COMO MORREU YITZHAK RABIN?

Existem demassiadas interrogantes no relato da morte de Rabin. Mas podemos desvelá-los de modo avondo fiável a partir do contexto. O establishment dirigente israeli tem uma nutrida história de assassinatos políticos, incluíndo Arlozoroff, os Kahane e Zeevi. O assassinato de Rabin não deveria ter por que avergonhar a ninguém. O establishment conta com uma documentada história de ostensível despreço pela lei, como as negociações de Peres e Beilin com a OLP em El Cairo antes das eleições nas que resultou eligido Rabin. Beilin e Peres estavam obcecados com o “processo de paz”, e uma vítima mais ou menos em aras desse processo não era um preço a pagar excessivamente alto. Ambos odiavam a Rabin e tinham motivos de queixa avondo contra ele.

Duas conspirações desenvolveram-se ao unísono. Uma foi a típica provocação do Shin-Bet contra o campo nacionalista, na linha da tendida contra Baruch Goldstein , ou a suposta intenção da organização Kahane Chai de dinamitar uma escola árabe, etc. O agente do Shin-Bet, “Champagne” [Avishai Raviv] trabalhara em Hebron durante anos, e Yigal Amir era um dos seus objectivos. O Shin-Bet pretendia pôr em apuros ao campo nacional, não assassinar a Rabin. E assim foi que Amir rematou disparando munição de fogueo contra Rabin. O Shin-Bet infiltrara a Amir na zona de máxima seguridade, advertindo aos vigiantes que permanecessem afastados de Rabin para proporcionar a Amir um branco perfeito. Isso é o que se ve no vídeo: os gardas de Rabin apartam-se quando Amir saca a sua pistola. Acto seguido escuitam-se berros, “É munição de fogueo!” [“It´s blanks!”].

O tiroteo foi teatralmente preparado tras uma catártica exibição pacifista. Foi planificado para que tivesse lugar na área de seguridade, em vez de na praça, para que ninguém puidesse interceptar a Amir. O Shin-Bet colocou operadores de vídeo perto do lugar para ter depois evidências contra Amir, como demonstra o vídeo de Kempler. Para conceder-lhe credibilidade o vídeo tinha que estar tomado de modo amateur. O próprio Rabin semelhava estar ao tanto do “complot”, porque na filmação olha face Amir aparentemente tranquilo, sem gesticular. O complot do Shin-Bet vinha-se preparando desde anos atrás. “Champagne” passara muito tempo com Amir e os activistas de direita.

Mas sucedeu algo absolutamente imprevisto antes do Rally da Paz. Rabin vinha de rechaçar as concessões aos árabes e figera um chamamento para anexionar o West Bank, semelha que vítima dum dos seus histéricos câmbios de temperamento. Fixo-se evidente para o grupo capitaneado por Beilin e Peres que havia que o sacar do meio. Planificando apressuradamente a maneira de desfazer-se de Rabin –naquela altura, não necessariamente mediante o seu assassinato- chegou ao seu conhecimento o complot que vinha preparando o Shin-Bet desde fazia tempo, uma operação insignificante entre outras muitas semelhantes. Nesse instante, Peres ou Beilin deram instrucções ao Shin-Bet de agilizar o “falso” assassinato, mas gardando-se um as na manga: o assassinato real de Rabin uma vez que estivesse no seu automóvil.

Embora o Shin-Bet é profundamente esquerdista e tanto Peres como Beilin tinham muitos contactos ali, é seguro que o servizo de seguridade não tinha conhecimento de que se planeava um assassinato real. Rabin foi provavelmente assassinado por um garda ao servizo de Shimon Peres. O próprio gardaespaldas pessoal de Rabin morreu na escaramuza posterior, e foi honoravelmente soterrado uns quantos dias depois de “suicidar-se”.

Posteriormente o Shin-Bet chegou à conclusão de que o grupo de Peres e Beilin aproveitaram-se de eles. O silêncio de “Champagne” não haveria de durar por sempre, e tão cedo como falar o Shin-Bet veria-se implicado no assassinato de Rabin. Não é pouca coisa: um agente do Shin-Bet convencendo a um activista de direita para disparar a Rabin. Assim que o Shin-Bet puxo em circulação o vídeo de Kempler para demonstrar que Amir não matara a Rabin.

Quer dizer: o Shin-Bet não queria um combate frontal com Peres e Beilin –daí que não discutisse a versão oficial de que Amir assassinara a Rabin. Mas, ao mesmo tempo, cobriu-se as espaldas espalhando a prova irrefutável de que Amir não matou a Rabin.


OBADIAH SHOHER


[Este é o vídeo de 10 minutos conhecido como o “Vídeo de Kempler”, que foi emitido pela TV israeli em Dezembro de 1995. Quando o Governo israeli advertiu que o visionado do vídeo demonstrava o fraude do assassinato, foi seqüestrado e nunca mais emitido pela TV de Israel.]:





[E aqui o momento dos disparos numa toma digitalizada posteriormente]:



O MALVADO JUDEU

A semana passada foi o cumpreanos de Yigal Amir. A gente que actua seguindo um ideário político que os leva a passar o resto dos seus dias em prisão, merescem o máximo respeito. Yigal Amir não menos que Nelson Mandela.

Yitzhak Rabin fogiu do campo de batalha perto de Jerusalém durante a Guerra de Independência, abandoando aos seus soldados à morte, e mandou a pique aos indefesos judeus do Altalena.

Rabin cometeu alta traição para ganhar as eleições de 1992. Yosi Beilin conspirou em El Cairo com Abu Mazen para convencer aos árabe-israelis de que votassem Laborista a câmbio de amplas concessões à OLP. Aí começaram propriamente os Acordos de Oslo. Rabin fixo campanha propondo uma resposta contundente contra o terrorismo palestiniano, mas segundo ganhou as eleições correu a abrazar-se com eles. Rabin formou um Governo de coaligação com o apoio dos árabes da Knesset; os seus amigos da OLP disseram-lhes que a postura de forza de Rabin era só uma máscara face a galeria judea.

O agir de Rabin foi perjudicial para o Estado judeu. Um dirigente que põe em perigo ao povo pode ser legitimamente eliminado. É preferível matar a um dirigente antes que vários cidadãos resultem mortos; o processo de Oslo provocou mais baixas judeas que a Guerra de Yom Kippur. A massa não é sábia, especialmente quando se lhe tem lavado o cerebro, e poderia ter levado anos destronar a Rabin. O seu assassinato foi uma solução pragmática.

O assassinato de dirigentes malignos é absolutamente aceitável. Os EEUU animaram aos generais sud-vietnamitas a matar ao indisciplinado Diem, e têm intentado várias vezes matar a Fidel Castro. Os alemães trataram de matar a Hitler. Os próprios EEUU poderiam ter-se aforrado um par de guerras de ter eliminado a Milosevic ou Saddam.

Os palestinianos têm assassinado a oficiais israelis de alta graduação, e os israelis, de modo semelhante, eliminado a dirigentes palestinianos. Os servizos de seguridade israelis organizaram o assassinato de Meir Kahane, o seu filho Binyamin, e provavelmente o de Rehavam Zeevi. Durante o período do Mandato, os judeus assassinaram a oficiais britânicos. Aqueles judeus são hoje em dia heróis nacionais. Os assassinatos políticos são socialmente aceitáveis. São justos? Sim, às vezes. Alguns assassinatos planificados beneficiam às sociedades. Alguns outros são a justa retribuição pelos crimes da vítima; Rabin não foi submetido ao processo que merescia pelos judeus aos que canhoneou no Altalena e aos que rematou quando tratavam de ganhar terra a nado. Rabin escabulhiu-se do processo devido quando ordeou a soldados adolescentes judeus que partissem as mãos e as pernas dos árabes participantes na Intifada. Por que privar do processo devido a um judeu que incitou às guerrilhas àrabes, como se passou com os Acordos de Oslo?

Os israelis de a pê matam palestinianos de a pê permanentemente porque estes podem chegar a afectar remotamente à seguridade israeli; os matam sem juízo durante os combates urbanos e as operações policiais. Rabin puxo em perigo o Estado judeu muito mais gravemente do que o poida ter feito qualquer desses palestinianos comuns, e fixo-se, portanto, merescedor dum trato muito mais severo. Israel está em guerra, e Rabin foi um traidor; não era necessário –também não esta vez- um processo devido.

É democrático o assassinato? Não. Mas Rabin agiu de modo não democrático e injustificadamente, e obteve uma resposta nesses mesmos termos. A democracia é uma convenção; é o direito do Governo a manipular à opinião pública, e a banda Rabin-Peres-Beilin exerceram esse “direito” até as suas últimas conseqüências. A democracia pode decidir onde erguer uma ponte ou um encoro. Os valores básicos, porém, não são susceptíveis de tomas de decisão democráticas. O carácter judeu de Israel, a possessão da Tera dos judeus na sua integridade, e a seguridade dos judeus não são questões negociáveis. Rabin traicionou abertamente esses valores, e não é precisa sentença judicial alguma para executá-lo.

Quais são as regras democráticas do jogo? Submeter-se a um Governo que manipula à gente através dos mass média e os suborna mediante dádivas de benestar? Permitir que os judeus ateus destruam o Estado judeu eligindo a gente como Rabin antes de emigrarem? Acaso não utilizaram a violência os negros dos EEUU para defender os seus direitos? Não o têm feito os bascos? E os irlandeses? E os chechenos? Inclusso os norteamericanos –contra os britânicos. Os tribunais devem impartir justiza contra os criminais, mas não contra um povo que se opõe ao Governo. O assassinato é, com freqüência, a única saída.

A Torá diz: “Não sigas à maioria para fazeres o mal” (Shemot, 23:2). Os dirigentes democraticamente eligidos podem ser um cancro e merescer a morte. Hitler foi democraticamente eligido e Stáline gozou dum apoio praticamente total da população. Os dissidentes soviéticos rechazavam a democracia (o povo soviético escolhia aos seus dirigentes entusiastamente) preferindo valores mais importantes. Nos momentos críticos, as sociedades não são dirigidas por maiorias, senão pelos grupos com uma maior determinação. Se os objectivos da minoria são errôneos (como se passou com Jomeini), serão revertidos rapidamente pela maioria, que o fazerá com maior determinação. Se são correctos (como com Lincoln), a maioria aceitará os seus presupostos.

Os valores centrais duma sociedade são os que superam a prova do tempo. As sociedades experimentam constantemente com valores, e alguns grupos tratam de forzar (Macabeus) ou promulgar (Reformismo moderno) os seus valores. Às vezes, os grupos entram em conflito quando tratam de inculcar os seus valores na sociedade. Os valores devem superar uma triple prova: de conflitualidade violenta (um povo suficientemente determinado apoiará a sua prevalência), de aceitação a curto prazo (os valores propostos deverão ganhar suporte democrático quanto antes), e de sustentabilidade a longo prazo. O Judaísmo superou essas três provas. Rabin não.

É o conflito civil inerentemente negativo? Não quando é necessário. A Guerra Civil Norteamericana é induvidável que serviu para que a sociedade melhorasse. A Guerra Civil dos Macabeus impuxo o Judaísmo aos judeus assimilacionistas. Os EEUU apoiaram guerras civis ánti-comunistas em muitos países. No que respeita à guerra civil israeli, “judeus contra judeus” seria uma geralização inadequada. Melhor dizer “judeus contra traidores judeus”, uma dicotomia mais apropriada.

Nos seus últimos dias, o pobre de espírito de Rabin rebelou-se contra Peres e Beilin, declarando na sua última aparição na Knesset: “Não regressaremos às fronteiras de 1967; a linha defensiva para preservar o Estado de Israel estará no Val do Jordão, no mais amplo sentido do termo”. Isso supunha uma perigosa volta às posições de Rabin de 1980. “A evacuação do West Bank suporia a maior ameaça à que nos poderíamos enfrontar”. Foi então -quando Rabin semelhava obstinado em rematar com as concessões aos inimigos árabes, que não cesavam de assassinar judeus- que Peres & Co. decidiram eliminá-lo. Os servizos de inteligência tenderam uma trampa a Yigal Amir –um kahanista- para ilegalizar ao partido de Meir Kahane. Um Rabin, já amortizado com vida, foi sustituído por um Rabin morto, por um vibrante símbolo do Processo de Paz. O único erro de cálculo de Peres foi a estupidez do eleitorado israeli: a pesar de todo o lavado de cerebro, preferiram votar Likud melhor que Laborismo. O sacrifício de Rabin foi um tiro que lhes saiu pela culata aos esquerdistas.

O assassinato de Rabin, como o do Barão Moyne meio século antes, foi um contratempo superficial para a direita judea. Os servizos de seguridade israelis iniciaram uma cazaria do activismo nacionalista, Rabin foi virtualmente divinizado, e o lavado de cerebro tatuou o processo de paz no inconscente colectivo. Porém, o Likud ganhou as eleições. Do mesmo modo, o assassinato de Moyne afastou a Churchill dos sionistas, mas a Grande Bretanha negou-se a renunciar ao Mandato. Os britânicos entregaram 2/3 partes das terras prometidas aos judeus a Jordânia muito antes da morte de Moyne. A partição da Terra de Israel pela ONU entre judeus e árabes palestinianos é um calco, em termos gerais, das pautas seguidas pela Comissão Peel, fixadas sete anos antes de que o LEHI matasse a Moyne. Aos historiadores e mass média gosta-lhes dizer que a violência é contraproducente, mas o terrorismo geralmente logra excelentes frutos políticos: mirade o IRA ou Hamas.

Nenhum judeu se atreve a executar a traidores abjectos como Barak, Peres ou Beilin. É que todo o mundo tem medo? Não existe nenhum enfermo terminal disposto a servir ao país a costa da sua própria vida?

Yigal Amir, quando menos, demonstrou ser um herói.


OBADIAH SHOHER


A MASCOTA

Quando tinha tão só seis anos, um rapaz judeu foi parar aos boscos tras contemplar como a sua mãe, irmão e irmã eram assassinados pelos názis. Oculto, morde-se a mão para evitar proferir um berro de angústia e dor que o descobra. No meio dos frondosos boscos de Bielorrússia, no leste europeu, sobreviveu comendo ervas selvagens e encaramando-se às árvores para fogir das bandadas de lobos. A criança ressultou depois rescatada pelos soldados do III Reich que –ignorando que se tratava dum judeu- converteram-no na sua mascota.

O jovem judeu fixo-se passar por názi durante a 2ª Guerra Mundial. Os seus captores vesteram-nos com um uniforme a medida das SS e adoptaram-no como a sua mascota, levando-o com eles nas suas missões de razzia contra a população judea.

Esta história, que semelha um relato de ficção dos irmãos Grimm, dou pê ao livro do escritor australiano Mark Kurzem “A mascota: aclarando o mistério do meu pai judeu”.

Durante anos o pai de Kurzem contara-lhes a ele e os seus irmãos um relato da sua infância no que ele seria o filho dum pastor de porcos russo que se perdera no bosco, e que foi achado por uns soldados de Letônia e, depois, adoptado por uma acaudalada família que possuia uma fábrica de chocolate.

Em 1949, quando a família imigrou a Austrália, ele teria-se despraçado com eles. Mas isso era só uma verdade a médias, que seria completamente desvelada anos depois quando lhe dixo ao seu filho Mark: “Quero que fagas algo por mim, filho, quero que averígues quem sou”. Queria saber a sua esquecida e autêntica identidade e depositar uma flor na tumba da sua mãe.

Para começar, Alex (o pai) conta-lhe a Mark que é judeu –algo que nunca antes revelara, nem sequer à sua dona, uma mulher católica. E depois vai lembrando o resto do que se passou. Num relato angustiado surgido da zona gris que flue entre o sentimento de culpabilidade e o de supervivência. Mentres durou a guerra, lembra como viajava com o comando que o rescatara presenciando atrozidades, centenares de judeus introduzidos e queimados vivos numa sinagoga, entre outras barbaridades. Alex rematou por converter-se num arma de propaganda, o mais jovem názi do III Reich, protagonista de artigos de jornais e dum documental.

Mark Kurzem converte-se no livro numa espécie de Virgílio redivivo, guiando ao seu pai através do submundo do seu próprio passado. Como numa grande novela, culmina com um episódio aínda mais emocionante. Alex Kurzem regressa ao lugar em que a sua mãe e os seus pequenos irmãos foram assassinados. Um monumento comemora ali às 1.600 pessoas entrerradas numa fosa colectiva. Como figera o dia em que presenciou como eram espidos e massacrados diante de ele, Alex volta morder a mão para evitar exteriorizar tanta dor.

Baseado no livro, este documental, do que reproduzimos uma reportagem a continuação, ganhou numerosos prémios nos certames de cinema de Sidney, Varsóvia e no London Festival.


Em quanto o enviado de Obama, George Mitchell, exigiu a reanudação imediata das conversas de “paz” entre Israel e os palestinianos, a Abbas tem-lhe faltado tempo para reiterar a sua negativa a negociar até que Netanyahu aceite a solução de dois Estados –ou o que é o mesmo, 22 Estados para os árabes e um compartido por judeus e árabes juntos.

Abbas pretende complicar as coisas a Obama e que pressione a Netanyahu para aceitar um Estado palestiniano.

Na proposta de paz que está presto a anunciar, Netanyahu é provável que incorra na típica intriga ambígua que o caracteriza em vez de rechazar abertamente a cesão de territórios aos muçulmãos. É provável que aceite algo do tipo eufemístico “uma entidade auto-governada pelos palestinianos”, mas condicionado ao –impossível- cese do terrorismo palestiniano.

Desgraçadamente, Netanyahu carece das agalhas para deixar que Hamas se faga cárrego do West Bank, e dar por soterrada a Fatah e o ridículo “processo de paz”.

QUIZ

Cita:

CLINTON: Bem, foi algo que se introdujo, até onde sabemos, ORALMENTE.


Perguntas:

a) Qual dos Clinton está falando?

b) A que se refire quando fala de “algo”?

c) Que é o que se introdujo?

d) Que pretende dizer com o termo “oralmente”?


A resposta pode ser achada aqui, na contestação dada à terceira pergunta de George Stephanopolous.




[Thanks, Yisrael Medad]

A nacionalidade é algo irrelevante à hora de erigir um Estado.

Os russos asemelham-se mais aos ucranianos que aos tártaros, mas formam um Estado com os tártaros e não com os ucranianos. Os espanhois asemelham-se mais aos portugueses que aos bascos, mas o seu Estado inclui aos bascos e nada tem a ver com Portugal. As tribos africanas não são nações, mas as potenças coloniais quando marcharam agruparam arbitrariamente às tribos em entidades estatais. Os Estados formaram-se amiúde em contra das aspirações nacionais, como quando vários pioneiros europeus chegaram a América Central e do Norte e edificaram os seus Estados aniquilando às nações pre-existentes. A questão de se os árabes “palestinianos” conformam uma nação não têm nada a ver com a sua exigência de criar um Estado, mas tem certa importânci a olhos dos observadores estrangeiros que sustentam o inexistente direito dos palestinianos a um Estado.

Os árabes palestinianos existiram como parte de vários grupos diferentes. Os granxeiros palestinianos das zonas altas são tipicamente sírios. Os residentes palestinianos nas cidades costeiras são mais semelhantes aos seus congêneres libaneses. Sempre houvo uma considerável inimizade entre os granxeiros palestinianos e os habitantes das zonas costeiras. Os árabes consideravam sírios aos granxeiros palestinianos, e só aplicavam o termo “palestiniano” aos que viviam nas cidades com porto. Mentres os árabes despreçam aos sírios pela sua tradicional cobardia e deshonestidade, ódiam também aos palestinianos da costa, aos que consideram uma panda de bandoleiros –actitude, doutra banda, comum em todo o mundo face as comunidades residentes em zonas portuárias. A identidade nacional palestiniana freqüentemente extende-se aos beduínos de Jordânia que, embora fisicamente semelhantes aos granxeiros palestinianos do West Bank, são um grupo drasticamente mais retrassado e carecem duma cultura comum inclusso no sentido mais laxo do termo. Os palestinianos incluem também um significativo número de imigrantes procedentes do Meio Leste e o Norte de África que chegaram a Palestina a mediados do século XIX na procura de trabalho na emergente indústria dos cítricos. Hoje em dia, o maior grupo palestiniano é o constituído pelos refugiados profissionais que levam vivendo do conto nos campos de Lïbano e Gaza durante gerações, e que têm derivado em bandas de maleantes sem afão produtivo algum e com um ódio acumulado que custará várias gerações qude desapareça.

Esses grupos de “palestinianos” carezem duma cultura homogênea, dum dialecto procedente da linguagem árabe, duma tradição religiosa, e duma história comum. Outras nações foram moldeando-se a partir de grupos diversos mediante ferramentas de unificação étnica, religiosa, lingüística ou cultural. Os palestinianos carezem dos elementos distintivos que caracterizam a qualquer nação ou tribo. Os árabes palestinianos, bem é certo, nunca tiveram a possibilidade de desenvolver esses rasgos distintivos: a compacta religião islâmica, a linguagem árabe escrita, a influência síria e uma economia de subsistência impediram que fraguasse a sua diversidade cultural como grupo autónomo.

Os palestinianos só seriam uma nação no sentido de Estado-nação. Esse é o quid da questão. Outros povos desenvolveram-se primeiro como nações, depois amalgamaram os seus territórios e, por último, construiram os seus Estados. Os árabes palestinianos, pelo contrário, são tratados como “nação” pelo simples facto de que estám num determinado território.


OBADIAH SHOHER


16 Sivan 5769 / 8 Junho 2009


DEAD WOMAN WALKING

Os tribunais de “justiza” da Autoridade Palestiniana -quer dizer, de Fatah- vêm de sentenciar a morte a essa mulher de 22 anos [ver foto] da que não se nos tem proporcionado em sítio algum o seu nome. Tanto tem. É já um corpo anônimo que se tambalea com o rosto coberto como os de Guantánamo ou Abu Ghraib –só que a esta lhe vam dar matarile.

Essa mulher, que provavelmente fique no anonimato para sempre, diz que passou a Israel informação sobre atentados terroristas que os palestinianos tinham em projecto. Informação que a Autoridade Palestiniana deveria ter proporcionado e não proporcionou –contrariamente ao comprometido nos Acordos de Oslo e na Folha de Ruta. Lógico: a Autoridade Palestiniana é a mesma que planifica os atentados contra Israel. Isso sabemo-lo todos menos Hussein Obama e a dona de “Bragueta Rápida” Clinton -que fazem como que não se inteiram.

Os jornais progressistas, como o pro-árabe Ha’aretz, fazem fincapê em que, bah, esse tipo de sentenças “quase nunca” se levam logo a cabo. Os terroristas palestinianos são gente de palavra e de fiar, já se sabe. Misséria moral em estado puro.

Nem os guevaristas de Amnesty International, nem organização “feminista” alguma considerarão que tenham nada que dizer. Susan Sarandon e o cesto grande do seu marido (não sei quantos Robin) não fazerão um lacrimôgeno filme de denúncia, nem sequer uma curtametragem. Ari Folman também não; está muito ocupado em plasmar no celuloide o ódio face o seu próprio país.

Contrariamente ao alboroto mediático que se montou há umas semanas contra Iran para que soltassem à jornalista de orige norteamericano Roxana Saberi, nenhum grupo de direitos humanos moverá um dedo por salvar a vida desta “reaccionária” que espiava para o Estado sionista de Israel.

Mortos de segunda.

Nossos sócios para a “Paz”.


SOPHIA L. FREIRE

Os judeus ultra-ortodoxos estalaram numa revolta depois de que o seu alcalde violasse o status quo que desde há dez anos rematara com as conhecidas como “guerras do Shabat”. O alcalde abriu um grande aparcamento público em Shabat para atrair turistas.

Tecnicamente, a lei judea não proibe que os gentis trabalhem em Shabat, incluíndo os que trabalham nos parkings ou conduzindo, mas o mandamento é claro: “ninguém trabalhará nas vossas cidades”.

As políticas ánti-religiosas, impulsadas pelas decisões dos tribunais, propiciam o éxodo dos religiosos judeus de Jerusalém porque não podem viver nos distritos seculares e os distritos religiosos são muito reduzidos para estas comunidades em grande crescimento demográfico.

Leais aos seus dirigentes religiosos, os ultraortodoxos são a força ánti-governamental com mais agalhas entre os submissos judeus. Nenhum outro grupo judeu contemplaria, como eles, a resistência violenta contra as políticas ánti-semitas do Estado.

Israel debe sentir-se muito tranquila agora que a senhora de Bill Clinton tem adoptado uma posição firmemente contrária a que Israel seja aniquilada mediante um ataque atómico.


A Administração Obama não está tanto contra que Iran tenha armas nucleares, como contra que tenham um mal despertar e bombardeem Tel Aviv –que vem sendo a linha vermelha da Administração do Hussein.


Em Teheran aínda estám tremando. Agora que Hillary lhe tem pedido a Ahmadineyad que se comporte como um bom chico, em Israel já podem durmir tranquilos.

O Reformismo judeu não é negativo per se. Os judeus ortodoxos foram os maiores reformadores no seu tempo: eles substituíram o judaísmo rabínico pela religião baseada no Templo e centrada na terra. A quantidade e severidade de câmbios introduzidos pelos rabinos fariseus faz palidecer os actuais intentos reformistas.

Existe, sem embargo, uma diferença crítica entre ortodoxos e reformistas: a honestidade. Os rabinos ortodoxos intentaram honestamente salvar o judaísmo na ausência do Templo. O seu enfoque eventualmente afastou-nos do judaísmo normativo, derivando num corpo legislativo insignificante e sem sentido; os sistemas legais seculares, também, sucumbem eventualmente à tendência de legislar sobre aspectos triviais. A maioria dos rabinos ortodoxos fecham honestamente os seus olhos ante a distância que separa o seu judaísmo de ritos supersticiosos e a fê em D’us, que nos exige adoptar algumas desagradáveis determinações políticas na vida real.

O Reformismo, na realidade, não pretende reformar nada. É o típico movimento esquerdista que utiliza ferramentas sofistas para diferenciar-se e redefinir as coisas. O reformismo disfarça o ateísmo do seu rebanho em termos judeus arbitrariamente redefinidos, mais que procurar um significado actual aos termos antiquados. Uma re-avaliação dos significados dessa índole é inecessária, na medida em que a moralidade humana não cambiou apenas ao longo da história. Lêmos a Epopeia de Gilgamês e os antigos poemas gregos, maravilhamo-nos com as expressões do Cantar dos Cantares, e Shakespeare continua entretenendo-nos. As torturas persas deram pê à Inquisição e às torturas massivas nos gulag soviéticos. Os romanos teriam-se reconhecido no colonialismo britânico e considerado as duas guerras mundiais como algo desmedidamente brutal. O romanticismo moderno dos direitos humanos teria-lhes soado familiar aos trovadores medievais.

O Judaísmo trata sobre a justiza: implacável, despiadada, severa justica orientada a manter a pureza moral da comunidade judea. Os Reformistas mintem no que respeita a cada parte dessa definição. A justiza para eles é “justiza social”, ou mais bem justiza socialista, onde os burócratas que controlam a distribuição são os que mandam.

Fazem ênfase na piedade, embora a Torá carece do conceito do perdão humano: a Torá é severa até o extremo de que os testigos devem executar pessoalmente ao ofensor convicto.

No Judaísmo, a pureza moral é o único objectivo do ser humano. A vida é algo completamente irrelevante. Os judeus são cominados a executar ou expulsar aos seus compatriotas inclusso pelas ofensas morais cometidas na privacidade dos seus fogares, como a homosexualidade ou o pão levedado em Pesaj. O judaísmo não é indulgente: inclusso os estrangeiros, qualquer não-judeu que habite na Terra de Israel, debe submeter-se à Lei judea baixo ameaça da pena de morte. O Reformismo fomenta justo o contrário: a tolerância, o direito de cada indivíduo a viver como lhe pete, não só na esfera privada senão inclusso na pública.

O judaísmo é isolacionista: os judeus são “o povo que vive a parte”. Neemias ordeou aos judeus desterrar às suas mulheres estrangeiras, rompendo praticamente todas as famílias de Jerusalém. Devemos aceitar conversos na justa medida em que o seu número nos permita assimilá-los; Neemias considerava que as mulheres estrangeiras eram demassiado numerosas para uma assimilação segura e ordeou a sua expulsão. Devemos aceitar aos conversos segundo os critérios que nós fixemos: um não é judeu porque diga que o é. O judaísmo basea-se em ser a única verdade, em que os judeus são o povo eligido. Em relação com o judaísmo, as demais religiões, não é que sejam inferiores, é que são abomináveis. Não odiamos aos demais povos, mas despreçamos a sua fê. E nas nossas orações agradecemos a D’us que não tenhamos nascido numa religião alheia. Que pode haver mais afastado da interreligiosidade reformista, os seus matrimônios mixtos, intercâmbios culturais e, eventualmente, a sua assimilação?

Quanta gente, como promédio, acredita em D’us num templo reformista? Ninguém (incluíndo à sua rabina lesbiana). A sua “ilustrada” audiência não pode acreditar no D’us que criou a Terra e escuita as nossas pregárias. Os judeus progres não podem asumir o conceito da sua própria eligibilidade. Estes judeus de mente analítica negam-se a acreditar que D’us nos falou no Monte Sinai e nos dou os Mandamentos. Inclusso se acreditassem na existência de D’us, isso não teria conseqüências práticas para eles. Se a Torá não é de orige divina, que nos cabe dizer da existência própria de D’us? Que leis deveríamos seguir? Os reformistas conformam-se com a confortável postura de que eles seguem os mandamentos que se ajustam à sua conciência panhumana. E isso dá pê a um círculo vicioso: eles confrontam a religião com a ética, e em conseqüência a sua religião sempre é mais estreita que a sua ética. E o seu “judaísmo” apenas se diferencia dos preceitos éticos dum sueco bem educado.

Sem dúvida, os reformistas são doutrinalmente muito menos éticos que os gentis. O seu progressismo conduz a tolerar a imoralidade, porque para aqueles que não acreditam na Torá não existe um critério objectivo de moralidade. Assim, os reformistas proclamam a liberdade individual de cada quem a observar os mandamentos que lhes convêm –essencialmente, a ignorá-los. Perguntade-vos: que pecado poderia desqualificar a alguém para formar parte duma congregação reformista? Certo, muitos tipos de abominações são aceitadas em muitas sinagogas ortodoxas –mas de modo tácito, mentres que os reformistas professam a desobediência da observância, o que não faz senão alentar a infâmia. Dado que os templos reformistas admitem os matrimônios mixtos, aos que transgredem o Shabat e o kashrut, e aos que praticam imoralidades sexuais, que lhes impede admitir também a pessoas carentes de toda ética? Na prática, as pessoas carentes de ética são benvindas ali.

Internalizar a observância situa às pessoas por riba de D’us. Diga o que diga D’us na Torá, cada homem decide que mandamentos lhe apetece seguir –no caso de que siga algum. Logicamente, cada membro duma congregação reformista reza para sim, dado que na sua “teologia” a sua própria conciência é a fonte da sua pessoal lei religiosa. Raro sria rezar a D’us mentres ignoramos os seus mandamentos! Aínda mais, a observância à la carte clausura a possibilidade de qualquer forma de comunidade de congregantes. O único que há em comum entre os membros dum templo reformista é o seu ateísmo. Discrepam em cada aspecto da prática religiosa judea, e o único que os une é o despreço dessa prática.

O Reformismo carece de valores firmes ou doutrinas. No reformismo “judeu” não existe nem um só valor ou doutrina especificamente judeu. Os reformistas rechaçam explicitamente a singularidade judea pelo seu progre colegueo com os gentis. Falam das coisas dum modo que seria demassiado “universal” inclusso para Lénine. Querem arranjar o mundo (na sua totalidade) e justiza social (para todos); pouco lhes importa que a justiza social para alguns signifique roubar a outros, e que reparar o mundo em África signifique obviar aos judeus que sofrem em Sderot.

O reformismo, como religião universalista, abraza valores universais –mas os valores mais universais são precisamente aqueles com o denominador comum mais pequeno. O reformismo quere chegar a todos, negando-se a rechazar a ninguém. O reformismo abraza abominações morais e o nihilismo fashion –incluíndo rabinas lesbianas e os “matrimônios” gays. Proclamam a parvada de que todas as pessoas estám feitas a image de D’us –o que seria aplicável aos assassinos, etc. Deveríamos tolerá-los e dar-lhes a benvinda à congregação?

No Reformismo judeu não existe razão para seguir sendo judeu. O judeu não se diferencia em nada dos demais. De facto, os reformistas promovem activamente o diálogo interreligioso, a fim de demonstrar que os judeus são parescidos aos demais.

Qual é uma possível razão de ser judeus, de procriar filhos judeus? Uma, o razismo: os meus ancestros foram tão extraordinários que não quero me mesclar contigo, um vástago doutros ancestros; soa abominável. Outra, chauvinismo cultural: a cultura judea é superior às outras ou, quando menos, inestimavelmente única, assim que a quero perpetuar; pouco importa que os judeus tenham abrazado as culturas das nações com as que têm convivido, e que pouco seja o que há em comum entre as culturas sefardis e askenazis. Outra mais, porque D’us nos escolheu para sermos o seu Povo, e tanto eu como a minha descendência devemos obedecer a sua vontade. Esta é a única razão de índole moral. Tem, sem embargo, um problema: os reformistas rechazam a absoluta autenticidade da Torá, pois afirmam que alguns dos seus Mandamentos estám obsoletos, e, em conseqüência, ponhem em dúvida que seja certo que o judeu é o povo eligido.

Cabe imaginar qu o judaísmo ortodoxo algum dia poida ser reformado, como sucedeu com os movimentos reformistas doutras religiões. O critério de reforma deveria ser que o dirigente reformista seja um judeu fundamentalista. A reforma deverá supôr o regresso aos fundamentos do judaísmo, ao judaísmo essencial que só pode ser praticado na Terra de Israel, um país de nosso sem estrangeiros ou judeus declaradamente traidores, com um Templo e sacrifícios rituais, e a conformidade de toda a população –à forza se for preciso- com as leis do Judaísmo.

As teorias sociais evoluem, mas no caso das religiões é distinto. Conforme vam envelhecendo, vam acumulando posos e aditamentos que devem ser agitados de quando em vez. Em todos os demais aspectos da vida, o novo é melhor. Na religião o velho é o único bom. Daí que agardemos um autêntico reformista: um fundamentalista judeu.


OBADIAH SHOHER

O árabe morto o venres durante as rutinárias algaradas em Niilin foi abatido adequadamente mediante um pelotazo de goma, dixo o exército.

O tipo, um famoso activista de Hamas, já fora arrestado em várias ocasiões –e posto de imediato em liberdade para que puidesse continuar com as suas actividades ánti-israelis.

Não é só a Torá, senão inclusso o sentido comum, quem manda eliminar (ou quando menos expulsar) aos teus inimigos, mais bem que os ceivar para que volvam a liá-la no West Bank depois de cada arresto.

A tímida reacção das IDF têm convertido Niilim no parque de atracções favorito dos árabes e os gamberretes ultraesquerdistas. Mas o Governo não semelha disposto a que o exército remate duma vez por todas com esta forma de terrorismo utilizando fogo real.

O Presidente Obama visitou o venres o campo de concentração de Buchenwald em Weimar, Alemanha.


Uma vez mais, Obama atribuiu a “justificação” para a existência do Estado de Israel ao Holocausto. Se aceitamos o razoamento de Obama, qualquer poderia fazer-se legitimamente o questionamento que fazem os “palestinianos”: os europeus exterminaram aos judeus há 60 anos; por que o Estado judeu haveria de erigir-se a costa do território “palestiniano” e não do território europeu? Mas a formulação de Obama é errônea. Os judeus estám em Israel porque este é historicamente o nosso fogar nacional –e o tem sido durante mais de 3.000 anos. O nosso direito a esta Terra nada tem a ver com o Holocausto, e sim com a nossa herdança nacional e com o facto de que D’us entregou esta Terra aos judeus há mais de 3.000 anos (os cristãos manejam a mesma Bíblia que nós –pelo menos na sua primeira metade- e sabem que isto é assim). Isto não é o território “palestiniano”.


A Declaração Balfour foi anterior ao Holocausto em mais de 30 anos. O Mandato Palestiniano mais de 20. A existência de Israel não está justificada pelo Holocausto, e o Holocausto não foi a única oportunidade em que o nosso povo foi massacrado –só a mais recente e, provavelmente, a maior em termos de percentagens e números. O Holocausto é um destacado evento na história do povo judeu, mas existem muitas outras “justificações” para a existência de Israel que se remontam muito atrás dos últimos 70 anos.


Obama prefire ignorá-lo.



Fonte: Israel Matzav


OMAHA BEACH, 1944. IN MEMORIAM

- DESCULPAS -


Por um erro técnico não atribuível à vontade desta equipa, o anterior post "Wilders arrasa em Holanda" entrou na página durante a celebração do Shabat -embora estava agendado para ser publicado hoje à noitinha.

WILDERS ARRASA EM HOLANDA

Os resultados das eleições europeias celebradas em Holanda o passado joves, têm ratificado o espectacular avanço do Partij Voor de Vrijheid [Partido pela Liberdade] de Geert Wilders, que se converte na segunda força maioritária em Holanda. Com o 92 % dos votos escrutados, o PVV –que concorre por vez primeira a uma eleições europeias- obteve o 17 %, mentres que os dois partidos do Governo levam um forte correctivo: os democristãos passam do 24’4 ao 20 % dos votos, e os Laboristas do 23’6 ao 12’2 %.

O PVV foi o ganhador em muitas zonas claves de Holanda, demonstrando que conta com apoios num amplo espectro da direita à esquerda, com o seu programa político contra a islamização de Europa, o seu indisimulado apoio a Israel, e a sua negativa a converter a UE num mastodôntico super-Estado intervencionista Europeu.

Terám captado a mensagem os políticos holandeses e europeus?






No vídeo, primeiros resultados a partir das enquisas a pê de urna. O escrutínio do voto real aínda foi muito mais favorável para o partido de Wilders.

SHABAT SHALOM

O PLANO DE OBAMA


BORRARÁS A LEMBRANÇA DE AMALEK

CORAN 5:33

No seu discurso em El Cairo, Obama citou o versículo do Coran 5:32: “O Sagrado Coran ensina que quemquer que mate a um inocente, é como se matasse a todo o gênero humano; e, sem embargo, quem salve a uma só pessoa é como se salvasse a toda a humanidade”.


Como bem diz o nosso amigo Yisrael Medad, incorreu num erro de bulto. A fonte é o capítulo sobre o Sanedrin, na Misná 4:5:


“...no que respeita a Cain, que matou ao seu irmão, está escrito: ‘os sangues do teu irmão clama a mim desde a terra” (Bereshit 4:10); não diz “O sangue do teu irmão”, senão “os sangues” –o seu sangue e o da sua descendência”.

Mas, para além disso, é extranho que nem o Presidente Obama nem os seus assessores advertissem que o significado do versículo 5:32 não fica claro se não se completa com o versículo 5:33 que o continua:


“O castigo daqueles que emprendam guerra contra Alá e o Seu Mensageiro é: execução, ou crucifixão, ou amputação de ambas mãos e pês dos lados opostos, ou o exílio da terra”.


Os pretendidamente nobles sentimentos do versículo 5:32, tomados duma fonte judea, são radicalmente matizados pelo versículo seguinte, que é uma sanguenta ameaça de Mahoma aos judeus.


Longe de abjurar da violência, estes versículos insistem na ideia de que qualquer pessoa que se oponha ao profeta muçulmão será assassinada, cruzificada, mutilada ou expulsada.