
A operação por terra em Gaza dispara o coro de “progressistas” chamando a negociar e fazer concessões a Hamas. O extrano fenómeno dos progressistas reclamando legitimação, concessões e tratados de paz com os mais odiosos, repressivos e reaccionários regimes não é nada novo. No verão de 1939, o daquela “campião” do campo progressista –a URSS- asinou um tratado de paz com a Alemanha Nacional Socialista. Mentres alguns progres não estavam demassiado contentos com este pacto, a maioria exaltava as virtudes da “coexistência pacífica”. Naqueles dias, essa actitude era conhecida pelos bem pensantes como “a correcta posição dos marxista-leninistas”. Hoje em dia, provavelmente, qualificaria-se como o “politicamente correcto” ou “progressista”.
O discurso progressista dos nossos dias semelha ter-se fusionado numa vissão politicamente correcta e única no que respecta a Hamas. Nomeadamente, que é necessário chegar à paz, negociar e apoiar a sorte desta organização genocida e reaccionária. Ao igual que a opinião progre em 1939 respeito o pacto Molotov-Von Ribbentrop, a posição actual basea-se na ignorância deliberada dos factos e na bancarrota moral. Mas a diferência do que se passava em 1939, a opinião politicamente correcta já não vem forçada por um aparelho repressivo internacional que toma repressálias contra os “desviacionistas” com um pica-gelos, no caso de que tenham uma opinião “equivocada”. O pulo do conformismo intelectual é tão potente que inclusso pessoas teoricamente decentes vem-se atrapadas pela tendência de moda de legitimar a um grupo criminal que predica o ódio razial, e que ao mesmo tempo saboteia qualquer opção de paz para o Meio Leste.
O caso mais extremo poderia ser o que representa a franquícia norteamericana do MERETZ. Extremo não porque as suas afirmações sejam extremas, senão porque o Meretz diz ser uma organização sionista. Consideremos o seu posicionamento sobre a crise de Gaza, que inclui esta joia: “Nem o Governo de Israel nem Hamas estám a salvo da crítica”. Literalmente a afirmação é certa. Ninguém está exento de crítica. Inclusso a Mãe Teresa, provavelmente, matou algumas moscas inecessariamente e teve alguns pensamentos pouco sagrados. Mas igualar a Israel com Hamas, e atenuar a natureza de Hamas é um atentado contra a decência, a linguagem e a lógica. Hamas é uma organização que insiste na autenticidade do libelo dos “Protocolos dos Sábios de Sião”. Hamas proclama que todos os judeus devem ser assassinados antes do Dia do Juízo, que os sionistas e os francmasões são culpáveis de todas as catástrofes, como a Revolução Francesa, e que o único caminho transitável é o da Yihad. A única diferência entre Hamas e a Alemanha de 1939 é que Hamas carece de Panzers ou Luftwaffe…de momento.
Meretz faz uma segunda petição que exige, entre outras coisas, negociações directas com Hamas. Literalmente:
“A Executiva de Meretz condeia o assassinato de palestinianos inocentes. Inclusso uma acção para deter o terrorismo contra as comunidades israelis que circundam Gaza não justifica golpear aos inocentes”.
Desgraçadamnte, ainda não se tem achado uma forma de librar uma guerra onde não morram algumas pessoas inocentes. Ainda é mais dificil em Gaza, dado que os terroristas de Hamas se agacham em hospitais e mesquitas, e Hamas tem declarado o seu entusiasmo por utilizar escudos humanos. Poderia ter sido eliminado o Nazismo sem que se produzissem baixas civis? É muito irônico, para além disso, escuitar aos progressistas deleznando a morte de gente inocente. Depois de tudo, quem aplicou concienzudamente aquilo de que o fim justifica os meios e que “são necessários muitos sacrifícios para o trunfo da Revolução”?
O exército de apologetas de Hamas manifesta-se com distintos matizes, ao igual que se passava com o exército de apologetas da URSS. Tom Carew de Safra VeSaifa explica algumas das linhas de pensamento que subjazem nas protestas dalguns groupies e companheiros de viagem de Hamas. “O diálogo sempre é possível”. O povo ocupado está “oprimido” e, portanto, legitimado para fazer o que queira. Pela sua banda, Hamas não escatima esforços para manifestar o que todo o mudno sabe, que eles nunca assinarão a paz com Israel baxio nenhuma circunstância. Estám, isso sim, dispostos a pactar uma trégua de dez anos se Israel se retira às fronteiras de 1948 E permite que vários milhões de “refugiados” palestinianos regressem a Israel.
Eric Lee, antigo membro do Kibbutz Ein-Dor, afiliado ao Partido Meretz, e actualmente activista do sindicato laborista britânico (um “activista” da variedade dos que não arrojam bombas) é um genuíno progressista. Pouca gente, e certamente não os socialistas de salão estilo britânico, têm umas melhores credenciais de autêntico progressista. Velaqui o que escreveu sobre a operação israeli em Gaza:
“Esta batalha é o último escalão de uma guerra cujo trasfundo é se se pode consentir a existência de um ESTADO JUDEU na terra de Israel. Neste ponto, tanto os dirigentes de Hamas como os israelis estám dacordo.
É esta batalha a final desta guerra? O conflito de décadas entre Israel enos seus vizinhos árabes está chegando ao seu fim. E Israel tem ganhado.
A primeira e principal conseqüência das vitórias militares israelis foi o acordo de paz com Egipto. Era o exército egípcio, mais que qualquer outra coisa, o que supunha uma ameaçaexistencial para Israel. Uma vez fóra do mapa, uma vitoria árabe numa guerra prolongada já não era possivel.
Isto foi seguido, uma década depois, pela decisão da OLP de abraçar a solução dos dois Estados, que levou directamente aos Acordos de Oslo. Israel acha-se agora na extraordinária situação de ter ao seu antigo inimigo, Fatah, como aliado estratégico.
É neste contexto que a debilidade de Hamas e o seu isolamento devem ser entendidos. São débeis porque constituim o último reducto do que no seu dia foi um temível inimigo –um inimigo que podia despregar divisões em várias frontes, e cujos tanques e aviões ameaçavam com alcançar Tel Aviv.
A derrota de Hamas e a reinserção do controlo sobre Gaza pela Autoridade Palestiniana –possivelmente reforçada por uma força pacificadora pan-árabe, que incluiria tropas egípcias- é o mais provável ressultado do combate actual.
Se isto for assim, as condições para retomar o processo de paz ao longo de 2009 estariam dadas. Com um Governo de Kadima-Laboristas no poder em Jerusalém e Obama na Casa Branca, e Fatah controlando ambas partes dos territórios palestinianos, estaríamos ante a melhor oportunidadedos últimos anos para um acordo final arredor da solução dos dois Estados”.
O balanço para uma pessoa normal é que Hamas não está a favor do progresso, senão que é reaccionária. Não lutam para libertar a ninguém, senão para submeter ao povo palestiniano, e a ser possível também ao israeli, baixo uma radical tirania repressiva islamista. O balanço para aqueles que realmente estejam preocupados pela paz é que não existe caminho para a paz mentres Hamas dirija os destinos de Gaza, e que nunca haverá paz se –como Meretz e outros exigem- Israel ou outros países legitimam a Hamas mediante negociações directas.
Nenhuma pessoa normal nem um Governo responsável quere a guerra, mas a situação no Negev occidental tem derivado em algo absolutamente intolerável. A Hamas e os outros grupos terroristas tem-se-lhes dado todas as oportunidades para viver em paz ou encontrar um modus vivendi ao longo de três anos. Em vez disso, Hamas incrementou gradualmente a chuva de missis e o fogo de morteiros conseguindo que cada novo nível da sua escalada de terror rematasse convertendo-se em algo “tolerável”. E foram capazes de fazê-lo, em grande parte, graças ao coro dos progressistas, que insistiam em que existia a perspectiva duma solução negociada e que a resposta militar não tinha sentido. Ehud Barak, que é retratado comendo crianças e bebendo o sangue do povo palestiniano pelos caricaturistas ánti-semitas de Europa, arriscou a sua carreira política respaldando uma trégua com Hamas, ao igual que sacrificou a sua carreira política no ano 2000 procurando tenazmente um acordo de paz. O ressultado da trégua, que Hamas rompeu unilateralmente, foi que Hamas incrementou a sua capazidade balística para alcançar as grandes cidades israelis. Não satisfeitos com isso, Hamas insistiu em que só renovariam a trégua se Israel permitia que importassem armas sem supervisão de nenhum tipo. Com os missis caíndo a diário nas povoações israelis, alguns membros da Knesset propujeram enjuizar a Ehud Barak por traição. Poucos países teriam sido tão “sensíveis” às concessões humanitárias ou retrassado tanto uma resposta armada como fixo Israel.
Meretz e todo o mundo é plenamente conscente de que não é possível afrontar uma guerra sem baixas de civis inocentes. Portanto, quando exigem que nenhum civil ressulte ferido, o que de facto fazem é proibir a Israel que se defenda baixo nenhuma circunstância. Se esta operação militar tivesse acaecido um ano atrás, sem dúvida que teria suposto uma perda de vidas menor tanto para os palestinianos como para os israelis. Este é o preço da defesa que de Hamas têm feito os progressistas, ao igual que o preço de tratar de aplacr aos názis foi o horror da 2ª Guerra Mundial.
Se os progressistas querem achar alguém a quem botar as culpas pela matança de Gaza, só necessitam olhar-se no espelho.
AMI ISSEROFF

Dos manifestaciones coincidieron el sábado último en España. Una, en Bilbao, homenajeaba a Txeroki frente a la desproporcionada actuación de las fuerzas policiales hispano-francesas. Otra, en Madrid, homenajeaba a Hamas frente a la desproporcionada actuación de las fuerzas militares israelíes. Una idéntica certeza subyace a ambas: que cualquier forma de terror, no sólo es legítima, sino que además debe salir gratis; que defender la democracia es un crimen. Analizar en frío el envite de la partida abierta en Gaza, puede que no complazca a nadie. Hagámoslo. Israel devolvió Cisjordania y Gaza a la Autoridad Palestina en septiembre de 2005. Sin contrapartida. No fue fácil. Desde 1967, los asentamientos judíos en esas zonas ocupadas eran muy importantes; más que en lo material, en lo simbólico. El desalojo militar de los colonos fue, sin duda, la operación más amarga llevada jamás a cabo por el Tsahal, un ejército que, desde sus orígenes, fue forjado como estricto brazo armado del pueblo israelí. Si el Israel de Ariel Sharon asumió ese coste moral y político altísimo, fue en el marco de una hipótesis verosímil: la forja, junto a la OLP de Mahmud Abbas, de un tratado de paz que fijase las fronteras definitivas entre dos naciones, Israel y Palestina, que, más allá de rencores difícilmente curables, mantuvieran el sencillo equilibrio de los mutuos intereses materiales. Así fue entre Israel y Egipto tras el tratado de paz de septiembre de 1978. Aunque ello supusiera, tres años después, el asesinato de Anwar Al Sadat. El golpe de Estado de Hamas en Gaza, propiciado por Irán en junio de 2007, dio al traste con el proyecto. Tras una fulgurante matanza de milicianos del Fatah a manos islamistas (sin, por cierto, conmover en nada a los guapos chicos y chicas de la ceja), el Estado palestino quedó dividido en dos: en Cisjordania, la OLP prosiguió -aunque más en sordina- la hipótesis negociadora; en Gaza, Irán desplegó el proyecto de hacer de Hamas un segundo Hezbolah. La soberanía fronteriza egipcia fue violada por una tupida red de túneles clandestinos, a través de los cuales llegaban los suministros iraníes imprescindibles para bombardear el territorio israelí. Ocupar de nuevo Gaza va contra los intereses de Israel. Que son muy claros: restablecer en Palestina unas condiciones políticas que permitan retornar a la casilla de negociación que precede a la toma del poder por Hamas y al exterminio de la OLP en la franja. De la victoria o no en la zona pende, por supuesto, la seguridad de Israel. Penden, en idéntica medida, las de la Autoridad Palestina y Egipto. La primera, porque sólo la quiebra de los islamistas en su feudo posibilitará la toma del control de Mahmud Abbas sobre su territorio y la posibilidad de hacer de él una nación de pleno derecho. En cuanto a Egipto, el riesgo de contaminación islamista es demasiado alto para un país que ve crecer, día tras día, el peso de sus yihadistas «Hermanos Musulmanes». Y detrás está Irán. Y la certeza de que sólo la caída de la teocracia de los ayatolahs crearía las condiciones para unas fronteras estables en el Cercano Oriente.
Etiquetas: Gabriel Albiac

[Este post foi editado o 3 de Janeiro de 1944. Devido a problemas técnicos do servidor tem sofrido um ligeiro retrasso]
3 de Janeiro de 1944
A ira segue acumulando-se em todo o mundo pela perda sem sentido de vidas civis na Alemanha, devido ao insensível bombardeo de cidades alemãs, incluídas Berlin, Hamburgo e Dresde.
Muitas inocentes crianças e mulheres alemãs têm morto nestas absolutamente brutais operações de bombardeo. Ao qual cumpre acrescentar as iminentes ofensivas por terra ao longo de toda a Europa continental.
Os ingleses afirmam que se estám limitando a responder contra as bombas teledirigidas V-1 que os názis lançam indiscriminadamente contra a sua população civil em Londres, Manchester, Liverpool, Birmingham, Coventry e outras cidades. Os ingleses dizem que os seus inimigos estám juramentados na sua total destrucção e que, de facto, têm utilizado missis e bombas teledirigidas contra os civis britânicos sem nenhum miramento ante a perda de vidas humanas. Ainda mais, dá-se a circunstância de que as missões de repressália inglesas estám especificamente dirigidas a objectivos militares que o exército alemão tem colocado intencionadamente no coração de grandes cidades para evitar os contraataques ingleses.
Por suposto que Inglaterra tem direito a existir. Por suposto que Inglaterra tem direito a defender-se. Mas debe assegurar-se de que as suas respostas são PROPORCIONADAS.
Dado que estám morrendo muitos mais alemães que ingleses, Inglaterra deveria reduzir a capazidade e precisão dos seus bombardeos –ou permitir que os alemães os igualem na contabilização de mortos.
Sendo honestos, se estivessem morrendo mais crianças e mulheres inglesas, não nos pareceria demassiado mal o elevado número de baixas alemãs. Mas é tão INJUSTO que estejam morrendo mais alemães…
Quiçá alguns cidadãos britânicos poderiam chegar a um acordo para matar-se entre eles e, assim, nivelar o número de alemães que morrem devido aos bombardeos ingleses de repressália. Seria algo tão considerado…E ajudaria a que os críticos com Inglaterra não se sentissem tão mal pelo alto número de názis que morrem. Algo que lhes provoca muita preocupação.
Para além disso, seria um justo pago ao argumento da proporcionalidade.
Como alternativa, talvez, os ingleses poderiam acordar ser menos efectivos nos seus bombardeos. Ou atacar só objectivos militares que estejam absolutamente afastados de núcleos civis –inclusso a pesar de que a totalidade dos missis V-1 estám sendo intencionadamente lançados pelos alemães no coração de grandes centros de população civil.
Neste ponto os ingleses seguro que argumentarão que os alemães têm posicionado INTENCIONADAMENTE todas as suas lançadeiras de missis V-1 no meio das povoações civis para que eles se inibam de bombardear essas lançadeiras. Sentimo-lo muito, mas se os alemães são mais inteligentes e habilidosos utilizando aos seus civis como escudos humanos, pois…má sorte!
Não se pode ter tudo! Se realmente queredes que a vossa nação não seja aniquilada pelos missis názis, melhor será que deixedes de intentar ganhar este concurso de popularidade. Os alemães estám nesta guerra para ganhar e destruir totalmente Inglaterra. Se toda a vossa preocupação é a popularidade, já sabedes o que vos cumpre fazer.
Chegado é o momento de que as pequenas nações empenhadas tozudamente em defender-se atendam as suas responsabilidades.
Este mesmo tipo de queixas poderiam, se não, repetir-se nalgum momento do futuro século XXI quando alguma insignificante nação se encontrar baixo um ataque permanente de missis à sua população civil por um inimigo que só pretenda destrui-la.
APÊNDICES
“A natureza é cruel; portanto estamos chamados a ser crueis. Se estou disposto a enviar a flor da juventude alemã baixo a chuva de aceiro da iminente guerra sem sentir o mais ligeiro arrepentimento pelo sangue que se derramará, como não vou entender que tenho o direito de eliminar por milhões aos membros duma raça inferior que se multiplica como os vermes?” –Adolf Hitler –arredor de 1938.
“Combaterei até que a última traça da hegemonia judeu-comunista europeia tenha sido aniquilada” –Adolf Hitler -28 Novembro de 1941, a Mohammad Amin al-Husayni (O Grande Mufti).
“Não descansaremos até destruir à entidade sionista” –Fathi Hammad, líder de Hamas em Gaza- 2 Janeiro de 2009.
“O Día do Juízo não chegará até que os muçulmãos combatam aos judeus (matem aos judeus), até que o judeu se esconda tras as árvores e as pedras. As árvores e as pedras dizerão: Oh Muçulmãos, oh Abdula, há um judeu escondido detrás minha, vem e mata-o” –Artigo 7 da Carta de Hamas.
MARTIN LEWIS
11 Tevet 5769 / 7 Janeiro 2009-01-07
[Publicado em The Huffington Post]

Egipto, Jordânia e Alemanha (sic!) trabalham na procura dum plano de alto o fogo para Gaza. Os pistoleiros de Fatah poderiam tmar o controlo dos passos fronteirizos de Gaza com Israel. Novamente serão despregados bservadores internacionais no passo de Rafah com Egipto (os mesmos bravos observadores que sairam por patas quando Hamas tomou o poder em 2007). Egipto comprometerá-se a deter o subministro de armamento através dos túneis –coisa que não fazerá devido ao escasso número de tropas que têm autorizado estacionar no Sinai tras os acordos de Camp David, e também porque não têm vontade.
Os observadores internacionais rastrearão Gaza para comprovar se Hamas acumula stocks de armamento. Observadores parecidos no Líbano certificaram a sua absoluta inutilidade a tal efecto.
O plano de alto o fogo presupõe que as partes permanecerão nas suas posições, o qual implica que Israel ocuparia o norte de Gaza. É improvável que Hamas esteja dacordo com isso, e Fatah é demassiado débil para fazer-se com o poder. França e Alemanha pressionam para que Egipto e Jordânia enviem tropas a Gaza a câmbio de nada. E tendo em conta que o terrorismo palestiniano contra Israel não é assunto seu…
A situação é impredizível. Hamas poderia aceitar o alto o fogo ou continuar a luta de guerrilhas contra as tropas israelis. Os egípcios poderiam chegar a aceitar o envio de tropas a Gaza, mas a Knesset rechaçaria uma modificação dos tratados de Camp David a tal fim. As tropas egípcias em Gaza poderiam agir em conivência com Hamas permitindo-lhes o avitualhamento de armas, ou bem extirpar o terrorismo duma vez por todas utilizando medidas pouco “humanitárias”. Tras o regresso de Fatah a Gaza, Hamas poderia resurgir lentamente como a Irmandade Muçulmã resurgiu em Egipto, ou bem cair no esquecimento. Embora as IDF e Fatah suprimam a presença de Hamas no West Bank, os membros de Hamas poderiam explotar a temporal debilidade de Fatah para resurgir.
O nosso pronóstico é que Hamas se reconstruirá, porque é a única organização palestiniana honesta e popular. Hamas também avançará no tecido árabe da sociedade israeli: as revoltas recentes demonstraram que os árabe-israelis, necessitados de referentes políticos com os que se identificar, são muito mais pro-Gaza que os seus colegas do West Bank, que ódiam ser identificados com os descontrolados e misseráveis habitantes de Gaza.
A iminente vitória de Hamas é boa para Israel, na medida em que deixa em suspenso o “processo de paz”.
OBADIAH SHOHER
11 Tevet 5769 / 7 Janeiro 2009

O Rabino Dr. Michael Ben-Ari, número quatro da lista à Knesset da União Nacional/Eretz Israel Shelanu, opina que os líderes israelis deveriam seguir o conselho do Rei David recolhido no Salmo 18, no que respeita a Gaza: “Perseguirei aos meus inimigos, alcançá-los-ei e não regressarei até aniquilá-los”.
“Este deveria ser a consigna de cada alto mando das IDF”, sinalou. “O inimigo debe saber que ali onde levante a mão contra Israel, receberá uma lição, sendo aniquilado ele e os que o ajudam e apoiam, e só assim extirparemos as suas ganhas de arrojar missis contra nós”.
Porém, não acredita que o actual Governo tenha intenção de fazer isto.
Ben Ari apoia às tropas que combatem em Gaza, mas diz que a operação é “como dar aspirinas a um pacente que está numa situação extrema”.
“É um sedante mas não ataca à raíz do problema”, apontou durante o passado venres. “Todo o mundo sabe que isto é assim, e esse é o motivo de que tivessem tantas dúvidas à hora de emprender esta operação. Este é o motivo pelo que acredito que antes ou depois devemos regressar a Gaza e Gush Katif”, acrescentou.
“O conflito decidirá-se a nível político”, predixo Ben Ari. “Ao final, as súplicas árabes para que se estabeleça um alto o fogo serão atendidas antes de que dobreguemos para sempre a animosidade belicista do inimigo, como sucedeu na nossa humilhante derrota na Segunda Guerra do Líbano e na Ressolução 1701”.
“Provavelmente se chegará a um acordo baseado nalguma espécie de alto o fogo, mas o inimigo não verá aplacada a sua capazidade de rearme. A sua existência gira arredor da sua capazidade de golpear-nos”, dixo. “A sua motivação é que chegue o dia em que nos ponham em fuga e regressar a Ramle e Lod”.
“O operativo está começando a desvelar ante a gente que a afirmaçåo eles ou nós [que no seu dia foi utilizada pelo antigo membro da Knesset, o Rabino Meir Kahane] não era um slogam eleitoral senão uma realidade existencial”.
A solução ao problema de Gaza, sinalou Ben Ari, deveria ser internacional. “A comunidade internacional debe encontrar um área espaciosa para a comunidade árabe de Gaza nalgum sítio onde podam viver e onde tenham algo que perder”, explicou. Tal e como estám as coisas, o inimigo em Gaza “sonha com as bonitas casas de Ashkelon e Ashdod, dado que eles vivem nas inhabitáveis e atestadas ruas de Gaza”.
Devemos comprender que “umas quantas bombas, as conversas diplomáticas e as tréguas só empiorarão o problema, sem o resolver”, concluiu.
Ben Ari amosou também uma grande preocupação pelo “inimigo interno” –os árabes com cidadania israeli. “O inimigo está acordando e fortalezendo-se, e o perigo não fazerá mais que aumentar agás que demonstremos um liderádego que não tenha medo da Corte Suprema, das Nações Unidas e dos trastornados esquerdistas, um liderádego só comprometido com a supervivência do povo judeu”.
“Quando o inimigo exibe cartazes pedindo “Morte aos judeus!” em Sakhnim, a catástrofe está mais próxima”, advertiu. “Lembra-me aos judeus que ignoravam todos os signos que anunciaram o Holocausto”.
Ben Ari também maldizeu “àqueles que ridiculizam à juventude das colinas e dos assentamentos” [numa clara referência aos recentes comentários do líder de Fogar Judeu, Zevulun Orlev]. “A gente que fala assim incita inconscentemente ao inimigo a atacar esses assentamentos, e Hadera, Kfar Saba e as Torres Azrieli serão os seguintes objectivos dos missis Grad”, advertiu.
Ollade bem essa cara.
Sabido é que, a diferência dos malvados, os nécios não descansam jamais. A sua própria natureza converte-os em inasequíveis ao desalento. Por isso quando têm ao seu dispôr ora uma rotativa (como o felão José Luis Barreiro ou Miguel Asno Murado –que é de Lugo-) ora um sítio web, é para botar-se a tremer.
Vem isto a conto do especímen do que vou falar hoje.
Chama-se Rubén Cela e forma parte do Comitê Central do partido estalinista ántisemita UPG, motor e timão do Bloque Nacionalista Galego. O interfecto -um híbrido do deputado Paco Jorquera e Laurenti Beria- ocupa silhão como Director Xeral de Xuventude e Solidariedade, posto dependente da Vicepresidência da Xunta de Galicia, onde fazem e (mais bem) desfazem as hostes do BNG.
Semelhantemente ao mencionado Jorquera, e outros mediocres instalados desde a pubertade no Bloque, o rapazolo bem que foi medrando! Estou-me a lembrar dos meus anos em Compostela, onde um saturnino da UPG que respondia ao nome de Néstor Rego, amamantado como todos estes ninhatos aos peitos de Paco Rodríguez, era reconhecido nos corrilhos dos sucedâneos da herriko taberna -A Casa das Crechas, O Taraska, e por aí- como um rapaz que “chegará longe”; e chegou, em efecto, a concelheiro de cultura -que é o mais, doutra banda, a que soe (e aspira) chegar este tipo de saturninos. Suponho que Cela também terá, como o acima mencionado, em sítio destacado da sua vitrina uma foto adicada de quando tinha 14 anos, luzindo corte de pelo regramentário a um dedo “estilo Paco Rodríguez”, com Bautista ou algum outro coronel passando-lhe a mão pelo lombo, ao lado da manoseada edição de “Os Protocolos dos Sabios de Sião”.
Numa entrevista que lhe figeram no jornal pro-palestiniano “La Voz de Galicia”, Cela, filho de fruteiros, relatava que “ía co carretillo co saco de patacas e daba a volta para que non me vira a moza que me gustaba”. Vaia. Não podemos dizer que as suas vaiam ser confundidas com as Memórias de Winston Churchill, precisamente.
Ressumo-vos a sua biografia:em 39 palavras (os anos que tem): como Murado, Cela nasceu em Lugo, apoltronou-se à fronte de Galiza Nova e, tras quase dez anos intentando-o, vem de licenciar-se em Económicas –dizem as línguas viperinas que graças ao posto que ocupa. Nem dou nem quito razão.
Contava-nos María Seoane, presidenta de Novas Xeracións, que na sua poltrona na coisa que leva tem passado dois anos e meio comendo churrascos e polbo (viva o polbo plastilino!) nas festas gastronómicas que organiza Vicepresidencia e participando em jogos de rol. O dos jogos de rol não sei de que vai nem se será brincadeira; ora bem, o das festas gastronómicas é uma acusação que não pode negar o senhor Cela (se não vede a foto). Contudo, cumpre lhe reconhecer que também tem no seu haver a posta em marcha dos célebres “centros de información afectivo-sexual” (sic) dirigidos, seica, aos jóvenes.
Ah, tudo isto era para comentar-vos que este mediocre, que cobra um suculento soldo milhonário a conta de todos nós, sacou há uns dias uns parágrafos mal engarçados sob o título de “Hawai-Gaza”, onde larga que Gaza é o actual Gheto de Varsóvia de Israel, e fala do Estado judeu em termos de apartheid, torturas, e toda a retaíla que despregam por igual estes neonázis de meio pelo. Se tedes estómago, podedes acceder ao texto do nosso Director Xeral aquí:
http://www.gznacion.com/web/diccionario.php?ide=407
Velaí vos deixo o seu detrítus, o Alka Setzer que o ponha Rubén.
SOPHIA L. FREIRE
9 Tevet 5769 / 5 Dezembro 2009
Etiquetas: Rua da Sinagoga

Os árabes lançaram três cócteis molotov no parking do hospital Hadassah Ein Kerem. Assim dam continuidade ao histórico patrão de ataques árabes à Hadassah, que inclui muitos incidentes infames. Em 1929, os árabes massacraram na Hadassah de Hebron aos doutores judeus e as monjas que os atendiam gratuitamente. Durante a Guerra de Independência, os árabes massacraram ao pessoal em caminho face Jerusalém. Este e outros muitos incidentes não têm suposto que a Hadassah deixar de atender aos árabes –a conta do peto dos judeus.
As revoltas palestinianas, tras o serviço do venres no Monte do Templo, continuaram toda a noite. O Governo proibie aos judeus orar no Monte do Templo para evitar que os árabes se enfadem, mas não proibiram este venres os serviços dos muçulmãos, a pesar da algarada que obviamente pensavam organizar.
Dúzias de milheiros de árabes congregaram-se na manifestação ánti-israeli na cidade israeli de Sakhnin. Os oradores muçulmãos e os membros árabes da Knesset incitaram à massa contra os judeus.
Alguns judeus acreditam que podem comprar a lealdade árabe com subsídios e projectos municipais.
OBADIAH SHOHER

As tentativas mundiais no processo de paz só podem ser comprendidas no contexto histórico. Por sim próprias seriam ininteligíveis. Por que a comunidade internacional está tão empenhada na consecução dos direitos nacionais de uma não-nação de três milhões de pessoas? A Occidente importa-lhe um caralho a luta pela indepêndencia de centos de movimentos de libertação nacional que andam pelo mundo adiante, inclusso quando se refere a nações incontestáveis tanto histórica, lingüística ou razialmente. Nem lhe importa demassiado a Occidente que um país ocupe o território de outro: o paradigma da democracia anexiounou-se no seu dia a terça parte de México; Rússia, Polônia, Checoeslováquia e França anexionaram-se territórios alemães. A ninguém lhe importa demassiado a supressão das minorias –especialmente quando são hostis: não é preciso recorrer ao conhecido exemplo de Rússia e os chechenos, quando a própria França apenas há uns poucos anos que legalizou os nomes em bretão. Inclusso é dificil apreçar o interesse de Occieente pela liberdade religiosa em lugares como Arábia Saudi.
Será, talvez, porque a Israel só se lhe exigem concessões supérfluas? Pelo contrário, o plano da Folha de Ruta demanda a Israel a cessão do Monte do Templo, Jerusalém e Judea. Se existem sobre a faz da Terra territórios judeus, sem dúvida são esses. Seria como se Rússia houvesse de abandoar o Kremlin ou os EEUU a Casa Branca. Será, quiçá, porque algumas dorosas concessões são normais historicamente? Não para os vencedores. Não existe um só exemplo na história mundial em que um país seja atacado, ganhe a guerra, conquiste territórios do seu inimigo, e depois os devolva como “acto de boa vontade”. Israel tem sido atacada meia dúzia de vezes ao longo de seis décadas; apoderar-se do território inimigo é uma retribuição historicamente normal.
Existe algum benefício para Israel aceitando as concessões, por pequenas que sejam? Não, são concessões claramente suicidas. Nenhum Estado pode subsistir com uma distância entre as suas fronteiras de tão só 8 milhas, asediado por trescentos milhões de inimigos.
A actitude internacional face Israel clarifica-se em quanto observamos as “exigências” auxiliares. Israel debe combater com “bons modos”, enviar aos seus rapazes ao combate urbano, e uma vez ali quase pedir por adiantado a afiliação dos terroristas antes de disparar. Israel tem que ser progressista –quer dizer, abandoar o judaísmo, que exige uma moral estrita. Israel tem que estar aberta à influência exterior, e portanto tão só renunciar ao estilo de vida judeu. Israel tem que ser democrática: falando claro, permitir que os votantes árabes subvertam o Estado judeu. Israel tem que ser tolerante com as minorias e aceitar aos árabes como um terço da sua população. Que ficará do Estado judeu quando se implementem todos esses ultimátums?
Ainda mais. Os EEUU, o nosso mais próximo aliado, proibe que ataquemos Iran –que já terá armamento nuclear o ano próximo. A Administração USA está, portanto, conforme com um Iran nuclearizado que pretende pôr a Israel fóra do mapa. Este não é um sucesso isolado: os EEUU condearam a Israel por bombardear o reactor nuclear iraqui. Em 1967, a actitude era apocalíptica; os judeus cavaram dúzias de milheiros de tumbas e estavam preparados para a aniquilação total, mas os EEUU nos advertiram contra o ataque preventivo; igual sucedeu em 1973. Dois anos depois do Holocausto, os EEUU e a Grande Bretanha não deram os seus votos na ONU para estabelecer um Estado judeu. Quando o Estado se estabeleceu de todas as maneiras, procederam ao embargo na venda de armas.
As enquisas sinalam que existe um ánti-semitismo moderado nos EEUU arredor de 1937, aproximativamente um 15%. Nos termos das enquisas actuais, tratava-se de autênticos ánti-semitas, e se nos remitimos a gente que despreça-se aos judeus multipliquemos a cifra por dois. Não é surprendente, pois, qe as enquisas sinalaram um elevado auge do ánti-semitismo em 1939-1941, quando os jornais reflectiam a repressão ánti-semita em Alemanha e Áustria. Os norteamericãos de a pé consideravam que o ánti-semitismo era uma matéria submetível a discussão e socialmente aceitável. Durante a guerra, as enquisas situaram rapidamente aos judeus como o grupo que provocava uma maior aversão nos EEUU, muito por cima dos cidadãos de orige alemã ou japonesa.
Em 1944, os alemãos figeram uma oferta para libertar arredor de um milhão de judeus; os Aliados rechaçaram negociar. Quando as organizações judeas começaram a recaudar fundos para pagar o rescate, os Aliados informaram que as suas fronteiras permaneceriam fechadas. Os judeus foram enviados a Auschwitz.
Durante o Holocausto, os EEUU, Grande Bretanha e Rússia emitiam programação diária na rádio dentro dos territórios ocupados. Milhões de pessoas escuitavam cada palabra. Nem uma só vez advertiram aos judeus para que fogissem, nem lhes informaram das massacres. Stalin conhecia os planos de extermínio desde o primeiro dia, Roosevelt e Churchilll pelo menos desde Janeiro de 1942 –e provavelmente antes. Os seus serviços de inteligência interceptavam as transmissões alemãs de rádio com o número exacto de judeus assassinados, mas não avisavam aos judeus para que fogissem. Deste modo, quando os judeus subiam aos comboios que os conduziam a Auschwitz, este nome não lhes dizia nada.
Antes da guerra, quando os alemães e os austríacos reprimiram atrozmente aos judeus, a Grande Bretanha agiu tomando medidas muito semelhantes: ao igual que Alemanha e Áustria, Grande Bretanha proibiu aos judeus adquirir terras –no fogar nacional judeu, encomendado a Grande Bretanha pela Liga das Nações. O Livro Branco de 1939 renegava formalmente da Declaração Balfour e dos termos do Mandato, limitando a imigração judea a um contagotas –sujeito à aprovação árabe- e bloqueava o accesso dos judeus ao único lugar no mundo ao que podiam fogir.
O mundo livre reuniu-se na Conferência de Evian para encontrar um sítio aos refugiados judeus. Nessa época, a imigração aos EEUU funcionava por uma quota legalmente estabelecida, sem considerações de orde moral, a lei permitia 100.000 imigrantes mais por ano. Então, os EEUU e Grande Bretanha anunciaram que não admitiriam “refugiados”, um eufemismo para denominar aos indesejáveis judeus. A Grande Bretanha renegou da sua obriga de estabelecer um fogar nacional judeu em Palestina justo quando mais necessário era, e dificultou a imigração ao nosso próprio país: uma explicação hilarante foi que os árabes estavam desgostados com os judeus que chegavam –como se a Grande Bretanha lhe importar o mais mínimo a opinião dos camponeses palestinianos. Não havia sítio para os judeus em nenhuma parte do vasto Império britânico, também não. Outros países seguiram o exemplo. Os alemães captaram a mensagem: os seus adversários não queriam aos judeus em nenhum sítio.
O Holocausto foi uma besta com quatro cabeças: EEUU, Grande Bretanha e Rússia tiveram o seu papel.
O processo de paz é outro dos significados do Holocausto.
OBADIAH SHOHER
8 Tevet 5769 / 4 Janeiro 2009
Etiquetas: Samson option
E sucedeu depois da morte de Moisés, servo do Senhor, que o Senhor falou a Josué, filho de Nun, servo de Moisés, dizendo:
Moisés, meu servo, é morto; levanta-te, pois, agora, passa este Jordão, tu e todo este povo, à terra que eu dou aos filhos de Israel.
Todo o lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu disse a Moisés.
Desde o deserto e do Líbano, até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus, e até o grande mar para o poente do sol, será o vosso termo.
Ninguém te poderá resistir, todos os dias da tua vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei nem te desampararei.
Esforça-te, e tem bom ânimo; porque tu farás a este povo herdar a terra que jurei a seus pais lhes daria.
Tão-somente esforça-te e tem mui bom ânimo, para teres o cuidado de fazer conforme a toda a lei que meu servo Moisés te ordenou; dela não te desvies, nem para a direita nem para a esquerda, para que prudentemente te conduzas por onde quer que andares.
Não se aparte da tua boca o livro desta lei; antes medita nele dia e noite, para que tenhas cuidado de fazer conforme a tudo quanto nele está escrito; porque então farás prosperar o teu caminho, e serás bem sucedido.
Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares.

Da la impresión de que el bosque de cohetes y contracohetes no deja ver el árbol. Este 27 de diciembre, ataque aéreo a Gaza. En pocos años se cumplirá un siglo desde los primeros ataques islámicos contra los judíos iniciados por el muftí de Jerusalem, dicen que el único caudillo extranjero (y semita, o sea, legalmente inferior en Alemania) que asistía a las gigantescas concentraciones de maniquíes germanos desde el podio de los jerarcas.
Rendición. Entre 1936 y 1939, 5.000 árabes (decenas de veces más numerosos), 400 judíos y 200 británicos habían muerto en el período más violento de la guerra árabe antijudía, cuando otros judíos morían ya en los campos nazis, y 400.000 musulmanes se integraban como voluntarios en la Wehrmacht y las SS.
La iniciativa de la mezquita tuvo éxito, en ese 1939 Londres se desdijo de la Declaración Balfour de 1918 que garantizaba a los hebreos un hogar en el distrito palestino de la provincia siria del imperio otomano, que sería mandato británico hasta 1947, prohibiendo la inmigración de perseguidos por el nazismo que estaban ya amenazados de aniquilación en Europa. Londres se justificaba en la necesidad de impedir que todos los musulmanes se alinearan tras el Eje nazi.
Arrojar gente contra los judíos
Y la táctica es la misma: atacar para provocar represalias, porque cuanto peor, mejor. El precio a pagar corre a cargo del pueblo, tan amado: muerte, carencias, aculturación. Odiamos a los judíos más de lo que amamos a nuestros hijos, reza la pancarta de una foto que levanta una mujer en una foto de propaganda muy difundida en 2008, no se sabe si árabe en ciudad occidental o progre embozada en ropa para mujeres mahometanas.
Hogar. Eso no impidió que los nacionalistas judíos continuaran su proyecto, sin casi apoyos, y proclamaran su independencia en 1948 para, con todo lo construido en décadas –fábricas, sembrados, nuevas poblaciones y ciudades, red de agua y energía, sindicatos obreros, escuelas, bibliotecas, hospitales, universidades, orquestas, coros, prensa...– fundar su Estado.
Con una masa de capital comprometido en toda esa labor que, a valor constante, puede rondar el 10 por ciento de lo recibido desde entonces por los árabes del país de sus donantes musulmanes, europeos, soviéticos y de todo el mundo. Sin contar con lo recibido por otros árabes para atacar a Israel. Y ni qué decir tiene, con una fuerza humana mil veces inferior.
No fueron declaraciones, presiones sobre los árabes, británicos, el Vaticano, vencidos de 1945, oenegés islamizadas, y demás fuerzas hostiles lo que condujo a la proclamación de independencia, a la fundación del Estado, a la victoria en la Guerra de Independencia 1948-1949.
Refugiados. Stalin fue el primero en reconocer al nuevo Estado y proponerlo como miembro de la ONU, Truman lo siguió. Liberales e izquierdas de todo el mundo se felicitaron por ello. Cientos de miles de judíos, con tres milenios de residencia en la región, fueron expulsados de Líbano, Siria, Irak, Yemen... y habiendo perdido sus pertenencias se instalaron en Israel, y en otros países occidentales, obteniendo sus respectivas ciudadanías. Un insignificante episodio de la cuestión de los refugiados, normalmente ausente en la propaganda de guerra.
Las divisiones y confrontación interna entre los sionistas no ha sido inferior que la existente en el interior de la OLP, entre ésta y las expulsadas de la OLP, y con las formaciones islamistas (Hamás, Yijad, etc.), aunque tanto menos sanguinaria.
El desorden de la invasión de la Liga Árabe en noviembre de 1948, y la certeza de los judíos de que no libraban una guerra con vencedores y vencidos, sino que si perdían serían aniquilados, como capítulo de la Shoá, rechazaron la masiva intentona militar (en la que había verdugos alemanes implicados). Esa certeza ya nunca abandonaría a los judíos.
La invasión causó el primer problema de refugiados árabes, al marchar a la frontera más próxima (Gaza, Egipto, Líbano, Jordania) los habitantes árabes del país, ante la convocatoria de la Liga: dejad el campo libre para que podamos echar a los judíos al mar. Esa gente sigue viviendo en campos, ningún hermano musulmán les ha dado la ciudadanía. Los que se quedaron en sus casas, son desde entonces ciudadanos israelíes, el árabe es, con el hebreo, cooficial.
La defensa de 1948-49 la ejercieron los grupos milicianos formados durante aquella guerra de Husseyni, el muftí, entre 1936 y 1939. Pero aún no cabe hablar de Ejército israelí.
1956, nace Tsáhal
En 1956 el egipcio Nasser cierra a Israel la navegación, y nacionaliza el Canal de Suez franco-británico causando la respuesta de ambas potencias, que invitaron a Israel a aliarse contra el enemigo común. Cada uno libró su guerra, británicos y franceses por el canal, e israelíes por la reapertura de las vías marítimas.
EE.UU. (Eisenhower) ordenó a Londres y París abandonar sus derechos sobre el canal, y retirarse. En el mismo octubre la URSS afrontaba el levantamiento húngaro en Budapest, obrado por nazis resentidos y agentes alemanes (que habían aniquilado a medio millón de judíos apenas doce años antes), y por comunistas insatisfechos con el stalinismo. No querían los americanos tener que entrar en guerra con Moscú ni por El Cairo, que ahora era su protegido, ni por Hungría. Y así, en fecha tan tardía, entra Washington en la zona, por defecto franco-británico (como había entrado en Turkya, Grecia, Italia...).
Pero reconoce el derecho israelí a la libre navegación por el Mar Rojo, por el Mediterráneo, que el Ejército de Defensa de Israel (Tsáhal) había recuperado por sí mismo.
Doble militarización
Y ese fue el punto de inflexión de la relación de fuerzas entre judíos y árabes, la doble militarización del conflicto que, hasta entonces, sólo había tenido un lado militar, el de la Liga Árabe, sin apenas participación autónoma de los árabes del distrito, y con los judíos, luego israelíes con poco más que milicias. (Las pocas armas del 48 las proporcionó Checoslovaquia a instancias de un guerrillero judío comunista que había luchado en ese país contra los nazis).
Inmigraciones. Las fuerzas nacionalistas –Al Fataj– que con Arafat al frente se impusieron a las proegipcias, prosirias, prochinas, prosoviéticas, etc., en la Década de los Cuchillos Largos, apoderándose de la OLP, establecieron el nombre de palestinos para los árabes del país, dado que los judíos palestinos habían escogido llamarse israelíes. No porque unos fuesen del país y los otros no: aunque judíos llegarían desde fuera hasta ser mayoría entre ellos, también los árabes son mayoritariamente hijos de inmigrantes de los siglos XIX e inicios del XX, perseguidos, como los argelinos de Abdel Kader (por la ocupación francesa de Argel) y otros, o circasianos, caucásicos, sirios atraídos por diversas razones, sobre todo por las obras de infraestructura franco-británicas, como el puerto de Haifa, el ferrocarril transjordano, el canal de Suez, tanto en la franja egipcia (Gaza, a la que Egipto [Sadat] renuncia en 1976); como en el Distrito palestino (la Galilea, antiguo Israel, y Judea & Samaria, la antigua Judea, que sería parte del protectorado británico de Transjordania conquistada por el nuevo Israel en 1967 y luego convertida en Palestina por renuncia jordana).
1967. Ese punto de inflexión que es 1956, tuvo su consolidación en 1967, al golpear decisivamente Israel a Egipto, Siria y Jordania en la Guerra de los Seis Días que se estudia en todas las academias militares, que maravilló a Occidente (yo hacía el servicio militar en Argentina, lo sé) y humilló a los árabes.
A partir de ahí la superioridad militar en el conflicto que se alza por sobre todo el conflicto territorial entre las culturas árabes y judías, es indiscutible. Y los árabes con sus aliados optan por el traslado de la guerra al interior, léase Israel y territorios ocupados de Gaza y de Cisjordania, los dos fragmentos extranjeros entre sí de la nación palestina en formación. Una guerra no militar, ni de guerrillas, sino de terror, básicamente fundada en bombas, y en disparos a trabajadores civiles aislados, de acuerdo con la fórmula anterior: provocar al más fuerte, cuya fuerza reside en lo militar y es poco menos que impotente ante el ataque terrorista, a fin de desgastar a la sociedad israelí, y dar argumentos a los Estados y otras fuerzas coaligados contra Occidente en la Guerra Fría para repudiar a Israel.
Incidentalmente ahí comienza el desembarco de extremistas teocráticos judíos que hasta entonces habían repudiado el sionismo por no ser obra de Dios.
1973 dos gruesos puntos de inflexión
1. A instancias de Kissinger (gobierno Nixon), Israel (Golda Meir) acepta que sirios y egipcios den un golpe por sorpresa, ocupen Gaza y el Golán, intervenga la ONU imponiendo un alto el fuego, y los árabes machistas, repuestos de su humillación, acepten firmar la paz por territorios –como ofrece Jerusalem desde 1967– sin temor a levantamientos islamistas y de fuerzas irredentistas que reclaman todo Israel.
Pero los árabes, a ver que entran sin dificultad alguna (todo Tsahál oportunamente licenciado por el Yiom Kipur), se entusiasman, se entregan a la carnicería, y amenazan con entrar en Israel. La ONU hizo silencio. Al fin se resolvía la cuestión. Lo que condujo a reorganizar apresuradamente la defensa, expulsar a palos a los invasores, forzando a la ONU, ahora sí, a ordenar el alto el fuego, cuando los ejércitos israelíes ya habían vencido, y había que salvar lo que quedaba de las fuerzas egipcias y sirias (con sus refuerzos de la Liga Árabe). Este ataque costó muchas más vidas israelíes que enfrentamientos anteriores. Militarizó más a la sociedad israelí, y abrió la primera brecha entre Tsáhal y sociedad civil. Dio lugar a que los vencidos egipcios proclamaran su victoria y firmaran la paz. Pero fue una derrota social, cultural, para los que queriendo construir una Atenas de sabios y paz, se veían forzados a mantener en pie una Esparta de guerreros.
2. La marcha sin pausa de las burocracias “neoliberales” hacia la conquista absoluta de los Estados, para arrebatarles su función reguladora, garantista, dejando las manos libres a las corporaciones del capital más concentrado para que se repartieran la riqueza de las naciones, tuvo en ese año de 1973 su gran hora: haciendo cartel las Siete Hermanas Petroleras y la OPEP, dieron el mayor golpe de estado financiero de la historia, multiplicando el precio del crudo, insumo básico de toda la economía mundo, al menos en el espacio del mercado internacional. Y ese golpe, que da nacimiento al capitalismo financiero global tiene, entre sus consecuencias más graves, la recuperación del Islam como potencia.
En efecto, vencidos sus protectores, la svástica y el fascio, en 1945, los caudillos de la media luna llevaban años mordiendo arena. La victoria de la URSS sobre los nazis que alejó la promesa de recuperar las repúblicas musulmanas del sur; la proclamación de Israel, esos judíos dhimmis (“protegidos”) vueltos soberanos, y sus insólitas victorias en 1949, 1956, 1967, 1973, con laicismo, emancipación femenina, sindicatos…; la proclamación de la India, multicultural, no en manos musulmanas, aunque con el aliciente de que pudieron implantar Pakistán; el mantenimiento de la Turkya laica…
Ahora con la colosal fortuna que dejarían las regalías del crudo vuelto oro negro (sólo a Saudia, y sólo en 2007, 150.000 millones de euros), y las dependencias que generaría en el mundo, la Organización de la Conferencia Islámica, en ella la Liga Árabe, aún si gran batiburrillo de enemigos a muerte, podrían aspirar a más y más victorias islamizadoras, aunque no llegar al (imposible) Califato, porque unos países serían conquistados por unos caudillos y su Islam, y otros por otros. E incluso Israel sería recuperado, y Al Andalus, y el Norte de África... Occidente (el mercado internacional) pagaría la nueva expansión (Hegirá) con y sin yijad armada, a través de las maquinas expendedoras de combustible para sus coches.
1967 dado vuelta
No hay guerra militar contra Israel sin la dirección del ejército egipcio, y sin la bendición de la mesquita saudí. Egipto (expulsado de la Liga) y detrás otros (Jordania) se excluían de la guerra. Era el momento del terrorismo palestino.
De modo que los vencidos en 1967 (y en 1939, 1949, 1956, 1973) podían revertir esa derrota en gran victoria moral: de repente Israel se volvía Goliat y los árabes David; el Lobo se travestía en Caperucita y su abuelita, y todos aquellos que tenían deuda con el Islam por la debacle de 1945, que tenían dependencia con la OPEP por el petróleo, que tenían motivos para irritar a Washington y gustar a Moscú, y a París, y a Pekín... con todos los eurocristianos judeófobos de toda la vida, los islamistas y nacionalistas árabes y otros musulmanes, más los huérfanos del stalinismo, se compraron una kefiá y la sacaron a pasear.
Esa es la causa palestina en el contexto de la causa árabe.
Cuestión de focos
Y para ello es imprescindible que el militarmente débil sufra, ataque al fuerte, le moje las orejas, le toque los huevos, le dispare kassam y grad, permanentemente, caliente la frontera con Irán (es decir con el Líbano de Hezbalá). Y esta no es hora de ataques con ejércitos.
La causa se hunde en cuanto no hay respuesta judía y los focos iluminan al saudi de 58 años que casó con una nena de 8; a los iraníes que cuelgan de grúas a los hamjensbah (“los que juegan con los del mismo sexo”); a los gazíes que asesinan cristianos por mirar a musulmanes, mujeres acusadas de adulterio, a los de Fataj por ser impíos, a los de las tribus por no someterse a Hamás. Iluminan a los Hezbalah, franquicia de los ayatolas, por oprimir a los libaneses; a los sudaneses por el genocidio de animistas y musulmanes negros; a las bandas terroristas por masacrar gente en cien ciudades del mundo; el despilfarro desaforado en presencia de la miseria, el analfabetismo, la emigración desesperada…
No quieren todo, sólo quieren siempre más
Israel (Barack) abandona la franja de seguridad del Líbano, todo el mundo menos los ayatolas admiten que ya no hay israelíes en el país que tuvo cedros. Hezbalá ocupa de inmediato la zona, y con sus socios (Grupo Prisa, por ejemplo) siguen hablando de “ocupación”, “resistencia”, “libaneses contra Israel”. Y cuando Hezbalá ataca, bajo las narices de la ONU, Israel responde y se alzan voces contra “el uso desproporcionado de la fuerza”.
Israel pone en libertad cientos de presos sin sangre, porque son caros, es inútil tenerlos encerrados, ayuda a los palestinos más dispuestos a negociar una estrategia de fin del conflicto… y la pispe (prensa internacional sobre soporte papel y electrónico) publica fotos, habitualmente organizadas por los corresponsales, en las que se ve a unos niños levantando dedos en señal de victoria.
Israel se va de Gaza, desaloja a los colonos israelíes, y la pispe sigue diciendo “la resistencia palestina en el territorio ocupado”. El poderoso ocupante no puede recuperar a su soldado secuestrado. Hamás lanza kassam sobre civiles israelíes, algo que ningún otro país toleraría, o los lanzan otros que Hamás no controla, y cuando hay respuesta “Israel ataca”.
Entrar al trapo
“Dejen de disparar. No ganan nada con esto. Somos más fuertes y podemos golpearles en forma devastadora”, advirtió el primer ministro de Israel Ehud Olmert a Hamas, en una entrevista televisada por Al Arabía. “Pero las advertencias israelíes no surtieron efecto, los disparos continuaron” (ver el informe de Jana Beris).
¿De verdad no se ha dado cuenta Israel, su actual primer ministro, que el enemigo sabe que es militarmente más débil, y que no le interesan las advertencias sino sólo el contraataque judío?
No hemos hecho, es obvio, una reseña de este siglo. Sólo apuntamos a que este es el modo a través del cual procuran revertir las derrotas, de 1967, y de 1939, 1948, 1956, 1973..., la tregua de los ejércitos árabes (todos los de la Liga menos Siria, e impedir que también Damasco firme), y de parte de los islámicos de la OCI que han ido abriendo embajadas en Tel Aviv
No sabemos cómo se rompe este círculo vicioso ni si es posible romperlo. No sabemos si hay alternativa al contraataque. Sólo constatamos que toda ausencia de contraataque, como el que cualquier estado ejercería, todo acto de tregua, de moderación, es una victoria para los que aspiran a echar a los judíos al mar, quedarse con supervivientes como siervos, y con todos sus bienes, y luego más, y más. Y que todo contraataque también lo es.
Ahora, con este ataque a Gaza, asistimos a un enésimo linchamiento de los que mataron a Jesús, causaron las guerras mundiales, genocidian cada día a la nación árabe... ¿Hay alternativa? ¿O hay que asumir que así es la vida?
El muftí Husseyni estaría orgulloso y satisfecho. Me temo que Hertzl no, ni Ben Gurión, antes sorprendidos por el rumbo que han tomado las cosas. Y termina ya el 2008. Feliz Año Nuevo...
JAIME NAIFLEISCH
[Por gentileça do seu autor, reproduzimos este artigo aparecido na edição digital de CRONISTA DIGITAL (Ver) o passado 29 de Dezembro de 2008]
TEM DIREITO ESTA MULHER A 72 SEMENTAIS VÍRGENES?
0 comentarios Publicado por SIMON BAR KOCHBA en 10:26 a.m.Se o muçulmão que se suicida estoirando uma bomba tem direito a 72 huries vírgenes -qual é o caso de Rayan, que ontem obteve o direito a canjear o seu prémio, por gentileça da IAF- a que prémio teríam direito as mulheres, como a de este video, segundo o Corão?
Desculpade a minha ignorância, mas se alguém tem a resposta, por favor, posteade-a no buzão de comentários.
Para a maioria das mulheres que conheço, 72 sementais vírgenes não estariam nem de longe no Top Ten da sua lista de desejos. Assim que, se não são 72 sementais, qué é o que reserva às mulheres o Corão? Uma noite com Michael Bolton? Seguro que existe algum tipo de incentivo como o há no caso dos homens, nesta igualitária religião de paz.
O líder religioso e comandante militar do grupo criminal Hamas, Nizar Rayan, viu por fim materializado o seu ansiado objectivo de convertir-se em mártir por cortesia da IAF (Força Aérea Israeli).
O Exército israeli chimpou um explossivo de uma tonelada justo acima da sua residência, a qual também era utilizada como arsenal, quartel de telecomunicações, e estava comunicada com um túnel.
Este filho de satanás, um dos mais firmes partidários dentro da secta terrorista palestiniana de retomar os atentados suicidas contra o Estado judeu, figera um alarde público ao negar-se desde há dias a abandoar a casa –contrariamente ao resto de líderes de Hamas que decontado se têm escondido nas suas madrigueiras. Pagou como merece, pois, a tabernária bravuconada, indo fazer companhia ao seu admirado Yasin*.
Amantíssimo pai de família, este chimpancê já enviara a um dos seus filhos numa missão suicida contra a comunidade de Eley Sinai, em 2001, na que assassinaram a dois israelis. No seu currículum também figurava a fazanha de pôr uma bomba em Ashdod desquartiçando a dez cidadãos israelis –como diria algum despistado pacifista, gostava-lhe sementar “pânico”, vamos.
A conseqüência do eficaz operativo da IAF, parte das suas esposas e três filhos mais fazerão-lhe companhia no inferno. Dizem-me que Angela Rodicio, Sistiaga e Miguel Asno Murado (que é de Lugo) já enviaram as suas condolências.
P.S.: A última hora ainda não se sabia se Rayan figera a escolha das 72 vírgenes que lhe correspondem.
SOPHIA L. FREIRE
5 Tevet 5769 / 1 Janeiro 2009
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O BNG reclama no Parlamento a suspensión das relacións diplomáticas e económicas co estado de Israel
O grupo parlamentar nacionalista rexistra unha proposición non de lei na que condena a “blocaxe criminal á que o estado de Israel está a someter a franxa de Gaza”
Santiago de Compostela, 30 Decembro 08.- O grupo parlamentar do BNG vén de rexistrar unha proposición non de lei na que denuncia os feitos acontecidos na franxa de Gaza nos últimos días.
Tal e como indican, os bombradeos “indiscriminados” do exérxito israelí xa ocasionaron máis de 300 mortos e 1.000 feridos. Cifras que veñen sumarse aos máis de 5.000 palestinos/as mortos dende o inicio da segunda intifada.
Este ataque militar, cualificado polos deputados e deputadas nacionalistas como “verdadeiro crime de guerra” supón o “colofón da blocaxe perpetrada polo Estado de Israel contra o pobo de Gaza”.
A iniciativa recolle a proposta dunha condena por parte do Parlamento de Galiza á “agresión militar sionista, reclamando a fin de calquera operación militar e da blocaxe criminal á que o estado de Israel está a someter á franxa de Gaza”.
Nun segundo ponto a proposición non de lei insta á Xunta a demandar do Goberno do Estado que “suspenda as relacións diplomáticas e económicas co Estado de Israel até que non se poña fin á agresión militar e á blocaxe contra a franxe de Gaza, que paralice calquera cooperación militar con Israel e que inste ao cumprimento das resolucións da ONU relativas á retirada israelí dos territorios ocupados”.
O grupo parlamentar do BNG quer tamén que se promove “no marco das Nacións Unidas, o envío inmediato dunha misión de observación e interposición co fin de garantir a fin do ataque e da blocaxe”.
[Fonte: BNG-Galiza.org]
Etiquetas: BNG

En tres minutos y treinta y seis segundos, la aviación israelí aniquiló la práctica totalidad de los cuarteles de Hamas en Gaza. Dio muerte a un número no menor de trescientos milicianos de uniforme. Eliminó a varios jefes militares enemigos. Sin apenas producir bajas civiles. En un espacio mínimo, como lo es la franja de Gaza, demográficamente atestado y en el cual la continuidad entre edificios civiles y militares es absoluta y el uso de la población como escudo humano práctica estable, la operación era de dificultad extrema. No hay en el mundo un ejército, que no sea el israelí, dispuesto a asumir los costes de una acción selectiva tan complicada. Cuando las fuerzas de la Unión Europea y de los Estados Unidos apostaron por intervenir militarmente en la antigua Yugoslavia, tomaron la solución más rápida, más económica y de mayor eficacia: aniquilar indiferenciadamente a la más alta cifra posible de población serbia. Sin distinciones. No hubo objetivos específicamente militares. De lo que se trataba era de forzar una reacción de pánico en la ciudadanía que llevara al derrocamiento del régimen de Belgrado. Cuanto más alta fuera la conciencia de indefensión de los habitantes de las ciudades y más infalible la certeza de ser blanco seguro de las bombas, más rápido sería el vuelco político. A los gobiernos europeos -sin excepción- les pareció estupendo. Tanto más, cuanto que el coste en combustible y proyectiles corría a cargo exclusivo de los americanos. Y ni un solo soldado de la Unión Europea iba a correr un átomo de riesgo. Beneficio puro. No hay humanitarismo que sobreviva a un tal sentido de lo rentable. Lo que hace diferente al ejército israelí de cualquier otro ejército del mundo es precisamente la primacía, en el cálculo de costes, de ciertos principios fundacionales del Estado de Israel: la neta distinción entre combatientes y no combatientes en el campo enemigo. Es su más alta fuerza moral. Y su debilidad más alta. Algo que sus enemigos han sabido -y es lógico que así sea- utilizar siempre. Los arsenales palestinos se almacenan en los sótanos de escuelas y hospitales. Los cuarteles de mando terroristas están instalados en bloques de viviendas saturados de habitantes. Los caudillos militares islamistas se desplazan rodeados de sus proles infantiles como de una inviolable garantía. Los bien armados milicianos que disparan contra el ejército israelí se pertrechan sistemáticamente tras los críos que lanzan épicas piedras contra los tanques. Es la lógica terrible de un conflicto desigual: el que enfrenta al ejército de uno de los países más democráticos del planeta con la guerrilla teocrática más refractaria, no ya a la democracia, a cualquier forma de sociedad moderna. En tres minutos y treinta y seis segundos, la aviación israelí aniquiló la práctica totalidad de los cuarteles de Hamas en Gaza, dio muerte a un número no menor de trescientos milicianos de uniforme, eliminó a varios jefes militares enemigos. ¿A alguien se le pasa por la cabeza cómo hubieran sido las cosas si Israel se hubiera planteado una estrategia similar a la europea en Yugoslavia?
GABRIEL ALBIAC
[Fonte: "La Razón", 31/12/2008]
Etiquetas: Gabriel Albiac
Israel está perdendo fol e a possibilidade de assinar uma boa trégua. Tras o inicial ataque exitoso sobre Gaza, as operações posteriores serão menos espectaculares e mais custosas em vidas para os judeus.
Na operação de Gaza, uma táctica brilhante enfronta-se à ineptitude estratégica. A fim de reduzir as baixas entre os civis, as IDF advertiram aos habitantes de Gaza que marcharam, bombardeando chabolas vazias. Curiosamente, o intento de deixar a salvo aos civis de Gaza revela que Fatah tinha conhecimento prévio de que se ia producir o ataque: as IDF enviaram aviso a 90.000 clientes de telefonia em Gaza através do centro emissor do West Bank.
A ausência de invassão terrestre tras um bombardeo exitoso é atípica, em termos militares. A partir do segundo dia, os raids da Força Aérea convertiram-se em esporádicos e, freqüentemente, sem sentido algum dado que todos os objectivos vissíveis já foram destruídos no primeiro dia. A pesar da circulação de comandos israelis por Gaza em missões de busca-e-destrue [search and destroy], a paulatina reducção da intensidade no combate está permitindo que Hamas se reagrupe. Os dirigentes da guerrilha retomam um rudimentário controlo sobre os seus efectivos. Os arsenais de projectis ainda intactos –uns 6.000- permitirão que Hamas siga golpeando Israel com o actual promédio durante meses.
Se as IDF lançam uma operação por terra em Gaza, os resultados ainda empiorarão. Inclusso no seu debilitado estado actual, Hamas pode infligir baixas massivas entre as tropas judeas com tácticas de golpear/fogir. Os árabes cantarão vitória pelo facto de ter matado uns quantos judeus. Tacticamente, Israel pode jogar a baça dos batalhões de Fatah, entrenados pelos EEUU, com apoio de tanques das IDF, mas esse tipo de colaboração seria o fim politicamente falando de Fatah. Nenhuma operação israeli pode extirpar a Hamas, só um concienzudo trabalho policial a longo praço em Gaza. Egipto desembaraçou-se do problema de Gaza em 1967 e não o quererá de volta.
Inclusso se Fatah se figesse com o controlo sobre Gaza, não poderia se aferrar ao poder demassiado tempo. Hamas está a ponto de tomar o poder no West Bank, onde se confronta às IDF e às tropas de Fatah, e é muito mais forte em Gaza, onde a Irmandade Muçulmã lhe brinda apoio na fronteira com Egipto.
Os habitantes de Gaza não darão a espalda a Hamas embora as IDF evitem as baixas civis. Os votantes de Hamas, portanto, não têm razões para abandoar ao seu partido. A destrucção já está ali, mas como se passou no Líbano, Gaza será reconstruída rapidamente com dinheiro iraniano. Para os terroristas, ademais, a quota de mortos é algo insignificante: Jordânia matou centos de vezes mais palestinianos durante o Setembro Negro, e outro tanto se pode dizer de Síria e Líbano.
O Governo israeli deveria descender às profundidades da imoralidade para utilizar soldados judeus como mercenários da OLP para reempraçar um regime muçulmão por outro, Hamas por Fatah. Entregando Gaza a Fatah sob as baionetas judeas implicaria um desastre eleitoral para Kadima. Semelha que, como aconteceu no Líbano, o Governo de Olmert carece de uma estratégia de saída –agás que todo o plano consista em provocar a Iran para ter sobre a mesa um “casus belli” com o controvertido ataque israeli a Natanz mediante microcargas nucleares; esse tipo de ataque, porém, não poderia ser apresentado como uma medida preventiva.
Agora é o momento de abrir as passagens fronteiriças e oferecer a Hamas uma trégua sob as severas condições israelis: não mais túneis, não mais tráfico de armas, não mais Kassams, repressálias massivas contra as instalações de Hamas e a Yihad Islâmica à mínima violação.
Hamas pode ser obrigada a cesar nos ataques com foguetes temporalmente, mas daquela a que tanto alboroto? Hamas já o oferecera a câmbio da ré-apertura dos checkpoints, algo que Israel levará a cabo tras a Operação, em todo caso. Os pequenos grupúsculos terroristas não têm motivos para deter o fogo. Guerrear é a sua razão de existir e o motivo de que se formassem. Hezbolá manteve o alto o fogo porque tem outros “negócios” para além de Israel; as guerrilhas palestinianas, não.
O Governo nega-se a aceitar duas coisas básicas respeito o conflito. Uma, que não tem solução imediata; certa dose de violência fronteiriza estará sempre latejante. Duas, Israel comete erros de arrogância; quando Hamas tomou Gaza, Israel não tinha necessidade de ter fechado os passos fronteiriços –movimento que provocou a escalada da violência. Aos judeus não lhes deveria importar se controlam o Corredor os terroristas de Hamas ou os de Fatah, se são uma autonomia, uma “autoridade” ou um Governo. O que as espécies árabes façam dentro da sua reserva, não é problema de Israel. A repressália israeli nunca debe ser esporádica: a resposta condicionada só está destinada a uma acção repetitiva. O cão de Pavlov não salivaria quando lhe amosam um bistec se estivesse recebendo bistecs só uma vez de cada cem que lho ponhem diante. Os palestinianos necessitam visualizar que cada ataque que realizem contra Israel causa uma destrucção substancial em Gaza em apenas uns minutos. Que eles lançam um Kassam? Nós lançamos um Popeye [ver video abaixo].
O problema é: e que se passa se Hamas rechaça a oferta israeli de alto o fogo? Os terroristas seriam enormemente estúpidos se não advirtem que o Governo de Olmert se vê atrapado vítima da sua temprana vitória: não podem lograr nada melhor para o bando israeli. Hamas poderia entrar no Hall of Fame rechaçando o alto o fogo e pondo ao Governo de Israel ante um incômodo dilema: retirar-se à situação anterior de Kasams/repressália/Kassams, ou invadir Gaza e encarar o pesadelo de um combate urbano tipo Líbano.
A coisa pom-se interessante.
OBADIAH SHOHER
4 Tevet 5769 / 31 Dezembro 2008
[Seqüêuencia fitícia do uso do missil israeli Popeye junto a seqüências reais. Este sofisticado missil incorpora o sistema I2R e um data link para enviar images do objectivo e à sua vez receber ordes sobre modificações na sua trajectória].
Etiquetas: Samson option
Assinade a petição exigindo ao Governo israeli que faça tudo o possível para deter o lançamento de missis desde Gaza.
Aqui.

Ehud Olmert semelhara de sempre o prototipo do patriota judeu: os seus pais, que lograram fogir miragrosamente dos progromos socialistas em Ucrânia e Rússia, militaram no Irgun ao chegar a Israel. Ele próprio na sua mocidade, e antes de ingressar no Likud de Menachem Begin, afiliara-se no Beitar e depois em Herut. Quando a capitulação dos Acordos de Camp David teve o coalho de votar em contra da entrega do Sinai.
Segundo as más línguas, comezou dar bandaços ao pouco de casar com Aliza, uma progre, escritora de novelas baratas e seica também pintora, fotógrafa e muitas coisas criativas mais; dizque quando os seus dois filhos varões desertaram das IDF e a sua filha proclamou publicamente o seu lesbianismo, Olmert já nunca volveu ser quem fora. E quem o sabe?!
O certo é que quando chegou a ser mão direita de Arik Sharon já se convertera num rematado cínico e num outsider com querências esquerdistas. Nada a ver, porém, com a sua sucessora a oportunista Livni. Contudo, não é que Olmert alcançasse a ser nos seus bons tempos um político da talha de Ben Gurion ou mesmo Begin, não nos vaiamos enganar. De facto, uma das primeiras imagens que lembro de ele –e que ainda deve circular pela internet- foi durante um debate televissivo sobre a ameaça demográfica árabe em Israel, onde o seu oponhente, um tal Rabbi Meir Kahane (Hashem yinkom domov) o vapuleou sem piedade. Homem, não! Mas, mirado com uma perspectiva dos anos mais recentes, temos que concordar com o nosso amigo Obadiah Shoher em que tem sido do menos mau que tem presidido um Gabinete de Ministros em Israel.
No agitado período final do seu mandato, para além da Comissão Vinograd, a fim de contas de que se lhe pode acusar? A saber:
1. Privatização da Banca Leumi (comissão de investigação fechada por falha de evidências).
2. Adquirir um apartamento de luxo em Jerusalém no ano 2004 por um valor inferior ao do mercado, a câmbio de aligeirar o papeleo de licenças que tinha acima a empressa imobiliária (pecata minuta; e se não que lho perguntem a qualquer concelheiro que leve a área de urbanismo no PP, o PSOE ou o BNG).
3. Pôr a dedo entre 2003 e 2005 (quando pastava no Ministério de Indústria com Ariel Sharon) a uns quantos colegas como funcionários em áreas governamentais e conseguir a outro bandarra amigo seu um pelotazo, na mesma época. A Touriño e Quintana daria-lhes a risa.
4. Aceitar –e provavelmente solicitar- dinheiro para viagens de índole pessoal ao estrangeiro (que diablos foi, se não, a festa-jolgório que se correu a conselheira Bugallo e os 137.000 escritores da AELG que foram em viagem de prazer a Cuba há uns meses a gastos pagos num circuíto a todo trapo?).
Sejamos sérios. Qualquer dos grandes grupos políticos que levam anos alternando no Governo de Israel –e de qualquer parte do mundo- agem de modo semelhante. Isso não os justifica pessoalmente, mas não os diferencia se de fiscalizar e criminalizar esse tipo de actos se trata.
Olmert viajou em primeira classe e alojou-se em hoteis cinco estrelas (vaia!, como Murado –que é de Lugo- durante o tempo que exerceu de intrépido Pérez Reverte galaico em Jerusalém). Alguém espera que um Chefe de Gabinete em Israel se hospede numa pensão com direito a banho? Tziporah, por exemplo, viaja num avião privado.
Ressumindo o seu “nefasto” historial: votou contra a entrega do Sinai, declarou às primeiras de câmbio a 2ª Guerra do Líbano, autorizou várias incursões de castigo em Gaza –e rubricou a actual Operação Liderádego Sólido-, e a base duma política de bla bla bla tem feito menos concessões territoriais aos árabes que os seus mais imediatos predecessores Barak, Sharon ou o próprio Netanyahu (que lhes regalou Hebron).
Mas, sendo realistas, não passará à história como um Ben Gurion, Meir ou Begin. A menos que…
Dentro de escasas semanas Olmert cederá provavelmente os trastos a Bibi Netanyahu ou à sua sucessora in pectore, Tziporah Livni. Criticado ferozmente pela oposição e abandoado à sua sorte pela esquerda que o mantivo no posto, não o estudarão nos livros escolares passadas duas gerações. Uma mágoa.
Bem, pois Olmert tem ainda a possibilidade de inscrever o seu nome na história com letras de molde, e a distância é tão curta como a que separa as lançadeiras de missis do deserto do Negev da planta nuclear iraniana de Natanz.
A temida e reverenciada “opinião internacional” já está metendo candela abondo contra Israel pelo operativo de castigo (o felão Barreiro Rivas fala de "xenocídio" como o tarugo Saramago) em Gaza, e as consequências diplomáticas não creio que foram ir muito mais alá do que se masca no já caldeado ambente. Israel borraria dum prumaço a ameaça atómica da besta parda de Teherão, e, no pior dos cenários, o enojo da comunidade global levaria ao povo judeu a ter que pastorear cabras durante outras quantas décadas.
Não sei vós, mas eu penso que val a pena. A supervivência de Eretz Israel mereceria tamanho sacrifício.
Vamos, Ehud.
SOPHIA L. FREIRE
3 Tevet 5769 / 29 Dezembro 2008
Etiquetas: Rua da Sinagoga
[Best regards Yisrael Medad! Obrigado]
Etiquetas: Humor
[Este é o discurso que Assaf Wohl teria apresentado sobre o operativo de Gaza na ONU, de ter sido o embaixador israeli]
Membros da ONU,
Democracias, ditaduras, repúblicas, e honorável Secretário Geral:
Dentro de poucas horas, os quioscos de prensa dos vossos países apresentarão terroríficas fotografias com sangue e escombros no Corredor de Gaza. Os palestinianos aparecerão berrando e chorando diante das câmaras maldizendo a massacre emprendida pelo Estado de Israel. Inicialmente, amosaredes certa comprensão pelo nosso operativo no Corredor, mas uma vez que tenhades diante essas fotos dos civis feridos, começaredes a pressão –como é o vosso costume- para que deixemos de nos defender.
Os primeiros indícios do que digo já se têm começado a ver. Os chamamentos a “pôr fim à violência” desde todas as partes do mundo escuitam-se alto e claro –apesar de que só se escuitam agora, tras anos de violência, e depois de que Israel, por fim, se tenha decidido a responder. A União Europeia já tem perdido o cu para declarar que “condeia sem paliativos o uso desproporcionado da força” por parte de Israel. Várias empressas periodísticas oferecem permanentes “debates” onde os seus participantes escrutam e citam legislação a fim de demonstrar que o Estado Judeu viola a lei internacional.
Não se trata de que nos perguntemos onde estavam estes que se adicam a condear, estes “críticos”, durante os últimos sete anos, quando os assassinos de Hamas sincronizavam os temporizadores dos seus projectis para que coincidissem com o termo da jornada escolar em Israel, na procura de massacrar quantas mais crianças melhor. O que deveríamos estar discutindo neste momento é o seguinte: por que todos os países do mundo, e os seus mass media globais, só dirigem o sentido “crítico” contra Israel? Depois de tudo, a nemhum país –para além de nós- se lhe exige que adera os critérios morais que a nos se nos dam por supostos.
Os nossos vizinhos árabes estám muito familiarizados com esse duplo raseiro. Pela sua banda, eles não estám sujeitos a nenhum tipo de código moral; e, assim, aproveitam-se da severidade internacional face Israel. Há muito tempo que chegaram à conclussão que não se podem enfrontar a Israel no campo de batalha. Isso sim, quando é a hora de fazer fotos e vídeos, fanfarroneam embutidos nos seus uniformes agitando armas, mas quando o autêntico combate começa, correm raudos a quitar esses atuendos e a esconder-se no meio das mulheres e as crianças –aos que utilizam como escudos humanos.
Também se afanam com esmero em centralizar os seus depósitos de armas dentro das instalações hospitalárias e os seus lançafoguetes nos pátios das escolas. A sua grande esperança é provocar uma resposta israeli que, de modo não intencionado, deixe feridos uns quantos rapazes. Uma vez que isso acontece, exibirão os seus corpos ante as câmaras e chorarão desconsoladamente pedindo a ajuda internacional. Isso é o que se passou no Líbano, e o que se passará amanhã no Corredor de Gaza.
Os Estados que reclamam que Israel contemple determinados estándares morais, nem sequer sonham com exigir o mesmo aos inimigos de Israel. Depois de tudo, trata-se de teocracias e ditaduras, onde os homosexuais são pendurados publicamente duma soga, as mulheres lapidadas de modo habitual por atentar contra “a honra da sua família”, e onde aos rapazes suspeitosos de roubo mutila-se-lhes as extremidades. Que diablo têm a ver estes Estados com o “valor da vida humana”? Deveriamos perguntar aos representantes da “opinião internacional”: sede honestos com vós mesmos, as vidas dos seres humanos que conformam a carneçaria diária em Irak, Afeganistão ou Darfur, levam-vos a exigir o mesmo que exigides a Israel? A realidade indica que não é o caso.
A minha resposta respeito à obsessiva preocupação pelas acções dos judeus é meramente sociológica. Muitos de vós, os que conformades a “opinião pública” –e entre vós, especialmente, os europeus- o que queredes é aliviar a vossa conciência: se fossedes capazes por um momento de demonstrar que os israelis/judeus não são tão morais ou inocentes, quiçá se fazeriam merecedores de tudo o que lhes tedes feito durante séculos até que foram capazes de fundar o seu próprio Estado. Depois de tudo, velaí estám, ocupando e massacrando aos pobres “palestinianos”. Não são moralmente superiores a vós!
A tal finalidade, pretendedes ajudar como seja aos pobres terroristas. Assim, aceitades o calumnioso conto de Mohanned al-Dura, e assim não duvidaredes em aceitar qualquer libelo de sangue nos dias vindeiros. Os que lançam missis e projectis mortais nos kindergardens sabem que sempre goçarão do vosso gardachuvas protector. Têm o convencimento de que contam com a vossa “opinião pública” ao seu favor.
Portanto, fariades bem em pensá-lo duas vezes antes de movilizar-vos para que se detenha o castigo do que se têm feito merecedores. A fim de contas, sodes já a única coartada com a que contam esses terroristas à hora de falar do que é “justiça”.
ASSAF WOHL
3 Tevet 5769 / 29 Dezembro 2008
Etiquetas: Assaf Wohl




