NÃO SEI



É singelo desmascarar aos esquerdistas: simplesmente cumpre fazer ver que as suas políticas são sempre soluções circunstanciais, amiúde contraditórias entre sim. A isso acrescentade-lhe que as suas propostas descansam no terreno dos bons sentimentos, mas sem base histórica alguma. Os esquerdistas repúdiam os nossos valores –como qualquer valor que seja firme, dado que os princípios firmes contradizem-se com o seu agir haitual. E, como mínimo, o espectador começará a duvidar dos postulados da esquerda.


Mais dificil resulta com os haredim, especialmente com a secta ánti-sionista dos judeus seguidores de Satmar. Para além da sua questionável interpretação talmúdica do imprudente regresso à Terra Prometida utilizando a violência, os seus argumentos têm uma base bastante sólida. O Estado israeli realmente existente é abominável: socialista, militantemente ateu, oposto à tradição e valores judeus, promotor dum confuso argot sustitutivo do precioso hebreu bíblico, amável com os gentis, occidentalizado, e inseguro. Os judeus têm mais fázil levar uma vida guiando-se pelos patrões judeus baixo qualquer jurisdicção muçulmã. Historicamente, os judeus viveram de maneira amizosa com os muçulmãos: inclusso as sobre-taxas que aplicam aos dhimmies são menores que as que temos que pagar em Israel. Para além dalguns incidentes isolados, os judeus viveram seguros no mundo muçulmão até a chegada do sionismo: naturalmente, os árabes opugeram-se à ameaça que os judeus supunham para a sua soberania. A lei da Sharia, imitando à da Torá, é muito mais justa do que as retorzidas leis occidentalizantes de Israel. Tem muitos inconvintes...mas são maiores em Israel: os religiosos judeus observantes têm proibido orar no Monte do Templo, têm dificuldades para acceder aos nossos lugares sagrados em Siquém e Bethlehem, e quase estám mal vistos oficialmente. O pior de tudo é que o futuro de Israel é sombrio: cercada por um ocêano de muçulmãos e traicionada pelos cristãos, uma Israel de 14 milhas de ancho saturada de população árabe hostil não conforma um Estado viável. Acrescentemos a isso a proliferação nuclear em Pakistão, Corea do Norte e Iran, o potencial em mísseis e armas químicas que atesoura Síria, o modernizado exército egípcio, e o crescente terrorismo, para assim rematar de desenhar um muito desalentador panorama. Os judeus estám mais seguros em Iran que em Israel, sofrem menos restricções religiosas (nenhuma, actualmente), e pagam menos impostos que em Israel.


Durante os últimos 2.500 anos, os judeus viveram como uma autonomia administrativa. No mundo antigo, isso era denominado “protectorado”, mas em essência é o mesmo: uma comunidade com auto-governo controlada por um poder externo competente em assuntos militares e de relações internacionais. Postos a fiar fino, a protecção oferecida pelos Romanos era mais solvente que a dos EEUU. Israel padecia invasões permanentes dos inimigos, inclusso na época dos exércitos a pé e dos micro-Estados que a circundavam. Na nossa era de unidade militar dos países árabes contra Israel, as opções dos judeus de manter a sua soberania são aínda menores.


Os judeus jamais chegaram a possuir na sua totalidade o território de Eretz Israel, e os religiosos judeus nunca controlaram o Estado. Inclusso nos tempos da monarquia, a idolatria estava muito extendida, agás nos breves períodos em que estivemos regidos por Reis honrados. Os gregos tiveram cidades em Eretz Israel desde tempos imemoriáveis, e practicavam a idolatria ali. As tropas romanas na nossa terra também oravam em templos paganos. Os muçulmãos são monoteístas e, portanto, muito melhores que os romanos; inclusso é questionável se as mesquitas devem ter a consideração de lugares de “culto estrangeiro” merecedoras de serem purgadas de Eretz Israel.


O autêntico Templo, onde D’us reside na Terra, já não existe. O Segundo Templo que o reempraçou era um lugar de oração como qualquer outro, na medida em que carecia da imensa santidade que outorgava a Arca Sagrada. É inimaginável que D’us se revelasse aos corruptos sumos sacerdotes do Templo de Herodes.


O pensamento judeu floreceu no Exílio. A criatividade nacional sempre recebe um estímulo em circunstâncias adversas; a Era Dourada da literatura russa coincidiu, não em váu, com a opressão zarista. O Exílio fixo que os judeus desenvolvessem notavelmente a sua inteligência; a agudeza mental foi uma característica positiva nessa evolução, de pura e dura supervivência. Tudo isso cambiou com Israel, quando os judeus já não tiveram necessidade de competir com os duros antagonistas gentis.


Os judeus trataram de reconstruir o Templo e o Estado em várias ocasiões durante a época do Exílio, sempre sem éxito. O intento actual é diferente: Israel já tem exprimido totalmente a Diáspora, as judarias europeias e do meio leste, assim como a dos EEUU, não perdurarão demassiado ante a brutal acometida da assimilação. Assim que, se este último intento é falhido, presenciaremos uma emigração massiva de israelis no melhor dos casos e um progressivo contingente de refugiados no pior. Os haredim, que vivem em Jerusalém ou perto de ela, não quererão serem branco dum ataque nuclear contra Israel.


Assim que os haredim ánti-sionistas têm razão em vários aspectos, embora poidam ser criticados em muitas coisas. Em termos religiosos, viver em Eretz Israel e estabelecer ali uma jurisdicção genuinamente judea são obrigas inquestionáveis; mas nós nunca temos possuído a totalidade do território em toda a nossa história, e a nossa jurisdicção raramente tem-se guiado por postulados estritamente judeus. Em termos políticos, os judeus necessitam um refúgio seguro; mas Israel hoje em dia é um lugar mais perigoso que sítios historicamente malditos como Berlin ou Varsóvia. Em termos nacionais, os judeus secularizados assimilam-se velozmente na Diáspora; inclusso se assimilam na própria Israel, através dos centos de milheiros de falsos judeus importados e dos contingentes de orige eslava. Em termos nacionalistas, estamos profundamente enfermos ao ter que viver baixo os ditados de mandatários internacionais; os políticos e burócratas israelis são amiúde piores que os gentis. Assim que não acho fazilmente uma maneira de poder contrarrestar a posição dos partidários de Satmar.


A minha única resposta certa contra eles é que um judeu debe ser leal à sua nação, para bem ou para mal.


Isso, sem embargo, é refutado por aquilo de: “Não sigas à multidão pelo caminho do Mal”.



OBADIAH SHOHER



10 Shevat 5769 / 4 Fevereiro 2009


O Holocausto tem criado uma paisagem na memória colectiva: cercados de alambre, câmaras de gas, fornos crematórios.


Menos conhecido é o Holocausto das Balas, no qual arredor de 2 milhões de judeus foram fussilazos, em aldeias e vilas ao longo de toda Ucrânia, Bielorússia e Rússia. A sua vinculação com a Solução Final názi apenas tem sido estudada, en os seus corpos seguem sem identificar em fossas comuns inaccesíveis.


“Shoah,” o trabalho do cineasta francês Claude Lanzmann, permanece como o documento visual do Holocausto no século XX. Agora outro francês, um sacerdote católico chamado Patrick Desbois, está a encher o grande oco que faltava por cobrir.


Desbois assegura ter entrevistado a mais de 800 testemunhas oculares, e rastreado centos de sepulturas colectivas diseminadas pelas vastas camipnhas da antiga União Soviética. O resultado é um livro, “O Holocausto das Balas”, e uma exibição a partir do 15 de Maio no Museu neoyorkino do Patrimônio Judeu.


Levado a Ucrânia por um golpe do destino, Desbois tem investido sete anos tratando de documentar a verdade, honrar aos mortos, aliviar às testemunhas no seu pesar e sentimento de culpabilidade, en ajudar a que se evitem futuros actos genocidas.


Um milhão e meio dos 2’4 milhões dos judeus que viviam na Ucrânia soviñetica foram executados, condeados a morrer de fome ou de enfermidades durante a guerra. Outros de 550.000 a 650.000 judeus soviéticos foram assassinados em Bielorrússia, e mais de 140.000 em Rússia, dacordo com o Museu Memorial do Holocausto dos EEUU. A imensa maioria das vítimas foram mulheres, crianças e ancianos.


Iniciada tras a invasão alemã da União Soviética em Junho de 1941, a carneçaria a balaços foi a fase inicial do que derivaria na Solução Final názi, com as suas fábricas da morte operando em Auschwitz e outros lager, situados na Polônia ocupada.


Desbois adica as 233 páginas do seu livro, publicado por Palgrave McMillan, ao seu trabalho de campo em Ucrânia, onde afirma ter descoberto mais de 800 fossas de extermínio em massa (2/3 das quais eram desconhecidas até a data).


Desde que escreveu o livro, tem extendido a sua procura de fossas comuns a Bielorrússia e tem previsto visitar zonas de Rússia que estiveram sob a ocupação alemã.


Muitas vezes entre lágrimas, homens e mulheres ancianas das paupérrimas cidades ucranianas relatam a Desbois como as mulheres, as crianças e os mais velhos eram trasladados aos arredores das vilas para serem fussilados, queimados até morrer ou enterrados vivos pelas tropas alemãs, os aliados rumanos, esquadrões de colaboracionistas ucranianos e voluntários locais de étnia alemã.


Inclusso essas matanças eram metódicas, relata Desbois. Primeiro, os alemães chegavam às vilas e planificavam como trasladariam às vítimas até os lugares de extermínio, onde os executariam e que fazeriam depois com os seus corpos.


“Faziam-no dum modo tão sistemático como qualquer outra coisa”, dixo John Paul Himka, um experto no Holocausto em Ucrânia da Universidade de Alberta (Canadá), que não tem conexão com o trabalho de Desbois. “Podes lêr como debatiam a melhor forma de levá-lo a cabo, a melhor maneira de disparar…era algo absolutamente sistematizado, aquí não havia accidentes nem se deixava nada à improvisação”.


As entrevistas de Desbois e o rastreo de fossas atravês de milheiros de páginas nos arquivos soviéticos, aumentam a sua credibilidade, diz Paul Shapiro, do Museu Memorial do Holocausto nos EEUU, que escreveu o prólogo do livro de Desbois.


O trabalho do Pai Desbois está tendo um enorme impacto nos esforços por preservar os lugares do Holocausto. No pasado mes de Dezembro, o Grupo Internacional de Trabalho sobre o Holocausto –integrado por 26 países- reclamou dos Governos europeus que assegurem a protecção dos lugares como as fossas colectivas que Desbois está sacando à luz, e que ajudarão a redactar as ressoluções do Grupo.


Entre os achádegos claves de Desbois está a utilização de forma habitual dos rapazes pequenos para ajudar a soterrar aos fussilados, tras arrancar-lhes os seus dentes de oiro, paraentregar-lhos aos soldados alemães. Corrobora-se também a evidência de que as execuções se realizavam a plena luz do dia e de modos muito variados –fussilando às vítimas, arrojando-os vivos dentro de fogueiras, emparedando-os por grupos em adegas subterrâneas que não poderiam ser abertas até transcorridos vários anos, etc.


A maioria das testemunhas de Desbois pertencem a ortodoxos cristãos, aos que se achega vestido de sacerdote, para tratar de consolar a sua pena e aliviar o seu sofrimento. Muitos nunca falaram antes das suas experiências.


Na vila de Ternivka, a umas 200 milhas ao sul de Kiev, onde 2.300 judeus foram assassinados, uma frágil anciana, que se identificou como Petrivna, comenta como os názis lhe impugeram, sendo uma rapariga, uma tarefa insuportável: tras ver como arrojavam a todos os seus vizinhos numa imensa zanja, muitos ainda vivos e convulsonando de agonia, ela tinha que saltar sobre eles e descalçá-los para que assim houvesse sítio para mais. “Não é fázil andar descalça sobre cadavres”, diz entre lágrimas.


Desbois, de 53 anos, relata que as histórias ainda lhe provocam pesadelos. O mais dificil é “suportar os horrores que as testemunhas me relatam, porque com freqüência são pessoas singelas, muito amáveis e que o contam absolutamente tudo”.


“Tens que ser capaz de escuitar, de aceitar, de suportar esse horror”, diz Desbois. “Eu não estou aquí para julgar culpas, só estou para averiguar o que se passou”.


A pequena equipa de Desbois inclui um tradutor, um investigador, um experto em cartografia, um especialista em balística e a equipa de vídeo e fotografia. Desbois tem raízes pessoais neste projecto iniciado em 2002, quando visitou por vez primeira Ucrânia para conhecer o sítio no que o seu avó estivera como prisoneiro francês da Segunda Guerra Mundial.

Quando chegou, os paisanos falaram-lhe dum regato de sangue que discorria desde o lugar em que os judeus foram executados, e duma mulher desquartizada amarrada a uma árvore, de cómo os názis arrojavam granadas dentro de casetas ateigadas de gente. Assim, quando tras aquilo lhe ofereceram visitar outras vilas, já não soubo dizer que não.


“O meu labor é achar todos e cada um dos ósos, estabelecer a verdade e a justiça para que o mundo conheça o que sucedeu, que saibam que os alemães não deixaram nem a mais remota aldeia de Ucrânia, Bielorrússia e Rússia sem assassinar aos judeus que nelas viviam”.


O Holocausto é um assunto polêmico aquí, porque muitos ucranianos colaboraram com os názis. Os grupos judeus estám agradecidos aos esforços de Desbois, e lamentam a falha de colaboração do Governo para este e outros trabalhos de investigação no Holocausto e outros programas educativos.


“Como cidadão ucraniano, e historiador ucraniano, entristece-me que não exista uma política de lembrança nacional”, diz Anatoly Podolsy, representante do Centro Ucraniano para Estudos do Holocausto. “Não somos responsáveis do passado, mas somos responsáveis de não esquecer”.


Desbois dirige uma associação francesa, Yahad-In Unum (palavras hebrea e latina que significam “juntos”), fundada por católicos e judeus para estreitar laços entre ambas comunidades. Ele considera que o facto de que um sacerdote católico fale com crentes ortodoxos sobre o assassinato dos seus vizinhos judeus, e um modo de fechar feridas.


“O meu livro quere ser uma forma de previr futuros actos de genocídio”.


MARIA DANILOVA e RANDY HERSCHAFT



Sítios de interesse:


The Holocaust by bullets


Yahad-In Unum





ENQUISA CONJUNTA DE GEOCARTOGRAPHY E GLOBES (03 de Fevereiro)



BALAD: 2

HADASH: 2

RA’AM TA’AL: 2

MERETZ: 8

LABOR: 17

KADIMA: 21

-------------------------------

GIL: 2


ISRAEL BEITEINU: 17

SHAS: 11

UTJ: 5

LIKUD: 25


JEWISH HOME: 2

ICHUD LEUMI: 6



YOOD, JIMI HENDRIX COM TZITZIT


O grupo de rock judeu YOOD tem editado o seu segundo álbum intitulado “Real People”. O trio israeli de hard rock tem uma marcada influência da Jimi Hendrix Experience e outros grupos de power rock dos ’60 e ’70. O seu primeiro álbum, “Passin’over” apareceu no 2007.


Yood (‘) a letra mais pequena do alfabeto hebreu, dá nome a este grupo integrado por:

Eliezer Lloyd: Guitarras, voz e harmonica.

Yaakov Lefcoe (Dr. Jake)- Baixo e voz.

Moshe "Russion Percussion" Yankovsky- Bateria, efectos de som e voz.


Numa entrevista com Ben Bresky, da Radio Nacional Israeli (INR), da que reproduzimos uns extractos, falam sobre o seu conceito de combinar as guitarras eléctricas com os temas jasídicos.


INR: Que é a música judea ou israeli para vós?

Yaakov: Penso que qualquer música que proceda da alma judea é música judea, embora existam determinadas formas musicais que se associem com a música judea. Contrariamente às artes visuais, a música judea perviveu no Exílio.


Moshe: Os judeus do Exílio, convivendo em distintos sítios, absorveram as vibrações e estilos desses lugares. Transformaram-nos e deram pé ao seu estilo. A música judea, procedente de Síria, Rússia ou Sul África, é global.


Eliezer: A nossa intenção através de YOOD é chegar a sítios onde não têm escuitado as ideias do Rebbe de Lubavitch [dirigente do Chabad]. Somos como uma espécie de emissários do Rebbe, e o conceito do pensamento jasídico é que a santidade pode achar-se em qualquer lugar, inclusso nos lugares mais impensáveis. Queremos que a gente berre em alto por Ha Kadosh Baruch Hu [o Todopoderoso], pela Torá e pelo Povo Judeu.


INR: Falade-nos da canção Wasting Away.


Yaakov: É um tributo a Gilad Shalit, o soldado israeli cautivo em Gaza.A arte tem que reflexar todo tipo de emoções e experiências internas.


INR: Como é isso de ser uma banda jasídica?


Moshe: Todos os membros da banda chagamos ao Chabad de diferentes maneiras. Muitas das nossas canções falam do Chabad. Eu, que vivim em New York durante sete anos e nunca entrara em Crown Heights [quartel geral do Chabad Lubavitch], nunca tivera relação até que cheguei a Israel. A forma em que vinhem parar a Israel é uma longa história, semelhante à fogida de Egipto.


INR: Porque tu naciste em Rússia…


Moshe: Sim, e quando tinha 9 anos tratamos de abandoar o país, mas não nos deixaram. Com a chegada de Gorbachov as coisas cambiaram e em 1988 marchei. Os meus pais queriam ir a Israel, mas o meu tio estava em New York. Em Rússia eu tocava em bandas de rock progressivo, tipo Yes, Genesis ou Gentle Giant. Mas quando cheguei a New York tudo mudou, e comezei tocar Willie Dixon e Jimi Hendrix. Mas a música era um hobby; não podia encontrar um trabalho no mundo da música. Depois marchei a Israel, porque todos os meus amigos de Rússia estavam ali. Estivem numa banda chamada Ein Sof, mas ainda não sabia nada do jasidismo. Depois marchei viver a Tzfat e ali conhecim o Chabad, e a música converteu-se no principal para mim. Quando conhecim a estes dois perguntaram-me: es judeu? Pugeste os tefilin hoje? Eu nunca vira uns tefilin na minha vida até então. Amosaram-me o que eu pensei que eram duas pequenas câmaras com correias, e lembro que perguntei: é hoje uma festividade judea? Então pugem-me os tefilin e sentim algo extrano. Foi como uma revelação.


Para mais informação sobre YOOD: http://www.yood.org/

O ESTABLISHMENT CONTRA LIEBERMAN


Conforme as enquisas vam coincidindo em que Israel Beiteinu se convertirá no terceiro maior partido de Israel, a caza de brujas contra Lieberman intensifica-se.


O jornal Ha’aretz acusou-no de ser um antigo membro do KACH. Lieberman e os seus associados esquivaram as perguntas dos mass média ao respeito, mas a informação é correcta; foi um destacado activista do Rabbi Meir Kahane, o qual é uma grande honra para um judeu. Tras ser ilegalizado o KACH, Lieberman rompeu relações com os escasos representantes do movimento post-kahanista. De facto, tem feito uma aposta decidida por impedir que os seus competidores à direita na carreira a Knesset poidam lograr os seus objectivos, propondo incrementar a barreira eleitoral ao 4 %.


O que resulta inquestionável é que Lieberman aposta pela política de Kahane, se bem é certo que numa versão um tanto descafeinada: os árabe-israelis seriam residentes sem direito a voto, e não cidadãos propriamente ditos. A tal fim, Lieberman outorgaria a cidadania israeli só aos árabes que aceitassem baixo juramento lealdade ao Estado judeu. O problema é que a maioria dos árabes mentiriam.


O director da campanha eleitoral de Lieberman foi posto baixo arresto durante 10 dias, baixo cárregos re-activados surprendentemente tras uma década –quer dizer, exactamente até o momento em que a campanha eleitoral tenha rematado.


SONDAGEM 02-02-2009


ENQUISA DE CHANNEL-2 (02 de Fevereiro)



BALAD: 2

HADASH: 3

RA’AM TA’AL: 4

MERETZ: 6

LABOR: 14

KADIMA: 24

-------------------------------

ISRAEL BEITEINU: 17

SHAS: 11

UTJ: 5

LIKUD: 27


JEWISH HOME: 3

ICHUD LEUMI: 4



MANUAL MILITAR DE HAMAS


As doces abelhas não escrevem. Não proporcionam leis escritas ou regras de doce comportamento abelhil aos seus descendentes, senão acções, hábitos e secreções feromônicas, que tem permitido que os científicos as classifiquem mediante livros de peto, tanto como indivíduos como em colônias.

As suas complexas interacções sociais, formas de comunicação, conduta sexual, toda a sua etologia, enfim, tem-nos sido transmitida sem que elas escrevam uma só palabra, constituíndo um Manual de conduta social das doces abelhas.


De forma semelhante, embora Hamas é uma espécie de insecto que a primeira vista exibe uma muito limitada inteligência, pelas suas acções, hábitos e o particular hedor que secretam, os científicos têm confeiçoado o livro de peto de Hamas. Dado que Hamas é uma espécie particularmente selvagem, utilizaremos o título mais apropriado: O Livro Militar de peto de Hamas.

Uma advertência: igual que as abelhas imitam certas condutas dos seres humanos, isto não significa que tenham uma inteligência semelhante nem que propriamente sejam humanas. De igual modo, algumas das acções de Hamas podem fazer que tenhades a tentação de antropomorfizar a sua conduta como própria de seres humanos –procurade não fazê-lo, se não queredes comportar-vos como dementes. Por exemplo, alguns humanos têm pedido um alto o fogo entre Hamas e Israel, como se Hamas comprendesse esse tipo de conceitos humanos. É como se pedissemos uma trégua a uma manada de cães selvagens quando nos atacam.

A continuação figura o seu manual. Decidide vós se são enquadráveis nalguma espécie com hábitos de vida mais evoluídos que os chacais.


O LIVRO MILITAR DE PETO DE HAMAS


1. Não construades refúgios ánti-bombardeos. Mentres o nosso inimigo construi refúgios desse tipo baixo os seus edifícios e instrui aos seus cidadãos para que se escondam nos sotochãos em caso de ataque, nós instruiremos aos nossos para subir aos telhados em caso de ataque.


2. A Convenção de Genebra não protege hospitais, lugares religiosos ou escolas que sejam utilizadas para cometer actos de ataque ao inimigo; mas dado que os estadounidenses, especialmente os de esquerdas, são idiotas e não entendem as regras de combate na sua civilizada sociedade, nós utilizaremos adrede hospitais, mesquitas e escolas para armazenar armas, esconder os nossos soldados, e desde onde lançar ataques, e assim quando Israel tome repressálias berraremos que estám cometendo crimes de guerra –embora de facto seja patentemente falso.

3. Reconhecemos que o nosso inimigo respeita a vida humana, portanto utilizaremos tantos escudos humanos como poidamos. Se os escudos rechaçam ser utilizados como tais, apontade-os com as vossas armas e obrigade-os a subir aos telhados dos edifícios onde armazenamos os nossos arsenais, e assim poderemos berrar que Israel está assassinando civis.

4. Em vez de gastar em comida, medicinas e coisas básicas para a população civil, invertide em armas, e berrade que os israelis têm bloqueados os accesos de matérias básicas a Gaza. Ninguém da esquerda (sendo idiotas como são) se perguntará: "se Hamas pode investir num número quase infinito de armas e mísseis, como é que não traim armas e medicinas?”.

5. Se vos vedes atrapados numa escola, enfermeria ou mesquita, chamade por uma ambulância da Cruz Vermelha. Se o condutor se resiste a transportar-vos, ponde uma pistola na sua cabeça. Se sodes eliminados, poderemos gimotear: “Israel comete crimes de guerra!” “Disparam contra ambulâncias cheias de crianças e mulheres!”. De ser necessário, tomade uns quantos corpos carbonizados de rapazes (do armazém que utilizamos a tal fim) e esparcide-os arredor do lugar onde a ambulância tenha sido bombardeada.

6. Não vistades uniformes militares, fitas de pelo ou insígnias. A única excepção a esta regra são as crianças que, se Alá assim o quere, serão abatidos pelos israelis (ou pelo fogo amigo). Sacade-lhes o uniforme rapidamente durante o transporte caminho do hospital. Neste suposto será preciso muito pranto ao sairdes da ambulância. Inclusso se não se trata dos vossos filhos berrade igual, “Oh, meu pobre filho, meu único filho!” (ou “a minha única filha!”, se com a explosão já não fica rasto do pene).

7. Não consintades que nenhuma organização local, nacional ou internacional dispense ajuda económica directamente aos civis para reconstruir os seus fogares, porque não os saberão reconstruir correctamente. Todo o dinheiro debe ser dispensado através e por Hamas; isto será garantia de que os edifícios de vivendas e apartamentos sejam construídos com túneis e armazéns de armas subterrâneos.

8. Quando as coisas se ponham feas –e isto sucederá- pedide uma trégua. Durante esse período reconstruíde os túneis, reponde os stocks de armamento, e assegurade-vos de que Israel o sabe para que continuem com o bloqueio. Não utilizedes este período para ajudar à população com alimentos ou medicinas.
Assegurade-vos de que toda a ajuda humanitária proporcionada por Israel seja vendida ao melhor postor, para ter a certeza de contar com dinheiro que repartir entre os civis e aparentar assim sermos uns bons tipos.

9. Se o piadoso Alá nos permite arrojar aos israelis ao mar e suplicam-nos por uma trégua, daremos-lhes a trégua sem fim da morte.

10. Não perdades o tempo pedindo aos nossos curmãos multimilhonários, os saudis, que invistam ou nos proporcionem ajuda económica, dado que não têm interesse em ajudar a outros árabes. Se os saudis ajudassem, recebiríamos menos dinheiro das estúpidas nações infieis que nunca fazem perguntas mentres contribuim com milheiros de milhões, mentres Arábia Saudi não solta nem um dólar.

A nós custa-nos entender esta actitude dadivosa dos infieis, mas Alá, na sua Sabiduria Infinita, entende-o tudo.




Publicado em STOP RAPING ISRAEL

UM AVISO AOS FEIGLINISTAS


Alguns fervorosos feiglinistas poderiam acreditar sinceramente que votando Likud, não só sumariam apoios a Moshe Feiglin para acceder à Knesset, senão que um ou dois dos deputados desta tendência poderiam receber uma carteira ministerial, evitando assim que Binyamin Netanyahu tenha a tentação de entregar Judea e Samaria. Não todos os feiglinistas são tão ingênuos. Contudo, a maioria demonstram uma lamentável ignorância do sistema de governo baseado na magistratura dum Primeiro Ministro.


Observade que falo de sistema de governo baseado na magistratura dum Primeiro Ministro. Contrariamente à crença geral, Israel não é uma democracia parlamentar, senão apenas uma autocracia eligida democraticamente. O Primeiro Ministro israeli tem mais poder ante a Knesset que o Presidente dos EEUU respeito o Congresso, se quer seja porque o Congresso americano pode condicionar o programa legislativo e a política exterior, inclusso quando ambas câmaras estám controladas pelo mesmo partido ao que pertence o Presidente.


Não existe esse sistema de pesos e contrapesos no Governo israeli. Se queredes uma prova, desde a constituição do Estado de Israel há mais de 60 anos, nenhum governo Laborista, do Likud ou de Kadima tem sido derrocado por um voto de confiança na Knesset.


Os Primeiros Ministros de Israel têm um enorme poder sobre o seu gabinete ministerial. Os ministros sabem que podem perder o posto e os seus privilégios no caso dumas novas eleições antecipadas. Dado que os ministros do gabinete são os dirigentes dos partidos que formam as coaligações dirigentes da Knesset, um Primeiro Ministro pode fazilmente manipular a vontade da Knesset. Isto é exactamente o que fixo Ariel Sharon em Outubro de 2004, quando “persuadiu” a 22 membros do Likud para que votassem uma “desconexão unilateral” da que eles próprios abominaram durante a campanha eleitoral; amparando-se basicamente em que os membros da Knesset não são eligidos directamente pelos eleitores nos comícios constituíntes.


Regressando à questão feiglinista: lembremos que Sharon destituiu a Benny Elon (União Nacional) e Avigdor Lieberman (Israel Beiteinu) como membros do gabinete devido à sua oposição à “desconexão unilateral”. Elon e Lieberman eram dirigentes de partido, e podiam indizir a outros membros da câmara a que se opugessem a Sharon. Mas que poderiam fazer dous ministros feiglinistas do Likud –no caso de que houvesse algum- para além de renunciar a seguir no Governo de Netanyahu? Bibi não teria problema em reempraçá-los com outros parlamentários do Laborismo ou de Kadima. Sendo ainda mais realistas, que poderiam fazer como simples parlamentários do Likud?


Ao igual que Sharon, Netanyahu desenhará um acordo de coaligação que requerirá que qualquer feiglinista apoie as políticas governamentais. E se não o fazem, sufrirão as conseqüências, quaisquer que sejam.

À vista destas considerações, e da absoluta falta de fiabilidade de Netanyahu –documentada por mim já noutros artigos-, semelha que os feiglinistas fazeriam bem em votar por algum partido que inequivocamente se oponha ao Estado palestiniano, que não é outro neste caso que a lista de partidos conformada pela UNIÃO NACIONAL.


Os feiglinistas deveriam considerar que a União Nacional não terá a cortapisa de nenhum acordo de coaligação tramado por Netanyahu. Deveriam, pois, ponderar os milheiros de votos indecisos que poderiam recalar na União Nacional.


Ichud Leumi aposta por uns princípios políticos e umas posições políticas que atingem a uma grande parte do eleitorado –sobre tudo, a NÃO criação dum Estado palestiniano. A gente desconfia de Netanyahu neste ponto.

Muitíssimos votantes perguntam-se se Netanyahu seria capaz de suportar a pressão dos EEUU neste tema. E Bibi também não é famoso pela sua implicação em questões como a da educação judea e a preocupação pelos mais desfavorecidos.


Outra consideração adicional. A União Nacional inclui ao partido HATIKVA, liderado por um dos mais valentes membros da Knesset, o professor Aryeh Eldad. Contrariamente ao triste récord de Netanyahu e o Likud na “desconexão” de Gaza, Eldad lutará com unhas e dentes antes de ceder um só metro a um Estado palestiniano.


Ainda mais, Eldad, como Uri Banks do Moledet (outro dos partidos integrados na União Nacional) abandeiram também a proposta de reforçar o poder popular nas eleições constituíntes –algo ao que se opõe Netanyahu.

Estas são razões suficientes para que os feiglinistas o pensem duas vezes antes de apoiar ao Likud.



PAUL EIDELBERG


8 Shevat 5769 / 2 Fevereiro 2009


Número de judeus na Europa continental em 1939: 6 milhões

Número de Palestinianos em Gaza em 2009: 1.200.000


Número de judeus vivos em Europa tras o Holocausto: 1 milhão

Número de palestinianos vivos em Gaza tras a guerra do 2009: 1.199.000




Porcentagem de judeus mortos pelos alemães e os seus aliados: 86 %

Porcentagem de palestinianos de Gaza mortos pelas IDF: 0’1 %


Civis judeus mortos deliberadamente pelos názis e os seus aliados: 6.000.000

Civis palestinianos mortos deliberadamente pelos israelis: 0


Judeus armados durante a maior parte do Holocausto: 0

Militantes armados de Hamas em Gaza: 20.000


Mísseis lançados por Hamas contra Israel: 4.000

Mísseis lançados pelos judeus contra Alemanha: 0

Ataques terroristas de Hamas contra civis israelis: milheiros

Ataques terroristas dos názis contra os civis judeus: milheiros

Ataques armados de qualquer tipo dos judeus contra civis alemães: 0

Medidas humanitárias názis com os judeus: dieta de extermínio e trabalho de escravos

Medidas humanitárias israelis com Gaza: convois regulares de ajuda (inclusso mentres

Hamas esteve atacando, ninguém em Gaza padece fame, tratamento médico aos palestinianos nos hospitais israelis,…)


Trato dos názis aos judeus: dacordo com a Gestapo de Varsóvia: “Está permitido quitar

qualquer coisa aos judeus…Quem o deseje pode matar judeus, e a nossa lei não o castigará por isso” (Informe Jan Karski, 1942).

Trato de Hamas aos judeus: Está permitido quitar qualquer coisa aos judeus. Quem o

deseje pode matar judeus, e a nossa lei não o castigará por isso.

Trato israeli aos palestinianos: as IDF estám sujeitas a uma estrita disciplina e código de

conduta, cuja violação será julgada por um tribunal militar e suporá o ingresso em prisão


Os soldados názis se escondiam entre os civis alemães para provocar baixas civis?: Não

Os soldados de Hamas se escondiam entre os civis palestinianos para provocar baixas

civis?: Sim

Ideologia dos názis respeito os judeus: todos os judeus devem ser exterminados

Ideologia de Israel face os palestinianos: formade o vosso Estado e deixade-nos em paz

Ideologia de Hamas face judeus e israelis: todos os judeus serão exterminados

Objectivo názi: conquistar o mundo

Objectivo de Israel: um pequeno Estado democrático

Objectivo do Islam e de Hamas: conquistar o mundo


Actitude de Occidente ante a Alemanha Názi antes de 1939: os alemães têm sofrido muito e têm reclamações legítimas. Se negociamos com eles nos deixarão em paz. vam pelos judeus e, que nos importam a nós?

Actitude de Occidente ante Hamas em 2009: os palestinianos têm sofrido muito e têm reclamações legítimas. Se negociamos com eles nos deixarão em paz. Hamas, Iran e outros islamistas radicais só vam pelos judeus e, que nos importam a nós?

Visão do Holocausto de Síria, Iran e Hamas: nunca existiu.

Visão da guerra de Gaza de Síria, Iran e Hamas: foi outro Holocausto.



BARRY RUBIN *


5 Shevat 5769 / 30 Janeiro 2009



* Barry Rubin é editor da Middle East Review of International Affairs [ver ligações de interesse].


Numa entrevista em Yedioth Ahronot, Michael Ben Ari da plataforma Ichud Leumi, proclamou o seu apoio ao programa do Rabbi Meir Kahane de expulsar aos árabe-israelis e proibir o esquerdismo colaboracionista na Knesset. Uma semana antes das eleições, Ben Ari calcula ingenuamente que a Corte Suprema não terá tempo de desqüalificá-lo por incitação.


A eleição de Ben Ari suporia a primeira vez desde 1984 que um kahanista entra na Knesset. O que seria uma grande notícia.




Velaqui a entrevista:






MICHAEL BEN ARI: KAHANE TINHA RAZÃO




O Dr. Michael Ben Ari, No. 4 do partido mais nacionalista que concorre à Knesset, propõe a expulsão dos árabes a países como Venezuela e Turquia, sugire a ilegalização do colaboracionismo esquerdista na Knesset, e acredita na reconstrucção do Templo em Jerusalém.


A escasos oito dias para a celebração das eleições gerais, e com as enquisas pronosticando um promédio de quatro assentos para a União Nacional, o Dr. Michael Ben Ari –número 4 da lista e pessoa que se define como estudosa e seguidora de Kahane- é muito provável que acceda às bancadas do Parlamento israeli.


Numa conversa com YNET, Ben Ari apresentou a sua proposta para resolver o problema dos árabe-israelis, manifestou que não estaria entre os que na Knesset apostam por negociar com os palestinianos, e explicitou o seu apoio aos soldados que se rebelam contra determinadas ordes.


“Não sou o único que representa ao Rabbi Meir Kahane. Ele está presente no discurso de muita gente hoje em dia, tanto dentro como fóra da Knesset”, afirmou Ben Ari. “Por exemplo, o dirigente de Israel Beitenu, Avigdor Lieberman, disfarça-se de kahanista para lograr mais escanos, o likudnik Limor Livnat, também tem um discurso que soa muito kahanista, e todo o mundo está dacordo na necessidade de achar uma solução ao problema dos árabe-israelis, tema que no seu momento era um tabu”.


“O dito de ‘Kahane tinha razão’, já é um lugar comum utilizado por muita gente. De facto, podemos observar como quase tudo o que o Rabbi Kahane promoveu 24 anos atrás se tem convertido no eixo central desta campanha eleitoral”, acrescentou.


Ben Ari explicou que o seu plano consiste em “abrir uma faixa humanitária” que permita que os árabes se assentem em lugares como Turquia ou Venezuela, e lograr um apoio económico internacional para subsidiar a sua aclimatação nos seus novos países de residência.


Perguntamos-lhe: “Refere-se você a toda a população árabe de Israel?”.


“Suponho que não todos eles serão os nossos inimigos. Os drusos, por exemplo, são muito leais e não são hostis. Mas que dizer dos árabes de Umm al-Fahm, que se dedicam a bailar sobre os telhados quando os judeus são assassinados? O que eu proponho não é razismo nem crueldade, senão necessidade de supervivência. Trata-se de eles ou nós. Se somos agradáveis com eles e seguimos com os sonhos da “coexistência”, acabarão conosco”.


Dacordo com Ben Ari, o tránsfer dos árabes é uma pequena parte da proposta de Meir Kahane. Entre os seus outros objectivos está derrogar, durante o mandato da próxima Knesset, o mandato da Corte Suprema:

“Dorit Beinish tem que ser a última presidenta da Corte Suprema que represente a hegemonia esquerdista em Israel. O próximo presidente deverá ser eligido numas eleições que representem a opinião da maioria dos israelis”. A isto acrescentou que “a Corte Suprema deverá estar conformada por juristas sensíveis aos pontos de vista maioritários do povo de Israel, deverão agir a favor dos judeus e dos soldados das IDF, cujas vidas são mais valiosas que as de outros”.


Ben Ari sublinhou que o seu partido não será partícipe dum Governo que intente promover negociações diplomáticas com Síria ou os palestinianos. “Agardamos que Netanyahu construa um Gabinete que reforze os assentamentos e ponha fim ao asédio imposto às comunidades de Judea e Samaria nos últimos anos”, sentenciou.


Ao ser perguntado pelos seus pontos de vista sobre a actual situação Monte do Templo, Ben Ari dixo que a União Nacional promoveria a soberania judea e a halajá nesse lugar.


“A realidade no Monte do Templo é uma das maiores expressões da debilidade do Estado de Israel, e acredito que quem controle o Monte do Templo controlará Israel”, dixo.


“No que respeita à reconstrucção do Templo, os rabinos do partido decidirão quando e como deverá ser abordada. A minha opinião pessoal é que se trata duma mitzvá, construir uma casa para D’us e oferecer sacrifícios ali. E, portanto, debe ser levada a cabo, como qualquer outra mitzvá”.


No que se refire à questão dos soldados que desobedeceram as ordes de evacuar os assentamentos, Ben Ari afirmou de modo inequívoco, que nesse caso a desobediência é uma obriga. “Existe uma halahá específica do Rabino Shapira que diz que um soldado não debe evacuar assentamentos na Terra de Israel. Eu estou orgulhoso dos meus estudantes, que rechaçaram formar parte na expulsão, sendo encarcerados por isso. A predisposição a cooperar em qualquer coisa que têm as IDF constitui um grave erro”.


Perguntado pelo rechaço da esquerda, manifestou: “A comparação entre os que amamos a Israel e os objectores conscientes como Yesh Din [Nota: organização esquerdista de direitos humanos], que têm renunciado a formar parte do Povo de Israel e colaboram com o inimigo, é insultante”.



Publicada em YEDIOTH AHRONOT



8 Shevat 5769 / 2 Fevereiro 2009

COM CUBA


Tenho para mim que os desalmados que saim à rua e nos mass media para defender a expansão do terrorismo islamista e apedrear a Embaixada de Israel, são os mesmos que ontem em Madrid trataram de rebentar e sabotear a manifestação de solidariedade com o povo cubano, um povo que desde há meio século padece uma das mais ferozes ditaduras do planeta.

Em Espanha, quando menos, sempre veredes os mesmos rostos nas algariabias ánti-semitas e nos punchs de apoio ao gigantesco cárcere castrista.

Por isso é que nos apetece começar a semana unindo a nossa voz às 2.000 pessoas que ontem em Madrid, baixo uma nevada de época, sustentaram firmes a bandeira da dignidade.



VIVA CUBA LIVRE!

VIVA ISRAEL!




EN EL BURDEL DE CASTRO



Hacía frío, éramos pocos. Y, ¿qué importa? También contra el franquismo fuimos cuatro gatos. ¿Por qué habíamos de ser más contra el dictador cubano? Bajo la lluvia helada, y después la nieve, del Madrid desolador de febrero, la soledad de un hombre libre hiere más profundo. Medio siglo de dictadura en Cuba: la mitad de su historia. Medio siglo de complicidad española: tanto institucional cuanto privada. Lo obsceno llama a lo obsceno. No define a la izquierda esta complicidad. Ni a la derecha. Vocablos hueros como cascajo, estos de «izquierda» y «derecha», que hace una eternidad ya que dejaron de servir para otra cosa que no sea la de hacernos más estúpidos aún de lo que ya nacemos. La dictadura franquista amaba a Castro; con él, y frente a todos, mantuvo su exhibido idilio. Económico, en primer lugar: sólo la Unión Soviética y sus países ocupados acompañaban al General Franco en la fiel tarea de apuntalar el caudillismo en la Habana. Pero era aún más fuerte la certeza moral que el Régimen español tenía de hallarse ante sus jóvenes clones: gentes como los Castro o Guevara, figuras casi calcadas de los primigenios mitos fascistas españoles, de Primo de Rivera como de Enésimo Redondo, cuyos tópicos, conscientemente o no, reproducían, una y otra vez, literalmente. De los protofascistas españoles provenía la consigna retórica favorita de los antiguos guerrilleros: «¡Patria o Muerte!», que fue la cabecera más inequívocamente nazi de la prensa española de los años treinta. Y, ¿no eran, a fin de cuentas, esos jóvenes barbudos los finales vengadores de la perfidia estadounidense que, en 1898, diera al traste con la última reliquia, Cuba, de la Imperial España? Luego hubo aquí la transición. Y el viejo falangista Suárez y su equipo de viejos falangistas, fieles a la fascinación de siempre hacia al gigante Castro, doblaron cuanto les fue posible el espinazo en una, más que irrisoria demente, súplica de legitimidad ante el gran líder antiimperialista. Y, con ellos, y mucho más entusiasta que ninguno de ellos, el ominoso fusilador Fraga Iribarne. Y, más tarde, pero idéntico, al fin, en orígenes ideológicos y en impostura democrática, Felipe González Márquez. ¿Por qué el hombre que presidió los Gobiernos-GAL no iba a regocijarse en un garito habanero con dos enormes mulatas, un Comandante asesino y un estupendo Cohiba? Sólo se rompió con esa inercia de sangre y estiércol en ocho severos años, los de Aznar, que son los únicos a lo largo de los cuales España ha tratado de tener una política exterior desde hace más de un siglo. Pero eso fue un paréntesis, nadie se engañe. De aquello queda Aguirre sólo. Por eso el PP de Gallardón-Rajoy debe liquidarla. Porque el pueblo ama la servidumbre. Y este pueblo de esclavos adora a Castro: el amo en el cual añora su plácido despotismo perdido. Ha sido medio siglo de infamia en Cuba: la mitad de su historia de nación independiente; si es que a vivir en un campo de concentración puede llamarse independencia. Medio siglo de infamia, también, en la España que aún hoy sigue hozando en el burdel de los hermanos Castro. Aguanieve en el alma de febrero.


GABRIEL ALBIAC

2 Fevereiro 2009


Ligações de interesse:

Brothers to the Rescue

Alpha 66

The Cuban American National Foundation

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Profunda crise económica. Guerras. Descontento. O mundo está agitado. E, como sempre, o chivo expiatório: os judeus.

Os sinais estám à vista.

Até certo ponto pensei que estava curada de espanto. De facto crecim no apartheid sulafricano da postguerra, onde uma subtil corrente ántisemita era algo habitual. Assim que embora me molestavam as manifestações ánti-semitas, também me ia curtindo ao seu impacto.

Mas o meu estado de ânimo sacudiu-se abruptamente quando saim de passeio o sábado e, a um centenar de metros da minha casa, acho escrito com pintura amarela no pavimento: “Matade aos mugrentos judeus”.

E, como em Venezuela, vem sancionado pelos Governos.

Ben Shimol comentava que nos últimos dias, têm aparecido svásticas pintadas nos muros da sinagoga de Caracas, e que uma bandeira palestiniana foi ondeada no transcurso duma sessão no Parlamento.

As próprias palavras e expressões que se estám utilizando têm reminiscências dos anos 30 na Alemanha názi.

A fim de semana passada, um grupo de gente escreveu “Vamos-vos matar” na porta duma das maiores sinagogas de Izmir (Turquia). Perto da Universidade de Estambul, outro grupo pendurou um enorme cartaz na porta duma loja regentada por um judeu: “Não merquem aqui, esta loja pertence a um judeu”. Outro grupo empapelava, mentres, as suas paredes com cartazes que diziam: “Permitem-se cães. Judeus e arménios não estám permitidos”. Alguns rapazes estám começando a ser ameaçados violentamente se são vistos como pro-israelis em sítios web e redes sociais como Facebook ou Hi5.

A gente começa a dizer que enviem “de novo” aos judeus aos fornos…

“Devolvamo-los ao forno!” , berram, incitando ao assassinato seguindo os usos com que os názis esterminaram os judeus durante o Holocausto.

“Um forno mais grande, isso é o que necessitades”; como se os judeus tivessem escapado dos fornos nos campos da morte uma vez que entraram.

E esses cantos de morte aos judeus com gas letal, sob o pretexto da solidariedade com Palestina: “Hamas, Hamas, Jews to the gas.”

Não israelis. Não sionistas... JUDEUS.


Contudo há uma diferença. No século XX, a Liga das Nações não ajudara nem instigara a vilificação dos judeus. Não podemos dizer o mesmo da sua sucessora, as Nações Unidas (ONU). A 2ª Conferência de Durban foi um canto à destrucção de Israel, e uma negação do Holocausto.

Israel enfrontou-se a Hamas, e o resto do mundo enfrontou-se aos judeus. Já não aos israelis, nem aos sionistas…aos judeus.


O número de ataques ánti-semitas arredor do mundo, no transcurso das três semanas que durou o operativo militar contra Hamas em Gaza, foi um 300 % superior ao mesmo período do ano anterior, dacordo com um informe que publicava o Domingo o Foro Global contra o Ánti-Semitismo.

Os assaltos violentos incluiram tanto ataques contra sinagogas e comunidades judeas, como assaltos vandálicos contra propriedades privadas de judeus, segundo o citado informe.

O número e intensidade de incidentes ánti-semitas durante a guerra de Gaza não conhece precedentes nas duas últimas décadas, dixo o oficial da Agência Judea, Amos Hermon, numa conferência de prensa na sede de Jerusalém, onde se ofereceu à luz pública o referido informe.

Ontem, um amigo dizia-me que tudo isto dava força ao argumento de “Uma .22 para cada judeu”. É um bom argumento, mas só nos EEUU, onde podemos fazilmente conseguir e portar encima uma .22, inclusso nas cidades onde mais trabas podam existir para levar armas. Em Europa e Austrália temo-lo muito mais complicado. E em Sul África? E nos Estados muçulmãos?...Para que vamos falar. E é aí onde os judeus correm um maior risco. Onde não se podem defender por sim próprios.

O amigo citado tem a sua .22, e a sua .38. Mas a mim não me preocuparia ter que defender-me dos que nos ódiam ali. Isso são os EEUU. Ali impediram que uma multidão de fanáticos se concentrassem na mesquita central de Chicago tras o 11-S. Ali não permitem que uma multidão de fanáticos tratem de atemorizar aos judeus em nenhuma parte. E a sua polícia não tomaria nesse suposto a actitude da polícia londinense, tão respeitosa com a furiosa manifestação ánti-semita.

Mas, repito, ali não é onde está realmente o problema.

Vam pelos judeus de Europa, novamente.

A noite do venres, mentres ceávamos, uma amiga supervivente do Holocausto comentava-me que está intentando persuadir por todos os meios ao seu filho para que saque à sua família de Europa e a leve aos EEUU, Canadá, Israel. “Dizem que não querem abandoar-me, mas eu dissem-lhe: ‘Vai-te, marcha. Os meus pais deixaram aos meus avós em Berlin e trouxeram-me a mim para pôr-me a salvo em Inglaterra. Agora eu quero que marches de Inglaterra, para que os meus netos estejam a salvo’”. Há uma insuportável desesperação nas suas palavras, mas não lhe falta razão.

É hora de marchar.

Outra amiga vem de regressar de Amsterdam, onde se achou dias atrás no meio duma manifestação pro-palestiniana onde os aderentes (alguns deles nativos europeus) desfilavam com os rostos tapados berrando “Hamas, Hamas, judeus ao gas!”. Porém ela manifestava certo optimismo, acreditando que a opinião pública se irá decatando devagar –a pesar dos intentos dos masss media esquerdistas que dominam o país- de que cumpre reagir.

Não a fagades caso. É hora de marchar. O mundo nunca nos minte quando proclama chegada a hora de matar judeus

Sabedes que dia tem escolhido a ONU para inaugurar a sua Conferência de Durban sobre o Razismo?

O 20 de Abril.

O dia do cumpreanos de Hitler.

É hora de marchar.

Os 20.000 manifestantes de Paris não estavam na rua para pedir a paz, senão para exigir a destrucção de Israel. Queimaram-se bandeiras israelis, o apoio era explicitamente para Hamas, nem sequer para Fatah (organização que, doutra banda, tem traicionado ao seu próprio povo), e podiam-se ver retratos gigantes de Nasrallah. Uma das frases mais coreadas e repetidas foi: “Mortes aos judeus, morte ao sionismo”. Isto em Paris. E o mesmo noutros lugares. Duas semanas atrás os manifestantes detiveram-se na Praza da Ópera, berraram Alá é grande e rezaram a Alá. Isto é um facto, não ciência-ficção barata. Em Mulhouse, os manifestantes quigeram rematar o dia na sinagoga –destruindo-a. A polícia apenas o evitou.

São máus tempos para orar numa sinagoga na parte leste de França ou nos subúrbios de Paris –arrojam-se no interior de cada uma delas um promédio de um ou dois objectos incendiários por semana.

Sim. É hora de marchar.



MERYL YOURISH

2 Shevat 5769 / 27 Janeiro 2009