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EUROPA, ENTE HOSTIL

Israel vem de advertir à União Europeia que, a menos que rebaixe o seu tom de crítica contra o Governo Netanyahu, será apartada do “Processo de Paz”.


O principal objecto da ofensiva diplomática é a Comissionada de Assuntos Exteriores da UE, a socialista Benita Ferrero-Waldner, que recentemente fez um chamamento para congelar as relações com Israel ante a sua política face o processo de paz.


Há uns dias, o subdirector para Europa no Ministérios de AAEE, Rafi Barak, começou uma rolda de chamadas aos embaixadores europeus em Israel questionando a actitude face o novo Governo. As primeiras conversas foram com o francês Jean-Michel Casa, o britânico Tom Phillips e o responsável da embaixada alemã.


Barak protestou energicamente pelo criticismo dos ministros e altos cárregos europeus respeito o Governo de Israel.


Barak destacou especialmente nas suas queixas a figura da austríaca Ferrero-Waldner, e afirmou que as suas manifestações estavam fóra de sítio tanto nas formas, como no estilo e momento.

“Queremos que a União Europeia seja um sócio [no processo diplomático], mas é fundamental manter um diálogo maduro e discreto, e não caír num jogo de desaforadas declarações públicas”, dixo Barak aos diplomáticos.


“Ante o enfrontamento público, o Primeiro Ministro Binyamin Netanyahu, e inclusso a líder da oposição, Tzipi Livni, tiveram que intervir. Temos observado que os grandes países europeus têm escuitado as nossas queixas e estám agindo em conseqüência, mas seria importante que Europa agisse uniformemente neste assunto”, acrescentou.


Barak concluiu “advertindo” que a influência europeia na zona poderia ficar relegada a um segundo plano ante este tipo de actitude. “Israel exige a Europa que rebaixe o tom e que mantenha um diálogo discreto”, afirmou. “Sem embargo, se este tipo de declarações continua, Europa deixará de formar parte do processo diplomático, e ambas partes sairemos perdendo”.


Sim, já vai sendo hora de que alguém ponha ao europeus no seu sítio.



Fonte: ISRAEL MATZAV



O máximo representante na política exterior da União Europeia, Javier Solana Madariaga –ministro do Governo socialista espanhol que na década dos 80 financiou e organizou um aparelho de terrorismo de Estado (os G.A.L.) causante de 28 ejecuções extrajudiciais e vários seqüestros de pessoas inocentes-, tem-se permitido ameaçar o passado luns a Israel no caso de que o seu próximo máximo dirigente, Binyamin Netanyahu, aparque a fracassada política conhecida como “solução dos dois Estados” para o conflito árabe-israeli.

A ameaça teve lugar depois de que Netanyahu figesse público o seu desejo de que Israel e Europa seguissem mantendo uma relação cordial.

Falando ante os enviados dos meios de imprensa, Solana dixo que a União Europeia reconsiderará a sua relação com Israel se o Governo entrante não aposta firmemente pela criação dum Estado palestiniano.

“As relações devem fluir com normalidade, com um Governo de Israel que continue apostando pela solução dos dois Estados. Em caso contrário, as coisas serão muito diferentes”, dixo o ex-ministro de Felipe González.

No curso de umas declarações inusualmente duras, Solana advertiu: “Deixem-me que manifeste muito claramente que a forma em que a União Europeia se relacionaria com uma Israel que não se comprometa com a solução dos dois Estados será muito, muito diferente”.

Vindo de quem vem a ameaça é como para tomá-la em sério.