
A Alemanha názi jamais atacou, matou ou feriu a um só cidadão no continente americão. Desde que os EEUU declararam a guerra à Alemanha, bombardearam os seus centros industriais e civis, invaderam o seu território, embora não antes de invadir e libertar a França –com o custe necessário de matar civis. A política de guerra americana?: “Rendição incondicional”. O ressultado?: Alemanha rendeu-se incondicionalmente.
Corea do Norte, um satélite soviético, nunca atacou, matou ou mutilou a um só cidadão em território americão. Desde que os EEUU, sob os auspícios da ONU, declararam a guerra contra Corea do Norte (a mais de 10.000 kilómetros de distância), bombardearam e invadiram o seu território, matando a vários milheiros de civis no processo, até que foram expulsados pelos chineses. A política de guerra americana? Restauração do status quo anterior. O ressultado foi precisamente esse: Corea permaneceu dividida; os EEUU não ganharam a guerra nem a perderam –agás milheiros de soldados americãos.
Vietnam do Norte, outro cliente soviético, jamais atacou, matou ou feriu um só cidadão em solo dos EEUU. Desde que os EEUU declararam a guerra contra esta distante nação, bombardearam por ar e mar, mas, significativamente, abstiveram-se de enviar forças terrestes. A política de guerra americana?: retirada das tropas comunistas de Vietnam do Sul e restauração do status quo anterior. O ressultado?: uma “solução política” deixando aos comunistas no Sul. Depois de um “decoroso período”, o cliente soviético conquistou ao aliado dos EEUU.
Agora um breve comentário sobre estas três guerras, examinadas em orde inversa.
Tanto como cidadão privado como candidato a Presidente, Ronald Reagan julgou a Guerra do Vietnam como “imoral”. Por que? Porque se baseou no que ele e outros denominaram uma política de “não vitória” (precisamente a política dos governos israelis). Informado por opiniões de expertos militares, o Sr. Reagan aderiu à posição de que se duas divisões dos EEUU tiveram sido desembarcadas em Vietnam do Norte em 1965 –e naquela altura não havia motivos para temer uma intervenção chinesa- a guerra teria rematado enseguida.
Mais de 50.000 americãos não teriam perdido a vida. Vietnam do Norte e do Sul não teriam sofrido um milhão de baixas. Vietnam do Sul não teria que ter estado vivendo sob uma tirania comunista.
E o mundo, tão quisquilhosamente consciente dos danos civis ressultantes dos ataques de Israel contra os terroristas árabes, não teria sido testigo –sem amosar nem um gesto contra a atrozidade moral- do genocídio criminal estimados nuns três milhões de homens, mulheres e crianças em Camboya.
Volvendo à Guerra de Corea, a maioria das baixas americanas tiveram lugar durante as prolongadas negociações com os comunistas em Panmunjom. Não é singelo –inclusso soe ser absurdo- negociar com comunistas, ou com qualquer grupo ideologicamente chamado à tua destrucção final. Com isso como objectivo final, esse tipo de inimigos são infinitamente mais pacientes que os políticos democratas. Para além disso, eles não têm que preocupar-se pelas próximas eleições, a opinião pública ou a percepçãp que podam obter os jornalistas que contam árvores em vez de mirar o bosque. Não têm que preocupar-se pelos pacifistas, esquerdistas, corporações multinacionais e, embora seja triste de dizer, os oportunistas dos partidos rivais e os interesses pessoais.
Não é singelo negociar com comunistas que despreçam o prejuízo burguês de que todos os conflitos podem ser amanhados por médios pacíficos. Assim, os comunistas prolongaram indefinidamente as negociações de Panmunjom, agardando que os elementos divisivos figessem o seu labor por eles nos EEUU.
O único que os comunistas (e os seus homólogos árabes) respeitam é a força. Tratando-se desta gente, nada é pior que a amabilidade – ou o que os democratas chamam “auto-contenção” ou “moderação”, qualidades que são traduzidas como debilidade por estes inimigos da democracia.
Se algum conflito refuta a manida expressão de que a guerra não ressolve os problemas, esse é a 2ª Guerra Mundial. Essa guerra teve como ressultado a destrucção da que era naquele então a tirania mais perigosa sobre a terra: a Alemanha názi.
Hoje, se Israel procurar um modelo de fazer a guerra contra os sucessores dos názis –não só Hamas, mas também a Autoridade Palestiniã que tanto adora Condoleezza Rice- seguramente um não recomendaria o modelo vietnamita concebido por Henry Kissinger, e pelo que recebeu um Prémio Nobel da Paz. Os Acordos de Vietnam deixaram 140.000 tropas comunistas afincadas em Vietnam do Sul. Também não recomendaríamos o modelo coreão, no que as intermináveis negociações derivaram na simples restauração do status quo prévio.
Se algum modelo é apropriado, no que respeita aos implacáveis inimigos de Israel, é o modelo utilizado pelos EEUU contra a Alemanha názi.
PAUL EIDELBERG
(Tammuz 5768 / Julho 2008)
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E SE UM ÁRABE FOSSE ELECTO PRIMEIRO MINISTRO DE ISRAEL?
0 comentarios Publicado por SIMON BAR KOCHBA en 12:00 p.m.
A negação é um mecanismo psicológico bem conhecido. Surge um problema que nos ameaça; o indivíduo nega o problema durante um determinado período de tempo, mas finalmente estoira-lhe no rosto.
Os israelis acham-se estancados na negação no que respeita aos árabes que vivem em Israel. Tras contemplar a gravação de uma recente manifestação de árabes israelis em Haifa, decatei-me que é chagado o momento de afrontar esta questão, sabendo de antemão que é um tema que muitos temem abordar. Vemos moreas de árabes agitando bandeiras palestiniãs e coreando consignas ánti-israelis. Velaqui uma passagem do artigo de Boaz Golan que acompanha a gravação:
“Esta irritante manifestação durou vários dias. Uma manifestação palestiniã contra o Estado, contra o povo judeu. Contra mim e contra ti. As bandeiras palestiniãs agitadas no rosto dos transeuntes. Gaza está aquí, em Haifa, no teu próprio fogar! Os condutores judeus passam fazendo soar as suas buzinas, e dizendo-lhes: “Ide para Gaza”, mas a turba de árabes segue a berrar os seus eslogans contra o Estado, e não têm medo de berrá-los bem alto: “Beirut, Damasco, Palestina…”.
A manifestação de Haifa é, por suposto, só um mais dos muitíssimos exemplos do dramático aumento do extremismo nacionalista dos árabes israelis, que se exprime não só em eslogans ánti-israelis, mas também em sabotagens contra judeus. Naturalmente, diante de todos estes episódios, a força da lei israeli não move um só dedo.
Em Akko (Acre) e em Jaffa, os árabes israelis atacam a judeus. Ninguém diz nada. Recentemente, soubemos de apedramentos de veículos judeus por árabes israelis em Galilea. Isto dificilmente chega aos titulares. Imaginade o que diriam os mass media se um judeu tirasse pedras aos árabes.
O ano passado, dúzias de judeus celebraram o Dia da Independência num bosco de Megiddo. Um grupo de árabes israelis chegaram com bandeiras de Palestina, montados a cavalo, e obrigaram aos judeus a marchar, Excepto a página web de ARUTZ SHEVA, cobriu alguém este incidente? Não é preciso dizer que a polícia não deteve nem sequer a um só alborotador árabe.
Não nos confundamos. Ao contrário do que sucede noutros países, onde as minorias agem com respeito e submissão ao país anfitrião, uma considerável parte dos árabes de Israel agem como se fossem os senhores desta terra; mentres que os judeus somos uma espécie de estrangeiros que os molestam.
É este o Estado judeu que sonharam os fundadores?
O Governo israeli, no relacionado com estas questões, tem uma curiosa postura. Uns dias atrás informou-se-nos de que o Ministério de Interior estava ultimando o estabelecimento de uma nova cidade árabe, aparentemente em Galilea. “Nenhuma nova cidade árabe se tem estabelecido desde a fundação do Estado”, disseram os titulares jornalísticos. Certamente, não há melhor maneira de retratar ao Governo israeli na celebração do 60 aniversário do Estado judeu: um Governo que congela toda construcção promovida por judeus em Judea, Samária e inclusso na capital Jerusalém, e que em vez disso canaliza os seus recursos e dinheiro a estabelecer uma nova cidade árabe. Não sei se rir ou chorar amargamemnte.
Os árabes e a esquerda estám exultantes de júbilo, por suposto. Mas por que permanece o campo nacional em silêncio? Onde estám as protestas? E, para além disso, que significa “uma cidade árabe”? Ponherão um letreiro à entrada da cidade que reze “Proibida a entrada a judeus”? Existe actualmente alguma “cidade judea” no Estado de Israel? Os árabes podem viver em qualquer cidade de Israel. Os árabes vivem em Haifa, Tel Aviv, Ramat Gan, Jerusalém e, depois do mandato ánti-sionista de Aharon Barak, também se instalaram em Katzir e Harish.
Se os judeus, pelo contrário, quigessem comprar em Umm el-Fahm, Daliyat al-Carmel, Baka el-Gharbiye, ou qualquer outra vila de Galilea ou do Negev, está claro para todos que mereceriam ser objecto de um progromo, como o protagonizado pelos drusos há uns meses a fim de convertir a cidade de Pek’in em “judenrat”.
A esquerda diz-nos que devemos “separar-nos nós próprios” de Judea e Samária para preservar Israel como um Estado judeu. Esta, porém, é a falsa propaganda da esquerda ánti-judea. Esquerda que sonha com a destrucção dos assentamentos judeus em Judea, Samária e Gaza por nenhuma razão mais que o ódio face os colonos, e que tratam de levar adiante o seu sonho mediante eslogans vazios. Os árabes de Judea e Samária não constituim uma ameaça para Israel. Não são cidadãos. São especificamente os árabes de Israel os que ameaçam Israel como Estado judeu.
Por que não há ninguém no nosso bando que proponha uma solução à questão dos árabes israelis num país que aspira a ser um Estado judeu? A Iniciativa do Rabbi Ben Elon refere-se aos árabes de Judea, Samária e Gaza, mentres que a ideia do “intercâmbio de territórios” propugnada por Avigdor Lieberman seria categoricamente rechaçada, toda vez que faz menção a entregar partes da terra de Israel aos árabes.
O único que se atreveu a mencionar a questão foi o Rabbi Meir Kahane, de bendita memória, que Deus vingue o seu sangue. Em 1980, quando estava na prisão de Ramle, escreveu um livro intitulado “Devem marchar” (o título em hebreu era “Aguilhões nos vossos olhos”, tirado do verso do livro de Números [33:55]: “Mas se não lançardes fóra os moradores da terra de diante de vós, então os que deixardes ficar vos serão como aguilhões nos vossos olhos, e por aguilhões nas vossas virilhas, e apertar-vos-ão na terra em que habitardes”).
Baseando-se na halajá judea, e apoiando-se em dúzias de exemplos históricos de outros povos que lutaram com minorias hostis que viviam no seu médio, Rabbi Kahane propus que nos separássemos dos árabes. Só desta maneira poderá sobreviver Israel como Estado judeu. Os detalhes do plano e as formas de levá-lo a cabo estám expostos no seu livro. A pesar de ter sido escrito em 1980, é ainda extremadamente relevante.
Podemos aceitar ou rechaçar o escrito por Rabbi Kahane, mas uma coisa está clara: não podemos seguir ignorando esta questão. Se seguimos soterrando a cabeça na areia, um dia acordaremos depois de umas eleições e escuitaremos ao locutor dizer nas notícias: “Trata-se de um terremoto! Depois de que já foram eleitos alcaides em Haifa, Beersheva e Jerusalém, hoje tem sido escolhido um Primeiro Ministro árabe em Israel! Mabruk e Salaam Aleikum!”.
E que fazeremos então?
Certo, muita gente tem medo de tocar este tema por temor a ser acusada de ·razismo”. Mas não podemos renunciar a um Estado judeu por “medo a ser razistas”. Se um ministro do Governo israeli não é acusado de razismo por estabelecer uma cidade árabe “livre de judeus”, e se todos os membros do Governo Sharon que expulsou aos nossos irmãos de Gush Katif e o norte de Samária só por serem judeus, não foram acusados de razismo, daquela estou segura de que o cárrego de razismo não será esgrimido contra aqueles que propõem destituir o Governo actual e ré-empraçá-lo por outro que enarbole a bandeira de um autêntico Estado judeu. Quer dizer, soberania dos judeus sobre toda Eretz Yisrael e controlo judeu do seu futuro. Na medida em que a minoria árabe hostil não esteja dacordo com isso, qualquer pessoa comprenderá que a separação é a única solução: os judeus em Eretz Yisrael, e os árabes nos países árabes.
NADIA MATAR *
(2008)
* Nadia Matar é dirigente de Women’s for Israel Tomorrow (Women in Green), uma das organizações que lideraram a luta contra a evacuação de Gush Katif e a limpeça étnica contra os judeus nos assentamentos. Foi detida e processada pelo Governo de Ariel Sharon para escarmentar o movimento contrário à desconexão.
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-I-
“A arte da guerra” de Sun Tzu, escrito arredor do ano 500 a.e.c., é o tratado militar mais antigo do mundo. Inclusso agora, depois de vintecinco séculos, os princípios básicos desse tratado seguem sendo uma guia válida de comportamento na guerra.
Quiçá Sun Tzu seja poida ser de interesse para o Estado Maior das IDF, em vista da Guerra Terrorista Árabe iniciada em Setembro do 2.000. Desde então mais de 1.600 judeus têm sido assassinados e muitos milheiros mais têm sido feridos e mutilados pelos terroristas árabes.
Remetendo-se à limitada resposta das IDF a esta vaga de terrorismo árabe, o antigo primeiro ministro Ariel Sharon dixera “a auto-contenção é fortaleça”. A primeira vista, um suspeitaria que o Sr. Sharon estava sob a inspiração do Sermão da Montanha. Poderia ser, sem embargo, que tivesse tirado o aforismo de “A arte da guerra” de Sun Tzu –ou mais bem, de uma interpretação errônea desse tratado. Sun Tzu teria feito uma exposição geral ao começo, “a timidez de uma doncela”-para sonsacar ao inimigo-, mas desde esse momento teria emulado a ferozidade de um lião.
Pelo contrário, o Primeiro Ministro Ehud Olmert está emulando um gatinho. Em vez de destruir o inimigo –especialmente a arrogância árabe- está seguindo a política de auto-contenção, permitindo que os que ódiam Israel tenham mais tempo para denunciar ao Estado judeu e deter a sua ofensiva. Se Olmert tivesse uma pizca de coragem, daria orde às IDF de arrasar ao inimigo numa extensão que gravasse a fogo na conciência árabe a lição: nom jogues com Israel.
Por suposto que, quando as forças do inimigo excedem às tuas ou ocupam um território superior, a auto-contenção é sinônimo de prudência. Mas quando esta situação é a contrária, auto-contenção é sinônimo de debilidade. De facto, Sun Tzu chega ao ponto de dizer: “Se combater pode conduzir de maneira provável à vitória, então deves combater, inclusso quando o teu governante o proiba”. Isto significa que as IDF, ou mais concretamente, O Chefe do Estado Maior deveria ignorar a timidez do Governo Olmert e destruir o inimigo.
Sun Tzu insiste neste princípio. Referindo-se às distintas formas em que “um Governante pode trair a desgraça sobre os seus exércitos”, e portanto sobre o seu povo, Sun Tzu prevém ao Governante contra “todo intento de dirigir um exército igual que se administra um reino”. Embora “na guerra, o general recebe as ordens do soberano” “debe vencer a quem contrapõe capazidade militar e não deve ser interferido nem pelo soberano”. Sun Tzu faz ênfase em que há ocasiões nas que inclusso “as ordens do soberano não devem ser obedecidas”.
Por suposto, isto violaria o princípio de subordinação militar à autoridade civil –um princípio que as elites políticas de Israel deveriam proclamar para preservar a sua reputação democrática, especialmente no que respeita aos EEUU. Não importam as baixas ou sacrificar soldados judeus no altar do Poder Representativo.
Sun Tzu não se tinha que preocupar pelos jornalistas ou os humanistas que fazem que uma conducta racional na guerra seja inviável, e que para além disso o único que logram é prolongar as massacres. Quando o Almirante dos EEUU Bull Halsey dixo “Golpeade forte, golpeade rápido, golpeade sem trégua”, simplesmente se fazia eco dos conselhos de Sun Tzu.
Lêmos na Torá “Quando lutes com o teu inimigo” (Deuteronómio 20:1). Os Sábios perguntam: “Que significa com “o teu inimigo””? Contestação: “Dixo Deus, “confronta-te a eles como inimigos. Igual que eles não têm piedade, não tenhas tu piedade””.
Sun Tzu estaria horrorizado da celeridade com que os Governos israelis entablam os alto o fogo ou tréguas, que permitem que os terroristas árabes se ré-agrupem e acumulem armas em maior quantidade e efectividade. Sun Tzu propugna o ataque ininterrompido. Opõe-se inequivocamente às guerras prolongadas: “Não existe nenhum exemplo -diz- de um país que se tenha beneficiado de uma guerra prolongada”. Mas as guerras prolongadas são o resultado inevitável da política, pretendidamente humanitária, de auto-contenção propugnada pelos governos israelis. Observemos como tem praticado desde sempre Washington a auto-contenção: Hiroshima e Dresde.
-II-
Alguns anos atrás, mentres dava classe a oficiais na Universidade de Bar-Ilan, decatei-me que no Colégio de Mando e Direcção não se ensinava a Carl von Clausewitz (1780-1831), um dos maiores investigadores militares. À vista está, como claramente esteve à vista durante a Segunda Guerra do Líbano.
O clássico de Clausewitz “Sobre a guerra” é tão válido para a guerra de insurgência como para a guerra nuclear. Por exemplo, e em contra do que sustentam os democráticos humanistas (incluíndo não poucos oficiais generais das IDF), Clausewitz adverte, “…em coisas tão perigosas como as guerras, os erros derivados do espírito de benevolência são os piores”.
As IDF acham-se contaminadas pelo absurdo princípio de que “a auto-contenção é fortaleça”. Imaginem ganhar uma guerra contra os yihadistas aplicando este princípio. Pois esta tem sido a guia principal de um governo israeli tras outro, quando menos desde que a Guerra de Terror de Arafat estoirou em Setembro de 2.000, uma guerra que continua oito anos depois.
É absolutamente óbvio que os governos israelis não têm intenção de ganhar esta guerra: de derrotar totalmente ao inimigo no menor tempo possível. É óbvio que os governos israelis não comprendem os princípios básicos da guerra, multiplicando em consequência o número de baixas judeas. Repasemos os princípios de Clausewitz.
Clausewitz define a guerra como “um acto de violência dirigido a obrigar ao nosso oponente a cumprir a nossa vontade. A violência é o médio; o submetimento do inimigo à nossa vontade o objectivo final”. Na medida em que o inimigo permaneça armado, agardará o momento idôneo para passar a acção.
O objectivo último das guerras é político. Para alcançar plenamente este objectivo, o inimigo debe ser desarmado. Desarmar o inimigo “é, portanto, o objectivo imediato das hostilidades. Toma o lugar do objectivo final, que é posto a um lado como algo que podemos eliminar em base aos nossos cálculos”. Noutras palavras, o primeiro é desarmar ao inimigo, submetê-lo à nossa vontade. A política vem depois.
Clausewitz avisa: “Os filántropos podem pensar que há um método muito habilidoso de desarmar e derrotar a um inimigo sem necessidade de grandes derramamentos de sangue, e que essa debe ser a tendência do Arte da Guerra. Sem embargo, por muito plausível que isso pareça, é um craso erro que debe ser extirpado; já que em coisas tão perigosas como as guerras, os erros derivados do espírito de benevolência são os piores”.
Clausewitz não defende as matanças indiscriminadas. Advirte, sem embargo, que “aquele que usa a força implacavelmente, sem indecisões ante o sangue derramado, obterá grande superioridade respeito um adversário que ponha menos vigor na sua aplicação”. “Não acreditemos nos Generais que logram conquistas sem sangue. Se uma matança sanguenta é um facto terrível, este é um motivo mais para ter mais respeito à guerra, mas não para fazer que a espada que alçamos esteja cada vez mais desafiada pelos sentimentos humanitários, até que alguém chegue com uma curtante e afiada e segue os braços do nosso corpo”.
Segue-se que um Governo que persegue a moderação ou a auto-contenção como um princípio militar padece degeneração mental, e que qualquer general que obedeça passivamente a um tal Governo é um cobarde que não se preocupa pelo benestar da sua tropa oo o seu povo. Como qualquer general digno de vestir o uniforme do seu país sabe, a capazidade de resistência do inimigo debe ser totalmente esmagada.
Mentres, o PrimeiroMinistro –se é um homem de Estado e não um politicastro- debe fortalecer a confiança e determinação do seu povo. A gente debe acreditar na justiça da causa do seu país e comprender a importância da vitória, ao igual que as consequências da derrota.O homem de Estado debe amosar sabiduria, firmeça e claridade.
E aquí é onde Olmert, seguindo a Sharon, anuncia o desastre. O seu objectivo político é criar um Estado palestinião. Para o qual necessita um “sócio nas negociações” –Mahmoud Abbas é a sua eleição actual. E devido a que defendia um Estado palestinião, para o que necessitava um “sócio nas negociações”, Sharon não destruiu no seu momento a rede terrorista árabe em Judeua, Samária e Gaza. Este é o motivo de que empregara médios limitados: assassinatos selectivos e a destrucção de um punhado de casas árabes –mas nunca um ataque a grande escala para ganhar a guerra, nem tão devastador como para erradicar o desejo do inimigo de ré-tomar a guerra durante um cento de anos –como as potenças aliadas figeram na Alemanha e os EEUU em Japão.
Se Sharon tivesse destruído o inimigo, como poderia ter feito nos dias depois do 11 de Setembro, qualquer protesta internacional que se tiver producido teria remitido numas semanas, e a gente de Israel teria volto a caminhar erguida, orgulhosa e segura do futuro de Israel.
Epílogo:
Os gilipolhas falam de “guerra post-heróica” e da necessidade de ganhar os corações e as mentes. Os corações e as mentes de quem? Necessitamos homens de Estado e generais que se preocupem infinitamente mais pelos corações e mentes do nosso próprio povo que dos dos nossos inimigos, incluíndo àqueles enganosamente denominados “civis”.
Lembro novamente ao General George S. Patton, o mais temido, exitoso e erudito general americão na 2ª Guerra Mundial, que escreveu: “Quando o inimigo berra prudência aos quatro ventos, uma perseguição violenta ponherá fim ao espectáculo, A prudência conduze sempre a uma nova batalha”. “Guerra significa combater. Combater significa matar…Encontrar o teu inimigo, atacá-lo, invadir o seu território e provocar um inferno mentres estejas nele”.
Audázia, audázia, audázia! era o lema de Federico o Grande, que Patton fixo seu. O lema das elites dominantes em Israel é Prudência, prudência, prudência! –ou Medo, medo, medo!, que diria eu.
PAUL EIDELBERG *
(Tammuz 5768 / Julho 2008)
* Paul Eidelberg é presidente e co-fundador de The Foundation for Constitutional Democracy. Liderou o partido Yamin, que convergeu nas últimas eleições à Knesset com a Fronte Nacional Judea (Hazit) de Baruch Marzel.
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“Então o Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativério, e se compadecerá de ti, e tornará a ajuntar-te dentre todas as nações entre as quais te espalhou o Senhor teu Deus. E o Senhor teu Deus te trairá à terra que teus pais possuíram, e a possuirás.” (Deuteronômio 30).
É um mandamento para os judeus o de viver na Terra de Israel. A pesar da proibição talmúdica de voltar aquí pela força –preceito especialmente querido por Satmar e Neturei Karta- existe um mandamento explícito de regressar, conquistar e colonizar esta terra. Para além das interpretações do Talmud, esse mandamento é perpétuo e não se cinge a um momento determinado. Só em Eretz Yisrael podem desenvolver os judeus uma vida normal, sem necessidade de sopesar as suas acções em função das preferências dos gentis. Só no nosso país podemos viver como gente livre –livre, que quer dizer, como nos dê a ganha. Se isto soa extranho, perguntade-vos porque todas as nações combatem os agressores estrangeiros em vez de submeter-se mansamente às suas normas.
É contranatural para qualquer nação viver submetida ao domínio estrangeiro, tanto se falamos dos russos submetidos pelos alemães, como dos judeus pelos bem intencionados EEUU.Alguns dos nossos mais graves problemas são consequência das “boas intenções”. Antíoco Epiphanus acreditava fazer um bem aos judeus igualando-nos ao gregos. No século XIX, os russos, alemães e austríacos queriam o bem para os judeus obrigando-nos a estudar matérias seculares nas escolas judeas e nas públicas. Os EEUU pensam que nos fazem um bem abrindo a sociedade WASP e as suas instituições aos judeus.
Antes do século XVIII, os gentis permitiam-nos viver isolados dentro dos seus países. A autonomia administrativa para os judeus incluia a prática religiosa, os costumes matrimoniais, a educação e as leis –às vezes inclusso com a potestade do castigo capital que os rabinos empregavam a pesar da inexistência de um Sanedrim. Os legisladores cristãos decatavam-se de que não eram capazes de integrar-nos nas suas sociedades. A secularização provocou a integração forçoa, ao estilo de Antíoco. Os judeus progressistas colaboraram com as autoridades seculares para destruir as comunidades tradicionais judeas, abrindo-as a inovações. Hoje em dia, os judeus americãos disfrutam de uma liberdade religiosa radicalmente menor que quase em qualquer outro país. A polícia de New York investiga actualmente aos judeus por crueldade com os animais devido aos sacrifícios, e os grupos de defesa dos direitos dos animais querem que revisemos o sacrifício ritual nos matadeiros. Os judeus religiosos nos EEUU não têm tribunais próprios, nem sequer jurisdicção nos seus assuntos familiares. O secularismo atropela o judaísmo, mas não temos direito a uma revolta macabea na Diáspora.
Necessitamos volver ao nosso fogar, onde pelo menos podemos dar adequada conta dos que subvertem os valores judeus.
OBADIAH SHOHER
(16 Av 5768 / 17 Agosto 2008)
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O judaísmo actual é uma aberração. Os rabinos introduciram o seu conceito mais prominente, o de salvagardar a lei, quando os judeus marcharam ao Exílio. A influência gentil fixo-se enorme de repente, a opção de purificar-se no Templo era impossível, e assim os rabinos desenvolveram um imenso corpo legislativo para salvagardar-nos da proibição involuntária da Torá. É provável que o 99% das regulações judeas hoje em dia segam a ser as da salvagarda, da protecção da lei, mais que as da lei propriamente. Uma comparação secular seria a seguinte: uma lei proibe o assassinato, mas os legisladores o que fazem é proibir mercar pistolas, portar pistolas, mirar pistolas, ir ver filmes onde se amosam pistolas, e eventualmente passar perto das sás de cinema. Deste modo, todo o mundo esqueceu que o que a lei na realidade procurava era proibir o assassinato; a gente evita passar perto de uma sá de cinema, mas assassina os seus compatriotas com machados.
O Exílio tem rematado. Os judeus têm sido testigos de uma série de miragres: a salvação do Holocausto, o estabelecimento dum Estado, a vitória em todas as guerras, que o Monte do Templo caísse nas nossas mãos, a influência social e económica dos judeus na cúspide mundial. Não todos os judeus volveram a Sião, mas isso é um problema de índole familiar. A maioria dos judeus permaneceram em Egipto durante o Éxodo, e a maioria dos judeus figeram outro tanto em Babilônia quando Nehemiah nos amosou que o Exílio rematara.
Aderir a legislação da salvagarda é renunciar ao plano divino que se nos tem revelado. Os judeus têm sido conduzidos de regresso a Sião, e agora devem ré-viver o autêntico judaísmo da Terra Prometida. Necessitamos construir o Templo e dirigir cirimónias de purificação para absolver-nos de pecados inadvertidos. Necessitamos limpar-nos de influências alheias à Terra Prometida de maneira que os judeus poidamos percorrer o nosso país livremente sem isolar-nos da comunidade. O isolamento ritual judeu, a havdala, significa que somos “o povo que debe viver só”. Nós já vivemos sós –ou, melhor dito, temos a opção de botar aos estrangeiros e goçar de um país para nós próprios. A Havdala remata na fronteira de Israel.
A legislação rabínica foi altamente beneficiosa quando os judeus tinham que viver entre gentis, mas é contraproducente agora. Não comíamos pólo com queixo, não sendo que os curiosos pensassem que era vitela com leite. No Estado de nosso, as leis kosher básicas da Torá devem ser impostas para que ninguém poda imaginar que se viola a lei, e a salvagarda (por exemplo, extender a proibição da vitela-leite ao pólo) devirá supérflua. É irrelevante se o pão e o vinho são producidos e vendidos por judeus, na medida em que num Estado judeu o seu consumo não pode levar à mescla nem a assimilação. As leis de alimentação kosher, no Estado judeu, poderiam volver a ser significativas.
Israel, na sua totalidade, é uma eruv, uma comunidade com certo grau de propriedade em comum. Todos os cidadãos judeus de Israel possuem conjuntamente o país do mandato divino, e portanto a Israel judea debe ser considerada com propriedade uma eruv –especialmente agora que nos temos amuralhado respeito dos árabes com muros de separação. Uma Israel judea –uma eruv- não teria porque impôr restricções ao despraçamento de bens e gente em Shabat.
Mas a maioria dos religiosos judeus prefirem seguir vivendo com o judaísmo do Exílio, inclusso na Terra de Israel. Eles agardam que o Messias traia o Terceiro Templo desde o ceu, em vez de construi-lo eles desde zero, como figeram o Rei Salamão e Ezra, ressolvendo criativamente por sim próprios as ambigüidades teológicas ressultantes, como figeram os Macabeus. Os religiosos judeus isolam-se nos seus bairros em vez de expandir o judaísmo por todo o país. Em termos práticos, não há diferença entre os judeus de Mea Shearim em Jerusalém e os do Boro Park em Brooklin. As suas práticas religiosas são iguais, embora o judaísmo da Terra Prometida e o do Exílio sejam muito distintos.
Os religiosos judeus concentram-se vergonhosamente em tecnicismos, sem dúvida importantes, mas deixam de lado as grandes questões. Eu acho escandaloso que os partidos religiosos na Knesset ponham o berro no ceu porque os tribunais rechazem multar a um punhado de estabelecimentos que vendem pão levedado durante o Pesaj em Jerusalém, mas permaneçam no Governo que admite entablar negociações para entregar aos árabes Jerusalém e que têm cedido o controlo do Monte do Templo aos árabes. Em palavras de um reformista: “Hipócritas! Atendedes o dezmo da menta, eneldo ou cominos [que a Torá não exige], mas descuidades os assuntos importantes da lei”. Ele viu acertadamente que muitos religiosos judeus se comcentram em singelos ritos de observância supérflua em vez de enfrontar-se com os pesados assuntos centrais do Judaísmo. É obsceno para um religioso judeu de Jerusalém envolver a sua cozinha com papel de alumínio em Pesaj, para evitar migalhas microscópicas de pão levedado, mentres os seus representantes na Knesset não fazem nada ante o bombardeo diário de Shderot.
O paganismo é contagioso. Uma vez que uma nação tolera alguns indícios de paganismo em ela, este erosiona a sua religião a toda velozidade. Os derradeiros séculos asistiram a uma autêntica invasão de ritos paganos entre os judeus. Desde o reinstaurado sacrifício pagano do galo (kaparot) a lançar beixos à mezuzah, ao mantimento supersticioso de jogos de pratos separados para “lácteos” e “cárnicos”. Muitos ritos têm significações profundas, como o de pôr primeiro o çapato direito (porque os judeus sempre começam com a direita as coisas), e atar o pé esquerdo primeiro (para praticar a compostura no atar, reter, castigar). Mas, por muito profundo que seja, um rito sempre é um rito. Os paganos helenistas, sem dúvida, sustentavam profundas explicações morais, éticas e teológicas da adoração a Zeus. A Torá suprime lentamente as últimas pegadas do paganismo nos sacrifícios e outros ritos aos que a multidão hebrea estava afeita, mas que cobraram um significado totalmente novo no judaísmo. Pensade nisto, o altar estava construído com terra e mais tarde com pedras sem talhar, de maneira que os judeus não os adornavam seguindo modas paganas; mas os rolos da Torá fecham-se em coroas prateadas. Rimo-nos dos que beijam estátuas e inconos – mas os judeus beijam os rolos da Torá.
A superstição é a crença de que as coisas triviais afectam a vontade divina. E muitos religiosos judeus escolhem cuidadosamente o sal e a barra de lábios “kosher para Pesaj”, dizem sucessivamente bendições tras visitar a letrina ou ver uma luz –mas a imensa profanação da Terra Prometida pelos estrangeiros e os traidores judeus não semelha ser da sua incumbência.
Durante séculos, os judeus verquiam uma quinta copa de vinho durante a ceia de Pesaj, mas a deixavam sem tocar para o Profeta Eliyahu. As quatro copas prévias significavam o cumprimento das promessas divinas feitas durante o Éxodo, mas a quinta se referia à promesa feita de trair-nos à Terra de Israel. Não havia nenhuma outra promessa, nem a do Templo, o Messias, ou um Governo decente –essas coisas são responsabilidade nossa. Em 1947, Deus troujo-nos à terra que prometera a Abraham, e fixo-o com grande fanfárria; mas eu devo ser o único judeu que apura a quinta copa.
O paganismoé um sistema teológico que interpõe mitos e símbolos entre os homens e o seu Criador. Os judeus que farfulham a toda presa orações estándar três vezes ao dia, cada dia, que rogam pelo retorno a Sião em vez de comprar um bilhete de avião para ir ali, que imploram pelo Messias em vez de votar por Kahane, ou Marzel, ou inclusso Feiglin, que suplicam pelo Templo em vez de construi-lo, todos eles seguramente têm um grande obstáculo no caminho da sua comunicação com Deus.
OBADIAH SHOHER
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A igualdade entre as pessoas não está mais demonstrada que a desigualdade. Está socialmente aceitado generalizar em detrimento das sogras ou a aversão face os vizinhos. É considerado normal discutir sobre a idoneidade das distintas raças de cães, ou afirmar que tal pessoa é mais elegante que tal outra. Os progres censuram a aplicação deste tipo de razoamentos às nações por um singelo motivo: os grupos convertidos em mascotas dos progres sempre são deficientes. Os progres acham dificil proclamar que representam aos americãos, mas não têm problema em posicionar-se como heraldos de povos primitivos, como os africãos ou os árabes.
Os gatos são intelectualmente menos avançados que os humanos, mas os humanos não se adicam a matar gatos sob esse argumento. O ser humano evolue; os humanos actuais são irrefutavelmente mais inteligentes que os neanderthais. O Oeste e o Meio Leste têm evoluído de forma diferente; os occidentais estatisticamente têm logrado mais éxito que os árabes ao longo da história. Estavam equivocadas todas as generações anteriores? Podíamos imaginar que nenhum árabe ao longo de toda a história teria a suficiente formação como para ser autor de um grande logro?
O reconhecimento racional dos estatisticamente distintos logros das nações não é o mesmo tipo de razismo que o linchamento. A antipatia passiva não é o mesmo que o ódio, nem muito menos que o ódio activo. Os pensamentos não são actos; Jesus equivocou-se ao dizer que era o mesmo desejo que adultério. Os esquerdistas ensancham sofisticadamente o significado de “razismo” para acusar aos detractores das suas nações-mascota de imoralidade. Segundo o estándar actual de razismo, os livros escritos com anterioridade a 1960 eram globalmente razistas, e os progres já têm procedido a censurar “As aventuras de Tom Sawyer”. Os árabes aproveitam o dessinteresse da gente face eles para ré-afirmar a sua inferioridade intelectual.
A generalização sobre o intelecto dos árabes supõe-se que é imoral, mas os progres generalizam em sentido contrário dando por suposto que os árabes são bons e inteligentes. A generalização e a argumentação ante ausência de evidências são métodos científicos comumente aceitados. Não nos importa se os árabes poderiam ter obtido resultados intelectuais decentes se tivessem acudido à universidade desde o século VII em adiante; dada a ausência de evidências positivas nos seus logros, o lógico é presupôr que são estúpidos.
Os grupos, incluíndo as nações, são diferentes uns dos outros. A competência entre eles alimenta a evolução social e o progresso. Neste processo alguns grupos extinguem-se.
A dependência do petróleo mantém artificialmente vivas às hordas árabes.
OBADIAH SHOHER
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Os comentários de A.B.Yehoshua na recente conferência do Comitê Judeu Americão, como era de agardar, levantaram uma treboada a ambos lados do ocêano. Em Israel a gente alegou que não é verdade que os israelis sejam indiferentes ao destino do povo judeu na Diáspora, e nos EEUU disseram que de não ser pela sua contínua ajuda e o seu apoio leal a Israel, o país não teria sobrevivido. A ambos lados uma e outra vez, e como sempre, a reacção paternalista habitual. Sabemos o que é bom para vocês e ajudamo-los. Sem nós você não sobreviviria.
Mas os comentários de Yehoshua sobre as relações entre Israel e a Diáspora, enfurecendo-me, molestam-me menos que o modo em que ele descreveu a sua própria identidade: “A minha identidade é israeli, diz. A religião judea não desempenha um papel na minha vida; é o território e a língua quem construim a minha identidade”.
Esta definição da identidade supõe um distanciamento com o povo judeu, com a herdança judea, com 3.000 anos de cultura, criatividade, rezo, rituais, tradição e tudo o que está implícito no termo judaísmo, e amosa uma preferência pela “nação” israeli que “chegou do mar” há 100 anos. Para Yehoshua –e muitos outros em Israel- a única coisa que é importante, existencial e relevante da perspectiva judea consiste no que se passa aquí, em Israel; todo fóra de Israel é obsoleto e o seu destino é ser perdido. Na fabricação desta reclamação, Yehoshua mina e debilita a justificação do Estado de Israel.
O debate interno está aquí, entre nós, na questão das fronteiras do país, e a discusão sobre o modo correcto de alcançar a paz na nossa região deriva-se totalmente da assumpção de que o Estado de Israel tem direito a existir –moralmente, legalmente e historicamente. Esta assumpção afronta um questonamento constante. A gente de Hamas trata de miná-la, como fazem muitos outros líderes no mundo árabe e palestinião; e muitos intelectuais do mundo occidental, que têm adoptado o discurso árabe que só ve em nós um remanente anacrônico do velho colonialismo, também tratam de minar esta assumpção. O reverso destas forças opostas é a crença sustentada por muitos outros no mundo no direito do povo judeu a um Estado nacional na sua pátria histórica. Podemos ganhar a luta entre estas duas posturas só se nós próprios, aqueles de nós que vivemos em Sião, acreditamos nisto e sentimos este caminho.
Os discípulos ultraortodoxos do Gaon de Vilna que imigraram a Eretz Yisrael no século XVIII, os sionistas socialistas a final do século XIX, e os judeus da Rússia soviética que lutaram pelo seu direito a imigrar a finais do XX, não tiveram nada em comum em quanto à sua percepção da tradição judea. Porém, todos eles viram-se como companheiros na realização do mesmo antigo sonho, a antiga oração judea anelando o regresso à Terra de Israel. Todos eles viram-se como parte dum povo especial e dum processo histórico único de regresso a Sião. Esta crença era a fonte da sua força e a única garantia do seu éxito.
Não há nenhum sionismo sem o judaísmo e nunca tem existido. Igual que o povo israeli jamais tem tido um direito à Terra de Israel. Só o povo judeu. Era o povo judeu quem recebeu a Declaração Balfour, e era a esse povo a quem concedeu a ONU o direito legal de estabelecer um Estado. Era o povo judeu o que voltou à sua antiga pátria, para o qual reçara e estivera anhorando durante 2.000 anos. Já que se falamos do “povo israeli”, como é o direito “de um povo” que tem existido durante 60 anos? Maior ou igual ao dos palestiniãos, que têm estado vivendo na sua terra durante aproximadamente 300 anos? Que o distingue, realmente, doutros projectos coloniais que têm desaparecido da terra?
A discusão sobre o nosso direito à terra, e a guerra existente entre o nosso discurso e o seu, não é uma discusão puramente filosófica. Ao menos não o é a olhos dos líderes palestiniãos. Quando os líderes de Hamas, ao igual que Yasser Arafat no seu dia, dizem ou digam estar listos para considerar o reconhecimento do “facto da existência de Israel”, mas “não o seu direito à existência”, eles não fazem crucigramas. Por isso Arafat reiterou repetidas vezes as suas reclamações supostamente históricas referentes a uma ausência de união entre o Monte do Templo e o povo judeu. Estava claro para ele que a união histórica, que está anclada e baseada na tradição judea, é a base para a existência do Estado de Israel e, sem ela, o Estado desaparecerá igual que “chegou do mar”.
A diferença entre a identidade israeli segundo Yehoshua e a identidade judea é exactamente a mesma que há entre “o facto da existência” e o “direito de existir”. A diferença está entre um grupo de gentes que vivem numas terras e falam hebreu, e os descendentes de um povo que se dispersou por todo o mundo, e que têm regressado à sua pátria histórica.
Se, o ceu não o queira, nos separamos da cadeia que nos vencelha ao povo judeu, se nos separamos tras 3.000 anos do judaísmo, se ignoramos ser a realização de 2.000 anos de esperança judea – o ano que vem, em Jerusalém-, então perderemos o direito à nossa existência. E, na perda daquele direito, estaremos perdidos.
Quiçá os judeus da Diáspora se sentiram insultados pelos comentários embotados de Yehoshua; mas nós, os judeus de Eretz Yisrael, devemos levantar-nos contra eles, já que questionam o facto mesmo da nossa existência.
NATHAN SHARANSKY *
* Nathan Sharansky, judeu ucranião nascido em 1948, foi presso político na URSS e fixo aliyah a Israel em 1986. Fundou o partido Yisrael B’aliyah e posteriormente ingressou no Likud ocupando ministérios com Netanyahu e Sharon. Fundou a organização One Jerusalem e é autor do best seller “The case for democracy” (2004).

Dalguma forma a paz tem-se convertido no mais primordial objectivo de Israel. Se queremos paz, melhor viver em New York. Se queremos um Estado nacional para os judeus, poderíamos tê-lo fundado em Uganda sem oposição de nenhum tipo. A única razão pela que colonizámos Palestina é religiosa.
Certo, o grau de religiosidade varia entre os judeus, frequentemente não é mais que “judeidade”. Mas isso é suficiente pelo de agora. A questão cruzial é: os israelis não necessitam paz senão a constituição efectiva do Estado judeu, seguido pela paz. Especificamente, uma paz segura e definitiva.
Aquí os objectivos políticos e religiosos coincidem. Não há Estado judeu sem Judea, e não há seguridade sem profundidade defesiva. O ponto de vista religioso dos judeus requere que nos anexionemos os territórios, e os territórios são indispensáveis para a seguridade israeli.
Procurar a paz antes que a categoria de Estado judeu é um rescoldo da mentalidade do Exílio. Os judeus surprendem-se quando alguém não está tratando activamente de exterminá-los, e daí que pensem que os palestiniãos, a pesar de tudo, são vizinhos toleráveis. “Activamente” é a palabra clave: muitos israelis têm medo de viajar em autobus –um objectivo frequente dos terroristas- no seu próprio país. Normalizemos. Aprendamos a insistir nos nossos objectivos. Aprendamos a odiar aos nossos inimigos e tratemo-los em consonância.
As nações sempre têm exercido repressão, matado, ou expulsado a populações indígenas. Nenhum país tem devolto o território adquirido numa guerra vitoriosa. Nenhum país entrega nunca territórios cruziais para a sua conciêncianacional, como Judea é para os judeus. Nenhum país se tem rendido ante um inimigo débil ou condescendido com as aspirações nacionais duma não-nação; não existia a nação palestiniã quarenta anos atrás.
Ben Gurion afirmou que os judeus seriam normais quando Israel tivesse os seus próprios ladrões e prostitutas. Temos abandoado a havdala, o isolamento, e temos abundância de ladrões e prostitutas, mas seguimos sem ser normais.
OBADIAH SHOHER
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LEVÍTICO 26:3
Se andardes nos meus estatutos, e guardardes os meus mandamentos e os cumprires,
eu vos darei as vossas chuvas a seu tempo, e a terra dará o seu produto,
e as árvores do campo darão os seus frutos;
a debulha vos continuará até a vindima, e a vindima até a semeadura; comereis
o vosso pão a fartar, e habitareis seguros na vossa terra.
Também darei paz na terra, e vos deitareis, e ninguém vos amedrontará. Farei
desaparecer da terra os animais nocivos, e pela vossa terra não passará espada.
Perseguirei os vossos inimigos, e eles cairão à espada diante de vós.

O soldado apartado de serviço que matou ao terrorista da excavadora lembra-me ao bíblico David. Não só porque assaltou a Excavadora-Goliat com a pistola arrebatada a um polícia que observava junto a ele. Muito mais que por isso. Este soldado lembra-me a David porque, embora rechaçado e odiado pelos seus irmãos, finalmente os salvou.
Quando o profeta Samuel chega à casa de Jessé para encontrar quem eligira Deus como Rei redentor de Israel, Jessé apresenta todos os seus filhos ao profeta. Todos agás David. Até onde incumbe a Jessé, David não é candidato. Só quando Samuel pergunta deliberadamente se tem algum filho mais, Jessé trai a reganhadentes a David ante a presença de Samuel, que de imediato o designa futuro Rei de Israel.
O herói do ataque da excavadora é da mesma estirpe que David. Pertence ao seitor que os mass média israelis e as elites adoitam despreçar. É um estudante da yeshiva no assentamento de Yitzhar –possivelmente o mais detestado de todos os assentamentos. A Torá pela que se rigem em Yitzhar não está subordinada a nenhuma classe dirigente. É a Torá da conexão directa com a Terra de Israel. É a Torá do amor pela verdade e pela nação de Israel. É a Torá do trabalho judeu no agro e na construcção. É uma Torá sem adaptações àqueles que teriam preferido uma vida menos exigente. Esse é o motivo pelo qual Yitzhar é odiada e temida.
Quando as excavadoras destruiram os fogares de Gush Katif –que, a fim de contas, é o que as excavadoras fazem hoje em dia- ninguém as detivo. A maioria dos actuais líderes da direita são servis com a classe dirigente. A sua Torá é boa para as residências de estudo, onde administram a Deus. Mas fóra das residências de estudo servem ao Estado, cujas directrizes têm preeminência sobre as do Mestre do universo. Quando isto sucede, os fogares de Gush Katif caim como um castelo de naipes ao passo da Excavadora-Sharon.
Três anos depois uma excavadora semelhante às que destruiram Gush Katif e Amona, semelhante às utilizadas para destruir os postos avançados de Yitzhar, sementa um enlouquecido surco de morte e destruição no meio de Jerusalém. Todos os ferozes polícias ánti-distúrbios de Amona, todos os valentes polícias que souperam como partir o rosto dos manifestantes contra a Expulsão, contemplam impotentes como o tractor de Goliat destrue vidas na rua Jaffa de Jerusalém. Dois polícias encaramam-se no tractor; um intenta quitar o pé do terrorista do acelerador, e o outro intenta sujeitar o volante. Mas o que é disparar, nenhum de eles o fai.
A morte e a destruição teriam continuado de não ser pelo nosso David – o “inimigo do Estado” que combateu contra a Expulsão desde os telhados de Kfar Darom. O nosso David não tinha uma pistola. Tinha todos os motivos para ter permanecido à marge, dado que numerosos polícias estavam na entrada da comissaria quando a excavadora passou ante eles. Mas, como o bíblico David com a honda, o nosso David viu-se motivado pelo espíritu de Deus. O facto de não ter uma pistola não o detivo. Ele acharia uma. E, assim, correu até a Excavadora-Goliat e movido por um ânimo espiritual judeu meteu três projectis dentro da cabeça do terrorista. Depois, desapareceu. O Reino de Saul não tem ainda rematado o seu processo de colapso.
“E dixo Deus: Ergue-te e unge-o, porque é este mesmo. Então Samuel tomou o chifre do aceite, e ungiu-o no meio dos seus irmãos; e desde aquele dia em diante o espírito de Deus se apoderou de David; e o espírito de Deus se retirou de Saul, e atormentava-o um espírito diabólico de parte de Deus”. (Samuel, 16:12-14)
Hoje, todos sabemos qual parte da sociedade será a que nos redima. Todos sabemos quem porta o poderoso espírito de Deus e quem está aterrorizado por uma mentalidade de auto-ódio e derrotismo. Ainda mais, todos sabemos onde achar o nosso David actual. Levará algum tempo. Ainda não temos asistido ao final das trágicas lutas entre o Reino em declive de Saul e o ascendente Reino de David. Mas o de David é a nossa única oportunidade de sobreviver. E, ao final, não terá mais alternativa que a de nos guiar.
MOSHE FEIGLIN *
(Tamuz 5768 / Julho 2008)
* Moshé Feiglin é o Presidente e fundador de Manhigut Yehudit (Liderádego Judeu). Vem de disputar a Binyamin Netanyahu a presidência do Likud, onde dirige uma facção –com a que obteve o 23% do respaldo- desde a que defende os conhecidos como “5 pontos de Moshé Feiglin”:
1. Educação judea para todos os rapazes de Israel.
2. Valores familiares judeus.
3. Seguridade (conhecer o inimigo e derrotá-lo).
4. Sistema de justiça que represente os valores judeus.
5. Tolerância zero com a insurgência árabe.
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Os judeus ignorantes reivindicam a singularidade do Holocausto. Segundo diversos cálculos, destruiu arredor de um terço do mundo judeu, incluíndo muitos judeus convertidos à cristandade -bem assimilados ou formalmente conversos na cultura cristã.
Temos experimentado catastrofes semelhantes quando menos em três ocasiões: na invasão babilônica, na Guerra dos Judeus e a Revolta de Bar Kochba, e no século que levou à expulsão de Sefarad. Provavelmente, perdimos uma proporção similar de gente, ou mais, durante a Guerra Civil Macabea, os progromos da Morte Negra, as massacres dos cossacos, e quiçá noutras oportunidades.
Tomemos a bem documentada expulsão espanhola, por exemplo. Ao igual que a destruição de ambos Templos, teve lugar arredor do 9 de Av; a data poderia ter sido apontada à Corte do Rei Fernando por algum dos muitos judeus ánti-semitas ao seu serviço.
Ao igual que no Holocausto, a expulsão teve lugar tras a conversão ao cristanismo por parte dum elevado número de judeus: alguns falsamente, outros não. Ao igual que no Holocausto, os judeus de Espanha rechaçaram trasladar-se a Jerusalém, a pesar de que os governantes do egípcio Mamluk davam-lhes a benvinda.
Os judeus espanhois, inicialmente orgulhosos combatentes que serviram no exército e resistiram bravamente contra as turbas cristãs, sucumbiram devagar a conviver com o medo e os constantes progromos, e dificilmente resistiram novas repressões, de maneira semelhante ao acaecido na década de 1930. O monarca espanhol ré-considerou brevemente retirar o Edicto de Expulsão a câmbio de um botim de 600.000 coroas de oiro, tal como figeram os alemães respeito dos judeus húngaros. A expulsão, com as mortes resultantes e as conversões, devastaram a maior comunidade judea, que por diversas circunstâncias abarcava a maioria dos judeus do mundo.
Assim e tudo, em qualquer caso, os judeus sobreviviram e recuperaram-se. Obrigamos a Espanha a que reconhecesse a Israel recentemente, em 1986, e no Dia de Lembrança do Holocausto acudimos em massa a Auschwitz. Deus necesita à sua gente, mas nunca se cansa de castigá-la por deixar de sê-lo.
A situação em Israel acha-se num momento cruzial: como antes de cada catastrofe, os judeus encontram-se apinhados, vulneráveis aos ataques dos nossos inimigos –e, de facto, sofrendo continuamente os seus ataques. A pesar de viver em Israel, os judeus rechaçam assentar-se na Terra Prometida de Judea, e evitam levar a cabo a promesa de construir um Estado judeu. Os judeus assimilam-se rapidamente, sucumbem aos mass média cristãos e à opinião pública, igual que sucumbiram aos frades cristãos na Espanha.
Podemos esperar a chegada do messias final, mas o que estamos propiciando, sem embargo, é uma nova catastrofe..
OBADIAH SHOHER
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Por que não aceita Israel a iniciativa de paz árabe? Eles oferecem-nos a normalização com todos os Estados árabes (agás Irão) a câmbio de regressar às fronteiras anteriores a 1967, Jerusalém, e uma solução ao problema dos refugiados. Isso é, basicamente, ao que está disposto o Governo israeli; a maioria dos israelis aceitariam essa solução, agás a partição de Jerusalém. As diferenças são triviais: os saudis querem uma volta total às fronteiras de 1967, mentres Israel ofereceu intercambiar blocos de assentamentos por similares extensões de terras deshabitadas, e os palestiniãos manifestaram o seu acordo. O plano de paz não requere que Israel aceite os refugiados para chegar a uma solução: presumivelmente uma compensação económica encarregará-se, e os EEUU e a União Europeia estariam contentos de correr com os gastos de ré-assentar os refugiados em Palestina.
O tema de Jerusalém é uma questão de nomes. Qual é a Jerusalém que os judeus querem por capital eterna? Os bairros árabes periféricos de “Jerusalém Leste” não são Jerusalém no sentido bíblico. Os judeus viveram ali, mas também viveram em Hebrão, Schem e toda Judea. Em termos religiosos, entregar Hebrão e Schem (com o consentimento da maioria dos israelis) é uma aberração incomparavelmente maior que abandoar os distritos de escasa significância no leste da velha Jerusalém.
O tema da Cidade Velha é frequentemente vítima de maus entendidos. A Cidade Velha de Jerusalém é meramente uma estrutura otomana. Borrar os muros da Cidade Velha clarificaria o facto de que a maioria de esta não tem significância bíblica. O único problema real, a parcela de tremenda importância para judeus e árabes: o Monte do Templo. Seria impensável para um Estado que basea em direitos bíblicos a sua própria existência abandoar o lugar mais epicêntrico do judaísmo. Pois embora impensável, isso está sucedendo nestes momentos: Israel proíbe aos judeus orar no Monte do Templo, mentres os árabes o disfrutam utilizando-o de letrina.
Portanto, quais são as opções no que respeita ao Monte do Templo? A primeira e preferível, arrasar as suas estruturas muçulmãs e edificar o Terceiro Templo. Isso, sem embargo, não se levará à prática. A oposição sustentada pelos progres, os judeus assimilados, e alguns religiosos judeus, clausuram esse tipo de cenário. Para clarificarmos, quase todos os religiosos judeus acreditam que o Terceiro Templo descenderá de maneira sobrenatural desde o ceu. Maimónides ridiculizava esse ponto de vista, mas botou raigame entre alguns cregos que melhor fariam de estarem reçando que fazendo outras coisas.
A segunda opção, propugnada por alguns nacionalistas judeus, é edificar o Templo no Monte do Templo sem destruir o santuário muçulmão. Isso, também, é pouco realista na medida em que os muçulmãos objectariam que se profanam os seus lugares sagrados, os religiosos judeus exigiriam que o sobrenatural messias descendesse das nuvens, e os grupos pelos direitos dos animais protestariam pelos previssível regresso dos sacrifícios rituais.
Em contra de toda lógica, os judeus salvariam as apariências nacionalistas abandoando o Monte do Templo. Se o lugar não está nas nossas mãos, pelo menos podemos proclamar a nossa inocência por não construir o Templo. E se um autêntico líder como Meir Kahane surgisse, ele não teria problema em limpar de árabes o Monte do Templo, Judea, Samária, e o que figer falha desde o Nilo até o Éufrates.
Se a nossa vontade não é construir um Estado religioso para o Judaísmo, se não pretendemos manter a judeidade do Estado expulsando aos árabes, daquela o mais acorde ao sentido comum é aceitar a iniciativa árabe de paz.
OBADIAH SHOHER
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Artigo de Caroline B. Glick em Libertad Digital
Occidente permanece despreocupado mientras sus cimientos están siendo minados bajo sus pies. El pasado mes de abril, el Consejo de Derechos Humanos de Naciones Unidas asestaba un golpe mortal a la libertad de expresión. Por 32 votos a favor y ninguno en contra el Consejo ordenaba a su "experto en libertad de expresión" que informase de todos los casos en los que los individuos "abusan" de su derecho a la libertad de expresión expresando prejuicios religiosos o raciales.
La medida fue propuesta por dos abanderados de la libertad, Egipto y Pakistán. Fue apoyada por todos los países árabes, musulmanes y africanos (modelos también de libertad, tanto juntos como por separado). Los estados europeos se abstuvieron. Estados Unidos, que no es miembro del Consejos de Derechos Humanos, intentó contrarrestar la medida. En un discurso ante el Consejo, el embajador norteamericano ante la ONU en Ginebra, Warren Tichenor, advertía que el propósito de la resolución era socavar la libertad de expresión porque "impone restricciones a los individuos en lugar de enfatizar el deber y la responsabilidad de los gobiernos de garantizar, respaldar, promover y proteger los derechos humanos".
Al pretender criminalizar el libre discurso, la resolución viola abiertamente la Declaración Universal de los Derechos Humanos de Naciones Unidas, cuyo artículo 19 afirma explícitamente que " Todo individuo tiene derecho a la libertad de opinión y de expresión; este derecho incluye el de no ser molestado a causa de sus opiniones, el de investigar y recibir informaciones y opiniones, y el de difundirlas, sin limitación de fronteras, por cualquier medio de expresión". La decisión de los europeos de abstenerse en lugar de oponerse a la medida parece, a primera vista, bastante sorprendente. Teniendo en cuenta que los estados miembros de la Unión Europea se encuentran entre los defensores más entusiastas de Naciones Unidas, lo normal en un caso habría sido oponerse a una resolución que socava el documento fundacional de la ONU y además uno de los pilares más básicos de la civilización occidental.
Pero una vez más, si tenemos en cuenta las posturas de la Unión Europea en los últimos años en contra de la libertad de expresión, en realidad no hay nada de lo que sorprenderse. La cesión actual por parte de los europeos al gangsterismo intelectual se encuentra por ejemplo en su respuesta a la difusión en internet de la película del parlamentario holandés Geert Wilders, Fitna.
La Unión Europea ha llegado a extremos insospechados para atacar a Wilders por atreverse a ejercer su derecho a la libertad de expresión. La Presidencia de la Unión emitió una declaración de condena a la película por "alimentar el odio". El primer ministro holandés Jan Peter Balkenende difundió un comunicado en el que se afirmaba que la película "no sirve a otro propósito que ofender". También el secretario general de Naciones Unidas Ban Ki-moon atacaba la película por "ofensivamente anti islámica".
Estas declaraciones acompañan la pretensión de la Unión Europea de restringir la libertad de expresión tras la publicación en 2005 de las viñetas de Mahoma en el periódico danés Jyllands Posten. También encajan en el contexto de la censura sistemática a los intelectuales anti-yihadistas por todo el continente. Estos intelectuales, como Peter Redeker en Francia o Paul Cliteur en Holanda, son amenazados por yihadistas europeos con el objeto de ser silenciados. Y los gobiernos de Europa o bien no hacen nada por defender a los pensadores amenazados o justifican a los chantajistas intelectuales simpatizando con su rabia.
Es axiomático que la libertad de expresión es el pilar fundamental de la libertad humana y el progreso. Cuando a la gente no se le permite expresarse con libertad, no puede tener lugar ningún debate o investigación. Es sólo gracias a esta libertad que la humanidad ha progresado desde la Edad Media hasta la Era Digital. Este es el motivo de que el primer acto de cualquier futuro tirano consista en hacerse con el control del mercado de las ideas. Pero hoy, las naciones de Europa y de gran parte del mundo occidental permanecen de brazos cruzados y no hacen nada por defender esa libertad, o colaboran con esos estados islámicos tiránicos y con terroristas censurando el debate y acallando a la disidencia. Existen dos razones que explican esto.
En primer lugar, la izquierda política, que gobierna sin rival la burocracia de la Unión Europea así como la mayor parte de los centros intelectuales del mundo libre, ha demostrado a través de sus acciones que no tiene ningún compromiso real con los valores democráticos. En lugar de apoyarlos, la izquierda adopta cada vez más la palabrería de la democracia de manera cínica con el objetivo de socavar el libre discurso en la esfera pública en nombre de "la democracia". En un artículo a propósito de la indignación izquierdista contra la película de Wilders en Europa, Henryk Broder observaba en el semanario alemán Der Spiegel que, casi sin excepción, los medios europeos han condenado a Wilders como "populista de derechas". Como observa Broder, a primera vista esta afirmación es absurda, dado que Wilders es un progresista radical.
En Fitna, este polémico diputado demuestra cómo los versos del Corán son utilizados por parte de los yihadistas para justificar los actos más repugnantes de asesinato en masa y odio. Su película superpone versos del Corán que instan al asesinato de los no musulmanes a escenas reales de carnicerías yihadistas. También intercala versos del Corán que fomentan el odio contra los judíos a grabaciones de clérigos islámicos que los repiten, y a una niña de 3 años que dice que en sus clases de Corán aprendió que los judíos son una mezcla de cerdos y monos. Fitna cierra con un desafío a los musulmanes para que purguen su sistema de creencias de estas premisas religiosas odiosas y criminales. Aunque discutible, pero no necesariamente incendiaria, la película de Wilders sirve de interpelación a Europa y al mundo islámico para celebrar un debate abierto. Además, el filme invita a su audiencia, tanto de musulmanes como de no musulmanes, a pensar y debatir si el islam respeta o no las nociones de libertad humana y qué se puede hacer para impedir que los yihadistas exploten el Corán para justificar sus actos de asesinato, tiranía y odio.
Como observa Broder, al tildar a Wilders de "populista de derechas", la izquierda pretende censurarlos tanto a él como su llamamiento al debate público. El mensaje subyacente del sambenito es que Wilders se encuentra de alguna manera al margen de la gente educada y que por tanto su mensaje debe ser ignorado por todas las personas cabales. Si usted no quiere verse aislado intelectualmente y condenado al ostracismo social, entonces no debe ver su película bajo ningún concepto ni tomarla en serio. Hacerlo sería un acto de "populismo de derechas", y todo el mundo sabe lo que significa eso. Al igual que todos los movimientos antidemocráticos, la izquierda política de hoy en día pretende silenciar el debate y de esa manera socavar la democracia, primero demonizando a cualquiera que no esté de acuerdo con ella, y a continuación aprobando leyes que criminalizan la expresión o que ponen límites al derecho de la gente a decidir cómo quiere vivir.
En la Unión Europea, el Tratado de Lisboa resucitó por la vía de los hechos burocráticos la Constitución rechazada por los electores de Francia y Holanda y que iba a ser desdeñada también por los británicos. En Gran Bretaña, el Parlamento ha trabajado durante años por aprobar una ley que criminaliza el insulto al islam. Una de las primeras acciones que tomó el Gobierno de Gordon Brown tras tomar posesión el pasado verano fue prohibir a sus miembros hablar de "terrorismo islámico".
Al igual que en Europa, también en Israel la izquierda llega a extremos insospechados para acabar con la democracia usando su nombre en vano. Por poner un ejemplo, también el pasado mes de abril el profesor izquierdista de Derecho Mordechai Kremnitzer advertiría al Parlamento en contra de aprobar una ley que permita someter a referéndum cualquier futura partición de Jerusalén o entrega de los Altos del Golán. En opinión de Kremnitzer, "Si el veredicto de un referéndum está determinado por una mayoría pequeña que incluye electores árabes, entonces es probable que un sector determinado cuya opinión no sea aceptada intente rechazar la legitimidad del referéndum y luche contra él con violencia".
Este "sector determinado" al que se refiere Kremnitzer es por supuesto el de los judíos que en su mayoría se oponen a la partición de Jerusalén y a la entrega de los Altos del Golán. El argumento de Kremnitzer es tan ridículo como interesado. Es ridículo porque sabe que en el 2004 los miembros del Likud celebraron un referéndum sobre la retirada de Gaza y del norte de Samaria proyectada por el Gobierno. El entonces primer ministro Ariel Sharon prometía respetar los resultados de la votación de su partido. Pero cuando el 65% de los miembros del Likud rechazó su plan, él los ignoró. La reacción de la población, aunque contundente, fue completamente pacífica.
El único sector que utilizó de manera constante la fuerza y la intimidación en los días previos a la retirada de Gaza y de Samaria fue el Gobierno. Desplegó a decenas de miles de policías para irrumpir en las protestas e impedir a los manifestantes viajar a las concentraciones convocadas legalmente. Además, algunos manifestantes permanecieron detenidos durante eses sin audiencia judicial. En sus acciones obviamente antidemocráticas y legalmente dudosas, el Gobierno fue escrupulosamente defendido por Kremnitzer y sus colegas, quienes o bien no hicieron nada mientras las libertades civiles de los manifestantes eran pisoteadas, o defendieron con entusiasmo el abandono de los valores democráticos por parte del Gobierno declarando "antidemocráticos" a los manifestantes. De hecho, en su discurso Kremnitzer reproducía al pie de la letra ese argumento afirmando que los referendos "son una receta para perjudicar la democracia".
Al margen de ser teórica y factualmente erróneo, el argumento de Kremnitzer, del mismo modo que los de la burocracia de la Unión Europea, que marginó a la ciudadanía europea aprobando el Tratado de Lisboa, es evidentemente interesado. Al igual que sus colegas de la Unión Europea, es completamente consciente de que su apoyo a una rendición israelí en Jerusalén y los Altos del Golán constituye una opinión marginal. De manera que su preocupación real no es la salud de la democracia israelí, sino el poder de la izquierda política para determinar la política en contra de los intereses y los deseos de la opinión pública.
La segunda razón de la complacencia de la izquierda con la censura es que sus miembros están exactamente igual de preocupados por la amenaza de la supremacía islámica como sus detractores políticos, pero al contrario que estos, la izquierda es demasiado cobarde para hacer algo. Esto quedó demostrado tras la difusión de la película de Wilders. Esa semana, una delegación de líderes religiosos cristianos y musulmanes holandeses viajó a El Cairo para hablar con líderes islámicos religiosos. En declaraciones a Radio Netherlands, Bas Plaisier, que encabeza la iglesia protestante holandesa, afirmaba que la misión del grupo es "limitar las posibles consecuencias" de la película de Wilders. Se refiere, por supuesto, a la posibilidad de disturbios musulmanes violentos y ataques contra los cristianos y los holandeses en todo el mundo. Radio Netherlands informaba de que Plaisier "ha estado recibiendo informes preocupantes procedentes de ciudadanos holandeses de todo el mundo, incluyendo algunos temerosos de las repercusiones de la película entre los cristianos de Sudán, Oriente Medio e Indonesia".
De manera que el verdadero motivo de que la iglesia protestante holandesa condene la película no es que crea que Wilders se equivoca, porque sus líderes están seguros de que el político acierta de lleno. Es simplemente que al contrario que Wilders, que ha puesto en peligro su vida para expresar su opinión, la iglesia protestante holandesa es demasiado cobarde para defenderse, y por eso sus máximos dignatarios viajan a El Cairo a rendir pleitesía a los líderes religiosos que a diario supervisan los sermones de odio y supremacía islámica en las mezquitas egipcias. Siguen arrodillándose ante aquellos que han institucionalizado la persecución religiosa de la minoría cristiana Copta en Egipto y que censuran a los críticos liberales del régimen de Mubarak y de los Hermanos Musulmanes.
Y aquí se halla la clave del asunto. Al zanjar el debate por las buenas (a fuerza de difamar a sus detractores no-izquierdistas y por miedo a los yihadistas y los regímenes que los sustentan) Occidente en conjunto mina no solamente sus propios valores y creencias fundacionales. También socava a los no yihadistas del mundo islámico, que si alguna vez tuvieran una oportunidad, trabajarían para promover una forma de islam que no responda al desafío con violencia, sino con el discurso de la razón y el respeto mutuo a las diferencias de opinión.
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Os árabes acreditam que lhes arrebatamos o seu território. Nem toda a propaganda do mundo poderá cambiar o facto de que as suas dunas são hoje os nossos jardins. “As suas” é mais importante que “dunas”. Pelo contrário, a educação israeli, ao alcanço dos árabes, faz ênfase na nobreça do nacionalismo, a perseverância, e a luta de libertação nacional do povo judeu; os árabes imediatamente têm-se aplicado o exemplo a sim próprios. Não existe um só caso histórico no que os conquistadores (e para os árabes, os judeus arrebataram-lhes a sua terra) viveram pacificamente com os conquistados. As vítimas eram sempre reduzidas ao nível da insignificância. De outra forma, agindo de maneira humana (“inhumana”), a vítima sempre se rebela. Eles não acreditam na benevolência do vencedor, senão que fazem uma leitura de debilidade física ou moral, o que contemplam como uma possibilidade de impôr-se.
As negociações conduzem à paz só quando a questão não é essencial para as partes contendentes; tanto França como Alemanha teriam querido anexionar-se Alsácia-Lorena, mas também podiam viver sem ela. Porém, quando a disputa radica no território essencial, no espírito da nação, esfumam-se as possibilidades de negociar. A única forma de viver em paz é eliminando a ameaça. Esta verdade é simples, embora não nos goste, e muitos pensem que de alguma forma a história se deterá no nosso tempo, e tudo o que foi sempre verdadeiro será falso agora, e os lobos abraçarão os anhos, e as nações negociarão sobre aspectos essenciais. A realidade é mais apocalíptica; estes são os últimos dias, e a mentalidade humana apenas tem trocado. Em todo caso, as guerras são ainda mais encarniçadas.
A cobertura mediática amosa-nos o rosto dos inimigos, e tendemos a contemplar o inimigo como um indivíduo mais que como um grupo. Os indivíduos movem à compassião, mentres as massas movem ao medo. Contemplar o teu inimigo, descontextualizado na TV, desmotiva-te para combater com ele. Imaginade uma reportagem periodística dos Aliados desde os restos bombardeados de Tokyo ou Dresde, amosando rapazes abrasados. Teria sem dúvida um grande impacto no público dos EEUU. A intensiva cobertura mediática dos árabes tem rematado por convertê-los de inimigos em “gente como nós”. Poucos entendem que os inimigos são, sem dúvida, como nós, e os seus objectivos são os nossos, e que essa é precisamente a razão pela que lutamos, porque ambos queremos o mesmo diminuto troço de terra. Ambos queremos ser donos das nossas vidas, melhor que depender das hipotéticas normas benevolentes dos outros.
Os judeus assimilados só conhecem uma linha da Torá: “Amarás aos outros”. Alguns pensam que vai no mesmo sentido que no Cristanismo, “Ama o teu inimigo”. Mas temos Éxodo 23:31: “E entregarei nas vossas mãos aos habitantes dessa terra, e expulsarede-los”. Os outros aos que devemos amar são aqueles que aceitaram os princípios básicos do judaísmo. Serão conversos ou temerosos de Deus, mas em qualquer caso estamos obrigados a amá-los porque são leais e se esforçam em ser bons cidadãos do Estado judeu. Nada mais longe dos árabe-israelis, que se identificam com os muçulmãos, os árabes e os palestiniãos –não com os judeus ou os israelis.
A Torá é prática. Não podemos chegar a um acordo com inimigos jurados, ou viver pacificamente com aqueles que se consideram habitantes legítimos (e, portanto, soberanos) desta terra. Não é possível um processo de paz. Mas existe um processo que conduze à paz: concretamente, limpar o território de inimigos.
OBADIAH SHOHER
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A propósito do post anterior, há poucos meses estreou-se o polêmico filme “Die Welle” (A onda), de Dennis Gansel. Penduro a seguinte resenha ao respeito.
«La ola» sacude la memoria alemana
Un filme sobre un maestro que recrea una dictadura con sus alumnos enciende la polémica
El experimento fue real, un profesor «invitó» a su clase a una autocracia de odio. El resultado fue más allá de sus previsiones.
Aitor Lagunas
En un instituto alemán, un profesor de historia inquiere a los estudiantes: «¿Creéis posible la implantación de otra dictadura nazi en este país?». Los chicos, indignados, se oponen rotundamente: «Impensable». Los más aplicados incluso desgranan una cantinela de argumentos esclerotizados en la memoria colectiva: la sociedad ha aprendido la lección, la democracia lo puede todo, la libertad del individuo frenaría cualquier modelo despótico. Pero la praxis no siempre camina de la mano de la teoría. «Autocracia», escribe el docente en la pizarra. Está dispuesto a demostrar a los jóvenes que aquel horror sí podría repetirse. Y qué mejor que incitarles a sucumbir por ellos mismos a la manipulación sobre la que se erigen los sistemas autoritarios.
«La ola» es una de esas película que genera tanta incertidumbre y desazón entre los espectadores como debates en los medios de comunicación. ¿Ha inmunizado completamente la globalización a la humanidad frente al virus de las dictaduras? ¿Encierran los móviles e Internet el antídoto contra el totalitarismo? Para los alemanes, que padecieron las dos autocracias más crueles de la humanidad -nazismo y comunismo-, la cuestión parece especialmente punzante, siempre con la culpa del Holocausto sobre sus espaldas. ¿Habremos aprendido la lección?, se interroga el joven cineasta Dennis Gansel con el ánimo de sembrar de dudas el patio de butacas.
«La cinta es muy realista, con personajes verosímiles y actuales, ya que he pretendido reflejar el magnetismo que suscita en el individuo el sentirse parte de una masa», revela el director. Unidades humanas que dimiten del pensamiento crítico para obedecer órdenes y aceptar con gusto el único papel que la dictadura les reserva: una parte nimia y mínima del todo absoluto. Ortega y Gasset revisitado.
Ese profesor con alma de sociólogo existió en realidad y recientemente ha visitado Alemania. Ron Jones daba clases en un instituto público de California cuando, en la primavera de 1967, sustituyó los aburridos libros de texto por la experimentación de los propios alumnos. «Como docente, me interesaban mucho las simulaciones. Quería darle vida a ciertas ideas abstractas», recuerda ahora. La clase se dotó de un líder -el mismo Jones-, unos uniformes, unas marchas militares y un saludo. «Incluso escuchábamos música de Wagner con la luz apagada», confiesa el profesor. Al quinto día, se vio obligado a guillotinar un proyecto que se le escapaba de las manos: «Fue como un tornado, cada mañana el grupo aumentaba con chicos de otras clases que no querían quedar marginados. Incluso empezaron a venir de otras escuelas».
Violencia exponencial
Nadie quería jugar a ser judío ni homosexual en ese nazismo de pupitres, y la violencia que quienes formaban parte del «Movimiento» -apodado «La ola»- ejercían contra «los otros» crecía exponencialmente. Hubo que abandonar el experimento: «La conclusión que les expuse es que no podían creerse mejores que Hitler o los alemanes», proclama Jones. Gansel leyó veinte años después la novela de Morton Rhue basada en el experimento. Dos décadas más tarde aporta su visión personal: «Siempre me he preguntado cómo reaccionaría yo, si me dejaría manipular, si me dejaría arrastrar por ese espíritu colectivo». Dudas que su filme contagia, desde hoy, al público alemán.

Hoje, em "El País":
La policía alemana desmantela una colonia juvenil nazi
El campamento en Güstrow alojaba a 39 chicos que estudiaban textos racistas
Los 39 niños y jóvenes se alojaban en 14 tiendas que formaban un campamento en el apacible paisaje cercano a Güstrow, en el Estado federado de Mecklemburgo-Pomerania Anterior. Los niños tenían libros con canciones nazis y estudiaban textos racistas. Parte del campamento estaba decorado con cruces gamadas y otros símbolos ilegales.
La policía alemana, que lo disolvió la pasada semana, es explícita: "Allí se cumplían prácticas y rituales de la época nacionalsocialista". Ya en mayo, las autoridades habían registrado las dependencias del grupo organizador, la Juventud Patriótica Alemana (HDJ). La HDJ es legal en Alemania y organiza diversos campamentos juveniles cada año por todo el país.
Cantar himnos marciales, adquirir destrezas militares y desfilar con antorchas al atardecer son algunas actividades legales de los niños y jóvenes que se van de colonias con la HDJ. Sobre las prácticas ilegales se sabe también bastante. Diversas incursiones policiales y redadas recogidas en informes de los servicios secretos internos (Verfassungsschutz) han demostrado que la HDJ utiliza cruces gamadas y otras parafernalias del régimen de Adolf Hitler prohibidas por la ley alemana.
De momento, las pruebas de actividades ilegales de enaltecimiento de la violencia y la incitación al odio racista sólo han llevado, en 2007, a la prohibición de los uniformes de la organización. Varios reportajes periodísticos y algunas peticiones parlamentarias provocaron hace algunos meses un renqueante debate sobre la prohibición total de la HDJ. Ahora, el allanamiento y disolución policial del campamento de Güstrow han devuelto a la HDJ alguna atención veraniega. El informe de las autoridades demuestra una vez más que los campamentos son meros conciliábulos neonazis organizados para adoctrinar a niños y jóvenes en su ideología ultraderechista y contribuir a la formación de otra generación de fascistas en Alemania.
El problema de la ilegalización de semejantes prácticas y organizaciones viene de largo. Las relaciones entre la HDJ y el neonazi Partido Nacional Democrático (NPD) parecen probables. Cuenta el NPD con diputados en los parlamentos de Sajonia y Mecklemburgo-Pomerania Anterior. En 2003, un proceso de prohibición instado por el Gobierno de Gerhard Schröder terminó en un sonoro fiasco que afianzó al partido. Sus líderes actúan al filo de la ley y se presentan como abogados del alemán de a pie. Sus cabriolas entre la respetabilidad burguesa y el neonazismo más grosero les dan suficientes réditos electorales para mantenerse en aceptable situación económica y en el candelero mediático.
"¿Cómo dice? ¿La BDJ?". Tino Müller, parlamentario del NPD en Mecklemburgo-Pomerania Anterior, aseguraba ayer que no ha oído hablar de la HDJ. Ni siquiera después de que la policía anunciara este fin de semana la disolución del campamento junto a una pequeña localidad del Estado federado que le paga el sueldo de diputado. Sin embargo, no se precisan conocimientos profundos de informática para dar con el dueño del dominio heimattreue-jungend.de, la página web de HDJ. No es otro que Müller. La dirección, Wallstrasse 27, corresponde a la oficina de Müller en la circunscripción electoral en Ueckermünde. Preguntado al respecto, Müller aseguró no conocer al parlamentario de su mismo nombre y, riendo en voz alta, dijo que se llama Dirk Meier y colgó el teléfono que le paga el erario público. Müller, de 30 años y albañil de formación, gana casi 4.500 euros mensuales por su labor como parlamentario en Schwerin. Su oficina también recibe decenas de miles de euros anuales del Estado.
Para André Aden, reportero especializado en actividades neonazis, no cabe la menor duda de la relación entre HDJ y NPD. Fuentes parlamentarias de Mecklemburgo-Pomerania Anterior en Schwerin tampoco dudaban ayer de las "probadas" componendas entre parlamentarios a sueldo del Estado y las actividades, legales e ilegales, de la HDJ. Aden señala además la estrecha analogía entre la HDJ y la llamada Juventud Vikinga, una organización neonazi prohibida en 1994 "por su esencial analogía con el NSDAP
[el partido nacionalsocialista de Hitler] y las Juventudes Hitlerianas". Salta a la vista que la primera analogía intencionada entre las Juventudes Hitlerianas (HJ) y la HDJ está en sus siglas.
Os judeus honestos têm duas opções: construir um Estado judeu ou transformar Israel. Transformar Israel conleva o diagnóstico da sua infermidade: a aterradora indiferença. A maioria dos judeus aborrecem conviver com os árabes e ódiam entregar território judeu. Enfrontados a um Governo imensamente poderoso, não têm fázil impôr as suas posições. É árduo conviver com a derrota; assim os israelis convencem-se a sim próprios que dado que o Governo é mais moderado que eles, conviver com os árabes e ceder territórios é contra-intuitivamente um mal menor. Se tão só fossemos capazes de amosar às massas israelis uma solução, um modo de alcançar os nossos ideais comuns - a pesar das manobras de uma elite traidora- a gente apoiaria as nossas reclamações de um Israel judeu. Os membros das forças armadas também são judeus e detestam o Governo ánti-judeu de Israel. Respeitam a lei e inclinam-se face as ordes do Governo, mas uniriam-se à população se esta jogar uma baça decissiva.
A solução é avondo conhecida: protesta não violenta (se bem é certo que não exactamente pacífica). Perseverância é a clave. Um milheiro de pessoas podem ser enviadas ao cárcere por instigação e violação da orde pública. Cinquenta mil não.
A questão é: existem cinquenta mil judeus dispostos a ir ao cárcere para salvagardar a judeidade do nosso Estado?
OBADIAH SHOHER
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Os judeus são conscientes e respeitam a opinião mundial. O mundo tem tratado de exterminá-los durante dois milênios, e os judeus pensam que tem que haver uma boa razão. É por isso que estám tristes: por serem fortes, simplesmente por existir. Temem a opinião mundial e perguntam-se, tolerará o mundo as nossas injustiças com os palestiniãos e os libaneses? Não espera o mundo de nós que nos comportemos conforme a moral? Sem dúvida: inclusso antes das câmaras de gas os judeus tinham que saber comportar-se, porque se amosavam temperamento, como os hebreus que se abalançaram sobre os caananitas com Joshua…Bom, obviamente ao mundo não lhe gosta esse tipo de judeus. Tanto como o tipo de judeus que tem.
Importam-lhe ao mundo 200 vítimas libanesas? Importaram-lhe os milhões de assassinados nas guerras francesas em Algéria e Indochina? Importam-lhe aos serviços de notícias o número de vítimas iraquis a resultas da invasão dos EEUU? Não colheu Israel a indirecta tras a obsessiva cobertura informativa da morte da família libanesa de orige canadião no ataque aéreo? Ao mundo importam-lhe um caralho os nativos alheios, só lhe importam os seus próprios nativos. O mundo está povoado por gente razoável. Sabem que as guerras são crueis, que o sacrifício é o que construe os Estados, e também o sangue. Morreram e mataram para estabelecer os seus Estados. E não têm problema com que Israel faça o mesmo.
Depois da vitória em 1967, ninguém objectou que Israel adquirisse território. Ninguém agardava que o devolvessemos. Jamais nação alguma tem devolto territórios significativos para a sua conciência nacional, e menos quando têm sido adquiridos repelendo uma agressão. Os EEUU rechaçaram as ofertas de paz de Sadat. Só prestou ouvidos às objecções quando a capazidade de Israel de manter os territórios começou a ser duvidosa depois de 1973.
O mundo condea aos judeus porque actuamos com sentimento de culpabilidade. Chamamos aos territórios “ocupados” em vez de “anexionados”. Oferecemos retornar o território. Temos relações comerciais humanitárias com os derrotados. Esse é o comportamento psicológico de gente com um muito grande sentimento de culpa. E assim o mundo interpreta que os judeus são injustos. E poderosos. E débeis. Uma combinação perfeita para sermos condeados. Ninguém disfruta condeando um insecto; muitos disfrutam condeando um elefante bonachão.
O problema do terrorismo pode ser resolto. Temos um exemplo. Os alemães acurralaram ao movimento de mais de 300.000 partisãos russos com batalhões de reserva da polícia. Devo lembrar os métodos que usaram? Os alemães não atacaram frontalmente os partisãos russos, senão que aniquilaram o seu apoio entre a população. A capazidade de camuflar-se entre a população e lançar pequenos ataques e acções de bandidagem é a coluna vertebral da fortaleça guerrilheira. Os alemães esmagaram essa coluna fusilando reféns e prendendo lume às vilas suspeitosas de apoiar à insurgência. Aos israelis quiçá não lhes goste esse enfoque, mas não digamos que não há maneira de combater a Hezbollah. Há maneira, provada, aceitada enão oprobiosa. Que evitemos adoptar esse tipo de medidas é questão de romanticismo, de manifesta ignorância do que é a natureza da guerra, das diáfanas e sensatas instrucções que lhe foram dadas a Joshua.
Erradicar o apoio popular a Hezbollah é uma coisa. Eliminar a sua razão de existir outra bem distinta. Israel debe deixar de oprimir aos palestiniãos. Obrigar aos árabes a viver num Estado judeu é opressão –um Estado cujo hino é Hatikva, cuja Lei de Retorno se aplica só aos judeus e não aos refugiados palestiniãos de 1948, cujo Estado Maiormilitar não inclui árabes. Devemos deixar de oprimir aos palestiniãos. Deixemo-los marchar.
Existe um potencial Estado palestinião em Jordânia, um Estado com maioria palestiniã e uma monarquia moribunda, um Estado que pode dar acomodo confortavelmente aos oprimidos árabes que vivem nos ancestrais territórios judeus que os gilipolhas chamam “ocupados”. (De igual maneira, os EEUU comumente não se denominam “território ocupado pelos colonos cristãos aos Peles Vermelhas”). Para combatir o terrorismo, identifiquemos a sua causa.
Fagamos que marchem.
OBADIAH SHOHER
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72 fotografias do progromo de Hebron em 1929
Os amigos do blogue PATRIA JUDIA editam este impressionante documento gráfico em:
http://bajurtov.wordpress.com/2008/08/11/se-cumplen-79-anos-del-genocidio-de-judios-de-1929-a-manos-de-arabes-israelies/
The Hebron Massacre of 1929
In August of 1929, Arabs instigated violence in the Jerusalem area that spread to most of Palestine. The violence began in Jerusalem and soon spread to Hebron, Motza, and Safed, all old Jewish communities in Palestine that supposedly lived in harmony with their Arab neighbors, rather than Zionist settlements.
In Hebron, the Jewish community which had been there for hundreds of years, refused the help proffered by the Haganah underground when it seemed that Arab agitation was beginning. They trusted their neighbors.
The principle instigators were Haj Amin El Husseini and Aref el Aref. Aref el Aref, along with Husseini, had been responsible for previous riots. He had now been appointed district officer of the Beersheba district. Aref el Aref paid a visit to Hebron shortly before the riots and preached an inflammatory sermon on Thursday, August 22. Rumors were spread that the Jews had killed Arabs in Jerusalem, that the Jews had burned down the Al-Aqsa mosque (supposedly this was documented with a fake photo) or that the Jews were planning to build a synagogue near the wailing wall.
There are many indications that the Arabs, as well as the British had advance warning of the disturbances, yet the British did nothing to try to head them off. There was one British policeman in Hebron, Raymond Cafferata. He commanded a force of 18 mounted police and 15 on foot. Of these, all but one were Arabs. Eleven were over age and there was but a single Jew among them.
Beginning about 3 PM on Friday, August 23, there was agitation in Hebron. People returning from prayers in Jerusalem were claiming that the Jews were killing Arabs there. Arabs began stoning the Hebron Yeshiva. An orthodox Yeshiva student tried to leave the Yeshiva building and was stabbed to death. Cafferata now managed to quiet things down for the present.
The riots began in earnest, however, on the morning of Saturday, August 24. Arabs killed 64 to 67 Jews in Hebron and wounded many others. Babies were beheaded. Old rabbis were castrated. There were incidents of rape, torture and mutilation. Hands and fingers were torn off bodies, apparently for jewelry.
Cafferata and the Jewish policeman shot at the rioters and killed 8 of them. The Arab policemen fired in the air. Cafferata called for reinforcements, but these arrived only about noon, five hours later. The British had a total of 292 police in Palestine and were busy dealing with disturbances elsewhere presumably. Cafferata, not a friend of the Jews, testified:
"On hearing screams in a room I went up a sort of tunnel passage and saw an Arab in the act of cutting off a child's head with a sword. He had already hit him and was having another cut, but on seeing me he tried to aim the stroke at me, but missed; he was practically on the muzzle of my rifle. I shot him low in the groin. Behind him was a Jewish woman smothered in blood with a man I recognized as a[n Arab] police constable named Issa Sherif from Jaffa in mufti. He was standing over the woman with a dagger in his hand. He saw me and bolted into a room close by and tried to shut me out-shouting in Arabic, "Your Honor, I am a policeman." ... I got into the room and shot him."
(Bernard Wasserstein, The British in Palestine: The Mandatory Government and the Arab-Jewish Conflict 1917-1929, Oxford England, Basil Blackwell, 1991)
About 435 Jews survived by hiding with their Arab neighbors. They were hidden by 28 families who risked their lives to save the Jews.
About noon, British reinforcements arrived. Arab prisoners were forced to bury the dead in mass graves. They starting singing in celebration during the proceedings.
After visiting Hebron, the High Commissioner John Chancellor wrote to his son:
I do not think that history records many worse horrors in the last few hundred years...
I am so tired and disgusted with this country and everything concerned with it that I only want to leave it as soon as I can.
The surviving Jews were evacuated by the British, but some returned and lived in Hebron until the riots of 1936.
Ami Isseroff
Sources:
Morris, B., Righteous Victims, Alfred Knopf, New York 1994 pages 111-120.
Segev, T., One Palestine Complete, Henry Holt, N.Y. 1999, pp 314-327.
(Parabéns aos amigos do blogue PATRIA JUDIA)
http://bajurtov.wordpress.com/
Etiquetas: Hebron
