
O Governo israeli quer entregar Samária e Judea porque os árabes são maioria ali, e integrá-los na população israeli é inviável. Curiosamente, inclusso os esquerdistas repitem sem cesar esse mantra razista. Segundo essa lógica, Israel deveria entregar Galilea, onde os árabes são também maioria em muitos lugares. Câmbios políticos em função de câmbios demográficos. Intercambiar territórios por judeidade não é uma boa opção; Israel não deveria tratar de acadar uma maioria judea a costa de abandoar os territórios povoados pelos árabes. Um não pode ir amputando-se as extremidades para manter-se a salvo do cancro. Gaza, Judea, Galilea –Israel a pouco tardar carecerá de extremidades.
Preservar o carácter judeu de Israel com uma maioria árabe é impossível. Seja qual for a salvagarda constitucional da judeidade, uma maioria árabe rematará revocando-a. Inclusso antes de chegar a constituir-se como maioria, lançarão uma campanha ánti-apartheid. A Lei de Retorno aplica-se hoje aos judeus; introduzindo câmbios para aplicá-la aos refugiados palestiniãos, Israel inundará-se de contado com milhões de novos cidadãos árabes.
Não existe uma solução demográfica. Os judeus não vão começar a ter um grande número de crianças. Inclusso se o figessem, criaria-se uma situação cultural que levaria aos árabes israelis –seguindo a moda das famílias numerosas- a multiplicar-se em não menor medida que os judeus. A diáspora já está exausta, e não é previsível já nenhuma grande aliyah. Inclusso se uma vaga de ánti-semitismo brota-se nos EEUU de maneira significativa, os judeus americãos não se trasladariam a Israel: sem o apoio dos EEUU perceberiam-no como um lugar perigoso.
As respostas pacíficas são poucas. Que os árabes abrazem os princípios básicos do judaísmo semelha impossível. Em muitos aspectos importantes, e em infinidade de questões menores, o Islão vai pelo caminho contrário do judaísmo. Israel poderia reconhecer conversões de tipo reformista, apoiá-las, e atrair um grande número de judeus-a-meio-fazer. De maneira mais realista, Israel poderia optar por um modelo de democracia cosmopolita no Oriente Meio, o que nos enfronta de cheio com a grande pergunta: quem necessita uma Israel desse tipo? Já existe uma democracia cosmopolita que tolera aos judeus, os EEUU. Para que passar o trabalho de estabelecer algo mediocremente semelhante no Oriente Meio? A solução está clara. Quando Grécia procurou defender a sua cristandade, e Turquia o seu carácter muçulmão, procederam a intercambiar populações. Sem ter em conta a vontade dos implicados. Depois da Segunda Guerra Mundial, os alemãos foram ré-colocados pela força desde Checoslováquia e Polônia na Alemanha. O resultado é óbvio: inconvintes a curto praço, mas paz a longo termo, vivendo confortavelmente entre gente de comum sustrato cultural.
A deportação dos árabes não teria porque ser excessivamente violenta. A hostilidade popular e o rechaço judeu usados como pau, e as ajudas ao ré-assentamento e as compensações pelas propriedades, como zenoura, fazeriam-no singelo. Durante a frustrada campanha dirigida ao ré-assentamento o partido KACH recebera cartas desde povoações árabes que manifestavam o seu acordo a marchar condicionado a que Israel lhes garantisse terras noutro sítio qualquer. O Sohnut levou a cabo a sua tarefa de retornar os judeus da diáspora a Israel, e agora anda com absurdas propostas para justificar a sua existência, como trair imigrantes gentis para compensar o crecente número de árabes. O Sohnut poderia encarregar-se dos árabes israelis deportados.
Perseveremos num Israel judeu. Ressolvamos o fastidioso e inevitável problema de uma maioria árabe.
Que se vaiam.
OBADIAH SHOHER
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Resulta enganoso falar de botar os árabes de Israel. Trata-se de um meio, não de uma finalidade em si própria. As políticas alemãs contra os judeus eram odiosas na medida em que constituiam um fim em si próprias. Matar em aras de uma ideia elevada é uma coisa que, nos goste ou não, é geralmente aceitada. Matar pelo gosto de matar é algo totalmente distinto, e universalmente detestado. Como dizia o sábio: “Duas pessoas roubaram um pepino, uma é culpável, a outra não”. Acções semelhantes têm amiúde consequências morais tremendamente distintas: tanto um cirurjão como um caníbal fendem os corpos, mas obviamente com propósitos diferentes. Comparar os nossos métodos com os dos alemães é ridículo; embora nos cepilhemos os dentes de igual maneira que o fazem os alemães.
Os judeus não supunham uma ameaça para os alemães em aspecto nenhum. Nem sequer ameaçávamos a sua identidade nacional, como aqueles “alemães de fê mosaica” que tratavam de integrar-se, assimilar-se e chegar a ser perfeitos alemães. Ainda se os alemães queriam viver numa confortável sociedade homogênea, era suficiente com que tivessem expulsado aos judeus –a Suíça ou Palestina. Para mim isso não teria suposto afrenta alguma, pois de facto os judeus devem viver isolados. Qualquer rabino dos de antes –quando ainda havia rabinos- concordariam comigo.
Para além disso, o tamanho sim que importa. Uma coisa é que os judeus queiramos um pequeño anaco de terra, e algo muito distinto que os alemães reclamassem um imenso país, inclusso um continente, vazio de judeus.
Quando te apeteze um filete não matas uma vaca. Quando chamas à polícia para deter um ladrão, não persegues arruinar a sua vida –tão só queres viver a tua na seguridade do fogar. Quando gastas num restaurante o dinheiro que bastaria para salvar a uma família africana de morrer de fome, não es um desalmado; simplesmente não te preocupam os demais. Assim, no nosso caso, não nos deveria preocupar o destino dos árabes expulsados. Deixemos aos países árabes, que confiscaram as propriedades de 800.000 refugiados judeus, que se ocupem dos seus comilitões muçulmãos.
Eu não disfruto perjudicando os árabes. Só quero que os judeus vivam bem. Se isso é a expensas dos árabes, que o seja; importa-me um râbano –mas não tenho intenção de perjudicá-los. Se aceitam uma compensação e marcham tranquilamente, tanto melhor. Se temos que empregar a força, empreguemo-la –toda a força que for necessária.
Não existe uma questão de violência árabe como ameaça para o Estado judeu. A ameaça existe, mas não é essencial. Os árabes para além das fronteiras de Israel ameaçam a nossa seguridade. Também não acredito que o alto o fogo do mundo cristão com os judeus dure indefinidamente. Não seremos nós quem o rompamos, mas antes ou depois, quebrará.
Os árabes pacíficos em Israel constituim um problema igual ou maior que o dos árabes violentos; inclusso estes últimos são um problema menor, porque o mesmo facto de agirem violentamente sugire de imediato aos judeus as medidas adequadas a empregar. Porém, os árabes pacíficos socavam o objectivo final de Israel: o Estado judeu. O Estado onde os judeus viver juntos de maneira confortável. Uma reserva, se se quer. OK, queremos ser como os índios nativos –respeitem a nossa reserva; não queremos estrangeiros aquí. Os judeus temos direito ao nosso clube; o nosso país é do tamanho do clube dos de Texas.
Queremos viver confortavelmente entre judeus. Por vez primeira em dezenove séculos, não queremos ver estrangeiros arredor nossa. Você, que forma parte da homogênea cultura occidental, não imagina o prazer que supõe ter judeus arredor –só judeus. Somos tão imensamente distintos do resto dos povos que queremos que nos deixem sós e em paz no nosso microscópico Estado. Sós –que significa sem estrangeiros. Por suposto, os árabes não são estrangeiros para muitos judeus israelis, que nem sequer consideram vizinhos a outros judeus. Esses pobres cosmopolitas abraçam aos árabes que os rechaçam, e rechaçam aos judeus que quereriam realmente abraçá-los.
Um presidente idealista, Wilson, supervisou o traslado de populações entre turcos e gregos. Um presidente idealista, F.D. Roosevelt, dou visto bom ao desalojo de 12 milhões de alemães em Polônia e Checoslováquia. Quiçá podamos achar outro americão idealista que não dê excessiva importância ao facto de expulsarmos aos árabes de Israel, Judea e Samária.
E se não, que? Adicaremo-nos a pastorear cabras durante uma década, até que escampem as sanções económicas internacionais.
OBADIAH SHOHER
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Segundo Livro de Samuel 2:1
E sucedeu depois disto que David consultou ao Señor dizendo: Subirei a alguma das cidades de Judea? E disse-lhe o Señor: Sobe. E falou David: Para onde subirei? E disse: Para Hebrão,
E subiu David para lá, e também as suas duas mulheres, Ainoa, a israelita, e Abigail, a mulher de Nabal, o carmelita.
Fez também David subir os homens que estavam com ele, cada um com a sua familia; e habitaram nas cidades de Hebrão.
Então vieram os homens de Judea, e ungiram ali a David rei sobre a casa de Judea.

Recentemente un professor israeli matou um estudante. Concretamente, Rabí Bar-On disparou a um estudante palestinião da Universidade de Bir-Zeit que empunhava um coitelo contra ele. O que me molesta, na realidade, é a massiva resposta planhideira dos mass média israelis. O rabino matou um homicida, bom, não é motivo de alegria; mas existem questões que fervem tremendamente tras este incidente.
O jovem árabe não era um terrorista profissional, apesar de que uma ponla de Fatah-Al Aqsa o reivindicou como membro. O rapaz acometia essencialmente uma missão suicida: não tratou de acoitelar judeus no centro de Tel Aviv –onde teria sido simplesmente arrestado-, senão num cruze perto de Shilo, nos temidos “territórios”, onde muitos judeus vam armados e, sen dúvida, alguém respostaria a agressão matando-o. Para além disso, só portava dois punhais, arma com a que evidentemente não estava familiarizado. Estava assustado e tremia. O estudante árabe estava disposto a sacrificar a sua vida a câmbio de um dano insignificante aos judeus.
Não era um terrorista arquetípico. Achamo-nos aquí com um exemplo de guerra popular. A sociedade palestiniã ódia a raça dos “sionistas ocupantes”, e as Universidades palestiniãs fornecem um amplo terreno para esse tipo de propaganda nacionalista. Não se trata de incitação, senão realista e veraz educação nacionalista.
Aí jaz o pesadelo do racionalismo primitivo: ambos, judeus e árabes, estám no certo. Ambos defendem os seus direitos religiosos, nacionais e patrióticos à sua terra. Entrar em argumentações é futil: os palestiniãos acreditam que são uma nação, e os judeus não serão capazes de convenzê-los do contrário. É impossível um acordo; a gente não pacta sobre os seus direitos religiosos e nacionais básicos, não o fazem se querem ser uma comunidade religiosa ou uma nação respeitada. Aqueles judeus que procuram um pacto fazem-no porque, na realidade, não acreditam que eles próprios tenham direito algum: os ateus assimilados, que diablos têm a ver com a Terra Prometida?
Os árabes palestiniãos, pelo contrário, acreditam nos seus direitos. Se os judeus lhes regalaram Hebrão e Schem, antigas cidades judeas, quanto mais não lhes deveriam regalar Haifa e Jaffa, cidades com maioria originária árabe? Os judeus agem como os clássicos Povos do Mar, merodeadores estrangeiros que se assentaram nas costas de Canaa sem atrever-se a colonizar o resto do país. Se Judea não é dos judeus, daquela que direito podem ter os judeus sobre qualquer outro lugar de Palestina?
Na vida real, as situações nas que ambas partes têm razão são frequentes. Quando as questões em discusão são críticas para os contendentes, nenhuma solução de circunstâncias é admissível. Olmert-Barak-Peres-Netanyahu podem regalar Judea e Samária aos árabes, mas antes ou depois surgirá um líder judeu decente que bote fóra aos árabes.
Fatah-Hamas-Jihad Islâmica podem chegar a reconhecer a Israel, mas surgirá um líder militante palestinião que retomará o terrorismo contra os judeus. E os milhões de árabes que vivem em Israel o apoiarão.
OBADIAH SHOHER
(07 Av 5768 / 07 Agosto2008)
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I know, all my critics from the "fall-off-the-right-end-of-the-political-spectrum" will think that Medad has really flipped out now. Supporting the "right of return"?
How could I do that? Have I turned my back on a basic ideological and legal position of all Israel's governments, both right and left? Have I lost my head?
Well, I declare: I am a humanitarian and, as such, I support the Arab demand for the “right of return” of Pal. refugees to their homes.
Yes, for sure. I’m all for the right of return of these Arabs and these Arabs, too to go back to Gaza, all 188 of them.
We should facilitate their return to Gaza immediately (and charge them for medical fees and their hospital treatment also).
Of course, we could fool around a bit and claim that they arrived on the newest Nefesh B'Nefesh aliyah program but methinks that would be pulling your collective leg too hard.
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UPDATE
Gee, maybe someone in power really does read this blog:
The Israel Defense Forces has begun returning the dozens of Fatah members who escaped from Gaza on Saturday back to the Strip, despite an earlier agreement between Israel and the Palestinian Authority that the men would be transferred to the West Bank. Security sources told Ynet on Sunday that 32 of the residents were returned to Gaza by the early morning hours. The rest will be sent back later in the day or on Monday.
That was quick.
SECOND UPDATE
And here come the radical left, progressive, humanistics:
The Association for Civil Rights in Israel on Sunday petitioned the High Court of Justice to order the defense ministry to halt the deportation of Fatah members who fled the Gaza Strip over the weekend. Deputy Supreme Court President Eliezer Rivlin has ordered Defense Minister Ehud Barak to respond to the petition by Monday afternoon. "The matter of the petition, by its nature, cannot be deferred," wrote ACRI attorney Oded Feller in the petition. "Continuing [the process of] returning the asylum-seekers to Gaza is liable to endanger their lives, well-being and freedom."
If it's so dangerous in Gaza for these Fatah terrorists, why can't a nationalist group petition the Court to invade the area, eliminate terror that kills us and doesn't contribute to the health of the Fatah either and for once and all, get rid of Hamas? Wouldn't that be nice for an Israeli court to do? Really help out Jews, Arabs and all of mankind?
YISRAEL MEDAD
(2 Av 5768, 3/8/2008)
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Deus dá aos judeus oportunidades, várias oportunidades. De forma absolutamente irracional, os árabes abandoaram Israel em 1948 em vez de permanecer e democraticamente rematar com a existência do Estado judeu. Em questão de semanas, os árabes passaram de ser o 45 ao 25% da população israeli. Naquele momento, o Governo de Ben Gurion confiou-se, e permitiu que os árabes restantes se quedassem e multiplicassem. Ben Gurion, de maneira semelhante, também não botou aos jordanos de Jerusalém.
A segunda oportunidade chegou em 1967. Os árabes abandoaram Judea e Samária –novamente sem razão aparente. Moshe Dayan detivo-os na sua marcha, e entregou aos árabes cada um dos santuários judeus, desde a Cova dos Patriarcas até o Monte do Templo.
Agora é a terceira oportunidade. Hamas leva a cabo o trabalho que corresponderia aos israelis de fazer insuportáveis as condições dos palestiniãos. Porque ajudar a Fatah num complicado processo de paz? Ajudemos a Hamas. Deixemos que Hamas se enfronte a Fatah e vença. Deixemos a Hamas que desenvolva primitivos obradoiros para construir primitivos cohetes. Deixemo-los em Israel. Deixemos-lhes converter Gaza num Estado fundamentalista muçulmão cheio de campos de entrenamento. Amosemos ao mundo que os palestiniãos –como todos os árabes- são incapazes de governar-se com uma mínima decência. E depois, expulsemos a todos os árabes palestiniãos a Jordânia. Limpemos Judea, Samária e Gaza. Não deixemos nem rasto árabe por ali: nem uma casa, nem uma mesquita, nem uma oliveira.
Ajudemos a Hamas.
Rematemos com a presença árabe em Eretz Israel.
OBADIAH SHOHER
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O ghetto não tem nada a ver com a pobreça ou o isolamento; os judeus não procuram fortaleça física ou mesclar-se com outros. O ghetto tem a ver com o medo: o medo a permanecer e o medo a marchar. Assim o demonstra a vida em Israel.
Os assentamentos oferecem uma qualidade de vida mais elevada que as abarrotadas e caras cidades israelis. A maioria dos judeus, porém, têm medo de viver neles. Os seus pretextos são irracionais. A incertidume? O Governo israeli ré-embulsará, sem dúvida, o preço das vivendas se evacua os assentamentos. A inseguridade? Os ataques suicidas são mais frequentes em Israel que nos assentamentos. As condições das estradas? Os apedreamentos são menos habituais que os accidentes automovilísticos em Israel. A maioria dos israelis nunca têm estado num assentamento, e só sabem deles pelas inquedantes notícias dos meios de comunicação e pela rumorologia.
Esqueçamos os assentamentos, já temos espanto avondo na própria Israel. Os judeus do norde agardam que Hezbollah reanude os ataques. Os do sul, que Hamas ponha a prova os missis Kassam no accesível branco de Ashkelon. Os judeus de qualquer sítio de Israel vivem baixo a ameaça dos missis sírios. Um homem, Assad, pode em qualquer momento ordear ao exército sírio que ataque Israel simplesmente porque tem passado uma má noite. Esta vez, nem sequer será questão duns tanques sírios atacando uma franja de 40 milhas israelis. Síria, agora, pode lançar centos de SCUD simultaneamente, fazendo inservíveis as defesas ánti-aéreas israelis. Os missis ánti-tanque e ánti-aéreos russos limitarão drasticamente a capazidade de resposta israeli. Daqui a um par de anos, Síria contará com a protecção nuclear iraniã.
A vida nos ghettos modificou notavelmente a mentalidade judea. Os israelis são suicidas de modo muito similar. Os factos são bem sabidos: Líbao, Palestina e Zíria acumulam missis; Irão desenvolve programas nucleares; Netanyahu abandoou Hebrão; Síria não reconheceu a Israel, e Netanyahu não renunciou ao memoránduma de Wye River Plantation.
Os ghettos judeus ignoraram os factos quando o Holocausto. Os judeus israelis ignoram os factos agora.
OBADIAH SHOHER
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O meu esposo, Rabbi Meir Kahane, fundou a JDL há 40 anos na cidade de New York. Fixo-o em resposta à onda de violentos assassinatos cometidos pelos afroamericãos, que sem dúvida estavam motivados pelas suas difícis condições sócio-económicas.
Sem embargo, delitos como os atracos e os roubos com violência eram algo cotidião. Os roubos incrementaram-se num 70% entre 1967 e 1968, e os assaltos num 25%. Como muitos neoyokinos eu nunca saia só pela noite, e quando ia mercar gardava o dinheiro num peto oculto interior. New York era uma típica cidade americana; de facto em 1967 e 1968 os negros rebelaram-se em mais de 150 cidades dos EEUU.
Os crimes dos negros –e dos portorriquenhos- frequentemente tinham claros transfundos ánti-semitas. Na cidade de New York , os professores judeus eram atacados nas escolas públicas, os cimetérios eram profanados e as sinagogas sofriam pintadas e recebiam cócteis-molotov. Os bairros judeus eram os mais atacados, pois judeus e grupos minoritários amiúde viviam em zonas colindantes, e os judeus tinham fama de não responder as agressões.
A JDL pretendeu modificar a image dos judeus de chivo expiatório a combatentes. Meir soia dizer: “Oferecer a outra meixela não figura na nossa Bíblia”. Assim, a JDL começou organizar classes de judo, karate e tiro ao branco, e os seus membros patrulhavam as zonas mais conflictivas. Os meios de comunicação estavam intrigados por aqueles judeus que desafiavam o estereotipo judeu. Jornais, rádio e TV ofereciam informes sobre os campos de entrenamento da JDL e dos seus temerários enfrontamentos para proteger aos professores judeus e os tendeiros. Secções da JDL foram fundadas por todo o país.
A JDL também se opuxo aos sistema de quotas preferentes para a admissão nas universidades e nos empregos. Mantinhamos que as quotas discriminavam aos judeus, cujos meritórios avanços baseavam-se na meritagem.
Meir cambiou as quotas nos tribunais, e para publicitar as injustiças, a JDL montou piquetes nas oficinas do equipo de béisbol New York Mets, levando pancartas que exijiam que os Mets contratassem judeus por riba do 26’2% da plantilha –a percentagem de judeus na cidade por aquelas datas.
Mentres as classes meias e humildes apreciavam os esforços da JDL para combater o crime e a discriminação, as altas esferas judeas da classe dirigente só estavam preocupados por manter a sua respeitável image. Chamavam a Meir agitador de massas e à JDL elemento parapolicial.
Doia-me escuitar como insultavam ao meu esposo, mas sabia que estavam errados. A protecção policial oficial era ineficaz, e as cidades americanas semelhavam junglas. Ninguém podia negar a legitimidade dos grupos de auto-defesa. Os líderes judeus da classe dirigente nunca tinham que caminhar sós pela noite através do extrarádio; diziam que a violência da JDL era imprópria dos judeus.
Meir refutou essas afirmações: “…Desde os dias em que o nosso pai Abraham foi à batalha contra os quatro reis para salvar ao seu sobrinho Lot, até o momento em que Moisés golpeou a um egípcio melhor que criar um comitê para estudar as causas do ánti-semitismo egípcio; desde os Macabeos até os estudantes de Rabbi Akiva que foram enviados a combater no exército de Bar Kochba, os líderes judeus sempre têm tomado parte activa e violenta na luita pela liberdade”.
Os ideais que Meir inculcou aos membros da JDL baseavam-se na Torah; um princípio fundamental era o “Ahavat Yisrael” – amar aos companheiros judeus e ajudá-los. A Ahavat Yisrael motivou as patrulhas e enfrontamentos da JDL, e aplicava-se a qualquer judeu em problemas, inclusso aqueles que estavam na URSS.
Durante a Guerra Fria não existia contacto com os judeus soviéticos. Só a partir de 1964 começou a chegar informação sobre a sua opressão. A circuncisão fora proibida, e era ilegal ensinar a um rapaz judeu nada a ver com a sua religião, ou cozinhar matzot durante o Pesaj. Nenhum cidadão soviético tinha permiso para emigrar, e portanto um judeu não podia praticar a sua religião em nengures. Os jornais oficiais como o Pravda promoviam o ánti-semitismo culpando aos judeus dos severos problemas económicos da URSS. Foi para ressolver esses problemas económicos -e para poder comprar trigo americão a baixo preço- que os soviéticos procuraram então suavizar as relações com América. Meir viu a grande oportunidade. Escreveu: “…Sacudidos pelos agudos problemas económicos os soviéticos necessitam desesperadamente boas relações com os EEUU. Se nós conseguimos evitá-lo pode que os soviéticos considerem a possibilidade de deixar de perseguir aos seus judeus”.
“Devemos aparecer nos titulares, e estes só se fixam em sucessos audazes e dramáticos. Se for preciso, esses sucessos não se devem cingir à amável respectabilidade e à legalidade…Não é um assunto agradável. Este não é um compromisso para quem tenha medo de lixar as mãos”.
Em 1964, quando Meir escreveu isso, poucos tinham vontade de “lixar as suas mãos”. Arredor de 1970, porém, os membros da JDL já estavam acostumados a ignorar a “respectabilidade”. Estavam preparados para trair a situação dos judeus soviéticos à atenção do público americão.
Interrompiam espectáculos dos ballets russos com berros de “Liberdade para os judeus” e “Deixade marchar à nossa gente”. Num espectáculo em Chicago, alguém lançou uma bomba lacrimógena obrigando a mais e 3.500 pessoas a sair para fóra. Em Philadelphia, soltaram ratos no auditório.
Tras uma manifestação que bloqueou uma intersecção vital de Manhattan durante mais de 20 minutos, Meir foi arrestado. Este não era o seu primeiro arresto, e eu já me acostumara a não me preocupar, pois soia sair baixo fiança pela manhá. O importante foi que o arresto atraiu o interesse dos mass media. Aquela manhá ele falou numa emissão para todo o país da NBC TV e dixo: “Perdimos 6 milhões de judeus há 25 anos. Não temos intenção de perder 3 milhões e meio mais noutro genocídio nacional. Não cabe a mais mñinima dúvida de que tras 53 anos, o assunto dos judeus soviéticos estará de agora em adiante em primeira página”.
Numerosas manifestações da JDL pugeram a partir de então o assunto na primeira página, sem dúvida, movilizando à sociedade americana a apoiar as liberdades básicas para os judeus soviéticos, o que levou à URSS a libertar aos seus judeus. A partir de 1971 um contingente de 22.000 judeus obtiveram permiso para emigrar cada ano.
Naqueles anos as manifestações amiúde violentas da JDL eram condeadas pela classe dirigente. Hoje a maioria da gente reconhece o papel fundamental desenvolvido pela JDL. Tal e como Glenn Richter, director de Acção Estudantil pro Jedeus Soviéticos reconheceu: “Rabbi Kahane propagou o tema da juderia soviética até levá-lo a titulares duma maneira que nós, com as nossas protestas pacíficas, nunca fumos capazes”.
Meir estava no certo respeito à auto-defesa e os judeus soviéticos. Levará outros 40 anos reconhecer que também estava no certo em muitíssimas outras coisas?
LIBBY KAHANE
* Este artigo apareceu o passado mes de Junho no Jerusalem Post. Libby Kahane é a viúva de Meir Kahane e a nai do também assassinado Binyamin Kahane. Vem de editar um volume de mais de 700 páginas intitulado “Rabbi Meir Kahane: vida e pensamento Vol.1 (1932-1975)”.

Os cautelosos israelis comportam-se como as avestruzes: Olmert tranquiliza a sua conciência prometendo relegar a questão de Jerusalém à última fase das conversas de paz com os palestiniãos. Nem sequer é importante que Olmert minta e, tal e como os palestiniãos não perdem ocasião de propalar, esteja a negociar Jerusalém agora.
Relegar os assuntos centrais para a etapa final das negociações é um proceder fundamentalmente nécio. Discutirias o praço de envio de um moble se não estás dacordo com o vendedor no preço? No nosso caso, o vendedor nem sequer quere vender.
Relegar os assuntos centrais para mais adiante só assegura a pré-disposição de Israel a ceder sobre eles, quando toda a pressão actualmente dispersa nos mais variados aspectos deveria concentrar-se no tema de Jerusalém. O conto é-che assim: “Dacordo, temos chegado a um acordo com os palestiniãos em todo o demais, a paz está perto. Deveríamos renunciar à paz a causa das áreas de população árabe de Jerusalém, nas que não podemos viver de todas formas?” Uma vez que todos os demais aspectos estejam encarrilados, a partição de Jerusalém colarão-na automaticamente. Os neuróticos judeus podem rebelar-se e rechaçar tamanhe “paz”, sublimando no tema de Jerusalém toda a desconfiança que sintem face o seu Governo, mas contando com isso, daquela para que dianhos serve o processo de paz?
A política israeli de concessões sistemáticas é devastadora. Os judeus renunciam às suas baças negociadoras uma por uma, perdem poder de negociação, e têm a pressão internacional incrementada que lhes restam na mão. Em 1972, Israel rechaçou a oferta de Sadat (fosse realista ou não) de paz global com os árabes a câmbio da entrega do Sinai; os palestiniãos foram nemguneados. Quatro décadas depois, Israel vai-se encontrar sem o Sinai, nem os altos do Golão nem o West Bank –e nem sequer em paz com os árabes. Quase a totalidade dos líderes muçulmãos têm já declarado que inclusso cedendo o West Bank e Jerusalém aos palestiniãos não nos encaminharemos a uma paz imediata com os países árabes. E ainda onde Israel goze de paz, não haverá normalização: os jordanos e os egípcios de a pé ódiam a Israel agora tanto como antes de assinar os tratados de paz. Iraq e Kuwait, dois países sob a bota dos EEUU, rechaçam rotundamente a paz com nós. Irão não podemos agardar que assine a paz com a entidades sionista, inclusso no caso de que os palestiniãos obtivessem um Estado próprio. Arábia Saudi é o último país com o que Israel quereria estar em paz, dado que o fluxo do dinehiro procedente do petróleo saudi em Israel –já considerável- dispararia-se até que os saudis comprassem a totalidade da Terra Santa. Ao Líbano em mãos de Hezbullah os palestiniãos importam-lhe um rábano, e não se abraçariam com os sionistas nem permitindo enterrar a Arafat no Monte do Templo, como sucederá se os palestiniãos conseguem Jerusalém. A paz com Síria suporia um fiasco militar para Israel, pois Síria renovaria os seus arsenais sob a protecção do acordo de paz como está fazendo Egipto –para golpear mais adiante com sanha vingativa.
As negociações sobre Jerusalém com Fatah são inexplicáveis. Os britânicos deram caça aos grupos terroristas judeus, Etzel e Lehi, em vez de negociar com eles. Os membros de Fatah continuam atacando aos judeus, Fatah subvenciona às Brigadas dos Mártires de Al Aqsa com o dinheiro duvidosamente transferido pela própria Israel, e em circunstâncias especialmente extranhas o escolta de Ahmed Qurei, um alto negociador palestinião, foi abatido num enfrontamento com as IDF.
O processo de paz é uma estafa. Israel não está em guerra com os palestiniãos –e, se o estamos, daquela borremo-los do mapa a golpe de missil em vez de proporcionar-lhes água e electricidade. A ameaça que supõe Palestina para Israel provoca hilaridade: simplesmente proibamos o acceso dos seus trabalhadores imigrantes, e o terrorismo suicida, como já sucedeu há um ano, desaparecerá quase por completo. Em todo caso, o terrorismo sega bastantes vezes menos a vida dos judeus que os accidentes de tráfico. Também não cumpre ser um gênio para rematar o bombardeio de cohetes Kassam e Katyushas –não com o sistema demencialmente custoso Iron Dome, senão com a singela medida política de invadir Gaza uma vez ao ano mais ou menos, matando a um par de milheiros de terroristas palestiniãos, reduzindo as suas infraestruturas aos níveis da Idade do Bronze, e disfrutando de paz durante outros quantos meses. Proibir terminantemente a UNRWA e outras fontes de ajuda a Gaza e o West Bank seria um serviço muito maior à paz que ceder aos árabes Jerusalém, Tel Aviv e Haifa juntos: os palestiniãos preocupariam-se por conseguir trabalho em vez de viver do subsídio alheio e utilizar o seu amplo tempo de lecer em actividades radicais.
Os indigentes à procura dalgo que comer não têm tempo para o terrorismo.
OBADIAH SHOHER
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Com 47 anos, Baruch Marzel está feito um rapaz. De facto só me leva três; mas pela vitalidade que desprende e as contínuas iniciativas que promove, semelha que tivesse trinta menos.
Marzel tende a ser associado com algaradas contra agitadores ánti-sionistas em Hebron. Se fazedes uma procura em qualquer pesquisador da internet –por suposto, no judeófobo Google- o 99% das entradas serão para debuxar o perfil de um bravucão ultra, ou para descontextualizar alguma das suas razoáveis opiniões.
A Baruch Marzel gosta-lhe viver em Hebron. E por que não haveria de gostar? De facto, Hebron tem sido uma cidade judea durante mais de 3.500 anos antes de Netanyahu, Peres ou Olmert. Em Hebron quedou viver Abraham e em Hebron enterrou à sua dona, Sarah. É a vila dos Patriarcas e as Matriarcas, não en vão aquí jazem os restos de Abraham e Sarah, também os de Isaac e Rebeca, de Jacob e Leah. A um neto de Jacob pugeram-lhe de nome Hebron, e neste lugar –que não sei por que, mas a mim gostaria-me dalguma maneira irmanar com o nosso Herbão- David estabeleceu a primeira capital do seu Reino. E desde Hebron governou durante 33 anos Israel e Judea. Tras a expulsão dos judeus sefardis em 1492, vinheram a instalar-se em grande número neste lugar.
Se alguém é culpável directo de que ultimamente milheiros de judeus visitem este sítio cada ano, não duvidedes que são Baruch Marzel e os seus amigos. Não o Ministério de Turismo ou os impresentáveis de Shalom Ajshav –que fletam autobuses de agitadores para incitar à população árabe ao pogromo.
Mas Baruch Marzel tem um historial bem instructivo de percorrer. Vejamo-lo abreviadamente.
O que durante 25 anos foi considerado mão direita do Rav. Meir Kahane –que o asistiu na sua Bar Mitzva, sendo ainda uma criança- aos 14 anos foi por vez primeira para o caldeiro por fazer um tumultuoso corte de tráfico, junto com Meir Kahane e outros patriotas, numa visita de Henry Kissinger a Israel (durante a sinatura dos acordos de rendição do Sinai a Egipto).
Nos começos dos 70 colabora na criação dos primeiros assentamentos de Gush Emunim em Yesha, participando depois de cheio nas lutas contra as evacuações de colonos no Sinai. Foi um dos promotores da oposição à “desconexão” encerrando-se em búnkers e subindo aos telhados das casas. A sua mítica determinação e coragem conforma um ejemplo reconhecido por milheiros de colonos.
Aos 20 anos, tras completar os estudos na Hesder Yeshiva de Yamit, não foi chamado a servir na 1ª guerra do Líbano (1982) pelos seus antecedentes. E que mais dá? Ele entrou ao país vizinho pela sua conta e risco e fixo-se com um tanque, sendo uns dos primeiros em alcanzar a autovia Beirut-Damasco. Durante a batalla identificou e destruiu sete comandos sírios, e foi ferido por uma granada ánti-tanques, que lhe incrustou 16 troços de metralla por todo o corpo. Tras fazerem-lhe as curas, chimpou-se de novo ao tanque e participou na conquista do Museo Nacional de Beirut.
Em 1984 vai-se viver a Hebron -porque é um bom judeu e dá-lhe a ganha- e funda o bairro de Tel Rumeida; instala-se numa caravana, onde ainda vive junto com a sua mulher, e alguns dos seus nove filhos.
Como activista político, durante dez anos foi portavoz do Kach, e levou infatigavelmente a sua mensagem a través de cidades, vilas, assentamentos e rincões de toda Eretz Israel. Tras o assassinato, em 1990, de Meir Kahane foi eligido cabeça do secretariado do Kach e promovido à Knesset por este partido. Porém, a candidatura foi prohibida pela Corte Suprema, aduzindo que Marzel era continuador da linha nacionalista do seu antecesor (não havia ser!). Tras o affaire que rematou com o assassinato de Baruch Goldstein em 1994, o Kach, como sabemos, foi ilegalizado.
Baruch Marzel tem sido emprissonado mais de cem vezes por defender a causa do povo Judeu. Uma dúzia delas –das cem que vos digo-, foi-no por romper a proibição de visitar o antigo cimetério askenazi de Rebbetzen Menucha Rochel Slonin, situado fóra da zona pela que os judeus têm permitido deambular na cidade judea de Hebrpn. A sua insistência, ao cabo, tem logrado que actualmente os judeus podam visitar livremente o devandito cimetério. Não digades que não é uma história avondo bonita de ser contada.
Merece sinalar-se o seu agir como activista pelos direitos dos judeus presos na URSS, destacando a campanha para a libertação de Nathan Sharansky, Yaakov Levine e outros dissidentes.Foi um dos animadores do Comité “Free Jonathan Pollard”.
Também fundou a primeira Talmud Torah Zilberman desde 1929 na cidade para que os pequenos podam aprender Torah. Tem impulsado a Guest House de Kiryat Arba, a Fundação da Caridade –a mayor organização em Yesha de ajuda a famílias necesitadas- ou Yad L’Achayot (por citar outra mais entre as suas inumeráveis iniciativas), organização que recolhe e cuida a rapazas judeas incapazes, doutra maneira, de libertar-se por si próprias de relações mantidas à força com árabes, tendo contribuído a rescatar mais de 300 mulheres.
Baruch Marzel ainda sacou tempo, há poucos anos, para fundar e impulsar o Hazit (Fronte Nacional Judea). Ele considera que conquistar Eretz Israel é moral, que expulsar ao inimigo de Eretz Israel é moral. Normalidade judaica. Nada há mais moral que a libertação da Terra de Israel pelo Povo de Israel. Ou que dizedes?
Eu só vos digo o que diz Baruch Marzel: “Temos que trocar o sistema completamente em Israel. O sistema está corrupto e tem fracassado na defesa dos direitos dos cidadãos israelis. Queremos revocar esta Corte Suprema que aprovou a expulsão de judeus da sua terra. Se não são ré-empraçados destruirão qualquer vestigio Judeu em Israel”. E tem bem de razão.
É frequente, como já dissemos, vê-lo pôndo a raia aos matões de Breaking the Silence e outros gangsters financiados pelo establishment progre israeli, ante a passividade da polícia. Mas também organizando a operação Chachnoses Orchim (Benvinda aos Convidados) em Hebron. Abraham dou-nos a mitzvah de ser acolhedores com os hóspedes, e Marzel segue o preceito ao pé da letra: recebe-os, fai-lhes de comer uma tarteira de cholent ou umas tortilhas, e encarga-se de arranjar-lhes o despraçamento até o aeroporto, levando-os ele próprio se for preciso.
A heróica e desinteresada actitude de gente como Baruch Marzel e a sua mulher Sarah, Anet Cohen, a familia de Netanel Ozeri e os demais zelotes que em Hebron sustentam o facho da dignidade e o orgulho de ser Judeu, é um exemplo muito elevado para nós. Do seu lado estaremos sempre; para sustentá-los e defendê-los.
Para isso é, entre outras cousas, que fazemos este insignificante blogue desde a Galiza.
SIMON BAR KOCHBA
Etiquetas: Hebron

Depois de milênios de exílio, os judeus não estám acostumados à soberania. Os judeus colheram o mau hábito de apelar à pol´cia: para proteger o seu ghetto, antes, e para proteger o seu Estado, agora. Assim, o lobby israeli inclina-se dócil para recolher apoios internacionais às sanções contra Irão. Por se acaso alguém o tem esquecido: Irão vive baixo sanções desde há 29 anos, quer dizer, desde a sua Revolução Islâmica. O cacarejado terceiro paquete de sanções é um semsentido tão grande como os dois anteriores: congelarão algumas contas bancárias já vazias e imponherão proibições de viajar àqueles que podem viajar baixo qualquer nome que escolham. Para além disso, as sanções são ilegais: por que deveria Irão, como membro do Tratado de Não Proliferação, ser castigada por adquirir tecnologia nuclear civil se os EEUU reconheceram oficialmente que Irão não possue um programa nuclear de uso militar? Num mundo interconectado as sanções nunca são eficientes, especialmente as sanções à importação: Irão pode transbordar as suas importações através dos Emiratos Árabes Unidos, Síria ou qualquer outro país, e utilizar os bancos dos Emiratos e as redes de câmbio monetário para transacções financieiras. As únicas sanções efectivas contra Irão seriam as sanções à exportação, proibindo a adquisição de petróleo procedente desse país, mas a ninguém lhes importam tanto os judeus como para pagar um preço extra nas estações de serviço.
Efectivamente, por que deveria ninguém preocupar-se pelos judeus? Algum judeu que lê livros sobre o Holocausto interessa-se, honestamente, pelos ziganos assassinados nos lager? Por que deveria uma companhia francesa abstener-se de fazer um negócio rápido mediante transacções com Irão? Nós, os judeus, não tivemos problema em cooperar com Sudáfrica no desenvolvimento de armas nucleares, ou em ajudar às ditaduras latinoamericanas a trair em jaque às suas populações. Se Rússia vende missis a Síria, e os EEUU armas avançadas a Arábia Saudi, por que Siemens não deveria construir uma rede de telecos em Irão? Para além disso, se Siemens não o faz, fará-o Samsung, ou alguma das telecos emergentes do Leste de Europa.
Os judeus podem apelar ao Holocausto, à compassião, a sentimentos humanos básicos –e inclusso lograr que os governos occidentais apoiem sobre o papel essas noções; mas, ao cabo, os governos sabem que não têm obrigas fiduciárias com os judeus. De facto, a maioria dos seus súbditos inclusso disfrutariam se os judeus fossem achicharrados por uma ráfaga nuclear.
Outros países não têm necessidade de temer um Irão nuclear. Não há maneira de que Irão realice um ataque nuclear contra os EEUU, Rússia, França ou Egipto – tanto pelo temor de uma resposta aplastante, como porque não tem razões para os atacar. Os contos para não durmir de Irão vendendo armas nucleares a terroristas internacionais são estupidezes: Irão nem sequer permitiu que Hezbollah utilizasse missis de Zelzal-2 na guerra do Líbano de 2006. Os únicos países que têm boas razões para temer um Irão nuclearizado são Israel e o Iraque.
As sanções contra Irão são o clássico exemplo de “diplomácia tranquila”, a quintaessência da política de Judenrat que invariavelmente tem fracassado: não serviu para evitar os pogromos na Rússia zarista, nem moveu aos aliados a salvar aos judeus europeus, nem a libertar aos judeus na URSS. A diplomácia tranquila requere o cerebro de um Bismarck e a talha moral de Alemanha. Os judeus chamariam desesperados nas portas.
Israel pode bombardear Irão, sofrer as consequências, e ré-estabelecer o seu pretígio e capazidade de persuassão internacional durante outros vinte ou trinta anos. Ou bem delegar nas potenças estrangeiras para que fagam um trabalho que não têm porque fazer, e não ser tomada em consideração, arrodeada de Estados árabes que eventualmente podam deixá-la fritida.
O problema maior, contudo, não é Irão, senão as armas nucleares dos islamistas paquistanis e os comunistas de Corea do Norde.
OBADIAH SHOHER
Etiquetas: Samson option
HÁ 20 ANOS: MEIR KAHANE, CARTA ABERTA AO MUNDO
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Querido mundo,
Semelha que es dificil de comprazer.
Entendo que estejas molesto connosco, os judeus, sobretudo desde que temos o nosso próprio Estado, Israel. E ainda mais, entendo que podas estar enfadado e até furioso. Não é nada novo, porque cada certo tempo semelhas incomodado e molesto pela nossa culpa, estejamos onde for e figermos o que for.
Hoje molesta-che a repressão dos palestiniãos, embora seja para capturar ou castigar terroristas. Antes, foi a destrucção do reactor nuclear do tirano e genocida Saddam Hussein em Bagdad; também te sentiste molesto pela nossa vitória na guerra do Yom Kippur. Todos foram ataques defesivos, ti sabe-lo bem. Israel é tão minúsculo que não pode permitir-se o lujo de perder uma só guerra; seria a última, seria o seu fim. Mas, por algum motivo que desconheço –igual que tantas vezes antes- também te sentiste molesto.
Aparentemente, os trunfos e a vida dos judeus incomodan-te enormemente. Como já che comentei, desde muito antes da existência do Estado de Israel, o povo judeu tem-che molestado. E podemos retroceder num longo caminho de perturbações. Citarei apenas algumas para não cansar-che demassiado.
Molestámos aos senhores feudais da Idade Meia, que nos acusavam de ser os causantes de todos os andácios e desgraças que assolavam aos seus pobres súbditos. Molestámos aos Cruzados, que na sua viagem para libertar Terra Santa estavam tão desgostados com os judeus que assassinaram quantos puderam no seu santo caminho.
Já no século XV molestámos aos Reis de Espanha, que nos mataram por milheiros obrigando a nos converter à fê verdadeira, sob pena de fogueira; não satisfeitos com isso, expulsaram-nos do seu território –isso que chegáramos ali antes que eles.
Durante séculos perturbámos à Igreja Católica de Roma, que fez o possível para aniquilar-nos através da Santa Inquisição. Acusava-nos de rituais bárbaros e de sermos o povo deicida.
Também molestámos a Martin Lutero, quem no seu chamado para queimar as sinagogas com os judeus dentro, amosou um admirável espírito de missericórdia cristã.
Molestámos a todos os governantes de Europa, que nos acuravam de ser os causantes cada vez que se dava uma crise social ou económica, e assim foi durante séculos.
Nós molestámos ao povo alemão que eligiu por maioria a Adolfo Hitler, e ao povo austríaco que celebrou a sua entrada em Viena. Também molestámos às nações eslavas, a Polônia, a Hungria, etc., já que todos eles entregaram-nos aos verdugos názis para sermos conduzidos às câmaras de gas, como se não fossemos os seus cidadãos.
Antes de tudo isto, molestámos aos zares de Rússia e aos cossacos, que massacraram milheiros de judeus entre 1649-49 –alguns quantos mais, anos antes, e alguns quantos mais, anos depois.
Também conseguimos molestar a Stáline, pois nas suas purgas e gulags desfixo-se de vários milheiros de nós, com os mais variados argumentos.
E como estamos molestos por molestar-che, querido mundo, é que decidímos deixar-te (é um dizer) e estabelecer um Estado judeu.
A razão é que, ao termos vivido em diferentes latitudes e países, sentimos que te irritamos e perturbamos; ainda quando alguns de nós abandoam a nossa cultura e tradições, seguimos disturbando-te. Os judeus que se convertiam à fê verdadeira, antes de depois do Decreto de Expulsão de 1492, os conversos, não deixavam de ser objecto de discriminação, maltrato, ataques e assassinatos. Também as câmaras de gas estavam cheas de alemães que se criam livres da sua judeidade, e que se inteiravam do contrário mentres os levavam como a gando nos comboios que avançavam face os campos de extermínio.
Os países aliados, a pesar de que os seus aviões podiam bombardear com precisão pontes e cuarteis inimigos, ignoraram a existência dos campos de concentração e os fornos crematórios.
Por tudo isto, decidimos voltar a construir um Estado, no mesmo sítio onde a maioria fumos expulsos há 1900 anos pelo Império Romano, ao qual se vê que também molestámos.
Mentres tanto, temos-che dado homens e mulheres extraordinários, filósofos, artistas, científicos. Muitos de eles, com as suas investigações e trabalhos, marcaram um antes e um depois nas suas matérias e assuntos, já sabes: Baruch Spinoza, Maimónides, Heine, Kafka, Mahler, Sabin, Milstein, Gershwin, Levi-Strauss, Mailer, Arendt, etc. E sendo algo assim como o 0’02% da tua população, temos-che dado mais do 20% dos premiados com o Nóbel. Quando a guerra civil espanhola, para luitar contra o fascismo e a tirania, acudiram 40.000 brigadistas de todo o mundo: 7.000 de eles eram judeus, umaproporção realmente chamativa.
Aparentemente, querido mundo, ti es muito dificil de comprazer.
Depois de termos passado por múltiples perseguições e matanças, pela Inquisição, os pogromos, o Holocausto, e tendo decidido viver no nosso pequeno Estado (apenas mais grande que a província de Madrid, a de Tucumán, ou o Estado de New Jersey), semelha que seguimos molestando.
Ti estás molesto pela nossa resposta aos palestiniãos, e até desculpas os seus terríveis assassinatos com homens-bomba, ou que sacrifiquem às suas crianças colocando-as na linha de fogo. Nunca antes te amosaras tão indulgente nem interessado pela sorte de ninguém como pela de eles, ainda quando os islamistas do Sudão tenham matado mais de 800.000 pessoas no processo de islamização desse país, ou quando os habirtantes de Timor Leste eram atacados. Ou quando os franceses massacravam à resistência em Algéria. Ou pelos rapazes de Serra Leona, que morrem matando todos os dias. Ou pelos centos de milheiros de vítimas em Camboya. A ti, mundo, não te interessa que não tenham Estado próprio os cachemires, os tamil, os corsos, os kurdos, os neocaledónios, os ibos, os aymara, os saharauis, os sioux, os ziganos ou os kelpers. Dos centos de nações sem Estado, só os palestiniãos têm despertado a tua solidariedade incondicional. Onde estavam manifestando-se os teus cidadãos pela liberdade do povo tibetão? Quantas manifestações houvo pelo que se passou na Praça de Tienanmen? E pelos de Cashemir? Onde estava toda esta gente? Ninguém move um só dedo pelos milheiros de povos sem Estado em todo o mundo, povos que agora são aniquilados ou assassinados como o povo kurdo ou os armênios. Ti nesses casos quase não dizes nada.
Mas os palestiniãos interessam-che agora., porque quando Jordânia matou a milheiros de eles e quando foram expulsados do Líbano, também não disseste grande coisa.. E quando Kuwait expulsou a cem mil palestiniãos do seu país ninguém dixo nada. Por que esta solidariedade com o povo palestinião quando se enfronta a Israel? Nunca ti, querido mundo, tes estado tão solidário como com os palestiniãos, ainda estando dirigidos por um reconhecido terrorista que dirigiu uma das administrações mais corruptas, capaz de desviar para contas particulares os fundos com os que os ajudavas generosamente.
Por que, querido mundo, inventas massacres onde houvo combates, como em Jenin, e os teus prestigiosos intelectuais comparam o genocídio de milhões de pessoas indefesas e pacíficos cidadãos de pleno direito – o Holocausto- com enfrontamentos num levantamento armado que em dois anos tem causado mais de 1.000 vítimas israelis? Tes aceitado uma comparação do incomparável.
Apenas dis nada quando reventam a embaixada israeli na Argentina, ou a sé da AMIA com mais de 100 vítimas, ou quando na França destroçam sinagogas, agredem a colegiais ou profanam os cimitérios judeus. Ou quando estoiram a sinagoga de Tunísia, ou quando num hotel de Natânia voam pelo ar meio cento de pessoas durante uma das nossas celebrações mais queridas. Ou quando destroçam escolares e amas de casa nos autobuses e mercados populares de Israel.
Ti estás muito enfadado porque não renunciamos às terras recuperadas em 1967, às que accedimos venzendo com o nosso sangue a agressão de todo o mundo árabe. Moscova, Washington, Europa, os árabes moderados e os árabes radicais, todos molestos com a nossa vitória.
Bom, querido mundo, pom-te por um momento na pele de um judeu corrente de Israel, e di-me como te sentirias.
Entre 1920-1929 não existia esse problema dos territórios “ocupados” de 1967 que impediram a paz entre árabes e judeus, não havia Estado judeu para disturbar a ninguém, não obstante o qual, estes mesmos palestiniãos assassinaram a centos de judeus em Jerusalém, Jaffa, Safed e Hebrão, localidade na que num só dia foram assassinados 67 judeus em 1929.
Acasso pudo dever-se à sua fúria pela “agressão israeli” de 1967? E por que 510 judeus, homens, mulheres e crianças, foram assassinados em distúrbios árabes entre 1936-39? Foi porque os árabes se sentiram molestos pelo de 1967? Impossível, não sim?
E quando ti, mundo, propugeste um plano de partição no 1947 que teria dado lugar a dois Estados limitrofes, um árabe e outro judeu, os árabes responderam com um rotundo “não!”, foram à guerra e mataram 6.000 judeus porque previam os acontecimentos de 1967?
Por que não se escuitou a tua queixa, a tua moléstia, naquele momento? Os pobres palestiniãos, que nunca até a criação do Estado de Israel, identificaram-se como tais, que nunca pretenderam ter um Estado até essa data, são os mesmos que hoje matam judeus com explossivos, são parte do mesmo povo que incitou a botar-nos ao mar.
O mesmo ódio, a mesma falsidade, o mesmo berro: “itbaj-al-iahud!” (“massacremos aos judeus”) que ouvimos hoje foram escuitados ontem.
O mesmo povo, o mesmo sonho: destruir Israel.
Querido mundo, ti ficache passivo. Não disseste nada, permaneceche à espera, no 1948, quando sete países lançaram uma guerra que a Liga Árabe (formada por países governados por sanguinários ditadores) ourgulhosa e convencida da sua possível vitória comparou com as massacres mongólicas. Ti estiveste à espera, sem dizer nada, quando Nasser em 1967 incitou selvagemente ao mundo árabe a botar-nos ao mar.
Seguimos-che molestando, querido mundo; todas aquelas perseguições, vexações e matanças, todo aquele velho ánti-semitismo toma hoje a forma de ánti-sionismo; subjaz a mesma judeofóbia de sempre.
Ti, querido mundo, estarás encolhido de hombros ou quiçá à espera quando amanhá Israel se enfronte à sua possível extinção outra vez.
Mas não o duvides, faremos todo o possível para permanecer vivos na nossa própria terra, fazendo o que faga falha para isso. Se isto te molesta muito, mundo, pensa em quantas vezes no passado ti nos tes molestado e disturbado.
De qualquer modo, mundo, se te molestamos, aquí –em Israel- há um judeu a quem não lhe importa.
RAV. MEIR KAHANE (1988)

Os árabes na Idade Meia desenvolveram aceitavelmente a ciência. Depois os europeus figeram outro tanto, embora mais devagar, e os americãos e os japoneses tomaram o relevo. Agora os índios (certas castas) são criativos, numerosos, e relativamente aplicados. Muitos de eles emigram, alguns regressam, muitos ficam na Índia. China não pode ir demassiado para além porque a cultura confuciã não estimula a criatividade, só faz ênfase no trabalho diligente. Índia é a melhor candidata para chegar a ser a próxima súper-potença. Sem embargo, padece o mesmo problema que Israel: a falha de clusters competitivos. Ambos países possuem excelentes cerebros que aceitam a subcontratação estrangeira, mas carecemos de infraestruturas: excelentes universidades, empressas financeiras, regulações que favoreçam os negócios, e indústrias de apoio para a comercialização. Não está claro, e sem dúvida é improvável, que a Índia possa desenvolver clusters competitivos em vez de seguir sendo uma fonte de alta tecnologia em mãos estrangeiras. Mas se o logra seria magnífico para Israel, já que a Índia também padece graves problemas com o islamismo, com o terrorismo, tem rezelos face EEUU e a Grande Bretanha , e historicamente nunca foi ánti-semita, a pesar de que os seus líderes socialistas e alguns nacionalistas promoveram esse tipo de sentimentos.
China não se convertirá numa súper-potença tanto pela falha de criatividade derivada da sua cultura confuciã, como pela sua gigantesca população que impede uma pressão à alça sobre os salários, imprescindível para o avanço em tecnologias. As castas intelectualmente aproveitáveis na Índia são relativamente escassas, mentres que na China têm-se acumulado já uns imensos excedentes financeiros dos seus cidadãos que não são ré-distribuídos. China, para além disso, poderia ser um país aliado de Israel; mas os chineses, porém, são enormemente pragmáticos, e preferirão decantar-se face regimes islamistas reácios a nós, especialmente àqueles que não se neguem rotundamente a que Israel abasteça a China com tecnologia militar.
O razoável para Israel é orientar a sua política internacional face a Índia, a pesar das objecções dos chineses e dos EEUU.
OBADIAH SHOHER
(27 Tammuz 5768 / 29 Julho 2008)
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Há uns dias Baruch Goldstein teria celebrado o seu 50 cumpreanos. Dou a sua vida na “Massacre da Cova dos Patriarcas”, em Hebrão. O 25 de Fevereiro de 1994, Baruch entrou no santuário judeu convertido em mesquita pelos árabes e matou 29 árabes, ferindo a outros 150. Um herói para alguns, um colono enlouquecido para outros, permanece na história do povo judeu.
Os árabes desarmaram a Baruch e o lincharam imediatamente. Vários israelis têm ido a prisão por um crime similar, por disparar a terroristas ou prisioneiros de guerra tras desarmá-los. A acção de vingança, não a loucura passageira, dos árabes exige persecução criminal. A polícia dixo que a gravação de vídeo-vigilância estava averiada, e as testemunhas foram ignoradas. Figesse o que for, Baruch Goldstein foi assassinado, e a sua morte nunca foi investigada. Assassinar judeus é socialmente aceitável em Israel.
Os meios de comunicação israelis emprenderam uma campanha de desprestígio contra o falecido. Foi descrito como um pária emocionalmente inestável, um psicópata de extrema direita, um doutor kahanista que se negava a tratar aos gentis, um assassino a sangue frio de seguidores do Islão. Nenhuma dessas imputações era certa. Baruch agiu para deter o extremo perigo no que se achavam os judeus de Hebrão antes da Páscua. Depois da morte de Baruch –embora o governo israeli o condeou e absolveu à turba que protagonizou o linchamento- os distúrbios árabes estoiraram. Cinco judeus e alguns árabes foram assassinados. Os distúrbios imediatos demonstram que Baruch agiu ante um perigo real e não imaginário. O exército israeli foi incapaz de conter aos palestiniãos durante a Páscua. Baruch tomou a justiça pela sua mão.
Baruch também se vingou dos árabes pelos numerosos assassinatos de judeus na área de Hebrão. Ele interpretou o “olho por olho” como uma orientação prática, e não como um anticuado barbarismo religioso ou uma doutrina de compensação económica. A Torah não dá cabida ao libelo ánti-semita de que os judeus aceitam dinheiro a câmbio de sangue judeu. “Olho por olho” significa que os árabes debem morrer pelos judeus que eles têm assassinado. As nações são julgadas colectivamente: em Sodoma, Nineveh, Afeganistão ou Palestina.
Baruch poderia ter sido mais clarividente e disparar aos árabes num autobus, não numa mesquita. Israel honra a Shlomo ben Yosef, o primeiro que tiroteou um autobus árabe em 1938, em vingança pelos assassinatos árabes de judeus. Os palestiniãos não voltaram atacar fieis judeus em Israel depois da massacre do Muro Oeste em 1928; matar árabes numa mesquita diluiu a mensagem de Baruch com inecesárias interferências religiosas.
Os heróis oficiais judeus, como Abraham Stern e Menahem Begin, responderam o assassinato de judeus com violência terrorista. O assassinato aleatório de civis árabes demonstrou ser uma táctica eficiente; substancialmente, puxo fim a uma longa década de atentados árabes em cadeia, pogromos, e cotidianos assassinatos de judeus.
Condear a Baruch Goldstein é hipócrita. Centos de civis morreram devido às ordes de Olmert no Líbano. A carência de estratégia levou a assassinatos histéricos em Gaza para deter o bombardeio de Sderot. Os governos israeli e os occidentais, que aniquilam a dezenas de civis sem motivo, injustificavelmente e inecessariamente, não têm direito a condear a Baruch Goldstein, um exemplo de judeu honesto disposto a combater contra os árabes hostis.
OBADIAH SHOHER
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HÁ 14 ANOS ASSASSINARAM O DR. BARUCH GOLDSTEIN
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[A Cova de Machpela é o sítio onde estám enterrados Abraham, Isaac e Jacob. Este lugar foi adquirido por Abraham. A Cova é o segundo empraçamento sagrado dos judeus. Os insensatos governantes de Israel entregaram aos árabes a maior parte da Cova de Machpela, a pesar de que estes massacraram à comunidade judea na própria cidade de Hebron].
Yigal Amir, embora de facto não matou a Rabin, tem-se convertido num herói porque alçou uma pistola contra um destacadíssimo traidor, o criminal do Altalena. Gostaria-me pensar que o Dr. Baruch Goldstein se encaminhara aquele dia ao lugar sagrado dos judeus, profanado pelos árabes, exigindo vingança e evitando o anunciado pogrom. Desgraçadamente, não tenho a certeça. O Dr. Goldstein era um bom judeu e uma pessoa maravilhosa, mas quiçá não era um herói nacional. Foi uma vítima.
O relato oficial é simples: em Purim de 1994, o tolo partidário de Kahane colheu a sua escopeta, entrou na mesquita, e abriu fogo contra os congregados. Não importa que o sítio, em primeiro lugar, não fosse uma mesquita. Não importa que os árabes fossem tiroteados cum arma distinta da que empunhava o Dr. Goldstein. E, certamente, não importa que matasse a 154 árabes com 140 balas.
O absurdo da hipótese oficial fixo-se transparente de imediato: uma pessoa adorável, um abnegado doutor, dispara a uns muçulmãos a sangue frio. O Governo ventila um libelo segundo o qual o Dr. Goldstein, um doutor armado, toleou até o ponto de inclusso desobedecer as ordens dos seus superiores e declarar que só reconhecia a autoridade de RAMBAM* e Kahane, rechaçando também atender aos gentis. Esses embustes foram propagados a pesar de que os superiores de Goldstein os negaram de imediato, e de que fosse um doutor distinguido pela sua excelência médica e ter tratado a infinidade de não judeus.
A multidão árabe linchou ao Dr.Goldstein tras desarmá-lo. O Procurador Geral israeli negou-se a enjuizar aos criminais, a maioria dos quais eram bem conhecidos e alardeavam do assassinato. Em qualquer outro caso, quando um judeu abre fogo contra um terrorista árabe tras desarmá-lo, o judeu é sentenciado a uma prolongada estância em prisão, inclusso se tem actuado sob enajenação mental. Como todo o mundo dize, os árabes não são tratados em pé de igualdade no Estado de Israel. Têm trato preferente.
Imediatamente depois de assassinar ao Dr. Goldstein, a multidão árabe dispujo-se a perpetrar um pogrom a grande escala em Hebron, com nove judeus e uns quantos árabes assassinados nos enfrontamentos posteriores. O pogrom, dirigido por Hamas, foi premeditado, preparado com antelação aos incidentes, como alguns já vinham avisando. O dia anterior, a turba palestina amotinara-se na Cova, e instantes antes do incidente cantavam “Massacremos aos judeus”, tal e como o informe Shamgar admite. Actuando às ordes do Maior Stellman, as IDF surprendentemente pôm em liberdade ao palestinião que incitara o pogrom. Para além da grande tensão e o manifesto ânimo de emprender um pogrom, as IDF e a Polícia de Fronteiras não reclamaram reforços, deixando só um punhado de gardas na Cova. A massacre contra os judeus mascava-se, e o Governo israeli condescendia, como se a massacre fosse a rematar com a problemática presença judea em Hebron, como se passara em 1929.
O relato oficial acusa ao Dr. Baruch Goldstein de abrir fogo contra os árabes. Qualquer pessoa normal –e isto não inclui aos progres da Comissão Shamgar- perguntaria-se como pudo o doutor acertar 154 brancos entre os árabes, incluíndo 29 mortos, com só 140 balas. Afirma-se que entrou na Cova com 4 carregadores de 35 projectis cada um, para um rifle Galil. Disparando entre a densa multidão de palestiniãos, é impossível que alcançasse a 154 de eles. É impossível que tivesse tempo de vaziar um só carregador. É muito dificil matar de um só disparo em tão apuradas circunstâncias. Inclusso admitindo todas essas incongruências, é fisicamente impossível matar 154 árabes com 140 balas.
Os árabes assassinaram ao Dr. Baruch Goldstein quando tratava de ré-carregar o seu fusil –de facto um dos 4 carregadores aparecer ainda sem montar-, reduzindo o número de projectis a 105. É absolutamente inverosímil que cada bala ferira a vários árabes atravessando os seus corpos.
Disparando 4 carregadores em modo de fogo contínuo não teria producido tamanhe número de baixas, e teria-se atascado o fusil. Disparando 105 ou 140 balas em modo sémi-automático teria levado um tempo muito considerável, proporcionando aos gardas que estavam a uns metros de distância suficiente tempo de reagir, e aos árabes de fugir.
Inclusso o melhor francotirador não pode garantir 154 brancos actuando só com um rifle, com presas, e no meio duma densa multidão. E o Dr.Goldstein não era um bom tirador. Nem antes nem depois de ele, em centos de acções terroristas ao longo do mundo, ninguém tem logrado tamanhe récord. Nenhum tirador profissional se lhe aproxima. Só no Estado totalitário israeli, com controlo dos média, pessoas com o cerebro lavado podem acreditar tamanha estupidez. A modo de comparação, os árabes que causaram 19 baixas na yeshiva de Merkaz HaRav, Março de 2008, empregaram umas 600 balas.
Outro cenário é mais crível, apoiando-nos no peso das evidências: o doutor Goldstein apareceu quando os palestiniãos já começaram a revolta que prepararam durante meses. O doutor foi a primeira vítima judea da multidão árabe. Os soldados judeus de garda dispararam ao gentio árabe, logrando as impressionantes 154 baixas. Mas naqueles momentos de “processo de paz”, a camarilha dos Peres-Beilin-Rabin não podiam permitir-se um quadro com árabes massacrando judeus em Hebrão, assim que inventaram a historieta da “massacre” do Dr. Goldstein. Deste modo, os posteriores distúrbios árabes estavam “justificados” em vez de serem apresentados como um novo pogrom árabe. Como benefício extra, Peres-Beilin-Rabin proscrevem o Partido Kach, a única força que podia deter o suicida “processo de paz”. O Governo israeli utilizou o facto de que o Dr. Goldstein pertencesse ao Kach para ilegalizar o Partido (e menos mal que não ilegalizaram a profissão médica, dado que também era doutor).
Nas audiências da Comissão Shamgar, dois soldados israelis de serviço aquela manhá (Kobi e Niv) testificaram que o Dr. Goldstein entrara na Cova portando o seu rifle estándar M-16, não o Galil utilizado para os disparos. Em declarações separadas, afirmaram que viram entrar outra pessoa na Cova com o rifle Galid. A Comissão rechaçou as suas testemunhas.
A procura do misterioso homem do rifle Galil entrando na Cova, saltando-se os postos de garda, só pode conduzir a um lugar: o Shabak, os serviços secretos israelis. Da mesma maneira que inculparam a Yigal Amir e assessinaram a Rabin, enviaram ao seu homem a disparar contra a multidão árabe. O objectivo era tremendo: rematar com a presença judea em Hebrão (aspecto irrenunciável para os zelotes judeus) e com a única oposição política real, o Kach (Netanyahu, essa farça de oposição, transferiu Hebron à jurisdicção árabe).
Permanece sem aclarar como o Dr. Goldstein entrou na Cova, repleta de muçulmãos, sem que ninguém advertisse em ele nada extranho. Não é improvável que fosse assassinado na Cova e o seu corpo posteriormente levado ao Pasilho de Isaac. Muitos palestiniãos declararam que viram ao doutor Goldstein disparando, mas inclusso a Comissão Shamgar fixo constar graves contradicções nas testemunhas árabes. A Comissão conjeturou que o Dr. Goldstein accedeu pela ruta Yosefia; mas as suas pegadas estám ausentes nesse cenário.
Convintemente para a Comissão Shamgar as câmaras de videovigilância do lugar não funcionaram esse dia.
Os governantes israelis tinham um enorme interesse em eliminar ao Dr. Goldstein. Tras a morte do Rav. Meir Kahane, o Dr. Goldstein convertera-se no vínculo entre várias facções isoladas do kahanismo. Tras o seu assassinato, o Rav. Binyamin Kahane convertiu-se em líder do Kach, sendo também assassinado aparentemente por árabes; mas o facto de que o ejecutor “accidentalmente” acertasse com os 62 disparos só no assento dianteiro do seu carro- sem roçar aos seus filhos, sentados nos assentos trasseiros- tem um cheiro inconfundível a francotiradores israelis. Anos mais tarde, as IDF arrestaram ao presunto assassino, mas dado que já arrastava vários crimes no seu historial, não deveu ser muito dificil fazer-lhe aceitar a responsabilidade pelo assassinato do Rav. Benyamin.
Ainda depois, o líder e um activista da Liga de Defesa Judea nos EEUU, Irv Rubin e Earl Kruger, foram assassinados (“suicidaram-se”) em dois incidentes isolados dentro de prisões de alta seguridade. A JDL era o último vestígio do movimento de Kahane. Os aparelhos israelis desfigeram-se do Kach.
À marge de tudo isto, matar árabes na Cova dos Patriarcas não difere demassiado dos antigos acontecimentos que celebramos na festa de Purim.
OBADIAH SHOHER
* Nota de Simon Bar Kochba: RAMBAM é o acrônimo de Maimónides, Rabi Moisés Ben Maimon.
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É um absurdo comparar Irão com a Alemanha názi. O elemento mais importante do nazismo foi a sua continuidade: desenvolveram com anterioridade toda uma rede de políticas tendentes a um objectivo pré-determinado. Durante séculos a sociedade alemã foi ánti-semita, militarista, disciplinada, expansionista, supremacista e xenófoba. Os alemães combateram entre eles próprios e contra outros povos europeus. O nacionalismo estava deliberadamente acentuado com o claro propósito da unificação alemã, e encaixava com as actitudes capitais de supremacía e xenofóbia. Desde tempo imemorial, os alemães foram disciplinados e implacáveis soldados. Os suíços e os danesses, por exemplo, eram militaristas também, mas tinham superado com creces a etapa de construcção nacional, que era ainda muito recente no caso da Alemanha názi, e são portanto povos pacíficos. França, Ucrânia, Sérbia, e a maioria dos demais países europeus puideram ter iniciado o Holocausto tal como figeram os alemães; Ucrânia, de facto, intentou-no nos começos do século XX, e França colaborou muito eficazmente com os alemães no desenvolvimento do Holocausto. Escassos alemães estiveram activamente vinculados ao genocídio, mas muitíssimos estavam dacordo; idêntico patrão é aplicável a França, Itália, e outros países. O ánti-semitismo é endêmico à cultura cristã e observável em Europa. Em América, o ánti-semitismo nunca tem sido alentado oficialmente, e os americãos, embora não gostem dos judeus, é muito improvável que tivessem levado adiante o genocídio.
Nada do sinalado tem a ver com Irão. Este país carece ao longo da sua história de incitações ánti-semitas ou das perseguições próprias de Alemanha e Europa em geral. A maioria dos judeus iraniãos emigraram, mas movidos por motivos nacionalistas (Israel) ou na procura de oportunidades económicas (América). Aqueles que permaneceram em Irão não foram perseguidos. É uma imbecilidade comparar a situação iraniã com a sistemática e brutal opressão dos judeus na Síria moderna, onde eram acertadamente percebidos como a quinta coluna de Israel, ao igual que sucedia na Alemanha. Ainda no século XIX, os judeus alemães careciam de plena cidadania e os partidos políticos opunham-se veementemente a que se lhes concedessem plenos direitos civis. Os jornais alemães publicavam de maneira rutinária artigos e vinhetas ánti-semitas –algo impensável no Irão, onde têm traçada uma diâfana linha entre Sionismo e Judaísmo, e inclusso a propaganda ánti-sionista não se assemelha nem remotamente à fúria ánti-semita de Alemanha. Contrariamente ao Irão, a cultura alemã é inerentemente ánti-semita, com a breve excepção da República de Weimar. Alemanha foi ánti-semita no século XIV, no XX e no XXI.
Não é descabelado sugerir que Irão, para além da tolerância face os judeus, poderia aniquilar um Estado sionista. Mas dada a trajectória de Irão é extremadamente improvável. Irão nunca foi expansionista na sua história recente. Nunca iniciou uma confrontação. Inclusso no caso das Ilhas Tunbs, Irão seguiu minuciosamente a via diplomática até que a Sharia exigiu invadir as Ilhas Tunbs de maneira que o emir pudesse entregá-las ante a ameaça dum exército irresistível, salvando assim a cara. Os operativos iraniãos no Líbano não se assemelharam em absoluto à contundente intervenção de Síria. Certo é que Irão apoia os movimentos de resistência no Líbano e Palestina, mas Israel também apoia aos kurdos. Quase todos os Estados apoiam a algumas guerrilhas forâneas para extender a sua influência.
Mas se Irão é tão boa, porque os árabes estám histéricos com o seu programa nuclear? Pois singelamente porque Irão quere promover um império chiíta. A influência chiíta nos Estados sunnis garante o malestar civil e socava os governos locais. Os árabes tendem a alinhar-se com o forte, e um Irão nuclear incrementaria a popularidade dum Islão chiíta. Egipto não terá durante muito mais tempo as mãos livres para arbitrar as disputas internas dos árabes, e a totalidade do balanço de poder cambiará. Os árabes, porém, acomodam-se imediatamente às novas situações, e assim Egipto e Arábia Saudi começaram nos últimos tempos a reforçar as suas relações com Irão.
Irão utilizará o seu armamento nuclear para abastecer a Síria e o Líbano dum escudo defensivo, mas não bombardeará Israel. Pelo contrário que os alemães, o exército iranião é deficiente e não poderia desenvolver uma guerra de posições. Os míssis balísticos iraniãos são susceptíveis de serem fazilmente interceptados pela defesa aérea israeli e não alcançariam objectivos vitais. As sanções e a ineficiência supõem uma sangria para a economia iraniã, e os iraniãos não podem ser secretamente militarizados como o foram os alemãos. O liderádego iranião é muito conservador e exerce um controlo sobre Ahmadinejad radicalmente oposto ao que podia exercer o Parlamento alemão sobre os názis.
Dito isto, nada é seguro. Irão atacou o Iraque com armas químicas e sofreu repressálias a câmbio.Enviou soldados adolescentes a limpar os campos de minas. Perdeu um incalculável número de soldados numa inútil (a pesar de ser defensiva) guerra com o Iraque. Irão poderia responder os ataques israelis contra as suas instalações nucleares com armas químicas e radiológicas, ignorando as consequências. Actualmente, não deveria haver consequências, dado que Israel não pode soster uma guerra prolongada com Irão, um país muito grande e lonjano. Um intercâmbio de míssis é o cenário mais provável. A classe dirigente israeli sublima a ameaça dum Irão nuclear para encobrir a incapazidade de lidiar com a autêntica, crível e imensa ameaça nuclear de Pakistão e Corea do Norde, que de forma praticamente segura passarão armas aos regimes árabes e terroristas.
A existência real de um programa nuclear iranião é incerta. Se os EEUU tivessem evidências positivas desse programa militar, Bush teria actuado tras ter sido posta em tea de juíço a sua política ánti-iraniã pela CIA. Quando menos em dois informes dirigidos à IAEA com a intenção de reforçar o apoio internacional às sanções, a administração dos EEUU não pudo aportar evidências substanciais de que Irão esteja acometendo estudos nucleares de uso militar. Israel ofereceu aos EEUU todas as provas que possue das actividades ilegais de Irão, mas aparentemente não bastou para convencer à CIA, a IAEA, e o corpo diplomático. Luitando pelo apoio internacional contra Irão, Israel estaria fazendo pública cada mínima prova: dizendo que tal ou qual programa está sendo desenvolvido em tal e qual lugar põe num perigo tremendo aos serviços de espionagem. O certo, não obstante, é que Irão está desenvolvendo induvidavelmente um programa militar nuclear, e nós estamos de braços cruzados.
Irão é uma ameaça que devemos contemplar. Não tem, sem embargo, nada a ver com a Alemanha názi.
OBADIAH SHOHER
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FÊ, NUCLEARES E FRONTEIRAS DA TERRA PROMETIDA
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A fê não nos obriga a pôr em prova a Deus, como figeram os judeus em Meribah*, embora não sempre nos satisfaça. Mais bem, adoitamos agardar que nalgum momento Deus nos ofereça uma testemunha que aproveitar. Os progres acreditam na reforma das sociedades a grande escala; nós, os autenticamente liberais, devemos procurar a mais mínima oportunidade para promover os objectivos que se apoiam na nossa fê.
Não é culpa de Begin ou Sharon. Os judeus não acreditam já na zarza ardente. E sem um mínimo grau de fê o projecto de Israel está condeado ao fracasso. Os judeus seculares não acreditam que a terra nos pertença. Os judeus ultraortodoxos, pela sua banda, envolvidos confortavelmente nos seus talits fecham os olhos ao mundo exterior.
A fê duns poucos é a última barreira para a assimilação de todos. Já no século XVIII –e provavelmente muito antes- as comunidades judias de Rússia propugnavam a liberalização religiosa. Poucos viviam dacordo com as rígidas leis do Shulchan Aruch, e na maioria dos casos a observância era superficial. Como lembra Sholom Aleichem, grande escritor judeu, a sua avoa reprendia ao seu pai por irreverente, a pesar de que exibia longos tirabuções. As comunidades conservaram o judaísmo graças ao imenso poder espiritual de um punhado de rabinos. Em que consistia esse poder? Creio sabê-lo porque tenho conhecido uns quantos desses rabinos que transformaram a muitos judeus seculares, inclusso ateus, em pessoas profundamente religiosas tras charlar com eles durante um par de horas sobre temas diversos. É a fê. Se a causa ideologicamente vazia dos agitadores comunistas foi contagiosa, a fê é-o infinitamente mais. As pessoas não são só corpos, mas também mentes; não só indivíduos, senão colectividades. Numa era de desenvolvimento a passos agigantados, onde os novos valores derrubam-se quase tão cedo como aparecem, as pessoas procuram coisas simples e estáveis. A fê é directa, estável, e proporciona um sentido excelente da identidade comum. Nenhuma dose extra de brilhantes teorias educativas e seminários no judaísmo convertirá aos judeus em Judeus. Por muito que a maioria dos rabinos –de facto, quase todos eles- tenham perdido a capazidade de persuadir aos seus discípulos, porque eles próprios não estám persuadidos. Não acreditam já nas simples verdades que Deus revelou fisicamente no Monte Sinai, no sacrifício de animais com fogo, nem animam aos judeus a combatir pela Terra Prometida. Muitos de eles nem sequer acreditam em Deus como ser inteligente que atende as nossas pregárias.
O comum é inerentemente irracional. Nenhum argumento racional pode animar à gente a luitar junto com outros, cujos ancestros também eram judeus, com o débil argumento da terra em perigo no meio de um ocêano de inimigos muçulmãos. A análise racional provavelmente convida a fugir, ou não acudir. Nenhuma quantidade de argumentos racionais, livros e discursos teria provocado que os indefensos judeus actuassem como Judeus. Só o toque pessoal da fê pode fazê-lo, só o contacto pessoal com os muito escassos autênticos rabinos. Cada ano que se passa, há menos disponhíveis; a nova generação já não produce esse tipo de olhadas, esses rostos brilhando pela fê.
A salvação só chegará pela fê.
OBADIAH SHOHER
(25 Tammuz 5768 / 28 Julho 2008)
• Nota de Simon Bar Kochba: Meribah, junto com Massah, aparece citada no Livro do Éxodo dos israelis, quando ante a falha de água o povo pediu a Moisés que pugesse a prova o poder de Yahveh. Moisés golpeou com o seu caiado uma roca e começou a brotar água.
• O Shulchan Aruch, era a principal codificação da lei judia derivada do Talmud; foi compilada pelo Rabbi Joseph Caro no século XVI.
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Como temos chegado a esta situação na que um Gilad Shalit vivo é pior para Israel que um Shalit morto? O rapaz nada tem a ver com o problema, mas o Governo tem criado um autêntico dilema orwellião. Um soldado judeu morto mais, um cabo, é algo lamentável mas, sinceramente, um incidente passageiro. Os soldados morrem; é desgarrador quando se trata dum soldado judeu, mas dalguma maneira temo-nos acostumado. Mas se Shalit está vivo, os média israelis criam a percepção de que muitos judeus mais serão assassinados. A maioria dos israelis são sensatos; uma minoria –para além do círculo de familiares e amigos- quere uma repatriação a qualquer preço. Mas Shalit tem-se convertido num produto mediático nas mãos duns média que praticam uma compassião interessada. Eu não acredito que a ninguém nos média israelis, com a imoral reputação de que goçam, lhes importe um rábano Shalit; mas as lágrimas de cocodrilo sobre ele vendem muitos jornais. E aquí é onde intervém o Governo. Este razoou correctamente que os média o aclamariam se trai a Shalit de volta, e que faria a vista gorda ao facto de libertar a um milheiro de terroristas a câmbio. Os relatos do regresso de Shalit prolongariam-se durante meses, mentres o intercâmbio por prissioneiros seria uma questão de factos consumados e esquecida rapidamente. Inclusso se alguma página direitosa em internet lembrar que os terroristas têm volto ao talho, a assassinar judeus, a corrente mediática dominante silenciaria o problema.
O assunto Shalit planteja um descarnado dilema moral: é preferível que um inocente soladado (¿) sofra a que um milheiros de terroristas convictos sejam insuficientemente castigados? Inclusso os mais indulgentes dos cristãos estariam dacordo em que uma proporção de 1:1000 provavelmente seja excessiva. De facto, é muito mais que isso: o intercâmbio de prisioneiros envia a dezenas de milheiros de terroristas a mensagem explícita de que eles, também, serão canjeados. Para além de deixar sem castigo aos já convictos, o intercâmbio anima a outros a incorrer em delitos semelhantes. Portanto não é, na realidade, uma questão de trocar um judeu vivo na memória dos centos de mortos; é obter um judeu vivo a costa de incrementar as possibilidades de muitos judeus mortos no futuro.
Quiçá não vos goste, mas Hamas serviu-se da legalidade internacional quando capturou a Shalit. Inclusso entre os judeus progres, o professor Walzer, um eminente estudoso da teoria moral da guerra, reconhece que os soldados não são inocentes. Uma vez que empunham as armas, convertem-se em objectivos legais para os seus inimigos. Israel estava em guerra com Hamas no momento da captura. Na medida em que o West Bank está “ocupado”, e não libertado e anexionado, a guerra continua. Um país deveria estar tolo para considerar o troco de uma pessoa não inocente a câmbio de um milheiro de convictos.
Israel jamais toma tantas medidas para proteger aos seus soldados como para recuperar aos capturados. Os soldados mortos não constituim um problema político, mas os média laiam-se se se trata daqueles que continuam capturados. Assim que queremos trair a Shalit de volta; magnífico. Qual é o problema? Israel tem avondo experiência. Nos dias do sionismo tipo Selvagem Oeste, os judeus capturavam jordanos e sírios para intercambiá-los pelos presos de guerra israelis. Fagamo-lo de novo: entremos no West Bank, assaltemos qualquer obra de beneficiência de Hamas e sequestremos aos seus oficiais; repitamo-lo cinquenta vezes, e depois ofereçamo-los a câmbio de Shalit. Se isso não basta, bombardeemos até derrubar cada edifício da Autoridade Palestina em Gaza. Se também não funciona este truco, assassinemos a uns quantos dos mais famosos mecenas de Hamas em Egipto.; algo proveitoso, em qualquer caso. E sigamos assim, com medidas de sentido comum.
OBADIAH SHOHER
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Três cidades têm um lugar enorme e exclussivo na antiga história do nosso povo: Sikhem, Hebrão e Jerusalém. No Livro do Gênese (Bereshit) diz-se-nos que Terach tomou ao seu filho Abraham, o seu sobrinho Lot e a sua nora Sara, a esposa de Abraham, e abandonou Ur Kasdim com destino a Canaam. O percorrido levou-nos a Haran e habitaram ali. Terach morreu em Haran.
A seguir, o Todopoderoso dixo a Abraham: “Marcha da tua terra, do teu lugar de nascimento e da casa do teu pai e dirige-te à terra que te amosarei…e Abraham fixo o que lhe foi dito pelo Eterno…e levou com ele a Sara, a mulher de Abraham e deixou Ur Kasdim caminho de Canaam. E Abraham cruzou o território caminho de Sikhem…e o Eterno apereceu-se-lhe e dixo: “À tua descendência darei esta terra”. Abraham construiu ali um altar ao Esterno, que se lhe aparecera, e continuou a sua viagem face o sul…e Abraham levantou um campamento e se estabeleceram nas planícies de Mamre, que estám em Hebrão, e construiu outro altar ao Todopoderoso” (Gênese, 12).
A história dos hebreus começa em Hebrão. Em Hebrão surgiu a primeira força armada, que batalhou contra quatro grandes reis, porque capturaram ao sobrinho de Abraham, Lot, e tomaram as suas propriedades. Cuando isto chegou a ouvidos de Abraham, em Hebrão, imediatamente movilizou a 318 dos seus seguidores e perseguiu aos quatro reis para além de Dan, no norde, onde os atacou ao cair a noite e os destruiu, recuperando todas as propriedades e ao seu sobrinho Lot, a sua mulher e o resto dos cautivos. Esta foi a primeira guerra na história dos judeus, e rematou não com uma simples vitória, mas também com uma demonstração da amplitude de espíritou de Abraham…
Quando Sara morreu em Hebrão, à idade de cento e vinte sete anos, Abraham dirigiu-se ao hititas para que lhe concederam uma parcela onde enterrá-la. Depois de árduas negociaciões, Abraham pagou quatrocentos shekels de prata a Efron pela sua leira e as árvores que arrodeam o seu contorno, fazendo-a sua. E quando Abraham morreu, 38 anos depois, foi enterrado pelos seus filhos Isaac e Ismael na gruta que Abraham mercara aos hititas.
Antes de que Jacob morrer em Egipto, depois de ir até ali para ver ao seu filho José, fixo que os seus filhos lhe prometeram enterrá-lo onde os seus pais “em Hebrão, na gruta, no campo de Efron o hitita, onde descansam os restos de Abraham e a sua mulher Sara, Isaac e a sua esposa Rebeca e onde eu enterrei a Leah” (Gênese, 49:29,31). E isso é o que José e os seus irmãos figeram. É, portanto, evidente que os três Patriarcas e as três Matriarcas do povo judeu foram enterrados na gruta de Machpela.
Porém, a importância de Hebrão não radica só no seu papel nas vidas dos Patriarcas e Matriarcas da nossa nação. Depois de Saúl, o primeiro rei de Israel que caiu blandendo a espada na guerra com os filisteus, para não cair cautivo, David reempraçou-no como rei. David perguntou ao Esterno: “Devo ir a uma das cidades de Judea?” E o Eterno contestou: “Vai!” E David dixo: “A qual devo ir?” E Deus contestou: “A Hebrão”. E David obedeceu, e os habitantes de Judea chegaram e proclamaram-no Rei de Judea (Samuel II, 2-4). Finalmente, depois da morte de Abner, o comandante do exército de Saúl e de todas as tribos de Israel achegou-se a David em Hebrão e proclamou: “Velaqui, carne e sangue teu somos. Noutro tempo, quando Saúl reinava sobre nós, eras ti quem traia elevava a Israel. E Yahveh tem dito “Ti liderarás ao meu povo, Israel, e chegarás a ser o caudilho de Israel”. Vinheram todos os ancianos de Israel a Hebrão, e o rei David pactou aliança com eles em Hebrão sobre todo Israel” (Samuel II, 5:1-3). Daí surgiu em Hebrão a mais grande dinastia real que Israel tiver jamais.
A cidade de Jerusalém – que chegou a ser com a passagem do tempo, desde a coroação de David até os nossos dias, não simplesmente a mais preçada e Santa das Cidades de Eretz Yisrael, senão uma das mais reverenciadas cidades no mundo inteiro- não é mencionada em nenhum dos cinco livros da Torah. Ainda mais, depois do Reino de David, que conquistou a cidade de Jerusalém de mãos dos Jebusitas e a converteu em capital eterna de Israel, o seu filho, o rei Salomão, construiu o Templo (HaMikdash) em ela. Tras a morte de Salomão o povo israeli coroou ao seu filho Rechavam, não em Jerusalém, mas em Sikhem. E dos 40 anos do reinado de David, sete e meio tiveram lugar em Hebrão, mentres Jerusalém, embora não mencionada em toda a Torah, foi constituída pelo rei de reis israeli em Cidade Santa.
Sem embargo, não esqueçades: os começos do mais grande rei de Israel está em Hebrão, a cidade à que acudiu o primeiro hebreu oitocentos anos antes do Rei David, e cometeríamos um grande e terrível erro se deixassemos de assentar-nos em Hebrão, vizinha e precursora de Jerusalém, com um grande assentamento de judeus, em constante crecimento e expansão, imediatamente. Isto constituirá uma benção também para os vizinhos árabes. Hebrão é digna de ser a irmá de Jerusalém.
DAVID BEN GURION
(18 Shvat 5730 / 25 Janeiro 1970)

