APRESENTAÇÃO PÚBLICA DE ERETZ ISRAEL SHELANU
0 comentarios Publicado por SIMON BAR KOCHBA en 5:23 p.m.Os principais dirigentes da plataforma eleitoral ERETZ ISRAEL SHELANU celebraram esta manhã uma rolda de imprensa, onde exprimiram o seu optimismo em conseguir, quando menos, 10 assentos na próxima Knesset.
A conferência de imprensa, celebrada na própria Knesset, reuniu aos dirigentes das distintas formações que integram a lista eleitoral: o portavoz da coaligação eleitoral, Yaakov Ketzaleh Katz, de Beit El,, o membro da Knesset Uri Ariel, de Tekuma (União Nacional) em segundo lugar, o também membro da Knesset, o Dr. Aryeh Eldad, de HaTikva, o Dr. Michael Ben-Ari da Fronte Nacional Judea, e, em quinto lugar, Uri Bank, dirigente do Moledet.
Ketzaleh
Coordinando o acto esteve o profissor e jornalista televissivo Avi Rath, Em primeiro lugar apresentou a Ketzaleh, que explicou com o seu habitual entusiasmo os principais objectivos da nova plataforma: “Ergeuremos a bandeira de Eretz Yisrael, que tem sido mancilhada nos últimos anos. “Já podemos sentir no ar a emoção pelo facto de que tenha surgido esta unidade nacional. Confiamos em que, junto com a nossa mocidade –a mais maravilhosa do país- agruparemos centos, milheiros, dúzias de milheiros depois, de apoios para a nossa justa causa”.
Ketzaleh dixo que as próximas semanas de campanha serão para ele “como uma longa parêntese no período dum reservista –condição da que nunca cheguei a goçar porque fum gravemente ferido [estando próximo à morte, e passando vários meses hospitalizado] durante a Guerra do Yom Kippur- e durante a qual proclamaremos sem cesar: Sigue-nos pela Terra de Israel!”.
Ketzaleh agradeceu, assimesmo, a Baruch Marzel que cedesse o seu posto na candidatura a um companheiro mais jovem da Fronte Nacional Judea, o Dr. Ben-Ari, que passa a ocupar o seu lugar.
MK Ariel
MK Uri Ariel, cuja renúncia à candidatura de Fogar Judeu (PNR) foi a espoleta que desencadeou a convergência com as outras formações em EYS, falou acto seguido. Ariel afirmou que a actual guerra que se está desenvolvendo em Gaza “poderia ter-se evitado. Tem-se produzido tão só devido à expulsão que sofremos de Gush Katif…Tudo o que vaticinámos a partir daquele nefasto episódio tem-se cumprido ponto por ponto. Hoje, de igual modo, o Governo está fracassando no agir com as revoltas árabes que se estám produzindo em Um el-Fahm e por doquier. Afortunadamente, nós formaremos parte do próximo Governo para assegurar-nos de que este tipo de gravíssimos erros não se volvam repetir”.
Ariel fixo ênfase no facto de que o campo religioso-sionista concorra com duas listas –Fogar Judeu e ERETZ ISRAEL SHELANU-, referindo-se a isso como uma benção. Assegurou que em ambas formações há pessoas que não aprovariam uma convergência entre ambas forças, assim que acudindo por separado às urnas não se perderão centos de votos. “Agardamos conseguir um acordo respeito os votos sobrantes com Fogar Judeu, de modo que podamos sumar mais votos e perder relativamente poucos”.
As duas formações –EYS e Fogar Judeu- vêm de assinar um pacto dirigido a que se alguma delas recebe votos de sobra para um assento na Kneset e são necessários para que a outra consiga outro escano, cedê-los para que a formação menos favorecida nesse caso consiga um assento suplementário.
MK Eldad
MK Aryeh Eldad destacou que ele representa o seitor não-religioso de votantes que amam a Terra de Israel: “Por alguma razão, existe uma anomalia em Israel consistente em que se alguém menciona “Eretz Yisrael”, a gente pensa que es um profissor de geografia ou um religioso. Isto não aconteceria em nenhum outro país. Os italianos que amam a sua terra não necessitam ser religiosos, e o mesmo sucede nos EEUU. Eu pertenço a esses que acreditam no lema de “a Terra de Israel pra a Nação de Israel dacordo com a Torá de Israel”. Esta é a divisa que Gandhi [o último Rehavam Ze’evi] acunhou nas tarjetas de membro do seu movimento Moledet, qu eu aderim muitos anos atrás, e é certo inclusso para aqueles que não usam uma kipá…Esta plataforma será a voz da Terra de Israel, portanto de Judea, Samaria, o Golan e de Acco e todas as cidades onde se misturam árabes e judeus”.
Ben-Ari
O Dr. Michael Ben-Ari representa à Fronte de Marzel e o Rabino Wolpe, considerada a facção mais extrema da nova agrupação. Ben-Ari dixo que a sua presença na lista, no nome de Baruch Marzel e Wolpe, tem demonstrado em poucas horas ser todo um bandeirim de enganche para muitos votantes ao longo e ancho do país que, de outra maneira, não teriam votado a ninguém. “Tenho recebido muitíssimas chamadas não só de felizitação pessoal”, dixo, “senão com absoluta entrega a ajudar como seja na campanha. Havia seitores inteiros de população que sentiam que não estavam representados na Knesset, mas este mosaico que vimos de configurar supõe uma solução para eles”.
Perguntado pelos seus pontos de vista sobre o Rabbi Meir Kahane, Ben-Ari dixo “Sou um leal estudoso do Rabbi Meir Kahane, fum co-fundador da sua Yeshiva da Ideia Judea, junto com o seu filho o Rabbi Binyamin Kahane, e nunca tenho negado que sou o seu discípulo”.
O moderator Avi Rath sinalou, neste momento, que Israel tem cambiado, e que já não têm demassiado sentido etiquetas como “direita”, “esquerda”, “centrista”, “kahanista”, etc. Também acrescentou que a ênfase da plataforma no conceito “Eretz Yisrael” não significa deixar de lado a consecução de importantes objectivos nacionais no campo social ou da educação.
Bank
Uri Bank, nº 5 da lista, teve umas palavras de lembrança para os seus predecesores no cárrego no Moledet, Ze’evi e o Rabino Benny Elon, e lembrou aos assistentes que a União Nacional produzira anos atrás um filme chamado “Coitelo no coração” que predizia, dixo, “com absoluta precisão tudo o que haveria de se passar depois da entrega de Gush Katif. O público de Israel está hoje em dia mais receptivo a escuitar este tipo de discurso, e agardamos que recebiremos um forte mandato para que estes pontos de vista sejam mais conhecidos”.
Nos postos que vam do 6 ao 10 na lista de ERETZ ISRAEL SHELANU figuram: Alon Davidi, dirigente do Centro para a Seguridade de Sderot e antigo director nessa localidade da Yeshiva Hesder; Avi Rath; o professor Ron Breiman, de Professor for a Strong Israel; Betzalel Smutrich do Movimento para Preservar o Território Nacional; e Lior Kalfa, do Comitê de Residentes de Gush Katif.
2 Tevet 5769 / 29 Dezembro 2008
Etiquetas: União Nacional

Pelo seu interesse adjuntamos a continuação a ponência apresentada por Rafael L. Bardají * no Seminário "La amenaza irani" patrocinado pela FAES [Fundación para el Análisis y los Estudios Sociales.]
IRAN Y LA BOMBA: QUÉ ESPERAR, QUÉ HACER
Los ayatolás quieren su bomba
Para entender la ambición nuclear iraní, incluida la voluntad del régimen de los ayatolás para asumir crecientes costes por sus desarrollos atómicos de naturaleza militar, hay que tener en cuenta cuatro factores básicos:
- El potente nacionalismo tradicional iraní, que lleva a considerar a Irán una potencia hegemónica en la zona, desde el Levante al Beluchistán.
- La naturaleza de la revolución jomeinista, que añade un componente mesiánico para el chiismo iraní. La República Islámica de Irán será el motor de la revolución islámica en el mundo, primero en el mundo árabe y después allende sus fronteras.
- El cisma entre suníes y chiíes. Irán, de mayoría chií, considera que ha estado dominado y aplastado por la conspiración suní y cree que ha llegado el momento de que se reconozca su liderazgo en el mundo musulmán.
- Las creencias apocalípticas de la actual dirigencia iraní.
- Irán pasaría a formar parte de ese club de privilegiados que poseen un arsenal nuclear. Su prurito nacionalista saldría reforzado.
- Con un componente de disuasión atómica en sus manos, se sentirían más tentados a expandir, directa o indirectamente, su ideario. Grupos islamitas podrían actuar más agresivamente gracias al paraguas nuclear que les brindaría Teherán.
- Aunque ya existe una nación islámica con armamento atómico: Pakistán, la centralidad geográfica de Irán, en el Golfo Pérsico y el mundo árabe, así como su carácter chií, le otorgaría una preeminencia de la que nunca ha disfrutado.
- Dispondrían de la mejor arma para borrar a Israel del mapa y sembrar la semilla de una revolución islamista en todo el mundo.
No van a renunciar al armamento atómico
Conviene recordar que el programa nuclear iraní no es algo nuevo, que haya venido de la mano de Mahmud Ahmadineyad. Ni siquiera es de ayer o de anteayer. Viene de los años 70, y, aunque pasa por sus altibajos en los primeros momentos de la revolución de Jomeini, vuelve a cobrar fuerza a partir de mediados de los 80 y velocidad desde principios de los 90. Teherán ha dado ya sobradas muestras de su empeño y consistencia, a lo largo de muchos años y gobernantes, como para pensar alegremente que su interés en este terreno es menor o coyuntural. De hecho, que el programa se haya mantenido opaco y clandestino, con todos los esfuerzos de ocultación que eso conlleva –y no olvidemos que Irán es signatario del Tratado de No Proliferación, esto es, que está sujeto a las inspecciones de los funcionarios del Organismo Internacional para la Energía Atómica (OIEA)–, añade aún más consistencia a los afanes iraníes por hacerse con las tecnologías nucleares de uso militar.
La táctica negociadora de los iraníes pone de relieve que seguirán adelante con su programa atómico cueste lo que cueste. Desde que, a mediados de 2002, se descubrió el pastel, gracias a las informaciones procuradas por disidentes desde el propio Irán, la comunidad internacional, por medio sobre todo del 3+1 (Londres, Berlín y París más Solana) y las Naciones Unidas, ha ofrecido los suficientes incentivos y esgrimido las suficientes sanciones como para convencer a los ayatolás de que abandonen sus ambiciones nucleares. Pero ni las zanahorias ni los palos han servido para mucho, salvo para malgastar cuatro años en conversaciones frustrantes. Mientras dilataba este proceso de tiras y aflojas, Teherán no ha dejado de trabajar en su programa de enriquecimiento y en la llamada weaponización del material fisible.
Ahmadineyad no se ha cansado de repetir lo evidente: Irán no está interesada en canje alguno; su programa nuclear, sencillamente, no es negociable. La carta que envió el pasado 13 de mayo el ministro iraní de Exteriores, Manucher Mottaki, al secretario general de la ONU, Ban Ki Moon, es otra prueba de ello.
¿Cuánto tiempo falta para la nuclearización de Irán?
Nadie, salvo los propios iraníes, sabe con certeza en qué grado de desarrollo se encuentra el programa nuclear iraní, ni cuáles han sido sus obstáculos y progresos más destacados, ni, menos aún, cuánto tiempo falta para que los ayatolás dispongan de su primera bomba atómica.
La comunidad norteamericana de inteligencia publicó en noviembre de 2007 una nueva estimación sobre Irán. Contra todo pronóstico, fue un bombazo, pues juzgaba que Teherán había suspendido su programa militar a finales de 2003. Para desgracia de los servicios americanas, sus juicios han sido puestos en entredicho por sus homólogos europeos, rusos e israelíes y están en abierta disonancia con lo hallado hasta el momento por la propia ONU a través del OIEA. De hecho, con motivo del reciente viaje de George W. Bush a Israel, se anunció que con toda probabilidad habría un nuevo NIE (National Intelligent Estimate) sobre Irán.
Teherán ha venido anunciando los hitos industriales y científico-técnicos que ha alcanzado. Es más, los inspectores del OIEA, que tienen que hacer frente a numerosas limitaciones, han sido testigos del incremento de los elementos necesarios para el enriquecimiento de uranio en cadena. Es decir, que aunque no se sabe a ciencia cierta el grado de desarrollo del programa nuclear iraní, sí se puede decir con seguridad que a comienzos de 2005 comenzó en fase industrial el proceso de conversión del uranio mineral en hexafluoruro de uranio, y que desde enero de 2006 se ha retomado el proceso de enriquecimiento del gas. A principios del verano pasado se instalaron las primeras centrifugadoras en la planta de Natanz (algo confirmado in situ por inspectores del OIEA). Si Ahmadineyad no miente, hacia finales de este año el número de centrifugadoras funcionando en cascada podría ascender a 50.000. Para que nos hagamos una idea de lo que esto significa: 300 centrifugadoras a pleno rendimiento podrían producir en un año 30 kilos de uranio 235 de uso militar, cantidad suficiente para unas cuatro bombas atómicas; con 3.000 centrifugadoras se podría obtener en un año material fisible para medio centenar de cabezas nucleares.
Dicho esto, todo parece apuntar a que Irán está teniendo dificultades técnicas para sostener el proceso de enriquecimiento en cascada, y que las centrifugadoras están operando muy por debajo de lo requerido para alcanzar el grado de enriquecimiento de uso militar, lo que significa, para algunos analistas, que por el momento Irán sigue estando lejos de conseguir su primera bomba. Las estimaciones varían de entre dos y diez años, según las fuentes.
En todo caso, Irán sigue ampliando su programa, y, tal y como se supo el 27 de septiembre de 2007, podría estar utilizando una instalación secreta, subterránea, cerca de Natanz –y otra en las afueras de Teherán– para los ensayos de weaponizacion del material nuclear. La fuente es, de nuevo, el Consejo Nacional de la Resistencia Iraní, cuyas revelaciones hasta la fecha siempre se han demostrado correctas. Por su parte, la inteligencia israelí viene advirtiendo de que Irán podría estar mucho más cerca de la bomba de lo que se piensa: tal vez podría hacerse con ella hacia finales del año que viene...
Se tiene cumplida información de los desarrollos misilísticos iraníes, así como de la ayuda que ha recibido Teherán de Pakistán para la fabricación de una cabeza de combate capaz de ser encajada en y lanzada por un misil balístico. Por lo que el eslabón más débil sigue siendo el material fisible, hacia cuya producción, como hemos dicho, Irán sigue marchando sin mayores obstáculos.
Las sanciones no surtirán efecto a tiempo
A partir de 2003, los europeos intentaron convencer diplomáticamente a los iraníes de que abandonaran el enriquecimiento de uranio. Así, les ofrecieron diversas alternativas para que pudieran disfrutar de la energía nuclear de carácter civil. Como Teherán rechazó cualquier punto de entendimiento y según el OIEA no cumplía con sus obligaciones para con el TNP, finalmente el dosier iraní se elevó al Consejo de Seguridad de la ONU, que ha emitido cuatro resoluciones al respecto. La primera, la 1696, de 31 de julio de 2006, conminaba a Teherán a que cesara en todas sus actividades de procesamiento y enriquecimiento. La respuesta iraní no fue satisfactoria, y el informe que emitió el OIEA a finales de agosto vino a confirmar que los ayatolás no estaban cumpliendo una sola de las condiciones que les había impuesto la ONU. La segunda, la 1737, de 23 de diciembre de 2006, se alcanzó por unanimidad y recogía una serie de sanciones, limitadas y de carácter económico, contra Irán, prohibía que se prestara asistencia técnica al programa nuclear de Teherán y hacía referencia a la congelación de los bienes de doce ciudadanos iraníes y diez organismos relacionados con el referido programa. La tercera (1747), de 24 de marzo de 2007, básicamente ampliaba la lista de personas y entidades sujetas a sanciones. La cuarta (1803) es de este año, del 3 de marzo, e incide en medidas selectivas que afecten técnica y financieramente al programa nuclear iraní.
Simultáneamente, y ante la creciente complicación para llegar a un consenso en el seno de la ONU, surgió un movimiento orientado a dificultar las transacciones internacionales de diversas entidades clave para el régimen de los ayatolás, así como toda una panoplia de acciones encaminadas a la desinversión por parte de los grandes fondos americanos en compañías que mantuvieran negocios con Irán.
Ciertamente, la economía iraní no va bien, y necesita de inversiones para poder mantener y modernizar su principal fuente de ingresos, el sector del petróleo. En la medida en que le sea más difícil recurrir al capital extranjero, le resultará cada vez más complicado mantener su economía subsidiada. Ahora bien, el actual precio del crudo le suponen a Irán entre 60 y 80.000 millones de dólares de superávit al año, por lo que puede paliar a corto plazo las carencias de capital extranjero.
Las sanciones jamás han dado el fruto deseado. Funcionaron en los 90 contra Sadam porque se partía de una victoria militar y porque la vigilancia inicial fue muy alta, pero la comunidad internacional está muy lejos de alcanzar en lo relacionado con Irán el grado de cohesión que se alcanzó entonces acerca de Irak.
Un escenario inaceptable
Las implicaciones regionales y mundiales de un Irán nuclear, sobre todo con sus actuales líderes, hacen que ése sea un escenario del todo inaceptable. Suponiendo, en el mejor de los casos, que los ayatolás sólo quisieran dotarse de una capacidad de disuasión frente a Occidente y otros potenciales adversarios, un Irán atómico movería a sus vecinos suníes a buscar sistemas que equilibraran de nuevo la balanza estratégica; sistemas que, a su vez, no podrían ser sino nucleares. Es decir, que la bomba iraní alimentaría la proliferación nuclear en la zona, con todos los riesgos de inestabilidad que eso conllevaría. Dado que los arsenales no podrían ser muy numerosos, el miedo a perderlos como consecuencia de un golpe sorpresa del enemigo daría pie a una política de dedo en el gatillo, o sea, a la primacía del ataque súbito por sobre la disuasión, de manera que el riesgo de un intercambio nuclear –algo nunca visto en la historia de la humanidad– se dispararía.
El panorama sería aún menos alentador si las intenciones de Teherán fuesen aviesas. Podría, por ejemplo, colocar a sus lacayos libaneses (Hezbolá) y palestinos (Hamás) bajo la protección de su paraguas nuclear, lo que haría prácticamente imposible la defensa de Israel frente a estos grupos y facilitaría la islamización de la zona, sobre todos de los palestinos. Asimismo, podría recurrir al terrorismo nuclear y rehuir la responsabilidad al amparo de la opacidad que podría cernirse sobre la autoría de un atentado de destrucción masiva. Igualmente, podría tratar de acabar con Israel, luego de calcular que Occidente preferiría no hacer ante ese holocausto nuclear antes que arriesgarse a ser objeto de un castigo similar.
Así las cosas, las posibilidades de chantaje en manos de los ayatolás serían múltiples. En este punto, convendría reparar en el subidón psicológico que les sobrevendría al saberse poseedores de la más letal de las armas. Se creerían intocables, y nos querrían reducidos al temor y la inacción. Si estuvieran en lo cierto, malo; si se equivocasen, peor, porque estaríamos al borde de la primera guerra nuclear.
Aun cuando en Europa quisiéramos creer que todo se podría reducir a un enfrentamiento entre Israel e Irán, nadie quedaría a salvo si los ayatolás dispusieran de armamento atómico. Sería ilusorio pensar otra cosa. Irán no es un asunto israelí: es un problema para todos.
Con Irán, la disuasión mutua no es viable
Hay quien tiende a pensar que si los Estados Unidos y la URSS supieron llegar a un mínimo entendimiento y garantizaron la paz gracias a la destrucción mutua asegurada (DMA), contener y disuadir a los iraníes también sería posible. Se equivocan. Para empezar, cabe recordar que la DMA descansaba en la sobrecapacidad destructiva de los actores, que poseían miles de cabezas nucleares, así como a un sofisticado sistema de mando y control y a que los contendientes compartían una serie de mínimos: ni la URSS ni América eran suicidas, ni potencias que buscaran revolucionar el sistema mundial. No es éste el caso del Irán jomeinista, y mucho menos el del Irán de Ahmadineyad, con su culto apocalíptico.
Recientemente, el mundo musulmán radical ha dado sobradas pruebas de que no siempre sigue pautas racionales o acordes con nuestra lógica. No lo hizo el régimen talibán en 2001, cuando se negó a entregar a Ben Laden; ni Hezbolá en el verano de 2006, cuando decidió secuestrar a unos soldados israelíes. Son sólo dos ejemplos. No hay nada en la doctrina estratégica iraní que conocemos que nos indique que para los ayatolás la bomba atómica es un arma puramente defensiva. Ciertamente, se pueden poner en marcha sistemas de defensa antimisiles, pero saturar las defensas siempre es posible, y para Israel una sola bomba equivale a su fin. Es más, los misiles no son necesarios para asestar un golpe fatídico a una de nuestras naciones.
Es en tal contexto de creciente incertidumbre e inestabilidad estratégica que deben entenderse estas palabras del senador John McCain: "Sólo hay algo peor que bombardear Irán: un Irán nuclear". Lo mismo que ha venido a decir la senadora Clinton (mientras que Obama apuntaba a Pakistán).
Las opciones militares son complicadas pero viables
Tanto EEUU como, en menor medida, Israel tienen los medios necesarios para atacar y destruir las instalaciones conocidas del programa nuclear iraní. Otra cosa es que se conozcan todos los componentes e infraestructuras del mismo. Habida cuenta de los sonados fracasos cosechados por la inteligencia en ocasiones anteriores, este punto no es, ciertamente, baladí. Sea como fuere, la destrucción de las cuatro instalaciones básicas para el enriquecimiento del uranio y la producción del plutonio retrasaría los planes de los ayatolás durante años.
El verdadero problema de un ataque contra Irán es la gestión política del mismo (no perdamos de vista los ciclos electorales y la situación doméstica de todos los potenciales implicados), así como la necesidad de prepararse para el día después. Si el régimen se sostuviera y endureciera, podría poner en marcha toda una gama de medidas de represalia en el corto plazo (ataques terroristas, cierre temporal del Estrecho de Ormuz, etcétera). Ahora bien, es dudoso que pudiera sostenerlas en el tiempo, o incluso que no le perjudicasen (pensemos, por ejemplo, en el petróleo: para Teherán, exportarlo es una necesidad). Igualmente, estaría por verse que Hamás y Hezbolá siguiesen automáticamente a un régimen herido que les podría poner al borde del suicidio. Es decir, que las temibles consecuencias que a veces se esgrimen en contra de una intervención militar, sin ser mentira, tampoco son del todo ciertas. Todo dependerá de factores situacionales.
Lo verdaderamente crítico es el tiempo; el cuándo, más que el cómo. Y esto sí es una cuestión abierta. Pero debería serlo por razones de cálculo estratégico y operacional, no de oportunismo político, es decir, no porque Olmert sea débil, Bush abandone la Casa Blanca o se piense que Ahmadineyad no va a ser reelegido en las presidenciales del año que viene.
RAFAEL L. BARDAJÍ
* Rafael L. Bardají: Fundador do Grupo de Estudios Estratégicos (GEES), Subdirector do Real Instituto Elcano de Estudios Internacionales y Estratégicos.
Etiquetas: Rafael L. Barjadí
HAMAS ADVIRTE AOS MUÇULMÃOS QUE SAIAM DE ISRAEL
0 comentarios Publicado por SIMON BAR KOCHBA en 11:48 a.m.
A organização terrorista vem de pedir aos muçulmãos que abandoem Israel imediatamente. Supostamente, isto inclui aos residentes no West Bank, muitos dos quais têm cidadania jordana e trabalhan na Pequena Israel.
Não cabe dúvida da capazidade de Hamas e a Yihad Islâmica para levar a cabo actos terroristas de carácter massivo em Israel. A ausência nos últimos tempos de atentados suicidas é provavelmente fruto dum acordo implícito entre o Shabak e os grupos terroristas para evitar uma escalada na acção/repressão. Na medida em que Israel ignora a sua parte do acordo, é de agardar que Hamas ignore a sua.
Considerando o permeável da fronteira no West Bank, movilizar terroristas suicidas ao interior de Israel é coisa de rapazes para Hamas. Ë provável, ademais, que os terroristas tenham desenvolvido toscas armas de destrucção massiva com ajuda de Iran e Síria. Ambos países têm expertos em armamento químico, graças a Rússia e Corea do Norte. O patrão seguido no caso dos camiões-bomba iraquis –onde uns cilindros de gas inflamável reforçavam a explossão- pode perfeiçoar-se em Israel: muitos árabes conduzem rutinariamente camiões transportando cilindros de gas.
A advertência de Hamas não está relacionada com a sua capazidade de lançar foguetes Grad *, já que relativamente poucos muçulmãos habitam as cidades do sul de Israel incluídas no rango de alcanço. Mais provável é que Hamas se refira a atacar Jerusalém, um objectivo tradicional dos terroristas suicidas, onde os árabes sim que são muito numerosos.
A actitude do Gabinete israeli ante a ameaça de Hamas é ambivalente. Duma banda, os atentados afastam aos potenciais votantes do actual Governo. Pela outra, os ataques suicidas em Jerusalém reforçariam a postura do Governo de abandoar os bairros árabes, e afastariam aos votantes de Netanyahu, cujas credenciais em matéria de seguridade são suspeitosas. Uns ataques limitados poderiam beneficiar ao Governo em termos eleitorais, mas uma vaga terrorista a grande escala desacreditaria de tudo a Livni.
Por último, cabe agardar, isso sim, ataques terroristas contra estrangeiros –especialmente os turistas israelis em Egipto- na medida em que os árabes acussarão, acertadamente, a esse país de colaborar com Israel.
OBADIAH SHOHER
2 Tevet 5769 / 29 Dezembro 2008
* [Os foguetes “GRAD” foram desenhados nos anos sesenta na URSS. São um sistema de artilheria dotado de cabeças de fragmentação não guiadas de 122 mms].
Etiquetas: Breves de Obadiah

Há escassamente uma hora rematou o praço para apresentar as candidaturas que concorrem o próximo 10 de Fevereiro à 18ª Knesset.
Finalmente, com a agulha do relógio sobre a hora limite, alcançou-se um acordo no campo nacional israeli para concorrer numa só formação. Tras abandoar dias atrás Fogar Judeu (onde concorria inicialmente em coaligação com o PNR), União Nacional chegava a um acordo com Hatikva (do Dr. Aryeh Eldad) o passado joves e hoje mesmo fechavam o trato com a franquícia do Rabbi Dov Wolpe e Baruch Marzel, ERETZ ISRAEL SHELANU.
Precisamente esse será o nome com que concorrerão às eleições: ERETZ ISRAEL SHELANU (Israel é a Nossa Terra).
A lista vai conformada nos primeiros postos da seguinte maneira:
1º) Yaakov (Katzaleh) Katz, director executivo da Beit El Yeshiva Center e cofundador de ARUTZ SHEVA/Israel National News.
2º) MK Uri Ariel -União Nacional-.
3º) MK Aryeh Eldad –Hatikva-, e antigo comandante das IDF.
4º) Rabbi Michael Ben-Ari (Fronte Nacional Judea), organizador do memorial “Rav. Meir Kahane".
5º) Uri Bank –Presidente de Moledet-.
6º) Alon Davidi, dirigente do Centro pela Seguridade de Sderot.
O Rabbi Shalom Dov Wolpe e Baruch Marzel –dirigentes de ERETZ ISRAEL SHELANU- acordaram a última hora do domingo respaldar a coaligação, e assim não concorrer por separado, tras aceitar os outros integrantes da plataforma eleitoral que o Rabbi Michael Ben-Ari –discípulo de Meir Kahane- figurasse no quarto posto.
O cabeça de cartaz, Katzaleh, é uma personalidade legendária entre o público nacional-religioso, especialmente entre os residentes de Judea e Samaria. Destacado dirigente do movimento colono, é co-fundador da Comunidade de Beit El e de Arutz Sheva/INN.
Pela sua banda, o dirigente de União Nacional, Uri Ariel, que finalmente abandoou Fogar Judeu –seguindo o conselho, sobretudo, do Rabino em Chefe da Comunidade de Hebron/Kiryat Arba, Rabbi Dov Lior- manifestou através do seu portavoz que “aspiramos a conformar uma forte plataforma nacional que alze com orgulho a bandeira laranja da Grande Israel” [a cor laranja refere-se à cor da antiga bandeira do Conselho Regional Costeiro de Gaza, que se converteu num símbolo de resistência a qualquer concessão territorial].
E acrescentou: “Nesta hora, quando os assentamentos correm um perigo real de serem desmantelados, devemos proclamar a mensagem de que a Terra de Israel pertence ao povo judeu”.
Por último, dizer que todos os candidatos que conformam a lista de ERETZ ISRAEL SHELANU são inequívocos partidários de não ceder nem um ápice territorialmente falando, assim como firmes defensores da Torá.
Etiquetas: União Nacional

Mentres caia a noite, e encendíamos as nossas luzes de Hanuká, encheu-nos um raio de esperança; o nosso Governo finalmente adoptava uma actitude responsável face os seus cidadãos e emprendia o longamente apraçado ataque das IDF contra os terroristas de Hamas em Gaza.
Estalamos de alegria ao saber que as nossas aeronaves surprenderam aos criminais de Hamas com a garda baixada. Lançaram um ataque magnificamente coordinado contra os postos militares e policiais num operativo de poucos minutos e que causou grandes danos. Isto incluiu um ataque contra a cirimónia de clausura do programa militar de entrenamento de Hamas, enviando directamente a todos os “graduados” a um rápido martírio antes de que pudessem pôr em prática o aprendido para assassinar mais crianças israelis. Isso fixo que nos sentíssemos muito orgulhosos e felizes.
Um programa de notícias amosou-nos o fogar de uma parelha no sul de Israel completamente destruído pelo ataque dum projectil esta tarde. A mulher da casa, Aviva, era entrevistada. Perguntaram-lhe se estava dacordo com que os ataques das IDF sobre Gaza pudesse dar pé aos bombardeios com foguetes. Com absoluta calma dixo que se esse era o preço que os cidadãos de Israel tinham que pagar a câmbio da paz e a seguridade no sul de Israel, era um preço que ela pagava gostosamente.
Mais adiante, Aviva e o seu marido, que miragrosamente salvaram a vida, encendiam as luzes de Hanuká no seu recibidor ateigado de escombros. Quando pronunciaram a benção: “Ele, que fez miragres nos dias de antanho e nos dias de hoje”, percebimos a nossa fê renovada no mais amplo senso.
O mapa que amosa as zonas de Israel que estám agora em maior risco e os residentes que deverão extremar nas próximas semanas as medidas de seguridade, ajustam-se surprendentemente às predicções que no seu momento figeram os que defendiam que a Desconexão não seguisse adiante. Já não se trata dos cidadão de Sderot. Com os fogares dos bravos residentes de Gush Katif destruídos, e a franxa sem as patrulhas das IDF, uma quantidade ilimitada de equipação militar tem ido caíndo nas mãos de Hamas durante estes anos. Agora, os projectis estám caíndo já em Netivot e Ashkelon, e ameaçam Kiryat Gat.
Movida por um certo ânimo masoquista, cambiei de canle e pugem a BBC. Por suposto, estavam entrevistando a um capitoste de Hamas falando das “atrozidades israelis”, de massaccres, crimes, etc. Mas inclusso nas Fox News estava uma loira (e imbécil) repetindo coisas semelhantes segundo as suas “fontes palestinianas”. Aos mass média gosta-lhes dar cancha aos terroristas e simpatiçar com eles. Eles são os que decidem, a fim de contas, a quem entrevistam. Assim que o melhor que podedes fazer é apagar as televisões e não lêr a maioria dos jornais durante estes dias. Afortumadamente, cabe esperar que estes dias Israel os deixe exaustos a todos.
Inclusso os esquerdistas, como Amoz Oz –que habitualmente vive no planeta do Mago de Oz quando se trata de combater o terrorismo- semelha respaldar o ataque, e tem-se manifestado a favor da autodefesa. Guau!. Incrível: um esquerdista contrário a que Israel se suicide! Contudo, isso não evitou que um par de centos de progres desfilaram por Tel Aviv protestando. Proponho que os enviemos a todos num autobus a Sderot a viver ali um par de semanas. Também farei uma menção da nossa quinta coluna, os árabe-israelis. Estes hooligans lançaram cocteis molotov contra as patrulhas da polícia em Jerusalém Leste, e manifestaram-se montando algaradas em Nazareth e alguma outra localidade. A estes deveríamos enviá-los directamente a Gaza a reunir-se com os seus “irmãos”.
Também na passada noite celebraram-se serviços funerários pelo rabino da Chabad e a sua dona, assassinados em Mumbai. Com a recente publicação de material fotográfico amosando como os terroristas muçulmãos mutilaram sexualmente às suas vítimas nos hoteis, vai-nos ressultar um pouco mais difícil soltar uma lágrima pelos nossos terroristas mortos. Acumulam-se as evidências de que os judeus da Chabad foram torturados com muita maior sanha que os demais reféns. À vista disto, afirmo sem que me treme a voz que o mundo seria um sítio melhor se todos e cada um dos terroristas muçulmãos –Hamas, OLP, Al Qaeda, Talibáns (que agora ameaçam a qualquer rapaza pakistani que acuda à escola), e Janjaweed (que têm assassinado e violado às suas anchas em Darfur)- fossem enviados com Alá e as suas 72 vírgenes de imediato.
Em quanto ao das “vítimas civis”, Hamas só mata vítimas civis. E os seus “civis” são os mesmos que os auparam ao poder. Se os seus “civis” resultam mortos ou feridos porque o seu Governo eleito decide rematar o alto o fogo e lançar projectis em território vizinho, quem tem a culpa? Na guerra declarada por Hamas trata-se de eles ou nós. E eu prefiro que morram eles.
Por último, só desejo uma coisa: que cada reporteiro, cada “entendido”, cada suposto periodista que apresenta a guerra de Israel contra o terrorismo em Gaza como algo brutal e injustificado, como “uma matança de inocentes”, nalgum momento das suas vidas se vejam nas mãos desses terroristas.
NAOMI RAGEN
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Mentres as IAF aplacaram os objectivos de Hamas durante o Shabat, menos de 20 incursões têm acaecido na manhã do domingo. O fundamental numa campanha militar de forças desiguais é lograr manter a iniciativa, suprimir a coordinação do inimigo mediante uma ofensiva permanente. Na pequena Gaza, uma táctica desse tipo não se pode sustentar devido a que a destrucção alcança o ponto de saturação muito velozmente.
Mentres os terroristas se recuperam do primeiro shock e se fazem à ideia da invasão israeli, tratam de reagrupar-se. Não está ainda claro se a IAF destruiu algum arsenal significativo: não se registraram explossões grandes nem prolongadas, o que conduz a pensar que os arsenais de Hamas têm sobrevivido ao primeiro ataque.
Ehud Barak, traidor político e falhido estratega, é sem embargo um brilhante táctico: executou uma excelente cobertura de engano para o ataque israeli sobre Gaza, colhendo a Hamas com a garda baixada. Os egípcios colaboraram com Israel informando a Hamas do mantimento da trégua apenas umas horas antes do ataque israeli –que eles já conheciam.
Aparantemente Barak levava planeando a invasão de Gaza desde seis meses atrás. O nível de informação e preparação é incomparável ao de 2006. Fica por saber se a invasão pode derrotar e, ainda mais importante, desmoralizar a Hamas fazendo que se rinda a Fatah. Porém, uns quantos tanques danados e uns helicópteros derrubados estimulariam a moral da guerrilha até as nuvens.
Uma vaga de atentados suicidas de Hamas é improvável, toda vez que as IDF, a polícia e os cidadãos em geral estám em estado de máxima alerta. Tras um alto o fogo, Hamas não o violará grosseiramente com atentados suicidas.
Por vez primeira Ashdod é alcançado pelos foguetes de Hamas.
Os oficiais de Hamas e das IDF estám ilocalizáveis, cada um nos seus búnkers. A razão de que os generais das IDF abram os búnkers do Cuartel Geral em Tel Aviv não está clara: aparentemente, os generais simplesmente estám cenificando o jogo da guerra.
Só 15 civis tem morto em Gaza –o 7% do total, o qual demonstra uma extremada precisão, lograda a base dum alto custe. O operativo, que inclui mais de 100 aviões de guerra, custosíssimas bombas inteligentes e missis guiados, custaram a Israel perto de meio bilhão de $ só no primeiro dia –excedendo amplamente os gastos de Hamas desde a sua data fundacional.
Para além da condeia diplomática, Rússia não está proporcionando nenhum outro tipo de apoio a Hamas, a quem reconhece como legítimo Governo dos palestinianos.
O operativo israeli depende de que Hamas aceite um cenário do tipo “vive e deixa viver”, onde Israel e Gaza seguissem sendo hostis, mas sem atacar-se abertamente uns aos outros. Dacordo com a lógica judea, Hamas não suportará uma devastação massiva e rematará as hostilidades. Este semelha ser o caso: Mashaal, que rechaçou o alto o fogo uma semana atrás, agora anunciou a sua predisposição a alcançá-lo. Mas isso quiçá não funcione a longo praço: a repressália israeli não teria por que dar os seus frutos, já que alguns militantes de Gaza dam a benvinda à guerra a pesar dos custes –e os ataques desde Gaza já se têm reanudado.
A despovoação de Gaza, uma solução política com Hamas, ou a violência transfronteiriça de baixo nível a longo praço, são as alternativas.
OBADIAH SHOHER
1 Tevet 5769 / 28 Dezembro 2008
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A OPERAÇÃO DAS IDF EM GAZA, UM SHOW ELEITORAL
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O ataque das IDF sobre Gaza procede de uma convergência de múltiples interesses. Kadima e Avodah poderiam ter saído derrotadas das eleições amplamente se Hamas tiver continuado machacando Israel com foguetes ao ritmo alcançado durante o mes de Dezembro -de várias dúzias ao dia. Uma campanha exitosa em Gaza melhora seriamente as possibilidades eleitorais da esquerda. Fatah estava resignada a perder ao seu Presidente, dado que o seu mandato expira em duas semanas; derrotar a Hamas militarmente é a única opção de Abbas para seguir à fronte dos destinos de Fatah, mais alá dos praços legais. Hamas fracassou em levar a prosperidade a Gaza, e o éxito militar contra o sionismo é a sua única baça para manter a sua popularidade. Síria necessita amosar a sua força nesta guerra periférica antes de emprender conversas directas com Israel. A Egipto encanta-lhe demonstrar a Occidente que é a única capaz de sustentar a paz na zona: uma vez que a mediação egípcia entre Israel/Hamas fracassou, a guerra desatou-se. Iran tem que embrolhar a Israel numa sorte de debacle semelhante à do Lïbano, a fim de distrair aos judeus do ataque sobre [as instalações nucleares de] Natanz.
A operação das IDF demonstra que os povos não aprendem dos seus erros; não os judeus, senão qualquer. Tivemos exactamente o mesmo problema nas duas guerras do Líbano: conquistar é fázil, mas manter a tranquilidade é impossível. Israel pode reduzir tudo a pó, mas as guerrilhas seguem merodeando entre os edifícios devastados. Têm a ventagem do factor surpresa, dos escudos humanos e dos "direitos" humanos. Sobretudo, têm o tempo ao seu favor: em poucos dias –provavelmente de modo imediato- o mundo começará a pressionar de todas as maneiras a Israel para que cese o fogo. Os árabe-israelis já estalaram em revoltas. Hamas emergerá das catacumbas e cantará vitória. Os batalhões (entrenados pelos EEUU) de Fatah ponherão a prova o seu poderio contra a diezmada guerrilha de Hamas –ou quizás eles próprios se convirtam numa facção sem lei.
O ataque israeli pode destruir as chozas de Hamas. Mas que se passa com a Yihad Islâmica, o FPLP e os Comitês de Resistência Popular que não contam com edifícios contra os que tomar repressália? Existem facções militantes, como os Dugmushes, que se infiltram em vizindários residenciais; é de supôr que um exército observante dos direitos humanos será menos poderoso contra eles.
Existem várias formas, porém, de derrotar amplamente às guerrilhas atricheiradas. A mais comum e solvente, historicamente, é despovoar a zona; o Governo israeli não tem colhões para fazer isso.
Em segundo lugar, está a opção policial: ocupar o lugar e começar a caçaria dos terroristas. Sharon fixera-o exitosamente quando era governador militar de Gaza. A operação policial supõe inerentemente um longo praço, requere controlo absoluto do território e dúzias de milheiros de agentes. Em ressumo, significaria reverter o processo de desconexão, ré-ocupar Gaza, e pôr em perigo diariamente aos soldados judeus no combate urbano. O Governo israeli também não tem colhões para isso. Os esquerdistas acreditam que tudo tem uma solução pacífica e resistem-se a admitir que determinadas situações podem tardar séculos em apaciguar-se.
Também está a opção SLA (South Lebanon Army) –ou “colaboracionista”. Israel incitou ao Exército do Sul do Líbano a fazer o “trabalho sujo” contra os palestinianos. Mas em Gaza carecemos de aliados naturais; todos estám na nossa contra. Se os judeus se apoiam em Fatah, os votantes palestinianos darão-lhes a espalda; uma vitória a curto prazo que seria como cavar a sua própria tumba para Fatah. Inclusso se Fatah combate e –muito hipoteticamente- venze a Hamas, isso não afectaria à FPLP e aos PRC, que são a facção secular dos combatentes nacionalistas da OLP.
Maquiavelo apontava uma opção teórica de ganhar a o inimigo para a tua causa utilizando a bondade; mas não imagino que tipo de bondade dos judeus seria capaz de aplacar a Hamas…
Se Hezbolá apoiará a Hamas com ataques simultâneos, é questão de meras conjeturas. Provavelmente não, dado que Síria não se quere enfrontar em excesso a Israel, e o governo libanês –actualmente alinhado com Hezbolá- teme uma repressália massiva. Isso sim, os grupos terroristas palestinianos afincados no Líbano poderiam lançar esporadicamente foguetes sobre Israel.
A operação israeli em Gaza conferiá legitimiade internacional a Hamas, da mesma forma em que a 2ª Guerra do Líbano lha otorgou a Hezbolá. De ser um grupo terrorista, Hamas passará a ser considerado um combatente, e portanto um exército legal defendendo os seus direitos. Hoje foi a primeira ocasião em que a oficina do Primeiro Ministro reconheceu de modo oficial que existira um alto o fogo com Hamas. Com anterioridade, Israel negara qualquer acordo formal com Hamas, e referia-se a ele como um “entendimento”.
Em termos militares, a operação está muito longe ainda de ser exitosa. Uns escassos centenares de baixas palestinianas já têm desatado o pranto internacional, a pesar de que as baixas colaterais estám sendo destacadamente poucas. A destrucção de todos os complexos de seguridade em Gaza dificilmente supõe diminuir os arsenais de Hamas –já que este grupo muçulmão seria gilipolhas se armazenasse o seu armamento nos objectivos mais óbvios de ataque israeli. A demolição de todas as instalações policiais de Gaza incrementará o caos e vai em contra do ano longo de intentos de Hamas por instituir algum tipo de orde nesse território sem lei nem governo.
Tras o primeiro shock, as guerrilhas palestinianas reagruparão-se e prepararão-se para a invasão das IDF. No melhor dos casos, o exército não repetirá os seus maiúsculos erros de 2006, como enviar tanques ao combate urbano sem cobertura de helicópteros, e limpará as estradas antes de mandar tanques. Mas Hamas tem acumulado significativos arsenais de foguetes ánti-aéreos utilizáveis contra os helicópteros israelis. As IDF não têm equipado a maioria dos tanques com defesa activa, e são muito vulneráveis aos baratos RPGs*
Mentres a Força Aérea se preocupará de manter-se fóra de alcanço em Gaza, o Governo de Olmert verá-se obrigado a declarar uma vitória provissional e aceitar um alto o fogo –ou bem invadir Gaza. A segunda opção não é muito “eleitoral” para Kadima, devido às perdas humanas que suporia e à ausência dum horizonte claro de vitória a curto prazo. Portanto, uma invasão a grande escala de Gaza é improvável: Israel seguirá aferrada à desacreditada táctica do tira e afrouxa.
OBADIAH SHOHER
30 Kislev 5769 / 27 Dezembro 2008
* RPGs: [Rocket Propelled Grenades], Granadas de Propulsão por Lançafoguetes. Ao respeito sinalamos que a companhia israeli Rafael Armament Development Authority Ltd., tem desenvolvido um prototipo denominado Trophy; é um novo sistema para proteger os tanques dos RPGs, consistente na criação dum “campo de força” que destrui o missil antes de que chegue ao veículo.
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O MUNDO INTEIRO CONDEIA A AUTODEFESA JUDEA
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Quando os judeus na Rússia zarista se organizaram em grupos de autodefesa, a polícia ocultava as suas armas antes os pogromos.
Todos os países com peso próprio vêm de condeiar o ataque de Israel sobre Gaza. Sarkozy, um amigo dos judeus, denominou a resposta israeli como “desproporcionada”. Equivoca-se. As Forças Aéreas dispararam muitíssimos menos projectis em Gaza que os que os palestinianos levam lançados sobre Israel nos últimos meses; só que os judeus somos mais precisos em termos de identificar objectivos.
O chefe da ONU sentiu-se supetamente “profundamente alarmado” pela situação de Gaza. Os milheiros de projectis que vêm caíndo sobre o Negev israeli não causaram alarma semelhante.
Dacordo com Tony Blair, o ánti-semita, “a perda de vidas em Gaza exige um apaciguamento imediato”. A perda de vidas –e as extremidades desquartizadas- em Sderot não requerem tamamnhe tipo de “apaciguamento”, por suposto.
O nosso maior amigo, Bush, também exigiu às IDF que cesassem e desistissem na sua acção, embora teve o detalhe de botar a culpa a Hamas. Por que não exigimos nós que os EEUU cesem as suas acções em Irak? Melhor ainda, podemos exigir que a administração dos EEUU cese de proteger a fronteira sul e retire todos os seus rangers de maneira imediata. Não? Daquela que não nos toquem os colhões!
Rússia e a União Europeia… Bah, já sabedes o que têm dito.
Egipto pediu ao embaixador israeli que condee o ataque contra Gaza. Não tem graça que Egipto, que emprendeu quatro guerras contra nós e, por suposto, massacrou centos de árabes em Gaza com bombardeos indiscriminados, tenha abraçado de súpeto o pacifismo?
Na amigável Jordânia, uma manifestação massiva em Amman reclamou apoio para Hamas, um grupo terrorista em guerra com Israel.
Ao longo e ancho de toda Israel, os nossos leais cidadãos árabes estám montando algaradas em apoio a Gaza.
OBADIAH SHOHER
30 Kislev 5769 / 27 Dezembro 2008
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LIVRO I DOS MACABEUS 2:19
Matatias respondeu-lhes: Ainda mesmo que todas as nações que se
acham no reino do rei [Antíoco] o escutassem, de modo que todos renegassem a fé de seus pais e aquiescessem às suas ordens,
eu, meus filhos e meus irmãos, perseveraremos na Aliança concluída
por nossos antepassados.
Que Deus nos preserve de abandonar a lei e os mandamentos!
Não obedeceremos a essas ordens do rei e não nos desviaremos de
nossa religião, nem para a direita, nem para a esquerda.
Mal acabara de falar, eis que um judeu se adiantou para sacrificar no
altar de Modin, à vista de todos, conforme as ordens do rei.
Viu-o Matatias e, no ardor de seu zelo, sentiu estremecerem-se suas
entranhas. Num ímpeto de justa cólera arrojou-se e matou o homem no altar.
Matou ao mesmo tempo o oficial incumbido da ordem de sacrificar e
demoliu o altar.
Com semelhante gesto mostrou ele seu amor pela lei, como agiu
Pinchas a respeito de Zamri, filho de Salum.

Os foguetes alcançaram Ashkelon, Netivot. Uma família com pequenas crianças lograram sair da habitação segundos antes de que fosse destruída por um projectil árabe. Dúzias de civis, muitos de eles meninos, vítimas do shock.
Nenhuma condeia dos ataques muçulmãos contra os civis israelis chegou da ONU, a União Europeia ou as organizações de direitos humanos. Nem sequer de Bush.
A resposta de Israel, como sempre, ridícula. Os políticos compitem entre eles prometendo severas respostas. O portavoz de Hamas fartava-se a rir, só um dia antes, referindo-se a esse tipo de resposta. Os judeus, afirmava acertadamente, reagem como os adolescentes que ameaçam com pegar-te, mas nunca o levam a cabo.
Barak, pomposamente, autorizou às IDF a realizar operações em Gaza. Esse tipo de autorização é retórica: as IDF levam a cabo de forma regular operações em Gaza como “resposta” aos ataques com foguetes. A “autorização” de Barak está vazia.
A Força Aérea Israeli prometeu –fixade-vos na contraditória expressão- “represálias massivas contra os objectivos de Hamas e a Yihad Islâmica”. Esse tipo de objectivos –carros, operativos, e vivendas- são como agulhas num palheiro. A IAF não pode “bombardear massivamente” Gaza City para destruir uma oficina de Hamas. Na realidade, a IAF continuará com a sua custosíssima táctica de ataques isolados contra objectivos sem valor algum.
Tras a reunião do gabinete de seguridade, o Governo afirmou num comunicado: “Respostaremos aos ataques com medidas para proteger ao nosso povo”. Não ataques com ataques, repressálias ou qualquer outra coisa; o Governo ajudará aos judeus ensinando-lhes a esconder melhor as suas cabeças na areia.
De forma obscena, os judeus que capitulam ante uma panda de palestinianos edomitas, celebram estes dias a festividade macabea de Hanuká.
OBADIAH SHOHER
27 Kislev 5769 / 24 Dezembro 2008
Etiquetas: Breves de Obadiah

Estamos em Hanuká, a festa das luminárias, quando os judeus de todo o mundo se juntam cada noite e celebram as miragres realizadas pelos nossos ancestros há dois milênios durante a grande Revolta Hasmonea contra o tirano seleucida Antíoco.
Todos conhecemos a grandes rasgos a história, de cómo uma banda de judeus lutadores pela liberdade conhecidos como “Macabeus” restituiram a nossa soberania nacional e religiosa. Guiado pela mão da divina providência, Matatias, o sumo sacerdote, e os seus aguerridos filhos derrotaram aos invasores sírios e gregos, purificaram o Templo de Jerusalem e estabeleceram uma dinastia que durou 103 anos.
Mas isso não foi tudo o que os Macabeus conseguiram. Há outro logro, menos conhecido, que a maioria de nós provavelmente esquecemos, mas que não é menor, sobretudo à luz dos ataques de Hamas sobre o Negev. Acreditemo-lo ou não, os Macabeus libertaram Gaza, submeteram à sua hostil população e povoaram a área com judeus, reincorporando-a ao antigo Estado de Israel.
Atendamos a esta lição de história que necessitamos aprender urgentemente.
No 145 a.e.c., uns vinte anos depois dos sucessos que comemoramos em Hanuká, o rei hasmoneu, Jonatan, irmão de Judas Macabeu, atacou esse área e pacificou-na, obrigando aos residentes de Gaza a suplicar a paz. O relato está no Livro Primeiro dos Macabeus (11:62).
“Naqueles dias, Simão dirigiu-se contra Gaza e submeteu-na a asédio”, o Livro dos Macabeus (13:43) contano-lo acrescentando, “construiu uma máquina de guerra e lançou-na contra a cidade, destruíndo uma fortaleza e tomando-a ao assalto”.
Os soldados de Simão “que se ocultavam dentro da máquina” entraram na cidade de Gaza, que decontado viu como a sua população implorava a paz, pedindo-lhe que “negociasse com eles não dacordo com a sua debilidade, senão dacordo com a sua piedade”.
Simão aceitou, mas não antes de tomar uma série de medidas para assegurar-se de que Gaza nunca mais supugesse uma ameaça para os seus vizinhos. Entre elas, “destacou nela os homens suficientes como para fazer que se observasse a lei, e que fosse mais forte do que fora antes”, essencialmente impondo seguridade naquela franja de terreno sem lei.
Simão enviou, também, judeus a colonizar a área, e ele próprio edificou um fogar em Gaza, para sublinhar o facto de que o povo judeu tinha intenção de permanecer ali.
Agora, mais que nunca, este parte da nossa história deveria estar presente em todos e cada um de nós, na medida em que a alegria da Hanuká este ano está sendo emborronada pelo facto de dúzias de milheiros dos nossos compatriotas israelis vivendo à sombra dos foguetes disparados por Hamas desde Gaza.
Desde a passada fim de semana, os terroristas palestinianos têm lançado mais de 40 Qassams e morteiros desde Gaza, elevando o número de projectis lançados desde começo de ano a uma cifra superior aos 2.900. Isso dá um promédio de 8 projectis por dia, cada dia, desde o 1 de Janeiro.
Isto é simplesmente intolerável.
E a ameaça que supõe para Israel não faz mais que crescer.
O passado Domingo, o director da Shin Bet [Agência de Seguridade Israeli] Yuval Diskin dixo durante a reunião semanal do Gabinete que Hamas tem incrementado a capazidade de alcanço do seu arsenal, que já pode chegar até Kiryat Gat, Ashdod e inclusso os arrabaldos de Beersheva. Duvida alguém que continuarão extendendo a sua capazidade? Devemos agardar pacentemente, com os braços cruzados, até que Tel Aviv caia dentro da sua linha de fogo?
Cada dia que se passa sem reagir só aumenta o perigo, permitindo que Hamas aperfeizoe e prove o seu armazém de armas letais.
Uma acção militar concertada e prolongada deve ser emprendida já. Tem chegado a hora de seguir as pegadas dos nossos ancestros Macabeus e subjugar Gaza duma vez por todas.
Deveriamos retomar um controlo militar completo sobre a área, derrocar o regime de Hamas e julgar aos seus lñideres por crimes de guerra.
E mentres tanto, corrijamos o catastrófico erro da expulsão dos judeus de Gaza e reconstruamos as ruínas de Gush Katif. Se foi acertado para Simão o Macabeu construir casas e assentar judeus ali, não há razão para que nós não fagamos o mesmo.
Essas medidas há tempo que se deveriam ter tomado e são consideradas, de forma já geral, inevitáveis. Quanto mais agardemos, mais dificil será, assim que deveríamos agir agora. Com um Presidente saínte em Washington, e com grandes dúvidas sobre como se relacionará com Israel a entrante Administração de Obama, temos uma oportunidade no próximo mes de emprender um golpe de efecto contra o terror de Hamas. Se deixamos passar esta oportunidade será um trágico e fatídico erro.
Seguramente estaredes pensando que a comunidade internacional não o verá de bom grau, a pesar de estar muito ocupada com a crise financieira global.
O seu enfado, porém é algo com o que podemos conviver. Mas com o terrorismo não.
Reunamos a coragem e fortaleza necessárias para defender-nos e derrotar os nossos inimigos.
Quizá, assim, nos fagamos merecedores de contemplar a nossa própria miragre de Hanuká.
MICHAEL FREUND
Etiquetas: Michael Freund
Baruch Marzel vem de enviar uma carta ao Instituto Israeli de Tecnologia –Technion-, solicitando uma entrevista para optar ao posto de Catedrático de Matemáticas.
No documento diz, entre outras coisas:
"É certo que não possuo nenhuma experiência nem ideia sobre matemáticas. Nem sequer foi uma matéria na que destacasse durante os meus estudos escolares. Sem embargo, o professor da sua Universidade, Daniel Hershkowitz, acaba de erigir-se em cabeça de um partido político -o Bayit Yehudi (Fogar Judeu)- que haverá de se enfrontar com temas muito sérios e problemáticos, como a luta pela territorialidade de Israel, o combate contra o inimigo, sérias batalhas políticas, etc., e também não tem a mais mínima experiência nem ideia dessas questões. Segundo o qual, não deveria haver razão alguma pela que eu não pudesse exercer como catedrático de matemáticas”.
E continua, “inclusso se fracasso ensinando matemáticas, sem dúvida terei sido muito menos perjudicial e terá menos influência, que os pressumíveis erros que o professor Hershkowitz cometerá no terreno público. Estarei encantado de apresentar as minhas credenciais para serem inspeccionadas por um tribunal de rabinos, fontaneiros e carpinteiros”.
Numa entrevista com a Rádio Voz de Israel, o novo líder do partido Fogar Judeu (nova marca do Mafdal-Partido Nacional Religioso), o professor de matemáticas no Technion, Daniel Hershkowitz, foi evasivo quando se lhe perguntou de forma directa se rechaçaria concessões territoriais e expulsões de judeus das comunidades de Samaria e Judea.
Fogar Judeu, a nova versão do Mafdal, é uma imitação em miniatura do Likud, e assim o está entendendo o eleitorado nas enquisas, a ponto de reduzi-los a ser uma formação extraparlamentar. O eleitorado potencial de centro direita semelha estar mandando-lhes a seguinte mensagem: se somos partidários de uma aliança entre religiosos e ánti-religiosos, se estamos à vez a favor e em contra das concessões territoriais de Israel, se a nossa maior (e única) preocupação é conseguir um grande número de votos o dia das eleições, para qué diablos haveriamos votar Fogar Judeu? Votemos directamente Likud –máxime agora que têm arrinconado ao “extremista” Feiglin- já que segundo todo o mundo vai ganhar folgadamente os vindeiros comícios.
O que quigessem os oportunistas de Fogar Judeu, talvez, seria voltar ao dias de glória do Mafdal antes da Guerra dos Seis Dias, quando não baixavam das 12 bancadas e formavam parte de todos os Governos. Postular-se ao melhor postor –sejam os likudniks ou a esquerda. Têm ampla experiência em isso. Mas semelha que não correm bons tempos para este novo Mafdal. A sua presença na próxima Knesset pendura de um fio.
Veredes: se ERETZ ISRAEL SHELANU, Hatikva –o partido do doutor Eldad-, Uri Ariel, Benny Elon e outros patriotas judeus dam um passo valente e conformam nas próximas horas o agardado “dream team” que aglutine o apoio do campo nacional, dos contrários à desmembração de Eretz Israel, dos opostos a continuar com as concessões a câmbio de nada, o professor Hershkowitz voltará, mediado o mes de Fevereiro, a impartir trigonometria nas aulas do Technion.
SOPHIA L. FREIRE
26 Kislev 5769 / 23 Dezembro 2008
Etiquetas: Rua da Sinagoga

De todas as festividades judeas, a que opino que capta melhor a contemporânea zeitgeist [espírito do tempo] dos judeus, a mais relevante no actual (e, quem sabe se não último) capítulo da história judea, é a Hanuká.
Hanuká é, por suposto, o relato da libertação nacional judea. É a narração da vitória militar dos poucos sobre os muitos, dos campeões do judaísmo contra os bárbaros paganos.
Mas é muito mais que isso. É a saga da heróica luta dos resistentes (os que actualmente chamaríamos “sionistas”) contra os assimilacionistas e os helenistas que exerciam o auto-ódio no século II a.e.c.
Hanuká é menos um relato da batalha contra os gregos que sobre a batalha contra o paradigma do assimilacionismo predominante naquele tempo entre os judeus. Trata da batalha contra os ánti-resistentes, aqueles que se odiavam a sim próprios por serem judeus, aqueles que só queriam ser “progres”, “modernos” e “in”, a base de rechaçar, degradar-se e humilhar-se como povo. Os helenistas que combateram contra os Hasmoneus lutavam contra a supervivência do judaísmo. Soa-vos familiar?
Nos EEUU, a principal corrente do assimilacionismo helenista tem sido a escola do “judaísmo entendido como progressismo político”, essa pseudo-religião que sustenta que todo o judaísmo pode reduzir-se a estar ao dia na moda política progre. Mas a avangarda do auto-ódio judeu actual é, sem dúvida, a esquerda israeli.
A esquerda israeli é a principal manifestação do ánti-semitismo judeu.
Não só promove “planos” e políticas encaminhadas a rematar com a existência de Israel, propugnando de maneira progressiva a solução do Estado-único –binacional, como em Rwanda- ao “problema” da existência nacional de Israel, senão também atacando concienzudamente cada um dos símbolos e conceitos do judaísmo tradicional.
Pensades que exagero? Bem, considerade a Editorial de uns anos atrás no diário ánti-sionista israeli “Ha’aretz”, elaborada por um tal Yehiam Shorek, um “historiador” que dá aulas no Beit Berl College em Israel. Beit Berl é um centro dependente do movimento dos kibbutz.
O “historiador” Shorek adicou a sua coluna no “Ha’aretz” a tratar de provar que os Macabeus eram fascistas e razistas hooligans, zelotes sedentos de sangue, e Likudniks de extrema direita. A sua editorial intitulara-se “Zelotes sanguinários”. A sua tese era que os judeus deviam deixar de celebrar Hanuká e a revolta dos Macabeus, devendo sentir simpatia pelos maltratados gregos e helenistas. Aclaremos que o artigo não era uma brincadeira.
Os diabólicos Macabeus conspiravam para levar a cabo um “transfer” de populações, escrevia Shorek, o mais diabólico dos crimes segundo os fundamentalistas de esquerda israelis. Levar a cabo um transfer é muito pior, dizia, que massacrar 2.000 judeus tras assinar com eles uma série de acordos de paz, ou que devolver Gaza e o West Bank a uns selvagens fascistas para que perpetrem esse tipo de massacres. Shorek é membro dessa mesma esquerda fundamentalista que não descansará até que todos os judeus tenham sido expulsados do West Bank e Gaza -num evidente acto de limpeça étnica- e até que desapareça o último membro das IDF que poida interferir nas actividades terroristas dos “palestinianos”.
Matatias, o pai de Judas Macabeu e os seus irmãos, era um lunático, escreveu Shorek. Era um belicista que precipitou ao seu país numa inecessária guerra, uma guerra sem a legitimidade da “autodefesa” (pouco importa que o judaísmo não diga por ningures que os judeus devam evitar conquistar a sua terra agás se se trata de uma “guerra de autodefesa”). Os Macabeus eram os agressores, insistia Shorek. E suprimiram a liberdade de expressão dos que apoiavam aos gregos. Que ánti-democráticos!
Judas Macabeu foi culpável de provocar que muitas famílias perdessem aos seus bem amados conduzindo ao povo à guerra, seguia Shorek, em vez de alcançar uma espécie de Acordo de Paz de Oslo e a capitulação com os helenistas, a proposta que a “esquerda divina” propugna hoje para Israel. Tudo o que Judas Macabeu procurava, na realidade, era OCUPAR, OCUPAR, OCUPAR, insiste Shorek. Não muito distinto do que os colonos do West Bank actual! E não só isso, senão que Judas e os seus hooligans eram “judeus ortodoxos”, que como todo bom esquerdista sabe, os converte em primitivos e bárbaros; quer dizer, tudo o contrário que os iluminados historiadores marxistas que vivem em preciosos kibbutzs ou que ensinam no Beit Berl College.
Desgraçadamemnte, Shorek não é um fenômeno isolado. Os esquerdistas ánti-judeus israelis têm estado protagonizando yihads semelhantes contra qualquer símbolo de valor judeu. Massada foi obra dum grupo de fanáticos intolerantes, segundo eles. A Bíblia é um documento retrógrado cheio de invenções. As escolas deveriam deixar de ensinar esse tipo de coisas, exigem, e ensinar coisas verdadeiramente importantes e úteis, como a producção dos “poetas” palestinianos. A arqueologia demonstra que a Bíblia não é senão um cúmulo de mentiras e fantasia, insistem.
Em Israel, os políticos –especialmente a sua elite educativo/cultural e os charlatães que os arrodeam- estám claramente controlados por aqueles aos que move o desejo de que o país cometa um suicídio nacional. Despreçam-se a sim próprios, ao seu país e ao seu povo, da mesma maneira em que os judeus helenizados faziam na época dos Macabeus. Muitos apoiam os boicotes a Israel pelos ánti-semitas do estrangeiro. Como os judeus helenistas, estám convencidos de que os judeus tradicionais são reaccionários e primitivos, e que a maior prioridade nacional deveria ser renunciar às peculiaridades judeas e assimilar-nos com os progres cosmopolitas “gregos” do mundo. Avergonham-se da ser judeus e estám convencidos de que a única via para lograr a paz é renunciar a essa judeidade. Insistem em que uma narrativa “seleucida” reempraçará à nacional-reaccionária dos judeus.
As Universidades de Israel são os Territórios Ocupados destes Helenistas de novo cunho. Dos mass média israelis, praticamente, poderia-se dizer outro tanto.
Os helenistas controlam grande parte das IDF e, embora soe incrível, dos serviços de inteligência (é incomprensível que o país tivesse caído na debacle de Oslo se estes serviços de inteligência não estivessem operando como cães faldeiros da esquerda israeli).
Os helenistas têm intentado reescrever o curriculum escolar israeli, ensinar aos rapazes judeus israelis a despreçar-se a sim próprios. A sua mensagem é que os judeus devem sentir vergonha, porque são egoístas, diabólicos e imorais. Provavelmente não existiria ánti-semitismo no planeta de não ser porque os judeus são um povo tão razista e insensível.
O seu propósito é convencer aos judeus de que o único modo de ser aceitados no mundo é adaptar-se ao paganismo, deixar de querer existir como uma entidade nacional afastada, cometer um suicídio nacional. Ainda mais, a sua actividade enfoca-se a desafiar a existência moral dos judeus. Dam-se conta que esse é o resquício mais débil da fortaleza judea; se os judeus podem ser convencidos de que estám errados moralmente, daquela os Macabeus nunca surgirão de novo. O objectivo dos helenistas israelis é deslegitimar aos judeus como nação, desacreditando a posição moral da resistência judea.
A mensagem dos helenistas contemporâneos não é ambígua: Aqueles que pretendam purificar o Templo, que procurem óleo limpo para a lâmpara do Templo, que intentem expulsar aos bárbaros de Jerusalém, são os inimigos da Paz. Os Macabeus devem ser arrestados por incitação. Os judeus devem reforçar o arsenal de Antíoco com concessões e armas e dinheiro e uma Folha de Ruta. Baixo nenhuma circunstância os judeus devem intentar defender-se militarmente contra os Seleucidas, porque não há solução militar para o problema da agressão seleucida. Se os bárbaros assassinam judeus, é porque os judeus são diabólicos, gente egoísta e porque se têm empenhado em não abandoar o seu primitivo afám de resistência.
Se a esquerda ánti-judea israeli leva a água ao seu rego, a Era Post-Hasmonea, post-resistente, estará à volta da esquina.
STEVEN PLAUT
18 Kislev 5769 / 15 Dezembro 2008
Etiquetas: Steven Plaut
O GENIAL ARIEL ZILBER UNE-SE A ERETZ YISRAEL SHELANU
0 comentarios Publicado por SIMON BAR KOCHBA en 10:00 a.m.
ERETZ YISRAEL SHELANU vem de acrescentar à sua lista para a próxima Knesset ao veterano cantautor Ariel Zilber, que confirmou a semana passada a sua incorporação a EYS afirmando que “a gente de Israel está farta de rendir-se ante os seus inimigos, quero contribuir a recuperar o respeito para Israel em todos os terrenos”.
Zilber, tivera uma activa oposição à evacuação de Gush Katif em 2005, sendo também um firme partidário da posta em liberdade de Yigal Amir.
Na sua comparecência para confirmar a nova dixo: “Israel está em perigo e o povo de Israel está em baixa forma. Não existiam autênticas opções nacionais, assim que decidim unir-me ao Rabbi Wolpo e a Baruch Marzel”. Na entrevista com YNET afirmou assimesmo que “Quero recuperar o respeito para Israel em todos os terrenos, desde o da seguridade até a educação e a cultura”.
Ariel Zilber manifestou que “não existe uma autêntica democracia em Israel. Um pequeño grupo tem-se enquistado nos campos da seguridade, os mass média e os tribunais, impondo as suas opiniões à maioria”.
Respeito ao seu ideário político dixo que “as concessões aos árabes e a rendição em Gush Katif, o norte de Samaria e o Líbano, só nos tem rportado mais Qassams e lançamentos de morteiro. Desgraçadamente ERETZ YISRAEL SHELANU é a única formação nestas eleições que combate abertamente contra a rendição y que ergue com orgulho a bandeira de Israel”.
A seguir penduramos o popular vídeo-clip de Ariel Zilber “Yesh Din V’Yesh Dayan” (Há um Juízo e há um Juíz), baseado nas expulsões de Gush Katif e Amona e que dou nome à campanha homônima.
Etiquetas: União Nacional

O conceito de “territórios por paz” está notavelmente distorsionado. A qué paz remite? Originariamente, a ideia era renunciar a áreas libertadas/ocupadas a câmbio de uma convivência razoável com os árabes. Moshe Dayan dixo tras a guerra de 1967, “Estou agardando uma chamada telefónica de [o príncipe jordano] Hussein”. Nenhuma chamada se produxo porém –suficiente indício de que aos árabes a terra que se lhes “arrebatara” lhes importava bem pouco. O primeiro objectivo do acordo de paz era rematar a beligerância com Egipto. Israel tem logrado uma trégua temporal mediante os Acordos de Camp David, ainda que o processo de paz actual tem pouco de pacífico. Ostensivelmente, Israel deveria estar interessada na não-hostilidade com Síria; isso, paradoxalmente, vinha estando sob controlo graças ao poder disuassório nuclear de Israel. Doutra banda, Síria não destruirá os seus arsenais de missis em aras de um tratado de paz com Israel, nem deixará de brindar apoio a Hizbulá, que é o principal braço de exército sírio no Líbano.
O plano de paz saudi é risoriamente arrogante: os saudis não estám em guerra com Israel –do contrário já teriam retrocedido à Idade de Pedra e os camelhos. Assim e tudo, o plano propunha a paz com todos os Estados árabes –e provavelmente muçulmãos- tras estabelecer um Estado palestiniano e devolver os Altos do Golan. A partir daí, os saudis e outros (incluíndo a Condi Rice) desdixeram-se afirmando que a constituição dum Estado palestiniano “não teria porque supôr imediatamente” uma normalização com os árabes. “Não teria porque supôr imediatamente” é um eufemismo em vez de dizer “Nunca”.
Meir Kahane dava-lhe a volta à oferta : cumpre manter os territórios e oferecer-lhes a câmbio paz. E por que não? Por que Israel não pode “pacificar” aos árabes palestinianos mais que entregando-lhes territórios? Queremos que nos deixem de rociar com os seus Qassam; por que não haveriam de querer eles que parássemos nós de os bombardear? Em vez de dar-lhes terras, podemos oferecer-lhes uns termos de paz muito mais ventajosos: assinade aquí e deixaremos de bombardear-vos. Esta é a maneira em que procedem todas as nações normais.
O que temos actualmente não é “territórios por paz”. Não só podemos lograr a paz sem entregar territórios, senão que entregar territórios é extremadamente errôneo para pacificar a região.
Os israelis, que criticam altaneiramente que as vítimas do Holocausto acudissem como anhos ao matadeiro, fazeriam bem em olhar-se no espelho, e ver como estám entregando a sua profundidade defensiva e resignando-se ante um Iran nuclearizado.
OBADIAH SHOHER
24 Kislev 5769 / 21 Dezembro 2008
Etiquetas: Samson option

Os jóvenes fechados em Beit HaShalom, Hebron, têm latado a classe durante as duas últimas semanas, mas a lição que têm aprendido do Governo de Israel sobre valores cívicos foi muito maior da que teriam recebido nas aulas. A conclussão da lição é que num sítio onde o Governo só utiliza a democracia para benefício próprio, a única via de protesta que fica é o emprego da violência.
Esta juventude foi testigo das mentiras de Ariel Sharon aos seus votantes e como foi premiado com uma selvagem tromba de aplausos desde os mass media por fazê-lo.
Esta juventude viu como a maioria dos membros do Likud votaram em contra da desconexão e foram incapazes de conceitualizar o porqué os mass media animavam entusiastamente ao Primeiro Ministro a ignorar os resultados das urnas, quer dizer, da lei básica da democracia.
Esta juventude observa desesperada como os seus dirigentes apelam uma e outra vez contra a Corte Suprema, sendo sempre desatendidos, mentres a extrema esquerda aproxima-se ao 100% de éxito nas suas apelações.
Observam as revoltas dos drusos em Pkiin, despregando um saqueo incendiário e o assalto contra a polícia, e vem como recebem os parabéns dos mass media.
Vem como quando os árabes de Acco prendem fogo a uma yeshiva, os mass media usam um tom de apoio apologético, mentres propalam que o autêntico inimigo são os direitistas.
Também não comprendem como quando os árabes profanam o cimitério judeu de Hebron, os mass media não o consideram digno de menção, mas quando um gamberro judeu faz o mesmo o sucesso abre todos os boletins de notícias e é qualificado como neo-názi.
Estes jóvenes não entendem como os jornalistas do Estado de Tel Aviv despregam uma Guerra Santa contra a destrucção do mitológico hall de basketball do Ha’Poel de Tel Aviv, com a violenta retaíla de termos utilizados para lutar contra o intento de derrubar o kiosko onde Bialik tomava o seu primeiro cafê do dia, mentres a eles os qualificam de dementes por querer viver na cidade dos Patriarcas.
Quando o Ha'Poel Tel Aviv e os dois açucarilhos de Bialik são mais importantes que Abraham Aveinu, daquela esta juventude pregunta-se quem é aquí o anormal –nós ou vós, os do Estado de Tel Aviv?. Quando vem nas enquisas que a metade dos cidadãos são do seu mesmo parescer, mas que nem sequer têm uma misserável parcela de representação nos mass media, percibem que algo aquí cheira podre. E não querem participar nesse jogo.
Esta juventude observa e metaboliza, desgraçadamente, que a única linguagem que entendemos aqui é a da violência. Quando os palestinianos assassinaram judeus conseguiram Gush Katif. Quando os árabe-israelis montaram a revolta de Outubro de 2000 receberam o abraço da Comissão Ohr. Os residentes de Kfar Kassam sabem que estám exentos de pagar impostos por televisão porque nenhum oficial de polícia se atreve a requisar os seus aparelhos (se quer seguir levando uma vida normal). Os beduínos construem onde lhes peta sabedores de que para expulsá-los ou apenas tirar-lhes uma só parede, Israel teria que mobilizar uma divisão de reservistas ao completo para fazer o trabalho.
Num país onde o sistema judicial está politizado, os mass media não dam cancha à pluralidade de opiniões, onde a metade da nação não tem sítio no discurso dos meios de comunicação, não pode resultar surprendente que o único meio de expressão para um rapaz seja lançar pedras.
KALMAN LIBSKIND
[Publicado no jornal “Maariv”]
A BIOGRAFIA DEFINITIVA DO RABBI MEIR KAHANE
0 comentarios Publicado por SIMON BAR KOCHBA en 1:23 a.m.
Editado pelo Instituto para a Publicação dos Escritos do Rabbi Meir Kahane, e a um preço de 37 $, vem de sair à luz
RABBI MEIR KAHANE: A sua vida e pensamento (Volume Primeiro: 1932-1975)
Sobre a autora:
Libby Kahane esteve casada com o Rabbi Meir Kahane desde 1956 até o seu assassinato em 1990. Ambos, junto com os seus quatro filhos, trasladaram-se a Israel em 1971, onde Libby trabalhou como bibliotecária na National Library de Jerusalém durante 27 anos. A sua experiência investigadora, combinada com o seu conhecimento de primeira mão dos sucessos, apresentam uma exaustiva análise da ideologia e a estratégia política do Rabbi Meir Kahane, desde as suas experiências juvenis que o marcaram.
Citas do Rabbi Meir Kahane tiradas do livro:
"When the chips are down, you know who’s going to fight for the Jew? Only the Jew. And it’s about time we understood this." (1971)
"If all anti-Semitism could be made, by magic, to disappear, the American Jew would still face a problem of survival. The disease of assimilation and alienation of Jewish youth from its heritage and people is often spoken about, but its full gravity and danger are not comprehended by most of us. We face the problem of young Jews by the hundreds whose lack of Jewish identity and pride and whose Jewish rootlessness combine to drive them into foreign fields and hostile ideologies....
At the same time, in Israel, the ironic growth of a similar Jewish identity crisis has arisen to plague the state with young Jews who identify with the state but not the Jewish people and whose alienation from Jewish heritage and tradition has now been joined by weakening of ties with their fellow Jews in exile." (1972)
"Jewish survival and redemption are proof eternal and ultimate that the world is not governed by logic, by sanity or by man. It is controlled and decreed by G-d." (1975)
"The Jew who makes his body bend to his will is a man who has no chains on his arms. The Jew who hears the cry of fellow Jews and casts off from himself the vanities and nonsense of money and sterile status ... and leaps into the waters of duty – this is a man who has come out of Egypt." (1975)
Este livro e outras obras do Rabbi Kahane e o pensamento kahanista podem-se conseguir nesta página



