ENTREVISTA COM KETZALEH




Reproducimos a continuação a entrevista que a publicação “B’Sheva News Magazine” realizou ao cabeça de lista de UNIÃO NACIONAL (HAIJUD HALEHUMÍ), Yaakov Katz, mais conhecido por “Ketzaleh”. UNIÃO NACIONAL é a candidatura unitária do campo nacional israeli contrário às concessões territoriais, integrada pela antiga HaIjud HaLehumí, a Fronte Nacional Judea/ERETZ ISRAEL SHELANU, e os partidos Moledet, Tekuma e HaTikva.






Antes, e ao longo da conversa, Ketzaleh fixo especial ênfase em que o seu trabalho sustenta-se na sua absoluta confiança na sabiduria dos estudosos da Torá. Descreve o caminho que tem percorrido desde a Yeshiva de Merkaz HaRav até a Yeshiva de Beit El, sob a guia do maior estudoso do Rabino Tzvi Yehuda Kook, Rabbi Zalman Melamed. Ketzaleh fala da sua profunda relação com o antigo Rabino em Chefe sefardita do Estado de Israel, Mordechai Eliyahu, o Rabino em Chefe de Hebron Dov Lior e o Rabbi Chaim Shteiner. A coaligação que encabeça tem aceitado que os Rabinos sejam os seus guias, uma política que Ketzaleh acredita ser a única válida para trunfar.



B’Sheva: Que foi o que te levou a aceitar ser cabeça de cartaz com UNIÃO NACIONAL?

Ketzaleh: A decisão foi ressultado da insistência de importantes figuras rabínicas, sobretudo de entre elas, o Rabino Mordechai Eliyahu, através do seu filho o Rabino Shmuel Eliyahu. Quando visitei ao Rabbi Eliyahu, ele citou as palavras do anxo a Gideon no Livro dos Juízes: “Vai adiante com a força que tens e salvarás ao Povo de Israel”. As suas palavras acompanham-se a cada instante. Para além disso, esteve o meu mentos, o Rabbi Zalman Melamed, a quem tenho estado muito vinculado durante anos. O Rabbi Dov Lior, o Rabbi Yaakov Yosef (filho do líder do Partido Shas, o Rabbi Ovadia Yosef) e outras figuras destacadas não-observantes como o Dr. Arye Eldad e outros, convenceram-me, percebendo que o tema da Terra de Israel tinha sido deixado de lado no falhido intento de unidade dos partidos que iam integrar Fogar Judeu.

Eu não sou o típico político. No meu trabalho ao longo dos anos, tinha ue estar ao tanto dos assuntos políticos, mas não tomava parte activa neles. Fum conselheiro muito próximo a Arik Sharon durante a sua etapa boa, desenvolvendo inclusso labores de conselheiro pessoal no seu Ministério de Vivenda (1990-1992). O racho de Arik Sharon chegou ser a minha segunda casa.

Tenho, porém, estado sempre vinculado à política e ao serviço público através de diversas vias. Fundei a rede de comunicação “Arutz Sheva” que, embora trata a política não é uma empresa política, e que aborda em profundidade temas da Torá, para além doutros políticos, militares e gerais. Mas nunca ocupei um cárrego formalmente político nem tivera aspirações a fazê-lo. Sem embargo, chegado este momento todos os partidos políticos que promovem a questão da Terra de Israel decidiram unir-se sempre e quando eu asumisse a direcção, e acabaram convencendo-me de ouvir os sinais de SOS que me enviavam.

A Terra de Israel tem sido uma moeda de câmbio nas mão de políticos que não levam a nossa Terra nos seus corações. Decidim-me a aceitar o reto a fik de poder representar às gentes que amam a Terra de Israel e contemplam como está sendo entregada troço a troço. Alegro-me de ter aceitado, sobretudo agora que podemos ver como estamos todos a trabalhar juntos por uma causa idealista. O nosso objectivo inicial é lograr uma posição de força com um mínimo de dez mandatos na Knesset. A fim de contas, nas passadas eleições a velha lista de União Nacional/Partido Nacional Religioso lograra nove escanos. Esperamos aranhar votos do Likud tras a sua decisão de deixar de ser um partido leal à Terra de Israel, despraçando a Moshe Feiglin ao posto 36, assim como de outros partidos cujos dirigentes têm medo de defender a integridade territorial de Israel, como o de Avigdor Lieberman [Israel Beitenu] e outros. Espero que baixo a minha dirigência –apoiado totalmente nos Sábios da Torá- trunfaremos na consecução de um renovado, unido e idealista bloco.

B'Sheva: Na sua primeira conferência de imprensa, falou de ser um partido para a Terra de Israel. Que nos diz da Torá e do Povo de Israel?

Ketzaleh: Durante anos, os mass media israelis têm silenciado o conceito “Terra de Israel”. Se alguém faz menção ao seu amor pela Terra de Israel, fazem-nos ver que não está “in”. Esse é o motivo pelo que fazemos intencionadamente ênfase e situamos esse conceito à fronte da nossa plataforma; mas sem dúvida que também temos muito interesse nos temas de educação e de Torá. Todos, incluíndo os candidatos seculares, na nossa lista eleitoral, sabemos que o Libro de Livros é a base da nossa razão de ser. Qualquer que tenha visto a Uri Ariel [candidato nº 2] em acção sabe que fazemos grandes esforços em promover os temas educativos, de benestar e éticos, ao igual que o fazem Agudah e o Shas.

Mas nós somos os únicos que combatimos pela Terra de Israel, mentres os outros tacitamente têm renunciado a fazê-lo. Shas fala de Jerusalém, porque já têm renunciado às regiões de Samaria e Judea. O partido Agudah era sócio de Governo durante a catástrofe da “Desconexão” que supujo a chegada dos missis sobre o sul do país. A gente sabe que nós somos de fiar neste tema, que nunca lhes diremos ao dia seguinte das eleições que “o que se ve desde aí não se ve desde aquí” [a excusa de Ariel Sharon para emprender acções diametralmente opostas às promesas de campanha].

B'Sheva: Como defenderás a causa da Terra de Israel na Knesset?

Ketzaleh: Quando era asistente de Sharon no Ministério de Vivenda, construímos assentamentos valorados em 3.000 milhões de dólares, incluíndo 60.000 unidades de vivenda em Jerusalém, Judea, Samaria e os Altos do Golan. Ajudamos a todas as instituições vinculadas à Torá, incluíndo o seitor haredi ultraortodoxo. Temos muita perícia neste campo, e seguiremos intentando desenvolvê-la na próxima Knesset.

B'Sheva: A gente percibe ao Partido Nacional Religioso (PNR) como o partido que vela por que haja fundos para a educação religiosa. Fará outro tanto a União Nacional sob o teu liderádego?

Ketzaleh: Os membros na anterior Knesset de União Nacional, Tzivi Hendel e Uri Ariel, estiveram entre os que mais exitosamente trabalharam para obter orçamentos adicados à educação religiosa. Não pretende dizer que Orlev e Slomiansky (do PNR) não trabalhassem duro, mas não mais do que o figeram Uri e Tzvi, nem mais que Chanan Porat e o Rabbi Yitzhak Levy durante os seus períodos na Knesset. Os dirigentes das instituições educativas lembram-se minha dos dias no Ministério de Vivenda e sabem da nossa capazidade nesses temas. Eu acredito que a Terra de Israel florecerá e que a educação florecerá com ela.


B'Sheva: Se Netanyahu é chamado a formar uma coaligação governamental, é provável que o faça com Kadima e os Laboristas. Teme que os deixe fóra a vocês?

Ketzaleh: Poderia suceder. Eu não acredito para nada em Netanyahu, mas à hora de formar uma coaligação um não tem porque formar parte dum grande partido, senão apenas um mais que poda formar um Governo com o bloco mais numeroso. Quantos mais votos consiga União Nacional, tanto mais dificil será para o Governo funcionar sem contar com nós. Esse é o motivo pelo que devemos ser um factor central nesse bloco, que não poda ser ignorado. Eu não tenho aceitado entrar em campanha para obter 5 ou 6 mandatos, já que penso que se nas passadas eleições logramos 9 assentos, nestas podemos obter mais de 10.

B'Sheva: Só tens por diante 40 dias de campanha. Não é demassiado pouco tempo para lograr um éxito eleitoral?

Ketzaleh: Às vezes um curto espaço de tempo é algo positivo. Alguma gente tem alcançado revoluções assombrosas num pequeno espaço de tempo coincidindo com um acordar das massas. Recibo centenares de chamadas telefónicas a todas horas de gente religiosa e não-religiosa que dizem: Ketzaleh, tens devolvido o sorriso ao nosso rosto. Tens-nos dado uma esperança, sentimos que já temos alguém a quem apoiar.
Os meus amigos da minha antiga unidade militar chamaram-me. O Brigadier General Patzi (Amatsia Chen), um kibbutznik não-observante de Huldah, chamou para dizer-me: habitualmente não acudo a votar, mas quando escuitei que Ketzaleh se apresentava dixem “Votarei por ele!. Todos os Comandos Shaked votarão Ketzaleh”. Não podes nem imaginar a alegria nos assentamentos, a de chamadas que temos recbido, tudo porque temos sido capazes de romper com o dobre discurso e levantado a bandeira da Terra de Israel, e porque não temos medo dos mass media e não nos doblegamos ao seu antolho.

Há um grande acordar, e milheiros sairão a ajudar-nos e a trabalhar conosco, mas primeiro devemos convencer-nos de que podemos ganhar e trair uma nova mensagem ao nosso povo. A organização, seriedade e sacrifício do nosso grupo, que trabalha sem apenas meios dia e noite é evidente aos olhos de qualquer; doutra maneira estaríamos entregando a Terra de Israel, coisa que Deus proibe.

B'Sheva: De que parte da população agardades receber apoio?

Ketzaleh: Pretendemos ser uma formação nodal, e agardamos que estas elições sejam a base para uma possivel carreira à candidatura de Primeiro Ministro a próxima vez, se somos o suficientemente fortes. Por que temos que conformar-nos sempre com o quinto posto? Por que não haveríamos de ter um Primeiro Ministro observante?

Não me cabe dúvida de que um grande segmento da população secular nos vê como uma formação na que se podem sentir em casa. Temos dois candidatos seculares na nossa lista, o Brigadier General Dr. Arye Eldad, de Kfar Adumim, e o Professor Ron Breiman, de Ramat Aviv, antigo dirigente de Professores para um Israel mais Forte.

B'Sheva: Alguma gente religiosa pode achar problemático votar por uma lista com candidatos não-observantes na sua lista.

Ketzaleh: Qualquer judeu que viva na Terra de Israel e deseje sacrificar-se por esta terra está contribuíndo ao Povo de Israel. Porém, tanto Ron como Arye proclamaram que “a Terra de Israel pertence ao Povo de Israel dacordo com a Torá de Israel”, e têm-se comprometido a aceitar a disciplina de partido respeito as decisões da Torá.

Os judeus somos filhos de um mesmo pai e quando nos enfrontamos a situações que supõem uma ameaça ao longo da vida, esquecemos outras diferências. Sem a Terra de Israel, os judeus voltariam à Diáspora. Eu faço um chamamento ao eleitorado não-observante a unir-se a nós e salvar a Terra de Israel.

B'Sheva: O facto de que constituades uma lista separada não supõe que se desperdiciem muitos votos da direita religosa?

Ketzaleh: Justamente ao revês. Depois de tudo, existem votantes do PNR e outros que sentem temor ante as posições de Ketzaleh respeito à Terra de Israel e à educação. Eles podem votar a Fogar Judeu. Eu, de facto, sempre animo àqueles que estám inseguros em se votar a Kadima e ao Partido Laborista a que votem a Fogar Judeu para que tenham o número de votos mínimo necessário para acceder à Knesset e que os seus votos não vaiam à basura.

B'Sheva: Tedes um acordo para pôr em comum os votos sobrantes com Fogar Judeu?

Ketzaleh: Tenho-me dirigido a Zevulun Orlev (de Fogar Judeu) para tratar disso, e ele imediatamente tem aceitado um pacto desse tipo.
B'Sheva: O Dr. Michael Ben-Ari figura na vossa candidatura com o nº 4, representando à formação de Baruch Marzel e o Rabbi Wolpe [ERETZ ISRAEL SHELANU]. Não é um seguidor do Rabbi Meir Kahane? Não tendes medo de que se vos etiquete como extremistas?

Ketzaleh: Se lês os mass media israelis, observarás que para eles a totalidade da população religiosa e sionista pertence à extrema direita. Se alguém no Likud diz algo com o que não concordam, é tachado também de extremista de direita. Para eles só os terroristas e os manifestantes de esquerdas são “activistas” e não extremistas.
Nós decidimos que a unidade era o objectivo central à hora de constituir a nossa formação, o qual significa que qualquer pessoa que se una a nós tem que ceder um pouco plo bem da Terra de Israel.
Eu contemplo esta união de forças como um logro muito significativo. O Dr. Ben-Ari vive na cidade de Samaria de Karnei Shomron, dá aulas na Universoidade de Bar Ilan, tem uma família numerosa e não tem porque fazer apologia de ninguém. Ele tem direito às suas íntimas crenças respeito o sistema democrático. O facto de que ele module as suas opiniões em aras da unidade é uma lição para todos nós. Temos logrado a unidade e essa é a questão principal.

B'Sheva: Que opina da demanda de aumentar o subsídio por filhos?

Ketzaleh: O Estado de Israel debe encontrar vias para incrementar a taxa de nascimento entre os judeus aquí e no mundo inteiro. As famílias que têm a benção d ter muitos filhos devem contar com o dinheiro suficiente para sacar adiante aos filhos adequadamente, mas devemos encontrar a fórmula para que só aqueles que são judeus ou pro-israelis recebam este estipêndio. Formar famílias numerosas deveria ser uma prioridade para o Estado judeu na medida em que nos proporciona força para vencer.

B'Sheva: Se estivesse agora no Governo, que recomendaria fazer respeito a Gaza?

Ketzaleh: A questão é quais são os nossos objectivos, porque os objectivos são os que determinam os métodos. O Governo anunciou que não está intentando acabar com os missis, senão tão só reduzir a sua freqüência, e intentar lograr um acordo com a parte contrária. Eu diria aos oficiais das IDF: antetudo, quero remover este cancro desde a sua raíz, porque do contrário, se extenderá. Como? Existem várias vias, uma das quais é anunciar que a partir de amanhã rematará o subministro de água e electricidade se cai um só missil mais. Do contrário, marcharão e a vida seguirá sendo insuportável. Não queremos ter que bombardeá.los. Podemos inclusso decidir devastar toda a área, mas primeiro devemos aclarar qual é o nosso objectivo, e o Estado de Israel nuna tem manifestado que o seu objectivo seja acabar com os missis.

B'Sheva: Exigirias a reconstrucção de Gush Katif?

Ketzaleh: Sem dúvida. Antes ou depois o Estado de Israel deverá regressar, porque os ataques serão cada vez mais frequentes. Eventualmente, a vida poderia ficar paralisada até em Tel Aviv. Estamos forçados a ter soldados em Gaza seja como for, e de igual modo que regressamos a Gush Etzion e a Hebron, regressaremos a cada sítio que umos obrigados a abandoar. Todo depende, porém, da nossa força no próximo Governo.

B'Sheva: Que tes que dizer aos que apoiam a Terra de Israel e acreditam que votando Likud fortalecem o campo da direita?

Ketzaleh: Cumpre mirar os primeiros postos da lista, não aos que estám muito abaixo, porque estes apenas terám possibilidades. Conhecemos bem aos dirigentes do Likud, temos experiência com eles, e sabemos como reagem ante a pressão e as dificuldades. Os candidatos da Terra de Israel na lista do Likud tipo Feiglin –e tal como Arden e Saar sairão eligidos os votem ou não- têm escasas possibilidades de sair, na medida em que têm sido colocados ao fundo da lista por Bibi Netanyahu.
Porém, a nossa lista inclui gentes tremendas como Avi Roth e Betzalel Smutrich, o Dr. Breiman e Lior Calfa, que só entrarão na Knesset se recebem o vosso voto. Um escano mais ou menos não importa no Likud, mas é cruzial para nós e pode cambiar completamente a constelação do Governo.

B'Sheva: Que Ministérios te gostariam se estivessedes no Governo?

Ketzaleh: Naturalmente, quereríamos Vivenda e Educação, e outros que afectem directamente à vida dos cidadãos. Se temos um grande crescimento, podemos intentar aptar algum Ministério importante.

B'Sheva: Netanyahu agarda negociar com Abu Mazen, provavelmente inclusso os Altos do Golan. Não faz isso que duvidedes à hora de querer uma coaligação com eles?

Ketzaleh: O pragmatismo de Bibi é igual para judeus como para árabes. Sabe o que quere a outra parte. Existem formas de asinar acordos de coaligação tratando dos grandes assuntos, e não dos secundários. Poderemos achar uma forma de manter os temas cruziais uma vez na mesa de negociação.

B'Sheva: Imagina que estás no Governo e a Corte Suprema manda desmantelar um assentamento. Que fazerias?

Ketzaleh: A Corte já tem feito isso, mas o Primeiro Ministro Olmert achou vias para não fazer efectivas essas ordes. Um Governo forte pode aturar à Corte doutras formas, por exemplo, pode legalizar os assentamentos, sorteando assim à Corte. A Corte pode dar direcções a seguir, mas quando Barak e Olmert não quigeram seguir os seus postulados acharam maneiras de evitar a acção.


Ao final da entrevista, Ketzaleh faz um último chamamento à gente: “Estamos diante dum projecto dificil. Sempre que dirigim à gente no passado e exclamei, “Ajudade-me!” –tanto na minha Unidade de Comandos, como no movimento colono de Gush Emunim, como em Arutz Sheva- fomos capazes de alcançar os nossos objectivos. Assim que, uma vez mais, pido-vos: Ajudade-me a salvar a Terra de Israel!”.


Quando Israel opta por emprender uma acção mais incisiva e vigorosa para deter os ataques terroristas, começamos a escuitar os lastimosos coros de condeia contra aqueles que só pensam em defender-se e os lamentos de solidariedade com os que atacam, os pobres palestinianos massacrados.

Entre as principais acusações e condeias existe uma que é um tópico que sempre se coloca em primeira linha, a falha de proporcionalidade entre a reacção israeli e a acção que a provoca. É uma brincadeira pesada.

O conceito matemático de proporcionalidade exprime-se mediante uma igualdade entre dois rátios:

a/b = c/d

Inclusso na linguagem coloquial não falamos de proporcionalidade mentres não se comparem dois rátios. Quando dizemos, por exemplo, que o peso de uma pessoa é (ou não) proporcional à sua estatura, significa que o cociente de dividir peso por altura é (ou não) igual ao que se toma como modelo para à gente da sua idade. Sem este modelo seria impossível falar de proporcionalidade.

Ressulta óbvio que esse modelo não existe quando pertence ao âmbito de rematar uns ataques mortíferos e sistemáticos. A humanidade ainda não tem chegado a estabelecer tal modelo, a pesar da sua longa história de conflitos e guerras. Até as maiores organizações internacionais são incapazes de evitar os ataques terroristas. É preciso deter aos seus agentes, a todo custe. O contrário seria continuar matando até a aniquilação total. Ninguém pode exigir um sacrifício tal a um povo inteiro em nome de preservar uma imaginária e indefinível proporcionalidade.

Mas vejamos qual teria de ser a reacção israeli, a fim de ser proporcional ao ataque terrorista, como a comunidade internacional exige.

Consideremos a relação entre a medida da intensidade dessa reacção –que denominaremos “y”, e a intensidade do ataque terrorista, representado a tal efecto por “x”. Sem um modelo que utilizar como referência para fazer a comparação, compararemos o rátio ressultante entre a mesma “x” e “z” –definida esta como o valor da intensidade da acção israeli que, por definição, teria dado lugar ao ataque terrorista. A proporcionalidade exprimiria-se pela igualdade entre estes dois rátios:

y/x = x/z , ergo: y = x²/z

Mas como o assalto foi arbitrário e não se correspondia a nenhuma acção que pudesse ser a causa, temos que z = 0, donde temos que concluir que

y = ∞

Ou, em linguagem coloquial: se queremos manter a proporcionalidade, a intensidade da resposta a um ataque não provocado deve ser ilimitada.

Longa vida à Proporcionalidade!



PAULO DOS SANTOS FERREIRA

SHULAMIT ALONI


Hoje iniciamos uma secção na que iremos incluíndo textos dignos de figurar num anexo da História Universal da Infâmia.

Nesta oportunidade reproduzimos um artigo da dirigente do partido esquerdista pro-árabe MERETZ e militante de Paz Agora, Shulamit Aloni, originariamente publicado (como não!) no diário israeli “Ha’aretz” há um par de meses. Deamos começo com o artigo desta misserável à nossa particular galeria de infames.


ISRAEL: UN GENOCIDIO NO NECESITA DE CÁMARAS DE GAS

No tenemos cámaras de gas ni hornos crematorios, pero no existe por cierto un único método para llevar a cabo un genocidio.

Ya’akov Lazovik ha escrito en Ha’aretz que el gobierno del estado israelí y la nación no sabrían cómo cometer un genocidio. ¿Qué es esto, ingenuidad o hipocresía? Difícil discernir. Se sabe sí, que no hay una única forma de cometer un asesinato, y lo mismo vale para un genocidio. El escritor I. L. Peretz hablaba de ese “gato virtuoso” que no hacía correr la sangre, qué ahogaba a sus víctimas.

El gobierno israelí, con su ejército y sus instrumentos de destrucción, no sólo hace correr la sangre, sino que también ahoga a sus víctimas. ¿Cómo calificar si no, las dimensiones de una bomba de una tonelada que se deja caer en zona urbana densamente poblada? [22 de julio de 2002, en Gaza]. Oficialmente fue arrojada para acabar con un terrorista y su esposa. Sin ninguna duda, todos los otros seres humanos, entre ellos mujeres y niños, que han sido matados o heridos no cuentan en absoluto. ¿Cómo se puede explicar que se expulse a ciudadanos de sus propios hogares a las tres de la madrugada, en plena lluvia, que de inmediato se dinamite esas casas y que luego se retiren “del teatro de las operaciones” sin decir ni una palabra?

¿Cómo justificar lo que ha sucedido en Jenin? –No hemos destruido a toda la población, solamente hemos desecho 85 edificios; no fue una matanza, si ni llegamos a matar a una cincuentena de personas. ¿A cuántos habrá que matar, cuántas viviendas habrá que destruir, para que se constituya en delito? En un delito de lesa humanidad, tal como se lo define en la ley del Estado de Israel y no solamente por las leyes de Bélgica.

Todavía mejor: se pone bajo estado de sitio a toda una ciudad para permitir que los adeptos a una banda racista (tales son los ultras de las colonias o asentamientos judíos) puedan entrar a la Tumba de los Patriarcas en Hebrón, para que tanques destruyan los puestos y mostradores de frutas y legumbres, para que las topadoras derriben viviendas y para que generales en su inmenso orgullo estén dispuestos a destruir todo un barrio palestino para hacerles un favor a colonos matones. Estado de sitio, bloqueos, brutalidades, asesinatos, destrucción de viviendas de sospechosos... todo eso se ha hecho.

La orden dada por Sharon a los soldados que fueron a vengarse a Qibiah (en Jordania, en 1956); “Maximicen la pérdida de vidas y bienes”, no ha sido olvidada, por cierto. Hoy, el premier Sharon, el ministro de Defensa Shaül Mofaz y el jefe del Estado Mayor, Moshe Yaalon, los tres generales que dirigen ahora la política del gobierno, se comportan como el gato hipócrita: se dedican a asfixiar a las víctimas. Benny Alon, el ministro de gobierno actual, lo ha dicho bien claramente: “Háganle [a los palestinos] la vida tan imposible que se irán ellos por sus propios medios.”

Y eso es lo que se hace día tras día. El jefe del Estado Mayor ha anunciado que él “destruye para reconstruir”. Por “construir” sobreentiende construir nuevas colonias. Para no verse obligado a cuidar del bienestar de sus habitantes, el ejército penetra en un pueblo, mata, destruye, detiene y se repliega. Los que sobreviven en medio del desastre, las cenizas, las ruinas, no tienen más remedio que arreglárselas solos.

Israel simplemente no quiere saber de nada
Gran cantidad de nuestros niños están siendo adoctrinados. Se les dice en las escuelas que los árabes son amalecitas [enemiga bíblicos de los hebreos, tribu que se supone descendientes de Amalec] y la Biblia nos enseña que hay que aniquilar a los amalecitas. Un rabino (Israel Hess) ha escrito en un periódico de la universidad Bar-Ilan que debemos cometer un genocidio porque sus investigaciones le habían demostrado que los palestinos eran los amalecitas.
La nación israelí no proyecta un genocidio; sencillamente se niega a saber lo que pasa en “los territorios”. La nación únicamente obedece las órdenes que le dan sus legítimos representantes. Desde el asesinato del premier Ytzhak Rabin, en 1995, que quería viabilizar la paz, el punto neurálgico ha sido siempre frenar la hostilidad, pero la avaricia se impone por sobre todas las cosas y siempre se encuentra una razón para brutalizar al conjunto de habitantes de un pueblo, de cualquier pueblo, es decir para abusar de decenas de miles, de centenares de miles, porque siempre hay entre ellos algunos buscados. Basta que una persona sea buscada para poder bombardear y matar –por error, faltaba más– a mujeres, a niños, a obreros y a tantos otros seres humanos, si es que todavía se los considera tales.

Por cierto, con nuestra hipocresía, con la adoración que profesamos a nuestra “moral judía”, hacemos de modo tal que todo el mundo sepa que las víctimas palestinas son maravillosamente cuidadas en nuestros hospitales. Pero nos guardamos bien de hacer saber cuantos palestinos han sido asesinados a sangre fría en sus propias viviendas.
El genocidio que se está llevando a cabo en la actualidad no es aquel del cual fuimos nosotros las víctimas en el pasado. Como me ha dicho uno de estos generales malignos, nosotros no tenemos cámaras de gas ni hornos crematorios.



SHULAMIT ALONI

29 Outubro 2008



* Publicado en Ha’aretz, Tel-Aviv. Traducido do hebreu ao francês e publicado em Courrier International, París, no 645, 13/3/03. Traducido do francês por Luis Sabini Fernández (e publicado na revista trotskista argentina Futuros nº 6).


** Também são de autoria desta ánti-semita estes outros textos escolhidos:

"Sangue nas nossas mãos" publicado o 5 de Janeiro de 2009 em YNET Israel.

"Sim, existe apartheid em Israel" publicado o 8 de Janeiro de 2007 em Counterpounch

"Licença para assassinar civis" publicado 0 22 de Maio de 2003 em Al-Jazeerah Info

O AMIGO AMERICANO


Os nossos amigos estadounidenses não são só amigos de nosso. Os EEUU são também amigos da wajabita Arábia Saudi, do totalitário Egipto, do Estado de Al Jazeera em Qatar, da beduina Jordânia, do islamista Kuwait, do terrorista Irak, e de praticamente todos os demais inimigos de Israel. Inclusso Rússia poderia ser considerada um sócio mais fidedigno e um amo imperial mais atractivo para Israel que os EEUU. Os nossos amigos estadounidenses vendem quantidades imensas de armas tecnologicamnte avançadas a Arábia Saudi, proporcionam 1.400 milhões de dólares anuais em ajuda a Egipto, combatem a favor de Kuwait, e gastaram mais em Irak no período 2003-2007 que o que têm aportado a Israel durante quarenta anos. Os EEUU têm-no muito bem montado: vetam as proclamas vazias da ONU contra Israel, desdenham a Ahmadinejad pelos mesmos sentimentos ánti-israelis do resto dos muçulmãos, e passam a mão pelo lombo aos dóceis dirigentes israelis.

Os EEUU utilizaram a Israel como baluarte contra a expansão da URSS no Meio Leste. Nos últimos anos sesenta, os EEUU disfrutaram afastando a Israel da França. Mas o melhor da relação dos EEUU respeito a Israel é que esta constitui uma ameaça absolutamente controlável. Os árabes têm a percepção de Israel como um cão perigoso, do que os EEUU são donos. O cão debe estar bem adestrado e ser agressivo, ladrar muito alto e, assim, incrementar a importância do seu amo. A classe dirigente dos EEUU necesitam um Israel em permanente conflito com os Estados muçulmãos. Os Estados que se sintem ameaçados por Israel apelam à protecção e arbitragem dos EEUU. Esse tipo de política não requere a ausência de tratados de paz entre Israel e os muçulmãos. EEUU tem ambas coisas no caso de Egipto: os laureis de pacifista por pressionar a Israel e Egipto para que alcançassem um acordo de paz e, a posterióri, o poder absoluto para armar tanto a Israel como a Egipto e supervisar as suas relações hostis. Os cães ladram quando se sintem inseguros; Israel -na Folha de Ruta das 8 milhas de ancho para o seu Estado- sentirá-se permanentemente insegura, quando não histérica. O acordo de paz com os árabes convertiria Israel num corredor tão angosto que fazeria impossível que afrontasse uma guerra com garantias.

Israel relaxara-se demassiado tras 1967, disfrutando duma grande profundidade defensiva no Sinai. Uma Israel ridiculamente estreita em termos territoriais, arrodeada por Hezbolá e o seu protectorado libanês, os territórios controlados por Hamas (saturados de missis russos), Síria, Irak e Jordânia, ve-se obrigada a empunhar as armas para manter a raia aos seus inimigos. Os inimigos, à sua vez, estarão atemorizados, e sustentarão a espiral armamentística dirigindo os seus olhos aos EEUU. Seria tranquilizador acreditar que a política exterior dos EEUU é absurda. Não. É diabólica.

Só um judeu estúpido pode imaginar que a Administração USA procura o melhor para Israel no “Processo de Paz”.

OBADIAH SHOHER

SHABAT SHALOM


Livro II de Samuel, 22.38


Persegui os meus inimigos, e os derrotei, e nunca me tornei até que os consumisse.

E os consumi, e os atravessei, de modo que nunca mais se levantaram, mas caíram debaixo dos meus pés.

Porque me cingiste de força para a peleja; fizeste abater-se debaixo de mim os que se levantaram contra mim.

E deste-me o pescoço de meus inimigos, daqueles que me tinham ódio, e os destruí.

Olharam, porém näo houve libertador; sim, para o Senhor, porém näo lhes respondeu.

Entäo os moí como o pó da terra; como a lama das ruas os trilhei e dissipei.

Também me livraste das contendas do meu povo; guardaste-me para cabeça das naçöes; o povo que näo conhecia me servirá.

Os filhos de estranhos se me sujeitaram; ouvindo a minha voz, me obedeceram.

Os filhos de estranhos desfaleceram; e, cingindo-se, saíram dos seus esconderijos.

Vive o Senhor, e bendito seja o meu rochedo; e exaltado seja Deus, a rocha da minha salvaçäo,

O Deus que me dá inteira vingança, e sujeita os povos debaixo de mim.

E o que me tira dentre os meus inimigos; e tu me exaltas sobre os que contra mim se levantam; do homem violento me livras.

Por isso, ó Senhor, te louvarei entre os gentios, e entoarei louvores ao teu nome.

Ele é a torre das salvaçöes do seu rei, e usa de benignidade com o seu ungido, com David, e com a sua descendência para sempre.


A pesar da oposição, tanto de Israel como de Hamas, o Conselho de Seguridade da ONU aprovou uma ressolução exigindo o imediato alto o fogo. Para fazer mais levadeiro o trago, a ressolução do Conselho de Seguridade faz um chamamento para estabelecer garantias de seguridade duradeiras –que, por suposto, não se divisam no horizonte. Os EEUU abstiveram-se de vetar a ressolução.


A preocupação internacional com os judeus obsesionados por defender-se contrasta chamativamente com a actitude da ONU ante o desenvolvimento doutros conflitos ao longo do globo.


Semelha improvável que Israel vaia deter imediatamente a operação militar em Gaza. Pelo contrário, tudo aponta a que os judeus permanecerão no norte de Gaza durante algum tempo, para limpar qualquer vestígio de Hamas, e assim entregar-lho aos facinerosos de Fatah.


Como sucedeu no Líbano em 2006, Israel incrementará a ofensiva como resposta à ressolução de alto o fogo.


OBADIAH SHOHER


13 Tevet 5769 / 9 Janeiro 2009

ENTREVISTA COM MICHAEL BEN-ARI

O Dr. Michael Ben-Ari é o nº 4 na lista para as eleições à próxima Knesset de União Nacional/ERETZ ISRAEL SHELANU. Ben-Ari é militante da Fronte Nacional Judea, uma das forças integrantes desta plataforma eleitoral que agrupa às forças leais à Terra de Israel.



“RABBI DOV WOLPE PASSARÁ À HISTÓRIA COMO A PESSOA QUE LOGROU UNIR A TODOS OS PARTIDOS LEAIS À INTEGRIDADE DO TERRITÓRIO DE ISRAEL”



O Dr. Michael Ben Ari foi entrevistado pela “Eretz Israel Shelanu Magazine”. O Dr. Ben Ari, residente de Karnei Shomron e prominente professor, é quiçá o maior experto no Monte do Templo [Har HaBayit].


Que opina do facto de ressultar eligido para representar a ERETZ ISRAEL SHELANU na candidatura de unidade de União Nacional?

Esta unidade auspiciada pelo Rabbi Dov Wolpe vai trocar a image da política israeli, na

medida em que ele e Baruch Marzel têm propiciado a unificação do campo nacional. Estamos falando da coincidência de todos os integrantes da coaligação em pontos como: não haverá compromissos que comprometam a integridade de Eretz Israel, nem conversas sobre cessões territoriais, nem, por suposto, negociações em tal sentido. Os únicos acordos passarão pelo facto de que Eretz Israel na sua totalidade pertence ao povo judeu, incluíndo as partes que nos têm sido arrebatadas. Este partido de Eretz Israel tem-se criado para erguer bem alto a bandeira de Eretz Israel, que tem sido deixada a meia asta pelo partido Fogar Judeu.


Por que accedistedes em ERETZ ISRAEL SHELANU à união?

Acreditamos que conjuntar as nossas forças era um imperativo a fim de levar a bom termo os assuntos capitais de Eretz Israel. Gostaria-me deixar algo bem claro aos nossos leitores: há duas pessoas admiráveis que são merecedoras de menção –e há poucas figuras públicas que tenham feito o que eles vêm de fazer. Uma é o Rabbi Dov Wolpe, pessoa absolutamente desinteressada quando de assuntos de Eretz Israel se trata, e a outra é Baruch Marzel; ambos têm levado a bom termo esta unidade do espectro nacional sem perder de vista os nossos objectivos.
Marzel e o Rabbi Wolpo têm-me encomendado esta missão, e só agardo ser merecedor da sua confiança. Wolpe e Marzel têm demonstrado uma grande nobleza na sua renûncia em aras da unidade –quando poderiam ter concorrido pela sua bada à Knesset, e provavelmente logrado representação- mas o objectivo superior de salvar a honra de Eretz Israel, tras ter sido vejada pela dirigência de Fogar Judeus (PNR), fixo que renunciaram em favor da unidade. Nenhum outro político teria agido assim.

Que agarda lograr como representante de ERETZ ISRAEL SHELANU na Knesset?

Lutarei contra todos aqueles que mancilham a identidade judea, que ponhem em dúvida os nossos direitos a esta Terra e a nossa relação com a Torá. Outra matéria importante será a luta com o tendencioso sistema judicial. Já é chegado o momento de que haja eleições democráticas para configurar a Corte Suprema, que tem perdido a sua integridade e imparcialidade, para além do seu enfrontmento total com os princípios da Torá. Esses serão os meus princípios rectores


Qual é a sua mensagem para os judeus jasídicos?

Eu vejo-me como um agente do Jabad. Prometo levar as palavras do Rebbe à Knesset –de forma que a Torá do Rebbe e as suas ideias sejam escuitadas em todas partes. As palavras do Rebbe são sagradas para nós. Eretz Israel é nossa e não entregaremos nem uma minúscula parcela de território. Está proibido ser cúmplize num Governo que negocie qualquer concessão territorial. Estou orgulhoso de que o Rabbi Dov Wolpe tenha confiado em mim, e fazerei-no o melhor que possa para que o Rebbe bendiga a minha actuação na Knesset.

Qual é a sua opinião do Partido Fogar Judeu (PNR)?

São um cônclave de gente que trataram de enganar aos seus votantes e potenciais representados. A verdade ficou ao descoberto, e trataram de arrinconar a todos os que não estavam ligados ao velho Mafdal, sendo inclusso desleais com dúzias de milheiros de votantes através da Internet cujos desejos foram desatendidos. Estavam chamados a ter certa influência, mas ao final Orlev levou a água ao seu rego e segue levando-a. O meu amigo Uri Ariel agiu com valentia renunciando a ir nas suas listas, e tem sido um cavaleiro ao ceder a Katzaleh a cabeza da nossa candidatura. Tem demonstrado ser uma pessoa de princípios sólidos e excelente rendimento.

9 Tevet 5769 / 5 Janeiro 2009

GAZA, MANUAL DE USO PARA PROGRES


A operação por terra em Gaza dispara o coro de “progressistas” chamando a negociar e fazer concessões a Hamas. O extrano fenómeno dos progressistas reclamando legitimação, concessões e tratados de paz com os mais odiosos, repressivos e reaccionários regimes não é nada novo. No verão de 1939, o daquela “campião” do campo progressista –a URSS- asinou um tratado de paz com a Alemanha Nacional Socialista. Mentres alguns progres não estavam demassiado contentos com este pacto, a maioria exaltava as virtudes da “coexistência pacífica”. Naqueles dias, essa actitude era conhecida pelos bem pensantes como “a correcta posição dos marxista-leninistas”. Hoje em dia, provavelmente, qualificaria-se como o “politicamente correcto” ou “progressista”.


O discurso progressista dos nossos dias semelha ter-se fusionado numa vissão politicamente correcta e única no que respecta a Hamas. Nomeadamente, que é necessário chegar à paz, negociar e apoiar a sorte desta organização genocida e reaccionária. Ao igual que a opinião progre em 1939 respeito o pacto Molotov-Von Ribbentrop, a posição actual basea-se na ignorância deliberada dos factos e na bancarrota moral. Mas a diferência do que se passava em 1939, a opinião politicamente correcta já não vem forçada por um aparelho repressivo internacional que toma repressálias contra os “desviacionistas” com um pica-gelos, no caso de que tenham uma opinião “equivocada”. O pulo do conformismo intelectual é tão potente que inclusso pessoas teoricamente decentes vem-se atrapadas pela tendência de moda de legitimar a um grupo criminal que predica o ódio razial, e que ao mesmo tempo saboteia qualquer opção de paz para o Meio Leste.


O caso mais extremo poderia ser o que representa a franquícia norteamericana do MERETZ. Extremo não porque as suas afirmações sejam extremas, senão porque o Meretz diz ser uma organização sionista. Consideremos o seu posicionamento sobre a crise de Gaza, que inclui esta joia: “Nem o Governo de Israel nem Hamas estám a salvo da crítica”. Literalmente a afirmação é certa. Ninguém está exento de crítica. Inclusso a Mãe Teresa, provavelmente, matou algumas moscas inecessariamente e teve alguns pensamentos pouco sagrados. Mas igualar a Israel com Hamas, e atenuar a natureza de Hamas é um atentado contra a decência, a linguagem e a lógica. Hamas é uma organização que insiste na autenticidade do libelo dos “Protocolos dos Sábios de Sião”. Hamas proclama que todos os judeus devem ser assassinados antes do Dia do Juízo, que os sionistas e os francmasões são culpáveis de todas as catástrofes, como a Revolução Francesa, e que o único caminho transitável é o da Yihad. A única diferência entre Hamas e a Alemanha de 1939 é que Hamas carece de Panzers ou Luftwaffe…de momento.


Meretz faz uma segunda petição que exige, entre outras coisas, negociações directas com Hamas. Literalmente:


“A Executiva de Meretz condeia o assassinato de palestinianos inocentes. Inclusso uma acção para deter o terrorismo contra as comunidades israelis que circundam Gaza não justifica golpear aos inocentes”.




Desgraçadamnte, ainda não se tem achado uma forma de librar uma guerra onde não morram algumas pessoas inocentes. Ainda é mais dificil em Gaza, dado que os terroristas de Hamas se agacham em hospitais e mesquitas, e Hamas tem declarado o seu entusiasmo por utilizar escudos humanos. Poderia ter sido eliminado o Nazismo sem que se produzissem baixas civis? É muito irônico, para além disso, escuitar aos progressistas deleznando a morte de gente inocente. Depois de tudo, quem aplicou concienzudamente aquilo de que o fim justifica os meios e que “são necessários muitos sacrifícios para o trunfo da Revolução”?


O exército de apologetas de Hamas manifesta-se com distintos matizes, ao igual que se passava com o exército de apologetas da URSS. Tom Carew de Safra VeSaifa explica algumas das linhas de pensamento que subjazem nas protestas dalguns groupies e companheiros de viagem de Hamas. “O diálogo sempre é possível”. O povo ocupado está “oprimido” e, portanto, legitimado para fazer o que queira. Pela sua banda, Hamas não escatima esforços para manifestar o que todo o mudno sabe, que eles nunca assinarão a paz com Israel baxio nenhuma circunstância. Estám, isso sim, dispostos a pactar uma trégua de dez anos se Israel se retira às fronteiras de 1948 E permite que vários milhões de “refugiados” palestinianos regressem a Israel.


Eric Lee, antigo membro do Kibbutz Ein-Dor, afiliado ao Partido Meretz, e actualmente activista do sindicato laborista britânico (um “activista” da variedade dos que não arrojam bombas) é um genuíno progressista. Pouca gente, e certamente não os socialistas de salão estilo britânico, têm umas melhores credenciais de autêntico progressista. Velaqui o que escreveu sobre a operação israeli em Gaza:


“Esta batalha é o último escalão de uma guerra cujo trasfundo é se se pode consentir a existência de um ESTADO JUDEU na terra de Israel. Neste ponto, tanto os dirigentes de Hamas como os israelis estám dacordo.

É esta batalha a final desta guerra? O conflito de décadas entre Israel enos seus vizinhos árabes está chegando ao seu fim. E Israel tem ganhado.

A primeira e principal conseqüência das vitórias militares israelis foi o acordo de paz com Egipto. Era o exército egípcio, mais que qualquer outra coisa, o que supunha uma ameaçaexistencial para Israel. Uma vez fóra do mapa, uma vitoria árabe numa guerra prolongada já não era possivel.


Isto foi seguido, uma década depois, pela decisão da OLP de abraçar a solução dos dois Estados, que levou directamente aos Acordos de Oslo. Israel acha-se agora na extraordinária situação de ter ao seu antigo inimigo, Fatah, como aliado estratégico.


É neste contexto que a debilidade de Hamas e o seu isolamento devem ser entendidos. São débeis porque constituim o último reducto do que no seu dia foi um temível inimigo –um inimigo que podia despregar divisões em várias frontes, e cujos tanques e aviões ameaçavam com alcançar Tel Aviv.


A derrota de Hamas e a reinserção do controlo sobre Gaza pela Autoridade Palestiniana –possivelmente reforçada por uma força pacificadora pan-árabe, que incluiria tropas egípcias- é o mais provável ressultado do combate actual.


Se isto for assim, as condições para retomar o processo de paz ao longo de 2009 estariam dadas. Com um Governo de Kadima-Laboristas no poder em Jerusalém e Obama na Casa Branca, e Fatah controlando ambas partes dos territórios palestinianos, estaríamos ante a melhor oportunidadedos últimos anos para um acordo final arredor da solução dos dois Estados
”.



O balanço para uma pessoa normal é que Hamas não está a favor do progresso, senão que é reaccionária. Não lutam para libertar a ninguém, senão para submeter ao povo palestiniano, e a ser possível também ao israeli, baixo uma radical tirania repressiva islamista. O balanço para aqueles que realmente estejam preocupados pela paz é que não existe caminho para a paz mentres Hamas dirija os destinos de Gaza, e que nunca haverá paz se –como Meretz e outros exigem- Israel ou outros países legitimam a Hamas mediante negociações directas.


Nenhuma pessoa normal nem um Governo responsável quere a guerra, mas a situação no Negev occidental tem derivado em algo absolutamente intolerável. A Hamas e os outros grupos terroristas tem-se-lhes dado todas as oportunidades para viver em paz ou encontrar um modus vivendi ao longo de três anos. Em vez disso, Hamas incrementou gradualmente a chuva de missis e o fogo de morteiros conseguindo que cada novo nível da sua escalada de terror rematasse convertendo-se em algo “tolerável”. E foram capazes de fazê-lo, em grande parte, graças ao coro dos progressistas, que insistiam em que existia a perspectiva duma solução negociada e que a resposta militar não tinha sentido. Ehud Barak, que é retratado comendo crianças e bebendo o sangue do povo palestiniano pelos caricaturistas ánti-semitas de Europa, arriscou a sua carreira política respaldando uma trégua com Hamas, ao igual que sacrificou a sua carreira política no ano 2000 procurando tenazmente um acordo de paz. O ressultado da trégua, que Hamas rompeu unilateralmente, foi que Hamas incrementou a sua capazidade balística para alcançar as grandes cidades israelis. Não satisfeitos com isso, Hamas insistiu em que só renovariam a trégua se Israel permitia que importassem armas sem supervisão de nenhum tipo. Com os missis caíndo a diário nas povoações israelis, alguns membros da Knesset propujeram enjuizar a Ehud Barak por traição. Poucos países teriam sido tão “sensíveis” às concessões humanitárias ou retrassado tanto uma resposta armada como fixo Israel.


Meretz e todo o mundo é plenamente conscente de que não é possível afrontar uma guerra sem baixas de civis inocentes. Portanto, quando exigem que nenhum civil ressulte ferido, o que de facto fazem é proibir a Israel que se defenda baixo nenhuma circunstância. Se esta operação militar tivesse acaecido um ano atrás, sem dúvida que teria suposto uma perda de vidas menor tanto para os palestinianos como para os israelis. Este é o preço da defesa que de Hamas têm feito os progressistas, ao igual que o preço de tratar de aplacr aos názis foi o horror da 2ª Guerra Mundial.


Se os progressistas querem achar alguém a quem botar as culpas pela matança de Gaza, só necessitam olhar-se no espelho.

AMI ISSEROFF

EL ENVITE


Dos manifestaciones coincidieron el sábado último en España. Una, en Bilbao, homenajeaba a Txeroki frente a la desproporcionada actuación de las fuerzas policiales hispano-francesas. Otra, en Madrid, homenajeaba a Hamas frente a la desproporcionada actuación de las fuerzas militares israelíes. Una idéntica certeza subyace a ambas: que cualquier forma de terror, no sólo es legítima, sino que además debe salir gratis; que defender la democracia es un crimen. Analizar en frío el envite de la partida abierta en Gaza, puede que no complazca a nadie. Hagámoslo. Israel devolvió Cisjordania y Gaza a la Autoridad Palestina en septiembre de 2005. Sin contrapartida. No fue fácil. Desde 1967, los asentamientos judíos en esas zonas ocupadas eran muy importantes; más que en lo material, en lo simbólico. El desalojo militar de los colonos fue, sin duda, la operación más amarga llevada jamás a cabo por el Tsahal, un ejército que, desde sus orígenes, fue forjado como estricto brazo armado del pueblo israelí. Si el Israel de Ariel Sharon asumió ese coste moral y político altísimo, fue en el marco de una hipótesis verosímil: la forja, junto a la OLP de Mahmud Abbas, de un tratado de paz que fijase las fronteras definitivas entre dos naciones, Israel y Palestina, que, más allá de rencores difícilmente curables, mantuvieran el sencillo equilibrio de los mutuos intereses materiales. Así fue entre Israel y Egipto tras el tratado de paz de septiembre de 1978. Aunque ello supusiera, tres años después, el asesinato de Anwar Al Sadat. El golpe de Estado de Hamas en Gaza, propiciado por Irán en junio de 2007, dio al traste con el proyecto. Tras una fulgurante matanza de milicianos del Fatah a manos islamistas (sin, por cierto, conmover en nada a los guapos chicos y chicas de la ceja), el Estado palestino quedó dividido en dos: en Cisjordania, la OLP prosiguió -aunque más en sordina- la hipótesis negociadora; en Gaza, Irán desplegó el proyecto de hacer de Hamas un segundo Hezbolah. La soberanía fronteriza egipcia fue violada por una tupida red de túneles clandestinos, a través de los cuales llegaban los suministros iraníes imprescindibles para bombardear el territorio israelí. Ocupar de nuevo Gaza va contra los intereses de Israel. Que son muy claros: restablecer en Palestina unas condiciones políticas que permitan retornar a la casilla de negociación que precede a la toma del poder por Hamas y al exterminio de la OLP en la franja. De la victoria o no en la zona pende, por supuesto, la seguridad de Israel. Penden, en idéntica medida, las de la Autoridad Palestina y Egipto. La primera, porque sólo la quiebra de los islamistas en su feudo posibilitará la toma del control de Mahmud Abbas sobre su territorio y la posibilidad de hacer de él una nación de pleno derecho. En cuanto a Egipto, el riesgo de contaminación islamista es demasiado alto para un país que ve crecer, día tras día, el peso de sus yihadistas «Hermanos Musulmanes». Y detrás está Irán. Y la certeza de que sólo la caída de la teocracia de los ayatolahs crearía las condiciones para unas fronteras estables en el Cercano Oriente.

DETEDE ESTA ATROZ MATANZA!


[Este post foi editado o 3 de Janeiro de 1944. Devido a problemas técnicos do servidor tem sofrido um ligeiro retrasso]

3 de Janeiro de 1944

A ira segue acumulando-se em todo o mundo pela perda sem sentido de vidas civis na Alemanha, devido ao insensível bombardeo de cidades alemãs, incluídas Berlin, Hamburgo e Dresde.

Muitas inocentes crianças e mulheres alemãs têm morto nestas absolutamente brutais operações de bombardeo. Ao qual cumpre acrescentar as iminentes ofensivas por terra ao longo de toda a Europa continental.

Os ingleses afirmam que se estám limitando a responder contra as bombas teledirigidas V-1 que os názis lançam indiscriminadamente contra a sua população civil em Londres, Manchester, Liverpool, Birmingham, Coventry e outras cidades. Os ingleses dizem que os seus inimigos estám juramentados na sua total destrucção e que, de facto, têm utilizado missis e bombas teledirigidas contra os civis britânicos sem nenhum miramento ante a perda de vidas humanas. Ainda mais, dá-se a circunstância de que as missões de repressália inglesas estám especificamente dirigidas a objectivos militares que o exército alemão tem colocado intencionadamente no coração de grandes cidades para evitar os contraataques ingleses.

Por suposto que Inglaterra tem direito a existir. Por suposto que Inglaterra tem direito a defender-se. Mas debe assegurar-se de que as suas respostas são PROPORCIONADAS.

Dado que estám morrendo muitos mais alemães que ingleses, Inglaterra deveria reduzir a capazidade e precisão dos seus bombardeos –ou permitir que os alemães os igualem na contabilização de mortos.

Sendo honestos, se estivessem morrendo mais crianças e mulheres inglesas, não nos pareceria demassiado mal o elevado número de baixas alemãs. Mas é tão INJUSTO que estejam morrendo mais alemães…

Quiçá alguns cidadãos britânicos poderiam chegar a um acordo para matar-se entre eles e, assim, nivelar o número de alemães que morrem devido aos bombardeos ingleses de repressália. Seria algo tão considerado…E ajudaria a que os críticos com Inglaterra não se sentissem tão mal pelo alto número de názis que morrem. Algo que lhes provoca muita preocupação.

Para além disso, seria um justo pago ao argumento da proporcionalidade.

Como alternativa, talvez, os ingleses poderiam acordar ser menos efectivos nos seus bombardeos. Ou atacar só objectivos militares que estejam absolutamente afastados de núcleos civis –inclusso a pesar de que a totalidade dos missis V-1 estám sendo intencionadamente lançados pelos alemães no coração de grandes centros de população civil.

Neste ponto os ingleses seguro que argumentarão que os alemães têm posicionado INTENCIONADAMENTE todas as suas lançadeiras de missis V-1 no meio das povoações civis para que eles se inibam de bombardear essas lançadeiras. Sentimo-lo muito, mas se os alemães são mais inteligentes e habilidosos utilizando aos seus civis como escudos humanos, pois…má sorte!

Não se pode ter tudo! Se realmente queredes que a vossa nação não seja aniquilada pelos missis názis, melhor será que deixedes de intentar ganhar este concurso de popularidade. Os alemães estám nesta guerra para ganhar e destruir totalmente Inglaterra. Se toda a vossa preocupação é a popularidade, já sabedes o que vos cumpre fazer.

Chegado é o momento de que as pequenas nações empenhadas tozudamente em defender-se atendam as suas responsabilidades.

Este mesmo tipo de queixas poderiam, se não, repetir-se nalgum momento do futuro século XXI quando alguma insignificante nação se encontrar baixo um ataque permanente de missis à sua população civil por um inimigo que só pretenda destrui-la.

APÊNDICES

“A natureza é cruel; portanto estamos chamados a ser crueis. Se estou disposto a enviar a flor da juventude alemã baixo a chuva de aceiro da iminente guerra sem sentir o mais ligeiro arrepentimento pelo sangue que se derramará, como não vou entender que tenho o direito de eliminar por milhões aos membros duma raça inferior que se multiplica como os vermes?” –Adolf Hitler –arredor de 1938.

“Combaterei até que a última traça da hegemonia judeu-comunista europeia tenha sido aniquilada” –Adolf Hitler -28 Novembro de 1941, a Mohammad Amin al-Husayni (O Grande Mufti).

“Não descansaremos até destruir à entidade sionista” –Fathi Hammad, líder de Hamas em Gaza- 2 Janeiro de 2009.

“O Día do Juízo não chegará até que os muçulmãos combatam aos judeus (matem aos judeus), até que o judeu se esconda tras as árvores e as pedras. As árvores e as pedras dizerão: Oh Muçulmãos, oh Abdula, há um judeu escondido detrás minha, vem e mata-o” –Artigo 7 da Carta de Hamas.


MARTIN LEWIS

11 Tevet 5769 / 7 Janeiro 2009-01-07

[Publicado em The Huffington Post]

O ALTO O FOGO VAI TOMANDO FORMA


Egipto, Jordânia e Alemanha (sic!) trabalham na procura dum plano de alto o fogo para Gaza. Os pistoleiros de Fatah poderiam tmar o controlo dos passos fronteirizos de Gaza com Israel. Novamente serão despregados bservadores internacionais no passo de Rafah com Egipto (os mesmos bravos observadores que sairam por patas quando Hamas tomou o poder em 2007). Egipto comprometerá-se a deter o subministro de armamento através dos túneis –coisa que não fazerá devido ao escasso número de tropas que têm autorizado estacionar no Sinai tras os acordos de Camp David, e também porque não têm vontade.

Os observadores internacionais rastrearão Gaza para comprovar se Hamas acumula stocks de armamento. Observadores parecidos no Líbano certificaram a sua absoluta inutilidade a tal efecto.

O plano de alto o fogo presupõe que as partes permanecerão nas suas posições, o qual implica que Israel ocuparia o norte de Gaza. É improvável que Hamas esteja dacordo com isso, e Fatah é demassiado débil para fazer-se com o poder. França e Alemanha pressionam para que Egipto e Jordânia enviem tropas a Gaza a câmbio de nada. E tendo em conta que o terrorismo palestiniano contra Israel não é assunto seu…

A situação é impredizível. Hamas poderia aceitar o alto o fogo ou continuar a luta de guerrilhas contra as tropas israelis. Os egípcios poderiam chegar a aceitar o envio de tropas a Gaza, mas a Knesset rechaçaria uma modificação dos tratados de Camp David a tal fim. As tropas egípcias em Gaza poderiam agir em conivência com Hamas permitindo-lhes o avitualhamento de armas, ou bem extirpar o terrorismo duma vez por todas utilizando medidas pouco “humanitárias”. Tras o regresso de Fatah a Gaza, Hamas poderia resurgir lentamente como a Irmandade Muçulmã resurgiu em Egipto, ou bem cair no esquecimento. Embora as IDF e Fatah suprimam a presença de Hamas no West Bank, os membros de Hamas poderiam explotar a temporal debilidade de Fatah para resurgir.

O nosso pronóstico é que Hamas se reconstruirá, porque é a única organização palestiniana honesta e popular. Hamas também avançará no tecido árabe da sociedade israeli: as revoltas recentes demonstraram que os árabe-israelis, necessitados de referentes políticos com os que se identificar, são muito mais pro-Gaza que os seus colegas do West Bank, que ódiam ser identificados com os descontrolados e misseráveis habitantes de Gaza.

A iminente vitória de Hamas é boa para Israel, na medida em que deixa em suspenso o “processo de paz”.

OBADIAH SHOHER

11 Tevet 5769 / 7 Janeiro 2009

O REI DAVID EM GAZA


O Rabino Dr. Michael Ben-Ari, número quatro da lista à Knesset da União Nacional/Eretz Israel Shelanu, opina que os líderes israelis deveriam seguir o conselho do Rei David recolhido no Salmo 18, no que respeita a Gaza: “Perseguirei aos meus inimigos, alcançá-los-ei e não regressarei até aniquilá-los”.

“Este deveria ser a consigna de cada alto mando das IDF”, sinalou. “O inimigo debe saber que ali onde levante a mão contra Israel, receberá uma lição, sendo aniquilado ele e os que o ajudam e apoiam, e só assim extirparemos as suas ganhas de arrojar missis contra nós”.

Porém, não acredita que o actual Governo tenha intenção de fazer isto.

Ben Ari apoia às tropas que combatem em Gaza, mas diz que a operação é “como dar aspirinas a um pacente que está numa situação extrema”.

“É um sedante mas não ataca à raíz do problema”, apontou durante o passado venres. “Todo o mundo sabe que isto é assim, e esse é o motivo de que tivessem tantas dúvidas à hora de emprender esta operação. Este é o motivo pelo que acredito que antes ou depois devemos regressar a Gaza e Gush Katif”, acrescentou.

“O conflito decidirá-se a nível político”, predixo Ben Ari. “Ao final, as súplicas árabes para que se estabeleça um alto o fogo serão atendidas antes de que dobreguemos para sempre a animosidade belicista do inimigo, como sucedeu na nossa humilhante derrota na Segunda Guerra do Líbano e na Ressolução 1701”.

“Provavelmente se chegará a um acordo baseado nalguma espécie de alto o fogo, mas o inimigo não verá aplacada a sua capazidade de rearme. A sua existência gira arredor da sua capazidade de golpear-nos”, dixo. “A sua motivação é que chegue o dia em que nos ponham em fuga e regressar a Ramle e Lod”.

“O operativo está começando a desvelar ante a gente que a afirmaçåo eles ou nós [que no seu dia foi utilizada pelo antigo membro da Knesset, o Rabino Meir Kahane] não era um slogam eleitoral senão uma realidade existencial”.

A solução ao problema de Gaza, sinalou Ben Ari, deveria ser internacional. “A comunidade internacional debe encontrar um área espaciosa para a comunidade árabe de Gaza nalgum sítio onde podam viver e onde tenham algo que perder”, explicou. Tal e como estám as coisas, o inimigo em Gaza “sonha com as bonitas casas de Ashkelon e Ashdod, dado que eles vivem nas inhabitáveis e atestadas ruas de Gaza”.

Devemos comprender que “umas quantas bombas, as conversas diplomáticas e as tréguas só empiorarão o problema, sem o resolver”, concluiu.

Ben Ari amosou também uma grande preocupação pelo “inimigo interno” –os árabes com cidadania israeli. “O inimigo está acordando e fortalezendo-se, e o perigo não fazerá mais que aumentar agás que demonstremos um liderádego que não tenha medo da Corte Suprema, das Nações Unidas e dos trastornados esquerdistas, um liderádego só comprometido com a supervivência do povo judeu”.

“Quando o inimigo exibe cartazes pedindo “Morte aos judeus!” em Sakhnim, a catástrofe está mais próxima”, advertiu. “Lembra-me aos judeus que ignoravam todos os signos que anunciaram o Holocausto”.

Ben Ari também maldizeu “àqueles que ridiculizam à juventude das colinas e dos assentamentos” [numa clara referência aos recentes comentários do líder de Fogar Judeu, Zevulun Orlev]. “A gente que fala assim incita inconscentemente ao inimigo a atacar esses assentamentos, e Hadera, Kfar Saba e as Torres Azrieli serão os seguintes objectivos dos missis Grad”, advertiu.

CELA


Ollade bem essa cara.


Sabido é que, a diferência dos malvados, os nécios não descansam jamais. A sua própria natureza converte-os em inasequíveis ao desalento. Por isso quando têm ao seu dispôr ora uma rotativa (como o felão José Luis Barreiro ou Miguel Asno Murado –que é de Lugo-) ora um sítio web, é para botar-se a tremer.


Vem isto a conto do especímen do que vou falar hoje.

Chama-se Rubén Cela e forma parte do Comitê Central do partido estalinista ántisemita UPG, motor e timão do Bloque Nacionalista Galego. O interfecto -um híbrido do deputado Paco Jorquera e Laurenti Beria- ocupa silhão como Director Xeral de Xuventude e Solidariedade, posto dependente da Vicepresidência da Xunta de Galicia, onde fazem e (mais bem) desfazem as hostes do BNG.


Semelhantemente ao mencionado Jorquera, e outros mediocres instalados desde a pubertade no Bloque, o rapazolo bem que foi medrando! Estou-me a lembrar dos meus anos em Compostela, onde um saturnino da UPG que respondia ao nome de Néstor Rego, amamantado como todos estes ninhatos aos peitos de Paco Rodríguez, era reconhecido nos corrilhos dos sucedâneos da herriko taberna -A Casa das Crechas, O Taraska, e por aí- como um rapaz que “chegará longe”; e chegou, em efecto, a concelheiro de cultura -que é o mais, doutra banda, a que soe (e aspira) chegar este tipo de saturninos. Suponho que Cela também terá, como o acima mencionado, em sítio destacado da sua vitrina uma foto adicada de quando tinha 14 anos, luzindo corte de pelo regramentário a um dedo “estilo Paco Rodríguez”, com Bautista ou algum outro coronel passando-lhe a mão pelo lombo, ao lado da manoseada edição de “Os Protocolos dos Sabios de Sião”.


Numa entrevista que lhe figeram no jornal pro-palestiniano “La Voz de Galicia”, Cela, filho de fruteiros, relatava que “ía co carretillo co saco de patacas e daba a volta para que non me vira a moza que me gustaba”. Vaia. Não podemos dizer que as suas vaiam ser confundidas com as Memórias de Winston Churchill, precisamente.


Ressumo-vos a sua biografia:em 39 palavras (os anos que tem): como Murado, Cela nasceu em Lugo, apoltronou-se à fronte de Galiza Nova e, tras quase dez anos intentando-o, vem de licenciar-se em Económicas –dizem as línguas viperinas que graças ao posto que ocupa. Nem dou nem quito razão.


Contava-nos María Seoane, presidenta de Novas Xeracións, que na sua poltrona na coisa que leva tem passado dois anos e meio comendo churrascos e polbo (viva o polbo plastilino!) nas festas gastronómicas que organiza Vicepresidencia e participando em jogos de rol. O dos jogos de rol não sei de que vai nem se será brincadeira; ora bem, o das festas gastronómicas é uma acusação que não pode negar o senhor Cela (se não vede a foto). Contudo, cumpre lhe reconhecer que também tem no seu haver a posta em marcha dos célebres “centros de información afectivo-sexual” (sic) dirigidos, seica, aos jóvenes.


Ah, tudo isto era para comentar-vos que este mediocre, que cobra um suculento soldo milhonário a conta de todos nós, sacou há uns dias uns parágrafos mal engarçados sob o título de “Hawai-Gaza”, onde larga que Gaza é o actual Gheto de Varsóvia de Israel, e fala do Estado judeu em termos de apartheid, torturas, e toda a retaíla que despregam por igual estes neonázis de meio pelo. Se tedes estómago, podedes acceder ao texto do nosso Director Xeral aquí:

http://www.gznacion.com/web/diccionario.php?ide=407


Velaí vos deixo o seu detrítus, o Alka Setzer que o ponha Rubén.



SOPHIA L. FREIRE

9 Tevet 5769 / 5 Dezembro 2009

NOSSOS LEAIS CIDADÃOS ÁRABES


Os árabes lançaram três cócteis molotov no parking do hospital Hadassah Ein Kerem. Assim dam continuidade ao histórico patrão de ataques árabes à Hadassah, que inclui muitos incidentes infames. Em 1929, os árabes massacraram na Hadassah de Hebron aos doutores judeus e as monjas que os atendiam gratuitamente. Durante a Guerra de Independência, os árabes massacraram ao pessoal em caminho face Jerusalém. Este e outros muitos incidentes não têm suposto que a Hadassah deixar de atender aos árabes –a conta do peto dos judeus.

As revoltas palestinianas, tras o serviço do venres no Monte do Templo, continuaram toda a noite. O Governo proibie aos judeus orar no Monte do Templo para evitar que os árabes se enfadem, mas não proibiram este venres os serviços dos muçulmãos, a pesar da algarada que obviamente pensavam organizar.

Dúzias de milheiros de árabes congregaram-se na manifestação ánti-israeli na cidade israeli de Sakhnin. Os oradores muçulmãos e os membros árabes da Knesset incitaram à massa contra os judeus.

Alguns judeus acreditam que podem comprar a lealdade árabe com subsídios e projectos municipais.


OBADIAH SHOHER



As tentativas mundiais no processo de paz só podem ser comprendidas no contexto histórico. Por sim próprias seriam ininteligíveis. Por que a comunidade internacional está tão empenhada na consecução dos direitos nacionais de uma não-nação de três milhões de pessoas? A Occidente importa-lhe um caralho a luta pela indepêndencia de centos de movimentos de libertação nacional que andam pelo mundo adiante, inclusso quando se refere a nações incontestáveis tanto histórica, lingüística ou razialmente. Nem lhe importa demassiado a Occidente que um país ocupe o território de outro: o paradigma da democracia anexiounou-se no seu dia a terça parte de México; Rússia, Polônia, Checoeslováquia e França anexionaram-se territórios alemães. A ninguém lhe importa demassiado a supressão das minorias –especialmente quando são hostis: não é preciso recorrer ao conhecido exemplo de Rússia e os chechenos, quando a própria França apenas há uns poucos anos que legalizou os nomes em bretão. Inclusso é dificil apreçar o interesse de Occieente pela liberdade religiosa em lugares como Arábia Saudi.

Será, talvez, porque a Israel só se lhe exigem concessões supérfluas? Pelo contrário, o plano da Folha de Ruta demanda a Israel a cessão do Monte do Templo, Jerusalém e Judea. Se existem sobre a faz da Terra territórios judeus, sem dúvida são esses. Seria como se Rússia houvesse de abandoar o Kremlin ou os EEUU a Casa Branca. Será, quiçá, porque algumas dorosas concessões são normais historicamente? Não para os vencedores. Não existe um só exemplo na história mundial em que um país seja atacado, ganhe a guerra, conquiste territórios do seu inimigo, e depois os devolva como “acto de boa vontade”. Israel tem sido atacada meia dúzia de vezes ao longo de seis décadas; apoderar-se do território inimigo é uma retribuição historicamente normal.

Existe algum benefício para Israel aceitando as concessões, por pequenas que sejam? Não, são concessões claramente suicidas. Nenhum Estado pode subsistir com uma distância entre as suas fronteiras de tão só 8 milhas, asediado por trescentos milhões de inimigos.

A actitude internacional face Israel clarifica-se em quanto observamos as “exigências” auxiliares. Israel debe combater com “bons modos”, enviar aos seus rapazes ao combate urbano, e uma vez ali quase pedir por adiantado a afiliação dos terroristas antes de disparar. Israel tem que ser progressista –quer dizer, abandoar o judaísmo, que exige uma moral estrita. Israel tem que estar aberta à influência exterior, e portanto tão só renunciar ao estilo de vida judeu. Israel tem que ser democrática: falando claro, permitir que os votantes árabes subvertam o Estado judeu. Israel tem que ser tolerante com as minorias e aceitar aos árabes como um terço da sua população. Que ficará do Estado judeu quando se implementem todos esses ultimátums?

Ainda mais. Os EEUU, o nosso mais próximo aliado, proibe que ataquemos Iran –que já terá armamento nuclear o ano próximo. A Administração USA está, portanto, conforme com um Iran nuclearizado que pretende pôr a Israel fóra do mapa. Este não é um sucesso isolado: os EEUU condearam a Israel por bombardear o reactor nuclear iraqui. Em 1967, a actitude era apocalíptica; os judeus cavaram dúzias de milheiros de tumbas e estavam preparados para a aniquilação total, mas os EEUU nos advertiram contra o ataque preventivo; igual sucedeu em 1973. Dois anos depois do Holocausto, os EEUU e a Grande Bretanha não deram os seus votos na ONU para estabelecer um Estado judeu. Quando o Estado se estabeleceu de todas as maneiras, procederam ao embargo na venda de armas.

As enquisas sinalam que existe um ánti-semitismo moderado nos EEUU arredor de 1937, aproximativamente um 15%. Nos termos das enquisas actuais, tratava-se de autênticos ánti-semitas, e se nos remitimos a gente que despreça-se aos judeus multipliquemos a cifra por dois. Não é surprendente, pois, qe as enquisas sinalaram um elevado auge do ánti-semitismo em 1939-1941, quando os jornais reflectiam a repressão ánti-semita em Alemanha e Áustria. Os norteamericãos de a pé consideravam que o ánti-semitismo era uma matéria submetível a discussão e socialmente aceitável. Durante a guerra, as enquisas situaram rapidamente aos judeus como o grupo que provocava uma maior aversão nos EEUU, muito por cima dos cidadãos de orige alemã ou japonesa.

Em 1944, os alemãos figeram uma oferta para libertar arredor de um milhão de judeus; os Aliados rechaçaram negociar. Quando as organizações judeas começaram a recaudar fundos para pagar o rescate, os Aliados informaram que as suas fronteiras permaneceriam fechadas. Os judeus foram enviados a Auschwitz.

Durante o Holocausto, os EEUU, Grande Bretanha e Rússia emitiam programação diária na rádio dentro dos territórios ocupados. Milhões de pessoas escuitavam cada palabra. Nem uma só vez advertiram aos judeus para que fogissem, nem lhes informaram das massacres. Stalin conhecia os planos de extermínio desde o primeiro dia, Roosevelt e Churchilll pelo menos desde Janeiro de 1942 –e provavelmente antes. Os seus serviços de inteligência interceptavam as transmissões alemãs de rádio com o número exacto de judeus assassinados, mas não avisavam aos judeus para que fogissem. Deste modo, quando os judeus subiam aos comboios que os conduziam a Auschwitz, este nome não lhes dizia nada.

Antes da guerra, quando os alemães e os austríacos reprimiram atrozmente aos judeus, a Grande Bretanha agiu tomando medidas muito semelhantes: ao igual que Alemanha e Áustria, Grande Bretanha proibiu aos judeus adquirir terras –no fogar nacional judeu, encomendado a Grande Bretanha pela Liga das Nações. O Livro Branco de 1939 renegava formalmente da Declaração Balfour e dos termos do Mandato, limitando a imigração judea a um contagotas –sujeito à aprovação árabe- e bloqueava o accesso dos judeus ao único lugar no mundo ao que podiam fogir.

O mundo livre reuniu-se na Conferência de Evian para encontrar um sítio aos refugiados judeus. Nessa época, a imigração aos EEUU funcionava por uma quota legalmente estabelecida, sem considerações de orde moral, a lei permitia 100.000 imigrantes mais por ano. Então, os EEUU e Grande Bretanha anunciaram que não admitiriam “refugiados”, um eufemismo para denominar aos indesejáveis judeus. A Grande Bretanha renegou da sua obriga de estabelecer um fogar nacional judeu em Palestina justo quando mais necessário era, e dificultou a imigração ao nosso próprio país: uma explicação hilarante foi que os árabes estavam desgostados com os judeus que chegavam –como se a Grande Bretanha lhe importar o mais mínimo a opinião dos camponeses palestinianos. Não havia sítio para os judeus em nenhuma parte do vasto Império britânico, também não. Outros países seguiram o exemplo. Os alemães captaram a mensagem: os seus adversários não queriam aos judeus em nenhum sítio.

O Holocausto foi uma besta com quatro cabeças: EEUU, Grande Bretanha e Rússia tiveram o seu papel.

O processo de paz é outro dos significados do Holocausto.


OBADIAH SHOHER

8 Tevet 5769 / 4 Janeiro 2009

SHABAT SHALOM


JOSUÉ 1:9


E sucedeu depois da morte de Moisés, servo do Senhor, que o Senhor falou a Josué, filho de Nun, servo de Moisés, dizendo:


Moisés, meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel.


Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu disse a Moisés.


Desde o deserto e do Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo.


Ninguém te poderá resistir, todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei nem te desampararei.


Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria.


Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares.


Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.


Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares.