Que farias se o teu grupo nacional já tivesse quase duas dúzias de Estados sobre seis milhões de milhas quadradas de território, quigesse ainda um Estado mais, mas o Estado de outro povo único, minúsculo, resucitado, se interpugesse no caminho?

Faz o favor de lêr a resposta nas amiúde citadas declarações do membro executivo da OLP, Zuheir Mohsen, ao jornal alemão “Trouw” em Março de 1977:
“O povo palestinião não existe. A criação de um Estado palestinião é só um meio para continuar a nossa luita a prol da unidade árabe contra o Estado de Israel. Na realidade, actualmente não existe diferência entre jordãos, palestiniãos, sírios e libaneses (…) Só por razões tácticas e políticas falamos da existência dum povo palestinião, dado que o interesse nacional árabe exige que postulemos a existência de um “povo palestinião” diferenciado que opôr ao sionismo”.

Antes de ter que tratar com, quando menos, uma parte das sensibilidades de Occidente, os árabes simplesmente passavam muito das tácticas de Zuheir Moshen.

As populações nativas eram singelamente conquistadas e arabizadas à força no nome da Nação Árabe e a propagação do Islám –imperialismo e colonialismo- pura e simples. Milhões de nativos egípcios coptos, nativos da África negra, kurdos, bereberes, judeus e outros sofrem ainda as consequências desta supeditação criminal.

Sem embargo, na era post-Holocausto, na carreira por conquistar corações e mentes, como podem exigir os árabes vinte e dois Estados e negar um só aos judeus?

A resposta, como sinalava Mohsen acima, procurade-a vós próprios.

A partir de agora sodes “palestiniãos”. Só depende da ignorância da maior parte do mundo que trunfe a vossa demanda: “Se os judeus têm um Estado, por que não os palestiniãos?”. E não esqueçades, os “palestiniãos” são os novos apátridas judeus de antanho.

Esquecede os factos. Como o facto de que à maioria dos árabes jamais lhes importou a terra dos judeus –Judea- até que as suas conquistas imperiais os levou fóra da Península Arábiga no século VII da EC [Era Comum], quando se expandiram em todas direcções.

Ou o facto de que o própio nome, “Palestina”, era o alcume que dou a Judea o Emperador Adrião tras a segunda revolta independentista dos judeus. Para botar sal nas suas feridas, ele renomeou a terra dos judeus com a denominação dos seus inimigos históricos, os Filistinos –um povo do mar não semítico (portanto, não árabe) da zona circundante a Creta. Tácito, Dio Cássio e outros historiadores romãos escreviam sobre Judea e os judeus, não sobre “Palestina” e os “Palestiniãos”. Olhemos umas linhas do Vol.II Livro V da obra de Tácito:

“Vespasiano sucedeu no mando (…) estava furioso porque os judeus eram a única nação que ainda não se rendera (…) Tito, proposto pelo seu pai para completar a rendição de Judea (…) mandou três legiões em Judea (…) Entre os seus aliados havia bandas de árabes que gardavam grande rencor aos judeus, a amarga animosidade habitual entre nações vizinhas”.

Ou o facto de que uma imensa quantidade de árabes fossem recém chegados ao Mandato de Palestina, tras a ruptura do Império Turco-Otomano, que controlara o território durante quatro séculos. Quando a UNRWA começo a asistir aos refugiados árabes (depois de que meia dúzia de Estados árabes invadiram a nascente Israel em 1948 e fracassaram), a própria palavra “refugiado” teve que ser redefinida havida conta do seu significado prévio de “pessoas que habitual e tradicionalmente residem”, por “aqueles que viviram no Mandato por um período mínimo de dois anos antes de 1948”. O próprio santo patrão de Hamas –que dá nome à sua brigada terrorista e os seus foguetes, Sheikh Izzadin al-Qasam- era de Latakia (Síria).

E assim sucessivamente.

Utilizando esta mesma táctica, os sérbios têm sido machucados de maneira similar.
Albânia é uma nação independente do suloeste da antiga Jugoeslávia. Sérbia livrou a sua maior batalha por Kosovo contra o expansionismo islamista (daquela dirigido pelo imperialismo turco) em 1389. Albânia converteu-se, quando menos nominalmente, ao Islám através da conquista turca. Ao longo dos séculos, os etnicamente albanos invadiram devagar os territórios tradicionalmente sérbios.

A finais do século XX, todo o mundo sabia que com a morte do Mariscal Tito, o Estado artificiosamente encolado de Jugoeslávia romperia em pedaços. Se ti es um albano em Sérbia, e já tens um Estado étnico albano (não podendo reclamar “inexistência de um Estado”), como podes ter a desvergonha de reclamar um território adicional a costa de outro povo (os sérbios)?

Seguide o conselho de Zuheir Mohsen. Renomeade-os passando a chamar-vos “kosovares” e preparade-vos a receber yihadistas do resto de todo o mundo árabe e muçulmão –assim como apoio da OTAN. Uma grande parte do conflito tras a dissolução de Jugoeslávia foi uma conspiração deliberada contra os sérbios. As atrozidades sucederam (como tem sucedido durante séculos), mas em ambos bandos, e com os ´serbios como vítimas frequentes –vítimas que o Departamento de Estado dos EEUU e os muçulmãos ignoraram. Os bombardeios americãos pugeram o ponto final.

Hitler desenvolveu uma partida similar com a grande população de alemães de étnia nos Sudetes checoslovacos. A 2ª Guerra Mundial veu acto seguido, na medida em que as suas miras estavam postas para além dos domínios checos e eslovacos.

Daqui podem tirar uma lição os judeus, os kurdos, os bereberes e outros. Em vez de exigir o direito ao seu próprio Estado, os judeus devem pedir mais Estados.

Por exemplo, os judeus têm uma longa história em Marrocos –séculos antes de que a invadiram os árabes. Arredor de 600.000 judeus marroquinos vivem actualmente em Israel, como parte do problema dos refugiados do Meio Leste do que nunca se fala. Isso supõe uma maior quantidade de judeus marroquinos que árabes têm a sua nação nos Estados de Kuwait, Abu-Dhabi, etc. Adicionalmente, muitos mais judeus marroquinos vivem nos EEUU, França e outros sítios na actualidade, incluíndo Marrocos.

Por que os árabes podem ter múltiples Estados e os judeus não?

Já nos remotos tempos dos romanos, os judeus que fugiram da guerra com Roma começaram a despraçar-se pelo norte de África forjando laços com os bereberes [Imazighen], especialmente nas montanhas do Atlas. Através das montanhas do Atlas, A Raínha Dahlia al Kahina (à que o célebre estudoso muçulmão Ibn Khaldun, chamava “a judea”) uniu a judeus e bereberes para combater contra o invasor árabe, que mais adiante subjugaria e massacraria a ambos povos.

Por que não há Estados para os habitantes da cordilheira do Atlas –pelo menos um Estado para os judeus e outro para os bereberes- no norte de África?

Por que “palestiniãos” e “kosovares”, mas não “atlasiãos”?

Mentres damos voltas a isto, 35 milhões de kurdos seguem sem Estado. Os kurdos são anteriores aos árabes tanto na “árabe” Síria como em Irak, ou na “turca” Turquía. Mas todos sabemos o que tem sucedido quando os kurdos têm intentado fazer valer os seus direitos ali. A sua maior esperança actualmente está no lugar no que se lhes prometera independência tras a 1ª Guerra Mundial –no norte de Mesopotâmia (parte do actual Irak). Se os kurdos jogassem a baça árabe, cambiando “árabe” por “palestinião”, a quantos Estados kurdos não teriam legítimo direito?

A pesar de que não agardo que nada do acima sinalado suceda, não estaria de mais perguntar aos académicos, colegas do Departamento de Estado e outros profissionais do hipócrita doble raseiro: Por que não?

A realidade, por suposto, é que todos esses povos ainda luitam por lograr ou manter direitos humanos ou políticos básicos no que os árabes denominam “estrictamente patrimônio árabe”. Que outros segam o jogo à sua mentalidade subjugante é uma autêntica farsa.


GERALD A. HONIGMAN

(26 Av 5768 / 27 Agosto 2008)

CRIMINAIS NO BANQUINHO


Os esforços do Ministro de Justiça Friedmann para reformar a Corte Suprema não são a habitual rifa burocrática, senão o câmbio político mais importante desde que o Likud chegou ao poder em 1977. Tendo perdido o seu monopólio de várias décadas no poder, os esquerdistas activaram uma canle de controlo sobre Israel: o sistema judicial e policial. Durante o mandato do partido MAPAI, só os esquerdistas pata negra foram admitidos nos escalafões meios e altos dos departamentos judiciais. A pesar de sucessivas derrotas nas eleições à Knesset, os esquerdistas têm seguido a governar o país mediante os postos judiciais e os mass média.

Imaginade a situação quando um Primeiro Ministro de direita quere renovar os altos rangos da polícia. Não pode situar à cabeça do sistema mais que oficiais procedentes do rango alto e meio, exclussivamente dotados pelos esquerdistas. Em qualquer momento que queira situar a uma pessoa com pontos de vista moderadamente de direita, a burocracia esquerdista bloquea a proposta. Se algum pequeno câmbio é introduzido, um ocassional Ministro do Interior de esquerdas o derrogará. Deste modo, o domínio da esquerda no aparelho policial perpetua-se.

Os tribunais são ainda mais difíceis de modificar. De forma incrível, a Corte Suprema Israeli escolhe os seus próprios membros. O sistema romano de controlos e contrapesos, que subjaz em todos os Estados civilizados hoje em dia, presupõe que cada poder exerce controlo sobre os demais. A Corte situa-se por riba do Governo e o Parlamento de maneira que pode anular as suas decisões e prescrever eficazmente novas decisões impondo a sua opinião sobre os casos. O Governo e o Legislativo sabem que a Corte anulará aqueles dos seus actos que não se ajustem a essa opinião, e abstenhem-se directamente de promulgá-los. A única forma para que as outras ponlas de Governo –essencialmente, o povo- poda controlar às Cortes é através dos nomeamentos. Daí que seja essencial, para qualquer democracia que se preze, que seja o legislativo quem nomee os juízes.

O ideal seria que a Corte puidesse ser desautorizada pelo legislativo em virtude da interpretação das leis e, especialmente, por sustentar imprecisos valores morais. A única razão para revocar um acto de governo deveria ser a sua explícita contradicção com outra lei. O institucionalizado costume de interpretar as leis mais que simplesmente supervisá-las abre a via ao abuso judicial. A diferência entre lêr e interpretar é ela própria matéria de discreção judicial, mas não debe sê-lo até o ponto que as Cortes disfrutam actualmente.

É razoável que os juízes podam ser submetidos a processo pela Knesset. Um comitê de investigação especial deveria poder –se não enviar a prisão- quando menos emprender uma acusação contra os juízes achados culpáveis de activismo político. A Corte Suprema supervisa o entramado de barreiras de separação sem limites ao seu albedrio, inclusso sobre o critério moral dos juízes. Da mesma forma que qualquer oficial do Estado que excede os seus limites de poder, esse tipo de conducta deveria conduzir aos juízes da Corte Suprema a rematar entre reixas.



OBADIAH SHOHER

(29 Av 5768 / 30 Agosto 2008)

Fotografia: Aharon Barak, Presidente da Corte Suprema

DEZ ANOS SEM O RABINO SHLOMO


Amanhã, Sabat, cumprirão-se dez anos. Dez anos atrás, uma quinta, a véspera do primeiro dia do último mes do calendário hebreu, Ma’arat HaMachpela, a tumba dos Patriarcas e Matriarcas foi aberta na sua totalidade para a oração dos judeus. Pela tarde o rabino Ovadia Yosef chegou a Hebron, a primeira vez que visitava a cidade e o lugar sagrado tras muitos anos. Arredor das 11:00 p.m., segundo concluia de falar aos centos de congregados os móveis começaram soar. Um terrorista infiltrara-se no vizindário judeu de Tel Rumeida. Imediatamente Ma’arat HaMachpela ficou vazia e os residentes de Hebron emprenderam caminho face Tel Rumeida. Os detalhes começavam a chegar: a vítima fora o Rabino Shlomo Ra’anan, de 63 anos e neto do primeiro Rabino Chefe de Israel, Rav Avraham Yitzhak HaCohen Kook. O terrorista acoitelara-o. Correndo de caminho desde a Ma’ara em direcção ao vizindário chamei a um amigo, vizinho dos Ra’anans e também paramédico. “Como se acha?” perguntei. David contestou-me, com uma voz apenas audível: “Não houvo nada que pudessemos fazer, não pudemos fazer nada para salvá-lo. Morreu”.

Os soldados ao pé da colina que precede Tal Rumeida intentavam evitar que subíramos, mas eu não estava disposto a atender as suas demandas. Correndo, cruzando a rua, escabulhim-me dos seus agarrões e subim até a cima. Segundo cheguei, a Rebbetzim Chaya Ra’anan, viúva do Rav Shlomo, era introduzida numa ambulância. Não estava claro se também ressultara ferida, mas sem dúvida se achava sob o shock.

No interior do vizindário cheirava a lume recém extinguido. O terrorista, procurando a massacre, arrojara um cóctel molotov no interior do fogar-caravana, agardando que o consumissem as lapas. Afortunadamente os vizinhos foram quem de o extinguir antes que se propagar a outras caravanas. A Rabbetzin Chaya intentara sacar ao seu marido, ferido já de morte, antes que as chamas arrasassem o comedor. Só minutos antes estivera envolvida numa luita feroz com o terrorista, com o seu fatalemente ferido marido no meio, saíndo empurrada por ambos os dois. O terrorista portava um coitelo e apunhalou à vítima repetidas vezes no coração, assassinando-o. Logo saltou por uma janela e correu atravesando a rua, apenas uns metros, refugiando-se na zona baixo controlo árabe de Hebron, entregada à Autoridade Palestiniã apenas um ano antes. Dacordo com os Acordos de Hebron, as forças de seguridade israelis têm proibido entrar nesse área nem para perseguir delinquentes. A resultas disso, o mesmo terrorista perpetrou um segundo ataque em Yom Kippur, umas seis semanas depois, ferindo uns vinte soldados. Também não detido dessa vez, semanas depois trasladou-se a Beer Sheva, com intenção de arrojar algumas granadas de mão no interior da estação de autobuses da cidade. Só então puido ser detido e conduzido a prisão.

O rabino morto jazia no chão junto à sua casa, coberto com uma manta. Um pouco depois foi metido numa casa, e o seu cadavre arrodeado de velas. Passei a noite na oficina olhando uma foto que lhe figera não muito tempo atrás. Â manhá seguinte o funeral começou em Tel Rumeida e rematou em Jerusalém, onde foi soterrado em Har HaZaytim –o Monte dos Olivos, próximo aos seus ilustres avó e tio, os Rabinos Avraham Yithzak HaCohen Kook, e Zvi Yehuda Kook.

A minha reacção foi quase instantânea: eu estava daquela negociando por um apartamento vazio em Hebron. Não houvo nada mais que negociar, nem mais perguntas: uma semana depois a minha família transladou-se de Kiryat Arba, onde vivíramos 17 anos, a Beit Hadassah. Eu estivera trabalhando aquí quatro anos, assim que era em certo modo uma clausura. Sentim que regressava a casa.

Por que? Muito simples: os terroristas utilizam o assassinato e outras formas de violência como um intento de obrigar-nos a marchar. A única reacção adequada é fazer o contrário; não marchar, senão nos aproximar mais. Isso foi exactamente o que figemos.

Ontem, celebrando o 10º aniversário do assassinato do Rabino, um nutrido grupo de gente congregou-se no Centro Gutnick, no exterior da Ma’arat HaMachpela. Só uns metros além, milheiros estavam visitando o lugar sagrado; sendo a véspera do novo mes de Elul, o edifício inteiro estava aberto aos fideis judeus. Exactamente como aquele fatídico joves de dez anos atrás.

Durante umas horas vários importantes Rabinos entregaram palavras de conforte e palavras da Torá aos presentes, incluíndo os membros das famílias Kook-Ra’anan-Shlissel, e muitos outros que vinheram a apresentar os seus respeitos ao Rabino e família. Os oradores incluiram ao Rabino Eliezer Waldman, Rosh Yeshiva da Yeshiva de Kiryat Arba, o Rabino Hananel Etrog, Rosh Yeshiva da Yeshiva Shavei de Hebron, em Beit Romano –Hebron-, o Rabino Doron Avichzar, Deám da Academia Netivot Dror Torá na comunidade de Telem, e Noam Arnon, que disertou sobre a conexão entre o Rabino Kook e Hebron.

Sem embargo, o orador mais importante , na minha opinião, foi Michael Hershlovitz, Rabino da comunidade Neria da região de Binyamin, e mestre na Yeshiva Merkaz HaRav de Jerusalém. O tema da sua dvar Torá foi absolutamente adequado: o ensino da Torá é importante, mas não menos importante é obrar, implementar o que aprendes. Falou em profundidade descrevendo como o Rabino Shlomo Ra’anan fixo precisamente isto: viver numa caravana na comunidade Hadar Adar e procurando isso, transladar-se a outra caravana no vizindário de Tel Rumeida, em Hebron.

Durante anos o Rabino estudou e encheu de sentido o assentamento na terra de Israel, Eretz Yisrael. Mas percebindo que as palavras não são suficiente continuou a senda das ensinanzas do seu avó e tio, não só falando senão fazendo. Isto é a Torá.

Não é fázil viver em fogares-caravana. Tel Rumeida, dalguma maneira isolada dos demais vizindários de Hebron, não é o lugar mais prázido para viver. Cada manhá, chova, neve ou brilhe o sol, o Rabino baixava a colina para orar com os mais madrugadores, um grupo de dez homens. Cada dia transladava-se e regressava da Yeshiva de Merkaz HaRav em Jerusalém, onde participava no estudo da Torá e na instrucção. Nada singelo para um homem entrado nos sesenta anos. Mas o Rabino sempre tinha um sorriso no rosto, e conhecia a todos os rapazes de Hebron pelo seu nome, sempre presto a ajudar, com uma personalidade afável, que conciliava humildemente com o seu génio para a Torá.

Concluíndo as suas observações, o Rabino Hershovitz acrescentou, “Rabino Shlomo, quero que saibas, inclusso a pesar de que provavelmente saibas de onde ti es, que a tua extensa família tem continuado as tuas pegadas, seguindo o teu exemplo de Torá e feitos, assentando-se na terra, Eretz Yisrael, como ti figeste”.

A Rebbetzin Chaya, sentada com a sua irmá Tzippy –ambas vivem hoje em Tel Rumeida- a escasos metros de onde fora assassinado o Rabino, a pesar da dor, não puido senão sorrir, sabendo que a senda que tomaram ela e o seu marido está a ser continuada pela sua prole.

A presença do Rabino puido sentir-se firmemente entre os participantes, que sem embargo sentem ainda a dor da sua morte e o vazio que o seu assassinato deixou, para a sua família, para os seus amigos e vizinhos, e para todo Am Yisrael.
Zechar Tzadik l’vracha – HaShem Yikom Damo.



DAVID WILDER

(29 Av 5768 / 30 Agosto 2008)

O MESSIAS CHAMA MUITAS VEZES


“A espada [adicada] ao Senhor está cheia de sangue…porque o Senhor tem sacrifício em Bozra, e grande matança na terra de Edom” (Isaac, 34:6)

A maioria dos rabinos têm-se desembaraçado de Deus. O seu Deus é um subordinado que debe estar agradecido de qualquer ínfima atenção que se lhe preste. Não se agarda que tenha influência alguma nos assuntos cotidianos e, portanto, não infunde temor. De terem temor de Deus, os rabinos teriam seguido os seus preceptos, e não as instrucções do Governo. Por que os rabinos não chamaram aos judeus a combater contra o Governo ante a destrucção de Gush Katif? Pois porque os rabinos não contemplam o mandamento de conquistar Canaan ou estabelecer um Estado judeu como algo vinculante. São escépticos daquele antigo camarada, Josué bin Nun, que conquistou esta terra. Pode que fosse porque ele recebeu um mandamento; eles não. Os rabinos exigem miragres, como a de um Messias sobrenatural, porque não acreditam nas palavras da Torá. Os mandamentos não os persuadem; os rabinos sabem quan rapidamente o Talmud é capaz de tergiversar os mandamentos. De facto, a Torá ocupa para eles um lugar secundário por detrás dos sábios –aos que, por certo, eles também ré-interpretam à sua maneira. Se os rabinos acreditam que os mandamentos são divinos e as palavras entram por uma orelha e saim por outra, para que querem um Messias? Mas eles não acreditam que os mandamentos sejam miragres –e exigem que a miragre tenha lugar diante dos seus olhos. Deus, porém, tende a realizar as miragres sem violar as leis da natureza. Qualquer miragre pode ser explicada. Os expertos são capazes de explicar persuasivamente como o Mar Vermelho partiu em dois de forma natural. A supervivência judea ao Holocausto é atribuída ao açar, e as vitórias de Israel contra os exércitos árabes à superioridade táctica.

Meir Kahane aproximava-se ao prototipo do Messias tão de perto como é possível imaginar: um gênio, um líder carismático, um homem de religião e de guerra, que sofreu, humilhado, condeado a morte pelos líderes judeus, e assassinado por um árabe edomita. Os rabinos talmúdicos também chamavam aos romanos edomitas. Se vinher o Messias e fosse reconhecido, seguiriam-no os judeus? A pergunta não é retórica. Montões de chabadniks consideram ao Rabino Lubavitcher, o Messias. Numa clara violação do mandamento que proíbe a idolatria, colocam a foto do Rabino nas suas casas e oficinas, e rendem-lhe reverência. Congregam-se na sua tumba a pregar benções e intercessão. Mas os chabadniks ignoram a grande exigência do Rabino de não ceder nem um anaco da Terra de Israel. Quiçá consideram ao Rabino o seu líder espiritual, mas indigno de ser tomado em consideração para assuntos terrenais. Mas não só. Os judeus aplaudiram entusiasmados as visitas de Sharon, Netanyahu e outros políticos ao seu Rabino; Sharon, em concreto, suplicou-lhe que o ajudasse contra o plano de Shamir de celebrar eleições em Palestina. Os chabadniks –pressuntamente dispostos a morrer na fogueira antes que renegar da sua religião- tiveram medo de combater contra o Governo renegado que levou à destrucção de Gush Katif.

Os líderes de Chabad condearam com exabruptos à multidão que em Kfar Chabad votaram por Baruch Marzel e o seu programa de defesa da terra judea e expulsão dos inimigos árabes. Os líderes sabiam que agiam contrariamente ao magistério do Rabino e improvisaram um absurdo pretexto: que os chabadniks não deveriam ter votado por Marzel porque ele não poderia superar a barreira electoral e esses votos estavam mal empregados. Como se não estivessem pior empregados os votos ao Shas e similares chiringuitos sémi-religiosos desenhados para colaborar com o Governo –a câmbio de dinheiro e promoção. Os líderes de Chabad poderiam ter ajudado a Marzel a superar a barreira eleitoral em vez de volcar toda a sua campanha contra ele.

O judaísmo é uma religião de feitos. Não há separação entre as coisas terrenais e as espirituais. Uma religião de pureça prática é dura, sem dúvida. Por isso os religiosos judeus têm inventado uma vida paralela. O judaísmo segue sendo para eles uma religião de feitos, mas de feitos insignificantes, rituais desconectados da vida cotidiana. Cortam o papel de váter antes do Sabat e observam ritos absurdos sem a menor base na Torá –mas têm expulsado a Deus das questões práticas. Ignoram a advertência daquele que dizia: “Hipócritas! Observades o diezmo da menta, o eneldo e o comino, mas desatendedes a parte da lei mais importante: a justiça, a piedade e a fê”. Porém, seguiram o seu conselho errado: “Entregade pois ao César o que lhe pertence, e a Deus as coisas de Deus”.

Mas no Judaísmo, inclusso a terra na que vivemos é coisa de Deus; nada pertence aos insignificantes césares do Governo israeli.


OBADIAH SHOHER

SHABAT SHALOM


SALMO 79


Oh Elohim, os gentis vieram à tua herança, profanaram o teu Santo Templo,
reduziram Jerusalém a montões de ruinas.
Deram os corpos dos teus servos por comida às aves dos céus, e a carne
dos teus devotos às feras da terra.
Derramaram o seu sangue como a água arredor de Jerusalém, e não houve
quem os enterrasse.
Até quando, Yahveh? Acaso te indignarás por sempre? Arderá o teu zelo como
fogo?
Derrama o teu furor sobre os gentis que não te reconhecem, e sobre os reinos que
não invocam o teu Nome.
Porque devoraram a Jacob, e assolaram as suas moradas.
Não te lembres das nossas iniquidades passadas; venham ao nosso encontro
depressa as tuas misericórdias, pois já estamos muito abatidos.
Ajuda-nos, oh Deus da nossa salvação, pela glória do teu Nome; e livra-nos, e perdoa
os nossos pecados por amor do teu Nome.
Porque diriam os gentis: Onde está o seu Deus?. Seja ele conhecido entre os
gentis, à nossa vista, pela vingança do sangue dos teus servos, que foi derramado.
Venha perante a tua face o gemido dos presos; segundo a grandeza do teu braço
preserva àqueles que estám sentenciados a morte.
E toma aos nossos vizinhos, no seu regaço, sete vezes tanto da sua injúria com a
qual te injuriaram, Adonay.
Assim nós, teu povo e ovelhas do teu pasto, te louvaremos eternamente; de
geração em geração cantaremos os teus louvores.

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Para mais informação: colecaomemorias@gmail.com

OBSCENIDADE INCORPORADA



[Advertência: este texto pode resultar ofensivo para os leitores cristãos: sugerimos que o saltem. Trata de questões difíceis e focadas mais bem a comover aos judeus].


Quanto tempo transcorrerá até que tenhamos monumentos a Hitler em Israel? A pergunta é qualquer coisa menos absurda. Meses atrás, o Governo aprovou a construcção de um monumento aos soldados otomãos caídos no Monte do Templo; pouco importa o facto de que alguns desses turcos caíssem lutando contra a Legião Judea.

De todos os países civilizados, Israel é o único que tem uma rua chamada “Muyaidin” –guerreiros sagrados do islamismo-, os terroristas de hoje e yihadistas de ontem. Não estou a falar de uma rua em Ramala, senão na Cidade Velha de Jerusalém. Os palestiniãos vêm plantejando desde muito tempo atrás a sua intenção de volver a enterrar a Arafat, o assassino de judeus, em Jerusalém, uma vez que o Governo israeli lhes entregue a cidade.

Os judeus nomearam timidamente algumas das suas ruas principais “Touro Sanguento” Allenby, general britânico que os permitiu regressar a Tel Aviv tras serem expulsados pelos otomãos que os acusavam de pro-britânicos na 1ª Guerra Mundial. Como se a Allemby lhe importasse um caralho a justiça para os judeus! Puideram volver a Tel Aviv porque no combate geopolítico os britânicos derrotaram os turcos, e não por condescendência alguma do tal Allenby. Esses egocêntricos socialistas judeus ignoraram a absoluta complacência de Allenby com o maior progromo árabe contra os judeus em Jerusalém, que Allemby tolerou para frear a crecente influência judea na cidade. A massacre de religiosos judeus é passada por alto pelos mestres israelis, e os israelis de a pé passeam pelas ruas do “Touro Sanguento” Allemby. Embora, também não é para tanto chamar a uma rua “Allenby” se temos praças que se chamam “Rabin”.

Não temos um problema com os turistas cristãos na nossa terra? A Lei judea, inclusso Rambam o pensador progressista, proibe categoricamente “adoradores estrangeiros” na Terra de Israel. E não me digades que “adoradores do cruzificado” refer-se a quaisquer outros paganos mais que aos cristãos; reservade essas estupideces para as vossas ceas privadas.

Bem, não falemos de religião pelo momento. Esses turistas cristãos são descendentes directos dos Cruzados, da multidão cristã que nos massacrou durante quinze séculos. A cruz nos seus pescoços e a mesma que os Franciscãos usavam para converter pela força às nossas crianças. A Inquisição queimou aos Marrãos, os sacerdotes dirigiram às turbas a fazer progromos nos nossos guetos, e os exércitos cristãos aniquilaram-nos inclusso no século XX. Sim, nos começos do século XX, em Ucrânia, foram assassinados mais judeus de uma só vez que nunca com anterioridade aos názis. E agora o Governo israeli negocia a visa de livre acceso para os ucraniãos. Pois não os queremos aquí!, nem um só! Deixade primeiro que se arrependam, que deixem de profanar as nossas sinagogas e cimitérios em Ucrânia, que deixem de atacar ali os judeus e de propalar o ánti-semitismo, deixade que nos devolvam tudo o que nos roubaram tras nos massacrar –e, depois, falaremos de normalização. Em vez disso, o Governo israeli autoriza comemorações da grande fame dos anos 30 em Ucrânia. Que será o seguinte? Derramaremos lágrimas pela inflacção na Alemanha pré-nazi?

Inclusso para os judeus ateus, não resulta ofensivo que os turistas cristãos, com cruzes nos seus colos, venham aquí especificamente a negar a nossa religião? Detestamos que ánti-sionistas como Jimmy Carter venham por aquí, mas estes turistas rechaçam a pedra angular do sionismo: a fê judea. Acudem ao Gólgota, onde a sua deidade foi executada, e eles –todos eles- acreditam que foi executada por nós, e que nós –os judeus- berrámos “Deixade que o seu sangue se derrame sobre nós e os nossos filhos!”.Antes de lamentar que Shulhan Aruch arremetera contra os cristãos, perguntade-lhes pela onda de ódio face os judeus presente nas suas próprias Escrituras, essas que vêm venerar ao nosso país. Sim, ao nosso país, não a um “enclave internacional”. Quando puideram arrassaram as nossas sinagogas e yeshivas, e ressulta inconcevível que agora nós consintamos que salpiquem de igrejas a nossa cidade santa. Ainda mais obsceno, os israelis cantam “Jerusalém de ouro” alabando as douradas cúpulas muçulmãs e o repique das campãs cristãs. Mas isto inclusso não é nada comparado com dar a benvinda aos alemães de alto rango com uma banda militar israeli interpretando o “Deutschland Uber Alles”.

O turismo é uma fonte de ingressos; é isso o que pensades? Melhor que lembredes a Voltaire, um insolente ánti-semita, que comentava acertadamente que se os judeus tivessem o seu próprio Estado venderiam-no.

Foram assassinados mais judeus no nome de Jesus que no de Hitler –isto está admitido pelos próprios cregos cristãos. Os alemães só levaram as ideias cristãs à sua conclusão lógica. Para além disso, os reis defensores da Cristandade só nos expulsaram, mas o assassinato teria sido mais lógico. Não importa se Jesus foi um bom judeu ou o fundador do mais criminal movimento ánti-semita. Detestamos a música de Wagner não pelo que tenha de meritória (embora tem pouco), senão porque Hitler a adorava. A Cristandade não é um discurso teórico que deva ser julgado pelos seus méritos, senão uma arma prática de morte contra os judeus.

As igrejas cristãs em Jerusalém são uma celebração de Auschwitz.


OBADIAH SHOHER

O DIREITO DE INSURRECÇÃO



A gente não é idiota, como Alexander Hamilton a caracterizava. Pelo contrário, as populações são surprendentemente sensatas. Muitas aberrações ostensíveis são superficiais. Os russos suportaram a revolução socialista como a única alternativa imaginável à opressão monárquica, e suportaram o socialismo depois porque a propaganda os convenceu de que o capitalismo oferece menos oportunidades económicas. Uma vez que a barreira informativa caiu a mediados dos anos 50 –e, especialmente, nos 80- e os russos decataram-se que os americãos viviam muito melhor que eles, o comunismo estava sentenciado. Outro exemplo: os israelis não votaram por o Isaac Rabin que assinou os Acordos de Oslo, senão pelo Rabin que ordeou aos exército israeli partir as mãos e as pernas dos árabes durante a Intifada. Os israelis votaram por Begin (Sinai), Shamir (Madrid), Rabin (Oslo), Netanyahu (Wye River), Sharon (Gaza) que prometeram meter em cintura aos árabes, mas mentiram. Shimon Peres leva-se abertamente bem com os árabes e nunca teve apoio entre os judeus. Todas as enquisas indicam que os israelis pensam de maneira razoável: querem um Estado judeu livre de árabes e com fronteiras seguras, e opõem-se a um Estado palestinião.

Aos esquerdistas israelis, maioritariamente, molestam-lhes os árabes e liquidam-os gostosamente nas guerras. Ben Gurion amosou a 600.000 árabes a porta de saída de Israel em 1948. A esquerda, sem embargo, é racional: se não podemos expulsar aos árabes, teremos que coexistir com eles. Se Israel não pode anexionar Judea e Samária, é lógico entregar-lhas aos árabes. A esquerda maneja todas as premisas correctas agás uma: a fê e a visão superam as barreiras da política racional.

Ninguém procura um consenso popular sobre teorias científicas; a maioria não pode decidir que hipótese científica é a correcta. A política é una ciência não menos complexa que as demais; mais complexa, na actualidade, já que depende de aportações subjectivas de muitos actantes mais que de factos objectivamente observáveis, como as ciências naturais. Os políticos não podem enganar à gente respecto os fins, mas podem fazê-lo no que respecta aos meios. Os socialistas afirmam enganosamente que a ré-distribuição aumenta o bem-estar geral; os sem vergonhas políticos israelis dizem que ampliar as concessões trai a paz com determinados inimigos árabes.

As eleições democráticas elevam autócratas ao poder. Os políticos electos consideram-se livres de levar a cabo qualquer agenda, frequentemente as contrárias às promesas feitas ao eleitorado. Mas a gente vota por plataformas, não por pessoas. As plataformas eleitorais formam parte integral do mandato eleitoral. Os representantes electos, ao igual que os representantes dotados de um poder notarial, só estám autorizados a levar adiante os desejos expressamente manifestados pelos votantes. A Knesset debe emendar as leis electorais de forma que as papeletas não incluam só nomes, senão específicas promesas electorais que os políticos não possam estar autorizados a traicionar.

Churchill estava no certo: a democracia é um mal sistema de governo, mas os demais são piores. A Torá implica o governo democrático das comunidades judeas no mandamento “Não sigas à maioria ao inferno”. Pressuntamente noutras instâncias debe-se seguir à maioria. “Não sigas” não implica passividade. Quando a maioria resulta enganada fazendo-se-lhe acreditar que a homosexualidade é um valor liberal mais que algo abominável, ou que a destrucção de Gush Katif conduze à paz com os árabes, a resistência passiva torna-se em conformidade. “Não sigas” implica perseverar no status quo anterior, na boa senda. No exemplo anterior, o mandamento diz-nos que continuemos considerando a homosexualidade como uma perversidade, e Gush Katif território judeu do que cumpre expulsar aos árabes.

Ben Franklin proclamou a sua versão do regra do “Não sigas”: “A democracia são dois lobos e uma ovelha votando o que há para comer. A liberdade é uma ovelha bem armada impugnando a votação”. Essa é a essência da democracia republicana ou liberal: a gente submete-se ao parecer da maioria se não se infringem os valores mais preçados.

Se os infringem, temos que combater.



OBADIAH SHOHER


A legislação internacional sobre a cobertura das necessidades das populações ocupadas é questionável. Inclusso na história mais recente, os Aliados não suministraram água aos territórios alemães ocupados, senão que deixaram que os próprios alemães se apanhassem. Na teoria moral da guerra, uma potença ocupante não deveria reprimir ou matar civis, mas, doutra banda, não está obrigada a prestar-lhes asistência. Sem dúvida, a devandita assistência teria suposto uma cárrega altamente insustentável durante as guerras. O trato benevolente face as populações que têm capitulado é muito diferente hoje em dia. A obriga de abastecer só é aplicável à população reclussa e aos prissioneiros de guerra, e inclusso nesse caso a duras penas se contempla. A população em geral é livre de continuar com a sua vida normal tras a rendição.

No caso de Gaza, não tem havido rendição. O partido dirigente, devidamente elegido, em Gaza – Hamas- rechaça o alto o fogo, e o nível de hostilidades emprendidas desde Gaza desafia claramente a noção de rendição. De facto, Hamas proclama permanentemente a sua beligerância face Israel.

Egipto não suministra água ou a quantidade de fluído eléctrico necessário a Gaza, a pesar de que uma fraternal população árabe resida ali.

Gaza pode apanhar-se sem a água israeli – um recurso sumamente escaso, tão escaso que Israel frequentemente recorre a racioná-la e a deter o rego dos parques públicos e das árvores das granjas judeas. Certo, restringir a água ilimitada que se suministra aos kibbutzim os nenos mimados da esquerda- seria uma boa maneira de ressolver o problema da água, mas cortar todo suministro aos “maus judeus” seria o seguinte paso tras cortar o abastecimento aos nossos inimigos declarados entre os árabes. Deixemos que construam plantas desalinadoras, como fai Israel, e que utilizem a caríssima água desalada, como fazem os judeus.

Não existe razão moral ou legal para que Israel continue suministrando água e electricidade a Gaza.



OBADIAH SHOHER

(26 Av 5768 / 27 Agosto 2008)


O actual Governo Olmert-Livni-Barak está aparentemente manobrando para deixar de lado o tema de Irão, e gostaria-lhes que a culpa recaisse nos EEUU pela sua tibieza. Uma leitura detida do extrano artigo publicado na edição do domingo no Haaretz dá conta cabal desta impressão claramente.

A crônica detalha o recente acordo de Israel com os EEUU para despregar o poderosíssimo sistema de alerta mediante radar X-Band em Israel. O sistema será controlado por uma equipa de três membros do Exército americão desde um tráiler ubicado em algum lugar do Negev.

A disposição dos EEUU de depregar o sistema é em boa parte consequência dos apassionados esforços do congressista americão Mark Kirk. A exitosa ofensiva de Kirk para desenvolver o sistema X-Band em Israel é uma grande ajuda para a capazidade defensiva do país. O sistema X-Band pode detectar missis inimigos desde uma distância de 500-800 milhas. Actualmente, o sistema de alerta temprana israeli é só capaz de detectar missis a menos de 100 milhas. A capazidade temprana de detecção supõe que no caso de um ataque iranião, os missis Arrow israelis seriam capazes de interceptar e destruir os missis inimigos antes de que cheguem a território israeli, e inclusso os seus restos caeriam fóra do país.

Mas segundo uns “oficiais da Defesa” israelis não mencionados, que teriam falado com Haaretz, o preço que Israel estaria obrigado a pagar por incrementar a sua capazidade defensiva é proibitivo. Os referidos “oficiais da Defesa” afirmam que os EEUU teriam obrigado a Israel a admitir que a câmbio do sistema X-Band, Israel não atacará a Irão nem preventivamente nem como resposta a um ataque sem permiso dos EEUU, porque do contrário os três tipos americãos e o seu tráiler convertiriam-se num branco para um missil iranião.

Se Haaretz e os ·oficiais de Defesa” estám no certo, daquela isto significaria que o Ministro de Defesa, Ehud Barak –que fechou o trato com o Secretários Americão de Defesa Robert Gates durante a sua visita a Washington o mes passado- aceitou delegar o direito de Israel a emprender qualquer acção necessária para evitar a sua destrucção nacional. Barak teria aceitado delegar o direito de Israel a evitar a sua própria aniquilação a câmbio de três tipos, um tráiler e a possibilidade de viver com uma sensação de seguridade maior ante a questão nuclear iraniã. Esta modalidade de seguridade durará na medida em que Irão não desenvolva ojivas guiadas via satélite, mentres não prove o sistema de radar X-Band, ou os missis Arrow deixem de ser capazes de interceptar ojivas nucleares inimigas.

Na medida em que o Primeiro Ministro Ehud Olmert, a Ministra de Exteriores Tzipi Livni e os seus colegas de Governo têm gardado silêncio sobre o tema, entende-se que respaldam o movimento de Barak. Portanto, actuando em nome do Governo Kadima-Laboristas-Shas –dacordo com os “oficiais de Defesa” e Haaretz- Barak accedeu a delegar o direito de Israel a atacar as instalações nucleares iraniãs. E os americãos obrigaram-no.

O informe de Haaretz não inclui nenhuma menção a ter intentado contrastar as afirmações dos “oficiais da Defesa” com os americãos. E numa conversa telefónica com The Jerusalem Post na noite do domingo, Lirk negou tajantemente a informação.

“Não há quid pro quo”, dixo.

“Quer você dizer que os EEUU não têm exigido que, a câmbio do despregue do sistema X-Band, Israel debe receber permiso dos EEUU para atacar Irão?”

“Não, os EEUU não têm formulado tal exigência”, dixo Kirk.

“A ideia central é que um aliado dos EEUU atacado com armas nucleares é algo a evitar. O sistema X-Band incrementa a possibilidade de que um ataque dessas características não logre o seu objectivo”, continuou.

Para além disso, longe de emitir uma mensagem de que os EEUU tratariam de bloquear um ataque preventivo israeli contra Irão, Kirk argumentou que o despregue do sistema X-Band controlado por uma equipa dos EEUU “enviará uma mensagem a Irão de que Israel tem um forte apoio político do seu aliado contra qualquer ataque iranião”.

Kirk dixo também que os EEUU apoiariam a decisão do Governo de Israel de atacar Irão. Tal e como o plantejou, “se o Governo israeli tomar a dificil decisão [de lançar um ataque preventivo contra Irão], seria quando mais necessitaria dos seus aliados. E então seria quando os EEUU estariam chamados a demonstrar o que significa ter-nos por aliados”.

Assim, se Kirk –o máximo responsável estadounidense no tema do X-Band- nega rotundamente que EEUU esteja utilizando o despregue do X-Band, que estavam intentando esses “oficiais de Defesa” não identificados que falaram com Haaretz ao fazerem falsas alegações contra os EEUU? E por que os reporteiros de Haaretz não se molestaram em chamar a Kirk ou o Pentágono para verificar as suas assombrosas afirmações?

Desgraçadamente, a resposta é evidente. Esses “oficiais de Defesa” estavam levando a cabo o que é prática habitual dos esquerdistas israelis durante os últimos 15 anos. Estavam trabalhando para desmoralizar ao povo israeli fazendo-lhes acreditar que não somos capazes de derrotar aos nossos inimigos e que só devemos aplacá-los o melhor que podamos, esconder-nos tras altos muros e escudos, e agardar que alguém nos defenda.

Desde que o Governo Rabin-Peres invertiu a que tinha sido a política israeli desde 1967 e, em 1993, decidiu abraçar-se à OLP –uma organização terrorista adicada à destrucção do país- como sócio de paz, cada Governo de esquerdas tem proclamado que Israel não tem capazidade para defender-se por si própria. Em 1993, o Governo aceitou a perorata não fundamentada da esquerda radical de que era culpa de Israel que os palestiniãos nos quigessem destruir. E dois anos depois de que as IDF sofocaram o alçamento palestinião, o Governo manifestou que as IDF não podiam proteger-nos do terror palestinião, e que Arafat nos defenderia melhor que as nossas próprias Forças Armadas.

Os mass média apoiaram as suas absurdas posições e demonizaram aos críticos como belicistas, extremistas e inimigos da paz.

Depois chegou a desastrosa retirada unilateral de Barak das IDF no sul do Líbano em Maio do 2000. Barak aceitou os argumentos da esquerda radical ánti-sionista de que Hizbollah estava atacando Israel devido ao despregue das IDF no sul libanês. Ao igual que a esquerda radical, Barak prometeu que uma vez que Israel se retirasse, Hezbollah dissolveria o seu exército e se convertiria num pacífico partido mais no Líbano.

Os mass média, pela sua banda, pressionaram obsesivamente a favor da retirada. Todos os que se opugeram foram demonizados como belicistas, extremistas e inimigos da paz.

Depois veu a guerra de terror palestinião que começou em Setembro do 2000. Durante ano e meio, mentres a lista de baixas israelis aumentava dia a dia, o Governo Sharon-Peres dixo-nos que não tinhamos opção militar para derrotar aos terroristas. Que os EEUU nos abandoariam se atacávamos à Autoridade Palestiniã e que, em todo caso, as IDF não estavam preparadas para lutar contra o terror.

Os mass média, pela sua banda, alimentaram a lenda da impotença israeli. Todos os que apostavam por uma vitória militar foram demonizados como belicistas, extremistas e inimigos da paz.

A pesar da exitosa campanha das IDF contra as forças do terror em Judea e Samária durante e depois da Operação Escudo Defensivo em Abril de 2002, faltou-lhes tempo aos políticos de esquerda e os seus vozeiros mediáticos para retomar a sua teoria da indefensão israeli. A escasas semanas da derrota das forças do terror em Samária e Judea, o Partido Laborista, os mass média e o Primeiro Ministro Ariel Sharon, dixeram que Israel não podia fazer nada para defender-se do terror em Gaza e que, portanto, cumpria simplesmente retirar as forças militares e os civis da franja de Gaza.

E, novamente, aqueles que diziam que Israel nunca intentara na realidade derrotar as redes do terror em Gaza, foram silenciados. Aqueles que advertiram que Gaza se convertiria no novo sul do Líbano, foram demonizados como belicistas, extremistas e inimigos da paz.

A ofensiva de Hezbollah contra Israel em Julho de 2006 foi um inoportuno sucesso para o Governo Olmert-Livni-Peretz e os mass média. Era a guerra que os críticos vaticinaram como resultado das enfermizas retiradas israelis. Queriam que a guerra rematasse quanto antes.

Reusando combater com determinação, dixeram que não tinhamos interesse em ganhar. Não queríamos empantanar-nos outra vez no “fango” libanês, dixeram. Não havia “solução militar”, afirmaram. Os EEUU –mentiram- opunham-se a uma invasão territorial do Líbano. Só a ONU e os libaneses títeres de Hezbollah podiam defender a Israel, proclamaram.

Assim, demandaram um alto o fogo, que como os seus críticos advertiram, pavimentava o caminho para absorção de todo o Líbano por parte de Hezbollah. E os mass média elogiaram a sua sabiduria e silenciaram aos seus críticos demonizando-os como belicistas, extremistas e inimigos da paz.

Este é o telão de fundo histórico contra o que o Governo actual intenta desmoralizar à nação fazendo-lhes acreditar que é futil intentar atacar as instalações nucleares de Irão.. Mas existe uma diferência qualitativa entre esta nova intentona do Governo de eludir a sua responsabilidade de defender o país e os seus prévios abandonos do dever.

Esta é a primeira vez que a questão que o Governo intenta ignorar poderia destruir o país. Proclamando de novo que os EEUU nos abandoarão se atacamos, o Governo nos está dando a entender que não temos outra opção que viver num mundo onde um regime abertamente comprometido a destruir o nosso país e a nossa gente tem a possibilidade de levar a cabo os seus desígnios. E na sua reiteração irresponsável da linha governamental, os mass média estám colaborando com este inaceitável estado de coisas.

Se alguma vez tem havido uma situação que requerir que a gente se bote à rua, é esta.

Desde que se fundou Israel, tem existido um pacto não escrito entre a gente e o seu Governo. Todos comprendemos que as ameaças que afectam à nossa própria existência devem ser derrotadas. Ninguém o discute. Simplesmente confiamos que o nosso Governo nos proteja.

O informe de Haaretz aponta que o Governo actual está violando essa confiança prreparando-se uma vez mais para a inacção. Esta situação simplesmente não se pode tolerar. E dado que estamos ante uma iminente campanha eleitoral, uma protesta massiva teria a capazidade de obrigar aos mass média a dar cobertura a este assunto e exigir aos políticos que cumpram com o seu dever ou que dimitam.

Mentres os EEUU estám satisfeitos de aumentar a nossa capazidade defensiva, o Pentágono tem deixado bem claro que não atacará aos nossos inimigos por nós. É o nosso trabalho. E nós, o povo israeli, devemos exigir aos nossos líderes que fagam o seu.




CAROLINE B. GLICK

(24 Av 5768 / 26 Agosto 2008)

ARRASEMOS AS CÚPULAS


Para que necessitamos a Israel? É nauseabundo contemplar os israelis eligindo governos que se adicam a pisotear cada um dos Mandamentos. Os dirigentes israelis têm convertido num hábito entablar negociações para o processo de paz em Sabat; introduzir nas escolas uma linha educativa de ultraesquerda cujo lavado cerebral, orientado ao ateísmo, excede com muito as políticas da Rússia comunista; dar a benvinda aos “habitantes da terra” em vez de transferi-los; e agora entregar a Terra de Israel a um fato de idólatras.

Num gesto altamente simbólico, o Governo de Olmert acordou transferir uma parte enorme do patrimònio histórico em Jerusalém, a Explanada Russa, ao Governo russo. Não é uma questão de direitos legais –os russos não têm nenhum, dado que a propriedade foi conseguida por uma donação do antigo Zar. israel tinha previamente despossuído a montões de vizinhos árabes que tinham direitos induvidavelmente mais legítimos a essas terras que os eslavos. O infidel Governo israeli tem medo de autorizar a demolição das muitas igrejas cristão ortodoxas que salpicam a paisagem de Jerusalém, embora não esteja nada claro em que medida essas igrejas são diferentes a um monumento a Hitler. Foram os cristãos, mais bem que os muçulmãos, os hindus ou os marcianos, quem exterminaram aos judeus durantes séculos. As igrejas em Jerusalém são um símbolo político da opressão institucional aos judeus. Os názis ostentaram o poder durante anos, mas a Igreja Ortodoxa dirigiu a propaganda ánti-semita e organizou massacres ao longo de séculos. A multidão russa e ucraniã que perpetrou os progromos, com a cruz ortodoxa na mão, exterminou judeus. Para além da questão política, existe um mandamento que proibe explicitamente vender a terra judea aos idólatras. E, acaso não são os cristãos ortodoxos uns idólatras? Reverenciam iconos chorosos!. Certo é que alguns dos mais reverenciados iconos cristãos choram só de quando em vez, e são adorados por essa conduta. Não pensemos que os antigos gregos eram tão estúpidos como para acreditar que as suas estátuas tinham realmente vida; os antigos idólatras adoravam as suas estátuas como símbolo de divinidade –ao igual que os cristãos ortodoxos adoram os iconos que representam as suas deidades (um bom judeu, actualmente). Pior ainda, as igrejas cristão ortodoxas de Jerusalém representam o que eles acreditam que é Deus. Porém, a proibição de images esculpidas, esconde sem dúvida as falsas images de Deus.

Tolerar ao estilo názi, as idólatras igrejas dos cristãos ortodoxos em Jerusalém é, a pesar de tudo, secundário. Os russos negam-se a devolver os centos de milheiros de propriedades dos judeus confiscadas depois de que os názis massacraram aos seus donos, ou a devolver aos judeus os milheiros de sinagogas confiscadas pelos comunistas. Os russos apropriam-se com entusiasmo o patrimônio histórico, como a Explanada Russa, mas subministram missis ánti-tanque e ánti-aéreos aos nossos inimigos muçulmãos, colaboram com Irão no seu programa nuclear, e estám a reanudar a presença massiva da sua Armada em Síria.

Os judeus não obtêm nada a câmbio dessa descarada violação dos Mandamentos.

Arrasemos as cúpulas.



OBADIAH SHOHER

WE ARE SORRY


Sacado do blogue de Yisrael Medad "My Right Word":

THE OFFICIAL APOLOGY

From Denmark to the Muslim World,simply called "We´re Sorry!

We´re sorry we gave you shelter when war drove you from your home country....

We´re sorry we took you in when others rejected you.....

We´re sorry we gave you the opportunity to get a good education.....

We´re sorry we gave you food and a home when you had non.....

We´re sorry we let you re-unite with your family when your homeland was no longer safe...

We´re sorry we never forced you to work while WE paid all your bills.....

We´re sorry we gave you almost FREE rent,phone,Internet,car and school for your 10 kids...

We´re sorry we build you Mosques so you could worship your religion in our Christian land...

We´re sorry we never forced you to learn our language after staying 30 years!....


And so....from all Danes to the entire Muslim world,we just wanna say;

FUCK YOU!!

SOBRE RÚSSIA, GEORGIA E ISRAEL



A crise entre Rússia e Georgia põe a Sam Huntington em ridículo. Na sua tese de “O choque das Civilizações” sustenta que as culturas semelhantes é improvável que entre em confrontação. Para fazer valer tal afirmação, oferece uma série de exemplos, incluíndo os de Rússia-Ucrânia e Rússia-Georgia. Para Huntington o facto de que Georgia seja o único país cristão em Ásia converte-a num aliado natural de Rússia. Isto é errôneo em três aspectos. Um, para além de compartir o cristanismo ortodoxo, russos e georgiãos são muito diferentes e têm-se uma considerável aversão. Dois, não existe algo denominável “georgiãos”. Os residentes de Tblisi são muito distintos dos habitantes das zonas montanhosas, dos Mingrels, etc. Mentres os das montanhas são, pelo menos, respectados em Rússia, os Mingrels são detestados. Três, as culturas comuns entram em conflito, e muito mais amiúde e de forma mais violenta que as culturas forâneas. Os cristãos europeus combateram nas duas guerras mundiais entre sim, e os exemplos são inumeráveis. Os judeus odiavam os samaritãos, que são tão judeus como um sumo sacerdote. A refutação do argumento de Huntington pode-se achar mais pormenorizada no meu artigo “O Islão não é o inimigo de Occidente”.

O próprio facto da similitude georgiã, a herdança comum cristã, converteu a secessão de Georgia numa afrenta para Rússia. O subsequente alinhamento com os EEUU assegurou a confrontação militar. O divórcio é avondo traumático, e so o teu ex se vai com o inimigo muito pior.

Rússia, portanto, começou por subverter a independência georgiã com a política colonial de livro: assentamentos. A forma de colonizar Georgia foi ingeniosa: Rússia expediu massivamente os seus passaportes aos osétios e abjazos residentes em duas províncias georgiãs. Os passaportes russos ofereciam-lhes oportunidades laborais e livre circulação, e em menos de uma década consolidou o sentimento de pertença a Rússia. Pouco importa que os genuínos russos desprezem os osétios e os abjazos como asiáticos.

Osétia e Abjázia não são homogêneas, mas incluim muitas vilas etnicamente georgiãs. A questão da soberania georgiã é muito discutível: durante os últimos dois séculos o país carecia de soberania e pertencia a Rússia. Os georgiãos previamente apelaram ao precedente de Crimea: o Governo russo convalidou a iniciativa da URSS de ceder essa península a Ucrânia; e eles reclamaram parecidos direitos respeito a Osétia e Abjázia, que a URSS incorporara a Georgia. Hoje em dia, que muitos políticos russos questionam o amanho de Crimea, esse endével precedente já não se sustenta.

Na crise actual, custa acreditar que os russos reagiram tão velozmente; mais bem correm fundados rumores de que a invasão vinha sendo preparada desde há vários meses. Tanto as tropas russas como os hospitais osétios estavam inusualmente preparados. Osétia, o cliente russo, começou bombardeando Georgia –ou, pelo menos, isso dizem estes últimos- ante o qual os exaltadps georgiãos, confiados nos anos de entrenamento israeli, responderam com a invasão. Rússia interviu, freando rapidamente às mediocres tropas georgiãs, e levou-lhes só um dia mais despregar as suas forças especiais, e ocupar o protectorado dos EEUU.

O âmbito do conflito foi minúsculo: os georgiãos tiveram menos de 200 baixas, e as tropas russas menos de 100, incluñindo os osétios. Os mass média russos exageraram muito as baixas osétias, mas a julgar pelas cifras de feridos que se regristraram nos hospitais, o reconto de mortos não puido chegar aos 200.

Podemos extrair algumas lições. Em primeiro lugar, o enfrontamento de Rússia com Ucrânia não nos deveria colher de surpresa. Segundo, Medvedev continua as pegadas de Putin: Putin começou o seu mandato com a guerra de Chechênia, Medveded com a de Georgia. Um império como o russo tem que estar constantemente combatendo. Cumpre lutar sempre contra alguém, não vaia ser que os cidadãos comezem a questionar as políticas governamentais.

A opinião pública mundial não teve problema algum com a morte de civis por parte de Rússia e Georgia, a única exigência foi que rematassem o seu affaire público. De parecida maneira, Israel poderia agir respeito os árabes, mas limitando as operações a uns poucos dias. O qual seria suficiente para levar a cabo o tránsfer.

O mundo não tem problema de nenhum tipo com o cesse das províncias georgiãs ou a provável anexão russa de elas, o único ponto na agenda é a ocupação permanente de Georgia. Qualquer aspecto que se prolongue, permite que os média entrem em jogo e se faga inaceitável para a conciência de Occidente. Incusso assim, a presença continuada de Rússia em Georgia não sublevaria a Occidente. Ninguém quere convertir-se num ser indefenso; uma vez que os políticos dos EEUU e da União Europeia cheguem à conclussão de que não vam variar a política russa, adicaram-se a ignorar a questão mais que a reiterar o seu fracasso diplomático. No caso israeli, o mundo civilizado aceitou a anexão do Golão apresentado como um facto consumado.

Também podemos extrair uma lição respeito dos amigos. Os EEUU incitaram continuadamente a Georgia contra Rússia, mas não os respaldaram significativamente com armamento para repeler os invassores. A Administração dos EEUU protestou pelos drásticos movimentos dos russos mas não pelas continuadas queixas de Georgia. As garantias dos EEUU carecem de valor, especialmente as implícitas. Rússia tem, nesse sentido, uma trajectória mais fiável de apoiar aos seus sócios; e as suas armas são mais baratas. Os israelis deveriam reflexionar sobre isto.

Rússia tem-se embarcado de novo no sendeiro da confrontação militar com todo o mundo. O incremento na preparação e o despregue do exército russo, os destacamentos com armamento estratégico nuclear, as novas defesas com missis balísticos e a modernização do armamento amosa que o KGB/FSB pretendem que os seus sujeitos sejam patriotas –quer dizer, ánti-todos. A maquinária militar russa não pode repuntar: anteriormente sustentava-se numa força de trabalho e subministros praticamente gratuítos, mas agora não é capaz de pagar salários competitivos aos seus científicos e conseguir subministros a preços de mercado livre. Inclusso com Europa cabando a sua própria tumba ao subsidiá-los adquirindo petróleo e gas a preços astronômicos, esse capital não é suficiente para financiar um exército moderno; o orçamento militar russo é inferior ao 2% do americano em dólares nominais, o 10 ou 20% em termos paritários de mercado.

A pesar disto, Rússia tem regressado à sua querida e barata política de fomentar problemas por doquier a fim de ser respeitada. Georgia, Ásia Central, Ucrânia, padecem as intromissões russas. Angola, Algéria, Venezuela, Corea, Irão, Síria, Egipto, China, Índia, consumem armamento russo (que padezem os seus vizinhos). A única via de frear a Rússia é a proposta por Kennan: firme oposição a qualquer movimento russo, venda de armas a Chechênia, maior apoio aos partidos opositores, sistemas ABM no Leste europeu, vazio diplomático arredor de Rússia, e isolar os seus sócios de forma que comprendam que tratar com Rússia é desventajoso. Qualquer intento de templar gaitas com o regime de Putin é contraproducente. Ao igual que Hezbollah, interpreta qualquer falha de contundência nas respostas como um sinal de ânimo.

Tras a Guerra Fria, o consenso internacional para conter a Rússia tem-se ido apagando.Não o necessitamos. Ao igual que as sanções dos EEUU contra Irão são mais severas que as consensuadas, mas inefectivas, da ONU, assim a contenção de Rússia por parte dos EEUU será mais efectiva que a templada oposição EEUU-União Europeia. É pouco realista agardar que a União Europeia –dependente do petróleo russo e iranião- vaia a opôr-se a qualquer de eles.

A próxima vez que vejas um liberal, faz-lhe bulra. O mundo dos poderes políticos do Selvagem Oeste segue vivo e coleando.



OBADIAH SHOHER

DECÊNCIA, POR FAVOR



Reçar no Muro Occidental é um momento muito querido pelos judeus, especialmente o 9 de Av. Esse dia ajunamos e comemoramos a destrucção do Templo.

A atmósfera solene tropeça com os gritos e berridos da multidão de turistas perto do Muro. Posam com a paissagem de fundo dos restos do nosso Templo Sagrado; rim e sacam fotos.

O interior do Vaticano é zona proibida para turistas, e os não muçulmãos são vedados na Meca e, inclusso, nas famosas mesquitas. Jesus advertiu contra botar perlas aos porcos (o Talmud, mais cortesmente, fala de vendedores de cebolas num provérbio similar), mas os dirigentes israelis, ansiosos por eliminar toda traça de religião judea da sociedade, exibem os mais sagrados restos de Jerusalém como se fosse uma ramera, abre-a para que todos a vejam, e os estrangeiros acudam em rebanho a contemplar a sua nudez.

A Cúpula da Roca alça-se sobre o Muro, uma constante e humilhante lembrança do trunfo muçulmão sobre o judaísmo, e também da bancarrota moral do Estado judeu. Nenhum outro Estado toleraria monumentos à ocupação estrangeira nos seus lugares sagrados. Os cristãos convertiram as mesquitas espanholas em igrejas. Os muçulmãos arrasam e queimam sinagogas inclusso nos nossos dias. O Governo israeli preserva a Cúpula, não para evitar ofensas aos muçulmãos, senão para humilhar aos religiosos judeus, o autêntico inimigo deste Estado secular judeu despojado de todo judaísmo.



OBADIAH SHOHER


Sderot –bem dentro das fronteiras israelis de 1967- é regada pelos missis; portanto a resposta israeli é inadequada. Em vez de converter Gaza em terra queimada, como faria qualquer outra nação em resposta a esse tipo de ataques, Israel calibra retomar a fronteira egípcio-palestiniã. Que outro país gardaria as fronteiras do seu inimigo? Egipto, sócio de paz de Israel e um Estado com um poderoso aparelho policial, não intercepta o tráfico de armas dirigido às guerrilhas palestiniãs. Que evidência maior necessitamos da complicidade egípcia na guerra muçulmã contra Israel? Hostil Egipto, hostil Palestina –imaginam realmente os israelis uma paz perdurável com eles? Se não, por que consentir que Egipto dote o seu exército com armas de destrucção massiva? Por que aceitar um Estado palestinião, um campo de entrenamento de terroristas, com imunidade soberana?

Os missis caim sobre Sderot, não em Tel Aviv. A casa de outros é a que está ardendo, não a nossa. Uma tanda de judeus é acribilhada; outros agardam o seu turno ante o escuadrão da morte, A mentalidade israeli é a dos povos mortos; aceitam ser assassinados e amossam-se agradecidos ante qualquer demora que conseguem. Aos judeus não lhes preocupa ser assassinados mais adiante, só lhes preocupa não ser assassinados agora. Inteiram-se pelas notícias de que os judeus estám sendo assassinados, mas não eu, eu estou vivo! Os judeus consideram que os assassinos cumprem com o seu trabalho, aceitam as aspirações nacionais a uma judenrein Palestina (como em Alemanha) e cooperam com os seus executores.

Ficariam os EEUU sentados se uma nação vizinha assassinar de forma rutinária americãos em solo americão? Qual seria a resposta se a guerrilha mexicana atacasse os EEUU?
Conhecemos a resposta: Texas e Califórnia.


OBADIAH SHOHER

O TEMPLO DA NOSSA NAÇÃO





O Templo. Reconstrui-lo ou não? Os argumentos a favor são políticos, os argumentos em contra religiosos.

O Livro do Levítico enumera muitos ritos de duvidosa observância em quanto ao Templo. Era impossivel que os judeus se congregassem no Templo três vezes ao ano para as celebrações maiores: a viagem era muito longa. Visitar o Templo para sacrificar cada um dos animais era igual de impossível. As mulheres nos dias posteriores ao parto ou com menstruações algo fortes não poderiam emprender tão árdua viagem para realizar os sacrifícios. Os sacerdotes não podiam sacrificar milheiros, teoricamente inclusso, centos de milheiros de animais durante as celebrações.

Flávio Josefo cita a Hecataeo respeito ao tamanho original do Segundo Templo: 150 x 50 metros. Essa superfície não poderia acomodar a mais duns escassos milheiros de pessoas durante as celebrações. A escassez de espaço pode ser contra-argumentada de várias maneiras, especialmente se a gente accedia ao Templo por um curto período de tempo e, maioritariamente, permanecia fóra, mas o espaço, em todo caso, não possibilitava o movimento de vários centos de milheiros de crentes com os seus animais para sacrificar. A Mishna, escrita com uma memória viva do Segundo Templo, faz conjecturas sobre os ritos e os procedimentos do Sanedrim, mais que sobre a sua material facticidade.

O atributo principal da santidade do Templo, a Arca, esteve ausente desde o Segundo Templo, vaziando-o enormemente dessa santidade. O Templo foi repetidamente profanado, os sacerdotes eram daquela tão corruptos como os líderes rabínicos na actualidade, e é penosamente dificil de agardar que a presença divina descendesse entre aquela Santidade das Santidades. Custa-me imaginar a Deus sentindo-se atraído por uma menorah dourada patrocinada pelo magnate ucranião Rabinovich. Um elemento de santidade se perdeu. Ou não? A Bíblia descreve os judeus tão propensos ao paganismo como na actualidade ao ateísmo, os antigos governantes tão diabólicos como Shimon Peres, e os profetas tão escassos como decentes os rabinos hoje em dia. As leis da Torá mantêm-se vigentes, precisamente, porque as gentes de hoje permanecem num nível de moralidade semelhante ao dos seus ancestros. Herodes o Grande, como bom pagano, dificilmente imaginou o Templo como um lugar divino, mas investiu grandes esforços em embelezê-lo. Os judeus da Diáspora não mantiveram os sacrifícios, mas enviavam pontualmente meio shekel (ou mais) para o mantenimento do Templo.

O Templo é uma instituição política. Afirma o carácter judeu do Estado, limita a autoridade dos governantes seculares, e unifica a nação judea. Na realidade, não é significativo para os nossos propósitos se a Divina Presença se revelará, ou não, a um Sumo Sacerdote actual: seria suficiente com que existisse um Sumo Sacerdote. Israel apoia à esquerda porque não existe uma direita vissível; a maioria dos rabinos não são mais religiosos que o promédio dos membros da Knesset. O Templo, os sacrifícios, e o sacerdócio hereditário criariam uma enorme pressão sobre o espectro de direita na política israeli, compensando a influência dos Kadima, Paz Agora, Avodá e Histadrut. O Templo delimitaria a terra para os judeus: é dificil negociar sobre direitos civis para os árabes mentres o fume dos sacrifícios ascende pelo ceu. A construcção do Templo exigiria uma maior penetração nacionalista: arrassando as estruturas islâmicas do Monte do Templo. É complicado sentar-se a falar de paz com os árabes entregando-lhes Judea os os Altos do Golão depois de ter debastado a Aqsa.

O Templo uniria aos judeus. O legislador divino instaurou o sistema de sacrifício para responder ao mais profundo pulo do homem de obter a absolução das suas culpas. Os sacrifícios significavam o regresso do indivíduo à pureça moral: representemos, restituamos, traiamos sacrifícios –e cesemos de preocupar-nos pelas transgressões passadas. Não vos preocupedes pelas ovelhas: em vez de anhos comeremos vitela. Os sacrifícios convencerão aos judeus de que a absoluta pureça moral existe e que é factível lutar por ela.

O Templo subministraria-nos o sentido da continuiade judea, a conexão com as velhas raízes, das que as praias de Tel Aviv carezem totalmente. Os judeus da Diáspora uniriam-se formalmente com os israelis enviando contribuições anuais para o Templo. O mundo veria aos judeus novamente como uma extranha multidão religiosa mais que como colonizadores seculares de Palestina.

Israel necessita um partido político com um único objectivo: reconstruir o Templo. Os demais objectivos podem deducir-se a partir de esse. Deixemos que a Corte Suprema trate de ilegalizar o partido ou que os membros da Knesset nos submetam ao ostracismo.

Esqueçamos a religião. Reconstruamos o Templo.



OBADIAH SHOHER

SHABAT SHALOM


NÚMEROS 10 : 9

E, quando na vossa terra sairdes a pelejar contra o inimigo, que vos oprime, também tocareis as trombetas retinindo, e perante o Senhor vosso Deus haverá lembrança de vós, e sereis salvos de vossos inimigos.


Depois de que o Governo pugesse fim provissionalmente à debacle etíope anunciando que o abastecimento de cristãos da África (“judeus”?) estava esgotado, Olmert vem de dar o visto bom à imigração de sete milheiros de índios que também reivindicam a sua judeidade. O Ministro de Interior Sheetrit, que exigia o final dos projectos de aliyah, agora aceita a entrada dos bons índios. Desses paganos, 1.400 já estám em Israel.

Uns dos maiores apoios a estes judeus de imitação são os Cristãos Evangelistas, que seguem a tradição institucional de coleccionar relíquias. Os judeus índios e etíopes são para eles uma espécie de esqueleto de Santo Agostinho à idade de doze anos.

Os índios afirmam pertencer ao clão de Menashe, uma obscena pretensão toda vez que já temos judeus menashes no próprio Israel –os samaritãos, gente difamada pelos rabinos, mas provavelmente os melhores de todos os judeus.

Os samaritãos falam um belíssimo hebreu bíblico sem adulterar, fazem sacrifícios em Pesaj, celebram o Sucot de maneira adequada, e, o que é mais importante, jamais têm abandoado esta terra. Ergueram-se em revoltas contra os invasores estrangeiros muito mais frequentemente que os judeus, foram incondicionalmente independentes e aguerridos. Hoje, só sobrevivem uns 700 samaritãos, a maioria em Schem e Holon, e é uma grande tragédia que estes judeus exemplares sejam ameaçados pela assimilação. Na medida em que vos seja possível, visitade-os em Schem para fazer-vos uma ideia do que são os autênticos judeus.


OBADIAH SHOHER

(20 Av 5768 / 21 Agosto 2008)

BOMBARDEAR IRÃO



Não deixo de estar assombrado e avergonhado pela quantidade de expertos que, sem nenhuma informação classificada como tal, fazem confidências prognosticando nos assuntos globais, especialmente naqueles relativos aos EEUU e Israel. Assim que, que pode dizer um simples investigador político como eu quando se lhe pergunta se os EEUU ou Israel bombardearão Irão para evitar o desenvolvimento das suas armas nucleares?

Quase qualquer pessoa que se tome o 11 de Setembro em sério, e que tenha escuitado ao presidente iranião Mahmoud Ahmadineyad jactar-se de ir lograr um mundo sem América nem Israel, deveria admitir que um Irão com armamento nuclear seria uma ameaça para a civilização occidental. Não é necessário ser um grande investigador político para ver que um Irão nuclear controlaria as amplas reservas petrolíferas do Golfo Pérsico intimidando a uma já avondo intimidada Europa. Isto seria suficiente para devastar a economia dos EEUU e conduzir ao último bastião de liberdade e dignidade humana a um misserável final. Ao igual que a Israel, um ataque nuclear massivo condearia-os ao olvido. Fim do judaísmo e do cristanismo.

Daí que se me pergunte: “Lançarão os EEUU ou Israel um ataque preventivo contra Irão, o epicentro do imperialismo islâmico –horror de horrores que faz que o imperialismo da Alemanha názi apareça como um assunto menor na história mundial?”.

No planeta vivem quase 1.500 milhões de muçulmãos, e o número que, de maneira mais optimista, calculamos apoia abertamente a jihad islâmica é do 10%. Imaginade qual seria a percentagem com um Irão nuclear. Qualquer estimação sobre os “muçulmãos moderados” entra no terreo da sandez.

Daquela, que podo dizer de um ataque preventivo dos EEUU ou Israel contra Irão para evitar esta catastrofe? A pesar dos meus sete anos nas Forças Aéreas dos EEUU, uns quantos livros sobre a arte de governar, e quase 29 anos ensinando aos oficiais israelis na Universidade de Bar-Ilan, não estou suficientemente qualificado que os expertos sabe-o-tudo que mencionava acima como para oferecer predicções fiáveis na matéria em questão. Isso sim, o historial e a actitude actual dos líderes americãos e das elites dirigentes de Israel não convidam a pensar que nenhum de eles vaia a lançar um ataque preventivo. Mas, que sucederá amanhã?

Retrocedamos a 1949. Os EEUU tinham daquela um monopólio exclussivo nas armas atómicas. Contudo, e a pesar de que a URSS carecia dum sistema de lançamento, os EEUU não foram quem de prevêr o desenvolvimento por parte dos soviéticos da bomba atómica, que alfombrou a escravidão comunista do Leste europeu durante mais de 40 anos.

Mais recentemente, em Dezembro de 2007, a NIE (National Intelligence Estimate) dos EEUU afirmou que Irão dera por rematado o seu programa de desenvolvimento nuclear em 2003. John Bolton, antigo embaixador estadounidense na ONU, escreveu uma feroz crítica contra o informe da NIE no The Washington Post (7-12-2007). Afirmava, nas suas conclusões: “…a NIE abre a porta para que Irão materialize as suas ambições militares de armamento nuclear com toda tranquilidade, em detrimento de todos nós”.

Este é o motivo pelo qual o Sr. Bolton escreveu uma carta aberta no The Wall Street Journal animando a Israel a lançar um ataque preventivo contra Irão. Afirmava audazmente que os EEUU apoiariam a Israel antes, durante e depois de que um ataque dessa índole tiver lugar.

Sim, mas o Sr. Bolton deveria saber que o Governo israeli, dirigido pelo Primeiro Ministro “estamos-cansos-de-ter-coragem” Ehud Olmert, não é capaz nem sequer de reunir os folgos para lançar um ataque contra a franquícia de Irão em Gaza, Hamas. Milheiros de missis de Hamas têm despovoado a cidade israeli de Sderot, e o Governo israeli ainda, e a pesar da abrumadora superioridade das IDF, não tem movido um dedo. Agardar que este Governo ataque Irão, quando inclusso os EEUU -com muito mais potencial e menos risco- abstém-se de fazê-lo, é pouco realista.

As coisas não semelha que vaiam ir melhor se Olmert é ré-empraçado pela Ministro de Exteriores Tzipi Livni ou o de Transportes Shaul Mofaz. Como membros do ánti-sionista e postmoderno partido Kadima, ambos estám comprometidos na criação em breve dum Estado palestinião em Israel –o qual deveria ser suficiente para amosar que carecem do compromisso moral e a fortaleça como para atacar a Irão.

E que dizer de Binyamin Netanyahu, chamado a convertir-se no em Primeiro Ministro israeli nas próximas eleições nacionais? Gostaria-me poder afirmar o contrário, mas o historial do Sr. Netanyahu não é muito esperançador, embora tão só for porque, como ministro do Governo Sharon, votou a favor da retirada de Gaza, em contra das advertências dos mais altos oficiais da inteligência e o exército israeli.

Para além disso, o seu livro “Uma paz duradeira: Israel e o seu lugar entre as nações”, faz-me suspeitar que foi escrito por americãos, e que o seu autor real se dirigia à humanidade sem fazer ênfase na enormidade diabólica à que se enfrontam tanto Israel como a civilização.

Para sermos justos, porém, devo acrescentar que o livro foi escrito em 1999, quer dizer, antes do 11 de Setembro e antes de que Ahmadinejad tivesse jurado “borrar Israel do mapa”.

Agardamos que o Sr. Netanyahu tenha visto a luz e poda demonstrar a coragem necessária para salvar a Israel – e não só a Israel? Para contestar a isso um debe ser já algo mais do que um simples investigador político.



PAUL EIDELBERG

(20 Av 5768 / 21 Agosto 2008)

HIPOCRESIA COM GEORGIA


Onde temos escuitado isto antes?
O mundo inteiro está horrorizado ante o comportamento russo. Os russos têm inventado uma nova “nação” necessitada de autodeterminação.
Os árabes utilizam o tema do movimento separatista “palestinião” exactamente da mesma forma em que Rússia utiliza os separatistas ossétios; como uma estratagema para destruir a Georgia. Os russos queixam-se de maus tratos face os ossétios, mas importa-lhes bem pouco os abusos sobre os direitos humanos dentro de Rússia, especialmente em Chechênia. Os russos coordinaram movilizações dos separatistas dentro de Georgia para ter uma justificação à hora de invadir. Apelaram os direitos humanos e a autodeterminação como táctica para entablar uma agressão.
Hmmm, onde temos visto isto com anterioridade?

O relato trai à memória decontado dois paralelismos históricos. O primeiro é a campanha da Alemanha názi em defesa da autodeterminação para os Sudetes alemães dentro de Checoslováquia nos anos 30. Alemanha também inventara um “povo” necessitado de autodeterminação dentro dum Estado mais pequeno sobre o que projectava os seus desígnios; inventou e promoveu protestas por violação dos direitos humanos, e logo utilizou as actividades separatistas nos Sudetes como pretexto para invadir e destruir Checoslováquia em pedaços. De nada serviu que os direitos humanos fossem respeitados um bilhão de vezes mais dentro de Checoslováquia que na Alemanha názi. De nada serviu que os de étnia alemã já tivessem o seu próprio país soberano ao que se podiam despraçar se não eram felizes nos Sudetes checos.

O outro paralelismo histórico concerne à invenção do “povo palestinião”. Os árabes utilizam o movimento separatista “palestinião” exactamente igual que os russos fazem com os separatistas ossétios. Os árabes e os seus apologetas inventam histórias de “abusos contra os direitos humanos” de Israel sobre os “palestiniãos” em igual, ou maior, medida que os russos se inventam contos sobre os maustratos de Georgia com os ossétios. Pouco importa que os direitos humanos dos árabes em Israel sejam respeitados infinitamente mais que os dos árabes nos próprios países árabes (e que os não-árabes nos países árabes sejam tratados aínda se cabe pior). O mundo choriqueia pelo “apartheid israeli”, quando na realidade Israel é o único país de Oriente Meio que não está constituído em regime de apartheid.

De facto, os georgiãos pode que tenham alguma vez maltratado aos ossétios e estes estejam amparados por um dreito ainda maior à autodeterminação que os “palestiniãos”. Os ossétios falam a sua própria língua e têm uma cultura própria. Em comparação, os “palestiniãos” são menos distintos cultural e linguisticamente dos árabes de Jordânia, Líbano ou Síria (donde a maioria de eles emigraram a Palestina a finais do século XIX e começos do XX) que os californiãos do resto dos americãos.

E, se o mundo está horrorizado pela agressão russa e o seu comportamento face Georgia, então por que esta mesma gente não está também horrorizada com a agressão árabe face Israel e com um comportamento igual que o de Rússia? Por que todos os que desdenham e se rim do reclamo dos ossétios a autodeterminar-se, não rechaçam também a estratagema estilo názi-Sudetes dos palestiniãos à sua autodeterminação? Por que são os palestiniãos, que goçam de um trato muitísimo melhor que os ossétios e os chechenos, o foco dos mass média nos imaginários maus tratos por parte de Israel?

Onde estám os progressistas escudos humanos bloqueando os veículos militares russos (e georgiãos)?

Onde estám todos esses solidários manifestantes? Como é que esse Movimento Internacional de Solidariedade que disfruta atacando à polícia e às tropas israelis, e servir de escudos humanos para proteger às desvalidas vítimas “palestiniãs” da auto-defesa israeli, não vam a se partir a cara a Ossétia e Georgia para deter às tropas russas, a lançar-lhes pedras e a cantar o “Kumbayá”? Onde estám esses progressistas escudos humanos saboteando e bloqueando os veículos militares russos e georgiãos igual que fazem com os das IDF durante as suas operações? Temem, acaso, não ser atendidos com os mesmos exquisitos modais de gourmett com que são tratados quando os detêm as forças israelis por fazer o gamberro no West Bank?

Por que estes esquerdistas não estám fletando barcos para romper o bloqueio russo sobre a costa de Georgia, do mesmo modo que o fazem aquí para abastecer aos terroristas de Hamas em Gaza? Onde estám as Rachel Corries, por que não estám desafiando aos bulldozers russos? Por que os Anarquistas Contra o Muro não lançam alguma iniciativa em Tblisi para desafiar às tropas russas que estám levantando empaliçadas entre Abjázia e Ossétia? Por que os professores israelis da esquerda não levam a cabo leituras de poesia pró-Ossétia e marchas de solidariedade em Tblisi?

A hipocresia da esquerda semelha não ter limites.


STEVEN PLAUT *
(19 Av 5768 / 20 Agosto 2008)



* Steven Plaut é professor na Universidade de Haifa, e colaborador habitual de The Jewish Press e Front Page Magazine.

POR QUE ACOSAR OS HAREDIM?



A actitude dos israelis respeito dos ultraortodoxos judeus é semelhante ao ánti-semitismo da Diáspora. A distância entre os tradicionalistas israelis e os haredim ultraortodoxos lembra a que há entre gentis e judeus. Os haredim são rechaçados em Israel por serem demassiado judeus. Os tradicionalistas israelis sentem-se de segunda categoria comparados com os haredim. À maneira dos ánti-semitas, alguns israelis adoptam a actitude de “ódia àqueles que te detestam”. Deste modo, surgem propostas tipicamente ánti-semitas de assimilação forçosa para os haredim. A proposta mais chamativa é a de forçá-los a server nas IDF. Muitos servem voluntariamente, e com grande distinção. É certo que há muitos hipócritas entre os haredim, como em qualquer sítio, e alguns judeus unem-se a eles para evitar o serviço militar; mas a maioria dos ultraortodoxos sustentam a nação judea de uma maneira mais importante que mediante as armas: ensinando judaísmo 16 horas ao dia. Em certo sentido, os haredim fazem por os judeus o trabalho reservado nas famílias tradicionais às mulheres: os homens trabalham e defendem, mentres as mulheres mantêm o coração do fogar. Os haredim preservam algo mais importante que as fronteiras israelis: o judaísmo estrito. Os judeus podem argumentar o que queiram sobre se a visão ultraortodoxa do judaísmo é correcta ou não, mas é inegável que está mais protegida de influências externas e blindada ante a assimilação. Outros judeus santificam a democracia, a cultura pop, emigram, se convertem baixo ameaça –mas o haredim não. Poderiam permanecer entre árabes hostis ou outras nações e manter o seu judaísmo orgulhosamente caminho da horca. Isso seria pior que os subsídios que possam receber actualmente.

Inclusso desde uma dimensão racional, o acoso a que estám submetidos os haredim é irracional. A URSS eximiu aos estudantes universitários da conscripção militar; os haredim provavelmente estudam uma matéria não menos importante que qualquer questão secular. Os haredim não podem ser chamados a compartir equitativamente a carga criada pelos esquerdistas. Os ultraortodoxos não consentem que os árabes se instalem no meio deles, nem provocam aos palestiniãos com intermináveis concessões, e não aprovam o direito ao voto dos árabes no Estado judeu; muitos haredim nem sequer desejam um Estado judeu, e por uma boa razão: uma autonomia judea num Estado palestinião poderia ser muito mais judea que na esquerdista Israel. Os haredim não reconhecem à Israel secular, mas recebem subsídios dela; já postos, retiremos os subsídios antes que obrigar aos haredim a servir forçosamente no exército. Os subsídios são o meio que utiliza o Governo para sobornar aos haredim para que não alborotem demassiado ante a política ánti-judea do Estado. Eles obtêm a sua parte do trato e não estám em déveda pelo pago.

Outros israelis molestam-se quando os haredim recebem subsídios governamentais mas não têm que servir nas IDF. É uma inquietude legítima, mas comezemos pelos árabes que recebem muito mais que os haredim, não servem nas IDF nem pagam impostos, e são abertamente hostis ao Estado judeu.

Opôr-se aos haredim, mentres toleramos aos árabes, não é hipocresia, senão ánti-semitismo.



OBADIAH SHOHER

GESTOS


Esta tarde um grupo de pessoas reuniram-se no velho cimitério judeu de Hebrão para participar num serviço em memória do aniversário do assassinato do residente em Hebrão Elazar Leibovitch, há seis anos. Assassinados ao mesmo tempo foram três membros da família Dickstein –a mãe, o pais e um jovem filho.

Elazar Leibovitch foi assassinado, segundo o calendário hebreu, no dia 17 do mes de Av. Na mesma data, e quase à mesma hora, Shmauel HaLevy Rosenhaltz, chamado “O Matmid” –o perpétuo estudante-, foi a primeira vítima das revoltas e massacre de 1929 em Hebrão. Ao dia seguinte, outros 66 homens, mulheres e crianças foram assassinados. Amanhã um grupo de gente reunirá-se no mesmo cimitério, a só uns metros da tumba de Elazar, e lembrarão o 79º aniversário de tão terrível sucesso.

Esta semana o Governo israeli decidiu comemorar estes dois eventos de uma maneira excepcional. Aprovaram libertar 200 terroristas, como gesto de “boa vontade” face o negador do Holocausto, Abu Mazen, actual cabeça vissível da autoridade palestiniã. A fim de expressar o seu apoio a um tipo que ódia aos judeus respeito de outros que também ódiam aos judeus (Hamas), o Governo israeli libertará 200 terroristas da sua prisão. Não só Israel não vai obter nada a câmbio; nem sequer tem reclamado nada a câmbio. Que poderia Israel atrever-se a reclamar? Quiçá coisas insignificantes, como a plena cooperação de Abu Mazen para lograr a libertação do prisoneiro de guerra israeli Gilad Shalit. Mas não, seria demassiado pedir. Esta vez Israel tem que entregar algo a câmbio de nada, demonstrando assim aos seguidores de Abu Mazen -e aos que não são tão seguidores- o bom que ele é, o poderoso que é, quanto pode retorzer o longo braço do inimigo sionista logrando que soltem a uma legião de assassinos. Sem pagar preço algum.

Por suposto que, na sua opinião, isto não é suficiente. Todos os prisoneiros devem ser libertados, incondicionalmente. Mas, este é um bom começo, um passo na direcção adequada.

Esta é a forma em que a administração Olmert está celebrando o 79º aniversário das revoltas de 1929, instigadas e iniciadas por Amin el-Huseini, que mais tarde se reuniu com Hitler em Berlin, formou as Brigadas Muçulmãs, e elaborou planos para aniquilar a todos os judeus que viviam em Eretz Yisrael, quando agardavam que Rommel a invadira durante a 2ª Guerra Mundial. O sucessor directo de Amin el-Huseini foi o predecessor de Abu Mazen, Arafat. Abu Mazen intenta seguir firmemente as suas pegadas.

Porém, a decisão governamental não foi suficiente para celebrar tão sinalada ocasião. Tinham que ir um pouco para além, clavar o coitelo um pouco mais adentro.

A regra habitual no referente à libertação de presos ao longo dos anos tem sido evitar a libertação de terroristas com “as mãos tingidas de sangue”. Noutras palavras, aqueles que só ajudaram, ou que apenas intentaram matar mas sem éxito, e casos semelhantes, recebiam o visto bom para ser libertados. Mas aqueles que apretaram o gatilho, esses eram outro conto. Isso era o habitual, até hoje. Por vez primeira, o Governo israeli decidiu libertar a um par de “autênticos terroristas”, dos que chegaram até o final, e perpetraram o nojento acto até o seu máximo grau.

Assim que, quem está sendo libertado para celebrar o aniversário dos assassinatos de Hebrão? Um dos dois é Ibrahim Mahmoud Mahmad, quem vinte anos atrás assassinou a Yehoshua Saloma, um jovem estudante da Yeshiva de Kiryat Arba. Saloma, um recém chegado imigrante de Suécia, que viajou só a Israel, entrou em Hebrão desde Kiryat Arba para comprar alguns frutos secos com os que celebrar a festividade de Tu B’Shvat. Mentres fazia a compra na Kasba de Hebrão, foi brutalmente assassinado pela espalda por Ibrahim Mahmoud Mahmad. Saloma já está morto. Mahmad está ainda vivo; e se Olmert e os seus aliados têm oportunidade, estará em liberdade muito cedo. Esta é a mensagem dirigida ao mundo que Israel está proclamando nos dias em que Hebrão rememora o assassinato de 68 judeus às mãos dos árabes: 67 em 1929, e Elazar Lebovitch, há seis anos.

É importante sinalar: Yehoshua Saloma foi o primeiro judeu assassinado em Hebrão desde as revoltas de 1929. O seu ejecutor está a piques de ser posto na rua pelo Governo israeli. Podedes imaginar a Israel libertando a algum dos bárbaros que figeram uma carneçaria de judeus durante as horas daquele sábado de verão em 1929? Qual é a diferença entre os selvagens de há 79 anos, os bárbaros de há 20 e os de há tão só 6, ou os bárbaros de hoje?

Qual é a diferença, perguntades? Muito simples. Em 1929 podíamos (com toda justiça) botar a culpa aos britânicos.

Hoje, a quem podemos culpar? Só necessitamos olhar no espelho e sinalar com um dedo à image reflexada.

Mas, uma vez mais, é tão só um gesto.



DAVID WILDER *

17 Av 5768 / 18 Agosto 2008


* David Wilder e membro da comunidade judea de Kyriat Arba e promotor do Hebron Internet Project