ACCESO DENEGADO


Inteiramo-nos pelo promotor do magnífico blogue amigo O RUÍDO DOS DÍAS, que a série de debuxos animados "Ahmed & Salim", uma desternilhante comédia satírica estilo “South Park”, na que as personagens –dois rapazes muçulmãos- estám muito mais interessadas na cultura occidental que em seguir os desígnios do seu pai de se imolarem como mártires através de ataques terroristas, vem de ser bloqueada nos Emiratos Árabes Unidos (EUA). A Autoridade Reguladora de Telecomunicações dos EAU (ART) informou que a decisão de banear o vídeo produjo-se tras receber várias queixas sobre o conteúdo do último episódio, que tem sido considerado insultante para o Islam.


"Informamos aos dois proveedores de servizos de Internet para os EAU, Eusalat e Du, da decisão e eles próprios blocaram o vídeo”, informou um portavoz da ART em declarações à cadeia Al Arabiya. Agora os usuários que tratem de vê-lo, explicou, receberão uma mensagem de “acceso denegado”.


Os EAU iniciaram uma campanha na Internet que exige a proibição completa do sítio de YouTube, porque consideram que com regularidade permite conteúdos que insultam ao Islam e aos árabes em geral.


Velaqui tendes o episódio em questão para que botedes uns risos à saúde destes anormais dos Emiratos Árabes Unidos. Que lhes vaiam dando!



SHABAT SHALOM


DANIEL 9:4


Ah! Senhor! Deus grande e tremendo, que guardas a aliança e a misericórdia para com os que te amam e guardam os teus mandamentos;


Pecamos, e cometemos iniqüidades, e procedemos impiamente, e fomos rebeldes, apartando-nos dos teus mandamentos e dos teus juízos;


E não demos ouvidos aos teus servos, os profetas, que em teu nome falaram aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, como também a todo o povo da terra.


A ti, oh Senhor, pertence a justiça, mas a nós a confusão de rosto, como hoje se vê; aos homens de Judá, e aos moradores de Jerusalém, e a todo o Israel, aos de perto e aos de longe, em todas as terras por onde os tens lançado, por causa das suas rebeliões que cometeram contra ti.


Oh Senhor, a nós pertence a confusão de rosto, aos nossos reis, aos nossos príncipes, e a nossos pais, porque pecamos contra ti.


Ao Senhor, nosso Deus, pertencem a misericórdia, e o perdão; pois nos rebelamos contra ele,


E não obedecemos à voz do Senhor nosso Deus, para andarmos nas suas leis, que nos deu por intermédio de seus servos, os profetas.


Sim, todo o Israel transgrediu a tua lei, desviando-se para não obedecer à tua voz; por isso a maldição e o juramento, que estão escritos na lei de Moisés, servo de Deus, se derramaram sobre nós; porque pecamos contra ele.


E ele confirmou a sua palavra, que falou contra nós, e contra os nossos juízes que nos julgavam, trazendo sobre nós um grande mal; porquanto debaixo de todo o céu nunca se fez como se tem feito em Jerusalém.


Como está escrito na lei de Moisés, todo este mal nos sobreveio; apesar disso, não suplicamos à face do Senhor nosso Deus, para nos convertermos das nossas iniqüidades, e para nos aplicarmos à tua verdade.


Por isso o Senhor vigiou sobre o mal, e o trouxe sobre nós; porque justo é o Senhor, nosso Deus, em todas as suas obras, que fez, pois não obedecemos à sua voz.


Agora, pois, oh Senhor, nosso Deus, que tiraste o teu povo da terra do Egipto com mão poderosa, e ganhaste para ti nome, como hoje se vê; temos pecado, temos procedido impiamente.


Oh Senhor, segundo todas as tuas justiças, aparte-se a tua ira e o teu furor da tua cidade de Jerusalém, do teu santo monte; porque por causa dos nossos pecados, e por causa das iniqüidades de nossos pais, tornou-se Jerusalém e o teu povo um opróbrio para todos os que estão em redor de nós.


Agora, pois, oh Deus nosso, ouve a oração do teu servo, e as suas súplicas, e sobre o teu santuário assolado faze resplandecer o teu rosto, por amor do Senhor.

EU NÃO ESQUEÇO

Como há escasamente um mes em Israel, o próximo domingo os galegos e galegas estám chamados a renovar o seu Parlamento autonômico. Mágoa que aquí não contemos com uma mínima variedade de opções diferenciadas à hora de acudir a votar, como sim que têm, a pesar de tudo, no país amigo.


Para além de opções anedóticas, cuja possibilidade de obter representação na câmara distancia-se em pouco de zero, chamem-se Izquierda Unida, Partido Humanista ou a Frente Popular Galega, oferecem-se-lhe ao eleitorado só três alternativas se optam por ir a gardar cola e botar o papelinho na urna, em vez de aproveitar estes soleados dias que nos está brindando o final do inverno em melhor menester.


Antecipo-vos que eu não irei votar por ninguém –o qual, diz que, se é o que decide fazer finalmente uma ampla franja do censo, seria o caminho mais curto para evitar quatro novos anos de bipartito PSOE/BNG. Não há mal que por bem não venha. Mas não quero deixar passar a ocasião de razoar a minha abstenção, e dado o sítio em que escrevo, quero fazê-la em clave de amiga que sou do povo israeli.


Assim, se um israeli acabasse de aterrizar na Galiza e se tiver empadroado, adquirindo hipoteticamente o direito a exercer o voto, diria-lhe o seguinte:


Se queres apoiar a um partido que não seja abertamente inimigo declarado do povo de Israel, só tens a opção de votar pelo Partido Popular. Mas tem em conta que esta força, que contou na sua dirigência com amigos inequívocos do Estado judeu como José María Aznar, está sumida num convulso processo de quebra e descomposição, no que uma maioria dos seus dirigentes pulam por mimetizar o discurso e o agir da socialdemocracia intervencionista, e que na Galiza mantêm uma rede de personagens vinculados a práticas caciquis que não tem chegado a ser renovada a fundo.


Se queres um Governo nacional-socialista oferecem-se-che duas opções:


1ª) Apoiar ao Partido Socialista Español, do que provavelmente saibas que é o partido de Zapatero e Moratinos (sim, esse, o velho amigo do Nóbel da Paz Arafat), o partido que promoveu o terrorismo de Estado dos GAL nos anos 80 –pelo qual foram encausados uma mínima parte dos seus dirigentes, indo dar com os seus ósos na cadeia alguns de eles, por crimes de lesa humanidade-, e que a nível internacional promove a Aliança de Civilizações com Irán, Turquía e o presídio castrista.


2ª) Votar a papeleta do partido ánti-semita BNG. Uma organização que no tempo récord de catro anos tem mimetizado os piores vícios do caciquismo que durante décadas governou Galiza, e que, para além de negar constantemente o Holocausto e perseguir com sanha até a alguns dos seus próprios militantes, pelo grave delito de serem amigos e leais com o povo judeu, tem-se alinhado inequivocamente com a República Islâmica de Iran e com Hamas como os seus modelos a imitar.


Também está a opção de apoiar, simbolicamente, a Rosa Díez –matando dous pássaros dum tiro, dando-lhe de passo uma patada no cu aos neonázis que utilizam métodos filoterroristas contra qualquer manifestação que se saia do seu guião.


Sorte, se optas por acudir o domingo às urnas, porque o vas ter difícil.


Contudo, vaia a minha simpatia para o melhor candidato –e inequívoco amigo do povo de Israel-, Pedro Arias Veira, que vai de nº 2 nas listas do PP pela Corunha.



SOPHIA L. FREIRE


3 Adar 5769 / 27 Fevereiro 2009

O icono progressista Jimmy Carter etiquetara no seu dia a Israel como “Estado de apartheid”. Segundo denuncia o Simon Wiesenthal Center, a esquerda está a promover uma nova campanha publicitária ánti-semita denominada “Semana do Apartheid Israeli”.


Recomendo visitar o seu sítio porque proporciona os suficientes factos como para calibrar a ridiculez deste campanha ánti-semita.


Preocupa-me que haja gente que aínda acredite nesta parvada do “apartheid”. Queixam-se das “dificuldades” pelas que passam os palestinianos, mas ignoram deliberadamente o razismo que reina no mundo árabe, onde os maltratos aos judeus do Yemen são só um mito, e na crença de que os países árabes são um lugar “doce e adorável”. Ignoram o facto de que as mulheres são tratadas pior que os cães em muitas partes do mundo islâmico. E que dizer dos judeus que foram expulsados das nações árabes na Guerra de Independência de 1948? Não são merecedores também de justiça? Não, por suposto que não. Eles são judeus.


O Judeu é o eterno chivo expiatório, e os muçulmãos tratam de apresentar-se como vítimas. Nada novo.


Os ánti-semitas que se escondem tras a máscara do ánti-sionismo constituim um fraude, porque só atacam aos judeus, mas ignoram o razismo, apartheid, e ausência de direitos civis no mundo muçulmão. É uma dupla moral que empapa a agenda dos autodenominados ánti-sionistas. Um movimento que careze, definitivamente, de qualquer credibilidade.


COMRADE TOVYA


MOTIM A BORDO?

Segundo distintas fontes, Netanyahu está jogando a baça de apresentar-se como um homem de consenso durante a ronda de conversas com Kadima encaminhadas à formação dum novo Governo. Tzipi Livni segue sem se inteirar, duas semanas depois, que perdeu as eleições, e isto está sendo aproveitado pelo velho raposo do Likud para provocar o que já semelha uma iminente fractura dentro da amorfa amalgama política que existe na franquícia erigida no seu dia por Sharon e Peres.


Cada hora que se passa são mais insistentes os rumores de que alguns ministros e dirigentes de Kadima, como Shaul Mofaz, Dalia Itzik ou Ze’ev Boim –que nos seus círculos privados apoiam decididamente um governo de unidade nacional com o Likud- poderiam fomentar um motim aberto no partido.


Mofaz, por exemplo, está mantendo encontros bilaterais com ministros e membros da Knesset calibrando o erro que suporia para Kadima ir parar à oposição. “As diferenças são salváveis. Devemos formar imediatamente equipas de negociação”, afirmou há escasas horas.


Não é novidoso o facto de que Shaul Mofaz mantém um ágrio enfrontamento com Livni, que chegou ao seu ponto álgido durante as primárias de Kadima, onde a candidata favorita de Abbas e dos mass media occidentais ganhou mediante todo tipo de sujas estratagemas por um punhado de votos ao veterano militar. Também é vox populi, que se Mofaz finalmente se passasse com os seus seguidores dentro do grupo da Knesset às filas do Governo que dirigirá Binyamin Netanyahu, provavelmente o estaria agardando a carteira de titular do Ministério de Defesa.


Veremos o que acontece nos próximos dias.


A continuação temos o gosto de apresentar aos nossos leitores o novo catálogo iraniano de temporada Primavera/Verão no que se refere às distintas modalidades de execução à disposição dos opositores, mulheres e homosexuais na República favorita de Paco Rodríguez e os seus camaradas do BNG.


Transcrevemos a seguir alguns fragmentos [ver vídeo abaixo] duma entrevista com o Fiscal Geral iraniano Qorban ‘aAli Najaf-Abadi, emitida na Al-Manar TV o passado dia 11 de Fevereiro.


Mais madeira…!



“Curtar as mãos dos ladrões é uma prática muito infreqüente. Os casos de qisas [execuções como repressália por assassinato] são mais comuns. A Qisas é uma prerrogativa individual da família da vítima, e o Governo não intervém no tema. Uma das práticas mais contestadas por Occidente é esta da Qisas. Confundem qisas com pena de morte. A qisas não tem nada a ver com o Governo. É uma prerrogativa da família da vítima. Por exemplo, se uma pessoa é assassinada, e o pai do assassino o solicita, poderíamos pedir à família da vítima que absolvesse…Perdão, à família do… Entra na minha jurisdicção, mas não temos direito a pressioná-los. É coisa da família cujo membro foi assassinado -às vezes com extrema brutalidade. O mundo deveria saber que na República Islâmica de Iran, a qisas é uma prerrogativa da família da vítima. Não é matéria ou assunto do Governo, e portanto o Governo não pode revocar ou impedir a sua posta em prática. Coisa distinta é o que se refere à pena de morte. A qisas, já vos digo, é uma prerrogativa individual, e quando uma pessoa é executada mediante qisas, não setrata duma “pena de morte”. Para a pena de morte já temos juízes, e um veredito judicial dacordo com a Sharia.


Curtar as mãos é algo muito disuasivo. O Islam pretende evitar as distinções derivadas da desigualdade de meios económicos e, portanto, estabelece a mutilação das mãos. Isto evita que o ladrão vaia roubar outra volta. Uma pessoa que rouba repetidamente não merece piedade.


O castigo é melhor que a prisão, com todos os seus efectos negativos, especialmente no que se refere a prisões como Guantanamo e Abu Ghraib. Os [norteamericanos] que cometeram todos esses crimes em Guantanamo: por que ninguém bota uma olhada às suas atrozidades? A sua tortura é centos de vezes pior que mutilar umas mãos. Por que não são submetidos a juízo? Não disfrutamos curtando mãos, mas não negamos que o fazemos. Se é preciso curtamos as mãos dos ladrões, igual que executamos as penas de morte.


A prisão e os castigos divinos são duas coisas diferentes. Temos adoptado, desgraçadamente, o sistema penitenciário occidental. Às vezes a prisão não proporciona resultados positivos. Tudo o contrário. A imposição de penas de prisão é algo a evitar. Não é algo arraigado no Islam. Tomemos, por exemplo, o castigo mediante latigazos. Na medida em que este castigo arruina a reputação duma pessoa, tem um efecto positivo em termos de disuasão. Estas práticas tipicamente islâmicas servem de advertência e castigo, não como forma de tortura. São preferíveis a ter que sentenciar a uma pessoa a vários anos de prisão, especialmente se consideramos a corrupção e todas as coisas más que se aprendem ali. Em prisão, a pessoa aprende novos crimes. Isto podemo-lo ver em todo o mundo”.



GAZA RECONSTRUÍDA

A dirigência da Cruz Vermelha vem de anunciar que as infraestruturas de Gaza estám totalmente reconstruídas, e que tudo está de novo como no momento pre-bélico de Dezembro do ano passado. 2.800 chozas seguem destruídas, mas provavelmente os seus habitantes já têm achado alojamento nas instalações da UNRWA. A reconstrucção tem sido financiada em parte com os impostos israelis transferidos a Fatah.



Não informam, isso sim, de que o rango de lançamento de mísseis volve a ser o mesmo de Dezembro de 2008.


A Cruz Vermelha tem-se afastado radicalmente da sua função originária de asistir aos feridos e pressos de guerra, e tem-se convertido numa franquícia mais da extrema esquerda, promovendo a sua agenda política. Esta vez, a Cruz Vermelha fixo um chamamento a continuar o “processo de paz” entre israelis e palestinianos –quer dizer, a que Israel entregue os territórios judeus aos seus derrotados e irredentos inimigos.




A besta negra da esquerda israeli vem de declarar o seu apoio explícito à criação dum Estado Palestiniano. Lieberman mete pressão a Netanyahu para a inclusão no Governo da esquerdista Tzipi Livni e a sua agenda entreguista com o inimigo árabe. Lieberman pretende saldar assim a sua déveda eleitoral com Kadima, ao tempo que saborea a o plato frio da vingança respeito aos seus antigos conmilitões.


E este era o que se apresentava como defensor do genuíno campo nacional apenas há umas semanas…



Shas, Likud e Lieberman têm chegado a uma hipócrita componenda sobre os matrimônios civis: só estarão permitidos aos não-judeus. O Rabbi Eliyashiv, da UTJ (Judaísmo Unido pela Torá), rechaçou o acordo baseando-se em aspectos práticos: a Corte Suprema abrirá o abano dessa restricção razial na lei e permitirá também os matrimônios civis entre judeus –o que lhes permitiria casar com não-judeus, que são abundantes em Israel.


Teoricamente, a Corte Suprema não deveria intervir no facto de que Israel tiver dois sistemas de matrimônio diferenciados, um para os judeus e outro para os muçulmãos. Logicamente, oferecerão um terceiro sistema para as demais denominações. Mas o Rabbi Eliyashiv sinala acertadamente que a Corte Suprema trata aos muçulmãos de modo preferencial respeito aos judeus, e dixo que não será cúmplice na criação duma jurisdicção matrimonial separada de modo encoberto.


Netanyahu não pode formar uma coaligação de direitas sem UTJ, e Lieberman está firmemente comprometido com os matrimônios assimilacionistas. O tema não é moco de pavo: este é um Estado judeu, e se os não-judeus não podem casar à sua conveniência é o seu problema.


Também cabe a possibilidade de que Netanyahu trate de “captar” uns quantos membros de Kadima a fim de compensar a ausência de UTJ.


Mentres, Olmert segue no seu posto, escaralhando-se provavelmente de todos eles.



DERRUBEMOS OS SEUS ÍDOLOS

“Não vos inclinedes antes os seus deuses nem os servades. Não sigades as suas práticas. Devedes derrubá-los e fazer pedazos os seus monumentos” (Parashat Mishpatim 23:24)



Esse fragmento pertence à porção da Torá da semana anterior. D’us, com o seu infinito sentido do humor, mandou fazer isso às pessoas que carecem de ânsia para pulverizar violentamente as ideias paganas, os altares e os lugares de pregária.


Como reduzir a pó os ídolos numa sociedade civil, num Estado Judeu moderno?


Em teoria, os judeus deveriamos enfrontar-nos à idolatria utilizando o intelecto para erigir leis justas e compassivas que contemplassem a dignidade humana e que estivessem acordes com a tradição judea. Mas com as democracias occidentais inoculando o mantra da tolerância, do politicamente correcto, e a liberdade de expressão religiosa, às vezes nos achamos defendendo precisamente aquilo que nos foi mandado extirpar. Que deve fazer um judeu?


Bem, sempre fica o recurso do humor…e, nesse sentido, esta tem sido uma semana muito “divertida”.


Os titulares informaram que os resultados dum estudo sobre a actitude israeli face o cristanismo, indicava uma forte divisão entre os judeus religiosos e seculares em aspectos que iam desde a actividade dos missioneiros, a aceitação de fundos procedentes de entidades evangélicas, até visitar igrejas. A pesar da marcada fractura, tanto os seculares como os religiosos israelis acham um terreno comum, na medida em que só o 50 % dos judeus israelis estám dacordo em que Jerusalém seja algo central para a fê cristã; e o 75 % acredita que o Estado não deveria permitir que os grupos cristãos comprassem terrenos para construir novas igrejas em Jerusalém.


Mentres, o secular Ministro de Interior de Kadima, Meir Sheetrit, tem achado a maneira de constituir um comitê especial para discutir a emenda da Lei de Retorno israeli. Sheetrit considera que a lei tem sido vulnerada pelos não-judeus, sem conexão alguma com o judaísmo, como um modo de obter a cidadania israeli. “Em poucos anos Israel não será o Estado dos judeus, e eu não quero que isso suceda”, dixo Sheetrit.


Mas o mais singular choque interreligioso deste fim de semana dou-se, de longe, num programa satírico da Canle 10 israeli, que o Vaticano considerou que “ridiculizara –com frases e images blasfemas- ao Senhor Jesus e a Bendita Virge Maria”.

Vamos, Sr. Papa, Lior Shlein é simplesmente um cómico secular judeu –não é nenhum dos seus devotos e disciplinados bispos católicos. Israel deveria ser o lugar onde os judeus pudessem exprimir-se plenamente como judeus; e um show televissivo hebreu de meia noite, numa canle privada de Israel, deveria ser um refúgio seguro para exercer a sátira –longe da observação e das garras do “Olho Sagrado”.


Uma virge dando à luz uma deidade que pode caminhar sobre as águas é –para um judeu- absurdo até o ponto de converter-se em algo histericamente divertido. Para um judeu não há nada de irreverente em isso.

Para além disso, a sátira pela sua própria natureza é irreverente, e é um facto que os artistas pouco convencionais e os cómicos são dados a ir um pouco para além rozando a falha de tacto, o mal gosto e o insulto. Monty Python, Mel Brooks e Mr. Bean teêm levado todos três o humor religioso até os seus limites mais extremos. Alternativamente, o cómico politicamente conservador, Jackie Mason, tem botado sermões “em defesa” do Natal, da Cristandade e de Mel Gibson rozando também os limites (mas cruzou a linha emprendendo uma acção judicial quando a organiazção Judeus por Jesus lançaram uma invectiva intitulada “Jackie Mason…um judeu por Jesus?”).

Onde está a herejia ánti-cristã de Lior Shlien? Onde a sua “negação da cristandade”, como afirma o director executivo do jornal árabe-israeli Ma-Alhadath, ZohirAndreus? Bem, Sr. Andreus, pois resulta que temos um dilema: porque reconhecer as crenças cristãs supõe negar o judaísmo.

O que é sagrado para um devoto cristão é uma blasfêmia para os judeus. Inclusso a actual fascinação tão em voga que têm muitos cristãos com as “raízes messiânico-hebraicas” e os rituais judeus, não pode emascarar, nem ocultar, as muito fundamentais diferenças entre ambas fês.

Se nos atemos à filosofia do grandíssimo Rabbi Abraham Isaac Kook, semelha que o secular Sr. Shlien tem-nos feito um grande favor com a sua “blasfêmia”. O Rabbi Kook achava uma chispa sagrada nos herejes e ateus judeus. Na sua negação dum Criador, rechaçam adjudicar uma forma a D’us ou definir os Seus atributos e carácter com termos limitadamente humanos. O hereje não cai na trampa de criar uma falsa image. Esta actitude desafia intelectual e espiritualmente à comunidade religiosa e a estimula a esforçar-se num conhecimento e percepção de D’us mais profundo. O Papa deveria estar agradecido a Lior Shlein por expandir os seus horizontes, e por brindar-lhe a oportunidade de crescer para além dos confins e da imagineria da Capela Sixtina.

Temos que lembrar que foi o patriarca Abraham quem, dacordo com a tradição judea (e islâmica), utilizou o sentido comum e o sentido do humor quando, sendo jovem, queimou todos os ídolos do seu pai, agás um de eles; quando foi interrogado dixo que “todos os ídolos foram ao lume e o ídolo mais grande ganhou”. Nessa época, o pequeno Abraham deveu resultar um irrespeituoso e rebelde blasfemo.

Já não se fabricam dirigentes judeus como os de antes. Erizaram-se-me os cabelos quando Ehud Olmert cedeu às exigências do Vaticano e fixo penitência arrependendo-se com desculpas públicas. Muito próprio do carácter do nosso Primeiro Ministro saínte o de fazer a sua última reverência em direcção a Roma.

Correm tempos escuros, e as desputas com o Vaticano e outras franquícias cristãs sobre direitos de propriedade, direitos de prosélite, e o direito a libertar-nos das expressãoes cristãs, vam ir em aumento. A influência cristã está a crescer em Israel de modo exponencial, e a nós, os judeus, melhor nos seria encontrar a nossa voz e afirmar os nossos direitos a rir, legislar, destruir ídolos, e sacrificar –sem derramamento de sangue- a muita vaca sagrada.


ELLEN W. HOROWITZ*



* Ellen Horowitz e a sua família vivem nos Altos do Golan. É uma destacadíssima artista plástica, colunista e autora do livro “Os anos de Oslo: diário duma mãe”.


FEIGLIN: EU TERIA GANHADO

“A direita ganhou as eleições”, diz Moshe Feiglin, “mas Netanyahu e o Likud perderam”. Segundo a opinião de Feiglin, a pessoa responsável do decepcionante resultado eleitoral é Binyamin Netanyahu. “De ter estado eu nos postos de cabeça do Likud, teríamos ganhado sem dúvida alguma”, afirma o chefe da oposição interna a Netanyahu.


Feiglin tem boas razões para estar incomodado com Netanyahu. Bibi utilizou todas as artimanhas –algumas, inclusso, sujas artimanhas- para despraçar a Feiglin da cabeceira do Likud. Os membros do Likud elegiram a Feiglin no posto nº 20, mas finalmente foi despraçado até o 36 pelo exconselheiro de Netanyahu, Ofir Okunis. Mas Feiglin é Feiglin, e não se dá por vencido.



Ganhou a direita a pesar de Netanyahu?

Penso que essa é uma boa definição, sim.


Quais foram os grandes erros de Netanyahu?

Não me interessa criticar a Bibi. Ele não é a questão. Netanyahu representa algo muito mais essencial que a sim próprio. A direita sempre teve um problema. Inclusso quando ganha as eleições, a esquerda permanece controlando-o tudo. Isto é devido a que a direita carece duma alternativa real à agenda da esquerda. Nas recentes eleições a direita cresceu, mas o seu principal partido perdeu. Netanyahu tem um grande protagonismo nesta derrota. Qualquer pessoa que siga a política israeli sabe que o apoio ao Likud começou a decair no momento em que Netanyahu começou a sua campanha contra mim.


Por que Bibi se enfronta a você?

O que temos visto nestas eleições é um intento de criar uma alternativa política à esquerda. Mas não existe uma alternativa realmente sólida –agás no que eu represento dentro do Likud.


Que opina da afirmação do jornalista Shalom Yerushalmi de que Netanyahu não fixo uma campanha a fundo premeditadamente a fim de que os candidatos mais direitistas e Manhigut Yehudit [facção de Moshe Feiglin dentro do Likud], situados muito abaixo na lista eleitoral, não pudessem acceder à Knesset?

Yerushalmi encheu muitos titulares com esse scoop. A sua fonte foram alguns candidatos do Likud em posições ministráveis. Penso que o que escreveu é certo. O próprio Netanyahu dixo basicamente o mesmo. Foi entrevistado por Lior Shlein, da Canle 10, o dia prévio às eleições e afirmou o seguinte: dade-me 35 escanos, será suficiente para mim [lembremos que Feiglin concorria no posto 36].


Será reempraçado Netanyahu?

Netanyahu tem perdido em três ocasiões: nas eleições do 1999 o Likud baixo a direcção de Netanyahu caiu de 32 a 19 escanos. Nas do 2005, o Likud caiu de 38 mandatos a 12. E agora, a pesar das predicções duma claríssima vitória para o Likud, Netanyahu tem conduzido ao partido à derrota.

A primeira dessas derrotas poderia, seguramente, explicar-se em função da violentíssima conspiração mediática contra Netanyahu. A segunda, poderia explicar-se, provavelmente, pelo facto de que Sharon criara o partido Kadima. Mas esta vez, a vitória esteve no peto de Netanyahu. Esteve distanciado por dobles dígitos de Kadima nas enquisas. Kadima estava em pleno processo de descomposição e semelhava que não teriam nem a menor possibilidade. Nenhum analista político atreveu-se a pronosticar que sacariam mais assentos que o Likud. Penso que Netanyahu deveria tirar as suas próprias conclusões.


Pensa que se você tivesse figurado nas posições de saída do Likud, os resultados teriam sido outros?

Sem nenhuma dúvida. Inclusso se na cabeça do Likud tivessem posto uma vassoira os resultados teriam sido melhores. Esta derrota é tão chamativa porque a batalha de Netanyahu contra mim fixo muito dano ao Likud. Tem-se convertido no perdedor perpétuo –no Shimon Peres do Likud.


Face o final da campanha Netanyahu asinou um acordo com o nacionalista religioso Effie Eitam. Semelha como se se tiver decatado de que devia girar algo à direita e não só ao centro.

Foi um movimento patético –especialmente ao ser realizado com Effie Eitam, a quem Netanyahu não permitiu concorrer às primárias do Likud.


Daquela, Netanyahu não queria realmente que os sionistas religiosos se unissem ao Likud?

Isso semelha. A gente não é estúpida.


Como explica você o éxito de Lieberman?

Se observamos a gráfica que amosa a percentagem das enquisas pre-eleitorais nos meses prévios, verá você uma fascinante image espelhada. A começos de Dezembro, o Likud estava no seu vértice perto dos 40 assentos, mentres Lieberman estava no seu ponto mais baixo, com aproximativamente oito escanos. Quando o Likud cai Lieberman sube, e viceversa. Que se passou o 1 de Dezembro? Netanyahu arremeteu contra mim em público. Nesse momento, o Likud começou a sua caída em picado. Os votos perdidos foram parar a Lieberman. É o mesmo colchãode votantes. E não só isso. Quando Netanyahu me despraçou até o posto 36 um novo partido renasceu –a União Nacional (Ichud Leumi). O que fixo Netanyahu basicamente foi desprazar ao bloco de direita fóra do Likud e acomodá-lo nas filas de Lieberman e de União Nacional.


Têm trunfado os partidos religioso-sionistas nestas eleições?

Se eu não estiver no Likud não teria votado por nenhum deles. Não existe a democracia em Israel, e os seus políticos não são significativos. Esse é o motivo pelo qual os partidos seitoriais são irrelevantes. O cidadão israeli não tem forma de influir no seu destino. Certo, os políticos competem pelo seu voto. Pode escolher entre vários candidatos. Mas não pode eligir entre ideias –e isso é o realmente importante. Noutras palavras, a democracia israeli é na actualidade uma ficção. Actualmente, a única ideia com sustância que se desenvolve no sistema político é a agenda de Manhigut Jehudit. Esta agenda só pode ser desenvolvida dentro do Likud. A oferta de Manhigut Yehudit pelo liderádego é a única razão pela que Israel pode seguir sendo denominada como uma democracia. De não existir, eu não votaria a nenhum partido.


Que tem pensado fazer a partir de agora?

Seguir a mesma senda. No que a mim respeita, é indiferente se Netanyahu é capaz de formar uma coaligaçãode direita ou um governo de unidade nacional. Eu não estou implicado. Sofremos uma grave parálise nacional. A maioria judea que deveria estar dirigindo este país dacordo com os seus valores não tem uma ferramenta de liderádego, porque o seu partido dirigente perdeu. A única forma de deter o colapso é que o partido dirigente estabeleça uma autêntica alternativa à esquerda: um novo liderádego com uma agenda nacional-judea que oriente a este país. Não sendo assim, a situação seguirá deteriorando-se. Pouco importará que o bloco de direita tenha aumentado.



Entrevista publicada o 28 Shavat 5769 / 22 Fevereiro 2009




Israel debe fazer concesões, Israel debe fazer isto, Israel debe fazer aquilo, no entanto os árabes continuam com os assassinatos em massa e o terrorismo (mentres prometem “Paz” e fingem ignorância), ajudados e sendo jaleados pela comunidade internacional.


O “Atlantic Times” repete a lista de enganosas exigências sobre o fogar nacional judeu em “A única saída: uma rigorosa política de paz”, que ignora por completo a história e os factos sobre o terreno: Israel não tem interlocutores para a paz; Israel não tem paz senão uma prolongada guerra de desgaste; o absolutamente falso “processo de paz” é parte da planificada destrucção de Israel cuja consecução os israelis têm permitido insensatamente. Esta dura realidade explotará mais cedo que tarde no rosto daqueles que têm optado por permanecer num estado de negação, repetindo a grande mentira do Estado Palestiniano como grande solução.


“Israel debe alcançar um entendimento com Síria”, proclama o nécio artigo escrito por um judeu alemão [Rafael Seligmann] auto-exilado da Terra Prometida de Israel (e contrário ao judaísmo), expondo a continuação o que ele entende por “entendimento”: a rendição total de Israel nos territórios bíblicos dos Altos do Golan (herdança de Manasês, filho de José) a câmbio de mais promesas e acordos asinados em papel higiênico.


“O Estado judeu debe retirar-se completamente dos territórios ocupados, abandoar os assentamentos e reconhecer Jerusalém Leste como futura capital palestiniana”.


Se Rafael Seligmann, o autor suicida, quere rebanar a sua própria gorja ou oferecer a sua cabeça aos názi-muçulmãos, que o faga. Porém, essa calúnia criminal contra as bíblicas Judea e Samaria (ocupadas pelos codiciosos árabes), essa incitação de ódio contra as comunidades de pioneiros judeus (que Seligmannn dê um passeio pelas cidades judeas destruídas perto de Gaza, vítimas da política de judenrein), e esses traicioneiros discursos sobre Jerusalém, a capital eterna de Israel, não devem ser tolerados! Um país judeu que se respeite a sim próprio deveria desqualificar esse tipo de sandezes (venham de escritores ou de dirigentes mundiais) e rechaçar de maneira inequívoca tamanhes invitações ao desastre. Que caia toda a vergonha pela derrotista bile vomitada por Seligmann: “Agora que a opção militar está exausta, Israel debe salvagardar o seu futuro mediante uma valente política de paz”. Que afirmação mais esquizofrênica! Israel nunca tem utilizado, na realidade, a sua opção militar, do que sempre tem sido disuadida pela opinião internacional e por lucrativos subornos.


Se os israelis não se defendem adequadamente, nunca disfrutarão da paz, senão que seguirão sofrendo a temporada de caza contra os homens, mulheres, e crianças israelis com sucessivas chamadas ao apaciguamento e a rendição. A jesuíta-germana União Europeia sabe isto muito bem, e agardam poder ocupar Jerusalém como “forças de interposição”. Porém a União Europeia não é salvadora, senão destrutora. O Vaticano explota intencionadamente o “conflito” árabe-judeu para quebrar a soberania israli sobre Jerusalém invocando permanentemente a execrable Ressolução 181 da ONU [que pide que Jerusalém se governe baixo o estatuto de “cidade internacional”].


A referida coluna de Seligmann, enchida de auto-ódio judeu, engano deliberado e vergonhenta colaboração com os elementos hostis, derruba-se por sim própria ao ser analisada à luz da história e da Bíblia: aos israelis já se lhes ofereceu a única saída possível quando Meir Kahane, rabino e antigo membro da Knesset, lembrou a Lei de Moisés que ensina que a paz se alcança através da fortaleza, tratando aos inimigos jurados como tais e restituíndo o Monte do Templo (lugar mais sagrado do judaísmo) como Monte do Templo, sem apologias nem nenhum tipo de dúvidas.


É hora de que os israelis usem o sentido comum e reconheçam que Kahane estava no certo, seguindo os passos da Torá, ou os judeus seguirão a sofrer as conseqüência e Jerusalém será derrotada.




DAVID BEN ARIEL


[Este artigo data do ano 2007. Porém, reproduzimo-lo novamente pela sua intacta vigência].

NÃO AO INTERCÂMBIO



180 israelis foram assassinados desde o ano 2000 por terroristas excarcerados das prisões israelis.


As organizações terroristas têm entendido há muito tempo que não podem derrotar a um país mediante o emprego da força militar, mas podem derrotar aos seus cidadãos e a sua fortaleça mental, obrigando-os a ceder nas suas posições e princípios. As organizações terroristas têm comprendido que um dos alicerces centrais de Israel é a preocupação dos seus cidadãos dos uns pelos outros. A nossa sociedade não pode aceitar a desgraça dum só cidadão baixo a cautividade do inimigo, e fazerá tudo o possível para libertá-lo. Sabedores disto, as organizações terroristas têm emprendido muitos seqüestros, a fim de fracturar o espírito combativo de Israel e forzar ao Governo a cumprir as suas demenciais exigências.


Durante os seus primeiros dez anos os dirigentes do país entenderam que a fim de deter as oleadas de seqüestros, devíamos manter uma posição firme ante os terroristas, utilizando as nossas forças armadas para rescatar aos cidadãos seqüestrados. Esta actitude fixo decrecer o número de seqüestros já que os terroristas apreciavam que não tiravam proveito de eles.


Esta postura de Israel contra o terrorismo fixo-se anacos com o “Acordo Jibril” de 1985, quando três soldados israelis foram capturados pela organização de Ahmed Jibril no Líbano. A câmbio de eles, Israel libertara 1.150 terroristas, entre eles vários assassinos em série. Estes terroristas formaram o núcleo central da primeira Intifada, uma massiva vaga de ataques terroristas que começou no ano 1987. Desde então, Israel tem accedido uma e outra vez a libertar terroristas através de sucessivos acordos irracionais, e as organizações terroristas têm adicado desde então os seus esforços a seqüestrar soldados e cidadãos. O resultado destes acordos é bem conhecido –a maioria dos terroristas libertados continuaram executando acções de terror, e Israel tem estado baixo a ameaça diária dos ataques terroristas, mediante explosões, disparos, pistolas, acoitelamentos, e estes últimos dias mediante mísseis. Desde a primeira Intifada, centos de pessoas têm sido assassinadas e milheiros feridas.


Nós, familiares das vítimas do terrorismo temos decidido lutar tenazmente contra a libertação dos assassinos dos nossos achegados, a fim de evitar o sofrimento que outros cidadãos sofririam se uma nova massacre tem lugar nas nossas ruas.


ALMAGOR - Terror Victims Association



Pretendíamos que esta fosse uma secção de periodicidade semanal, mas não damos abasto. Vamos, pois, com um novo capítulo do nosso particular album entomológico destes brilhantes émulos magrebis dos nossos criadores de opinião. Carecem do sex-appeal progre, bem é certo, dos nossos telepredicadores pátrios -digamos Iñaki Gabilondo ou os irmãos Sardá- mas pelo menos falam mais às claras.


Nesta ocasião, o intelectual que se oculta sob a servilheta a quadros fúcsia [ver vídeo abaixo] é o crego egípcio Alaa Said –familiar não muito lonjano, intuímos, do afamado promotor da Intifada Edward W. Said.


Marchando uma nova entrega do frenopático catódico.



“Quem são os terroristas? São os judeus, que têm expandido o terrorismo ao longo do mundo.Por Allah, que não estou exagerando. São os judeus, que têm expandido o terrorismo ao longo do mundo. Não o podo entender. Os EEUU viveram enganados durante muitos anos. Os EEUU foram corrompidos pelos judeus, deveriades ser conscentes disto. A mente dos estadounidenses tem sido mutilada pela mente dos judeus, A corrupção que se extende por todo o mundo está dirigida pelos judeus.


Os judeus estám detrás da expansão da corrupção e das calamidades em todo o mundo. Desculpo-me de antemão, mas as tendências de bestialismo e concupiscência evidentes nesta “idade do progresso”, “luzes” e “desenvolvimento”, levou-nos a promocionar actos abomináveis com animais. Quem fixo isto, o publicitou, o apoiou, e esteve detrás?: o judeu Freud. A homosexualidade –que Allah me perdoe- por que tem sido promovida?: Jean-Paul Sartre (o judeu). Quem tem espalhado o ateísmo pelo mundo?: Karl Marx, que também era judeu.


Os judeus corromperam a França. Corromperam as mentes francesas com filmes pornográficos. Iniciada a 2ª Guerra Mundial, França não resistiu mais de duas semanas; a juventude francesa não resistiu nem sequer mais de duas semanas.


Quando um judeu foi perguntado se estavam detrás da morte do antigo Presidente palestiniano Yasser Arafat, contestou: ajudamos a Deus. Ajudamos a Deus?, Allah me perdoe.


No seu livro, o Talmud, dizem que Deus criou uma balea gigante cuja boca tinha um ancho de 360 parasang [antiga unidade de medida persa equivalente a uns 3’5 kms.]. Desculpa-me, Allah, por dizer isto. Quero que vejades o tipo de fê que defendem. São pessoas corruptas, são os autênticos terroristas. Isso é o que pensam de Deus. Está escrito nos seus livros, não o estou a inventar. Dizem que Deus começou a pensar…algo assim nunca nos passaria a nós. Deus pensando!! Pensar significa que segue um processo para chegar a uma conclusão, quando Deus o sabe tudo. Pois começou pensar que se passaria se essa balea se apareava com uma balea fémia.e procriavam grandes baleas que poderiam criar grandes desordes na Terra. Assim que Deus baixou a jogar com a balea fémia, para disuadi-la. Deus fixo isso!! Que Allah me perdoe.


No Talmud dizem que Deus acariciou e peiteou os cabelos de Eva, e que depois Deus –Allah me perdoe- bailou com Eva”.





Tras denegar-se-lhe a entrada e ser retido no Reino Unido, Geert Wilders foi muito benvindo nos EEUU durante esta semana. Velaqui o seu discurso oferecido no Four Seasons de New York –onde já oferecera uma conferência o 25 de setembro de 2008- durante a passada segunda feira, 23 de Fevereiro, tras o qual adjuntamos as entrevistas que concedeu nos programas da televisão estadounidense dirigidos por Glen Beck e o magnífico Bill O’Reilly.


Muito obrigado pela sua invitação e pela das autoridades de imigração que me têm deixado entrar no país. É sempre um prazer cruzar uma fronteira sem ser enviado imediatamente de volta no primeiro voo.


Hoje, a mais querida das nossas liberdades está baixo ameaça em toda Europa. A liberdade de expressão tem deixado de ser um direito. O que no seu dia considerámos um elemento natural da nossa existência, um direito consustancial, é agora algo pelo que novamente temos que lutar.


Como saberedes, estou a ser perseguido pelo meu filme “Fitna”, as minhas opiniões sobre o Islám, e o meu ponto de vista relativo ao que alguns chamam “uma religião de paz”. Daqui a poucos anos serei considerado um criminal.


Que remate ou não tras as reixas não é o cruzial; eu já entreguei a minha liberdade quatro anos atrás. Vivo sob protecção policial 24 horas ao dia desde então. A autêntica questão é: será posta a liberdade de expressão entre reixas? E a grande questão para Occidente é: legaremos aos rapazes europeus os valores de Roma, Atenas e Jerusalém, ou os valores da Meca, Teheran e Gaza?


Isto é o que o video-blogger Pat Condell dixo numa das suas últimas aparições em You Tube: “Se falasse dos muçulmãos da maneira em que o seu Livro Sagrado fala de mim, seria arrestado por incitação ao ódio”. O Sr. Condell é um cómico, mas no vídeo fala em sério e situa a broma sobre a nossa conciência. O discurso do ódio sempre será utilizado contra a gente que defende o Occidente –a fim de alagar e aplacar aos muçulmãos. Eles podem dizer o que lhes pete: arrojar homosexuais desde o alto de edifícios de apartamentos, assassinar judeus, sacrificar ao infidel, destruir Israel, promover a Jihad contra Occidente. Qualquer coisa que o seu Livro lhes dite.


Hoje compareço ante vós para advertir-vos duma grande ameaça. Chama-se Islám. Apresenta-se como uma religião, mas os seus objectivos são planetários: a dominação mundial, a guerra santa, a lei da Sharia, o fim da separação de igreja e Estado, a escravidão da mulher, o fim da democracia. O Islám NÃO é uma religião, é uma ideologia política. Exige o vosso respeito, mas não vos respeita a vós.


Pode que haja muçulmãos moderados, mas não existe um Islám moderado. O Islám nunca cambiará, porque está edificado sobre duas pedras eternas, duas crenças fundamentais que nunca cambiarão e nunca se alterarão. A primeira é o Coran, a palabra pessoal de Allah, o não criado, o eterno, com ordes que devem ser executadas para além do tempo e lugar. E a segunda é al-insal al-kamil, o homem perfeito, Mahoma, o modelo a seguir, cujos desígnios devem ser imitados por todos os muçulmãos. E dado que Mahoma era um Senhor da Guerra e um conquistador, já sabemos o que agardar. Islám significa submissão, portanto não cabe equívoco sobre a sua finalidade. É um facto.


Europa 2009. Os invasores muçulmão clamam pela nossa destrucção, e põem a liberdade de expressão em tela de juízo. Tudo isto é o resultado duma enfermiza e malvada ideologia, a ideologia que nos está debilitando, a ideologia entreguista do relativismo cultural. Basea-se em que todas as culturas são iguais, e portanto o Islám merece um sítio equitativo no Occidente. É o nosso dever, pensa a esquerda, promover o Islám. Assim, avizinha-se o paraíso dos relativistas culturais, onde todos seremos felizes e cantaremos o kumbaya.


As forças que sustentam o Islám, não podem estar mais dacordo. O Islám sendo promovido pelos Governos entra plenamente na sua agenda. Mas eles interpretam-no como “jizya”, o preço que os dhimmis pagam a câmbio de não serem asasinados ou violados pelos mestres muçulmãos. Portanto, aceitam felizes o cheque do bem estar ou os subsídios para as suas mesquitas, ou o dinheiro que os Governos donam às suas organizações.


Este é um exemplo de que os relativistas culturais e os invasores muçulmãos têm a mesma agenda. Velaqui outro. O Islám considera-se a sim próprio como uma religião, e portanto não temos direito a criticá-la. A esquerda está dacordo. Embora tem despregado o seu ódio face o cristanismo durante décadas, agora o Islám entra em cena, e eles repentinamente câmbiam de actitude e exigem “respeito” para algo que chamam “religião”.


Vemos novamente a esquerda e o Islám despregando a mesma agenda: é uma religião, assim que calade!


Tudo isto culmina num terceiro encontro: nem a esquerda nem o Islám estám a favor da crítica. De facto, chegado o caso, limitarão-se a ponê-la fóra da lei. O multiculturalismo é o animal de companhia da esquerda. É a sua autêntica religião. O seu amor pelo multiculturalismo é tão grande, que se te opões, estás incitando ao ódio. E se o explicitas, estás desenvolvendo o discurso do ódio. Velaí algo com o que o Islám também se sentirá muito cómodo.


Esta é a essência da minha breve charla de hoje: onde a esquerda e o Islám vam da mão, as liberdades estám em perigo.


Amigos, não vos equivoquedes, a minha perseguição é um ataque encoberto da esquerda contra a liberdade de expressão a fim de alagar aos muçulmãos. Foi iniciado pelo Partido Laborista holandês, e todo o processo legal está dirigido pelo progressismo das boas intenções, os chic radicais da sociedade holandesa, a esquerda esnob. Muito dinheiro, muito tempo, e pouco amor pela liberdade. Se ledes o que a Corte de Amsterdam tem escrito sobre mim, leredes os mesmos textos que producem os relativistas culturais.


Quam baixo podemos cair em Holanda? Sobre a minha perseguição o The Wall Street Journal sinalou: “esta não é precisamente uma pequena vitória dos reghimes islâmicos que procuram exportar as suas leis de censura a onde quer que residam os muçulmãos”. O Journal concluiu que na aceitação de Holanda dos estándards de liberdade de expressão que regem em Arábia Saudi, a imigração muçulmã está erosionando as tradicionais liberdades do Estado holandês.


Se o The Wall Street Journal tem a suficiente claridade moral para deducir que a minha perseguição é o resultado coerente com as nossas desastrosas, carregadas de auto-ódio, e multiculturais políticas de imigração, por que o establishment progressista europeu não é capaz de vê-lo também? Por que não se questionam nada, embora seja um pouco, tras as últimas novas procedentes, por exemplo, do Reino Unido? Novas que apontam que a população muçulmã da Grande Bretanha está crescendo dez vezes mais rápido que o resto dos grupos sociais. Por que não o tomam em consideração?


A resposta é: não o tomam em consideração porque o relativismo cultural os cega. O seu desdém face Occidente é muito maior que o apreço das nossas liberdades. E, portanto, querem sacrificá-lo tudo. A esquerda houvo um tempo em que defendia os direitos das mulheres, os direitos dos homosexuais, a igualdade, a democracia. Hoje, são partidários da política de imigração que rematará com tudo isso. Muitos inclusso têm perdido a sua decência. A elite política não tem problema em participar ou financiar manifestações onde os activistas berram “Morte aos judeus!”. Setenta anos depois de Auschwitz carecem de vergonha.


Há duas semanas, intentei entrar na Grande Bretanha, um país membro da União Europeia. Ía convidado a oferecer um discurso no seu Parlamento. Porém, à minha chegada ao aeroporto de Londres, negou-se-me a entrada no Reino Unido, e fum enviado de volta no primeiro avião a Holanda. Gostaria-me lembrar o que dixo um grande homem que uma vez falou na Casa dos Comuns. Em 1982, o Presidente Reagan fixo um chamamento a Occidente a rechaçar o comunismo e defender a liberdade, acunhando esta expressão: “IMPÉRIO DO MAL”. O discurso de Reagan permanece como uma alerta para preservarmos as nossas liberdades. Digo-vos: se a História algo nos ensina é que sucumbir ante a adversidade é uma loucura. O que Reagan quixo dizer é que não podemos fogir da História, não podemos tapar os olhos ante os perigos das ideologias que nos intentam destruir. Negar as evidências não é uma boa opção.


Então, que podemos fazer? É este um bom momento para as pessoas amantes da liberdade para torcer a vista ou para afrontar os acontecimentos? Para pregar-nos ao Islám ou proclamar que existe um “Islám moderado”? Seguiremos consentindo uma imigração em massa de muçulmãos em Occidente? Trataremos de aplacar a Sharia e a Yihad? Sacrificaremos os direitos dos gays e das mulheres? Ou a democracia? Deixaremos na estacada a Israel, o nosso mais firme aliado e primeira linha de combate contra o Islám?


Eu proponho defender a liberdade em geral, e a de expressão em particular. Proponho a retirada de toda legislação do ódio em Europa. Proponho uma Primeira Emenda Europeia. Em Europa devemos defender a liberdade de expressão como fazedes os estadounidenses. Em Europa, a liberdade de expressão deve expandir-se, em vez de repregar velas. Por suposto que fazer chamamentos à violência ou prender fogo num teatro tem que ser castigado, mas o direito a criticar ideologias ou religiões são condições necessárias para uma democracia com vitalidade. Como dixo George Orwell numa ocasião: “Se a liberdade significa algo, significa o direito de dizer à gente o que a gente não quere ouvir”.


Defendamos a liberdade de expressão e fortaleçamo-nos, e trabalhemos duro para ser cada vez mais fortes. Milhões de pessoas pensam como vós e como eu. Milhões pensam que a liberdade é algo preioso. Que a democracia é melhor que a Sharia. E, depois de tudo, por que deveríamos ter medo? Todas as nossas liberdades e a nossa prosperidade são resultado de séculos de perseverância. Séculos de trabalho duro e sacrifício. Não estamos sós, cabalgamos sobre os hombros de gigantes.


A finais de Dezembro de 1944, o exército norteamericano encontrou-se de súpeto com um esforço postreiro dos alemães. Nas Ardenas, na Batalha de Bulge, Hirler e os seus nacional-socialistas lutavam pela sua última oportunidade. E obtiveram um éxito. Os estadounidenses enfrontara,m-se com a derrota e a morte.


No mais escuro do inverno, baixo um frio aterrador, num bosco solitário com neve e gelo por doquier, mais ferozes que a própria maquinária de guerra názi, o exército norteamericano afrontava a sua rendição. Era a sua única possibilidade de sobreviver. Mas o General McAuliffe pensava doutra maneira. Enviou aos alemães uma breve mensagem. Esta mensagem continha só quatro letras. Quatro letras só, mas nunca na história da liberdade o desejo de liberdade e perseverância diante do Mal absoluto foi expressado de maneira mais eloquente que nessa mensagem. Dizia: N-U-T-S [Colhões].


Queridos amigos, os nacional-socialistas entenderam a mensagem, porque não deixava margem para a interpretação.


Proponho que sigamos a senda dos gigantes como o General McAuliffe e os soldados dos EEUU que combateram e morreram pela liberdade do meu país e por uma Europa democrática e secular, e que digamos aos inimigos da liberdade aquilo mesmo: COLHÕES! Porque é tudo quanto necessitamos. Nem explicações, nem esconder-nos no meio do bosco, nem advertências.


Os nossos inimigos devem saber: nunca nos desculparemos por sermos homens livres, nunca nos inclinaremos ante a força combinada da Esquerda e da Meca. Nunca nos renderemos. Cabalgamos sobre os hombros de gigantes. Não existe poder maior que a força dos homens livres lutando pela grande causa da liberdade. Porque a liberdade é o direito básico de qualquer ser humano.