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Lugar: Universidade Edward Said, Paris, República Islâmica da Gália do Norde.


Tema: Notas do Leitor Convidado Especial do curso “História do Meio Leste”, o professor visitante Osama bin Levy.


Gostaria-me agradecer-lhes a todos vocês –homens, mulheres, ciborgs- a sua presença na conferência desta tarde, a pesar da averia no metrônomo sobre a cidade que está propiciando algo de chuva. Agardo que não tivessem muitos problemas para achar aparcamento para os seus dispositivos periféricos pessoais lanza-mísseis na estação espacial para convidados da Universidade.


Tenho sido requerido para ressumir-lhes uma etapa na história do Meio Leste que teve lugar antes de que a maioria de vocês tivessem nascido, embora está amplamente documentada nos chips de saber que todos vocês têm incorporados nos seus mecanismos de ignição balística.


É certamente dificil para todos os que vivemos hoje em dia comprender a profuncidade da imbecilidade que levou à desaparição do Estado de Israel a começos do século XXI. Mas gostaria-me lembrar-lhes que esses sucessos tiveram lugar quando os seres humanos aínda viviam nas mais primitivas das condições, utilizando computadores mecânicos com ecrães em vez de suplementos bio-pensantes; quando os humanos aínda conduziam aquelas máquinas suicidas chamadas “automóveis” e chocavam uns contra os outros.


Os dirigentes políticos israelis, os jornalistas e os acadêmicos vinheram infectando ao longo dos anos a nação com uma extranha enfermidade chamada Colonofóbia Aguda, ou CA. A praga de CA foi inoculada com tão massiva determinação que poucos foram os que no país lograram imunizar-se contra os seus síntomas de hipercongelação neuronal. Os que resultavam infectados ficavam mentalmente paralisados, incapazes de contemplar qualquer solução aos problemas vitais que não incluísse a ideia de que “os colonos são os responsáveis de todos os problemas do planeta Terra”.


Portanto, como poderão vocês comprender, a adopção da solução dos “Dois Estados para dois Povos” esteve baseada não só na asfixiante pressão internacional, senão na insistência dos próprios políticos israelis e das elites intelectuais em que esta fórmula ponheria fim ao conflito do Meio Leste de uma vez por todas.


Existiam, por suposto, multidão de razões para ser escépticos. Israel vinha de abandoar apenas uns anos antes a Faixa de Gaza, retirando todos os seus soldados e cidadãos. O resultado foi o lanzamento de milheiros de mísseis e outros incontáveis ataques terroristas contra Israel pelos palestinianos de Gaza.


Evidentemente, qualquer ser inteligente ou inclusso um ciborg avariado teriam entendido que Gaza era apenas um exemplo a pequena escala do que Israel poderia agardar de qualquer capitulação posterior.


Mas os dirigentes de Israel seguiram repetindo o que os estadounidenses, europeus, e outros repetiam machaconamente ao unísono. Seguiram defendendo que ninguém podia predizer o que fazeriam os palestinianos com o seu novo Estado baixo a fórmula “Dois Estados para dois Povos” at´que gozassem de ele de maneira efectiva.


Repetindo até o cansaço a esperança de qu quizás os palstinianos se converteriam em vizinhos civilizados uma vez que tivessem o seu próprio Estado e que, em todo caso, não havia alternativa à de “dar uma oportunidade à paz”, os criadores de opinião israelis lograram lavar o cerebro às massas até que deram a conformidade ao mantra de “Dois Estados para dois Povos”.


Exactamente 14 minutos depois de que “Dois Estados para dois Povos” fosse implementado, o Estado de Palestina iniciou um varrido com dúzias de milheiros de lanzamentos de mísseis, morteiros outros meios de rudimentária tecnologia bélica que eram utilizados pelos exércitos nos alvores do século XXI. Tel Aviv e Jerusalém foram praticamente arrasadas.


Seguindo os massivos ataques com mísseis contra Tel Aviv e Jerusalém –ataques que (naturalmente) foram absolutamente inesperados para o establishment político israeli e os seus aduladores jornalísticos- veu o golpe final de Palestina.


Massas ingentes de tropas e voluntários doutros Estados muçulmãos –especialmente Iran e Pakistão- que se trasladaram a Palestina para defendê-la dos agressores israelis, participaram numa marcha.


Grandes grupos de infiltrados palestinianos atacaram o que ficava de Israel, perto de Netanya, curtando todas as autopistas norde-sul e dividindo o país pela metade.


Milheiros de judeus que viviam em vilas isoladas e comunidades da Galilea foram linchados por membros da Fronte de Libertação de Galilea, e os seus corpos decapitados ficaram abandoados nas beiras das estradas.


Comandos de sabotagem palestinianos deixaram inoperativos os aeroportos israelis, e uma chuva de mñisseis convertera os portos marítimos nalgo demassiado perigoso como para que algum navio se atrevesse a atracar. Portanto, não houvo modo de fogir para os judeus. Pequenos focos de resistência judea foram submetidos a asédio, e os que os sustentavam submetidos mediante a inanição (os membros dos kibbutz que padeceram o asédio viram-se tão desesperados, que remataram por comer comida kosher).


Próximos já ao final, quase todos os políticos israelis insistiam em que o curso dos acontecimentos fora absolutamente inesperado e que ninguém poderia ter sido capaz de prevêr algo assim.


Pouco depois de que Israel fosse completamente invadida, o Presidente dos EEUU, Al Franken, e o Primeiro Ministro francês, Abu Jihad, anunciaram que os Dois Estados por fim foram logrados para os Dois Povos: os povos palestiniano e jordano.


Figeram, assimesmo, um chamamento a todos os países do mundo a que permitissem que os refugiados judeus superviventes da derrotada entidade sionista pudessem obter acolhida nos seus países. Mas só Micronésia aceitou.


O Leitor Convidado da próxima semana disertará sobre a história da extinta comunidade cristã de Europa.



STEVEN PLAUT

NA MORTE DE MICHAEL JACKSON

O passado joves morreu o icono mediático Michael Jackson. Para além dos méritos musicais contraídos –que sem dúvida os teve-, gostaria-nos aqui reparar noutro aspecto, que não foi lembrado durante a jornada de ontem pelos mass media que cobriram ad nauseam durante todo o dia o deceso.

Michael Jackson, que nos últimos meses da sua vida converteu-se ao islamismo, cambiando inclusso o seu nome pelo de Mikaeel Jackson, num momento dado da sua vida, amosou certo interesse pelo judaísmo. Um interesse semelhante, supomos, ao de Madonna pela Kabala, ou o do próprio Jackson pela fê muçulmã…

Em todo caso recuperamos este artigo de Steven Plaut, publicado com motivo de tal “aproximação”, no ano 2.000.



O JUDAÍSMO DE MICHAEL JACKSON


Esta semana têm circulado rumores de que outra estrela de Hollywood está supetamente interessada no Judaísmo. Trata-se, nem mais nem menos, que de Michael Jackson. O mesmo Jackson que gravara há um par de anos uma canção cuja letra dizia “Golpea-me, judea-me”, que levantou grande escândalo.

O repentino interesse de Jackson pelo judaísmo vem tras o doutros artistas que têm manifestado a sua fascinação pelo misticismo judeu, como Madonna ou Roseanne Barr.

Tudo isto forma parte da “moda” do mundo artístico de explorar a sua faceta “religiosa”, que inclui a aproximação de Richard Gere ao budismo e o flirteo de John Travolta com a Igreja da Cienciologia. No caso de Jackson, tem-se aproximado ao controvertido rabino Shmuel Boteach na procura de “conselho espiritual”. Boteach era um rabino da Universidade de Oxford, com certas ligações com o movimento Jabad Lubavitch, mas famoso, sobretudo, pela sua insolente forma de popularizar e discutir a temática concernente ao judaísmo em matéria sexual (incluíndo uma entrevista na revista “Playboy”).

O repentino interesse de Jackson pelo judaísmo planteja uma série de questões, das quais não é menor a da sua canção ánti-semita gravada anos atrás. Daí que quigesse dar a minha opinião sobre este novo “judeu”, Michael Ben-Yaakov.

Antetudo, A canção de Mikey, “Kick me, jew me” semelha vista retrospectivamente uma chamada desesperada ao “Rabino” Boteach para que o captasse para a causa judaica. Fixade-vos: a constante mania de Jackson de agarrar-se o escroto mentres canta não é senão uma disimulada forma de proclamar a sua contemplação do rito de iniciação pelo que os varões abrazam o judaísmo (brit milá) –e o medo que lhe devia provocar. Também tem sido ignorado durante muito tempo o facto de o nome “The Jackson’s five” ocultar a denominação originária (The Jackson Five Books of Moses), num guinho preclaro à sua estrita observância da Torá. E todos os seus lios com rapazes de doze anos, que lhe figeram merescedor duma injusta fama de pederasta? Por que? Seguro que tudo o que pretendia era fazer-lhes companhia durante as suas classes preparatórias para a Bar Mitzvá. Isso foi tudo.

E que dizer das intermináveis sessões de intervenções quirurgicas, que o converteram numa criatura de ambígua identidade razial e sexual? Queridos amigos, não se tratava de nada mais que a conseqüência lógica do estudo detido que Jackson fixo do Livro de Ruth e o seu desejo, sem dúvida, de ter uma apariência semelhante à de Ruth.


STEVEN PLAUT


HA'ARETZ ESCANDALIZADO

Vaia, Ha’aretz está desgostado outra vez. E isso significa que toda a esquerda radical de Israel está desgostada.


Que é o que os tem enfurezido nesta ocasião? Semelha que alguma pequena comunidade judea da Galilea tem decidido que todos os eventuais novos membros deverão celebrar com os membros actuais um compromiso de sionismo e respeito o carácter judeu e democrático do stado de Israel. Os detalhes do escândalo estám aqui.

Dades-vos conta do que isso significa? Significa que virtualmente ninguém que trabalhe em Ha’aretz será admitido como membro baixo estes requisitos! Também impedirá que os árabes ánti-israelis e pro-yihad se incorporem à comunidade. E ISSO é razismo, opina o diário israeli “para os israelis que pensam”.


Só há uma pequena objecção que lhes fazer. Ha’aretz está escandalizado de que uma pequena comunidade constituída por umas dúzias de famílias aposte porque o estilo de vida se ajuste a um código de residência e pertença. Mas o mesmo Ha’aretz leva semanas promovendo artigo tras artigo o direito dos matões ánti-ortodoxos e dos fascistas de Ramat Aviv de excluir às famílias ortodoxas de viver ALI. A diferença é que Ramat Aviv -a pequena Tel Aviv pegada à Universidade e onde vive boa parte da esquerda de limousine israeli- provavelmente conta com mais de 100.000 famílias vivendo ali e não constitui, portanto, uma comunidade fechada e íntima dum punhado de famílias. Há poucos dias, uns secularistas radicais –incluíndo alguns membros da pretendida esquerda da Universidade de Tel Aviv- estiveram acosando e ameaçando a umas famílias ortodoxas que pretendiam trasladar-se a Ramat Aviv. Os radicais secularistas afirmam que os ortodoxos “não pertencem” ali e que pretendem fazer-se com o controlo de Ramat Aviv.


ISSO não só não é razismo, aulham os redactores de Ha’aretz, senão apenas uns progressistas democratas ilustrados defendendo a democracia!


STEVEN PLAUT

A MARCHA TRUNFAL DA NAKBA!

A Knesset aprovou a “Lei da Nakba” na sua ronda legislativa inicial na jornada de ontem. A lei estabelecerá que comemorar a existência de Israel como uma catástrofe ou “Nakba” é um delito –algo que os parvos que defendem o direito a celebrar a Nakba consideram que debe ser evitado. A esquerda israeli está histérica. Se a gente não pode qualificar a existência de Israel como uma “catástrofe” no meio duma guerra, daquela como pretendemos que sejam considerados uns “bons esquerdistas” e como vam lograr a aniquilação do país?


“Ha’aretz” é quem lidera essa histéria. Leva toda a semana denunciando a lei como “razista”. E que é o que não é razista? Quando Gideon Levy e Amira Hass celebram os ataques terroristas e incitam ao extermínio de Israel?


Aínda pior, alguns membros da Knesset propõem agora que qualquer pessoa que queira adquirir a cidadania israeli deverá manifestar a sua lealdade ao Estado de Israel! A esquerda, por suposto, é contrário a isto também, e “Ha’aretz” protesta hoje voziferando que tamanhe ideia é também “razista” (votade um vistazo à isto: http://www.haaretz.com/hasen/spages/1088804.html -vêm de “limpar” a sua versão em inglês (não assim a hebrea) eliminando a palabra “razista”. Isso é algo que está bem para as pessoas de qualquer outro país do mundo, o de ser requerido a manifestar a sua lealdade com o país cuja cidadania pretendem receber, mas Israel debe arrastar-se ante os palestinianos, que querem a cidadania israeli através de matrimônios pactados com árabe-israelis –com o qual, pretendidamente, já carece de sentido perguntar-lhes se serão leais ao Estado cuja cidadania solicitam!


A esquerda israeli conta com um longo historial absolutista de exigir liberdades de expressão selectivas. Querem absoluta liberdade de expressão para tudo o que tenha a ver com a traição e o ánti-semitismo, de modo que a gente poida incitar o assassinato em massa de judeus, as atrozidades terroristas e, por suposto, a aniquilação de Israel. Mas criticar os escritos políticos dum esquerdista debe ser perseguido como “libelo” nos tribunais. As Universidades devem penalizar àqueles professores que critiquem as actividades políticas ánti-israelis dos extremistas de esquerda. Os jornais devem seguir sendo “território ocupado” da extrema esquerda. Os não esquerdistas devem ser excluídos de qualquer emprego na Universidade. E assim.


Qual pode ser a resposta ao novo lobby da esquerda israeli pro-Nakba? Quiçás seja, simplesmente, cantar-lhes. Creio ter composto justamente o que necessitam.


Trata-se do tema “Who’s sorry now?”, levado à fama por Connie Francis (e também por Dean Martin e outros). Se não estades familiarizados com ele, aquí tendes à própria Connie cantando-o:



Não obstante, tenho-o adaptado numa versão sionista –que poderíamos chamar “Tema sionista de resposta aos traidores da esquerda pro-Nakba”. É a melodia de “Who’s sorry now?”, com alguma pequena variação na letra:


New Nakba Now?
New Nakba Now?
Whose heart is calling for smashing them now?
Who's sad and blue?
Who's crying too?
Kick out the Nakbackers, Jew!?
Right to the end
Just like a friend
I tried to warn you somehow
They mustn't have their way,
And now they must pay
Let's make them really sorry now.
Right to the end
Just like a friend
We tried to warn them somehow:

You had your way,
But now you must pay
I'm glad that you're sorry now
New Nakba Now!
New Nakba Now!


STEVEN PLAUT


CARLO STRENGER

Damos a benvinda hoje, para compartir este honroso paraninfo junto os seus venerados Arafat, o Papa Inocêncio IV e Jean-Marie Le Pen, ao professor Carlo Strenger.


Este funcionário de uma prestigiosa Universidade judea –como tantos outros, cumpre dizer- é um activo ánti-semita que compagina as aulas pelas que cobra um substancial salário a cárrego do Estado judeu de Israel, com outras actividades extra-universitárias tais como incitar ao ódio habitualmente desde as páginas do papel antisionista Haaretz e outros jornais árabes, animar à participação no terrorismo de rua, e, agora, promover a violência contra os observantes da Torá dos bairros progres de Tel Aviv.


Frequentemente aparece a sua sinatura nos mais famosos web sites do terrorismo palestiniano. Na Universidade de Tel Aviv imparte um curso sobre “A psicologia da Ocupação”. Buff.


Reproduzimos um artigo alusivo, que retrata à personagem, de Steven Plaut.





POGROMO ÁNTI-ORTODOXO NA UNIVERSIDADE DE TEL AVIV


Proponho nomear ao Professor Carlo Strenger, do Departamento de Psicologia da Universidade de Tel Aviv, como Ganhador Anual do “Prémio Palestiniano”.

Strenger é um esquerdista que aborrece Israel e o sionismo, e que habitualmente explica aos leitores do Haaretz por que Israel é um odioso Estado que não merece existir, mentres que Hamas é um grupo de pessoas malentendidas.

Mas hoje Stranger tem ido um passo para além de apoiar a violência hooligan contra os judeus ortodoxos.

A questão de fundo é a campanha continuada de intimidação e violência dos ultra-seculares em Ramat Aviv, onde vive Strenger e onde está ubicada a Universidade de Tel Aviv, contra os judeus ortodoxos. Os ultra-seculares proclamam que há um intento dos ortodoxos de fazer-se com o distrito.

A intolerância ánti-religiosa é a principal forma de fanatismo que existe em Israel. Strenger e os seus colegas de algarada são, sem dúvida, os primeiros em tomar sempre as barricadas para apoiar o direito dos árabes a desprazar-se a cidades judeas e infiltrar-se em todo tipo de comunidades, em Carmiel e onde seja. Mas, ao mesmo tempo que proclamam defender o progressismo, usam a violência para expulsar aos ortodoxos de Ramat Aviv.

A versão de Strenger aparece hoje no Haaretz. Reparade já no título: “O progressismo tem direito a defender-se”. Resulta tão orwellião que não acho o modo, nem sequer, de ridiculizá-lo. Defender o progressismo golpeando aos judeus ortodoxos que se despraçam a viver no teu bairro! Tens direito a acosar aos ortodoxos se inventas uma excusa de que os ortodoxos acosam aos seculares! (Como? Por dizer-lhes “Shabat Shalom”?).

Velaqui alguns extractos do sermão de Strenger no Haaretz:

“Imaginade que vedes nas notícias esta informação: ‘Um bairro ultraortodoxo tem-se visto inundado por petições de judeus seculares de alugar e comprar apartamentos. Têm aberto casetas no vizindário que oferecem asistência e asesoramento aos jóvenes ultraortodoxos que queiram converter-se em seculares. Os ultraortodoxos têm começado a contraatacar; têm promovido uma página web animando aos haredim a não alugar apartamentos aos seculares, e advirtem que os valores religiosos e o modo de vida do bairro está em perigo?’.

O que se passa em Ramat Aviv é, justamente, o contrário: os judeus seculares [sic] estám-se organizando para defender o seu estilo de vida contra o influxo haredi. A resposta é muito simples: desde Safed até Beit Shemesh, de Ramot Eshkol, em Jerusalém, até Arad, a história repite-se: os ultraortodoxos começam a alugar ou comprar apartamentos, e uma vez que alcançam uma massa crítica, fazem que a vida seja impossível para o resto de judeus seculares mediante pressões, acoso e inclusso ameaças. Isto não é um pesadelo esquerdista, senão um facto histórico. É a crença dos haredim de que agindo assim rematarão fazendo-se com o controlo do país.

Muitas pessoas progressistas confundem isto com a errônea ideia de que o progressismo não pode nem deve defender os seus valores e estilo de vida. O resultado é que os progressistas amiúde tratam de apaciguar àqueles que os atacam em vez de auto-defender-se. A ideologia do politicamente correcto que diz que os progressistas devem respeitar os sentimentos dos outros grupos –mas que os demais podem vilipendiar e atacar o progressismo- é extrema.”

Portanto, Strenger acredita que o progressismo significa que os auto-proclamados progressistas têm direito a acosar e utilizar a violência contra aqueles com os que discrepam, no nome da auto-defesa do progressismo. Pergunto-me: que se passaria se figesse um artigo defendendo o direito dos direitistas de partir-lhe a cabeza com um bate de béisbol, em nome da autodefe-sa dos valores tradicionais? Ou sobre o direito do Sionismo a exercer a defesa da tolerância e a dignidade pendurando à esquerda traidora que exerce o auto-ódio dos postes de tendido eléctrico?

Mentres, Strenger não é o único patám secularista que promove a violência, o hooliganismo e o matonismo contra os religiosos ortodoxos. Pode que lembredes outro artigo no que vos falava sobre uns pais duma escola de Jerusalém que pediram à polícia arrestar a uma mulher porque encendera velas de Shabat perto duma escola secular. Se tivesse estado oferecendo crack ou éxtase, esses pais progressistas seguramente não teriam amosado o seu enfado.


STEVEN PLAUT

2 Sivan 5769 / 25 Maio 2009


Outros textículos de Strenger:


“Caminho a ser um Estado de párias”


Um professor da Universidade de Tel Aviv denuncia a Hagadá de Pesaj


“Por que Israel rechaça a iniciativa de paz saudi?”


“Sionismo? Post-sionismo? Quero argumentos”


Espanha tem combatido o terrorismo separatista basco durante décadas, especialmente contra a organização ETA, que pretende a secessão dos territórios bascos de Espanha. ETA é considerada responsável da morte de mais de 800 pessoas em Espanha, um número que palidece se o comparamos com a barbárie palestiniana (isso que Espanha tem uma população seis vezes superior à israeli).


A luta ánti-terrorista em Espanha foi uma bulra de qualquer coisa que tenha a ver com os direitos humanos. Os danos colaterais e as mutilações de inocentes transeúntes foram algo habitual que caracterizaram essa luta. Os mercenários paramilitares que combateram o terrorismo incorreram rutinariamente em todo tipo de torturas aos terroristas capturados. Numerosos esquadrões da morte perseguiram aos terroristas e os que lhes brindavam apoio, exterminando-os tranquilamente fóra de olhadas indiscretas. O Governo afirmava não ter conhecimento destes sucessos. Mas pessoal da luta ánti-terrorista vinculado ao Governo sequestrou pessoas e manteve-os isolados sem aplicar o habeas corpus. Comandos ánti-terroristas cruzavam a fronteira [com França] e capturavam aos terroristas ocultos nas localidades próximas, quando não os assassinavam ali mesmo. Era habitual colocar bombas que estalavam indiscriminadamente para rematar com terroristas. Muitas dessas pessoas assassinadas e torturadas nem sequer eram membros ou simpatizantes de grupos armados. Muitas das operações ánti-terroristas tiveram lugar em flagrante violação da legislação internacional e, inclusso, da nacional. Para rematar com o terrorismo o Governo espanhol ameaçou e pressionou a outros países para perseguir aos refugiados e deportá-los.


A longa e sanguenta campanha do Governo espanhol contra os seus terroristas é interessante na medida em que ilustra a decisão dum tribunal espanhol de encausar a oficiais do exército israeli e a dirigentes políticos pelo “crime” de combater o terrorismo e proteger aos cidadãos israelis.


Dias atrás os tribunais espanhois que investigam aos dirigentes israelis por comisão de “crimes contra os direitos humanos” na batalha contra o terrorismo palestiniano, decidiram continuar com o processo aberto. Este pretende julgar a vários israelis, incluíndo a Benjamin Ben-Eliezer (actual Ministro de Comércio, mas que em 2002 era Ministro de Defesa), o General Moshe Yaalon (chefe das IDF em 2002), Avi Dichter (naquela época cabeça visível da inteligência militar), Dan Chalutz (que era comandante da IAF), e alguns outros. O tribunal espanhol agiu respondendo a uma iniciativa do “Centro Palestiniano para os Direitos Humanos”, um grupo que opina que os palestinianos têm o direito humano de matar judeus e participar em actividades terroristas, mentres que os judeus não têm o direito humano de defender-se. Outro juíz espanhol, Baltasar Garzón, já intentou processar aos EEUU e o Reino Unido por “crimes de guerra” em Irak.


Que é o que estes cidadãos israelis têm feito para persuadir aos tribunais espanhois de que é preciso persegui-los criminalmente? Espanha, nada menos. Em 2002 Israel bombardeou um edifício em Gaza no que Hamas escondia a um dos seus mais terroríficos dirigentes, Salah Shahade. Israel destruiu o edifício, assassinando ao megaterrorista, e outras 14 pessoas morreram na explosão, incluñindo a dona de Shahade e nove crianças. Shahade fora comandante da facção militar de Hamas, as Brigadas de Al-Qassam, responsáveis do interminável lançamento de mísseis e bombardeos contra os civis israelis. Provavelmente tem sido o assassinato moralmente mais justificado desde a morte do Almirante Yamamoto durante a Segunda Guerra Mundial. Hamas foi responsável directa da morte dos civis naquele incidente, devido à sua conhecida política de escudar-se sempre detrás de crianças e civis.


Ah, Espanha, o país cujo legado de crimes contra os judeus só é superado pelo de Alemanha. Deixemos de lado, por um momento, a insolência de um país como Espanha, com os seus séculos de limpeza étnica, fascismo, Inquisições, intolerância, colaboração com Hitler, e assassinatos de massas, intimidando moralmente a Israel pela SUA conduta na SUA guerra contra o terrorismo genocida. Não é preciso repassar os séculos da história espanhola para deducir o absurdo orwelliano de tudo isto. No século XXI Espanha AÍNDA está combatendo contra o terrorismo, utilizando tácticas que faz que os custes humanos das operações ánti-terroristas israelis semelhem um jogo de gardaria. Espanha nunca tem demonstrado a pretensão de proteger os direitos humanos ou de evitar danos colaterais no seu desejo de rematar com o terrorismo separatista basco. E aínda pretende que Israel limite a sua guerra contra o terrorismo islamofascista como concessão e mostra de boa vontade, encaminhada à capitulação.


Os bascos são um povo antigo, actualmente uma nação (contrariamente aos “palestinianos”), e um milheiro de vezes mais legitimados que os palestinianos para exercer a autodeterminação e a independência. Os bascos tiveram e perderam a sua independência ao longo da história. Existe uma significativa diáspora basca, nomeadamente nos EEUU, Sul África e Austrália. Os bascos sofreram a agressão das forças fascistas leais a Franco durante a Guerra Civil Espanhola nos anos 30, e Gernika, a famosa vila devastada pelas aeronaves názis enviadas por Hitler para ajudar a Franco, é uma povoação basca.


Mentres os bascos gozam dum certo grau de soberania, os separatistas bascos criaram grupos violentos depois da IIª Guerra Mundial. O mais famoso e violento é o grupo terrorista ETA. ETA é um grupo marxista-leninista relacionado com o IRA e outros terroristas. De modo rutinário sementa bombas e morte. Especialmente utiliza carros-bomba. Seqüestra pessoas e mantem-nas fechadas em “zulos”, onde sofrem torturas. ETA figura nas listas oficiais de grupos terroristas dos EEUU e Canadá. Pensa-se que mantém ligações com os carteis terroristas e da droga colombianos.


A luta ánti-terrorista espanhola assumiu imediatamente a forma da “guerra suja”, utilizando tácticas abertamente contrárias às leis internacionais. O respeito pelos direitos humanos nunca foi uma barreira para a perseguição dos mercenários espanhois do terrorismo etarra. A guerra contra o terrorismo basco foi levada a cabo nos anos 80 pelos GAL (“Grupos Antiterroristas de Liberación”), que constituiam pouco mais ou menos uns esquadrões da morte. Foram ilegalmente promovidos e financiados pelo Governo socialista espanhol para combater contra a ETA. Outros grupos paramilitares semelhantes já agiram antes dos GAL.


Os GAL foram financiados e protegidos pelo Ministério do Interior espanhol. Atacou a bascos que viviam e se desenvolviam na França, assim como na própria Espanha. Entre as mais infames das suas acções esteve o seqüestro e assassinato de Lasa e Zabala em Outubro de 1983, e o seqüestro de Segundo Marey em 1984. Os dois primeiros foram torturados por membros da Garda Civil durante várias semanas, depois introduzidos no maleteiro dum automóvil e conduzidos a mais de 500 milhas, até Alicante. Depois foram tiroteados na nuca e soterrados em cal viva.


Vários membros do Governo espanhol foram condeados em 1997 pelo seu papel na luta ilegal contra o terrorismo basco. Entre eles estava o Ministro do Interior do Governo socialista de Felipe González. O próprio Primeiro Ministro esteve baixo a grande suspeita de ter sido o autêntico promotor dos GAL. González defendeu publicamente a luta ánti-terrorista, dizendo que “a democracia defende-se tanto nos salões como nas cloacas”.


González foi obrigado a demitir como cabeza do seu Partido em 1996, em boa parte devido às inquestionáveis acusações que pesavam contra ele. Outros altos cárregos do Governo espanhol implicados nos GAL foram o Director de Seguridade do Estado [Rafael Vera], o secretário geral do PSOE em Vizcaya [Rafael García Damborenea], o Chefe da Brigada de Informação Policial de Bilbao [Francisco Álvarez], e outros altos mandos policiais.


O 19 de Abril deste ano, França, sob a pressão exercida por Espanha, deteve a vários dirigentes da ETA, incluíndo a Jurdan Martitegi Lizaso, de 28 anos, considerado o máximo dirigente etarra. Existem mais de 600 presos de ETA nos cárceres espanhois, e mais de 150 nos franceses. Nos cámpus universitários de Occidente não se promovem manifestações a favor da liberdade destes “prisioneiros políticos”. Durante os últimos dois anos mais de 360 membros da ETA foram detidos.


A hipocresia espanhola é evidente não apenas pela sua doutrina de “combata você o terrorismo como eu digo, não como eu fago”, pontificada quando se trata dos judeus defendendo-se a sim próprios. Não é menos escandaloso que Espanha dê lições a Israel sobre os seus “territórios ocupados” e a barreira de seguridade.

Espanha aínda ocupa enclaves territoriais do norte de África –Ceuta e Melilla- arrodeadas por Marrocos, e povoada por colonos espanhois. Marrocos não reconhece a legitimidade destes assentamentos espanhois na sua terra. Os colonos judeus de Yehuda e Shomron têm um milhão mais de vezes mais legítimo direito a viver ALI que os intrusos espanhois em Marrocos. Estes últimos estám arrodeados por –sim, acertáchedes!- uma enorme barreira de seguridade, e aos africanos não se lhes permite entrar. Nos últimos anos, os africanos têm sido repetidamente tiroteados ao intentar atravesar a barreira. A legitimidade da possessão espanhola destes territórios ocupados é praticamente inexistente, e trata-se duns territórios, para além disso, absolutamente prescindíveis para a seguridade de Espanha.


Essa barreira não está desenhada para evitar que terroristas genocidas intentem o extermínio de todos os espanhois. Os mesmos espanhois que exigem que os israelis derrubem a sua própria barreira de seguridade.



STEVEN PLAUT


O AUTOÓDIO NO CINEMA ISRAELI

A parcialidade política ánti-Israel nos filmes israelis fixo-se evidente para todo o mundo recentemente graças a dois eventos. O primeiro foi a promoção em todos os mass media do filme ánti-israeli “Waltz with Bashir”, que quase conquistou um Óscar. O segundo foi quando o Prémio Israel foi concedido este ano a um professor de cinematografia na Universidade de Tel Aviv, “Judd” Neeman, uma das pessoas que mais abertamente manifesta o seu ódio face Israel em dita Universidade; o qual é avondo significativo. Sobre esta segunda questão lede o seguinte.

Agora outro membro de faculdade da Universidade de Tel Aviv, e –o que não deixa de ser assombroso- não alguém que deseja ver Israel aniquilada, vem de publicar um estudo sobre a tendenciosidade política na cinematografia israeli nas últimas décadas. O investigador é o Dr. Ilan Avishur. O seu estudo aponta que a partir de finais dos anos 70, os realizadores sionistas retiraram-se ou abandoaram o cenário, e a producção cinematográfica converteu-se num arma de propaganda ánti-israeli –com o devido patrocínio governamental. O qual incluiria os infinitos “filmes de protesta” que ninguém pagaria um shekl por ver, filmes que invariavelmente apresenta aos terroristas palestinianos como pobres vítimas e aos israelis como bravucões assassinos názis. O revisionismo histórico –quer dizer, a mentira institucionalizada- sobre a Guerra dos Seis Dias é já um lugar comum. Uma dessas grandes atrozidades cinematográficas intitula-se “Num dia despejado podes ver Damasco”, e nela beatifica-se ao traidor confesso Udi Aviv, um kibbutznik que foi arrestado por converter-se num terroristas ánti-israeli em Síria, e que depois organizou uma célula terrorista de espionagem. Adiv passou muitos anos entre reixas e hoje em dia tem sido contratado como leitor na “Universidade Aberta” de Israel –todo um símbolo para a esquerda israeli que alfombra o caminho do Segundo Holocausto. Inclusso filmes relativamente populares como “Beaufort” estám saturados de propaganda e mensagens ánti-israelis.

Bibi Netanyahu acha-se nestes moemntos estudando vias de recurte nos orzamentos israelis, e rematar com os subsídios governamentais à cinematografia israeli seria, sem dúvida, uma das ideias mais construtivas a tal fim. A traição contra Israel subsidiada com fundos do Governo através do celuloide é um manifesto e actual perigo para a supervivência do país. E o gasto governamental subsidiando esse tipo de bassura faz que a “arte” dos Andrés Serrano e Robert Mapplethorpe semelhe o súmum da civilização.


STEVEN PLAUT

ANTISEMITAS NÓS?

Nós não temos nada contra os Judeus como tais. Nós só odiamos o Sionismo e aos Sionistas. Acreditamos que Israel não tem direito a existir. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus como tais, que Marx não o permita! Nós somos humanistas. Progressistas. Amantes da Paz.


O antisemitismo é o ódio aos judeus. O antisionismo é a oposição ao sionismo e a política de Israel. Ambas coisas nada têm a ver. Vénus e Marte. Noite e dia. Confiade.


Sem dúvida, acreditamos que o único país da Terra que deve ser aniquilado é Israel. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus.


Sim, pensamos que as únicas crianças na Terra merecedoras de serem massacradas, se é por uma boa causa, são as crianças judeas. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus como tais.


Certo, somos da opinião de que se os palestinianos têm queixas legítimas isso os avala para assassinar judeus em massa. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus como tais. Naturalmente, acreditamos que o único Povo na Terra ao que nunca se lhe deveria permitir exercer o direito de auto-defesa são os judeus. Os judeus só deveriam poder solventar as agressões contra eles mediante a capitulação –nunca atravês da auto-defesa. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus.


Só denunciamos o apartheid razista no único país do Meio Leste que não é um país com apartheid razista. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus como tais.


Negamo-nos a reconhecer aos judeus como povo, e acreditamos que só constituim uma religião. Não temos uma resposta ao enigma de cómo um povo que não pratica a religião judea pode ser considerado judeu. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus.


Sustentamos que todos os povos têm direito de auto-determinação, agás os judeus, e incluíndo ao “povo palestiniano”. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus.


É abominável que a gente culpe às vítimas, agás, por suposto, quando a gente culpa aos judeus pelas campanhas yihadistas e terroristas contra eles. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus como tais.


Afirmamos que o único país do Meio Leste que é fascista e ánti-democrático é aquele só no que se celebram eleições livres. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus como tais.


Exigimos que o único país do Meio Leste com liberdade de expressão, imprensa livre e tribunais independentes, seja destruído. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus.


Opomo-nos às agressões militares, agás quando vam dirigidas contra Israel. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus.


Somos comprensivos com os terroristas suicidas que se imolam em autobuses repletos de crianças judeas, e insistimos em que as suas exigências devem ser contempladas. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus como tais.


Não acreditamos que os judeus tenham nenhum tipo de direito que deva ser respeitado –especialmente a viajar em autobus sem serem vítimas dum atentado. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus.


Existem judeus esquerdistas e antisionistas, o qual demonstra o abrusdo de que um antisionista seja antisemita; nem sequer os que o celebram quando os judeus são assassinados. Consideramos que este tipo de judeus são os únicos merecedores de respeito e consideração. E, portanto, isso confirma que não temos nada contra os judeus. Sabemos que o único conflito do planeta que deve ser resolvido exterminando a uma das partes é o que atinge a Israel. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus como tais.


Pensamos que o assassinato não prova que a causa do assassino seja justa e legítima, sempre e quando não se trate dos assassinatos de judeus. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus.


Não compartimos que os judeus tenham direito ao seu próprio Estado. Apenas devem conformar-se com ser uma minoria ao estilo do que acontece no Estado bi-nacional de Ruanda, embora a nenhum outro Estado do mundo –incluíndo os 22 países árabes- se lhe exija tamanhe renúncia à sua soberania. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus como tais.


O facto de que os israelis tenham uma maioria judea e uma estrela na sua bandeira converte-os num Estado de apartheid razista. Nenhum outro país que tenha uma maioria étnica ou religiosa, ou que exiba cruzes ou meia luas ou Allah Akbar na sua bandeira é razista ou precisa ser aniquilado. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus como tais.


Condeamos os máus tratos às mulheres no único país do Meio Leste no que não sofrem máus tratos. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus.


Condeamos os máus tratos às minorias no único país do Meio Leste no que as minorias não são brutalmente eliminadas e exterminadas em massa. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus.


Exigimos igualdade de direitos cívicos, o que motiva que o único país do Meio Leste onde estes são contemplados deva ser borrado do mapa. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus como tais.


Não nos quita o sono o facto de que não exista liberdade religiosa nos países árabes. Mas leva-nos o demo que Israel conculque essa liberdade –e pouco importa que não podamos demonstrar onde ou quando isso suceda. Mas isso não significa que tenhamos nada contra os judeus.


Assim que: como podedes dizer que somos antisemitas? Somos simplesmente antisionistas. Queremos a paz e a justiça. Isso é tudo. E isso, como fica demonstrado, não significa que tenhamos nada contra os judeus.



STEVEN PLAUT


Querido Sr. Presidente.


Estou atónito, Sr. Presidente, verdadeiramente atónito. Tras todas as esperanças que você suscitara de uma nova América, tras as suas denúncias da arrogância iánqui, tras as suas promesas de resolver os problemas do terrorismo mundial através do diálogo, resulta que você vai e manda às Navy SEALs do exército a violar os direitos humanos dos piratas somalis sem nem sequer lhes lêr os seus direitos!


Tem perdido você o juízo? Não tem aprendido nada você das lições que ofereceu aos isrealis na exitosa estratégia de rescate de Gilad Shalit? Depois de tudo, nós temos trabalhado pacífica e tranquilamente durante mais de três anos para obter a libertação de Shalit. Por que não tem feito você o mesmo com o Capitám Phillips? Onde foi parar a sua promesa de esgotar todas as vias de diálogo com os terroristas incomprendidos?


Sr. Presidente, eu tenho uma grande experiência em tratar com o terrorismo e a violência, e por esse motivo quero explicar-lhe por que a sua acção tem sido injustificada e imperdoável. O primeiro que deve comprender é que um só pode lograr a paz com quem é o seu inimigo. Com os amigos não há necessidade de lograr a paz. Não existe solução militar aos problemas do terrorismo, e por isso você deveria ter procurado uma solução diplomática à captura do Capitám Richard Phillips. “Sem justiça, não há paz”, como eles bem dizem. Agora você deveria convidar aos dirigentes desta organização somali responsável do seqüestro do barco e da captura do Capitám Phillips a visitar a Casa Branca. Deveria ser comprensivo com o seu dor e entender as suas exigências. Mas, o que é mais importante, deveria rematar com a ocupação ilegal dum território que lhe não pertence! Primeiro: deveria retirar-se de Guam e Hawaii e evacuar a todos os colonos anglo-saxões que vivem ilegalmente ali. Mas isso só seria o começo. Grandes áreas dos EEUU, incluíndo o suloeste, são territórios ilegalmente ocupados. Alguns, inclusso, têm uma esmagadora maioria hispana.


A solução passa por criar “dois Estados para dois povos” dentro de Illinois. Um seria para os estadounidenses, e o outro para os piratas somalis.


Depois viria o assunto do estátus de Washington D.C.. Lá contam com uma considerável minoria somali –muitos dos quais são condutores de táxi. A sua paranoica insistência em que o Distrito de Columbia permaneça sob controlo dos EEUU é razista e desconsiderada. Você deve rematar com o regime de apartheid que padecem nos EEUU, e converter Washington na capital comum de dois Estados.


Depois deveria pagar compensações aos familiares dos piratas somalis assassinados sem piedade e a sangue frio pelas suas Navy SEALs. Tem a obriga de garantir-lhes subsídios de beneficência a costa da cobertura social administrativa dos EEUU, e territórios no Parque Yellowstone. Não quigesse ter que lhe lembrar que esta não é a primeira vez que vocês, os norteamericanos, violam os direitos civis dos piratas. Os seus crimes remontam-se até a época de Thomas Jefferson e os seus ataques imperialistas contra os piratas costeiros. Os agressores daquela eram capitaneados pelo belicista Tenente Stephen Decatur Jr., que atacou barcos piratas em Trípoli pela absurda razão de que seqüestraram o USS Philadelphia. É que não aprendeu você nada daquele claro exemplo de despreço imperialista iánqui?


A seguir, você deverá oferecer aos piratas serviços web de internet e hoteis de conco estrelas a câmbio da sua promesa de abandoar as armas. A fim de contas, assim é como nós logramos que Yasser Arafat se convertesse no nosso “sócio no caminho da Paz”. Mire, Sr. Presidente, a força militar já não desempenha papel algum no universo post-moderno. Está caduca. É arcaica. Os interesses do consumidor são os que movem o mundo actualmente, e os activistas somalis estám, sem dúvida, dispostos a asinar a paz a câmbio dalguns gestos de boa vontade encaminhados a que também eles participem no mercado mundial. O ataque contra o barco estadounidense levado a cabo pelos piratas somalis sucedeu devido à sua insuficiente sensibilidade com as necessidades do Outro. Você deveria ter negociado com eles inclusso se o barco estivesse sendo bombardeado. Condicionar as negociações ao fim da violência não é uma estratégia ganhadora. Só prolongará o derramamento de sangue. Você deve pôr em orde, primeiro, a sua própria casa, eliminar a desigualdade e a injustiça em Chicago, e já verá como depois os activistas não têm nada contra você.


A clave está em edificar uma Nova África Central, uma na que todo o mundo esteja tão ocupado com as coisas verdadeiramente importantes (desenvolver o turismo, os investimentos em infraestruturas e altas tecnologias) que não tenham tempo para andar-se com violências.


Pode começar por declarar um alto o fogo unilateral! Sr. Presidente, bendito seja o que faz a Paz. Lembre a Martin Luther King! Vaia e reuna-se com os legítimos representantes dos piratas somalis. Toda a comunidade internacional dará-lhe respaldo e felizitará-o se responde aos ataques contra os seus barcos, com um desarme dos EEUU e a apertura dum diálogo sincero com os piratas somalis.


Tudo o que lhe pido é que dê uma oportunidade à paz. Yitzhak Rabin teria estado dacordo comigo. Sim, o que você necessita é shalom, salaam, paz. Ganhará o Prémio Nobel da Paz como reconhecimento. Não se deixe arrastar às cloacas da represália. A violência nunca logra nada. A História não brinda lições. A História é o passado morto. Siga o meu exemplo! Proporcione aos piratas somalis mísseis ánti-tanque e ánti-aéreos, para que assim poidam combater contra os radicais e os extremistas. E vaia se o fazerão, sem trabas da ACLU ou da Corte Suprema que lho impidam!


Demonstre a sua humanidade outorgando pensões a todas as viúvas e orfos dos militantes somalis assassinados pelas Navy SEALs.


Sr. Presidente, as minhas políticas de paz têm rematado com a guerra, o derramamento de sangue e o terrorismo no Meio Leste. Nós sabemos como tratar aos “sócios na Paz”. Se segue os meus passos, poderá conseguir idênticos resultados.


Pacificamente seu,


Simon Peres, grande pacifista.



STEVEN PLAUT



MERETZ OU KU KLUX KLAN?


Penso que é chegada a hora de que o partido Meretz passe a chamar-se Ku Klux Klan israeli.

O Klan, como lembrades, soía fazer ruidosas manifestações cada vez que uma família negra se trasladava a uma zona que o KKK considerava como “branca”. Todas as organizações judeas dos EEUU estiveram nas barricadas no seu dia para protestar contra este tipo de infâmia.

O Klan israeli está liderado pelo Meretz e adica-se a evitar que os judeus practicantes se trasladem a bairros que eles consideram “seculares”. Nenhuma organização judea norteamericana se está botando às barricadas.

O mais recente campo de batalha é Kiryat Yovel, em Jerusalém, um bairro no que vivim na minha época de estudante. Semelha que os religiosos, e inclusso alguns ultraortodoxos judeus, se estám despraçando ali. Os seculares clamam que se trata dum complot para “tomar” o seu bairro. “Ha’aretz” adica um extenso artigo hoje [na edição de papel] jaleando a campanha do Meretz para evitar que os judeus observantes entrem em Kiryat Yovel. O mesmo jornal que foi incapaz de reprimir a sua felicidade quando Obama se converteu no primeiro presidente negro, situa-se na primeira linha de combate contra uma variante doméstica de “negros” (os que levam abrigos negros).

Citam elogiosamente as palavras do concelheiro local do Meretz, Papa Allo (esse é o seu nome) que berra: “Os que acreditem que aquí podem viver religiosos não sabem do que falam”. Sem dúvida.

Um tipo de hooliganismo secular semelhante está tendo lugar noutros sítios, incluíndo o bairro Old Romena, de Haifa, onde os seculares chegaram a invadir uma sinagoga e golpearam a vários religiosos até expulsá-los do vizindário. Num bairro secular de Jerusalém, pais de família enfurezidos chamaram à polícia para que expulsase a uma mulher que estava encendendo velas de Shabat o passado venres no jardim que arrodea o instituto. Se tiver estado arrancando plantas não teria havido nenhum problema.


STEVEN PLAUT


GULAG POR UM DIA


Muitos temos suspeitado desde há tempo que a Universidade de Tel Aviv (TAU) tem feito amiúde as funções dum gulag de re-educação comunista, controlada pelos post-sionistas e ultraesquerdistas em cujas aulas nenhuma opinião sionista ou não esquerdista pode ser exprimida em voz alta. Mas o vindeiro 25 de Março, convertirá-se num autêntico Gulag! Ao menos por um dia. O partido comunista, defensor do terrorismo árabe, MAKI celebrará o seu congresso esse dia na Escola de Leis da Universidade de Tel Aviv.

Isto será assim graças a que os dirigentes do cámpus têm accedido a ceder as instalações para celebrar o 90º Congresso do Partido Comunista Israeli, um partido que até a data aínda não tem abjurado de Stáline e o estalinismo. Não se trata de uma brincadeira post-Purim, é certo.

A decisão de autorizar a celebração do congresso no cámpus da TAU não foi alheia ao facto de que muitos dos seus professores são militantes do devandito partido. Entre os que intervirão na convocatória acham-se o Profissor Yoav Peled, do Depto. De Ciência Políticas, e o Profissor Gadi Algazi, do Depto. De História., junto com o Profissor Daiel Bar-Tal, do Depto. De Psicologia, muito famoso pelas suas “investigações” pseudo-acadêmicas que “demonstram” que os judeus são geneticamente razistas e opostos à paz, baseando-se num estudo feito a partir de debuxos de escolares judeus.

Outros camaradas dos que organizarão o dia 25 a chegada da ditadura do proletariado no Gulag da Universidade de Tel Aviv serão o sociólogo da Universidade Ben Gurion, Uri Ram, que opina que a mera existência do Estado de Israel já constitui um crime contra a Humanidade.

O Congresso será financiado em parte pela Fundação Rosa Luxembourg e vários departamentos da TAU.

Agardemos que a fiscalia israeli tome boa nota de cómo investem os fundos públicos a equipa directiva da TAU, e como transformam as instalações universitárias num campo de educação estalinista.

Mentres, proponho que todas as cafetarias do cámpus fechem esse dia para comemorar com os assistentes ao Congresso as devastadoras hambrunas produzidas pelo comunismo.

Post Scriptum: Pergunto-me se aderirão à Ressolução do Partido Comunista Palestiniano, no 7º Congresso de 1932, quando dizia que “A revolta das masas árabes em Palestina contra os imperialistas deve ser e será acompanhada no futuro pela guerra de aniquilação da minoria judea” (Zachary Lockman, “The Left in Israel”, 1976).


STEVEN PLAUT