SHABAT SHALOM








II LIVRO DOS MACABEUS CAP. 15










Macabeu, à vista dessa multidão imensa, do aparato de armas tão
diversas e do aspecto temível dos elefantes, estendeu as mãos para o
céu e invocou o Senhor que opera prodígios. Sabia muito bem que não é o poderio das armas que obtém a vitória, senão que Deus a decide, outorgando-a aos que ele julga dignos dela.

Eis como foi sua oração: Senhor, vós, que no tempo de Ezequias, rei da Judéia, enviastes vosso anjo e fizestes perecer cento e oitenta e cinco mil homens do exército de Senaquerib,

enviai, pois, ainda agora, ó soberano dos céus, um bom anjo que nos preceda, infundindo temor e espanto.

Que vosso braço se estenda e extermine aqueles que, blasfemando,

vieram atacar vosso povo santo.

ERETZ YISRAEL É A NOSSA TERRA!




Vem-se de produzir um grande corrimento de terras dentro do denominado “campo nacional” no espectro político israeli.

Tras o anúncio da retirada do veterano partido Moledet da nova franquícia auspiciada pela dirigência da coaligação União Nacional/Partido Nacional Religioso -denominada Bayit Hayehudi (Fogar Judeu)- assim como a retirada da primeira linha da vida pública do seu mais conhecido dirigente, Benny Elon, para apresentar-se às eleições da 18ª Knesset em Fevereiro junto o partido Hatikva do Dr. Aryeh Eldad, vem de anunciar-se nas últimas horas a criação de uma terceira força a concorrer nos comícios. Trata-se de ERETZ YISRAEL SHELANU (Israel é a Nossa Terra), auspiciada pelo Rabino Shalom Tov Wolpo e Baruch Marzel.

ERETZ YISRAEL SHELANU agrupa a destacadas personalidades defensoras da integridade territorial de Eretz Yisrael, como os acima mencionados, aos que se vem de aderir Yosef Mendelovitch, conhecido como o Prissoneiro de Sion, famoso refusenik judeu russo que encabeçou anos atrás junto com Nathan Sharansky as protestas da comunidade judea na antiga URSS.

A passada segunda feira, tras conhecer-se uma enquisa que augurava ao menos quatro bancadas para uma formação que agrupasse a este seitor representado pelo novo partido do Rabbi Tov Wolpo e os seguidores da Fronte Nacional Judea de Baruch Marzel, este comunicou que se aderia ao projecto durante uma rolda de prensa conjunta oferecida em Jerusalém.







Wolpo (fundador de SOS Israel) sinalou que toma a decisão de promover a candidatura tras a manobra do dirigente do Likud, Binyamin Netanyahu, de isolar à corrente nacionalista de Moshe Feiglin, e tras os titubeos do recém formado Fogar Judeu (antigo NPR) de posicionar-se contra as concessões territoriais.

Marzel e Wolpo asseguram que são a única opção da direita que apoia sem ambagens a territorialidade histórica de Eretz Yisrael e a fim das negociações/concessões aos palestinianos.

Wolpo dixo que o Governo de Israel está-se convertendo num inimigo do povo judeu, e afirmou que “tal como nos EEUU o Governo entende que debe combater o terror enviando tropas a Irak e Afeganistão, em Israel o Governo adica-se a entregar dinheiro a Hamas no corredor de Gaza e a libertar a terroristas convictos em prissão” em vez de respostar aos ataques dos Qassam de forma contundente.“É duro dizê-lo” acrescentou, “mas o nosso Governo está trabalhando com o inimigo”.

Pela sua banda, Baruch Marzel manifestou a sua confiança em que ERETZ YISRAEL SHELANU supere a barreira para obter assentos na Knesset, advertindo que a partir de agora as autoridades e os mass media começarão a caçaria contra o novo partido intentando desqualificá-los. Assimesmo pediu a ilegalização dos partidos árabes.

No dia de ontem circulava com força o rumor da mais que provável entente para apresentar-se junto com Hatikva e Moledet, numa grande plataforma que aglutinar a todo o espectro leal à ideia da integridade de Eretz Yisrael.

Aos colaboracionistas de Paz Agora já lhes faltou tempo para exigir aos tribunais controlados pela aparatagem esquerdista a ilegalização de ERETZ YISRAEL SHELANU.




SOPHIA L. FREIRE


22 Kislev 5769 / 19 Dezembro 2008

LINHA VERMELHA, LINHA VERDE


Lembrades ao póstumo, o grande Rabino Meir Kahane, H.y.d., que foi ilegalizado e expulsado da Knesset há 20 anos nas vésperas das eleições de 1988, quando as enquisas amosavam que o seu partido, o Kach, aglutinava o 10% do voto nacional? O rabino foi tildado de razista por sugerir ao Governo que auspiciasse a emigração dos “árabes de Israel”. Como explicava no seu livro “Devem marchar”, o motivo não era o ódio face os árabes, senão a preservação do futuro do Estado judeu. A democracia israeli, sinalava, está ameaçada pela elevada taxa de nascimentos dos árabes-israelis, que têm aspirações nacionais próprias.

Passado o tempo, outros políticos têm aderido a proposta de “transfer” e “emigração” recolhendo parte do apoio público do que disfrutou o Rabino Meir Kahane, mas ningum se aproximou às suas quotas de popularidade. A sua falha de éxito pode ser atribuída a vários factores. O primeiro de todos, que as suas chamadas ao tránsfer têm sido contempladas como mero oportunismo político, carentes da sinceridade e consistência de que goçava o Rabino. Para além disso, têm diluído a mensagem, referindo-se só ao tránsfer dos árabes dos territórios libertados em 1967, e não a Israel propriamente. Outros fracassaram na criação duma corrente de apoio simplesmente por adoecer do carisma que tinha o Rabino.
E agora Tzipi Livni sube-se ao furgão também. Ela fez um chamamento aos árabe-israelis (aos que denomina “palestinianos residentes em Israel, aos que chamamos árabe-israelis”) para que preparem o seu despraçamento ao “Estado palestiniano uma vez que este fique estabelecido” (sic). Ela, também, percibe o problema de manter um Estado à vez judeu e democrático em Israel, de forma que propõe estabelecer dois Estados-nação separados.
Livni, que encabeça a facção esquerdista do partido Kadima, trata assim de ganhar apoio nacional para o seu falhido “programa de desconexão” que dou como ressultado que a muitos judeus se lhes arrebatasse dos seus fogares e modo de vida a fim de fazer realidade os peculiares sonhos da Esquerda. Agora Livni propõe algo novo e excitante: retomemos a “desconexão”, esta vez em Judea e Samaria. O plano consiste de novo em obrigar aos judeus a abandoar as suas casas e destruir as suas comunidades, instituições e negócios. Mas esta vez existe uma segunda parte: a fim de aliviar-nos dos “palestinianos residentes em Israel” animaremo-los a que se reubiquem no seu próprio país, nas “judenrein” Judea e Samaria.
Por que Livni justifica de súpeto o tránsfer? A sua explicação é que não interessa quam importante seja a democracia israeli: debe existir uma “linha vermelha” –e essa linha vermelha é a ameaça demográfica árabe-israeli. Neste sentido, Livni é mais audaz que os seus colegas da Direita, cujos chamamentos ao tránsfer limitavam-se, habitualmente, aos árabes de Judea e Samaria, e não aos cidadãos árabes de Israel posteriores à linha verde de 1967.
Neste ponto eu deveria exclamar: “Bravo!”. Se eu figesse semelhante proposta de despraçar aos árabes seria acusado e sentenciado, provavelmente, por incitação ao razismo –como já o tenho sido com anterioridade. Mas com a “igualdade democrática” israeli a Esquerda pode falar sobre o tránsfer de maneira legítima, considerando-se que é uma solução “humanitária”.
Em conclusão, todos estes prudentes homens e mulheres de Israel deveriam sair a reivindicar ao Rabino Kahane e suplicar o seu perdão pela injustiça que com ele cometeram. Da Esquerda à Direita, todos decatam-se agora que estava no certo. Os árabe-israelis não sintem orgulho de ser cidadãos israelis. Eles não contemplam a bandeira azul e branca e exclamam, com uma lágrima nos olhos, “Se o meu zeydie tivesse vivido para ver isto”. Eles são palestinianos (seja o que for que signifique isso) igual que os seus familiares da doutra banda da Linha Verde. A única diferência entre eles são os 19 anos que levou às IDF libertar o território no que vivem os últimos. Perguntade a qualquer estudante árabe-israeli sobre a mentira da “lealdade”.
O Governo israeli já tem legitimado a limpeça étnica implementando-a nos judeus de Gush Katif e Norte de Samaria. Agora que por fim tem ficado claro que são os árabe-israelis os que ponhem em perigo o futuro do Estado, todo o que se precisa é começar a aplicar a lei do pinui-pinzui [expulsão-construcção] com os árabes de Um El-Fahm, Galilea e o Negev.
Estou dacordo com Livni quando diz que há uma necessidade de transferir aos árabe-israelis aos seus próprios países. Mas ela refere-se a Judea e Samaria, que são historicamente, biblicamente e legalmente a herdança e lugar de nascimento do povo judeu. Livni diz que tem linhas vermelhas à hora de preservar a integridade do Estado de Israel. O problema é que as suas linhas vermelhas só alcanzam apenas a Linha Verde aonde sugire despraçar aos árabe-israelis.

Tzipi, sem dúvida estás-te movendo um passo adiante. Agora só falha que movas a tua Linha Vermelha até o Rio Jordão e também terás o meu voto.

DAVID HA'IVRI

19 Kislev 5769 / 16 Dezembro 2008

É NETANYAHU OUTRO SHARON?





Bibi está-se semelhando atrozmente a Ariel Sharon sobretudo durante a última semana- interpretando a “democracia” como uma apisonadora a favor dos seus próprios interesses.

As primárias do Likud celebradas a semana passada estavam concebidas como uma demonstração de democracia e respeito pelos votantes dessa plataforma política. Porém, remataram convertindo-se numa repetição do fiasco de Sharon que teve lugar antes da expulsão de quase 10.000 israelis dos seus fogares de Gush Katif e do norte de Shomron em 2005.

Ao igual que Sharon, Binyamin Netanyahu, no marco do Likud, emprendeu uma espécie de “referéndum” sobre em que posto deveria figurar cada quem na lista do Partido. Os votos dos membros do Likud, depois de todo o trabalho e gastos e campanha, foram tirados à bassura. Não foram respeitados.

Àqueles que lembram o que se passou há uns anos, Ariel Sharon foi eligido numa plataforma contrária à retirada unilateral, e depois recuou e converteu-se no seu máximo adalide implementando a devandita retirada. Ganhou as eleições nacionais de forma arrolhadora porque estava CONTRA o seu oponhente, o plano de retirada unilateral de Amram Mitznah. Mas depois, uma vez que Sharon ganhou, aderiu a essa plataforma contra a que combatera, para horror daqueles que votaram por ele. Tras esta traição à democracia, accedeu a permitir que os membros do partido Likud decidissem o destino de Gush Katif, uma vez que ele já dera um giro de 180º. Aceitou um referéndum e dixo que respeitaria o que os votantes do Likud decidissem. Bem, o referéndum foi um esmagador trunfo a favor de continuar em Gush Katif e o norte de Shomron. Sem embargo, quando os resultados se publicaram –decatando-se Sharon da sua derrota- decidiu que agora não acataria o referéndum que previamente aceitara. Traicionou aos mesmos votantes do partido ao que supostamente tinha obriga de servir.

Um cenário semelhante teve lugar a semana passada, quando Moshe Feiglin, candidato da corrente de direita no Likud foi votado no posto nº 20 da lista eleitoral. Agarda-se que o Likud alcanze, como mínimo, 30 assentos nos próximos comícios à Knesset; daí que aparecesse como seguro que Feiglin estaria entre eles, coisa que os que o apoiam dentro do Likud celebraram por todo o alto. Desgraçadamente, Netanyahu –agindo de modo semelhante a Sharon- fixo uma pirueta e desprezou abertamente os votos do partido ao que supostamente tem obriga de servir, amanhando uma recomposição na orde da lista, alegando inconsistentes motivos como dar cabida aos “representantes de distrito” no ticket. Este acto autoritário supujo que Feiglin se visse despraçado em mais de dez postos, face um lugar que não lhe outorga demassiadas possibilidades de lograr um lugar na Knesset.
Netanyahu faltou ao respeito aos votantes E ao processo democrático com o que ele enche a boca. É isso democracia? É Netanyahu ou Sharon? É isto o que nos queda agardar do vindeiro Governo quando seja eligido e pretenda ceder os Altos do Golan, Judea, Samaria e, possivelmente, Jerusalém? –E que se passará se os votantes do Likud dizem que não?

Se ele se apresenta numa plataforma que propugna a unidade de Jerusalém, e tras sair eligido diz que “as coisas têm mudado” e acredita que temos que ceder parte da nossa capital ao nosso inimigo, ou qualquer outra parte de Eretz Israel, e então dizemos “Não!” e lhe lembramos as suas promesas de campanha e/ou os princípios do partido Likud, como sabemos que os vai respeitar? Como sabemos que respeitará QUALQUER decisão democrática do povo de Israel ou do seu próprio partido?
Estamos asistinto ao surgimento doutro tirano ánti-demócrata como Sharon, com Netanyahu? “Se a Arik lhe funcionou, por que não a mim?”, deve pensar.
Demonstra esta forma de pisotear a democracia que Bibi será um novo Arik? Só quero que prestedes atenção ao dito, e que se alguém se decide a votar pelo Likud, comprendam o que quizá estám promovendo: um novo Sharon.

TAMAR JONAH

17 Kislev 5769 / 14 Dezembro 2008

* Tamar Yonah é uma das locutoras de rádio mais populares de Israel.Tamar é uma activista residente em Judea e Samaria, que fixo aliya desde a sua California (EEUU) natal. Na actualidade conduze oThe Tamar Yonah Show e TnT Dynamite.

GOG, MAGOG E OS ÁRABES


O ritmo do avanço tecnológico supõe que a civilização não poderá continuar pelos actuais derroteiros. O volume de população devém cada vez mais velho, mentres que os câmbios –o domínio da juventude- é cada vez maior. Os Estados de Benestar demonstram que as pessoas não precisam trabalhar para viver –inclusso uma jornada laboral inferior a 35 horas semanais assegura um comfortável estilo de vida. O automatismo derivado da era industrial faz que o trabalho humano seja mais insignificante cada vez. As economias desenvolvidas arrinconam às suas populações na área de serviços públicos, a mais proclive à automatização; a tecnologia ATM (Modo de Transferência Asíncrona) ré-empraça cada vez a mais empregados de banca, e o comércio através de internet deixa cada vez a mais pessoas sem emprego.
Num breve espaço de tempo a maioria da humanidade poderia resultar inecessária em termos de trabalho. Um número crescente de seres humanos em África carecem de qualquer perspectiva laboral: a economia mundial não necessita excessiva mão de obra. A terceira parte da população de China e a Índia nunca serão partícipes do boom tecnológico das suas áreas mais desenvolvidas. Rússia está presta a invadir a quem for ou a acalar ruídos no seu pátio trasseiro. Os russos e os árabes estám submetidos de forma crítica à demanda de crudo. Os grandes avanços em energia nuclear, carros eléctricos e fontes de calefacção, assim como os estritos controlos de emissão podem precipitar os de por sim já hiperinflaccionados preços do petróleo numa caída livre, deixando a vários milhões de russos e árabes ao borde da inanição.
Os muçulmãos arremuínham-se nas urbes europeias, fazendo uma sorte de Reconquista à inversa. Os EEUU poderiam convertir-se em pouco tempo no único país occidental sem uma proporção abrumadora de muçulmãos. Israel, cheia de muçulmãos e de derrotistas judeus, pode convertir-se no cenário das palavras de Ezequiel, “a espada do homem alçar-se-á contra o seu irmão”, a cabalística Guerra de Jacob. A aliança russo-árabe semelha-se muito à guerra de Magog, onde ujm grande reino do norte (e, não esqueçamos, Rússia é actualmente um reinado) une-se aos inimigos tradicionais de Israel.
Em Ezequiel, Deus promete arrojar fogo e açufre sobre Magog, e a dia de hoje já sabemos como traduzir essa profecia. Nas palavras do Mahabharata, “uma coluna de fume e chamas tão brilhantes como um milheiro de soles”. HaSheem proporcionou-nos perto de dois centos de esse tipo de armamento.
Na história da humanidade, cada arma tem sido utilizada até as suas últimas consequências. Muitas nações obterão armamento nuclear em breve; a tecnologia está fóra de controlo. A auto-contenção de cada quem na utilização dessas armas semelha uma perspectica irreal.
Israel –e muito especificamente a área de Judea- é o único lugar do planeta a salvo das armas nucleares: nenhum terroristas muçulmão, Estado islamista, ou inimigo cristão detonaria um artefacto nuclear perto da Cidade Sagrada.


OBADIAH SHOHER


17 Kislev 5769 / 14 Dezembro 2008



* [Gog e Magog, mencionados no cap. 38 e 39 de Ezequiel. São os nomes simbólicos do governante e da aliança de povos que se haveriam de erguer em batalha contra Israel na época pré-messiânica instaurando o Reino judeu de Israel. O ataque é contingente –quer dizer, não está decretado por HaSheem, senão que é uma eventual alternativa. Alguns estudosos sustentam que Gog tem sido Hitler, e Magog os názis e os seus aliados].

PORCOS OU JUDEUS?


Inteiramo-nos esta semana de que um tribunal ordeou que a sucursal de “Tiv Taam“ * em Givatayim deveria permanecer fechada os sábados. Num primeiro momento sentim-me assaltado por uma sensação de ledice. Que juíz tão comprensivo que, movido por princípios sociais, defende o direito dos trabalhadores a descansar em Shabat!

Mas, segundo começava a tararear a “Internacional”, invadiu-me o pressentimento de que não se tratava de um caso de sensibilidade socialista, senão mais bem de surrealismo, porque a carne de porco poderá seguir sendo vendida ao público na terra dos judeus qualquer outro dos dias da semana.

A minha actitude ante o porco não vem influenciada por um edicto religioso ou divino. Não como porco, e ponto. Não porque Deus não o permita ou qualquer outra consideração de orde religiosa ou vegetariana.

Ao meu Deus não lhe importa o que me levo à boca -e tendo a sacar partido disto de quando em vez. Reprimo-me de comer porco, antetudo, porque sou judeu. E os autênticos judeus têm as suas linhas vermelhas, inclusso aqueles que não acreditam num ser divino que supervisse o consumo de carne não-kosher.

Daquela, que se passa com o porco? Bem, se reflexionades, existem muitos rasgos que caracterizam aos judeus: aos judeus custa-lhes felizitar a alguém; não soem ganhar medalhas olímpicas nem se imolam com explossivos nos autobuses. E também não comem porco. Por que? Porque há coisas que um judeu simplesmente não faz.

Porque, ao contrário que as gambas, as langostas e outras variedades de comida marinha, o porco não deixa de ser comido pelo facto de não ser kosher, senão porque é um símbolo. Tem sido um inconfundível símbolo ánti-judeu durante gerações e gerações. Para uma pessoa com conciência nacional uma cabeça de porco não é muito diferente duma esvástica.

A festa de Hanuká está-se aproximando. Comemora-se uma época na que aqueles que entregaram os seus rasgos distintivos como nação e foram obrigados a comer porco, converteram-se em soldados ao servizo do diabólico Império Seleucida.

Que tem cambiado desde aquela? Que lhe teriam a dizer aqueles consumidores de porco aos seus filhos na Festa das Luminárias? Que pretendem emprender uma guerra pela liberdade de comer carne de porco? Que estám prestos à luta para lograr eliminar este símbolo ánti-judeu de qualquer parte menos da terra dos judeus?

ASSAF WOHL


15 Kislev 5769 / 12 Dezembro 2008


* Tiv Taam: Cadeia líder de supermercados não-kosher em Israel.


Sobre a cadeia Tiv Taam ver também aqui


SHABAT SHALOM


LIVRO PRIMEIRO DOS MACABEUS, 3:17





Mas à vista do exército que vinha contra eles, os companheiros de Judas disseram-lhe: Como poderemos enfrentar tamanho exército, se somos tão poucos, tanto mais que nos sentimos fracos, porque hoje nada temos comido?


É fácil, respondeu Judas, a um punhado de gente fazer-se respeitar por muitos; para o Deus do céu não há diferença entre a salvação de uma multidão e de um punhado de homens,


porque a vitória no combate não depende do número, mas da força que desce do céu.

NOVOS KASTNERS, NOVO HOLOCAUSTO


A educação sobre o Holocausto entre os gentis é contraproduzente. A maioria de eles não se apresentariam voluntários para assassinar judeus ou pressionar em tal sentido. Mas se se vem empurrados por um regime ánti-semita, quase todos se unirão ao crime a pesar de qualquer educação sobre o Holocausto.
A educação passa muito da violenta minoria de furibundos ánti-judeus. De facto, as fotos do Holocausto e os seus relatos pressumivelmente fortalezem o sentimento ántisemita porque os judeus são apresentados como animais, e de forma semelhante são sacrificados.
A educação sobre o Holocausto é tacticamente perjudicial porque o Holocausto supõe um ponto de referência do sofrimento judeu. Qualquer coisa que não chegue ao limite da aniquilação será considerada como tolerável para os judeus. O mundo "educado no Holocausto", conseqüentemente, exige a Israel concessões sem precedente aos inimigos: o facto de que não sejam de momento aniquilados é considerado suficientemente bom tratando-se de judeus.
A reacção do mundo à agardada aniquilação de Israel em 1948, 1967, ou pelo Iran nuclearizado amosam quam futil é a educação sobre o Holocausto: como em 1942, o mundo contempla aos predestinados judeus com indiferente curiosidade.
Os judeus israelis que ridiculizam às vítimas do Holocausto por ir como anhos ao matadeiro, fazeriam bem em observar-se a sim próprios: vivem em Judenrat, dirigidos pelos Kastners * do nosso tempo. Mentres Iran ultima os detalhes da sua bomba nuclear, os judeus sentam-se em coffee-shops em vez de obrigar ao seu Governo a que bombardee ao inimigo. Os Kastners, como antes, lamentam ver morrer aos seus judeus, mas não querem arruinar as suas relações com os criminais cúmplices occidentais organizando uma marcha contra a ONU, assaltando a Casa Branca, ou publicando anúncios ánti-Iran a toda página nos jornais estadounidenses.
Israel actualmente está tão predestinada como o estava o ghetto polaco. Quizá finalmente Iran não nos bombardee –embora estará preparada para poder fazê-lo. Qual foi a reacção dos EEUU ante o Holocausto? Ajuda económica massiva a Alemanha. Os países occidentais não deixarão de mercar petróleo iraniano quando nos deixem fóra da existência.
Fundamentalmente, as nucleares iranianas supõem o fim do poder dissuasório nuclear de Israel. A partir desse momento absolutamente nada será capaz de evitar que Síria lanze milheiros de missis sobre as cidades israelis: Iran entraria imediatamente em jogo ameaçando a Israel com repressálias nucleares se se nos ocurrir bombardear cidades sírias. Para que resulte ainda mais bonito, Iran exigirá que Israel limite as suas operações de castigo contra as tropas sírias, mentres eles seguirão assassinando aos nossos civis. A partir do momento em que Iran abasteça de defesa nuclear à fronte síria, Israel já não poderá empregar nunca mais a defesa estratégica. A defesa terá que ser táctica, limitada às fronteiras israelis. Iran aceitará de melhor grau que ataquemos aos tanques sírios invasores antes que à população. A defesa israeli ficará reduzida a uma ínfima área indefendível.
As nucleares iranianas, para além disso, darão o pistoletaço de saída à carreira de armamento nuclear. Egipto e Arábia Saudi não podem permitir que Iran domine o Meio Leste. Será mais fázil para eles obter instalações nucleares: Arábia Saudi, de facto, provavelmente já possue armazenadas cabezas atómicas pakistanis, e o tratado de paz protege a Egipto das medidas preventivas israelis. Pelo de pronto, Mubarak prefere a ajuda dos EEUU que um programa doméstico de desenvolvimento nuclear, mas um governo de corte islamista escolheria sem dúvida o cenário oposto, especialmente quando –uma vez que Egipto estivesse nuclearizada- os EEUU incrementassem a ajuda para controlar indirectamente o país. Uma vez que esses dois países se unam ao clube nuclear, Síria não poderá ficar atrás. Irak, pela sua banda, terá que fazer contrapeso ao nuclearizado Iran. Jordânia necessitará ajuda contra uma Síria nuclear. Oman não pode sustentar um Egipto nuclear. Líbia, Marrocos e Algéria correm face programas nucleares avançados. Em poucos anos, o inteiro Meio Leste estará atestado de armamento nuclear, e parte de ele controlado, de certo, pelos terroristas.
Os judeus poderiam contrarrestar fazilmente esse cenário aprovando uma lei que autorizasse a imediata aniquilação de todos os muçulmãos mediante duascentas ojivas nucleares em resposta a um ataque não convencional desde qualquer sítio. Mas não é realista pensar que isso vaia acontecer. Tras um fungo nuclear sobre Tel Aviv, o Governo israeli tiraria-se dos cabelos ante a incapazidade para atribuir a um país em concreto a autoria do ataque terrorista. Inclusso se o país for conhecido, os judeus que duvidam actualmente se desmantelar ou não as casas refúgio dos terroristas, não semelha provável que vaiam a empregar repressálias nucleares. A demencial política israeli de submetimento ao insignificante inimigo palestiniano tem liquidado a sua credibilidade nuclear.
Não existe possibilidade alguma de que o Governo de Livni e Barak ataquem Iran. Barak foi a única voz contrária ao ataque israeli a Síria. Ele é muito mais um político corrupto e um suspeitoso homem de negócios que o comando que no seu dia foi. Livni, indecisa como sempre, não poderá enfrontar-se às objecções de Barak. Ela própria não se atreveria a contradizer a orde dos EEUU de aceitarmos mansamente a aniquilação. O medo dos Kastners não é de índole racional: Iran é incalculavelmente mais débil do que o era Egipto em 1967 e 1973. Militarmente falando, atacar Iran é pão comido para Israel. Porém, os Kastners olham para os estadounidenses e os europeus procurando a sua opinião. Mas a sua opinião é bem conhecida, durante décadas se não séculos: fecharam as suas fronteiras aos refugiados judeus que fogiam do Holocausto, negaram-se a rescatar aos judeus dos alemães, e o campo da morte foi o único lugar dos arredores de Auschwitz não bombardeado pelas forças aliadas.
Havia uma pequena possibilidade de que Olmert ordeasse o ataque contra Iran. Os israelis –de esquerdas, direita e do médio- luziram-se ré-empraçando-o pela incompetente Tzipi.
Serão necessários dois séculos para que os índizes de radiactividade na Terra Prometida voltem aos níveis de normalidade.

OBADIAH SHOHER

14 Kislev 5769 / 11 Dezembro 2008

* [*Rudolf Kasztner foi o dirigente duma pequena organização judea húngara denominada "Vaada", durante a ocupação názi de Hungria na 2ª GM. Kasztner negociou com o líder das SS, Adolf Eichmann, a saída do país dum pequeno contingente de judeus a câmbio de dinheiro, oiro e diamantes -no que passaria a ser conhecido como "O comboio de Kasztner".
Tras a guerra Kasztner trasladou-se a Israel onde remataria sendo julgado por colaboracionismo com os názis. Morreu em 1957, tiroteado por Zeev Eckstein, um supervivente do Holocausto].


Oops.. Falando ante um auditório de estudantes numa escola técnica de Tel Aviv, Tzipi Livni dixo que o futuro dos árabe-israelis radica no seu próprio Estado, onde se devem ré-agrupar uma vez estabelecido. Soa como a jovem Tzipi de 20 anos atrás.


Na realidade, o discurso não foi o oficial. Livni exprimiu esses pensamentos ante os extremadamente ánti-árabes estudantes, filhos das famílias esquerdistas fetém. A pesar do dito, ela alinha-se plenamente com o discurso do "processo de paz".


As manifestações de Livni poderiam ser um calculado intento de atrair voto de direita a Kadima. Netanyahu não tem dito nada semelhantemente agradável de ouvir –e segue obsesionado em acabar com Feiglin porque é "demassiado radical". Com a audiência de esquerdas definitivamente arrebatada por Kadima a Meretz e Avodah, Tzipi tem boas razões para votar as redes no eleitorado do Likud.


Livni também sinalou, acertadamente, que o Governo não pode proteger a todos e cada um dos soldados; que há preços que são demassiado elevados, e que Shalit quiçá vaia a ter que seguir fazendo companhia aos de Hamas.



OBADIAH SHOHER


14 Kislev 5769 / 11 Dezembro 2008

FALSOS RABINOS


Os religiosos profissionais desempenharam um importante papel na unificação e supervivência do povo judeu. Os estudantes da Yeshiva desenvolveram o trabalho imensamente importante de preservar o Judaísmo. A situação actual é diferente.

Embora quase todos os judeus varões ao longo da história estudaram a Tanaj, poucos exerceram a religião como uma ocupação a tempo completo. O Judaísmo, uma religião de factos materiais, faz ênfase na necessidade do trabalho produtivo. Para além das conjecturas do Rabino Karo, Hillel trabalhou arduamente, e o mesmo Maimónides. O seu trabalho não lhes impediu estar entre os mais prominentes eruditos judeus de todos os tempos. O Rabino Akiva uniu-se ao exército de Bar Kochba. Em tempos mais remotos, Josué bin Nun –um profeta- dirigiu um exército judeu; obviamente, Josué adicava muito tempo à prática militar. Inclusso há cem anos, os rabinos profissionais eram escassos. As comunidades judeas pagavam gostosamente um salário a vários líderes rabínicos, e proveiam de uma precária caridade a alguns outros, mas o número de religiosos profissionais era insignificante. Eles interactuavam constantemente com os judeus comuns, e impartiam conhecimento religioso e moralidade. O espectáculo das comunidades fechadas de estudantes das Yeshiva e os rabinos, afastados da sociedade judea e do trabalho, vestindo atuendos de há trescentos anos –que eram belos e modernos nas épocas em que se introduziram- é atroz.

Daquela, como agora, as yeshivas eram fundações privadas. O Estado de Israel destina pouquísismo dinheiro às Yeshivas. Portanto, qual é o nosso problema com os judeus profissionais? É a difamação. Eles tergiversam o Judaísmo. A nossa religião tem a ver com a vida produtiva, não com o isolamento monástico e a economia submergida. O sábio talmúdico, Rabino Zeira, comunicava-se com bandoleiros, e estes eventualmente se reformavam. Os rabinos existem para o bem da comunidade judea. Tanto se a comunidade é boa ou má, religiosa ou não, os rabinos devem viver dentro dela e comunicar-se com os judeus comuns –tratando de cambiar-nos para melhor. Em vez disso, os rabinos ultraortodoxos actuais vem aos judeus comuns como pagadores de impostos, como reses humanas indignas do Judaísmo.

Os rabinos que se isolam do mundo judeu em tempos de crise espiritual não são dignos do seu título.


OBADIAH SHOHER

O ACTO FINAL DE OLMERT


Ehud Olmert, que afronta uma perseguição criminal por corrupção, está utilizando os seus últimos dias no cárrego para subverter a seguridade israeli e impôr a suas próprias noções políticas ao país –noções rechaçadas pela esmagante maioria dos cidadãos israelis

Olmert tem aceitado libertar a dúzias de oficiais de Hamas, incluíndo membros do “Parlamento” palestiniano e “ministros do gabinete”, como prémio pela negativa de Hamas a libertar ao soldado israeli seqüestrado Gilad Shalit. Quando Shalit foi seqüestrado, Israel capturou alguns líderes de Hamas e meteu-nos no cárcere, prometendo que estariam pressos até que Shalit fosse posto em liberdade.

Shalit não tem sido libertado, mas dado que os terroristas de Hamas foram encadeados baixo uma providência que caduca em 2009, a gente de Olmert quere deixá-los na rua imediatamente, como gesto de boa vontade.

Agora, para além do que supugesse a sentência inicial para estes elementos, sempre poderiam ser retidos e submetidos a uma sentência adicional, e isto poderia ser repetido uma e outra vez até que Shalit fosse libertado. Uma vez libertados, estes terroristas voltarão a pôr bombas e lançar foguetes contra os civis israelis. Mantê-los no cárcere supõe, também, um meio de pressionar a Hamas para que deixem de lançar foguetes sobre Sderot. Mas Olmert não quere ser molestado com argumentos dessa índole. Ele quere que os livros de História o lembrem como algo mais que um deleznável semvergonha.

Mentres, com o entreacto das atrozidades de Mumbai, a camarilha de Olmert segue propugnando a retirada de ainda mais territórios –incluíndo a devolução dos Altos do Golan a Síria. A legislação israeli advirte que isso seria ilegal; mas se a Olmert (esse homem de leis) lhe importasse obedecer a lei, não estaria agora afrontando uma perseguição criminal por corrupção.

Inclusso o Presidente Bush reganhou a Olmert pelos seus propósitos respeito o Golan. Velaqui o insólito espectáculo dum Presidente dos EEUU reprendendo a um Primeiro Ministro israeli pelo seu muito relax respeito a seguridade de Israel.

É divertido imaginar que estaria passando pela cabeça dos dirigentes israelis mentres contemplavam a cobertura informativa da barbárie acaecida em Mumbai. Estariam pensando no antiquados que são esses dirigentes políticos e militares hindus?

Depois de tudo, Índia limitou-se a tratar com os terroristas baleando-os como cães. Aos terroristas ninguém lhes leu os seus direitos antes de serem arrestados, asignar-se-lhes defesa pública, e garantir-se-lhes juízos exemplarizantes. Aos familiares dos terroristas ninguém lhes garantiu benefício algum do sistema de seguridade social hindu, do tipo dos que se lhes oferecem em Israel aos familiares dos assassinos.

Os meios de comunicação hindus não se adicaram a aleccionar ao país sobre como o terrorismo era o seu pago por ser insensíveis e egoñistas. Os políticos hindus não se adicaram a pontificar sobre como “o único que se pode fazer com os inimigos é a paz” e que “não existe solução militar para o problema do terrorismo”. Eles não lançaram chamadas a iniciar conversas com os terroristas nem a garantir-lhes ajuda económica e armamento para que podam contrarrestar aos “autenticamente extremistas”.

Os professores hindus não encabeçaram marchas de solidariedade com os terroristas. Os poetas e escritores hindus não assinaram manifestos nos jornais apoiando as petições dos terroristas. Não se celebraram conferências nos cámpus universitários hindus exigindo que se lhe garanta aos muçulmãos do Punjab o “direito de retorno” aos fogares que uma vez tiveram em solo hindu.

Os acadêmicos hindus não insistiram em que se lhes garanta aos muçulmãos da Índia o direito a exercer a sua própria soberania num Estado muçulmão no território da Índia, nem em que todos os hindus sejam expulsados das áreas de maioria muçulmã. Na terra de Gandhi, ninguém exigiu que a Índia responda às atrozidades pondo a outra meijela porque a repressália poderia agudizar o ciclo de violência.

Em ressumo, que os políticos israelis não tiveram nenhuma dúvida de por que os dirigentes da Índia não quigeram emular a estratégia israeli de Oslo de procurar a paz com o islamofascismo mediante apaciguamentos e concessões de boa vontade.

Doutra banda, Olmert tem tido muito que dizer recentemente sobre lei e orde no plano puramente doméstico. Mas só quando os que protestam são os colonos judeus.

Um dos passatempos mais divertidos dos últimos dias em Israel é ver a súpeta indignação do Governo ante a vulneração das leis. A esuqerda em Israel jamais tem acreditado que a obriga de obedecer a lei fosse com eles. Durante décadas tem promovido motins e insurrecções entre os soldados, animando-os a não servir no exército em tanto Israel não adoptar políticas impulsadas pelo Partido Comunista israeli. Os esquerdistas nunca têm sido perseguidos por isto. A imprensa israeli ensalçava aos amotinados como grandes modelos éticos e gente concienciada.

De forma semelhante, muitos são os que na imprensa israeli aplaudem aos “heróicos” matões e hooligans que atacam à polícia israeli e aos soldados cada semana nos arrededores da valha de seguridade. Esses esquerdistas tratam de vandalizar a valha de seguridade de maneira que seja mais singelo para os terroristas suicidas atravessá-la para assassinar judeus. Por isso também não são perseguidos.

Daquela, por que o establishment político israeli está de súpeto tão interessado em denunciar a violação da lei? Pois simplesmente porque essa violação da lei em questão afecta a alguns colonos do West Bank.

Todo o alboroto está relacionado com os esforços das gentes de Olmert por expulsar judeus de uma casa em Hebron –que compraram e que lhes pertencia legalmente. O axioma operativo fundamental de Oslo tem sido sempre que a paz com os palestinianos só pode estar baseada em acondicionar um território judenrein para os palestinianos, áreas que não estejam emporcadas pela presença de judeus. Alguns jóvenes -aos que não foi dificil quentar os cascos- têm respondido em Judea com certa dose de violência. Em parte, estavam respondendo à fazilidade com a que a própria polícia tem feito uso da força contra os colonos. Alguns incontrolados lançaram pedras contra os soldados que tratavam de desalojar aos judeus, outros brazearam lançando punhetaços. Fique claro que não foi algo para sentir-se orgulhosos, e que desacredita à direita.

Mas se alguém sugerisse que uma família de negros estadounidenses não tem direito a viver num bairro de brancos, os esquerdistas e intelectuais israelis lançariam-se às barricadas em sinal de escândalo e indignação.

Mas quando os judeus tomam a rua para defender o direito dos judeus a viver em Hebron, o escândalo e a indignação tornam-se contra os agredidos. Não se decatam de que estám violando o império da lei?


STEVEN PLAUT


13 Kislev 5769 / 10 Dezembro 2008

A AUTÊNTICA HANUKÁ


O equivalente judeu do Natal é inconvinte para o establishment politicamente correcto. Esta alegre festividade glorifica uma guerra civil.

Judea era um protectorado tanto antes como depois da Revolta dos Macabeus. Os judeus estavam conformes com a ocupação e só se rebelaram quando os gregos declararam ilegal o judaísmo. Os judeus não lograram a independência –os únicos câmbios foram religiosos. Os fundamentalistas exterminaram aos judeus progressistas que pretendiam suavizar o antiquado Shabat e os requisitos da comida kosher. O Rei dos gregos pretendia converter aos extranos judeus em bons membros da comunidade helênica. De facto, ofereceu abundantes recompensas a câmbio de abandoar aqueles raros hábitos religiosos. Sem embargo, os judeus combateram. E ganharam.
Os judeus actuais alinham-se junto o Rei, e preferem as conveniências da assimilação.
Matatias desencadeou a guerra matando a um traidor judeu. Qual foi o seu pecado? Fazer um sacrifício conforme aos costumes gregos. A quantos ateus judeus lhes importaria isso actualmente?
Possivelmente o sucesso mais célebre do Lirvo dos Macabeus é o da mãe judea que exortou aos seus sete filhos a rechaçar a exigência grega de transgredir a Lei. Como repressália, cada um de eles foi torturado até a morte diante dos olhos da sua mãe; a continuação ela também foi assassinada.

Os judeus que celebram Hanuká hoje em dia, porém, bulram-se das nobles mães palestinianas que animam aos seus filhos a morrer em explosões suicidas.
A um anciano ordeou-se-lhe comer porco e negou-se. Os seus razoáveis amigos judeus ofereceram-lhe comer vaca, de maneira que não violasse o precepto embora simulasse violá-lo. Ele negou-se, não sendo que os jóvenes seguissem o seu exemplo e comessem porco. Foi imediatamente executado.
De entre os judeus que celebram Hanuká hoje em dia, quantos rechaçam comer porco num restaurante, sem necessidade de estarem ameaçados de morte? Traicionam a memória do herói.

A fotografia de uma família judea celebrando Hanuká serve perfeitamente para ilustrar um artigo enciclopédico sobre a HIPOCRESIA.


OBADIAH SHOHER

TEMPORADA DE CAZA


Olmert, Tzippi e Barak estám intentando sumar pontos. Qué é o que fazem? Ampliar o festival anual de incitação, que usualmente tem lugar na semana do “assassinato” [de Yitzhak Rabin], e que continuará até as eleições. As suas palavras são as dos autênticos incitadores da violência

A instigação contra os colonos que Ehud Olmert tem iniciado é uma campanha dirigida a obter o “certificado kashrut” dos barões da esquerda nos mass média e no aparelho judicial, a fim de aligeirar o veredito que lhe agarda.

Porém, desde que se fixo público o anúncio de eleições, a temporada de caza contra o colono declarou-se oficialmente aberta. Ehud Barak, que fracassou como Ministro de Defesa, não o tem feito muito melhor que o seu lamentável predecessor Amir Peretz em nenhum sentido: os missis seguem caíndo, Gilad Shalit ainda segue presso, e a “calma” tem permitido que os de Hamas se tenham constituído numa espécie de sólida réplica de Hizbulah. Tzipi Livni anda vendendo os seus fracassos pacificadores a todo aquele que ainda seja tão ingênuo como para acreditar nela. Só o pobre Ehud não agiu como um esquerdista com uma agenda tão esquerdista

Poderia ter tomado o sempre seguro caminho do meio; mas no radicalizado Partido Laborista actual seria interpretado como que se alinha com a direita fanática. O laborismo de hoje em dia está integrado por gentes que sonham com a cessão total e a divisão de Jerusalém, e os seus militantes árabes são o factor decissivo em todas as suas primárias, sendo, portanto, os que ditam a nossa política de seguridade.

Assim, por exemplo, é como nos figemos “merecedores” de presenciar a destrucção sem sentido do fogar dos Federman em Kiryat Arba, e que não figurava na lista de assentamentos sentenciados para serem expulsados: a polícia uniformada de negro entrou ao assalto da casa de Federman no meio da noite, golpeando aos membros da família, arrojando-os da casa, mentres algumas das suas crianças eram desalojadas a patadas, e destruindo a casa. Inclusso os fogares dos terroristas não recebem esse trato. Aos soldados que se encarregam de bloquear o accesso e de rechaçar a entrada de visitas aos residentes, dixo-se-lhes que dentro havia um “terrorista” solto.

Esta é a maneira em que Ehud Barak envelenha a relação entre os colonos e o exército, logrando que ódiem ao Estado, e pulverizando o prestígio do Tzahal, mentres dilapida uma quantidade ingente de dinheiro que agora deverá ser pagada aos Federman como compensação.

Não só este tipo de infames acções romperam todos os récords, senão as campanhas de insultos também. O festival anual do ódio, no dia da morte de Rabin, tem passado de ser (desde há tempo) um dia de introspecção a converter-se num ritual ultraesquerdista. Aqueles que não estám dispostos a “converter-se” em pacifistas não têm sítio na jornada de luto.

Daí existe um breve treito ao apático encolher-se de hombros da gente e o fim da efectividade daquele assassinato nas mãos da esquerda. Envez de emprender um câmbio de postura e procurar novos aspectos a aplicar tras o assassinato, alimentam o fogo do ódio. Esta escalada de ódio tem chegado a limites insuspeitados segundo se aproximam as eleições, com a advertência incitadora de Barak: “Os colonos têm-se convertido num crecente cancro com perigosas metástases”.

Essa é a forma de justificar a iminente expulsão. Ehud Barak tem um glorioso passado: fogiu de Tzeelim, fogiu do Líbano, ofereceu a Arafat tudo o que quixo sem compensação alguma, e abandoou a Madchat Yusef -um soldado de Mishmar Hagvul, desangrando-se até morrer em Kever Yosef. Esta é só parte da lista.

Ehud Barak não se deveria adicar a sinalar os defectos de ninguém. Ele acumula demassiados já na sua bagagem.



BOAZ HAETZNI *



14 Kislev 5769 / 12/11/2008


* Boaz Haetzni, residente em Kiryat Arba, pertence à facção Manhigut Yehudit, do Likud. Na lista para a próxima Knesset figura no posto nº 36.



O alcaide de um vizindário judeu, Alphei Menashe, prometeu impedir a marcha convocada por Baruch Marzel para o 15 de Dezembro a Umm al Fahm. Os judeus, "por fim livres e seguros na sua própria terra", têm medo de que os cidadãos árabe-israelis de Umm al Fahm podam tomar repressálias contra eles pelo passeio das hordas de Baruch Marzel por uma vila árabe na que ondeia a bandeira de Israel.
O alcaide de Umm al Fahm, membro árabe da Knesset, critica essa marcha. A polícia israeli trata de impedi-la, a pesar do permiso da Corte Suprema. Isto não é o desalojo de uma casa em Hebron –onde a polícia se empregou com entusiasmo amparando-se no permiso judicial. Esta vez, de intervir, a polícia estaria subvertindo a orde dos juízes.
Os seguidores de Marzel só estám autorizados a percorrer Umm al Fahm portando bandeiras israelis, sem cartazes nem eslogans.
No esquizofrênico Estado judeu, os judeus precisam permisso da Corte Suprema para percorrer com bandeiras israelis através de uma vila povoada por árabes.


OBADIAH SHOHER

14 Kislev 5769 / 11 Dezembro 2008

FEIGLIN ESTARÁ NA KNESSET



Nas primárias do Likud, Feiglin logrou o posto nº 20 da lista. A pesar dos anos de campanha entre as bases do Likud, o seu apoio de base não foi tão alto como agardava.
Semelha improvável que os tribunais impidam a concurrência de Feiglin às eleições tomando como argumento a sua condeia durante os altercados ánti-Oslo de uma década atrás.
Netanyahu intentará agora modificar as regras das primárias para despraçar a Feiglin a um posto na lista sem possibilidades,. Supostamente, Feiglin afastaria alguns potenciais votantes do Likud que o qualificam como muito radical. Só na pervertida política israeli é comprensível que Feiglin, um centrista não violento, poda ser considerado como um ultra direitista.
Outros candidatos honestos conseguirão também acta na Knesset pelo Likud, assimesmo. Um é Danny Danon, um homem razoável que rechaça a criação de um Estado palestiniano em Judea e Samaria. Não está tão claro que logre um assento na Knesset o nº 36 Boaz Haetzni, principal impulsor dos intentos de ré-povoar Homesh com judeus.*


OBADIAH SHOHER
14 Kislev 5769 / 11 Dezembro 2008-12-10


*[Segundo uma enquisa que publica hoje o diário ultraesquerdista Haaretz, os ressultados a data de hoje para a próxima Knesset seriam os seguintes (entre parêntese os assentos actuais):
LIKUD 36 (12)
Kadima 27 (29)
Avodah 12 (19)
Partidos árabes 11 (10)
Shas 09 (12)
Yisrael Beitenu 09 (11)
United Torah Judaism 06 (06)
Meeretz 06 (05)
Jewish Home – PNR/UN- 04 (09)

Os Verdes, o Partido dos Pensionistas, Meimad e HaTikvah –o partido do Dr. Aryeh Meldad- não lograriam apoios suficientes para estarem representados na Knesset.
Portanto:
Bloco nacional (LIKUD + Shas + Yisrael Beitenu + UTJ + Jewish Home) = 64 escanos
Bloco esquerda (Kadima + Avodah + Árabes + Meeretz) = 56 escanos

O EXTREMISMO ENGENDRA EXTREMISMO


Com motivo da expulsão das famílias de Beit HaShalom em Hebron, durante uma entrevista com a BBC, fui perguntado pelos nossos planos de futuro. Quando respondim que a comunidade seguiria intentando adquirir propriedades em Hebron, o entrevistador perguntou, “Mas isso não provocará mais violência?”. E eu respostei, “Se eu comprar uma casa em Londres e se me dixesse que um judeu adquirindo propriedade ‘nessa parte da cidade’ provocaria uma reacção violenta, como julgaríamos essa admonição? Provavelmente como ántisemitismo e razismo. Por que, daquela, um judeu não pode adquirir propriedades em Hebron, de igual maneira que a gente adquire fogares em qualquer parte do mundo?”.

Outra pergunta muito repetida que tivem que respostar dos jornalistas foi, “Não opina que tudo isto está fóra de controlo?”. A minha resposta é muito simples: “Por suposto que está totalmente fóra de controlo. Mas essa não é a questão. A questão é QUEM está fóra de controlo?”. E, na minha opinião, os que têm perdido o controlo são as instituições democráticas que foram designadas para proteger aos cidadãos de dirigentes despóticos.

Seguindo com a adquisição de Beit HaShalom, por perto de 1 milhão de dólares, a comunidade de Hebron tem-se situado sob o ataque de numerosas frontes. Abruptamente a questão da legitimidade da nossa presença no edifício foi derivada aos tribunais. A decisão inicial dos tribunais apoiava de forma bastante firme a nossa reclamação de evitar a expulsão imediata. Porém, foram impostas severas restricções, incluíndo a denegação de instalar janelas e o abastecimento do suministro eléctrico municipal de Hebron. Só no meio duma descomunal treboada de neve o Ministério de Defesa accedeu à instalaçãod e janelas no edifício durante o passado inverno.
Dada a trascendência política do caso, achamo-nos de imediato enfrontados à comissão de Corte Suprema julgando os vários aspectos afectados. A comissão estava composta pela Presidenta da Corte Suprema, Dorit Beinisch, e os juízes Edmond Levy e Uzi Fogelman. Levy é religioso. Aproveitando um descanso na audiência da Corte, Beinisch cambiou a composição da comissão, sacando a Levy e Fogelman e reempraçando-os pelos juízes Ayala Procaccia –conhecido por ser um dos juízes mais ultraesquerdistas da Corte- e Salim Joubran –o único juíz árabe da Corte. Beinisch, devemos destacar, não é famosa pelas suas opiniões ideológicas de direita. Dois juízes de esquerda e um árabe, portanto, decidindo a sorte dos judeus residentes em Beit HaShalom. Se isso não é um cenário amanhado, nada o é. Assim o dixo o juíz retirado da Corte de Distrito, Uzi Struzman, qualificando a decisão final da Corte como ostensivelmente política.

Nessa decisão, a Corte determinava que não entrava a examinar as evidências apresentadas, incluíndo as provas de autenticação dos documentos legais de venda, um vídeo do vendedor recebendo e contando o dinheiro recebido pelo edifício, e uma gravação de áudio da sua descripção do trato e a recepção do dinheiro.

O Fiscal Geral, Menachem Mazuz, quanto se apresentaram as novas evidências no caso –concretamente a fita de áudio- negou-se a reunir-se com os advogados da comunidade ou examinar a devandita prova.

O Ministro de Defesa, Ehud Barak, anunciou só há duas semanas a sua intenção de legalizar todas as construcções ilegais dos beduínos no sul do país. Inclusso deu a orde de expulsar a todos os residentes do edifício, no meio de negociações a alto nível já muito avançadas, que teriam permitido evitar a brutal confrontação.

Estes são exemplos de nada menos que terror –terror administrativo, utilizado pelos escalafões mais altos das instituições democráticas do país para favorecer os seus próprios interesses políticos contra cidadãos leais ao Estado, neste caso residentes da comunidade judea de Hebron.
Tras a reacção violenta à extremadamente feroz expulsão –que incluiu o uso de gases lacrimôgenos e granadas paralisantes, fum perguntado pelas “linhas vermelhas” –e a decisão de cruzar as “linhas vermelhas”. Para desgraça nossa, na actualidade asistimos a situações onde o Governo está cruzando todas as linhas vermelhas que existiam com anterioridade. A transformação do sistema judicial –incluñindo o Fiscal Geral e a Corte Suprema- numa extensão articulada da luta política sepulta toda noção de imparcialidade ou objectividade.

Os residentes em Hebron frequentemente são etiquetados de extremistas. Sem embargo, nada resulta mais extremo que as acções acima descritas de Mazuz e Beinisch. Mas, devido à sua posição e ideologia política, o seu extremismo é considerado legítimo.

Sejamos claros. A comunidade judea de Hebron opõe-se e rechaça qualquer acto violento contra pessoas inocentes, sejam árabes, judeus ou qualquer outros. Porém, é impensável e intolerável que os máximos dirigentes de Israel podam cambiar as regras no meio do jogo agardando que a outra parte sega jogando com as velhas, mentres eles jogam com as novas. Esse tipo de acções, das que temos sido recentemente testigos, colocam inquestionavelmente a um grande segmento da população contra uma esquina sem saída, criando uma situação perigosamente imprevissível. A paz leva à paz, mas pelo mesmo, o extremismo engendra extremismo.

O autêntico perigo para a sociedade israeli não é uma dúzia de rapazes arrojando pedras mentres são violenta e ilegitimamente expulsados de uma casa em Hebron. A autêntica ameaça para o nosso país é a destrucção das instituições básicas, cujo motivo de ser se supõe que é proteger à gente mais que a aterrorizar. As decisões tomadas respeito a Beit HaShalom não estiveram baseadas na justiça, senão no puro terror judicial..


DAVID WILDER

12 Kislev 5769 / 9 Dezembro 2008

*Lembramos que David Wilder é portavoz oficial da comunidade judea de Hebron.

SOBRE A CEGUEIRA MORAL


A passada revolta de Acre foi a típica confrontação das cidades mixtas judeu-árabes, como Jerusalém, Nazareth e Lod. Mentres os sonhadores esquerdistas falam de coexistência pacífica, as gentes que vivem no terreno não se suportam mutuamente. Mais especificamente, uma porcentagem de gente de cada banda está radicalmente contra a outra.

A democracia é uma ficção: as massas são dirigidas em qualquer direcção por um punhado de activistas avezados. O rebanho de votantes desembaraça-se da responsabilidade paraa que tem sido chamado. Deixa-se conduzir às mais absurdas guerras, aceita o roubo governamental mediante a inflacção, e submete-se a qualquer decisão que os grupos de poder lhe imponham mediante o poder do Estado. Pouco importa que o 95% dos árabe-israelis pudessem viver em paz com os judeus; o cinco por cento restante faz o trabalho sujo.

O cometido governamental consiste em anular aos exaltados de forma eficaz. Esta é a maneira em que os EEUU trataram com os comunistas radicais e os negros criminais. Nada alenta tanto a conduta ánti-social como a ausência de um castigo exemplar. Os judeus, especialmente, deveriam ter aprendido esta lição: durante séculos as massas nos atacaram quando tiveram a certeza de que o Governo não moveria um dedo. Inclusso uma leve oposição policial era capaz de deter os pogromos imediatamente. Este enfoque tem funcionado em Israel durante décadas: dirigidos com luva de ferro, os árabes eram simpáticos para os judeus. A relaxação posterior a 1990 incitou a sua revolta.

Não é nada surprendente que a polícia de Haifa não estivesse preparada para os distúrbios. Os árabes que os provocaram, já intencionadamente já movidos pela maior das estupidezes, agiram em solitário ou no meio dum reduzidíssimo círculo de conspiradores. Só um árabe incitou à multidão através dos altavozes da mesquita, o qual não sugire que houvesse uma grande organização detrás. Normalmente, as revoltas a grande escala dos árabes são promovidas de forma oficial pelos oradores das mesquitas ou os dirigentes do Movimento Islâmico.

A polícia, conforme a isto, não foi avisada. Mas também não era necessário. Uns quantos agentes disparando ao ar teriam dispersado à muchedumbre, especialmente de terem anunciado que a suposta vítima árabe estava viva e desgraçadamente a salvo. Disparar pelotas de goma contra a multidão ainda teria sido mais efectivo. Mas levou-lhes duas horas chegar a pesar de que as estradas estavam vazias e suficientes polícias estavam em alerta durante o Yom Kippur. A própria ausência da polícia provocou aos árabes a desatar a sua violência.

As coisas ainda foram a pior quando os contingentes que figeram acto de presença rechaçaram disparar contra a massa de maleantes. A polícia não quere cair nas fauzes dos tribunais esquerdistas, sendo perseguidos por disparar contra árabes que “só” arrasaram propriedades judeas, dado que não acharam judeus pelas ruas. Os árabes interpretaram logicamente a inacção policial como um visto bom tácito e procederam à algarada.

A resposta dos judeus foi pintoresca. O vizindário de Ben Gurion em Acre não é uma comunidade especialmente jovem, mas ainda ficam judeus armados ali; muitos tomaram o permiso de Yom Kippur no exército. Porém, nem uma só arma foi utilizada ante a potencialmente perigosa massa árabe. Em vez disso, os judeus fecharam-se nas suas casas como soiam fazer durante os pogromos. A todos os efectos, os árabes anotaram-se uma vitória.

Quando a violência árabe remitiu, os judeus cobraram vingança contra algumas vivendas e negócios árabes isolados da área.

Em tanto ter expulsado aos ocupas árabes do homogêneo vizindário judeu teria sido uma ideia muito decente –e nada teria a ver com a defesa nem uma vingança significativa-, os autores, residentes nos vizindários árabes de Acre, saíram ilesos.

Ainda mais, resulta vergonhoso que os oficiais do Governo chamassem a ambas partes a pôr fim à violência, condeando-os por igual. Num Estado judeu, os judeus e os árabes, por definição, não são iguais. Olmert pode apresentar disculpas ao Movimento Islâmico Hamas todas as vezes que o deseje, mas não resulta errôneo que os árabes devam sofrer desigualdades num Estado judeu. Poderiam disfrutar de igualdade em Jordânia e Líbano –no caso de que pudesse ser garantida. Mentres os árabes sigam sendo residentes legais deste país, devem goçar de direitos pessoais e à propriedade –nesse, e só nesse, sentido são iguais aos judeus. Mas não é possível a igualdade política porque o Estado é judeu. Ainda mais, nem sequer têm direito equitativo à violência.

Num Estado judeu, os judeus têm direito a estar enfadados se os árabes se aglomeram no seu vizindário, e podem opôr-se aos ocupas árabes sem maior dano à sua integridade física ou propriedades. Os árabes carecem deste direito porque no nosso Estado os judeus podem assentar-se onde lhes pete.

Não há igualdade de violência entre os judeus que querem a sua terra e os árabes que querem a terra limpa de judeus. A confrontação tem como trasfundo as grandes guerras e inumeráveis pogromos que os árabes têm perpetrado contra os judeus. Se os árabes exigem direitos para os descendentes dos refugiados de 1948, deveriam admitir também as responsabilidades dos descendentes dos matarifes de 1948. Cada árabe residente no Estado de Israel tem um ascendente que assassinou e mutilou judeus. Naquela guerra o 2% dos judeus foi assassinado e o 10% ferido; isso vem sendo dez vezes as perdas que sofriram os EEUU na 2ª Guerra Mundial. Os árabes palestinianos já se adicavam a assassinar e mutilar judeus quando o Estado de Israel nem sequer estava planificado, a meiados do século XIX. A violência actual está enraizada na violência árabe dos passados cento cinqüenta anos.

Aos esquerdistas encanta-lhes prescindir das raízes. Os judeus desarraigados, desprovistos de judaísmo, volveram-se sionistas. A guerra árabe contra os judeus, desprovista das suas raízes, derivou em violência gangsteril, da que ambas partes levam a culpa. Suprimir as raízes é endêmico da esquerda porque possibilita experimentos de limpeça. O esquerdismo basea-se na planificação racional de coisas inerentemente irracionais como a economia, as sociedades, ou as relações exteriores. Mas como é possível explicar racionalmente os séculos de luta pela supervivência dos judeus? Como se pode construir uma sociedade árabe-judea quando essa sociedade está tingida de vermelho com o sangue judeu derramado pelos árabes?

Esquecede por um instante a mareante imoralidade de esquecer os gritos de vingança dos judeus mortos ou de perdoar um sangue derramado que não é o nosso. Qualquer solução árabe-judea que descarte a história passada nasce morta –mas se observamos adequadamente o curso da história, não há solução possível.

Os idiotas dizem que o passado não deve condicionar o futuro. Sim que o faz. Não existe mais futuro que o que se edifica sobre o passado.

A igualdade é outra forma de denominar à cegueira.



OBADIAH SHOHER

MATAR RESPEITOSAMENTE


Estou acostumado a receber correios não solicitados. Gentes de todas as partes do globo, de dúzias de países, compitem em insultar-me e ameaçar-me. Progres esquerdistas que procuram encasilhar a um inimigo que ódia o encasilhamento; religiosos judeus de direita que me abominam por tão só considerar a possibilidade de uma entidade palestiniana; teorizadores chiflados que querem que o mundo inteiro se una às suas opiniões pessoais sobre a propriedade da Terra Prometida. Estou acostumado a todos eles.

O que verdadeiramente me irrita são os elógios dos salvapátrias. Colhem coisas de aquí e de acolá nos meus escritos, e ficam só com os chamados a matar, aplaudem aos judeus que comem porco e violam aspectos das leis éticas do judaísmo, rapazes cristãos que nunca têm perdido um ser querido ou visto um cadavre, militares de salão que nunca tiveram que disparar a um branco humano ou partir-lhe os ósos. E todos eles querem matar árabes.

Israel tem goçado da fortuna de contar com primeiros ministros com uma ampla experiência militar. A experiência no campo de batalha pode convertir à gente em criminais, mas a maioria das vezes leva-os a ser pessoas consideradas com os demais. Estám preparados para matar, mas conhecem o valor da vida. Sempre intentarão tomar outras medidas antes de chegar à solução final. Não é casualidade que os ardentes guerreiros rematem sendo pacíficos primeiros ministros, como Begin e Sharon. Pelo contrário, os primeiros ministros com escasa experiência militar amiúde reagem de forma expansionista ou histericamente agressiva -como Rabin, que ordeou aos soldados judeus partir os braços de rapazes palestinianos durante a Intifada.

Devemos esforçar-nos em conhecer ao nosso inimigo e aniquilá-lo quando as demais vias fracassam. Não devemos demonizar o inimigo. Os muçulmãos, objectivamente, são o inimigo de Israel e de Occidente. Mas não são islamofascistas. O Islam é uma ideologia de participação comunal, muito afastada do totalitarismo fascista. Os muçulmãos não pretendem, na realidade, destruir a civilização occidental; sentem-se desorientados no meio das convulsões finais das suas sociedades patriarcais. Em termos práticos, não há diferência: o terrorismo é igual ao expansionismo muçulmão; nunca rematará, e deve ser confrontado por todos os meios ao alcanço. Isso não converte aos muçulmãos no diablo: Occidente assassinou civis a muito maior escala; os judeus dirigiram muitos ataques terroristas durante o período do Mandato e inventaram o seqüestro de aviões e a toma de reféns. Os adolescentes judeus e cristãos combateram motivados ideologicamente exactamente igual que o fazem agora os muçulmãos, e emprenderam missões suicidas que nós qualificamos de heróicas.

Os muçulmãos são os nossos inimigos, mas combatem heroicamente. Deamos aos seus soldados as honras que merecem.

Os EEUU cooperaram com os soviéticos contra os názis, de igual modo que nós estamos prestos para aliar-nos com quem for para destruir ideologicamente ao inimigo muçulmão e confrontá-lo militarmente.

Mas, não o esqueçades: alguns dos nossos aliados são o diablo.



OBADIAH SHOHER


E dixo-lhes [Moisês]: “Assim dixo HaSheem, Deus de Israel: ponha cada um a sua espada ao costado! Passade e repassade pelo campamento de porta em porta e matade cada um ao próprio irmão, ao próprio companheiro, ao próprio parente!”. E os filhos de Levi figeram conforme a palabra de Moisês; e naquele dia cairam do povo uns trêss milheiros de homens. E dixo Moisês: “Consagrade-vos hoje a Deus pois cada um tem procedido contra o seu filho e contra o seu irmão, para que Ele vos dea hoje benção” (Éxodo 32:27-29)

Os rabinos ateus adoram o conceito de pikuah nefesh * que é tão gratamente progressista: a vida é valiosa por riba de todas as coisas. Os outros, os rabinos bem formados, entendem que essa interpretação é disparatada mas a admitem, porque assim se podem abster de passar à acção política, ostensivelmente no que a salvar vidas se refere. Inclusso Meir Kahane condescendeu parcialmente ante essa interpretação, e declarou que ele não era partidário de impôr alguns valores judaicos aos judeus por temor a desatar uma guerra civil.

O problema de Gaza que afrontamos actualmente tem um precedente histórico. Arredor de 35 séculos atrás, quando abandoamos Egipto, “Deus conduxo-os não pelo caminho da terra dos filistinos, apesar de que estava mais próximo”, mas para Deus: “não seja que por ventura a gente se arrependa em quanto presinta guerra e regresse a Egipto””. Não é que os árabes actuais tenham nada a ver com os antigos filistinos, mas a analogia mantem-se. Aquí jaz a morte da malversada pikuah nefesh: “não seja que a gente se arrependa em quanto presinta guerra”. A guerra, pela sua natureza, tem prioridade sobre as vidas. Isso rege não só para as guerras directamente sancionadas por Deus, senão para qualquer guerra que os judeus decidam afrontar, inclusso as guerras de expansão, como as do Rei David. Deus dificilmente observava a pikuah nefesh quando massacrou aos primogênitos egípcios, ou os judeus quando acabaram com os já inofensivos babilônios em Purim e com os judeus progres na guerra civil que celebramos cada Hanuká.

Se a vida debe prevalecer sobre todos os valores, daquela os judeus deveriam pensar em converter-se ao Islam (que, sem dúvida, não é idólatra) e salvar-se das guerras com os árabes. Josué Bin Nun passava bastante da pikuah nefesh quando incitou aos hebreus a cruzar o Rio Jordão e lutar contra os canaanitas. Frequentemente, não matar ao inimigo árabe supõe permitir que sejam eles quem assasinem judeus, assim seja no futuro. Não importa se os inimigos estám no correcto; Amalek provavelmente agia correctamente defendendo o seu território contra os refugiados hebreus procedentes de Egipto. Em termos de salvar vidas, o nosso único objectivo debe ser salvar as vidas dos judeus razoavelmente rectos –mas eles devem demonstrar a sua rectitude estando dispostos a matar e pôr em risco as suas vidas em aras dos valores da judeidade.

Os rabinos ignorantes aludem ao facto de que um só debe pôr em risco a sua vida para abster-se de cometer idolatria, incesto ou assassinato; pouco importa que eles practiquem idolatria continuamente e admitam a assimilação, que não é melhor que o incesto. Essa regra aplica-se aos judeus observantes. A tradição judea economiza em palavras; escrita de maneira explícita, a regra deveria ser algo semelhante a isto: “Um observante judeu só debe arriscar a sua vida se se vê forçado a cometer idolatria, incesto ou assassinato”. Os judeus apóstatas serão executados da forma habitual. Se a apostasia é pública, executá-los é uma obriga religiosa de primeiro rango; não se requere o veredicto de nenhum tribunal. Pinjás ganhou-se a benção eterna para os seus descendentes quando matou a um judeu que casara pacificamente com uma shiksa **.

De forma contrária à pikuah nefesh, a Torá não valora todas as vidas, senão só a vida das pessoas razoavelmente rectas: defende-os com uma eficácia brutal “golpe por golpe”. A Torá não duvida em promulgar castigos capitais para os actos criminais, a violação do Shabat, a imoralidade religiosa, e outras variantes de conduta ánti-judaica. Os judeus são convocados a aceitar a morte antes de serem obrigados a violar em público qualquer Mandamento. “Em público” refere-se a na presença de ao menos 10 pessoas. Quanto elogiamos esse tipo de judeus no Livro dos Macabeus!

Os sábios talmúdicos acrescentaram de forma enorme o número de ofensas capitais. Os rabinos mais razoáveis detalharam como pendurar, asfixiar, queimar, decapitar e lapidar aos ofensores. Seguramente se amosariam algo surprendidos se soubessem que “salvar vidas é o principal mandamento da Torá”. Estritamente falando, tal mandamento nem sequer existe. Em tempos recentes, o absolutamente autorizado Orach Chaim, baseado no Talmud, estabelece que os judeus devem combater inclusso em Shabat se o inimigo quere “palha ou erva”. Os rabinos progres deveriam lêr isto: os judeus devem matar aos inimigos em qualquer conflito, por cima do valor duma disputa por “palha ou erva”. As autoridades religiosas judeas desde Moisês, passando por Maimónides até o Rav Kook, estabeleceram que as vidas carecem de valor algum quando os interesses nacionais judeus estám em perigo.

Deus coincide. Ele puido salvar muitas vidas sementando no coração dos canaanitas a ideia de abandoar a terra. De facto, assim o fixo em 1948. Deus, sem embargo, ordeou aos hebreus libertar um espaço para eles, perdendo na empresa a muitos dos nossos e matando a muitos canaanitas no processo.

A Deus, que nos ordeou aniquilar a Amalek, importavam-lhe as vidas?
Tratando de emulá-lo: devem importar-nos a nós?



OBADIAH SHOHER



* Pikuah Nefesh: Soe-se traduzir como a obriga de salvar a vida em perigo, e deriva do versículo do Levítico 19:16, “Não serás indiferente ao sangue do teu vizinho”.

** [Um dos fragmentos mais controvertidos da Torá é o de Números 25:10-30, referido à apostasia israelita em Shittim. Conhecida como a Parshat de Pinjás, narra como HaSheem em recompensa pelo seu acto intrépido (executar a Zimri e Kozbi, a princesa midianita) outorga a sua benção à descendência de Pinjás].

UMA OPORTUNIDADE PARA PERDEDORES


Apesar de todos os seus fracassos, Bush tem uma oportunidade de ficar na História como um Presidente decente. A sua defesa como político está perdida: os Democratas barrerão as suas políticas. Bush fracassou no recurte de taxas, na imigração ilegal, na guerra contra o terror. Com uma simples orde executiva, porém, poderia ainda deixar a sua pegada na História: bombardeando as instalações nucleares de Iran.

Olmert perdeu a Guerra do Líbano. Está implicado na mais vergonhosa das expulsões de judeus de Gaza. A sua política ánti-terrorista só tem conduzido à histéria. Porém, Olmert poderia ocupar na História um sítio ao lado de Menachem Begin: bombardeando as instalações nucleares de Iran.

O plutônio descoberto em Iran proporciona uma razão mais que suficiente para o ataque. O plutônio abastece armamento, não reactores nucleares de uso civil.

Depois de ter destruído o reactor de Osirak, o Governo Israeli dixo: “Chamamos uma vez mais a desistir nesta horrível e inhumana carreira. Baixo nenhuma circunstância permitiremos que um inimigo desenvolva armamento de destrucção massiva contra o nosso povo”.

Olmert e Bush não têm já nada que perder, e sim muito que ganhar bombardeando Iran.

OBADIAH SHOHER