“Loco”, um cão de seguridade muito bem entrenado na unidade canina de Kfar Tapuach, logrou achar e neutralizar a um árabe que se infiltrara num campamento judeu abandoado a poucas yardas da Sinagoga de Tapuach occidental.


“Loco” recebeu entrenamento avançado junto com o seu cuidador, Tal, durante os últimos quatro anos. Tal é medico e membro da equipa local de resposta rápida. A unidade canina está rastreando a área pela que tratou de fogir o invasor árabe, na procura de armas ou explossivos que este puider ter deixado escondidas.


Os soldados das IDF foram incapazes de achar ao intruso árabe até que Tal soltou a “Loco”. O cão localizou imediatamente ao árabe, que foi achado chorando e pregando pela sua vida, implorando às autoridades que o libertassem do cão, que o tinha trabado, e o entregassem à polícia. Acto seguido foi arrestado e agora agarda ser processado.


Nestes últimos dias, a unidade canina local de Tapuach tem inaugurado novas sucursais nos blocos de assentamentos de Kiryat Arba/Gush Etzyon, em Itamar e perto de Beth El, dotando ao pessoal de seguridade com cães de patrulha especialmente entrenados. A unidade proporciona adestramento profissional aos cães e os seus cuidadores, e recluta voluntários para colaborar nas patrulhas destas cidades tão vulneráveis.

A tarefa de adestrar uma patrulha canina leva de três a seis meses e supõe um custe de 10.000 $.



YA’AQOB BEN YEHUDA


SHABAT SHALOM


JOEL 3:15


O sol e a lua enegrecerão, e as estrelas retirarão o seu resplendor.

E o Senhor bramará de Sião, e de Jerusalém fará ouvir a sua voz; e os céus e a terra tremerão, mas o Senhor será o refúgio do seu povo, e a fortaleza dos filhos de Israel.

E vós sabereis que eu sou o Senhor vosso D’us, que habito em Sião, o meu santo monte; e Jerusalém será santa; estranhos não passarão mais por ela.

E há de ser que, naquele dia, os montes destilarão mosto, e os outeiros manarão leite, e todos os rios de Judá estarão cheios de águas; e sairá uma fonte, da casa do Senhor, e regará o vale de Sitim.

O Egipto se fará uma desolação, e Edom se fará um deserto assolado, por causa da violência que fizeram aos filhos de Judá, em cuja terra derramaram sangue inocente.

Mas Judá será habitada para sempre, e Jerusalém de geração em geração.

E purificarei o sangue dos que eu não tinha purificado; porque o Senhor habitará em Sião.



Um reiterado tópico repetido pelos dirigentes judeus e a comunidade internacional é o do “nunca mais”. Presidentes e Primeiros Ministros visitam Yad VaShem, rendem tributo no Memorial do Holocausto e derramam lágrimas de cocodrilo sobre os judeus assassinados no Holocausto, mentres, doutra banda, não cessam de condear e atacar a Israel. Os mesmos dirigentes que gardaram silêncio na comemoração do Holocausto, denunciam a Israel com a mais odiosa das virulências durante os seus momentos de maior necessidade, como foi o de combater para defender-se a sim própria e aos seus cidadãos. Nunca mais, prometeram. Nunca mais? Em verdade?

O Holocausto proporciona muitas mensagens universais. Ensina ao género humano a estar sempre alerta contra as forças do ódio e a intolerância, do quer que se erijam contra a gente ou contra um grupo. Adverte-nos que nunca consintamos o crescimento de discursos fanáticos nem ideias intolerantes. Amosa a fazilidade com que uma nação pode descer às profundidades da depravação e a imoralidade. Mas, para o povo judeu, o Holocausto tem uma mensagem nítida e comovedora: Nunca mais sejades débeis.

Desde a destrucção do Segundo Templo, dois milênios atrás, os judeus têm vivido como extranhos em terra estrangeira, em minoria sob o mandato dos outros. Nos territórios cristãos e islâmicos, os judeus foram obrigados a viver em ghetos, mellahs ou juderías, a luzir roupas humilhantes e com distintivos, padeceram restricções no desempenho das suas profissões e no emprego, e sofreram severas discriminações. Os judeus dependiam da benevolência dos donos das terras e tinham que comprazer os seus desejos, já fosse escuitar um sermão de conversão proferido por um sacerdote numa sinagoga em Shabat, ou pagar um imposto jyziah em degradantes cirimónias organizadas pelos seus caciques muçulmãos. Os judeus padeciam serem cuspidos e insultados, golpeados e vítimas de abusos ao livre antolho. Os dois milênios da vida dos judeus em Europa e o Meio Leste, com a excepção de ocasionais períodos de prosperidade e tranquilidade, estiveram marcados pelo medo constante e a inseguridade. Arrasados por pogromos e Cruzadas, Inquisições e conversões forçosas, massacres e jihads, os judeus viveram com a sua vida sempre pendente dum estreito fio. Um novo rei ou Papa, dirigente ou crego, podia pôr em perigo aos judeus quando quiger.

Neste clima de arraigada aversão e despreço face os judeus, Hitler chegou ao poder. Utilizou os tradicionais discursos ántisemitas da Igreja Católica, assim como novas teorias raziais ántisemitas para instigar o ódio da gente. As políticas do regime názi, inclusso antes de que a Solução Final ao Problema Judeu fosse implementada, íam encaminhadas a esmagar e deshumanizar aos judeus. O judeu amosava-se aterrorizado ante os camisas pardas názis, a Gestapo e as SS, incapaz de defender-se ou valer-se por sim próprio. Como animais, os judeus foram introduzidos em vagões de reses, asfixiados em câmaras de gas e queimados em fornos. A besta názi não teria sido capaz de levar a termo o seu genocídio sem a ajuda dos seus colaboradores e executores polacos, lituanos, ucranianos, húngaros, etc. Não teriam podido fazer nada sem a aprovação silenciosa da comunidade internacional. O Papa mirou para outro lado quando os judeus de Roma se congregaram baixo a sua janela. Roosevelt, Stáline e Churchill estavam ao tanto dos campos da morte, das fosas colectivas em Ucrânia, das câmaras de gas e dos crematórios em Polônia. E cerraram as suas portas aos refugiados judeus. Os bombardeiros aliados sobrevoaram Auschwitz, mas optaram por não bombardear as linhas de ferrocarril. Quando os judeus procuravam desesperados um sítio onde ir, os britânicos, a solicitude dos árabes e do colaborador názi Haj Amin al-Husseini –maldito seja o seu nome- impediram a aliya à Terra de Israel, e inclusso enviaram de volta a muitos refugiados aos domínios názis.

O martes, durante o Dia de Lembrança do Holocausto, um grupo de partisanos que combateu contra os názis nos boscos de Europa, visitaram uma base aérea das IDF. Uma mulher perguntou a um oficial se os nossos pilotos poderiam chegar até Iran. “Podem chegar onde queiram”, constestou-lhe. Esta resposta, poderosa e comovedora pela sua simplicidade, exprime o autêntico significado de “nunca mais”. Nunca mais agardaremos em vão pelos planos dos aliados de bombardear as câmaras de gas. Nunca mais agardaremos pela ajuda que jamais chegará do mundo. Nunca mais nos permitiremos ser débeis, vítimas, impotentes. Nunca mais aceitaremos condições sobre onde podemos viver, que roupas podemos vestir, que profissão ou propriedades ter. Nunca mais estaremos a mercede dos gentis, esmolando pelas nossas vidas. Este piloto dixo que pode que cheguemos 60 anos tarde para os judeus de Europa, mas que aínda chegamos a tempo para os judeus de Yemen ou Etiopia. Nunca mais chegaremos tarde. Pode que não fóssemos capazes de salvar aos judeus de Varsóvia, mas as nossas aeronaves alcanzaram Irak e Entebbe. Os nossos aviões podem voar ao Líbano ou Gaza, e poderão voar até Iran, para destruir aos inimigos do povo judeu. Não permaneceremos indiferentes ante o sangue dos nossos irmãos, mentres são detidos e deportados face a aniquilação, vivendo baixo o bombardeo constante e os ataques com mísseis, ou à sombra dum ataque nuclear. Sabemos que o mundo abandoou aos judeus à sua sorte, que os tratos ficaram em papel molhado e os refúgios seguros foram clausurados. Hoje, podemos chegar a qualquer sítio.

Outra supervivente fixo uma petição ao oficial da IAF: “Só lhes pido que tomem as medidas para que nunca se produça outro Holocausto”. Mentres um fato de mulheres e homens judeus vistam o uniforme das IDF e protejam ao povo judeu por terra, mar e ar, nunca poderá haver outro Holocausto. Temos aprendido o terrível preço de ser débil. Estarmos indefensos e sem um fogar nacional teve o horrendo custe de um terço da nossa nação. O ódio da comunidade internacional face os judeus não tem diminuído um ápice desde que os convoios se detiveram e os crematórios deixaram de expulsar o seu detestável fume. Ao longo de Europa e Norteamérica, em foros públicos e cámpus universitários, o Estado judeu está sendo deslegitimado e sinalado como um Estado pária. Não devemos ignorar as palavras destes promotores do ódio, pois já sabemos o que nos supujo não contar no seu dia com um Estado próprio. O único que nos separa de Auschwitz-Birkenau são os soldados das IDF. Os que condearam ao exército por acudir a Gaza devem saber que só foram ali para proteger e defender ao Povo Judeu. São o único que nos separa do abismo, das cinzas apiladas em Majdanek, dos recintos abarrotados de sapatos e sacos de cabelo curtado. Aos judeus de Europa, massacrados pela apatia do mundo e a nossa própria debilidade, exterminados nos boscos de Treblinka, os campos de Birkenau e nas fosas colectivas de Ucrânia, prometemos-lhes não sermos débeis nunca mais, nem permitir que nos atemorizem e golpeem. Este é o autêntico significado de “nunca mais”.


BAR KOCHBA (FOR ZION’S SAKE)




"Nós, pilotos da Força Aérea Israeli (IAF), sobrevoando os campos de extermínio, surgidos das cinzas dos milhões de vítimas, transportando os seus gritos silenciosos, saudando a sua valentia, e prometendo sermos um escudo da Nação Judea, e da sua Terra, Israel”.

A AUTOFLAGELAÇÃO DAS IDF

As IDF vêm de rematar não menos de cinco investigações internas sobre a sua conduta durante a operação em Gaza. Embora o exército se exonera de todas as acusações, admite “algumas dúzias” de mortes civis por erro –noutras palavras, reconhece homicídio sem premeditação. Este reconhecimento da pê para que os grupos de “direitos humanos” entablem as suas intermináveis demandas contra Israel por mortes injustificadas.

Os informes confirmam a prática das IDF de telefonear aos residentes antes de bombardear as suas chozas, onde se armazenava o armamento de Hamas. Por que lhes deveria preocupar aos habitantes de Gaza ceder as suas casas a Hamas para armazenar arsenais, se Israel está disposta a salvagardar por todos os meios as suas vidas? Os moradores de cada vivenda foram previamente advertidos mediante um ensurdecedor sistema de alarmas (valorado em 200.000 $) de que instantes depois o edifício seria bombardeado.

O exército afirmou com orgulho que nem sequer dispararam contra brigadas de terroristas a campo aberto usando fósforo branco. Qualquer judeu normal de entre nós perguntará-se: por que não achicharraram a esses terroristas?

Barak alabou às IDF como “um dos exércitos mais morais do mundo”. Por que “um dos”? As IDF são o único exército com uns mandatários o suficientemente estúpidos como para arriscar a vida dos seus soldados para salvar à população inimiga.

O membro árabe da Knesset, Ahmad Tibi, reagiu ante o informe vociferando que as IDF são “um exército de assassinos”.

Não fica claro o que quixo dizer, dado que os palestinianos não prestam serviço nas IDF.


MISÉRIA PAPAL


O chefe da Igreja Católica, Benedicto XVI, presume de ser amigo do terrorismo árabe. Para além do que diga de portas para fóra, o Papa luze orgulhoso, nesta instantânea distribuída pela Oficina de Prensa do Vaticano, uma kefia da que lhe fazem entrega umas cheerleaders de Hamas durante a audiência na Praça do Santo Pedro (Roma) o passado 22 de Abril.


Este miserável, que pousará as suas pezunhas na Terra de Israel na segunda semana de Maio, será recebido com todas as honras pelo Governo israeli, que até tem previsto fechar o acceso a todos os judeus no Kotel mentres o antigo militante das juventudes názis se passeia –não sabemos se ataviado de muyaidim- pelos lugares sagrados do povo judeu.


NOSTÁLGIA DE OSLO

A continuação transcrevemos uma clarificadora entrevista com Sultan Abi¡u Al-Einen, dirigente de Fatah no Líbano, emitida o passado 6 de Abril pela Al-Quds TV, na que se remite elogiosamente aos Acordos de Oslo asinados pelo traidor Rabin e o assassino em série Arafat:




Sultan Abu Al-Einen: Foi a resistência a que nos levous aos Acordos de Oslo. O inimigo israeli aínda segue sem reconhecer o Direito de Retorno, mas 250.000 palestinianos já têm regressado ao seu fogar [como parte dos Acordos de Oslo]. As armas que utilizamos contra o inimigo israeli na Guerra de Gaza e em tantos outros sítios, é algo que enorgulhece à Autoridade Palestiniana…

Entrevistador: Refere-se você às 40.000 pistolas...

Sultan Abu Al-Einen: Muitas mais de 40.000 pistolas.

Entrevistador: Você dixo que as pistolas conseguiram-se atravês de distintos meios...

Sultan Abu Al-Einen: Refiro-me às pistolas que conseguimos como parte dos Acordos. Estas armas foram usadas em diferentes ocasiões e lugares, e alguns dos que regressaram do exílio e utilizaram estas armas sofreram martírio. Quando examinamos os aspectos negativos dos Acordos de Oslo, devemos analisar também os seus aspectos positivos.

[...]

Yasser Arafat foi um homem com muitas contradicções. Podia dizer uma coisa, e dar orde de fazer a contrária ao mesmo tempo.

Entrevistador: E isso é algo do que estar orgulhoso ou avergonhados?

Sultan Abu Al-Einen: É um mérito que tinha Arafat. Yasser Arafat podia condear e criticar os operativos de martírio. Ele soia condear este tipo de operações com palavras muito duras, mas ao mesmo tempo, o mártir Yasser Arafat era quem financiava estes operativos militares.

Poucos sítios na face da Terra têm padecido mais sistematicamente a brutalidade, durante a última década, que Chechênia. Portanto pode que pensedes que a decisão do Governo russo, no transcurso da semana passada, de rematar as suas operações “contraterroristas” nesse território tem sido aproveitada pelos mass media occidentais para fazer uma sesuda reflexão. Esquecede-vos. Apenas uma esquina na secção de Internacional, no melhor dos casos.

Tomade em consideração, por contraste, o seguinte. Desde o começo da segunda Intifada no outono do 2000, apenas 6.000 palestinianos têm caído baixo fogo israeli. Essa cifra inclui terroristas, assim como os falecidos no passado mes de Janeiro durante a Guerra de Gaza.

No caso de Chechênia não há números fiáveis do número de civis assassinados desde que a sua segunda guerra dou começo a finai de 1999; as estimações oscilam entre 25.000 e 200.000. A população de Chechênia, de apenas um milhão de pessoas, representa um terço ou uma quarta parte da dos palestinianos. Isso dá uma proporção de entre 25 e 200 chechenos mortos por cada 1.000, contra 1’5 ou 2 palestinianos mortos por 1.000.

Agora fazede este experimento: escrevede as palavras “Palestine” e “genocide” no Google. Quando eu o figem o luns passado, obtivem 1.630.000 ressultados. Depois substituíde “Palestine” por “Chechnya”. O número de ressultados baixa até 245.000. Tomando os ressultados do Google como uma medida da indignação global, concluímos que a indignação pela situação palestiniana é 6’6 vezes maior que pela chechena –a pesar de que as baixas chechenas foram entre 13 e 133 vezes superiores!

Cálculo final: com uma proporção de indignação de 6’6 a 1, mas uma proporção de mortes de 1 a 13 (tomando a variável pelo extremo menor), ressulta que a morte de cada palestiniano recebe 28 vezes mais atenção que a morte de cada checheno. E lembrade que em ambos casos só estamos falando de muçulmãos mortos por não-muçulmãos.

Devo admitir que o anterior exercício matemático é um pouco enganoso, mas conduze a uma reflexão que val a pena: por que a vida dos palestinianos é tão apreçada, aos olhos do mundo, e a vida dum checheno é tão indiferente?

Pode que a resposta seja que a causa dos palestinianos é mais moral que a dos chechenos. Mas seria uma resposta falsa. Sim, os terroristas chechenos têm cometido atrozidades espectaculares, sinaladamente a massacre na escola de Beslan em 2004. Mas o terrorismo moderno é um género que tem sido patentado pelos palestinianos. Em todo caso, Chechênia tem estado sofrendo profundamente baixo a bota russa desde o século XIX (lede a obra de Tolstoy “Hadji Murat”). Se de colonialismo se trata, o caso de Chechênia é incontestável.

Quizá, daquela, a resposta pode que seja que não há escassez de imagens das mortes dos palestinianos, e isso atrai a atenção mundial. Pelo contrário, os russos impugeram um férreo bloqueio mediático em Chechênia, e os jornalistas que cobriam a guerra, como Anna Politkovskaya, tudo o que conseguiram foi que a matassem.

Mas as imagens não têm porque ser televissivas para ser impactantes, e o mundo não carece de testemunhas da brutalidade russa. “Lembro a uma francotiradora chechena”, dixo um soldado russo à jornalista do “L.A. Times”, Maura Reynolds. “Desquartizamo-la pela metade atando os seus nozelos a sendos carros blindados mediante uns cables de aceiro. Houvo um montão de sangue, mas os chicos necessitavam-na”.

Pode que seja que o conflito israeli-palestiniano é, simplesmente, mais importante estrategicamente falando que a guerra de Rússia contra Chechênia, do mesmo modo que os ataques do 11/S tiveram mais importância no curso dos acontecimentos que, digamos, as atrozidades dos Tigres Tamis em Sri Lanka.

Mas antes inclusso do 11/S já havia evidências de que Al Qaeda enviava dinheiro e armamento aos combatentes chechenos, situando a Chechênia directamente no contexto do que seria a guerra global contra o terror. As evidências da implicação de Al Qaeda no conflito israeli-palestiniano são mais escasas, e só saíram à luz em 2007.

Por suposto que o conflito israeli-palestiniano inflama o mundo muçulmão duma maneira que o checheno não é capaz. Mas a que se debe isso, quando tantos e tantos muçulmãos estám caíndo vítimas de Rússia?

E por que a comunidade internacional, na sua globalidade, é co-partícipe dessas prioridades morais do mundo muçulmão? Por que, por exemplo, afamados escritores occidentais como o Nobel português José Saramago fazem peregrinagens solidárias a Ramala, mas não à capital chechena de Grozny? Por que os acadêmicos britânicos organizam boicotes aos seus colegas israelis, mas não aos russos? Por que um Estado palestiniano é considerado um imperativo moral, mas um Estado checheno não?

Por que cada Presidente israeli chega a ser invariavelmente famoso –embora seja como pária mundial-, mas apenas uma pessoa entre um milheiro sabe qual é o nome do “Presidente” checheno, Ramzan Kadyrov, homem que, entre outras coisas, tem uma mazmorra anexa à sua residência onde tortura pessoalmente aos seus oponhentes políticos? E por que o facto de que o Sr. Kadyrov seja o homem de palha imposto por Vladimir Putin em Chechênia não provoca um estremecimento de repugnância mentres a Administração Obama aposta pelo borrão e conta nova com Rússia?

Eu tenho uma hipótese. Pode que a comunidade internacional atenda os lamentos palestinianos, mas não os chechenos, pela simples razão de que os palestinianos são percebidos como vítimas do Estado judeu. Entenda-se, quando não estám sendo vítimas doutra facção palestiniana. Ou endo expulsados em massa de Kuwait. Ou sendo excluídos do mercado laboral no Líbano. Coisas, todas elas, que provavelmente muitos ignoram. Por desgraça para os chechenos é muito improvável que um judeu chegue algum dia a ser Presidente de Rússia.



BRET STEPHENS

21 Abril 2009

Fonte: The Wall Street Journal

DEIXADE AOS SUÍZOS EM PAZ

Quando saltou à luz pública o intento do Presidente suízo Hans-Rudolf Merz de reunir-se com o Presidente iraniano Mahmoud Ahmadineyad, durante a II Conferência de Durban que está tendo lugar em Suíza, alguns em Jerusalém ergueram vozes duramente críticas face este país e face o próprio Merz. Disseram, entre outras coisas, que “não existe nenhuma razão para manter tal encontro com um negador impenitente do Holocausto como Ahmadinejad”.

O Presidente de Israel, Shimon Peres, exprimiu-se de modo semelhante na cirimónia de apertura do Dia de Lembrança dos Mártires e Heróis do Holocausto, dizendo que “a Conferência que se inaugura hoje em Genebra marca a aceitação do razismo, não a guerra contra ele. E o seu principal promotor, Ahmadineyad, chama a destruir Israel e a negar o Holocausto. É uma vergonha”.

Se eu fosse o Presidente de Suíza, respostaria-lhe a Shimon Peres e os seus colegas dizendo:

“Perdão? Que é o que se lhe oferece? Você não tem problema algum em reunir-se com o negador do Holocausto Mahmoud Abbas, também conhecido como Abbu Mazen. O mesmo Abu Mazen que escolheu a negação do Holocausto como matéria da sua tese doutoral. E isso não é tudo; ao negador do Holocausto, Mahmoud Abbas –dirigente de Fatah, promotora da matança de onze atletas israelis nos Jogos Olímpicos de Munich de 1972- você subministra-lhe pistolas, forças “policiais”, um exército e uma Autoridade quase autónoma, com controlo sobre uma população onde o livro “Mein Kampf” é um bestseller e a negação do Holocausto algo universal. Por que está bem reunir-se com Abu Mazen, mentres que lhe dar a mão a Ahmadineyad não o está?”.

A dia de hoje, se o Presidente suízo contestasse assim, creio que estaria acertado.

É simples hipocresia fazer distinções entre o negador do Holocausto Ahmadineyad e o negador do Holocausto Abu Mazen. E a negação do Holocausto não é o único que têm em comum. Ambos apoiam a eliminação do Estado de Israel. Um atravês dum ataque atómico, e o outro mediante a solução de “dois Eatados para dois povos”, que não deixa de ser uma bonita redundância que emascara uma Solução Final para o Estado judeu.

Portanto, qualquer que mantenha conversas com Abu Mazen e a sua cuadrilha, e que inclusso o ajuda a afiançar-se no poder, não deveria ter tantos escrúpulos com alguém que fale com Ahmadineyad. Israel só poderá queixar-se quando ponha em orde, primeiro, a sua própria casa. E isso só sucederá quando proceda à revocação formal dos Acordos de Oslo e ao reconhecimento público de que esses acordos foram um erro, um crime que não se pode repetir.

Com os Acordos de Oslo, os arquitectos de Oslo –encabeçados por Shimon Peres- deram patente de legitimidade ao assassino em série, Yasser Arafat, e o seu movimento. Os Acordos de Oslo baseam-se na falsa asumpção de que Arafat e a OLP/Fatah são interlocutores legítimos num diálogo, e que deviam ser reforçados mediante a entrega de armamento, munição e cidades-refúgio. Pelo contrário, outras organizações, como Hamas e a Jihad Islâmica, não foram consideradas “kosher”, inclusso estando claro para todos –já em 1993, quando os Acordos foram asinados- que não havia diferença alguma entre Fatah e Hamas ou as outras organizações terroristas.

Os ataques terroristas contra Israel, uma considerável parte dos quais foram perpetrados por membros de Fatah (a pesar de term asinado os Acordos de Oslo), demonstra que são os campeões da violência contra os judeus, e que participam com todo descaro nas actividades terroristas contra os judeus. Toda elas –Fatah, Hamas, Jihad Islâmica e as demais organizações- estám unidas no convencimento de que Israel não tem direito a existir. Tudo o que tendes que fazer é abrir um livro de história numa escola da Autoridade Palestiniana e observar que Israel não aparece, do mesmo modo em que não é mencionada nos livros da população que apoia a Hamas.

Consequentemente, antes de atacar e denunciar ao Presidente suízo, devemos ser conscientes de que as estampinhas “kosher” de Arafat e Abu Mazen como promotores de “paz” são as que têm alfombrado o caminho para o reconhecimento de Ahmadineyad.

Aínda estamos a tempo de fazer as coisas bem. O novo Governo israeli deveria proclamar aos quatro ventos que não faz distinções entre Abu Mazen, Ismail Haniyeh, Ahmadineyad e Osama Bin Laden. Todos eles são terroristas detestáveis contra os que se deve despregar uma guerra sem quartel. Esta é a única forma d que Israel volte ser uma luz entre as nações.

Só nesse momento recuperará Israel a sua legitimidade moral para fazer exigências e tomar medidas punitivas contra outros países do mundo –com Suíza à cabeza.


NADIA MATAR

27 Nisan 5769 / 21 Abril 2009


JUDEIZANDO JERUSALÉM

Uma conferência de prensa o passado martes apresentou uma iniciativa de protesta contra o que se qualificou como “limpeza étnica” dos palestinianos de Jerusalém Leste e “violação das leis internacionais”.


“O Governo israeli está levando a cabo uma limpeza étnica do povo palestiniano no Leste de Jerusalém”, dixo Mairead Maguire, uma irlandesa laureada com o Prémio Nobel da Paz, diante de meio centenar de jornalistas e residentes de Silwan aos que assegurou que ela estava ali para apoiar a sua luta.

“Se isto suceder em qualquer outro país do mundo, a comunidade internacional ergueria-se em armas. Trata-se da judeização de todo um área”.


A Sra. Maguire deveria saber que “judeizar” Jerusalém é como transportar carbão em Newcastle ou levar Crema Irlandesa a Dublin ou pistolas a Belfast.


Ninguém está fazendo limpeza étnica. Há sítio mais que suficiente para construir casas em Jerusalém, em áreas destinadas a tal menester e com a adequada licença.


A única luta deveria ser a de expandir esses áreas de edificação a lugares onde os elementos de interesse religioso, histórico, cultural e arqueológico não se vejam ameaçados.



YISRAEL MEDAD


É enganoso apresentar o conflito como um enfrontamento entre israelis e palestinianos, como um clássico exemplo do que os matemáticos denominam a Paradoxa de Aquiles e a tartaruga, com infinitas e pequenas repetições. O conflito é entre os judeus e o mundo. As potenças europeias expulsaram aos judeus do continente, e recolocaram-nos no 0’01 % do Meio Leste. De facto, deram-se vários trapicheos a fim de aminorar as exigências judeas. A Declaração Balfour concedeu aos judeus uma pequena fracção do que judeus e cristãos sabem que constitui a Terra Prometida. Depois de tudo, os britânicos destinaram ¾ partes do nosso território a acomodar a um amigo seu, um príncipe iraqui que não tinha trono, nascendo assim da nada Jordânia. Naquela época, os judeus constituiam uma população cem vezes superior à dos beduínos jordanos, mas estes receberam três vezes mais de territórios. Depois chegou a partição de 1947 entre os judeus e aqueles árabes que inclusso Jordânia despreçava. Os judeus aceitaram, a pesar de tudo, mas os árabes não e decidiram atacar Israel durante seis décadas. A comunidade internacional segue pretendendo que a partição benefície aos árabes, em vez de admitir que perderam o seu direito à sua parte dum reparto contra o que se rebelaram. A partição de Israel não outorga apenas um Estado aos palestinianos, senão um segundo Estado que acrescentar ao que já possuem em Jordânia (os árabes de étnia palestiniana conformam a maioria no reino hachemita). Para além dessa partição, a comunidade internacional exige que Israel dê acomodo a dois milhões de cidadãos árabes e residentes estrangeiros no que fica de Israel.

Mas os judeus desenvolveram estas terras a partir do deserto e os pantanos; os árabes nunca habitaram estes pagos e carecem, portanto, de qualquer direito imaginável sobre eles. A própria comunidade internacional é incapaz de imaginar aos EEUU de Norteamérica repartindo o seu país com os nativos índios americanos, ou aos saudis devolvendo campos petrolíferos às tribos beduínas que deambulavam por eles noventa anos atrás. Os nacionalistas árabe-palestinianos identificavam-se só com Síria antes de que a ONU os surprendesse tão gratamente em 1947 oferecendo-lhes um “Estado” próprio. Cada tribo que póvoa o planeta não recebe a câmbio o direito a um Estado, e os árabes palestinianos nem sequer gozam de distintivos tribais respeito aos seus congêneres árabes. Os muçulmãos disfrutam de 57 Estados e de todos os lugares religiosos que um poida conceber, mentres que o “Processo de Paz” deixa aos judeus apenas com uma angosta área de praias e sem lugares de significação religiosa para o mundo judeu.

A Israel resultante da partição da ONU em 1947 e da Folha de Ruta não tem nada a ver com o que conhecemos através da história ou a religião dos judeus.

Judea estava no que hoje se denomina West Bank árabe. O processo de paz recompensa aos derrotados agressores muçulmãos com a antiga Terra dos judeus, mentres que a estes se lhes entrega uma faixa de praias de 14 milhas de ancho, pouco mais significativa para a nossa conciência nacional que Uganda. Ah, e o mundo também concede que os judeus residam no inhabitável Deserto do Negev e numa Galilea massivamente populada pelos árabes.

O controlo internacional sobre Jerusalém situa a uma selvagem e muçulmã maioria da ONU a cárrego do santuário judeu. Jerusalém como capital palestiniana é um oxímoron. Jerusalém jamais teve importância para os muçulmãos até os anos setenta do século XX. Não faziam peregrinação a esta cidade. Jerusalém só é pressumivelmente o lugar onde se supõe que o profeta Mahoma, cuja esposa tinha nove anos, ascendeu aos céus. Não têm necessidade de custodiar as duas imensas estruturas sobre as que se erige o Monte do Templo. Essas estruturas nem sequer são antigas, senão reconstruídas a começos do passado século, tras destruir as partes mais velhas e culminar no Museu Judeu Rockefeller. Sob um controlo internacional, os muçulmãos permanecerão em Haram ash-Sharif mentres que aos judeus apena se lhes tolerará derramar as suas lágrimas nas ruínas dos nossos dois Templos, soterrados baixo os santuários muçulmãos, sem esperança alguma de que poidamos reconstruir o nosso Templo. Todas e cada uma das nações cristãs –a mais recente, Grécia- destruiram ou converteram a golpe de espada as estruturas muçulmãs tras a reconquista, e isso é o que alguns líderes religiosos como o Rabino Chefe das IDF, Shlomo Goren, têm exigido respeito Haram ash Sharif em Jerusalém. Mentres que a capital eterna dos judeus ficará sob o controlo internacional, os judeus serão expulsados de Hebron e da tumba de Raquel, assim como de outros lugares de imensa significância religiosa abandoados às mãos dos árabes palestinianos.

Aos muçulmãos reconhece-se-lhes tacitamente o direito a três grandes cidades com santuários (Meca, Medina e Jerusalém), mentres que aos judeus se lhes priva tanto de Jerusalém como de Hebron.


OBADIAH SHOHER


28 Nisan 5769 / 22 Abril 2009


NUESTRO ALIADO ANTISEMITA

Nos guste o no a los ciudadanos españoles, resulta que Irán es un aliado de España. En la Alianza de Civilizaciones de Zapatero. Bien es verdad que con la representación del predecesor de Ahmadineyad, Mohamed Jatamí, un político menos extremista que el actual presidente, pero que ha practicado igualmente la represión en Irán, que discrimina a las mujeres, que apoya a grupos terroristas y que en ningún momento ha cuestionado el antisemitismo y las amenazas de su régimen contra Israel.


De ahí la incoherencia política de que nuestro embajador boicoteara el lunes el discurso de Ahmadineyad. Uno no puede coquetear con el régimen iraní desde hace varios años y hacerse luego el ofendido, cuando ese régimen muestra su auténtico rostro al mundo. El que Zapatero conocía perfectamente cuando fomentó la Alianza de Civilizaciones. Que se hizo, no hay que olvidarlo, contra Bush, Estados Unidos y la guerra al terrorismo. Y que asumió, con ese fin, el encuentro con regímenes como el iraní, situados en las antípodas de la democracia y de la igualdad defendidas por todos los países que se levantaron el lunes, durante el discurso de Ahmadineyad.


A no ser que el embajador español actuara por su cuenta, sin conocimiento del Gobierno, la pregunta que hay que hacer a Zapatero es a qué viene esta protesta repentina. Por qué aceptamos en la Alianza la equiparación de regímenes represivos, ultrareligiosos y antisemitas con las democracias occidentales, como si fueran todos igualmente responsables de la violencia fundamentalista y, sin embargo, nos escandalizamos en Ginebra.


Nunca hubo «guerra al Islam», como ha tergiversado Obama. Hubo, y él la continúa, guerra al terrorismo. Y hubo rechazo del fundamentalismo como el defendido por Ahmadineyad. Y contra todo eso construyó Zapatero su Alianza. Por lo que lo suyo, lo de Zapatero, era quedarse sentado en Ginebra, junto a su aliado.



EDURNE URIARTE


Fonte: ABC


Ginebra, anteayer. Sin sorpresa. El antisemitismo del «aliado civilizatorio» de Rodríguez Zapatero tiene la ventaja de no ocultarse. Ahmadineyad tendrá pronto armamento nuclear. Nadie podrá decir que no lo supo a tiempo. Pero en Ginebra se hizo escena anteayer una vergüenza adicional. La «Conferencia contra el Racismo» es otro de los habituales fraudes de la ONU. Financiada por los países democráticos, tal Conferencia no tiene otra función que la de exaltar a las dictaduras. Y llamar a la destrucción de los estúpidos infieles que pagan sus dispendios. La mayor concentración de dictadores por centímetro cuadrado del planeta se hace pagar por aquellos a cuyo degüello llama. Metáfora de nuestro mundo. Pero hay algo aún más desasosegante que la cobardía europea: la interiorización del veto islamista a contar la verdad.

Daré un ejemplo. Sólo. Ayer, en la casi totalidad de las agencias y medios de prensa, el pasaje crucial del discurso de Ahmadineyad era éste:

-«Después de la IIª Guerra Mundial, recurrieron a la agresión militar para convertir en desposeídos a una nación entera con el pretexto del sufrimiento de los judíos... Y enviaron a emigrantes desde Europa, Estados Unidos y otras partes del mundo para establecer un Gobierno totalmente racista en la Palestina ocupada. Y, de hecho, en compensación por las espantosas consecuencias del racismo en Europa, ayudaron a otorgar poder al régimen más cruel, represivo y racista en Palestina».

Fue lo que pronunció en persa Ahmadineyad. Hay un vacío, sin embargo. Éste es el texto completo de su discurso que Irán distribuyó en inglés a los participantes. Marco entre corchetes lo ausente:

-«Después de la IIª Guerra Mundial, recurrieron a la agresión militar para convertir en desposeídos a una nación entera con el pretexto del sufrimiento de los judíos ... Y enviaron a emigrantes desde Europa, Estados Unidos y otras partes del mundo para establecer un Gobierno totalmente racista en la Palestina ocupada. Y, de hecho, en compensación por las espantosas consecuencias del racismo en Europa, ayudaron a otorgar poder al régimen más cruel, represivo y racista en Palestina».

La versión «respetable», repetida por la prensa europea, muestra a un Ahmadineyad bárbaro. Normalmente bárbaro. Tanto cuanto deba serlo el dirigente de una teocracia islamista. En cuya lógica, desde luego, un régimen democrático como el israelí -pero también el de cualquiera de los países europeos que financiaron el derroche ginebrino- debe aparecer como el «régimen más cruel, represivo y racista».

El pasaje «censurado» -pero es quizá más una «autocensura» de la cursi conciencia europea que otra cosa-, el que se encuentra en el texto oficial pero del cual apenas nadie ha soltado prenda, es, sencillamente, un delito. Tipificado en buena parte de las legislaciones europeas. Y que, de ser éste un mundo moralmente presentable -ya sé que no lo es-, hubiera debido dar con los huesos del dictador iraní en la comisaría más cercana. Llamar «cuestión ambigua y dudosa» al Holocausto -en rigor verbal, a la Shoà, al exterminio de seis millones de judíos en el marco del programa hitleriano de hacer desaparecer de la faz de la tierra a una población entera, juzgada y condenada como «inhumana»- es cruzar la raya de lo inviolable. Y lo inviolable no tiene, en el límite, nada que ver con Israel, sino con la decisión moral de que nunca más a nadie le sea permitido dictar quién forma parte y quién no de la especie humana.

Y no hay aliado de un delincuente así que no quede, a su vez, envilecido. En lo esencial. Para siempre.


GABRIEL ALBIAC

Fonte: ABC

Arlene Kushner sacou um excelente artigo em Yedio Ahronot explicando algo que se tem esquecido na campanha informativa da hasbara israeli. É um tema manido, e não novedoso de tudo.


O Yom HaShoa dá-me pê para criticar o convencimento de muitos dirigentes israelis e judeus na falsa premisa de que grande parte do mundo não-judeu nos apoia pelo muito que perdimos no Holocausto. A comunidade internacional não se preocupou quando os judeus estavam sendo sistemática e legalmente discriminados tras a toma do poder pelos názis em Alemanha –por meios democráticos- e nada figeram para deter o assassinato legalmente sancionado da judearia europeia.

Nem nos apoiaram nem simpatizavam com nós. Isso é um mito.


Quantos dirigentes mundiais têm apresentado desculpas pelo acaecido com a judearia europeia?


A legitimidade do Estado de Israel não deriva das cinzas dos judeus assassinados pelos názis durante o Holocausto. Sim, ASSASSINADOS, não falecidos!


Suponho que pertenço a uma exígua minoria de judeus, dado que considero que o Holocausto é uma malversação. Não procura a simpatia de ninguém. Não quero o seu dinheiro como “reparação”. Fazendo ênfase no dinheiro tem-se dado uma des-enfatização do aspecto moral, da responsabilidade moral de Alemanha, Europa, os EEUU e o resto do mundo.


Exigindo compensações económicas –e não que a comunidade internacional reconheça abertamente a sua culpa- a judearia mundial tem fracassado. E essa é a base da permanente condeia que sofremos desde a ONU e desde todas as organizações autodenominadas de “direitos humanos”.


Se a judearia internacional não tivesse considerado o dinheiro como o pago pelo Holocausto, não estaríamos asistindo à vergonha de Durban II nestes momentos.


Dacordo com a lei judaica, a Teshuva, o arrepentimento depende antetudo de reconhecer o pecado. Esse é o primeiro passo.


Em vez de abandoar a sala durante o discurso de Ahmadineyad, os países europeus, os EEUU, Canadá, Israel, etc., deveriam abandoar a ONU, clausurar a sua sede em New York e deixar de sufragá-la financeiramente.

A ONU é um desastre. Sem o dinheiro de Occidente há tempo que teria deixado de existir. Que é o que deveria ter sucedido. A ONU está controlada por um feixe de fascistas, razistas e hipócritas que botam a culpa de tudo a Israel.


A lição que devemos tirar do Holocausto é que os judeus não podemos contar com ninguém, em nenhuma nação ou povo.



BATYA MEDAD


ESCÓRIA DE O.N.U.

No transcurso da 2ª Conferência de Durban, sob o patrocínio desse clube regentado maioritariamente por Estados terroristas e ditatoriais chamado ONU, o máximo dirigente dum país submetido a sanções internacionais, que nega o Holocausto, aforca homosexuais em público, onde as mulheres formam parte da propriedade privada junto com as mulas e as ovelhas, e que reclama permanentemente a destrucção doutro Estado vizinho, tem provocado a saída em desbandada dos representantes dalguns despistados países que asistiam à sua alocução.

A saída do foro teve lugar quando Ahmadineyad se referiu ao Estado de Israel –repetindo como uma cotorra a lição aprendida do campeão do progressismo Jimmy Carter- em termos de “Estado de apartheid”.




A MEMÓRIA DOS CAMPOS

Em 1945 o cineasta Alfred Hitchcock produjo este documental de 53 minutos sobre os campos de concentração názis.


O Governo britânico considerou-no excessivamente truculento como para permitir a sua exibição na época.


Quando as tropas entraram nos lager názis, figeram uma gravação sistemática do que ali havia. O trabalho começou no verão de 1945. A companhia PBS Frontline, adicada ao rescate de documentais históricos, achou esta testemunha cinematográfica gardada numa velha maleta do Museu Imperial da Guerra de Londres. Formava parte dum projecto supervisado pelo Ministério de Informação do Reino Unido e a Oficina Estadounidense de Informação da Guerra.


Alguns dos horrores que se recolhem no vídeo tiveram lugar literalmente momentos antes da chegada das tropas aliadas, mentres os alemães se apressuravam para ocultar toda evidência do que figeram nesses campos durante anos.


GENTUZA EN GINEBRA

Lo habían advertido muchos. El Conde Lambsdorff, un liberal de sólida estirpe antitotalitaria, ya había dicho que hay sitios a los que no se puede ir a juntarse con gentuza. Y que las buenas intenciones, incluso sinceras, no compensan las peores compañías. No hace falta ser un gran estadista para saber que sólo se puede ir a disfrutar con delincuentes con plena garantía del incógnito. Y aquí, en el caso que nos ocupa, no existe. No existe el incógnito, ni las putas divertidas, ni los delincuentes ingeniosos. Es decir, hay timbas a las que no se debe acudir aunque las convoque la ONU, que siempre demuestra su vocación a organizar turbias reuniones de esta calaña. Por eso, una serie de países sensatos y decentes dijeron que ni se acercarían por la llamada nueva ronda de la cumbre contra el racismo que comenzó en su día, hace años, en Durban, y hoy es un absoluto aquelarre de los países más totalitarios para orquestar sus odios y fobias en contra de las democracias occidentales. Que por supuesto son las que acaban pagando la factura. Faltaría más. Allí estaban y están todos los titiriteros de las Naciones Unidas que viven del dinero ajeno y convierten a Cuba, a Zimbabue y a alguna otra república grotesca en tribunal de buenas costumbres. Parecen una reunión de los cineastas de nuestra Zeja-Zeta Total. Todo lo peor en perfecta armonía. Dictadores, rufianes, trileros e impostores, todos brindando por un mundo feliz que no logra ser porque lo incomodan los demócratas, la libertad y la información. Y quienes logran impedir tener que pagarles la factura de la fiesta. La Cumbre contra el Racismo se ha convertido en unos Premios Goya a lo bestia. Nunca mejor dicho.


Esta vez la astracanada se ha producido nada menos que en Ginebra -donde por cierto todos los paganos pagarán más por las camas y las dietas y las copas de los delegados participantes-. De países en los que se ahorca a los homosexuales sin que a don Pedro Zerolo le merezca una queja. Y en los que se lapida a las mujeres por una mera sospecha sin que a la retahíla de plañideras gubernamentales españolas les provoque un mero sonrojo. Son los países amigos del progresismo cañí. Aquí destruyen vida, prestigio y hacienda de cualquiera acusado por la mera palabra de quien pueda demostrar portar vagina. Allí saludan, besan, financian y jalean a quienes tratan a las mujeres como animales de carga u objetos directos de tortura. Aquí hay que volcarse a acusar a algún concejal imbécil de la oposición que piropea con grosería a alguna mujer. Pero después se baila el aurresku de la armonía con el fanático y asesino de Ahmadineyad y con él se cocina la paella de la alianza de las civilizaciones que pagamos los contribuyentes españoles para mayor gloria de una serie de políticos inanes que viven de esto. Y de tanto payaso acompañador que acaban llamándose todos Mayor Zaragoza o Al Gore.


Alemania, Holanda, Polonia e Italia y algunos otros países con gobiernos decentes, decidieron no acudir a la Cumbre de Ginebra porque se temían lo que ha sucedido. Otros se levantaron ayer. Podían haberlo previsto. Allí, las teocracias, las dictaduras y las satrapías más corruptas se han deleitado en acusar de racistas a los países occidentales democráticos que más gente de otras razas trata como a seres humanos y les da el bienestar y la protección que sus países de origen les niegan. Tiene gracia que países con la misma autoridad moral de Josu Ternera se erijan en jueces sobre moralidad y ecuanimidad. Tiene triste gracia que juzguen precisamente los países de donde la gente se intenta fugar y no aquellos que la gente busca como salvación para ellos y sus hijos.


La tropa de sinvergüenzas que las Naciones Unidas ha reunido para hablar de lo que deberían callar no tiene nombre. Todavía busco nombres de aquellos que quieran huir de Israel, de Estados Unidos, de Francia o Alemania. Tengo una larga lista de quienes quieren huir y nunca volver a toda esa caterva de países que osan dar consejos en Ginebra.



HERMANN TERTSCH


Fonte: ABC


Welcome/Wilkommen à propaganda názi de Israel.


Parece-vos um titular algo forte?


Pois julgade por vós próprios.


Velaqui a foto satírica que ilustrava há umas horas a secção de política no diário israeli “Ma’ariv” (pág. 23).


Trata-se do Ministro de Assuntos Exterior Avigdor Lieberman, por se vos resultar dificil reconhecê-lo.


O seu retrato está adornado com um pintalábios fúcsia com as palavras, em idioma alemão, meine liebe! [meu amor/meu querido], com caracteres góticos.


É criação de um tal “Lahav”.


A esquerda em Israel considera a Lieberman um fascista.


E o seu nome é “Lieberman”. Que engenhoso.


Mas recalcar tão burdamente, através dos caracteres góticos alemães –de claras reminiscências názis- ou mediante alusões às memórias homoeróticas de Max Hansen*, era a sua única opção criativa para fazer humor?


A fim de contas, Lieberman é moldavo. Não foi capaz Lahav de achar um modelo mais adequado? Ah, não! Era necessário sacar a colação a associação com o nazismo germano, eh?


Claro que Lahav não terá que abandoar Israel, como Hansen teve de abandoar Alemanha.



YISRAEL MEDAD


* Em 1932, Max Hansen satirizou a Adolf Hitler caricaturizando-o como homosexual, com a sua canção "War'n Sie schon mal in mich verliebt?" (Nunca estiveche namorado de mim?).

YOM HASHOA




27 Nisan 5769

Nunca esquecer.

PAZ, PARA QUE?

A paz com o muçulmãos seria fantástica, mas Israel nunca poderá coexistir pacificamente no meio do ocêano de muçulmãos. É uma questão de xenofóbia, inveja, Islám –não porque os israelis tenham nada contra os palestinianos. Variante dos árabes despreçada por todos os árabes, em qualquer caso. Israel é o inimigo perfeito para os muçulmãos: diferente, forte, de apariência débil, moral. A beligerância não se deve a Jerusalém ou o West Bank: os muçulmãos odiavam aos judeus muito antes de que conquistássemos ambos lugares. Os árabes palestinianos rechaçaram a oferta de Barak do 98% do território que reclamavam para construir o seu Estado. Abu Mazen aceita agora uma oferta semelhante como trampolim para continuar atacando a Israel –algo inquestionavelmente claro e pormenorizadamente desenvolvido na Carta Fundacional da OLP. O terrorismo palestiniano tem-se disparado desde o começo do “processo de paz”, e nomeadamente a partir da desconexão de Israel em Gaza. Os árabes vem perto a vitória e intensificam os seus esforços contra o Estado judeu.

As garantias de seguridade dos EEUU que acompanham os tratados de paz carecem de valor. Israel acreditou nelas para rematar a guerra de 1956 com Egipto, mas os EEUU não impediram a mobilização desse país em 1967, nem evitaram o despregue de forças da ONU no Sinai tras a retirada, e toleraram o envio do exército do seu aliado jordano para pôr-se às ordes do mando egípcio. O Governo israeli exagera desmesuradamente a ajuda estadounidense para assim justificar a sua submissão aos caprichos das Administrações dos EEUU. Os norteamericanos retiraram o seu voto na ONU para estabelecer o Estado de Israel em 1948 e embargaram o envio de armas, combatendo assim contra o nascente Estado judeu. Os EEUU abriram também as suas portas a 100.000 palestinianos que fogiram da recém nascida Israel, tras fracassar no seu intento de destrui-la. Dez anos antes, os EEUU rechaçaram assimesmo a entrada de refugiados judeus procedentes de Europa. Os EEUU bloquearam a capazidade de represália israeli contra Egipto em 1956 (post factum), o ataque preventivo em 1967 (sem éxito) e em 1973 (com éxito). Os EEUU defenderam a Kuwait contra Irak, mas esteve preparada em 1956 e 1967 para despregar as suas tropas no Sinai e defender a Egipto contra Israel. Kissinger accedeu a apoiar a Israel em 1973 só para contrarrestar a influência soviética no Meio Leste. A ajuda estadounidense a Israel é insignificante considerando o seu Produto Interior Bruto. Os EEUU proporcionam praticamente a mesma ajuda a Egipto e à Autoridade Palestiniana –neste último caso, uma escandalosa quantidade se temos em conta o PIB palestiniano per capita. Os EEUU vendem mais armamento a Arábia Saudi que a Israel, e gasta mais dinheiro na guerra de Irak que a ajuda acumulada a Israel ao longo de décadas. A conquista de Gaza por Hamas é o resultado directo do seu trunfo nas eleições promovidas pelos EEUU, assim como a guerra do Líbano tras a eleição democrática de Hezbolá. A Administração USA pressiona para estabelecer uma democracia em Egipto, que trairia ao poder à Irmandade Islâmica, e em Pakistão, onde os islamistas venceriam e passariam a ter o controlo sobre o botão nuclear.

Os EEUU necessitam o processo de paz para justificar-se ante os muçulmãos. Uma postura imperial e arrogante seria muito mais solvente. Israel estaria melhor sem a ajuda dos EEUU, e sem a pressão, portanto, do suicida processo de paz. Nunca haverá paz entre o Estado judeu e os muçulmãos, embora só for porque a soberania sobre este território é um mandato doutrinal no Islám. Os muçulmãos honestos só podem aceitar a Israel temporlmente, como questão transitória. Israel não está para nada motivada num tratado de paz: esse tratado não deteria a carreira armamentística (os EEUU e a URSS também estavam em “paz” durante a carreira armamentística da Guerra Fria) nem proporcionaria normalidade (não há normalização com Egipto tras trinta anos de paz). O conflito palestiniano é insignificante: as IDF têm esmagado as insurrecções palestinianas várias vezes, e não teriam problema em volver ao fazer. Só pedimos que os EEUU deixem de incitar aos palestinianos. Que não os provoquem com promesas de estatalidade: as concessões envalentonam aos árabes para que elevem o agir terrorista, não lhes proporciona um exemplo de boa vontade a imitar. Que mirem para outro lado mentres os judeus construem o seu Estado do modo em que têm feito todas as nações.

Os tratados de paz entre Israel e Palestina não ressolverão nada. Os exércitos israeli e egípcio têm crescido aínda mais tras o tratado de paz –quando menos, em termos de orzamento- devido à desconfiança mútua. A incitação ánti-israeli aumenta em Egipto, não existe normalização, e o ódio vai-se acumulando, pavimentando o caminho para uma guerra de grande escala. Iran, e provavelmente Irak, não estarão dispostas à paz com Israel para além de qual seja a situação respeito aos palestinianos. O Líbano dominado por Hezbolá poderia cesar nas suas hostilidades com Israel, mas é improvável que asinem um tratado formal de paz. Em Palestina, a facção mais influínte –a entente Hamas/Irmandade Islâmica- aceita uma trégua só como medida táctica, e Fatah não será capaz de manter as suas promesas de paz eterna com Israel demassiado tempo. O tratado de paz é mais que perigoso para Israel, tanto em termos ideológicos como militares. Uma Israel que abandoe Judea e Samaria perderia toda legitimidade religiosa e histórica. A paz não converte a Israel num sítio seguro, senão numa faixa indefendível de 8 milhas de ancho, demassiado estreita como para que qualquer sistema de defesa antimísseis seja operativo.

Os judeus chegamos à Terra de Israel por razões religiosas, históricas e nacionais que só podem ser levadas à prática num Estado judeu de tamanho razoável e que inclua Jerusalém, Hebron e Judea. Por muito que anelemos a paz entre Israel e os muçulmãos, não a lograremos até que as coisas se tenham assentado ao longo dos próximos séculos.


OBADIAH SHOHER


26 Nisan 5769 / 20 Abril 2009