres reclama as baionetas israelis para re-estabelecer no poder a Fatah.
Tanto Netanyahu como Lieberman prometeram nas eleições desembaraçar-se de Hamas. Algo que sabem que não poderão fazer. Mas Peres insiste em que cumpram as suas promesas e invadam Gaza. Uma eventual derrota israeli, na guerra politicamente correcta contra as guerrilhas, iria parar ao haver de Netanyahu; mas o hipotético regresso ao poder de Fatah iria parar ao haver de Peres.
* O octogenário Peres perdeu o seu tradicional auto-controlo e, de modo pouco habitual em ele, amosou um atisbo de honestidade. Quaisquer que fossem as razões, converteu-se no primeiro esquerdista em exprimir o seu arrependimento publicamente pela denominada “desconexão” de Gaza. Diante da Conferência de Presidentes das Grandes Organizações Judeas Americanas, Peres dixo que a expulsão de 8.000 judeus de Gush Katif e a retirada que supuxo entregar Gaza a Hamas, foi um grave erro. Agardemos que, para cenificar por completo o seu arrependimento, proceda ao hara-kiri.
** Numa entrevista com a RTVi, o subordinado de Peres –Yossi Beilin- afirmou que se enfrentara a Sharon para evitar a desconexão. Segundo ele, como homem de esquerdas tinha que apoiar a “desconexão”, mas em privado sempre teria estado em contra porque supunha entregar Gaza a Hamas. Beilin teria sugerido entregar Gaza directamente a Fatah –coisa à que o sensato Sharon se negou, não achando diferência alguma entre ambas organizações terroristas.
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As IDF implementaram um novo sistema balístico durante o recente operativo de Gaza. Este engenho serve para localizar e neutralizar comandos terroristas desde vários kilómetros de distância, com tão só premer três vezes um botão.
Este sistema de projectis com controlo remoto, denomina-se “The Sheer Shoots” [Projectis Verticais], e têm sido postosem prática na zona fronteiriza da faixa de Gaza. Várias lanzadeiras têm sido espalhadas ao longo da fronteira Israel/Gaza, e contam com a peculiaridade de que não precisam ser manejadas in situ por um artilheiro, senão que é manejado a distância desde um cenário virtual capaz de ajustar com precisão milimétrica o rango de alcanço e o momento de impacto do projectil.
Lêmos na crônica de hoje do enviado do diário espanhol EL PAÍS
“Es sólo un gesto, pero de los que duelen en Israel. El senador estadounidense John Kerry visitó ayer, en compañía de dos miembros de
La reacción de Mark Regev, portavoz del primer ministro israelí, denotó nerviosismo: "No tenemos conocimiento de la visita", dijo.
Kerry, presidente del comité de relaciones exteriores del Senado, se reunió con los jefes de
Hamás, que fiel a su tradición no hizo comentarios, sólo puede ver con buenos ojos la visita de Kerry, aunque de momento no ayude a aliviar el bloqueo a la franja”.
Segundo o portavoz da UNRWA, Sammy Mshasha, e ante as acusações da evidência de ser UNRWA um instrumento político ao serviço de Hamas, o documento que lhe entregaram a Kerry, “botou-no alguém por debaixo da porta”.
Winston Churchill dizia que democracia era quando chamavam à tua porta às cinco da manhã e era o leiteiro. Corrupção é quando chamam à tua porta e achas o carteiro da UNRWA que te entrega em mão uma carta de Hamas.
Inauguramos com esta entrada a nova secção “A imbecilidade islâmica da semana”. O crego e elevado intelectual egípcio Ahmad Abd Al-Salam brinda-se amavelmente para inaugurar a secção, explicando neste documento, à sua selecta e alfabetizada audiência, [ver vídeo mais abaixo] as maldades das que são capazes os judeus:
“Os judeus ‘não falharão em corromper aos crentes’. Que significa isso? Os judeus não são negligentes, eles invistem os seus mais denodados esforços –dia e noite- em conspirar sobre como corromper a nação islâmica, a nação dirigida pelo profeta Mahoma.
Gostaria-me, televidentes muçulmãos, que imaginassedes aos judeus sentados arredor duma mesa conspirando sobre como corromper aos muçulmãos e sobre como destruir os seus assuntos mundiais e religiosos. Os judeus ‘não falharão em corromper-vos”, e esse é o motivo pelo que os odiamos. Os judeus conspiram dia e noite para destruir os assuntos mundiais e religiosos dos muçulmãos.
Conspiram para destruir a economia dos muçulmãos, conspiram para infectar os alimentos dos muçulmãos com cancro; os judeus infectam os alimentos com cancro e depois enviam-nos aos países muçulmãos.
Odiamos aos judeus porque não escatimam esforços em despojar às rapazas muçulmãs das suas roupas. Os judeus conspiram para conseguir rapazas muçulmãs, e inclusso para desposá-las, e induzi-las a que vistam roupas cingidas, curtas ou transparentes, vestidos com aberturas por diante ou por detrás, pela direita ou a esquerda.
Os judeus ‘não falharão em corromper-vos”, e esse é o motivo pelo que os odiamos. Os judeus conspiram para destruir aos muçulmãos. Os judeus conspiram para abocar à mocidade muçulmã ao poço da tentação sexual. As tentações sexuais, que prevalecem em todo o mundo, são fruto da conspiração judea”.
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Esta é provavelmente a mais conhecida das fotografias da 2ª Guerra Mundial. Frédéric Rousseau, um historiador francês que tem publicado um livro sobre ela - L’Enfant juif de Varsovie : Histoire d’une photographie- teme, sem embargo, que tenha sido exposta ad nauseam e que corra o perigo de perder a sua significância como testemunha do horror názi.
ILANA DAVITA
O Primeiro Ministro israei, Ehud Olmert, tem cursado uma petição de desculpas formal ante o Vaticano por um show da TV judea no que se punha em dúvida a presunta virginidade da mãe de Jesús.
Lior Shlein achou no seu programa uma forma suave de aguilhoar ao Vaticano ante a sua campanha de exculpação dos bispos negacionistas e de indisimulado antisemitismo. Shlein, um judeu num Estado Judea, exprimiu as suas dúvidas de que Maria –uma judea- fosse virgen, e que outro judeu, um tal Jesús, caminhasse por riba das águas.
Pelo visto, essas afirmações não são como negar o Holocausto, senão que são algo “sério”. O Vaticano emitiu uma protesta formal contra o Estado Judeu por negar-se a reconhecer a virginidade de Maria. Shlein apresentou desculpas. E em Samária, os cristãos lançaram-se às ruas.
Bem, agora que a sua virginidade já tem ficado re-estabelecida, não poderíamos suplicar ao Vaticano que se arrependam um pouquinho pela sua Negação do Holocausto?
Há 60 anos, quando Israel lutava pela sua existencia, a Administração USA embargou os envios de armas a Palestina. Embora se tratava, em teoria, de deter o subministro de armas tanto a árabes como a judeus, o embargo só foi operativo contra os judeus, dado que os árabes seguiram recebendo armamento procedente de Egipto e Jordânia.
Amnesty Internacional exige agora o fim da venda de armas a Israel e a Hamas –mas não a Fatah. Amnesty não é quem de impedir que Síria e Iran sigam ajudando a Hamas, de modo que o embargo, na realidade, só funcionaria contra os judeus.
No seu informe, Amnesty acusa aos judeus de crimes de guerra em Gaza, incluíndo a utilização de bombas de fósforo Branco, a pesar de que só foram usadas para iluminar as áreas de combate. Amnesty foi avondo menos voziferante quando Grande Bretanha se adicou a assassinar civis nas Ilhas Falkland.
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